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Por iniciativa da vereadora Paola Miguel, a primeira parte da 53ª reunião ordinária da Câmara Municipal de Campinas, prestou uma homenagem ao ex-prefeito Antônio da Costa Santos, mais conhecido como Toninho do PT. Participaram da cerimônia os vereadores Wagner Romão, Gustavo Peta e as vereadoras Guida Calisto e Fernanda Solto. O encontro marcou os 24 anos da morte do ex-prefeito do Partido dos Trabalhadores, que foi assassinado em 10 de setembro de 2001. Para mim é muito emocionante falar sobre isso, né? Eu naquele momento ainda tava no ensino fundamental, mas eu tenho muito viva a memória da onde eu estava quando eu recebia a notícia do Toninho. E isso nunca saiu da minha memória, que era uma pessoa, uma liderança, uma um arquiteto que olhava, né, pra cidade como alguém que amava a cidade de Campinas. E sobrou um gosto muito amargo na história da nossa cidade pelo fato da gente não conseguir viver o que foi o governo Toninho. A Isalene honrou muito bem o seu legado naquele momento, mas as pessoas tinham muita esperança com o orçamento participativo, com a o fato do Toninho não ter rabo preso com ninguém, com o fato dele enfrentar muitas vezes a batalha do transporte. E foi naquele momento que a gente teve uma mudança significativa também com relação aos ônibus e principalmente pelo Toninho ser a pessoa tão popular quanto ele era. A gente o processo eleitoral, o Toninho tava em quarto lugar e ele conseguiu chegar no segundo turno e ganhar a prefeitura de Campinas. Além dos parlamentares, amigos e conhecidos de Toninho também estiveram presentes na primeira parte da reunião, como advogado da família do ex-prefeito, que contou como está o caso atualmente. Hoje nós estamos em qual situação? Nós estamos numa situação que houve um segundo atropelo. O primeiro foi quando o parecer do Ramagem foi acolhido e o e agora em 2025 nós estamos no segundo atropelo, que é a missão do Ministério das Relações Exteriores. Em Washington talvez não discutiu isso com o governo, não sei o que aconteceu. Acho que é o governo que vai precisar apurar isso aí. novamente emite um parecer dizendo que não tem nada, não tem nenhum problema, ignorando os pedidos da família de instauração de inquérito da Polícia Federal, ignorando a posição, a decisão de um juiz da vara do júri, que isso é o estado, é um juiz do poder judiciário ali, prerrogativas com com enfim. Então, gente, eh a história se repete. O Toninho foi assassinado porque ele tinha uma visão. Se eu fosse ser prefeito dessa cidade, eu vou ser prefeito para quem precisa da prefeitura. A prefeitura não vai estar à disposição dos barões, nem dos ricos, mas ela tava à disposição do povo e por isso ele foi assassinado. Então, a mensagem que fica para nós, a mensagem que fica para todos nós, saudação a quem, saudações a quem tem coragem, mas também a quem executa. Fazer projeto é fácil, agora executar é que é. E dar as condições de funcionar é o que é o mais difícil. E é por isso que nós hoje já estarmos lá na no local do assassinato, a gente vê aquela destruição ali toda. Para nós que ficamos aqui, a gente não pode esquecer, pode a justiça toda falar que não, que caducou, que o negócio não vai ter jeito, mas nós não podemos esquecer. Essa cidade, esse estado tem uma dívida, porque não dá para para acontecer um negócio desse e ficar assim, não tem uma dívida com a família, né? Ele, a filha dele ia acabar de fazer 15 anos quando ele foi assassinado. Toninho vive mais do que na nossa memória, né? E a gente queria poder lembrar isso, né? A gente teve diversos parlamentares hoje aqui e presente e o grito que ficou pra gente foi que Toninho presente hoje e sempre. M.