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Por iniciativa da vereadora Fernanda Solto, a primeira parte da 78ª reunião ordinária contou com um debate sobre a autarquização da saúde da Unicamp, defendida pelo atual governo do estado de São Paulo. Qual a realidade que tá acontecendo? todo o complexo de saúde da Unicamp, né, que inclui o hospital de clínicas, o CAISM, o hemocentro, gastrocentro, outras unidades, inclusive unidades fora de Campinas, como a Faculdade de Odontologia em Piracicaba, outras unidades de saúde que hoje estão sob gestão direta da Unicamp, tanto no ponto de vista administrativo quanto também de financiamento. essas todo esse complexo que é referência nacional e internacional no atendimento de excelência à saúde, justamente por essa ligação com a universidade, existe uma ofensiva do governo Tarcísio de Freitas de quebrar esse vínculo, essa ligação com a Unicamp e transferir toda essa responsabilidade pro governo do estado de São Paulo. E hoje nós estamos aqui para discutir porque que essa proposta é um problema, pode impactar muito negativamente sobre a eh saúde, o atendimento, a qualidade saúde, o atendimento à saúde de toda a população, abrir espaço para as privatizações dentro dos serviços de saúde e também precarizar as condições de trabalho dos profissionais de saúde. Por tudo isso, também os trabalhadores estudantes da Unicamp estão mobilizados contra essa proposta. Participaram do encontro representantes do movimento estudantil do diretório central dos Estudantes, Malena Rojas e Thaís Roldão e o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Unicamp, Toninho Alves. O que nós estamos discutindo aqui no fundo, no fundo, na verdade não é a autarquização do hospital, mas sim o financiamento da Universidade Pública de Campinas e o financiamento das três universidades. Os reitores colocam como contrapartida autarquizar o hospital na desculpa de buscar mais financiamento e ampliar e ampliar por por contrapartir da autarquização o número de vagas pros estudantes da universidade. Então no fundo no fundo do debate é sobre o financiamento da universidade. E concluo dizendo, nós estamos discutindo a mudança de modelo de universidade pública. universidade pública indissociável no ensino, na pesquisa, na extensão, indissociável no que tange a sua estrutura patrimonial. Porque a partir do momento que separar a área de saúde das demais partes da universidade, eles vão colocar um muro divisório lá, porque a parte de cima, 25% da área física não pertencerá mais à universidade pública. Portanto, é uma mudança brutal do modelo de universidade. vai mudar cada vez mais do que a gente chama de modelo produtivista da universidade. O vereador Wagner Romão e as vereadoras Paola Miguel e Mariana Conte também marcaram presença na reunião. A Unicamp perder o seu principal projeto de extensão, que é a área da saúde vai enfraquecer a universidade. Quando a gente tá falando desse processo de autarquização, esse processo de privatização da saúde da Unicamp, a gente tá falando que o equipamento que atende majoritariamente a cidade de Campinas, mas atende também todo o estado de São Paulo, o Brasil inteiro, que é uma referência nacional de que esse equipamento vai deixar de est atrelado à Unicamp, à universidade e vai deixar, inclusive futuramente de realizar pesquisas que podem melhorar a vida de todos nós. A gente tem conversado com a população que utiliza o as unidades de saúde ligadas à Unicamp e o medo é geral de que esse processo de transferência da gestão se eh resulte nessa precarização dos serviços, dificulte ainda mais o acesso, porque está sendo tudo feito muito no atropelo, muito rápido no final do ano, que inclusive os próprios estudantes estão de férias e a própria forma como isso tem sido discutida na universidade traz insegurança para a população, porque vê essa forma atropelada de se pa debate, sem que possa inclusive ter a participação do Conselho Municipal de Saúde, que é o representante do controle social no SUS, nas discussões. Então nós somos contra essa forma de fazer a política na universidade.