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Por iniciativa do vereador Wagner Romão, a ex-vereadora Vanda Russo e Terezinha de Fátima Carneiro da Silva, que é uma das líderes do Sindicato das Domésticas de Campinas, receberam a medalha Laudelina de Campos Melo por suas ações na luta pela inserção da mulher negra na sociedade. Claudelina foi a criadora do baile Rainha Pérola Negra em Campinas para permitir que meninas negras participassem de grandes festas e é a fundadora do Sindicato das Domésticas. Ela prevê que é o sindicato das domésticas que tem que ser ouvido, né, que que deve realmente eh indicar as homenageadas, né? E o nosso mandato simplesmente acolhe, né? Nós somos apenas intermediários dessa dessa homenagem que é o sindicato das domésticas que organiza e que propõe. O vereador leu a biografia de cada uma das homenageadas e fez ponderações sobre a atuação das lideranças. Entre os seus principais projetos estão o substitutivo total aos projetos do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher e o do abrigo de mulheres que sofrem violência doméstica. Foi por duas vezes presidenta do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher. sendo que na sua segunda gestão participou da mudança da lei do conselho eh para uma gestão de presidente para uma gestão coordenada pela sociedade civil, que depois mais tarde em outras gestões sofreu outras mudanças. atualmente continua atuando no grupo de mulheres da periferia, o GMP e na marcha mundial de mulheres. A medalha Laudelina é uma forma de reconhecer e celebrar o trabalho incansável de vocês duas, que por meio de suas ações e liderança, tem transformado a vida de muitas mulheres e contribuído para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. Vocês são exemplo de coragem, resiliência e determinação. E essa homenagem a vocês é muito mais do que merecida. Parabéns. Em 1983, ingressou na Associação das Domésticas. A partir da própria vivência por ser mãe de uma pessoa com deficiência, conheceu alunos e professoras da PUC Campinas e empenhou-se para que as crianças com deficiência tivessem atendimento. Batalhou por transporte gratuito, atendimento humanizado na saúde, além de outras pautas igualmente importantes. A educação foi um catalisador pessoal. Em face dificuldade de aceitação do filho especial nas instituições de ensino, frequentou com ele a escola e assim se alfabetizou. As homenageadas emocionadas lembraram as suas próprias histórias de luta. É com grande alegria que receba a medalha Laudelina, mulher negra de grandes legado. Seja por ser filha de pessoas escravizada, por ser trabalhadora doméstica, pela luta do povo negro, das mulheres e das causas sociais. Falar de Laudelina é reviver a história. Eu a conheci nos anos 80 e tive o prazer de aprender muito com ela. Certo dia, perguntei: "A senhora não tem medo?" E ela me disse: "O medo é bom, pois nos faz enfrentar até o desconhecido". Essa medalha foi eh foi instituída devido a um projeto, né, da nossa companheira, a Maria José Cunha. Mais de 220 anos, a nós tivemos 18 mulheres vereadoras, é muito pouco, né? Então ela, eu além de tudo essas vereadoras, além de da dificuldade de nós mulheres chegarmos a a esses postos parlamentares, eh, como prefeitas, governadoras, senadoras e mesmo como uma única presidente, a Isalene que tá aqui, foi prefeita aqui de Campinas, sabe o quanto eh nós mulheres sofremos como parlamentares, nós sofremos a violência política de gênero. A representante do sindicato das domésticas falou da emoção e o reconhecimento ao legado deixado por Laudelina de Campos Melo, que hoje é uma casa nossa, né? E abre as portas para oferecer a uma medalha de honraria para quem transforma o cotidiano e o dia a dia das pessoas. Pessoas que imagine se a Laudelina podia pensar que um dia teria uma medalha com o nome dela para homenagear mulheres que estão transformando, né? Porque através da dessas mulheres homenageadas, quantas transformações que vem