Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Por aqui só delícias de Minas Gerais. Queijos, vinhos, doce de leite, quanta coisa, hein? Pois é. Mineiro de Santa Rita de Caldas, no sul de Minas. Otacílio, dono desse box do Mercadão, se mudou para Campinas para iniciar uma vida nova. Eu vim dia 14 de abril de 1990, eu saí lá da roça e vim para Campinas com uma vida melhor, né? E aí entrei numa empresa, eh, trabalhei um tempo de ajudante, depois virei motorista, aí passar do tempo, aí virei motorista de ônibus também. Depois fui paraa carreta, trabalhei 11 anos na última empresa e nesse intervalo que eu tava na transportadora da carreta, sábado e domingo eu trabalhava vendendo queijo, bolacha de porta em porta na rua. foi quando eu desliguei da empresa e compri um bque aqui no Mercadão que dia 18 de janeiro fez 8 anos que eu tô aqui no mercadão. Bom, como eh vários migrantes, né, que que vem para Campinas, o senhor também colabora aí com o crescimento da é da cultura da cidade, o crescimento econômico, né, Tacin? Ah, sim, com certeza, né? A gente é aqui eh é um crescimento, né? Na verdade, graças a Deus, Campina é muito bom. Embora a adaptação nem sempre seja fácil, a presença dos migrantes tem trazido uma série de contribuições culturais e econômicas para Campinas. Bom, muitos abriram pequenos negócios, trouxeram novas tradições e enriqueceram o ambiente cultural da cidade. É justamente o caso dele. O que representa Campinas para você que veio de fora? O povo, né? aqui no mercado. Para mim o que representa hoje é os clientes no dia a dia. É uma cidade que hoje mora no seu coração. Sim, exatamente. Tem família hoje, os netinho. É uma cidade, é o coração do Brasil para mim. O número de migrantes vindos de outros estados para Campinas chegou a 30.000, Segundo dados do censo 2022 divulgados pelo IBGE, mineiros e baianos são a maioria entre os nascidos fora de São Paulo que moram na metrópole. Os mineiros são 19,6%, os baianos 12,8. Os que vieram do Rio de Janeiro 8,8%, do Maranhão, 7,6 e do Paraná 5,9. Campinas é uma das maiores cidades do interior de São Paulo e se destaca não apenas pela sua economia e polo tecnológico, mas também pelo papel crescente que tem desempenhado na recepção de migrantes. É o que destaca doutor em história da educação. Não é só o estrangeiro que vem para Campinas, né? Você tem a população que que migra para cá de tu, né? De tu vem o Álvares Machado, né? que vai eh a mulher dele casa, é a primeira mulher do Hércules Florense. Você tem o pessoal que vem de Cutia, de Jundiaí, de Paranaíba, Parnaíba, né, do que que aqui pertinho. Então, eh eh Mojimirim é uma é uma população que tá chegando aqui em Campinas. Por que Antônio Cesarino sai de Paracatu com suas filhas e vem para Campinas? Provavelmente porque aqui primeiro que o ouro acaba, né? Então ele chega aqui e e eu tô falando de 1850, então já exauriu totalmente os veios lá. Aqui não, aqui começa uma punjança. Então a economia que traz a educação, que traz a emancipação primeiro dos negros e depois das mulheres e das mulheres negras. Para muitos, essa cidade se tornou uma nova chance de recomeço. A diretora da organização etnocidade acredita que as instituições da política tradicional podem contribuir com a causa indígena se realmente estiverem interessadas em entender e respeitar a cultura dos povos originários. Olha, na verdade Campinas ela tá, aliás, ela é é um arco, né? Pelo acolhimento dos indígenas na Unicamp. ela tem uma casa de acolhimento indígena, que é a nossa casa. Então, assim, é necessário políticas públicas aqui, como em qualquer outro lugar. Então, é importante essa manter nossos direitos dentro do contexto urbano, porque afinal de contas nós viemos de contexto eh de território indígena, mas não deixamos de ser quem somos. Então, uma política pública, principalmente voltada pro indígena, é muito importante. É algo que a gente tá vendo debatendo aí na medida do tempo. Como é a casa que você citou de acolhimento ao indígena aqui em Campinas? Essa casa chama-se Etinocidade. Ela foi fundada em 2016 para educação e acabou em 2018 se tornando uma organização da sociedade civil que acolhe o indígena no contexto urbano. Então, ela faz todo o trabalho do acolhimento, eh, de entender que nós estamos no nós estamos somente longe do nosso território, mas nosso corpo é corpo território, então somos indígenas onde nós estivermos, né? Então o indígena quando vem ele tem essa passagem e todo esse apoio por nós, por essa casa do Étino Cidade. A jornada de esperança não é simples. A chegada a Campinas envolve desafios imediatos: Encontrar trabalho, garantir moradia e muitas vezes superar as barreiras do idioma e da cultura. Inclusive para quem vai estudar, a Unicamp, por exemplo, tem os vestibulares indígenas. Eles trazem muito, é assim, nós temos hoje muito acadêmicos e aí eles vêm com seus familiares, mas entendendo que Campinas em 2010 já tinha 1043 indígena. Então hoje acadêmicos nós temos entre família e acadêmico 1000, mas lembrando que Campinas e região tem mais de 3.500 indígenas. Então não é só a Unicamp que acolheu esses indígenas, mas a cidade vem acolhendo indígenas há mais de 10 anos. É uma quantidade muito grande de indígena que nós temos hoje. São 50 etnias, 42 línguas diferentes. 42 línguas diferentes. 42 línguas diferentes de vários cantos dessa nação que a gente chama ainda dentro do nosso da nossa ancestralidade de Pindorama. É isso aí. Tem muita coisa para melhorar. Mas Campinas tem sim recebido os migrantes de braços abertos. Com certeza. Recebe muito bem. Eu acho que sempre a gente pode melhorar, mas não é somente a cidade em si, como o ser humano. Então a gente sempre melhora na medida que passa, mas até hoje a gente tem um bom acolhimento. [Música]