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Por iniciativa da vereadora Mariana Conte, a primeira parte da reunião ordinária discutiu a importância da economia solidária para a cidade de Campinas. O principal foco do encontro foi ampliar a visibilidade do trabalho exercido pelas artesãs e os desafios da profissão. Um dos pontos centrais da discussão foi sobre o encerramento de uma loja física que impactou diretamente na renda dessas profissionais que dependem desses espaços coletivos para a comercialização de seus produtos. Em 29/02 de 2024, fomos praticamente despejados do nosso projeto, que também fazia parte da economia solidária. O pessoal tinha renda faz muita falta, inclusive para mim, eh, nós tínhamos a umas 40 mulheres que participavam lá e colocavam seus artesanatos lá, né? tinha a horta, tinha a padaria, que a padaria também depois foi fechada. E é isso daí. A gente ainda eh estamos pedindo ainda que nos ajudem a, eu sei que tem bastante prédio na cidade e a gente gostaria muito muito que voltassem com a nossa loja. Além disso, com a loja física, as artesãs tinham mais infraestrutura para trabalharem com dignidade. O espaço era um espaço em que elas podiam tanto utilizar banheiro, utilizar coisas básicas que todo trabalhador precisa, ainda mais nós estamos falando de trabalhar, mulheres trabalhadoras, muitas senhoras que t demandas físicas. Ela, uma disse que ela podia levar a marmita para comer, enfim, que a gente sabe que isso também dá uma economia gigantesca na no almoço, porque não é fácil ficar almoçando fora de casa todos os dias, todo mundo sabe muito bem. Quanto a loja física também era o espaço, ela relatava, por exemplo, que veio por meio de um financiamento do governo federal, veio o equipamento de fazer uma padaria, por exemplo, né? Então era a loja física possibilitava elas de terem mais eh infraestrutura para realizarem os seus produtos, produzirem seus produtos. E o fechamento em 2024 impactou muito nesse cenário, né? Então o que nós podemos fazer, o que eu estou fazendo é primeiro questionando a prefeitura sobre o porquê do fechamento e quando e onde a reabertura, mas sobretudo pressionar a prefeitura, porque tem tantos e tantos imóveis pela cidade de Campinas. A prefeitura faz uma política de incentivo a setores econômicos e por que não incentivar economicamente essas trabalhadoras que são mulheres, são mulheres trabalhadoras, são mulheres que usam da economia solidária para complementar renda ou para garantir todo o sustento. Então, já que a prefeitura apoia muitos grupos econômicos e eu acho que apoia inclusive de forma desmedida, o setor imobiliário, o grande capital, né, que gente que nem precisa tanto assim e que faz a da de Campinas a farra do boi. Então eu eu entendo que nós vamos continuar cobrando a Prefeitura Dário Saad para que forneça um espaço para que essas trabalhadoras possam exercer o seu artesanato, fazer o seu pão e possam trabalhar com dignidade. A Luciana veio para Campinas em busca de oportunidades e como empreendedora e artesã ressalta que a economia solidária vai além de geração de renda. é como uma ferramenta de inclusão produtiva, ressignificação da vida e transformação social. E a economia solidária realmente é isso, é você dar as mãos, você ajudar o seu próximo, aos ao seu amigo, ao seu colega, né? Tem bastante pessoas idosas, né? Qu, eh, infelizmente não tem suporte. Então, quando nós estamos na feira, a gente tem que fazer isso, dar as mãos para aqueles que não não consegue, né? E essas pessoas idosas, elas realmente têm, né? A feira é o único local que elas conseguem se divertir, que elas conseguem conversar. muitas vezes faz só um dia por semana, mas aquele dia alegra ela, tira ela da depressão, porque ela conversa com todo mundo. Então assim, ele é um projeto maravilhoso, porém não temos visibilidade, né? cada cada secretaria que entra, né, eh quer fazer algo diferente, só que eh nós somos a raiz da árvore, né, do do da economia solidária, que somos empreendedores. E muitas vezes nós não somos ouvidos completamente, né? é necessário e fundamental esse apoio, porque a gente é é uma forma é uma forma de geração de renda e geração de renda embaixo. Isso também é fundamental porque a gente sabe, muitas vezes se a gente ouve falar sobre o abandono do centro, o centro abandonado, mas o centro só vai ter vida na medida que tiver pessoas que trabalhem e morem no centro. Então você ter uma loja como essa da economia solidária, retomada dessa loja também é uma forma de garantir e fortalecer o movimento no centro da cidade. Infelizmente a gente vê o cenário é contrário. Então, para mim também não é à toa que essa loja foi fechada, porque nós vamos vendo que ano após ano o a prefeitura favorece empreendimentos imobiliários, grandes construções que ficam, na verdade, construções fantasmas, muitos imóveis parados, imóveis que são só utilizados para especulação, imóveis que são utilizados na no mercado financeiro e que não são utilizados pelas pessoas. E aí a gente vai vendo o centro cada vez mais vazio e cada vez mais abandonado.