Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Por iniciativa da vereadora Fernanda Solto, a primeira parte da reunião ordinária de número 70 da Câmara Municipal de Campinas foi dedicada ao debate sobre as políticas públicas voltadas à proteção de animais silvestres. Em Campinas, nós vivemos uma crise pela ausência de uma política pública efetiva paraa proteção de animais silvestres. A gente tem recebido muitas demandas da população que encontra dificuldades quando se depara com algum animal silvestre, um saruê, uma coruja, um cachorro do mato acidentado ou que cai nos seus no seu quintal e que precisa ser acolhido, tratado, reabilitado para voltar pra vida silvestre e a população não encontra os caminhos de desenvolver eh esse fluxo e muitas vezes é responsabilizada. a gente tem pessoas que são montadas por tentar fazer eh ajudar esse animal com que eles se deparam e são responsabilizados por tentar ajudar. Então, a gente acha que é fundamental que Campinas inclua no orçamento municipal recursos necessários para construir um centro de triagem e reabilitação dos animais. E por isso nós trouxemos aqui esse debate para que a gente possa encaminhar essas iniciativas na Câmara. Ativistas da causa animal, com experiência no resgate de animais silvestres na região, compuseram a mesa. Infelizmente, a gente não tem absolutamente nada para os animais silvestres. Nós não temos um posto do IBAMA aqui. Nós do Ibama alguma referência que a gente possa utilizar. A gente não tem nada. Se você pega um saruezinho, nós estamos na época de de nascimento de saruês, aí você pega um gambazinho ali, tá machucado com filhote, tal, leva onde? Você pega uma arara que tá abandonada, machucada, um urubu machucado no cambui semana passada, você leva onde? Sabe o que acontece? Se você pegar, você ainda pode ser punido, porque você não tem direito de fazer isso. Você não pode ficar interferindo, né? Então a gente não tem um local específico para levar. Aí a gente conta com a boa vontade do Roberto, do Breno, do Diogo, né, de clínicas que acabam recebendo animais da da da polícia ambiental, que a polícia ambiental também não tem condição. Eu eu nós temos aqui 11 viaturas para 34 cidades. A questão dos animais silvestres começa primeiramente na proteção. Então a gente tem que pensar em políticas de proteção, depois política de resgate, de reabilitação e destinamento. e é uma coisa muito importante que é de educação e orientação da população também. Então é um leque, né, que a gente tem que pensar de políticas, uma política pública assim integrada, né, integral que seja estruturante. Não adianta só combater uma coisa e a gente sabe, né, o que que tá acontecendo cada vez pior. Apareceu esses dias mesmo que em São Paulo aumentou 170% o número de saroê resgatados, né? Aqui a gente trabalha, eu sou bióloga, né, me apresentar também, eu sou educadora ambiental e sou especialista em manejo e bem-estar de animais silvestres. Eu sou fundadora e presidente da ONG Todo Bicho Bom. A gente trabalha desde 2021 em Campinas e já resgatamos e reabilitamos mais de 400 animais, né? Já envolvemos mais de 1800 pessoas nas nossas atividades e estamos aí nessa luta.