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Por iniciativa da vereadora Fernanda Solto, a primeira parte da quarta reunião ordinária da Câmara Municipal de Campinas foi dedicada ao debate sobre ações de enfrentamento à violência contra os animais. O caso do cachorrinho orelha em Florianópolis, que, né, um cachorrinho comunitário que foi assassinado de forma brutal, eh, trouxe uma onda de mobilização em todo o Brasil contra a impunidade para quem comete os crimes de maus tratos, mas também expôs um problema estrutural que nós estamos vivendo, porque o caso do cão orelha não é um caso isolado, é uma coisa que a gente tem denunciado que muitos casos como esse acontecem todos os dias e não chegam ao nosso conhecimento. E a gente é pensou que seria muito importante utilizar esse espaço institucional a Câmara Municipal de Campinas nesse momento em que esse debate tá sendo feito em todo o país para trazer evidências desse desmonte da política de proteção animal, da falta de responsabilização do poder público com relação à proteção animal, ouvindo quem tá no dia a dia enfrentando essas dificuldades, as protetoras, os protetores, as ONGs. E dizer que essa situação da crescente dos maus tratos contra os animais é uma realidade em Campinas. O encontro reuniu autoridades, protetores e representantes da sociedade civil em um momento de debate e mobilização pela ampliação de políticas públicas eficazes para proteção animal no município. O que dá para se analisar não apenas com o caso de Campinas, mas vários casos de DPBEAS do estado inteiro, é que esse modelo não funciona. Nós vamos precisar rediscutir o modelo de DPBEIA, essa história de que o poder público tem que fazer tudo, tá errado. O vereador Wagner Romão falou: "Olha, precisa da conscientização da população primeiro, precisa isso mais do que fundamental pra gente colocar na cabeça de uma pessoa lá atrás que lá na no num bairro, em qualquer lugar da cidade que ele não pode bater no animal, não pode bater em ninguém, não pode bater no animal. É previsto em lei o crime de maus tratos. E o que que é crime de maus tratos especificamente? É a crueldade e o sofrimento com os animais. Por isso que eu começo falando do caso do Mairinque, né, que o vereador Romão enfatizou aqui. A estrutura está boa, OK, mas ele está numa prisão, numa solitária. Por que que ele está preso? Se fosse um santuário, seria um pouco diferente. Mas qual é a pena? Qual é o crime que ele cometeu para tá causando sofrimento de eh eu digo sofrimento porque quando ele está preso comendo, bebendo água e não tá tendo um lazer, um amor, um carinho, também é sofrimento. E também aí eu começo a falar também da questão do rodeio e do da lei do do do artigo do estatuto que foi eh que foi suspenso, na verdade 99. Ele não fala só do rodeio, ele fala também dos animais em circos. Quer dizer, é um retrocesso absurdo. Animais em circos é puro sofrimento e animais em rodeio também é puro sofrimento e crioldade. Outros vereadores da Câmara Municipal também marcaram presença no debate. Quero reforçar minha posição contra a Volta dos Rodeios por entender que isso gera sim um processo de maus tratos e colocar o nosso mandato à disposição por essa luta e causa tão importante. E depois os últimos acontecimentos que a gente tem visto sobre principalmente, né, que ganhou mais visibilidade do cãozinho orelha, é fundamental que a gente tenha uma legislação dura a nível municipal, não só na punição, mas também enfrentamento ao número alto de cães abandonados que a gente vê na cidade de Campinas. M.