Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
Olá, boa tarde para você que acompanha a programação ao vivo da TV Câmara Campinas Agora são 3 horas e 50 minutos e começa a partir de agora a oitava reunião da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Campinas Que hoje tem como tema de discussão o Cine Teatro Bento Quirino Com a palavra agora o presidente interino da Comissão, o vereador Wagner Romão Boa tarde a todos, a todas que estão presentes aqui no nosso plenário boa tarde a você que nos acompanha pela TV Câmara e eu quero aqui inicialmente agradecer ao Douglas Menezes diretor de cultura da Secretaria de Cultura a Renata Lanza, professora articuladora do programa Cinema e Educação uma grande experiência da Secretaria Municipal de Educação ao Ramiro Rodrigues, que é cineasta e servidor do Filma Campinas, da Secretaria de Cultura, e ao Rodrigo Dias Dias, vice-presidente do Conselho Municipal de Cultura. Agradeço também a presença da Marli França, do Programa Cinema e Educação, da Secretaria de Educação. Quero dizer que a gente está aqui por um motivo muito especial, que é a criação, a realização do Cine Teatro Bento Quirino. Eu tenho muito gosto na realização dessa sessão aqui Porque no ano passado eu pude presidir uma comissão de estudos A respeito dos cinemas, digamos assim, de um circuito de cinema na cidade de Campinas O debate sobre as salas de cinema na cidade Na verdade, a partir desse mote, a gente fez uma grande discussão sobre o audiovisual na cidade Chegamos a um ano de debates e discussões Então, aqui, sempre lembrando da importância da Comissão Técnica do Audiovisual, que faz parte do Conselho Municipal de Políticas Culturais, a iniciativa partiu deles e delas, e o nosso mandato agregou isso às nossas tarefas cotidianas na Câmara. E disso resultou um projeto de lei complementar que está em tramitação, está iniciando a sua tramitação, atualmente está na Comissão de Constituição e Legalidade e eu espero muito que a gente possa aprovar esse projeto em breve. Eu não vou me delongar mais, porque nós estamos um pouco atrasados no tempo. Eu vou passar aqui ao Douglas e depois à Renata, para que eles possam falar sobre como está sendo iniciado esse projeto do Cine Teatro Bento Quirino. Tua palavra, Douglas. Boa tarde a todas as pessoas presentes. Queria cumprimentar o vereador Wagner Romano, que está presidindo essa sessão. Renata, representando a Secretaria de Educação. Ramiro, representante do nosso Filma Campinas, pela Secretaria de Cultura, e Rodrigo Dias, representando o nosso Conselho Municipal de Políticas Públicas de Cultura. Com muita alegria a gente poder participar da sessão dessa Comissão de Cultura nesse mês, falando de uma demanda, de uma construção que já vem de longa data, os profissionais que atuam no audiovisual na nossa cidade, e anteriormente, como bem dito pelo nosso vereador Wagner Romão, Essa construção já não é de hoje. E a Secretaria de Cultura vinha desenvolvendo um trabalho intersetorial entre as secretarias para a gente poder identificar o que as outras secretarias vinham desenvolvendo de trabalho na cidade de Campinas e que tivesse essa relação com as ações culturais, com o setor cultural na cidade. E, numa dessas agendas, a gente teve a felicidade de conhecer a Renata Lanzi e do projeto Cinema Educação, que é um projeto consolidado, que é uma política pública e que a gente não tinha essa proximidade com o projeto por uma série de circunstâncias. A partir daí surgiu a oportunidade de a gente começar um diálogo, identificar alguns locais, algumas edificações, principalmente no centro da cidade. E é uma demanda que essa comissão foi criada anteriormente com esse objetivo de fazer esse estudo. e pela demanda que nós tínhamos dentro da Secretaria de Cultura, no Departamento de Cultura, para que a gente pudesse também alocar o setor cultural, como bem todos sabem, em algum momento a gente vai perder alguns espaços, algumas salas, que as atividades culturais acontecem na Estação Cultura. E nesse mapeamento, a gente identificou que o Bento Quirino seria uma alternativa para a gente também ocupar a programação, a agenda, seja nos dias de semana, no final de semana. A partir daí, nós agendamos uma reunião com a secretária de Cultura e a secretária de Educação para poder entender como é que nós poderíamos se envolver e fazer com que o Bento Quirino fosse uma sala pública de cinema. Então, desse sonho, a gente se reuniu, a gente identificou as demandas. Claro, nós sabemos hoje que o teatro não atende à infraestrutura devida que possa ter qualidade do audiovisual, mas era uma maneira da gente poder iniciar a gente comprar essa ideia e estruturar então diante disso nós fizemos uma agenda também com o prefeito para que a Secretaria de Cultura pudesse iniciar um termo de trabalho em conjunto com a educação para a gente efetivamente ocupar o espaço e de lá a gente criar um projeto piloto nesse ciclo de 2026 diante disso nós identificamos seis finais de semanas uma possibilidade de estruturar com os equipamentos de audiovisual, que as pessoas poderem ir ao Teatro Bento Quirino para poder assistir sessões de cinema. E, a partir desse momento, a gente identificou uma preocupação que a gente não tinha, o know-how de poder fazer a curadoria, poder entender como é que a gente poderia, de alguma forma, mobilizar as famílias em virem assistir essas sessões iniciais desse primeiro ciclo de 2026. E a partir daí a gente convidou algumas pessoas da sociedade civil que já atuam na área do audiovisual, como o próprio Rodrigo Dias Dias, o Diego, a Mário, o pessoal do CTAV da Mostra Curta, o Hidalgo, lá de Barão Geraldo, para também contribuir nesse processo inicial de curadoria para a gente poder seguir nesse projeto. Então foi muito positivo, a gente conseguiu consolidar que o Bento Quirino agora a gente pudesse começar a chamar Cine Teatro Bento Quirino e efetivamente a gente dar sequência a esse plano de trabalho. E para 2027, porque beleza, vamos fazer esse primeiro ciclo, 2026 e 2027. É uma preocupação que nós temos também de exatamente colocar a nossa bandeira do audiovisual, do cinema público da cidade no Bento Quirino. E a partir daí, nessa segunda jornada de reuniões, a gente já começou a fazer alguns estudos de aquisição de material permanente para poder fazer as respectivas contratações e também a estruturação do espaço. Porque efetivamente, hoje, a gente tem esse entendimento da parte técnica, do audiovisual, do som, da imagem, que precisa ser qualificado, mas a gente não pode ficar no ciclo usando as atas de registro de preço que a gente estrutura para atender demandas. Pelo contrário, a gente precisa fazer a aquisição dos materiais, precisamos identificar os recursos para que a gente possa adequar o espaço e a partir daí a gente poder garantir no segundo ciclo de 2027, entre os meses de fevereiro e abril, com a estrutura de telão, projetor, som, iluminação, cabine técnica, acenografia. Então, todos aqueles itens importantes para a gente poder estruturar minimamente o espaço. E, a partir daí, tendo essa estrutura mínima para a gente poder seguir, a gente efetivamente seguir nessa construção, claro, sempre com a colaboração do Conselho Municipal de Cultura, da Sociedade Civil e todos aqueles que atuam na área. Então, é um projeto que a gente está iniciando, a gente está aprendendo no dia a dia também de como estruturar e de como a gente poder fazer com que seja efetivo esse trabalho e, de certa forma, a gente consegue fazer uma conquista principalmente para a nossa cidade, que é uma procura importante que vem acontecendo, não é de hoje, que é um trabalho de muitos anos, mas a gente efetivamente inicia um projeto de grande relevância para a cidade em parceria com a Secretaria de Educação. Eu não vou me alongar muito mais, senão a gente não vai ter tempo, mas é basicamente isso, é um briefing, que eu fiz questão de apresentar para vocês. Eu vou deixar, comentar com a Renata aqui, para que ela pudesse, inclusive, falar da programação e a gente poder seguir nessa construção. Legal, obrigado, Douglas. Passo a palavra para a Renata, mas antes anuncio o Lucas Malafaia, assessor da vereadora Paola Miguel. Obrigado pela presença, Lucas. Renata, por favor. Boa tarde. Estou muito contente de estar aqui, porque faz dez anos que a gente iniciou o programa Cinema e Educação na rede municipal de Campinas. Eu sou professora de matemática, atualmente estou trabalhando no centro de formação da prefeitura, onde eu desenvolvi uma pesquisa, mestrado, doutorado, no grupo Olho da Faculdade de Educação sobre Cinema na escola, porque eu vi a necessidade de trabalhar as práticas culturais na escola. Então, disso aconteceu da gente estar desenvolvendo o programa. E a gente faz essas ações nas escolas. Então, é um projeto inovador, porque a gente não só assiste filme e debate, mas também a gente faz filmes com os nossos alunos, usando a tecnologia, colocando o aluno em contato com o audiovisual. Então, esse programa é reconhecido nacionalmente pelo fato de ter essa inovação de criar filmes. Para a gente desenvolver esse trabalho, a gente tem parceria com os produtores aqui de Campinas, que a gente está sempre procurando fazer parceria com o CTAV, com o pessoal que faz cinema aqui na cidade. Então, o Cine Teatro Bento Quirino é muito importante para nós, porque a gente faz cinema na escola, agora a escola vai para o cinema. Então, a gente está ampliando e potencializando o trabalho que a gente já desenvolve. E é fundamental a gente ter essa parceria com a Secretaria da Cultura, Porque o cinema não faz parte da formação inicial do professor Então é algo novo Então isso que a gente quer trazer para a escola Práticas culturais para melhorar o relacionamento dos alunos Para potencializar o pensamento, o conhecimento Aliar o conhecimento científico à arte Então a gente está muito contente de estar aqui Trabalhando nessa proposta do cinema na escola E a nossa parceria aqui é ampliar esse acesso para os estudantes o audiovisual como uma ferramenta pedagógica, complementando os conteúdos escolares, estimular o pensamento crítico e a formação do repertório cultural dos alunos. A gente aqui tem a proposta do cinema, ele não é só informação, ele é muito além de informar os alunos ou estar reproduzindo algo que já está posto. A gente pensa no pensamento crítico dos alunos. E a gente promove também experiências coletivas, fortalecendo a convivência, participação e expressão. Porque o nosso objetivo é criar cineclubes em todas as escolas da rede, desde a educação infantil, ensino fundamental e EJA. É claro, levando em consideração a especificidade de cada segmento de ensino. Então, quando que a gente teve a inauguração da sala, no dia 8 de outubro, Agora a gente vai ter uma abertura oficial no dia 30, sexta-feira, às 14h, com o Ecocine, uma parceria com a Atal Produções. A gente também vai ter uma sessão à noite, às 20h. E também a gente vai ter uma sessão no sábado, às 19h. Aproveito para fazer o convite a todos, dessa programação agora em outubro, que já está aí, sexta-feira, sábado e domingo, aproveitar o feriado. se apropriar do cinema no centro da cidade. E também a gente já tem a programação do mês de novembro. A gente tem uma sessão no dia 6 do 11 com o filme do ICINE. A gente tem uma programação também no sábado para as famílias levarem as crianças. A gente tem uma programação de animação. No dia 7 vai ter o filme O Menino e o Mundo do Ale Abreu, que concorreu ao Oscar. Tem uma sessão também do Citrotox e do dia 13 a gente vai ter um filme do Vinícius que é Paraí a gente vai ter uma sessão também Mostra Antônio do Ceprocamp que é do Icute no dia 14, toda essa programação a gente vai disponibilizar no portal da prefeitura a gente também vai ter sessão no dia 21 de novembro no sábado, como o Douglas falou, é uma experiência Então, a gente vai tentar potencializar tudo o que for possível fazer, levando as escolas, a família, a comunidade, para, ano que vem, a gente já traçar o plano de como a gente vai realizar. Um dos objetivos da parceria com a educação é a gente levar as escolas, como eu falei, para o cinema. Então, a gente vai ter a opção também do cinema infantil-juvenil, mas também vai ter a sessão de sábado à noite, E a gente ocupar o centro, o lugar é acessível para todos, a gente já conversou com os professores, as comunidades, as escolas, de estar participando. Então, a gente já divulgou em outubro a inauguração, a gente vai fazer uma maior divulgação essa semana. E, aliado a tudo isso, é importante que a gente está junto com o Ramiro, que é uma proposta do Filma Campinas, que é muito importante para a gente ter o cineasta, quem produz filmes na escola, porque ele movimenta e ajuda a gente também nessa questão educacional. Então, a gente movimentar o pensamento e o conhecimento de uma outra forma. Muito bom, Renata. Obrigada. Obrigado a você. Quero, antes de passar aqui para o Ramiro, agradecer a presença do Diego de Aquino, que é coordenador da Câmara Técnica do Audiovisual, uma das pessoas que foi muito importante para esse processo todo acontecer, do modo como aconteceu, e mandar um abraço também para a secretária, Alexandra Caprioli, que está em férias, mas que sempre, desde o início dos nossos trabalhos aqui, a gente sempre teve uma relação de diálogo muito forte. A Adriana Barão acompanhou as nossas reuniões aqui. Nesse processo, eu pude conhecer também o Cinema e Educação, conheci a Renata, tive presente no lançamento do cinema lá na escola João Herman, lá nascei João Herman, que é uma experiência super legal, o pessoal precisa conhecer lá, porque com o próprio dinheiro do Conta Escola, né Renata, eles conseguiram fazer uma baita de uma sala ali de exibição, muito legal, um som muito, impressionou muito a qualidade do som, viu Ramiro? E acho que é uma experiência que realmente precisa ser multiplicada. Então passo aqui para o Ramiro Rodrigues. Ramiro, por favor, as suas palavras. Boa tarde, cumprimentar a mesa, cumprimentar meus colegas cineastas que estão aqui, Dias, Maria Tauri, Diego, Danilo. Vou falar um pouquinho do Filma Campinas. O Filma Campinas é um projeto piloto da Prefeitura Municipal de Campinas, porque a gente identificou uma demanda que a Prefeitura estava tendo, em especial a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, relativa à questão de autorização para filmagens. Então, normalmente, em muitas cidades se cria uma comissão fílmica ou uma film commission para você conseguir centralizar esses processos burocráticos de você autorizar o fechamento de uma via, às vezes precisa da guarda municipal, um espaço para poder estacionar o carro da equipe, para você poder criar uma atração de filmagens para aquele município e, desse modo, gerar economia nesse sentido, seja com profissionais, mais filmagens para contratar pessoas, circulação de renda. Mas, conforme a gente foi dialogando com a sociedade civil, em parceria também aqui com a Câmara Municipal, que a gente teve essa comissão de salas de cinema, que foi expandindo para toda essa questão de um sistema setorial do audiovisual, a gente foi entendendo que era necessário fazer um piloto em que a gente pudesse experimentar coisas. E para a gente experimentar, a gente tem esse formato de duração de dois anos, em que após esses dois anos, a partir da experiência que a gente tiver conjuntamente e também avaliada em conjunto com a sociedade civil e todo o poder público, como que a gente pode manejar um projeto de lei que crie essa comissão fílmica. Então, ela pode começar com uma comissão fílmica, mas também se expandir para outras questões econômicas e também de diálogos. A gente tem a experiência aqui de Campinas muito longeva, que é do Museu da Imagem do Som, que fez 50 anos recentemente, mas que tem a característica de um museu. Então, é diferente você ter uma estrutura dentro do departamento de cultura que lide com essa questão da produção audiovisual orientada para a cultura. Em relação ao Cine Teatro Bento Quirino, essa parceria, quando chegou essa construção para a gente, com o nosso diretor de cultura, Douglas, com a nossa secretária, Alexandra Caprioli, articulada com o prefeito municipal e a secretária municipal de educação, ela foi muito bem vista internamente na prefeitura. Então, eu penso que o Filma Campinas tem como uma missão contribuir nesse diálogo interno na prefeitura, para que a prefeitura tenha uma capacidade institucional de lidar com as questões do audiovisual. Porque, para muitas secretarias, isso ainda é misterioso, distante. O que é isso? Quanto que gera de economia, de renda para a cidade? Quantos profissionais envolvidos tem? Então, nesse sentido, de ter esse diálogo com a educação tem sido algo muito rico. aqui na pessoa da Renata e da Mayli, porque a gente faz uma troca importante. Esse universo da educação é muito específico, mesmo dentro da prefeitura. É quase uma outra prefeitura dentro da prefeitura. Então, o cine-teatro, por ser da educação, tem uma finalidade pedagógica, que a gente também, como audiovisual, precisa ir tateando e aprendendo, que é diferente da cultura, de uma contratação da cultura, por exemplo. Tem esse aspecto da formação. Eu acho que tem algumas experiências até internacionais, latino-americanas, que talvez seja interessante da gente ver. Na Argentina, por exemplo, tem a Enec, tem a Universidade del Cine, em que as aulas públicas atraem pela característica de aula de história do cinema. Então, junto com a aula, tem a exibição dos filmes. Então, digamos, o professor faz uma primeira exposição daquele filme, daquela temática, da história daquilo, ou o capacitador, o formador, o cineasta que for dar essa formação, faz uma meia hora disso, exibe integralmente o filme e as pessoas vão pela aula e pelo filme. Então fica uma coisa muito casada junto com a outra. Os professores da rede precisam dessa formação para poder replicar isso em toda a rede municipal, da educação. Existe uma lei federal que pede para que as escolas exibam filmes e tenham um conteúdo mínimo de audiovisual por mês. Eu penso eu, né, Renata? Então, tudo isso é uma construção que a gente tem que ir se aprendendo dialogicamente, como diria o Paulo Freire, e junto com a sociedade civil também. É uma descoberta mútua de como que a gente vai entendendo esse espaço e construindo esse espaço também conjuntamente, qualificando ele para que ele tenha esse aspecto de cinema, mas também de educação para a cidade, alunos, professores e artistas. É isso. Ótimo, Ramiro. Muito obrigado. Passo para o Rodrigo, por favor. Rodrigo. Boa tarde. Alô. Boa tarde. Cumprimento todas as pessoas presentes na mesa e aqui no público. Eu acho que a gente tem que começar celebrando um avanço desses de ter um equipamento novo, pensado por audiovisual, essa luta que é histórica da câmera técnica do audiovisual, mas também lembrar que todo equipamento público que vem a partir da cultura, ele é principalmente e inicialmente basicamente voltado para a população como um todo. Então, acho que esse é o primeiro apelo, a gente imaginar que a gente está falando de um equipamento que vem para o setor de fazedores da cultura e do audiovisual, mas sim um equipamento que vem para a população. E aí, então, como vice-presidente do Conselho de Política Cultural, acho importante a gente lembrar também de como a gente tem um trabalho previsto de organização da mobilização do setor, de articulação da sociedade civil e também de um sistema municipal de cultura, que articula isso a partir de um plano municipal que está em vigência, que foi aprovado em 2020. Então, a gente está em um processo onde pensar o Cine Teatro faz parte de um planejamento maior. E aí eu acho que é muito interessante a gente pensar nisso, pensando como vai entrar. É muito importante lembrar que essa comissão de estudos conduzida pelo vereador Wagner Robão trouxe à tona muitos assuntos e a possibilidade de muita gente participar dessas conversas, de aprofundar o entendimento técnico do que é o cinema enquanto uma sala de cinema, de projeção, distinguir conceitos diferentes de espaços de exibição que podem ter técnicas variadas e uma sala realmente calibrada e pensada para a exibição de máxima qualidade de cinema. Isso tudo gerou uma conversa muito grande, que é muito bom ver, não só um projeto de lei que realmente está pensando em articular todo um sistema de exibição e articulado também com tudo que o audiovisual produz e como ele se exibe na cidade, mas também ver agora um projeto que nasce como um piloto, talvez, ou como uma primeira experiência. Então, e aí eu estou falando isso para retomar, porque a única coisa que a gente percebeu enquanto sociedade civil quando recebe essa notícia, foi uma meio que abrupta a notícia de sair com um projeto desses. Um projeto que a gente vem pensando, amadurecendo há muito tempo e de repente ele aparece. E eu digo isso por quê? Porque o nosso setor, tanto o audiovisual como todos os setores da cultura, a gente tem uma característica muito forte de participação na construção das políticas públicas, de colaboração dentro dos projetos, de apoio à gestão municipal, e a gente não recebe, de repente, isso mais como um comunicado do que como chamado para construção. E eu faço questão de lembrar que está previsto no plano municipal de política cultural a criação de espaços de participação na gestão de todos os equipamentos públicos da cultura. E era a chance do Beto Quirino começar, de alguma forma, já olhando para isso. Ontem, na reunião do Conselho, a gente aprovou a criação do Conselho Consultivo do MAC, por exemplo, e já mais duas outras comissões para o MIS e para o MUSE, para que eles se transformem nesses comitês a partir da implementação dos planos museológicos. E acho que não é pouco importante lembrar desse espaço de participação, uma vez que a gente tem há muito tempo elaborando esses conceitos, e o que me preocupa agora é a gente estar anunciando um primeiro ciclo e um segundo ciclo quando a gente ainda não tem nenhum anúncio ou nenhuma palavra formal sobre processo de avaliação desses ciclos. E se a gente está falando de implementação de política pública, é natural que o processo de avaliação esteja contabilizado. E a gente tem conversado disso de algumas formas, e eu entendo a pressa, eu entendo a precariedade de estrutura que a gente tem dentro das secretarias de servidores específicos para isso, só que a gente não pode justificar uma coisa pela outra. Se a gente está falando que a gente não tem gente, então a gente abre uma discussão sobre sobre a precarização de funcionários, de servidores, de estrutura da secretaria, a gente fala de outro assunto. Se o assunto é esse, a gente tem que continuar exigindo que ele aconteça dessa forma. Então, mais uma vez, eu me coloco à disposição, eu tenho certeza que muita gente segue à disposição para poder trabalhar nisso, mesmo que seja daqui a dois dias, eu acho que isso tem que entrar, eu gostaria que isso entrasse oficialmente nas falas da gestão, porque não existe implantação de política pública sem avaliação. ou não é política pública ou está errado, na verdade. Acho que eu não teria medo de dizer tudo isso. E a gente tem que entender que muito se fez, tem uma comunicação muito forte sobre a importância de criar sala, sobre a necessidade de requalificação, isso teve na voz do prefeito no dia do lançamento dessa sala. Só que agora a gente precisa ver o mesmo efeito de articulação, de visibilidade que teve para produzir falas públicas, políticas, dentro de um auditório, para que agora esse espaço midiático chegue a convocar a população para participar desse espaço. Se a gente não pensa que esse espaço é entregue à população, as pessoas não vão chegar sozinhas em um lugar. Então, são todas as questões que a gente vem discutindo há muito tempo e eu também aproveito e convoco aqui todas as pessoas a participarem mesmo, a levarem as famílias, a levarem amigas, amigos e amigues para ocupar esse lugar, porque esse espaço é um espaço público, gratuito e com uma programação de excelente qualidade, que inclusive mesmo quando a gente recebeu essa notícia, a gente que foi algumas pessoas da sociedade civil e eu faço questão de trazer a Mari, Diego que a gente esteve nesse chamado mesmo faltando pouco tempo a gente conseguiu fazer uma produção de uma programação de qualidade de contratar distribuidores pensando nos conceitos que sempre orientaram a criação dessa sala, de que seja uma sala que é voltada para o público então que ela tem que trazer filmes diversos que atendam a diferentes idades que debatam temas diferentes, que pensem linguagens diferentes e que sejam e que obviamente sejam filmes brasileiros, mas não só filmes produzidos aqui não só filmes na região mas também esses filmes então acho que é bem importante valorizar estou fazendo essa crítica um pouco de processos no objetivo de construir mas dizer, a gente tem um ciclo montado que garante e poderia garantir grande sucesso e por isso eu insisto que a gente faça um esforço não só de aparecer, de divulgar e de ocupar esse espaço, mas também de ter um processo sério dessa avaliação para que o próximo ano comece. E aí aproveito, estando nessa casa, de dizer que tudo isso precisa do apoio de vereadoras e vereadores para que a gente não só pense em uma requalificação de um espaço específico, mas que a gente traga à tona a discussão do orçamento da pasta da Secretaria de Cultura, que é sempre muito deixado de lado. a gente não consegue aumentar isso, a gente frequentemente tem reduções do orçamento, pelo plano de cultura a gente já deveria estar em 3% do orçamento municipal para a cultura a gente não chega nesse nível, a gente não chega em 1% ou fica queirando esse 1% e isso é um grande problema, a gente não pode imaginar que porque este ano foram destinados 20 milhões de emendas impositivas para a cultura que isso é orçamento discricionário da pasta, então uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra e assim, posso até eu particularmente ser contra esse tipo de distribuição de orçamento através de emendas impositivas. Mas, principalmente, a gente não pode confundir que esse dinheiro está sendo usado através da Secretaria de Cultura, usando uma estrutura de servidores da Secretaria de Cultura para operar a externalização de ações que vêm e muitas vezes não estão de acordo com o que o Plano de Cultura estabelece. E o Plano de Cultura, quero lembrar, não é um Plano de Cultura da Secretaria, é um Plano de Cultura da cidade, assinado pela Prefeitura. Então, esse plano tem que ser cumprido. E aí, esta casa também deveria estar prestando atenção a isso. Então, essa discussão do orçamento que a gente precisa constituir, tanto para essas coisas específicas, que são muito importantes, são chamarizas, são pontos de inovação, e eu acho que realmente importa muito, mas também pensar que tem toda uma estrutura por trás que precisa ser fortalecida. Não se faz a cultura da noite para o dia, não se faz com nada. A gente vê todos os grandes eventos culturais e a gente frequentemente vê nosso carnaval fazendo sucesso, muitas ações dentro dessa cidade, a gente tem um calendário de eventos cheio e, na verdade, a gente valoriza muito pouco toda essa estrutura de servidores e a estrutura que a gente tem dentro da Secretaria. Então, parabenizo essa ação, mas eu coloco esses alertas para que a gente não largue a mão e consiga ser cada vez melhor. Obrigado. Obrigado, Rodrigo. Quero abrir a palavra, nesse pouquíssimo tempo que nos resta, não sei se o Diego, pela Câmara Técnica, quer fazer algum comentário. o Diego. Olá, boa tarde a todos. Obrigado pela presença. Vou tentar ser o mais breve possível aqui em função realmente do tempo, porque tem outra sessão. Primeiro, acho que começar por aí, acho que demos mais um passo adiante. São dois passos. Primeiro, a realização da comissão, como foi no ano passado. Agora, a gente tem um espaço que pode vir a ser um cinema. Essa parceria com a educação, acho que ela é fundamental é o que a gente vem conversando há muito tempo, não é, Renata? Eu acho que não tem como não dialogar. Cinema e educação, isso está claro para todo mundo que está aqui. Mas eu acho que, até partindo um pouco das falas dos colegas aqui, a gente que faz cinema, que pensa, que conta histórias, a gente sabe que essas histórias precisam sempre começar de uma base muito bem fundamentada. Se a gente não tem ali um bom argumento, se a gente não tem um bom roteiro, se a gente não tem uma estrutura bacana para fazer o filme, a gente vai contar, por mais que seja a melhor história do mundo a gente vai contar uma história de um jeito que as pessoas não se interessam, eu acho que é um pouco essa nossa preocupação enquanto setor audiovisual a gente quer que esse programa tenha a potência e alcance, o sucesso que ele pode ter, e a gente sabe que ele não vai ter isso se a gente fizer isso sob uma base que é frágil, então se a gente tem uma sala que não tem o investimento correto esse investimento passa por essa casa, com certeza todos os vereadores envolvidos, a gente precisa pensar nisso, se a gente não tem um pensamento de curadoria para entender que filmes vão estar passando lá Se a gente não tem um diálogo com outras secretarias, cinema é economia. A gente está movimentando dinheiro no mundo inteiro, todo mundo, as economias, as cidades, olhando para isso, entendendo o potencial econômico que isso tem. Então, se a gente não pensa isso em conjunto, se a gente não tem tempo e espaço para discutir, debater, ouvir uns aos outros e desenvolver isso enquanto um programa, criticamente, a gente vai ter uma sala que, daqui a algum tempo, vai ser fechada. Porque vai cair um pedaço do teto e a gente não vai ter previsto o negócio. as pessoas que vão lá vão se frustrar porque não vão encontrar a mesma qualidade que tem em um shopping center. Você quer ver um filme em um lugar legal. E hoje todo mundo tem em casa uma TV que pode ser bacana, mesmo na periferia, às vezes tem uma TV que é melhor do que o projetor que você vai encontrar em uma sala dessa. Então, não adianta, a gente precisa qualificar o espaço, a estrutura, mas também o pensamento por trás desse cinema. Enquanto uma política pública que precisa ser avaliada, como o Dias falou, não adianta a gente pensar em uma programação e aí a gente não sabe o que as pessoas acharam disso como que isso atingiu quem esteve lá quem vai lá sexta-feira e quem deixou de ir, por quê? porque essas pessoas não conseguiram chegar faltou ônibus, faltou divulgação faltou filmes mais interessantes, faltou coincidir o horário com um filme legal faltou a gente se mobilizar para levar mais gente a gente precisa entender o que está acontecendo e sem a gente estruturar isso a gente vai estar queimando carta queimando a energia de todo mundo, queimando o recurso público também, sem dúvida nenhuma, para entregar algo que não está contente. Então, nós que fazemos cinema, queremos sempre entregar o melhor filme possível. E queremos que Campinas, uma cidade desse porte, desse tamanho, o décimo orçamento nacional, tenha, para começar, uma sala de cinema à altura, quem sabe depois venham outras. Então, realmente, conto muito que possamos manter esse diálogo aberto. Estamos muito à disposição, enquanto sociedade civil, para conversar, para participar, para contribuir e para criticar também, pegar no pé, para que a gente alcance realmente a melhor qualidade possível. Obrigado, Diego. Também quero agradecer a presença do Danilo Dias, da Mariana Tauri. Se quiser, Mariana, por favor. Boa tarde. Obrigada pelo espaço de fala. Eu sou a Mariana, sou diretora da Mostra Curta. A gente fez a 16ª edição esse ano. E, desde que a Mostra existe, a gente faz homenagem ao cinema de rua de Campinas. então a gente sempre traz os nomes dos cinemas antigos e sempre no intuito de resgatar esse lugar, esse encontro esse momento, essa possibilidade do cinema como um lugar não comercial mas como um lugar de troca de se reconhecer na tela essa possibilidade então eu só queria fazer esse adendo dizendo que a gente como mostra como esse evento que está aí há 20 anos na cidade, a gente fez uma mobilização e a gente coletou assinaturas A gente fez um abaixo-assinado, solicitando essa sala pública de cinema, solicitando esse espaço qualificado para a gente ter um cinema fora do shopping. E a gente teve muita adesão. As pessoas todas que estavam lá não só assinaram, como elas também foram afetadas, no sentido do afeto mesmo. A gente trouxe muitas possibilidades de você se lembrar desses cinemas de rua. A gente fez um videomapping com o Toshio, aqui de Campinas, que trouxe essas fachadas e pensando nessa possibilidade de fachadas do cinema do futuro. E acho que existe uma grande expectativa, como o Diego disse, de irmos para o cinema e que não vamos para um auditório assistir a um filme. Então, acho que é muito importante mesmo essa qualificação do espaço e esse pensamento. O que caracteriza isso como cinema e não como um auditório exibindo um filme? E eu trouxe o abaixo-assinado aqui, não sei se é o caso de eu deixar com algum de vocês. Muito obrigada. Obrigado, Mariana. não sei se o Douglas e a Renata gostariam de reagir mas que assim, a gente está com o tempo totalmente estourado aqui, mas se vocês quiserem pontualmente falar algo responder algo, não sei na realidade só queria agradecer a oportunidade da gente poder, né, dividir com todos vocês esse momento importante que a gente está dando um segundo passo aqui, né, a escuta de todo mundo é muito positiva para que a gente possa reunir as pessoas, a gente poder seguir nessa construção, é um desafio importante para a cidade de Campinas, seja no legislativo, no executivo, na sociedade civil, e a ideia, a maneira que a gente está trabalhando hoje no Departamento de Cultura é justamente isso, a gente poder entender essas demandas que existem no município, e de uma maneira muito ampla e diversa, escutar as pessoas para a gente poder seguir numa construção em conjunto. Então, é ficar à disposição, em nome da Secretaria de Cultura, da gente manter esses diários, de marcar novas agendas para a gente seguir nesse processo que eu tenho plena convicção que todo mundo contribuindo a gente vai conseguir atingir o objetivo maior que é a nossa sala pública de cinema no centro e agradecer, não poderia também deixar de agradecer o pessoal da Secretaria de Educação a Câmara Municipal o pessoal da TAL do Filme Campinas da C4TEP, EducaTV então são muitas pessoas que a gente está conectando, dialogando, para que a gente possa, de uma forma estruturante, poder conseguir atingir os nossos objetivos. Obrigado a todos pela tarde de hoje aqui, para a gente poder seguir falando do nosso audiovisual na cidade de Campinas. Obrigado, Douglas. Renata? Eu quero agradecer também, falar que a gente está pensando no projeto coletivo, então anotei todas as questões aqui levantadas, a gente vai fazer um esforço para realmente a sala funcionar e a gente ter esse cinema no centro da cidade. Muito obrigada. Só finalizando aqui, eu queria só dizer que a gente tem apresentado, nosso mandato apresenta toda a discussão de lei de diretrizes orçamentárias, um orçamento para a cultura de 3% do orçamento do município, que é a luta histórica. Infelizmente, a gente não tem tido sucesso, porque o governo chega muito fechadinho, com o orçamento muito amarrado, mas eu concordo plenamente com a fala do Rodrigo porque o advento das emendas impositivas inclusive nosso mandato trabalha de uma outra forma, a gente abre um edital a gente capta projetos a gente coloca em votação, inclusive eles estão em votação online ainda essa semana no www.profvagnerromão.com.br porque a gente acredita que esse Instituto está longe de ser o melhor para a gente lidar com orçamento e o melhor mesmo que pode acontecer é que já do Executivo, já da proposta do Executivo, a gente receba um orçamento condizente à importância da cultura e da educação na nossa cidade. Não vou me alongar mais, embora gostaria de, mas encerro aqui essa sessão agradecendo de novo a presença do Douglas, da Renata, do Ramiro, do Rodrigo e de todas as pessoas que vieram. Boa tarde e até a próxima. Encerrada, portanto, a oitava reunião da Comissão de Cultura da Câmara Municipal de Campinas, que hoje teve como tema de discussão o Cine Teatro Bento Quirino. Estou aqui com o presidente interino da Comissão de Cultura, vereador Wagner Romão. Vereador, boa tarde e seja bem-vindo. Eu quero que o senhor fale para a gente, para quem está nos acompanhando em casa, qual a importância de ter um equipamento como esse gratuito no centro do município de Campinas e como isso pode ser aproveitoso também para a produção audiovisual aqui do nosso município e da nossa região. Bom, boa tarde. Eu penso que desde pelo menos uns 20 anos, Campinas, que era uma cidade que tinha muitos cinemas de rua no centro da cidade, deixou de tê-los e passou a concentrar esses cinemas nos shopping centers, com toda uma dificuldade de acesso, com ingressos caros. E essa iniciativa da Prefeitura, que acho que dialoga muito com aquilo que nós fizemos na Comissão de Estudos sobre salas de cinema no ano passado, Ela é muito importante. Talvez ela não seja aquela ideal que a gente esperava, que seria a possibilidade de termos uma sala de cinema, realmente, com todo o aparato técnico no centro da cidade, mas o teatro Bento Quirino, o cine-teatro agora Bento Quirino, se munido de equipamentos básicos para a exibição, ela pode, pelo menos no momento inicial, suprir essa carência, essa necessidade e é muito importante essa conexão com a educação, a partir do programa Cinema e Educação, que a gente possa ter também essa conexão entre as crianças, adolescentes da rede municipal de educação, inclusive como formação de público, como formação pedagógica para as crianças, articulando, portanto, cultura e educação. Tá certo, então, vereador. Muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente. Obrigado. Aproveitando a oportunidade, eu gostaria de fazer um convite para você que está nos acompanhando em casa. A Câmara Municipal de Campinas realiza no dia 6 de novembro, às 7 horas da noite, a audiência pública no plenário para debater o projeto de lei orçamentária que prevê investimentos de mais de R$ 12 bilhões no município de Campinas. A população pode participar presencialmente com entrada pela Avenida Engenheiro Roberto Mange, número 66, no bairro Ponte Preta, ou enviar perguntas e sugestões pelo formulário disponível no site campinas.sp.leg.br. A transmissão será realizada ao vivo pela TV Câmara Campinas, nos canais 11.3 da TV Aberta, 4 da Claro e 9 da Vivo, além do nosso YouTube, do portal da TV Câmara e das páginas da TV e da Câmara no Facebook. Nós vamos agora interromper a nossa transmissão ao vivo, mas você continua com toda a programação da TV Câmara Campinas, lembrando que hoje tem reunião ordinária na apresentação de Mirna Abreu. Agradeço a sua audiência. A CIDADE NO BRASIL