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A comissão permanente da mulher da Câmara Municipal de Campinas, composta pelas vereadoras Débora Palermo, Guida Calisto, Paola Miguel e Fernanda Solto como membro e presidida pela vereadora Mariana Conte, teve um primeiro semestre marcado por debates e deliberações voltadas à defesa dos direitos das mulheres no município. O trabalho da comissão foi bem interessante. Nós fizemos essa reunião que discutiu a violência contra a mulher, que é uma realidade que as mulheres estão sofrendo. Recentemente nós tivemos também um caso de feminicídio de uma funcionária da Câmara Municipal e isso, na verdade, infelizmente não é uma exceção. É uma regra que nós temos visto, o aumento dos casos de feminicídio, a morte, o assassinato de mulheres motivada pela discriminação de gênero e em geral são pessoas muito próximas da mulher, pessoas do convívio, são pessoas que fazem parte das relações afetivas das mulheres, o que demonstra a alta carga de patriarcado, de machismo, dessa ideia que o homem tem o controle sobre a vida e a morte. das mulheres e dos seus filhos. Esse é um elemento. O segundo elemento que nós analisamos foi também o número de suicídios de mulheres jovens que t aumentado. Então isso também é é a é um indício de que a realidade está sendo insuportável, sobretudo para as mulheres jovens. Além dos debates e dos projetos analisados, a comissão também atua na fiscalização e no acompanhamento de políticas públicas ligadas aos interesses e os direitos das mulheres. E a comissão tem trabalhado sobre eh a os as políticas públicas, porque o fundamental, na verdade, é que nós consigamos, né? Então aí foi falado sobre a campanha do da redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1, pela as campanhas que acontecem pela distribuição da jornada de trabalho, a necessidade do aumento das vagas nas creches em período integral, com uma forma necessária para que as mulheres tenham melhores condições de trabalho e reduza a sobrecarga, porque o trabalho, a creche, a escola é um local protegido para as crianças, né? E essa é uma preocupação permanente na vida das mulheres. A necessidade do investimento, previsão do orçamento eh de verba para as políticas de combate à violência contra a mulher. Fechando o semestre, a reunião do mês de junho recebeu no plenário a advogada Maira Réchia, presidente da Comissão das Mulheres Advogadas da OAB São Paulo. Ela ministrou uma palestra com o tema violência de gênero do silenciamento ao feminicídio. Os debates continuam no próximo semestre com novos encontros e discussões programadas. Nós vamos debater a questão da violência. Nós temos retomar esse tema. Vamos discutir a violência política de gênero. Temos algumas propostas, como, por exemplo, a constituição de uma Procuradoria da Mulher aqui na Câmara Municipal. A gente participou de muitos atos, das manifestações, temos recebidos denúncia, temos atuado para que a Lei Maria da Penha, que é uma das melhores leis do país, do mundo, eh para que se torne uma realidade na vida das mulheres. E isso precisa de investimento, de dinheiro, precisa de funcionário para que isso se torne realidade. Essa é a nossa batalha. Yeah.