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A história da imigração em Campinas é marcada por ondas de diferentes grupos que chegaram à cidade em busca de novas oportunidades, especialmente durante o ciclo do café e no período da industrialização. A cidade recebeu imigrantes italianos, portugueses, espanhóis, árabes, alemães e também de outras nacionalidades que contribuíram para o desenvolvimento econômico e cultural da região. Centro de Referência do Imigrante, Refugiado e Apátrida. Vinculada à Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, surgiu em 2015, diante da crescente demanda de atendimento para essa população. Esse centro de referência que fica aqui situado na Avenida Glicério, ele faz um tem uma atuação muito importante porque possui uma equipe multidisciplinar que faz o atendimento tanto do imigrante como de apátrida e que vem aqui pro município de Campinas e também de refugiados. As demandas elas são variadas, mas o que a gente percebe em todo em todos eles é a necessidade de acesso e aprendizado ao idioma português, né? e também a regularização dos documentos aqui no Brasil. Só no primeiro semestre deste ano, o Centro de Referência do Imigrante realizou aproximadamente 1000 atendimentos. Em 20249 no total. Ainda segundo o Clébia, o centro funciona como uma espécie de ponte entre o imigrante e o acesso ao município e seus serviços. A nossa equipe, ela trabalha na interlocução com outras secretarias, com outras políticas públicas, para que essas pessoas elas sejam direcionadas conforme a necessidade que elas possuem. Então, muitos precisam acessar o mercado de trabalho. Então, a gente faz essa interlocução com a equipe de trabalho e renda, que é o CEPAT. Muitos também precisam de acesso à saúde, a vacinas. a gente tem recebido bastante migrantes, eh, principalmente venezuelanos, os cubanos também, araós. Então, esse é o maior público hoje que a cidade de Campinas recebe e que passa pelo centro de referência. Dados do Centro de Memória da Unicamp apontam que aproximadamente 910.000 imigrantes europeus entraram no estado de São Paulo entre os anos de 1887 e 1900. Só em Campinas, entre os anos de 1882 e 1900, mais de 10.000 imigrantes foram introduzidos na cidade. Estima-se que 70% da população do município, em torno de 800.000 pessoas tenham alguma descendência italiana. A presença dos imigrantes na cidade começou com a chegada do navio La Sofia e se intensificou a partir da década de 1880. A imigração está registrada na arquitetura da cidade, o edifício da societá italiana lavoro e progresso, no distrito de Souzas, por exemplo. Foi fundado em 21 de agosto de 1894 e vai ganhar as páginas de um livro. O local preserva a identidade dos imigrantes, com trabalhos que buscam fortalecer a cultura e as tradições da Itália. A construção do prédio se deve a um grupo de italianos que já estavam morando aqui. Alguns moravam na cidade, como é o caso do Lourenço Porto, que foi o primeiro presidente da societá. Ele foi um dos fundadores, ele era avô do meu marido e ele era industrial. Ele veio de Luca para da Itália para cá, bem jovem. Os imigrantes eles eram assim vistos com certo receio pelos moradores. Existiam já alguns portugueses, né, que foram os primeiros moradores do lugar. E os italianos não eram assim tão bem vistos. Eles se sentiam marginalizados. Não existia hospital público, nada dessas coisas. E a societá foi construída para ajudar esses imigrantes. A gente procura manter festas, as festas principais, como é a festa da befana, a gente faz todo ano com as crianças alguns jantares, eventos comemorativos e é muita alegria, muita festa, como é típico italiano. [Música] O livro ele surgiu eh da necessidade de eh deixar uma memória de uma instituição que hoje tem 130 anos já. É a instituição mais longeva, né, da cidade, é um símbolo aqui pra comunidade eh de Souzas. E ele tá no processo de produção. Desses 251 anos, pelo menos 150 anos, eh, eles foram construídos junto aos imigrantes italianos e aos descendentes de imigrantes italianos. A chegada de imigrantes japoneses também foi significativa, com grupos que se dedicaram à agricultura e ao comércio. O Instituto Cultural NIPO Brasileiro de Campinas completa 74 anos em 2025. Localizado no Jardim Guanabara, ele é referência e símbolo da cultura japonesa, com atividades que integram o calendário oficial de turismo e cultura da cidade. [Música] São cerca de 15.000 1000 eh descendentes japoneses que representam pouco mais de 1,3% da população de Campinas. A imigração japonesa, ela foi mais tardia em relação às outras imigrações, no caso europeias. Eh, no Brasil foi em 1908 que iniciou. Em Campinas foi 10 anos depois, em 1918, que na época vieram 56 imigrantes japoneses. Existe outros institutos também importantes aqui, né? Existe a Associação Okinaua, que é uma província do Japão no Jardim Olina. Existem duas comunidades rurais, que é o Instituto Nipo Brasileiro de Pedra Branca e Associação da Colônia Tosan. De acordo com o portal da imigração do governo federal, cerca de 1300 estrangeiros chegaram a Campinas em 2024. A maioria colombianos e venezuelanos. Hoje são as venezuelanas Maria Eugênia e Elizabe, que buscam no município a chance de uma vida melhor, atuando como empreendedoras nos ramos de padaria e confeitaria. Já tenho aqui no Brasil 6 anos, pertinho se anos e tenho 5 anos e meio morando aqui no Campinas. E Campinas cidade maravilhosa, é bem cultural, é aberta a a pessoas de outras latitudes. Vocês têm muita migração, tanto interna como externa. Tem muita migração de gente que vem de outras partes do Brasil e gente que vem de fora. E isso eh me gusta muito aqui. Meus produtos han sido muito bem acolhidos porque aqui valoram essa diversidade eh os produtos japoneses, chineses e hindu e agora bom os produtos venezuelanos e os as empreendedoras venezuelanas estamos tendo muito destaque aqui na cidade. Eu e minha família saímos de Venezuela por situação país. Sim, tudo é político. E então nós chegamos a Brasil desde 2023 e hemos trabalhado em função de de crescer, de melhorar e Campina é uma boa ajudar para para uma oportunidade. Você se sentiu acolhida aqui? Muito, muito. O brasileiro é são muito bacana. A guerra é sempre um fator determinante para migração. A gente vê um volume baixo ainda, mas eh estamos prontos para receber. Acho que independente assim da origem, a equipe sempre acolhe muito bem e aí identifica e qual é a necessidade, quais são as maiores dificuldades. Aí faz esse acolhimento para que eles consigam construir a vida aqui no Brasil com toda a estrutura que for necessário e que o poder público consegue ofertar. De aqui para frente pretendo no curto tempo me nacionalizar porque já já estou e me sento brasileira. Meu futuro aqui no Campinas é seguir crescendo, gerar emprego. Go! [Música] [Música]