TV Câmara Campinas
TV Câmara
Campinas
Além da maternidade no serviço Público
Em destaque · HD Vídeo · Matérias Câmara Notícia

Além da maternidade no serviço Público

176 views Publicado há 3 semanas HD · 16:08
Resumo editorial

Minidocumentário produzido pela TV Câmara Campinas conta histórias de servidoras da Câmara Municipal que vivem a maternidade em meio à carreira pública. No Brasil, 59,1% das mães que trabalham apontam dificuldade em conciliar maternidade e profissão, percentual que cai para 40% no serviço público. Na Câmara, das 178 servidoras (incluindo vereadoras), 75 já tiveram licença-maternidade ou declaram filhos no Imposto de Renda, representando 42% do quadro. As histórias mostram desde a maternidade adiada por estudos até a maternidade por adoção, mães solo, mães de filhos atípicos e o Espaço Criança no plenário, iniciativa para garantir a participação política das mulheres.

Descrição do vídeo

Conciliar a rotina no serviço público com a maternidade é um desafio diário vivido por muitas mulheres. Cinco servidoras da Câmara Municipal de Campinas compartilham histórias de dedicação, equilíbrio e superação. A jornada dupla exige organização, sensibilidade e força emocional para cuidar da família sem abrir mão da carreira. Mesmo diante dos desafios, elas seguem transformando dificuldades em inspiração. Seus relatos revelam a potência e a humanidade das mães que também ajudam a construir o serviço público da cidade.

Transcrição completa do vídeo

13 mil caracteres · transcrição automática

Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.

[música] A maternidade e a carreira profissional interagem de forma complexa, impactando a trajetória de mulheres. No Brasil, 59.1% 1% das mães que trabalham disseram ter dificuldades na conciliação. No serviço público, elas somam 40%. Na Câmara Municipal, das 178 servidoras, incluindo as vereadoras, 75 já tiveram alguma licença à maternidade ou declararam ter filhos no imposto de renda, o que representa 42%. No trabalho, muitas histórias que vão além dos corredores. Elas que se dedicam à carreira pública, trazem vivências desafiadoras, cada uma com um caminho para viver a maternidade. Eu sempre tive vontade, sim, de ser mãe, mas eh eu tinha outras prioridades antes disso, né? outras coisas que eu tinha vontade de fazer e conversava, né, com o meu marido. A gente sempre falou sobre isso. E aí, eh, aí de repente depois que eu já tinha passado, né, por algumas fases, os estudos principalmente, [música] né, aí veio essa essa vantagem de falar: "Não, agora agora acho que dá pra gente, né, dar esse próximo passo." A gente esperou um pouquinho para saber o sexo, então foi durante um exame, né, que eu tava fazendo ali de ultrassom mesmo. E aí a médica falou: "Ah, é um menino". Daí eu fiquei muito feliz, né? E ele também, mas ele é filho único e eu também. Então é o primeiro neto dos dois lados. Então tá todo mundo super feliz. Estar em sala exigia uma jornada muito pesada na minha casa, porque eh o professor leva muito trabalho em casa, então era planejamento, eh correção de atividades, fazer outras atividades [música] e eu estava com uma criança pequena em casa, bebê, em fase de diagnóstico também, né? Porque ela é ela é pessoa com deficiência. Então isso também pesou na decisão de mudar, né? Eu tinha prestado também outros concursos na época e os convites vieram meio juntos. Eu acabei optando pela Câmara, eh, que não tinha essa esse volume de trabalho em casa. Quando eu entrei aqui na Câmara, minha filha, Luciana, ela tinha a idade do meu filho, hoje tinha 9 anos. Eh, eu vim para Campinas porque eu sou de Piracicaba. Minha família toda [roncando] é de Piracicaba. A Luciana eu tive quando eu tinha 16 anos, né? E então quando eu vim para cá, eh, vim para trabalhar com um vereador, né? Não tava nem pensando porque eu trabalhava de coordenadora e dava aula numa escola aqui em Campinas. E daí eu conciliava a escola, a Câmara e a maternidade com a mãe. Eu fiquei com o o aqui na Câmara, mas o segundo emprego eu fiquei em mais de seis meses porque não dava conta. Quando eu me casei, meu esposo também concursado veio para pro estado de São Paulo. Aí eu vim para Campinas em 2014 e agora meus dois filhos nasceram aqui, um em 2017 e o outro em 2020. Quando eu tive a primeira foi um bacos dar conta de tudo sozinha e eu vi que não, que precisei de uma ajuda, né? E fala contr eh chamei tinha uma babá porque minha família tava em Minas, né? não tinha rede de apoio. Pensei em colocar lá na escolinha, ficou muito doente, então foi um bac. Já o segundo já já tinha aprendido percorrer o caminho, então foi já tava muito mais estruturado. Era um desejo que a gente compartilhava, sempre compartilhou, né? [música] E nós eh demos então a entrada na vara especializada aqui de Campinas e depois disso foi que a gente compartilhou com a família. Minha família tinha uma certa um certo receio em relação à adoção. Quando ligaram para mim, na verdade pro meu marido e falaram: "Tá pronto para conhecer seus filhos?" Eu tava dirigindo e eu chorava tanto que eu não conseguia mudar de faixa. E eu fiquei naquela faixa e eu consegui sair dela. E eu ainda tinha outros trajetos. Eu falei: "Não, eu vou para casa, não tenho condição de plem nenhum lugar mais." E eu moro numa chácara. Eu cheguei, meu marido estava com uma vassoura varrendo a terra. Eu falei, eu acho que ele tá tão desorientado quanto eu em meio a tantos compromissos pessoais e profissionais, o desafio de ser mãe vai além do maternar. Com esse olhar, a Câmara Municipal tem o espaço criança, que fica no plenário da casa. E justamente por conta de uma tragédia envolvendo uma servidora que em junho do ano passado foi vítima de feminicídio com o seu bebê de 2 meses, é que aqui que representa a possibilidade de tantas mães participarem de decisões no legislativo perto de seus filhos, recebeu o nome de Cris. Neste ambiente comum, em um órgão político e administrativo [música] voltado para a criação de leis e a fiscalização do município, cada [música] uma, a seu modo, faz da resiliência uma amiga para essa jornada. Mãe de primeira viagem, mãe atípica, mãe avó, mãe solo, mãe por adoção, enfim, mães. [música] E aí a gente fez o o pedido da adoção, porque assim, você quer conhecê-los, agora você vai pedir para adotá-los. A gente foi orientado pela equipe técnica, ficando num cantinho como quem não quer nada e as crianças brincando assim num espaço e o menino quietinho e a menina e falava e o menino quietinho e ela falava e eu queria agarrar eles, eu queria abraçar e depois a equipe, as duas meninas chamaram os dois, falaram: "Olha, a gente encontra um papai e uma mamãe para vocês". e mostrou a nossa foto. Meu menino falou assim: "Eu acabei de ver esse moço saindo daqui [roncando] e entre conhecer as crianças e eles virem para casa foi um mês. Então a minha gestação durou um mês. Minha irmã caçula me deu o primeiro enxoval, eu não tinha nada. Construímos um quarto em duas semanas. E assim, eles são a riqueza da minha vida. Não consegui imaginar que eu ia perder o Paulo tão jovem, né, e com filhos tão pequenos ainda. A Melissa tinha 5 anos, o Eduardo tinha dois. [roncando] Então, eram pequenos, né? E a vida mudou de de uma hora para outra. Então, tudo aquilo que eu idealizei, sonhei, de repente não existia mais. Então, é difícil até hoje eh aceitar. Além de eu ter [música] que lidar com a minha dor, eu tinha que tá forte. Eu não não escondia as minhas emoções. Meus filhos viam chorando e tudo, mas eu tinha que dar conta, né? Eu tinha que me tirar forças eh para poder seguir adiante. Eu falo que meus filhos eram, eu eles achavam que era a fortaleza deles sem saber que eles, na verdade, que eram a minha, né? Que são a minha. Minha família agora acabou por vir para Campinas, meus pais. Eh, então a gente vai ressignificando a nossa trajetória, né? Ela falou: "Mãe, eu vou casar, o meu Ju é uma pessoa maravilhosa, companheiro, um paisão." Aí resolve casar e daí no dia do casamento dela, acho que no outro dia a gente descobre que ela tá grávida. Ela casa e a gente descobre que tá grávida. [música] E assim, foi assim uma uma felicidade. E a escadinha, tá, Mirna? Eh, Maria Rita, Teresa, Elisa e o Benjamim de um ano. Uma expectativa meio maluca, né? Porque eu [música] de novo grávida, com o o medo era totalmente diferente. O que eu passei na minha gravidez, na primeira gravidez, não era na segunda, é cheio de ai que medo, não vou fazer isso, não vou fazer aquilo. Mas aí assim, minha filha, ela tava ali para mim também cuidando, me ajudando assim. E hoje que nem ela foi sua rede de apoio naquele momento. Foi muito, muito. A Luciana foi minha rede de apoio. Ela tem um vocabulário muito rico, né? Um vocabulário que é muito interno, ela não consegue expressar verbalmente. E aí eu tive a ideia de fazer esse livro contando um pouquinho, dando um pouco de voz, né? Dando voz a ela para contar a própria história e para ela se ver também no livro, porque ela ela gostava muito de foliar, mas ela não tinha paciência de ouvir histórias. Então, a gente fez todo um treino para ela aprender a sentar, ouvir uma história. E aí esse livrinho quando chegou, ela se viu ali dentro do livro identificando a vovó, o vovô, os ambientes que ela gosta. Então, foi muito legal eh eh ajudá-la a entender que o livro tem uma função, maternidade atípica é equilibrar eh expectativas, frustrações, esperanças e comemorar, né, cada avanço. Acho que esse vínculo é muito mais do que um cordão, mas se constrói no dia a dia mesmo com muita paciência, com muita sensibilidade, com muito amor incondicional. E eu digo sem romantismo que a minha filha me fez uma pessoa melhor e me faz uma pessoa melhor. A cada dia aprendo demais com ela. Então é [roncando] muito bom ser mãe dao na Câmara são mães vereadoras, concursadas e comissionadas e as que atuam nas empresas terceirizadas. Com desafios diversos. O apoio em cada fase é essencial para que essas mulheres consigam unir a trajetória profissional [música] e o maternar. A ideia é justamente dar uma atenção para ele, mas também seguir na minha carreira, né? Continuar fazendo as coisas aqui na Câmara, né? Acho que o trabalho é algo que é importante também na minha vida, né? Meu trabalho, minha carreira. Então vai ser uma uma é também uma adaptação. Eu tenho uma família que me apoia muito, né? Meu esposo, minha me minha família, tenho uma ajudante que é meu braço direito e aqui na Elcamp também, né? Uma equipe que entende essas questões que são específicas, né? De uma jornada que continua muito aqui. Então, uma equipe que trabalha muito junto, muito unido. Então, sou muito grata a Deus por ter e essa rede de apoio, né? E eu gostaria que todas as mães tivessem, porque realmente faz diferença no dia a dia. A maternidade solo para mim foi uma necessidade, [risadas] né? Não foi uma escolha que eu fiz aqui na Câmara, aqui em Campinas, a minha família, todo mundo foi muito acolhedor porque todo mundo soube a nossa história, né? Então a gente veio apoio de lugares, né, que a gente não espera. Mas é uma é um é uma dor assim silenciosa, né? Porque tem momento que você tem que respirar fundo e ver aquelas duas pessoinhas e falar: "Vamos, vamos seguir". Quando a gente sai, ninguém fala que se o meu filho é tio, às vezes parece, ah, as crianças é tudo sua, não, eu sou avó. Avó, ninguém acredita que eu sou avó de quatro, mas o meu filho é assim apaixonado pelas crianças, porque ele fala assim: "As minhas sombrinhas, que é as sombrinhas dele, né?" né? E agora minha filha tem um menino que ele falou: "Mãe, eu não aguentava mais menina, precisava de um menino". É super divertido. Cansa, viu, gente? Mas é divertido. É uma maternidade real da mulher que de repente gera e e tem o seu parto e ela fica lá amamentando e ela não dorme e ela tá cansada e ela precisa de ajuda. Em uma ocasião ele, por que que ela me deixou para trás? Por que que isso aconteceu? Por quê? Porque o meu filho eu não posso explicar. Não consigo dizer isso para você, sabe? E você sentir que aquele afago foi o que me tornou mãe dele. Ele me reconheceu mãe. Eu nunca achei que uma licença maternidade era tão necessária, porque eu me tornei mãe, eu me descobri mãe e eles, filhos, que eles tiveram aí uma lacuna de 2 anos sem vínculo parental, né? Mas eles também eram uma familinha que chegou em outra família. E para eles estarem naquela condição de precisar encontrar uma nova família, é porque eles sofreram uma situação que colocava eles num risco enorme. Sem romantismo, elas avaliam que a mulher não deve ser definida apenas pelo papel de mãe, mantendo sua saúde emocional e a sua identidade. E mesmo não se prendendo às perfeições, o presente é vivido no dia a dia com seus filhos. Tem dias que tô um pouco mais ansiosa, tem dias que eu tô bem tranquila assim. A mãe se especializa em muita coisa, né? Nos cuidados, na legislação de garantia de direitos, enfim, a gente aprende muito e faz disso não só uma bandeira de luta, né? Eh, mas uma vida, né? é uma jornada, é a minha vida, ela é a minha vida e hoje, eh, eu tenho muito mais conhecimento. Se eu tivesse em sala de aula hoje, com certeza seria uma professora muito melhor do que já fui pelo conhecimento que ela trouxe, né? Quando o filho é nosso, a gente quer educar o melhor caminho, ensinar tudo. Com os netos também é assim, né? Mas assim, você parece que você tem um acalento diferente com os netos. A hora que ele fala assim: "Vovó, de manhã eu ligo e faço chamado de vídeo". Assim, um é uma coisa tão grandiosa, tão gostosa, que assim, eu me vejo tanto que eu ligo pra minha filha, falo: "Ai, como meus filhos estão?" Porque é assim que eu trato eles. Eu falo: "Vovó, te amo, vovó, mas eu falo como meus filhos estão". Assim, é a coisa mais gostosa do mundo. Eu amo meus netos, eu amo minha família. Eu sou uma mãe presente, eu acompanho tudo e eu acho que eles estão indo bem, sabe? Os dois. Eu tenho um pai que ele é maravilhoso e às vezes eu me emociono de pensar, meus filhos não vão saber o que que é ter um pai, né, presente, mas eu sou uma mãe que tô aí e tô aí para isso, né, e eu e vai dar vai dar certo. É alma, é âmago, é espírito, é profundo o vínculo que eu tenho com eles. A minha família é o amor da minha vida. E por mais que eu trabalhe aqui, que eu tenha jornada de mãe, que eu advogue agora, não importa. Nada disso pode superar o momento de eu estar com eles, de viver junto, de curtir. Sì.
A seguir

Continue assistindo

Próximas horas na grade ao vivo
Programação completa →
Ao vivo
Plenário · 13h

Câmara Notícia — Edição da Tarde

13:00 - 14:00 · Ao vivo
28:32
Matérias · 14h

Matérias — Especial da Semana

14:00 - 14:30
58:12
Perfil · 15h

Perfil — Entrevista da semana

15:00 - 16:00 · T03:E18
45:08
Bairros · 17h

Meu Bairro na TV — Vila Padre Manoel

17:00 - 18:00 · T05:E12
Estreia 1:32:00
Especial · 19h

O Ano em Plenário — Ep 1: Mobilidade

19:00 - 20:30 · Estreia
Ao vivo
Plenário · 20h30

Sessão Ordinária da Câmara Municipal

20:30 - 23:00 · Ao vivo
Mesmo programa

Mais do Matérias Câmara Notícia

Edições anteriores do programa
Todas as edições →
4:22

Câmara Notícia | Parlamento Jovem 2026

2:00

Câmara Notícia | 1ª Parte Novos Tratamentos Parkinson 2026

3:42

Câmara Notícia | Exposições Museu da Cidade

3:15

Câmara Notícia | Debate Mulher Mãe e Profissional 2026

4:25

Câmara Notícia | Abertura CP Vini

5:51

Câmara Notícia | Resultado 33ª Reunião Ordinária

3:49

Câmara Notícia | 12ª Semana Negócios e Empreendedorismo 2026

2:10

Câmara Notícia | Req. Biblioteca Barão Geraldo

4:35

Câmara Notícia | 4ª Com. Adm. Pública 2026

2:10

Câmara Notícia | 24ª Reunião Solene 2026

6:06

Câmara Notícia | Cine Solar Parque Oziel

4:25

Câmara Notícia | Encerramento Maio Laranja

5:37

Câmara Notícia | Câmara Educa - Colégio Leviceu

3:33

Câmara Notícia | 20ª Audiência Pública 2026

4:11

Câmara Notícia | Portal TV Câmara Campinas

6:48

Câmara Notícia | 1ª Reunião Extra Com. Rel. Inter 2026

3:11

Câmara Notícia | 4ª Reunião Com. Economia 2026

5:53

Câmara Notícia | 19ª Audiência Pública 2026

4:52

Câmara Notícia | Dia do Brincar 2026

3:35

Câmara Notícia | Visita Embaixador Cuba

Recomendados

Você pode gostar

Outros vídeos selecionados a partir do conteúdo que você acabou de ver
Mais recomendações →
1:05:42

Estúdio Câmara

16:38

Câmara Na Copa | Copa do Mundo FIFA 2026: Tudo Sobre a Maior Edição da História

8:59

Notícias da Metrópole

16:39

Notícias do Legislativo

2:43

Agora é Lei | Semana da Força Expedicionária

10:27

Agenda Cultural Campinas: Shows, Teatro, Cinema e Exposições para o Fim de Semana!

9:55

Central I.A | Notícias de Campinas, Brasil e Mundo

30:53

Ser Empreendedor | Faturando na Copa