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Presidida pela vereadora Paola Miguel, a Frente Parlamentar de Enfrentamento ao HIV, Aides, Hepatites virais e outras infecções sexualmente transmissíveis, realizou uma reunião no primeiro semestre de 2025. No encontro, foram discutidos sobre os serviços de combate às ISTs que existem no município de Campinas. Falamos bastante do Centro de Referência de ST, quais os programas que são oferecidos a PREP e a PEP, que é a profilaxia pré-exposição e a profilaxia pós- exposição. A gente explicou um pouco mais o que que era isso. A reunião da frente reuniu especialistas no assunto, como coordenador do programa municipal de STS, HIV, Aides e Hepatites Vrais, Josué Nazareno de Lima, e Gabriel Borba, responsável por legislação e populações do Unaides Brasil, programa Conjunto das Nações Unidas. A gente teve também a presença do membro da Unides, que foi quem trouxe essa ideia pra gente, que tem a meta 95. 95% de pessoas testadas, com 95% de pessoas em tratamento e 95% das pessoas em tratamento indetectáveis. E o problema que a gente tem hoje é justamente dessa meta do meio, das pessoas que estão em tratamento. A gente não conseguiu atingir ainda 95% das pessoas que foram detectadas com HIV, Aides e outras ISTs, né? HIV AIDES principalmente em tratamento por conta da segurança alimentar. Então, muitos pacientes acabam descontinuando o tratamento, porque como quando elas tomam o medicamento de estômago vazio, o medicamento tem uma alta reação. Então a gente discutiu inclusive nesse primeiro dia como que a gente pode garantir a segurança alimentar para que a gente consiga também se enquadrar nas na no acordo de Paris, né, que foi proposto pela Unides. E a esse acordo que é seguido internacionalmente também voltar a ser referência na política de enfrentamento HIV, Aides e outras virais. A vereadora também falou sobre os próximos trabalhos da Frente Parlamentar para o segundo semestre do ano. A gente quer trabalhar, por exemplo, como funciona o enfrentamento a IST de mulheres lésbicas, principalmente mulheres lésbicas, bissexuais, mulheres que se relacionam com outras mulheres, porque a gente tem dificuldade de encontrar até mesmo na literatura, né, já que a gente não tem um método eh tão efetivo como é o caso da camisinha, né? como que a gente pode também fazer com que a gente dê segurança para essas mulheres, né? A gente também quer discutir a questão da contaminação vertical e principalmente como a gente enfrenta o preconceito. Até pouco tempo atrás, as mães que viviam com a HIV transmitiam isso no parto para os seus filhos e muitas dessas crianças já crescem com o HIV em tratamento sempre, mas elas têm muita vergonha quando começa a atividade sexual, como que come isso pro parceiro. a gente tem visto uma crescente de infecção, principalmente entre os jovens, que como a gente pode ser a primeira geração a não morrer de ides, a camisinha, né, acabou se tornando um item supérfo, porque as pessoas entendem que é só fazer o tratamento que vai dar tudo certo, né? E a questão também da contaminação entre os idosos é uma outra coisa que a gente tem visto de forma crescente e eles muitas vezes não buscam tratamento porque pensam, já estamos idosos, né? a gente já vai morrer mesmo daqui a pouco. Por que que eu preciso tratar para IGV Arts ou para outras eh ISTs? E também uma coisa que tem chegado muito até a gente são denúncias com relação à sífiles. E a gente quer entender quais são os protocolos do município hoje para enfrentamento a sífiles, que acaba sendo uma doença um pouco silenciosa e muitas vezes ela até transmitida pelo beijo e aí quando chega no posto de saúde não tem o teste. Não que não tem, mas o teste não é pedido. Então as pessoas acabam avançando pro estágio dois, até mesmo três. E aí quando isso acontece, a gente sabe que tem danos neurológicos e aí acaba dificultando também o acompanhamento e o tratamento.