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Campinas é a primeira cidade do Brasil a instituir o dia do patrimônio cultural funerário, criado para valorizar e preservar memórias históricas presentes no cemitério da saudade. A data definida em 7 de fevereiro é a mesma do aniversário da inauguração em 1881. E ali no cemitério da Saudade, nós temos um verdadeiro museu a céu aberto. Primeiro pelo conjunto de obras artísticas, esculturas, de artistas renomados que retratam assim a evolução da arte eh chamada funerária, arte tumular, expressando um significado de respeito que se remete também à questão da preservação da memória das pessoas que estão ali enterradas. Então existem túmulos mausoléus com obras que são maravilhosas, né? Eh, segundo, porque nós temos ali também enterrados personalidades importantíssimas da história de Campinas que fizeram o desenvolvimento da nossa cidade. Então, preservar isso é uma obrigação. E mais do que preservar, é importante dar visibilidade a isso, acessibilidade a isso, porque a medida que as pessoas conheçam, se interessem por aquilo, é como se você tivesse recuperando, resgatando a história que tá ali contada. De acordo com o parlamentar, essa proposta nasceu de uma sugestão do Thago de Souza, que é o idealizador do projeto O kit assombra, que promove passeios noturnos no cemitério. Nós decidimos então formalizar isso, é com o objetivo mesmo de valorizar esse patrimônio. Por que patrimônio? Porque é muita riqueza, né? Se você for ali, a história que tá representada ali é muito rica, né? tem momento, conta a história de Campinas, a história do Brasil. Além disso, a gente tem uma profusão de temas ligados imediatamente ao cemitério que passam desde dessas biografias de figuras históricas do nossa política, da nossa sociedade, como também se a gente quiser discutir atleticamente, a gente tem figuras importantes dos das equipes de futebol de Campinas. A gente pode discutir cinema a partir da experiência da gravação de um filme muito famoso, Memórias Póstumas de Brascubas, no cemitério da Saudade. Também podemos falar de música, vários expoentes da música de ontem e de hoje. O Santaninha Gomes, irmão de Carlos Gomes, tá sepultado lá. Aurilúci também, nossa querida sambista da cidade, também tá sepultado. Então, a gente pode fazer esse trânsito. E essa lei, na verdade, foi uma ponte importante, pelo menos eu considero como uma ponte afetiva importante entre os campineiros e as suas histórias, porque a gente tem o cemitério como um espaço de morte. Ele é mesmo lugar de despedida, de processos de luto, mas ele tem também em seu repertório esse aspecto importantíssimo patrimonial, cultural. Amen.