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UNIVERSO ÉPICO - DA FOSSA A BOSSA X SUBTERRANDO REVELAÇÃO
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UNIVERSO ÉPICO - DA FOSSA A BOSSA X SUBTERRANDO REVELAÇÃO

21 views Publicado 20/07/2022 HD · 40:33

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Conversamos com a escritora Gisele Fortes para falar sobre o livro "Da fossa à bossa", e Anne C. Becker para falar sobre o Livro "Subterrando revelação"

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🎵 Olá, Universo Épico no ar e no programa de hoje. Que tal fazer uma viagem ao mundo da literatura e também da música? E pra isso, minha gente, olha só quem está de volta aqui no Universo Épico. É a Gisele. Gisele, seja bem-vinda novamente ao Universo Épico. Muito obrigada. É um prazer enorme participar aqui de novo. E fico muito feliz de ter o convite. Todas as vezes que vocês chamarem, estarei por aqui. Com certeza. A gente adora novidade. E você tem uma novidade, um novo lançamento. Então é da fossa à bossa? Isso, é o meu novo livro Que fala sobre Viagem no tempo E uma viagem ao passado, na verdade Porque a nossa protagonista vai para 1959 Justamente no ano oficial da criação Da Bossa Nova, por isso essa brincadeira Com o nome Porque ela detestava a época dela Ela vinha em 2017 E ela não se identificava Então ela vivia meio que na fossa E aí ela faz essa viagem no tempo Para a época da Bossa e a gente fez esse trocadilho no título aí. E aí, conta pra gente, né, um pouquinho dessa jornada da protagonista Então, Maria Júlia, ela vive o livro começa em 2017 e ela é uma menina que super antissocial, que só tem uma amiga, que não gosta de ir pra lugar nenhum, detesta a música, detesta todos os estilos de roupa, tudo que no tempo dela ela detesta, inclusive as modernidades né, ela usa as modernidades mas ela acha ruim, e aí ela sonha com a década de 1950, o quarto dela é praticamente um templo dessa época, ela só vê filme dessa época, ouve as canções, e um dia, quando ela tá muito chateada, que acontece uma série de situações na vida dela, ela acaba folheando um álbum da avó, que na verdade é a grande amiga dela, a única que entende, a Cecília, e ela se apaixona pela foto de um rapaz, é um álbum da adolescência da avó, e ela rouba a foto, E acabou que no final das contas Essa foto é o portal pra ela fazer essa viagem ao tempo E ela acaba acordando em 1959 Sem lenço, sem documento, sem nada E aí ela precisa sobreviver nesse tempo E ela acaba encontrando a versão jovem da avó Que tem a mesma idade que ela E é quem vai abrigá-la, quem vai acolhê-la E aí ela vai viver diversas aventuras nesse passado Que ela nem sonhava em existir Vai conhecer o rapaz da foto vai viver o grande amor da vida dela, mas também vai viver alguns lados não tão dourados, assim, da época da Bossa Nova. Gisele, você é novinha, né? Então, como é que você, de onde que surgiu essa inspiração, né? Pra contar um pouquinho da década de 50, dessa área musical, né, da década de 50 e como é que você trouxe isso, a sua pesquisa? É, foram duas coisas assim Na verdade a minha mãe, ela viveu a adolescência dela No início da década de 60 Um pouquinho depois do período em que se passa o livro E ela contava muito pra mim Desde pequenininha as histórias Os bailes nos clubes Ela me fazia ouvir as músicas e assistir aos filmes com ela Então sempre foi um período da cultura Que me atraiu demais E eu pequenininha Eu assisti a minissérie da Globo Anos Dourados Do Gilberto Braga E eu fiquei encantada com aquele universo Então eu sempre quis falar sobre isso, na realidade É uma coisa que eu admiro muito E eu queria trazer de alguma forma para as minhas histórias E aí pesquisei bastante Claro que eu usei muito dessas histórias que eu tinha Da minha memória afetiva, das histórias que a minha mãe contava Mas eu fiz uma pesquisa grande também E não foi à toa que eu escolhi o ano de 1959 Foi um ano muito rico em vários aspectos Tanto políticos quanto culturais No Brasil e no mundo E aí eu quis trazer alguns acontecimentos históricos no livro, embora eles sejam contados para poder contar a história, né, não seja o foco, né, tem algumas histórias legais, assim, que aconteceram na época que são narradas no livro. Então, fiz questão de seguir essa ordem cronológica, de pegar esses fatos, teve um processo aí de estudo bem bacana. E nesse processo de escrita, o que foi mais difícil para você? Eu acho que é essa pesquisa mesmo Porque foi o livro que mais me exigiu Do ponto de vista De pesquisar, de consultar Para não errar É difícil você falar de um tempo que você não conheceu Você tem que tomar muito cuidado Para você não errar E eu queria trazer essas questões O mais difícil desse livro, eu acho que foi isso Foi fazer essa pesquisa Que muitas vezes ela nem entrou de uma maneira direta Na história Mas ela está por trás de alguma maneira. Então, assim, exigiu bastante trabalho nesse sentido, mas foi também um trabalho gostoso de se fazer. Eu acredito que o seu público, na grande maioria, não seja mulheres, meninas, né, dessa época. Você não teve medo de escrever esse livro, trazer uma temática de lá de 1959 com uma música que não é uma música popular nos dias de hoje. Então, você trazer essa temática, esse estilo de música para o público de agora, não dá um medinho de, de repente, não ter uma aceitação o quanto você espera? Olha, até passou pela minha cabeça, mas por outro lado, eu vislumbrei uma possibilidade de mostrar para o público mais jovem uma realidade, uma história, uma cultura que eles muito provavelmente não conhecem a fundo. E tem sido muito bacana o feedback, porque assim, ao mesmo tempo que eu trago essa coisa de um passado que pra eles é totalmente desconhecido, eu trago também questões de uma adolescente de 17 anos que são atemporais, né? A questão da insegurança, do não se encaixar, do primeiro amor, então isso, essa coisa que é atemporal atrai o público da cidade e eu tô dando a chance deles conhecerem essa cultura aí tão rica, De uma década que está tão distante deles E tem sido muito bacana o feedback As pessoas têm ouvido a playlist Têm conhecido cantores Esses clássicos, icônicos Que muitas vezes não conheciam Ou ler o nome de um ator Vai pesquisar, já tive muitos feedbacks nesse sentido Tem gente assistindo o filme Antigo que eu cito Então assim, eu acho que isso não tem preço, sabe? Porque cultura é uma coisa tão rica A gente quanto mais conhece Mais explora melhor, né? Então, acho que foi uma oportunidade também para mostrar esse lado aí, para essa juventude. Olha que legal, dá para a gente até fazer uma comparação com a série Stranger Things, da Netflix, que recentemente voltou na quarta temporada e com músicas da década de 80. E, inclusive, tem uma cena lá, uma cena super legal, impactante, que tem uma música muito boa e que é uma música lá da década de 80 e que, assim, tá estourada nas plataformas musicais, Spotify, justamente por conta da série. Eu não quero uma carta. A gente tá aqui. E eu tô aqui. Isso é interessante o que você falou, né? De você trazer os problemas dos adolescentes, que os problemas são atemporais, né? E contar uma história num universo, num ambiente que as pessoas não viveram ou que não conheceram, não é? É verdade. Não, e o engraçado é você falar, eu não assisti Stranger Things, ainda não, não vi nenhuma temporada. Mas eu tava lendo uma discussão sobre isso, falando assim, ah, Stranger Things é responsável, se eu não me engano, pra fazer a nova geração conhecer Kate Bush. E, cara, Kate Bush eu amava, assim, eu nasci em 80 e, poxa, era vidrada nesses filmes da década de 80 com as músicas dela e tal. escuta até hoje, tá na minha playlist preferida, e eu achei tão bacana isso né, então quem sabe, né da Força Bossa também vai fazer o pessoal ouvir um pouquinho aí de Elvis de Nat King Cole, de Frank Sinatra tipo, poxa, eu acho que eles são monstros eternos, né todo mundo tem que conhecer. E agora eu quero saber como é que você fez pra casar, né, os capítulos com as músicas, fazer essa seleção de artista De cantores, né? E de música Eu primeiro tinha algumas músicas Que estavam na minha cabeça logo de imediato Que são músicas que pra mim são apaixonantes Tipo When I Fall In Love E Unforgettable E entre outras Que eu queria que tivesse de qualquer maneira E eu já sabia onde elas iam estar Outras eu pesquisei mesmo Eu peguei o meu acervo Peguei as músicas que eu gosto E comecei a ficar pensando, fazendo um exercício Tipo, nesse capítulo o que é que cabe E eu queria variar nacional com internacional, então houve esse cuidado também. Então algumas vieram na inspiração imediata e outras exigiram pesquisa. Teve música que eu troquei, tipo, a música do final, a última música eu troquei mais três vezes, porque eu queria que fosse uma música que realmente tivesse a ver com o final do livro. Mas foi um trabalho bacana, eu ouvi muita música nesse processo. E aliás, dá pra você ouvir as músicas, tem um QR Code aí no livro, não é? Isso mesmo, logo na abertura do livro tem o QR Code com a playlist completa no Spotify E aí os leitores que quiserem podem ler enquanto escutam as músicas Podem já botar a trilha sonora pra tocar enquanto lêem a história Olha só gente, a Gisele ela já é veterana aqui no Universo Época Ela já esteve aqui pra falar de um outro lançamento dela E bom, o que é mais difícil, né? você trabalhar essa questão da composição, porque no seu outro livro, né, você trabalhou essa questão musical de composição, né, de trazer essas músicas originais, ou você meio que trabalhar com obras já consagradas? Eu acho que a original é mais difícil no sentido de que você tem que criar alguma coisa do zero, né? E eu, antes do Desencontro de Amor, do meu outro livro, eu nunca tinha escrito uma música, né? Eu tinha letras rabiscadas e tal, mas nunca tinha visto ganhar forma. Mas por outro lado, você vê uma música nascer do zero. E aí quando você escuta, você fala, gente, ela é perfeita, ela conta tudo o que eu queria. É uma sensação sem igual. Então assim, ainda espero fazer muitas músicas autorais junto aí com os meus parceiros, né? Pra poder colocar nas minhas obras. E já estou vislumbrando aí essas obras no audiovisual já com a minha trilha sonora. Ótimo. Olha só, eu sempre pergunto aqui para os escritores a questão de crítica por parte do leitor. Mas eu quero saber se você recebe também crítica de músicos. Nunca recebi. Até gostaria, assim. Mas eu recebo muita gente comentando das músicas, falando, caramba, eu apaixonada pelos leitores, né? tô apaixonada pelas músicas, eu fico ouvindo o tempo inteiro, já leio o livro há meses e continuo ouvindo as músicas e tal entrou pra playlist oficial, sabe, isso é muito bacana então é uma forma da história se perpetuar mas de músico eu não comi, eu até recentemente, eu gosto muito de um duo que chama Mar Aberto e eu fui num show que eles fizeram aqui no Rio e eu até levei meus livros pra eles presentei ele com meus livros e falei ó, quem sabe numa próxima aí rola uma parceria, eles foram muito bonitinhos quem sabe, né? Mas assim, eu gostaria muito de contar com essa crítica musical, sim. Gisele, da Fossa à Bossa, é um livro único, quais são seus planos pra sua protagonista? É um livro único, algumas pessoas já estão me pedindo uma continuação aí, porque tem um final um pouco enigmático, mas ele, a princípio, não vai ter continuação, não. É um livro único, a história da Maria Júlia, ela se encerra aí com o Da Força a Bota, e aí já tô trabalhando em outro projeto individual Gisele não para né, então, eu quero saber o pessoal já tá curioso, né, eu sei que tá fresquinho esse lançamento eu sei que é coisa nova mas a gente precisa saber, né, o que você tá preparando aí pro futuro? Eu tô fazendo duas coisas ao mesmo tempo, assim, eu tô escrevendo um livro novo que muito provavelmente assim, pelo enredo que eu tô construindo eu não tô na fase do enredo Vai ter uma parte dele ambientada em Nova York É o primeiro livro que vai ter uma parte ambientada fora do Brasil Mas tem tudo a ver com a história E vai ser um romance com um pouco de drama Com uma pegada bem intensa Acho que vai ser bem legal E ao mesmo tempo eu estou agora fazendo um curso de roteiro E aí estou trabalhando o meu projeto do final do curso É fazer um roteiro do desencontro de amor para o audiovisual Então vamos ver O que vai sair daí? Quanta novidade boa, hein? Muito bem. Pois é, não podemos parar, né? Com certeza. Bom, o pessoal que gostou de Maria Júlia, quer saber um pouquinho mais, conhecer a história da Fossa Bossa, como é que faz? O da Fossa Bossa está disponível o e-book na Amazon, também a versão física, e para quem quiser também pode comprar a versão física direto comigo, só me procurando lá no Instagram no arroba Gisele Fortes Real no meu link da bio também tem como a pessoa acessar direto e aí por que é que o pessoal tem que ler da Fossa Bossa? ah, porque é um livro emocionante, é um livro leve, é um livro que faz sonhar é um livro muito musical que como eu falei, possibilita que a pessoa viaje um pouco a uma época que muito provavelmente ela não conheceu, sem sair de casa traz um pouco de história traz cultura, traz música e traz muito romance então é por isso acho que não dá pra perder Gisele, eu quero agradecer a sua participação mais uma vez aqui no Universo Épico de compartilhar suas histórias parabéns pelo trabalho você é muito talentosa, criativa adoro essa coisa de misturar esses universos que você faz e ó, continua criando, só isso muito obrigada agradeço demais aqui o espaço estar aqui de novo, muito, muito obrigada é muito bom estar com você muito bom poder compartilhar aí os meus projetos e é isso gratidão total. Um beijo até mais, viu? Um beijo e a gente vai para um rápido intervalo e no próximo bloco você já sabe, tem muito mais Segundo bloco do Universo Épico e a gente segue aqui falando de livros. E a nossa entrevistada veterana já está aqui com a gente, olha só, conectadíssima, é a Aine. Tudo bem, Aine? Oi, Michel, tudo bem com você? Tudo jóia. Aine, vamos falar então sobre o volume 2 de Subterrâneo? É isso, um subterrâneo revelação, que é o volume 2 Ótimo Então, pro pessoal que perdeu o Universo Épico Quando você esteve aqui falando sobre a parte 1 Claro, se você perdeu, dá pra você entrar no YouTube da TV Câmara Campinas E conferir a playlist do Universo Épico Está lá esse programa Mas ó, ela vai dar uma pincelada aqui Vai contar então a sinopse do primeiro para a gente já engatar na segunda parte. Então, só para a gente contextualizar o público, fala um pouquinho aí do subterrâneo volume 1. O volume 1 chama a atenção, como a gente já conversou, né, Michel? Então, o volume 1 começa, é uma distopia futurista em que a gente destrói a Terra destruindo o ambiente, é muito uma crítica do que a gente vem ouvindo, né, fazendo com o planeta de uma forma geral, a gente está vendo muito essa discussão, mas é uma possibilidade de se a gente fez isso, o África não respira, chuva ácida, começam a acontecer várias coisas, as pessoas são obrigadas a viver no subterrâneo, e se você fosse viver no subterrâneo, teriam vários problemas, como gerar energia, como faz comida, como você consegue ainda cultivar coisas para comer, animais, Então começa a ter muita dificuldade E a sociedade começa a fazer escolhas Para conseguir resolver essas dificuldades Vou tentar bastante não dar spoiler E aí tem várias críticas É uma sociedade que passa a ser muito injusta Em vários sentidos Então ela começa a ter várias opções De como gerar energia Quem eu vou deixar vivo Quem eu não vou deixar vivo Porque pode me atrapalhar Então ela tem uma crítica pesada nesse sentido Então ela tem uma atenção no sentido do meio ambiente e uma crítica pesada ao sentido de tipos de governo, o tipo de pessoas que governam e o que as pessoas são capazes de fazer para conseguir se manter. Esse é o volume 1. Vou tentar também não dar spoiler, ele acaba num momento crucial com a nossa mocinha, então a personagem principal é feminina, é uma adolescente que tenta lutar contra esse governo que está impondo coisas que ela considera injustas, ela não sustenta muitas injustiças, então ela luta contra isso, isso dá uma consequência pra ela e o número 2 começa exatamente onde termina o 1 tentando aqui não fazer spoilers e aí a gente vai pra uma outra situação mas que também vão ter novos personagens novos triângulos, novas coisas acontecendo e a nossa personagem descobrindo que nada era como ela achava que as coisas eram, então agora temos um mundo novo no volume 2 Olha só, Amy, a arte, a literatura, o audiovisual, é sempre se aproximando da realidade. Então, às vezes, nós temos o pensamento, nossa, que futurista demais, que viagem, mas são coisas que a gente vê no dia a dia, demoram para acontecer, mas elas acontecem. Assim como a gente vê chuvas torrenciais no Nordeste e muita gente sendo prejudicada por conta disso. E aí não é uma coisa simples, são coisas que o homem provoca. Então nós temos essa proximidade que você traz de consequências. É lógico que muito mais extremada do que a gente está vendo, claro, é uma ditopia. Então, assim, isso acaba forçando um pouco mais, né, para um futuro que a gente não quer que aconteça de forma alguma, mas ele tem paralelos possíveis, né, sempre tem. Tanto nas formas de governo, como as pessoas são, de como os vilões são, como os mocinhos são, acho que tem vários paralelos possíveis da gente fazer com os nossos dias atuais. E aí, o que você pode nos dar de uma pitadinha desse volume 2 de situações extremas que podem acontecer com o nosso planeta, ou que já estão acontecendo, para dar aquele gostinho? No volume 2 a gente vai descobrir que a gente fez várias outras opções, não só algumas que a gente viu no volume 1. a gente vai descobrir outras opções no volume 2, a gente vai descobrir que as coisas vão evoluindo, então que assim, embora a gente tenha destruído tudo, sempre tem uma esperança no final do túnel, sabe aquela história de luz no fim do túnel, então assim as coisas melhoram com o tempo, acho que é uma coisa muito, que a gente também viu com pandemia, fazendo um paralelo com a pandemia né, assim, se a gente jogar alguns anos atrás, né, quando começou tudo isso melhora, então ainda não tá no ideal, mas as coisas melhoram e E tem um novo governo neste segundo livro, um pouco melhor, com possibilidades. Então assim, vocês vão, quem for ler o livro vai perceber, e eu estou tentando não dar spoilers, muito tentando não dar spoilers, que aqui no segundo você já vê um governo mais tolerante, você já não vê o que estava acontecendo antes, você vê pessoas assumindo cargos para transformar as coisas, e não existe nenhuma mudança sem dor. Eu acho que, na verdade, a mensagem do primeiro para o segundo é isso. Se a gente quiser mudar, a gente precisa se adaptar à mudança e ser a mudança, senão ela não acontece. Você precisa trazer elementos verdadeiros para criar aquela veracidade na sua história. Então, isso também você investiu em muita pesquisa para que as pessoas não pudessem se perder e falar assim hum, isso daqui acho que não era bem assim. Tem algumas coisas, sim, também de pesquisa. Então, claro que tem algumas licenças poéticas, mas tem algumas coisas de pesquisa, sim, de como conseguir formas de energia, então, baseadas, por exemplo, em reciclagem de lixo, que é possível. Então, algumas coisas tiveram pesquisa. No segundo, tem algumas outras coisas que também vieram de pesquisa, então, algumas possibilidades que também vem de pesquisa e a gente tem uma parte aqui inclusive médica, assim, de ajuda das pessoas com deficiências que tem algumas menções no livro claro que pra isso tem uma facilidade eu sou médica de formação então pra mim essa parte dessa pesquisa ficou um pouco mais fácil mas tem outras pesquisas que foram feitas pra conseguir escrever é que pra não dar spoiler nenhum então fica mais difícil de contar todas as pesquisas Mas claro, acho que tem uma questão da humanização dos personagens E aí é uma coisa que eu geralmente faço questão dos livros É deixar uma representatividade grande Então eu tenho uma personagem feminina forte Eu tenho uma personagem feminina malvada, boazinha Eu tenho governante bom, governante ruim Eu tenho casais variados Tipo homens, mulheres, homens com homens, mulheres com mulheres Variados, porque eu gosto da representatividade de etnia de opções sexuais e etc, então eu tento colocar isso em quase todos os livros então isso eu acho que aproxima o leitor da leitura, porque ele vai ver o mundo, claro o mundo em si não existe, mas talvez as pessoas, ele consiga ver alguém que ele se identifique no livro como pessoa pelo menos de ideais, lógico que não fazendo exatamente o que faz naquele mundo, porque o mundo é inventado mas com certeza do ponto de vista de crenças e atitudes, acho que sim. Amy, do volume 1 pro volume 2, qual foi o seu maior desafio? Acho que fazer o sentido da história. A história tem que fazer um sentido e ela vai ter que fazer um sentido até o terceiro. Eu tenho a história na cabeça desde o começo, eu tenho um outlining na cabeça, mas o acho que assim, toda série tem a execução, é um desafio do tipo, a primeira foi ótimo, o segundo foi ruim, então você está tentando manter o mesmo nível de tensão da primeira história então acho que isso é um desafio, como vai ser pra mim fazer o terceiro livro, vai continuar sendo um desafio, fazer sentido e claro, nunca dá errado a sequência, a sequência ela tem que fazer muito sentido, então muitas vezes eu volto no primeiro pra ter certeza se ficou algum furo não pode ter furo até porque demora um tempo entre escrever um e outro Mas a história em si, ela está meio engatilhada na minha cabeça Então essa parte está um pouco mais fácil Você como escritora, quando lança o seu livro A sua obra está lá prontinha O público já está lendo O mercado já está consumindo Você fica satisfeita com o que você produziu e já está pronto? Ou você, toda vez que relê, gostaria de mudar alguma coisa? Aliás, eu já fui pior, eu estou abrindo o coração para você eu tinha muita dificuldade em revisar os próprios livros, porque toda vez que eu revisava, eu queria mudar, e aí não dá pra ficar mudando, porque você não acaba nunca muito tempo eu trabalhei com qualidade na vida, e na qualidade você fala que nada é tão bom que não possa ficar melhor, mas você também aprende que o ótimo é inimigo do bom, então muitas vezes você tem que se contentar e terminar, porque senão você não termina, então claro que às vezes eu vejo alguma coisa e falo putz, talvez aqui eu pudesse ter feito um pouquinho diferente, ou eu pudesse ter escrito diferente ou acho que eu tenho um vício de escrita porque a gente, todos nós temos, né, de fala de escrita, ah, peguei aqui um vício que eu podia não ter colocado, mas de verdade eu acho que o meu objetivo como escritor é mais divertir as pessoas e eu gostar de escrever, então hoje em dia eu acho que essas pequenos vieses pequenos, vamos colocar entre aspas, erros fazem parte, eu acho que as pessoas se divertem com eles também, porque todo mundo tem o próprio. Então, embora muitas vezes eu queira mudar, agora eu já aceitei que eu não vou mudar e que tá tudo certo. Agora, do volume 1 pro volume 2, você como escritora, o quanto amadureceu, ou até mesmo a sua obra, o que você pode notar, consegue notar, que você evoluiu? Eu acho que vai evoluindo a cada uma que a gente escreve. Se eu olhar pra todos os livros, eu tenho quatro livros publicados. Do primeiro livro pro segundo, do segundo pro terceiro, mesmo quando eles são diferentes eu acho que você muda você muda com os feedbacks, você muda com o que você lê das pessoas fazendo resenha conversando com vocês, conversando com o leitor, ou os leitores que acabam mandando direto em Instagram e etc, eu acho que você vai aperfeiçoando conforme você escreve então o segundo é melhor que o primeiro o terceiro é melhor que o segundo o quarto é melhor que o terceiro, o quinto vai ser melhor que o quarto, sei lá, o décimo vai ser melhor e eu acho que como ser humano a gente tá em melhoria contínua então como escritor não é diferente então eu acho que você sempre melhora você consegue amarrar mais as coisas você consegue prender mais a atenção do leitor, porque você tá aprendendo também a fazer isso, então eu acho que sempre evolui. Você fecha mesmo no volume 3 ou vai deixar alguma pontinha solta aí de repente pra continuar essa série? Eu vou deixar a pontinha solta pra fazer o spin-off que também já está na cabeça Olha só! Olha só, a gente adora quando o escritor solta aqui essas informações, né, extra, né, Ana? Não, vou deixar, já tenho abertura, muitas das pessoas, isso que a gente tava falando, né, me perguntaram, ah, mas você não podia ter detalhado mais porque aconteceu isso com o mundo, porque eu passo um pouco por cima mesmo, assim, eu dou um contexto, mas eu não entro em detalhe. Então pra entrar em detalhe Eu precisaria de um spin-off Porque teria que ser antes do Subterrâneo Ascensão E aí eu preciso de um gancho Que provavelmente eu vou deixar no final do terceiro Então, cronograma, planejamento Então nós já temos lançado o volume 2 Planejamento pro volume 3 e o spin-off Acho que o volume 3 deve estar disponível No final do ano que vem Final de 23 E provavelmente o spin-off 24, 25 até porque não é a única série que eu tô escrevendo, então acabo tendo que juntar com outras coisas bom, então a atenção que você tem com a série tá sendo dividida com quais outras obras? tá sendo dividida com uma outra série, que é de fantasia que só tem o primeiro livro hoje que chama Noite de Chamas e tá sendo dividida com o livro que eu estou escrevendo agora, que aborda um pouco sobre depressão de um ponto de vista ficcional que vai chamar e se houvesse amanhã. Então eu já estou deixando o seu spoiler aqui, vários spoilers pra você, Michel. Então você aí de casa já sabe, né? Claro que a Aene volta aqui no Universo Épico, né? Porque quando tiver esses lançamentos prontinho, né? Você retorna aqui pra dividir com a gente? Sempre que vocês me chamarem, estou à disposição. Combinado. Bom, a gente não pode encerrar o programa, encerrar a nossa entrevista aqui, sem antes você convencer o público de casa, porque é que eles têm que adquirir o livro e conhecer, entrar nessa nova jornada, volume 2, Subterrâneo. Eu acho que, assim, a gente falou aqui um pouquinho, né, Michel? Acho que tem a parte de crítica do que a gente está fazendo, tem uma parte de crítica de governo tem uma parte de representatividade, mas também tem várias reviravoltas pra quem gosta de se divertir, é uma leitura fácil, eu tento surpreender o leitor pra quem gosta das reviravoltas gosta dos plotes, acho que é legal eu tento deixar finais um pouco inesperados que é por isso que eu tô tentando não dar spoiler nenhum, então acho que é isso, se você quiser um livro pra você, se você gosta de distopia, gosta de ficção, quer um livro pra se divertir, que tenha todos esses elementos é a série pra vocês ótimo, e como que eles fazem pra te encontrar? pode me encontrar nas redes sociais então no Instagram tá como arroba becker nc tem o próprio site www.ncbecker.com.br aliás, se quiser ir no site todos os meus contatos de Twitter Instagram, Facebook estão todos lá Sensacional, Amy. Quero agradecer a sua participação mais uma vez aqui no Universo Épico, de separar esse tempinho, né? Olha quanta coisa, quantos livros ela tem ainda para escrever, e separou esse tempinho aqui para dividir com você aí de casa as histórias dela. Muito obrigado, Amy. Obrigada a você, Michel. Sempre à disposição de vocês, gente. Muito obrigada. Um beijo e até a próxima. Beijo, até. Olha só, o Universo Épico ainda não acabou não, viu? porque tem exposição do Batman aqui em Campinas. Confira! A gente atualizou o acervo nesses últimos anos, várias novidades aconteceram para o Homem-Morcego, entre elas o lançamento do filme do Batman agora em 2022. Então tem vários elementos de acervo que estão na exposição nova que não estavam em 2020, justamente porque o filme não tinha sido lançado ainda. Então isso tudo já está na nova exposição. Sua família tem histórico de filantropia, mas pelo que me parece, o senhor não faz nada. O Sharada está chamando você? O assassino deixou isso para o Batman? Por que ele está escrevendo para você? Você veio. Eu estou tentando entrar em contato. A última do charada é sobre a família Wayne. Se a gente não lutar, ninguém mais vai lutar. Você tem muitos gatos. Eu adoro virar lata. O morcego e a gata. Até soa bem. Amiga nova? Não sei dizer. Eu só vim desmascarar a verdade sobre essa pocilga que chamamos de cidade. Você faz parte disso também. Levanta as mãos! Parado! Como eu faço parte disso? Ah, você não é tão esperto quanto eu pensei que fosse. Bruce Wayne. Todos esses anos mentiu pra mim, Alfred. Todos temos cicatrizes, Bruce. Você ainda é ruim. Ele está envolvido nisso? Ele não está envolvido. Como sabe? O cara é um justiceiro. Quem é você aí embaixo? O que você esconde? Selina, não jogue sua vida fora. Relaxa, amor. Eu tenho sete. Cruel, poética ou cega ela pode ser. Mas quando negada, violência é o que pode sofrer. Justiça. A resposta é justiça. Vamos lá, vingança. Vamos arranjar problemas. A gente tem um acervo muito amplo e muito diverso, então tem artes originais, revistas, revistas autografadas, itens raros, também colecionáveis, muitos colecionáveis, desde os bonequinhos mais simples até peças muito exclusivas e muito raras. Tudo isso está aqui na exposição, são aproximadamente 400 itens de acervo. A exposição é uma experiência em primeira pessoa, no momento em que o visitante entra na Mansão N, que é a nossa primeira sala, Ele se transforma no Bruce Wayne Então nessa primeira sala ele recebe um chamado Vai até a Batcaverna, se prepara todo, coloca os armamentos, coloca o uniforme Vai dali encontrar os seus ajudantes, Robin e outros Dali vai para o encontro do Comissário Gordon, na delegacia de polícia de Gotham Para entender o que está acontecendo em Gotham City Vai então em seguida para o Asilo Arca Encontrar todos os vilões que já estão lá dentro E também para descobrir que alguns não estão Ele vai então para a sala da Mulher Gato Para a sala da Arlequina E aí ele tem um grande confronto com o Coringa E a última sala é a sala do Batman Triunfante Tem uma grande estátua do Batman Em escala 1 para 1, tamanho real Cercada de várias artes originais de artistas muito famosos e muito importantes na trajetória do Homem-Morcego. Essa é a parte da exposição, mas também tem uma loja oficial com itens exclusivos que você só encontra aqui. O encontro com o Coringa e o confronto com o Coringa é o clímax da exposição, por assim dizer. Fica na antessala, quase no final da exposição, porque é o momento em que o Batman encontra o grande vilão do que quer que tenha acontecido em Gotham City. É uma sala bastante grande, tem um monte de elementos e tem muitos dos populares easter eggs. Quem conhece muito da história do Batman vai identificar ali vários elementos de uma história bastante famosa chamada Piada Mortal. Mas isso não quer dizer que a exposição é só para quem conhece muito do Batman não, viu? Quem conhece muito pouco, quem não conhece nada e quer aprender um pouquinho, desde a Mansão Wayne, tem vários elementos ali que parecem decorativos, mas na verdade eles têm um significado mais profundo para quem conhece um pouco mais da história do personagem. Na Mansão Anne, por exemplo, tem uma grande máscara na área da biblioteca. Ela parece só decorativa, mas a verdade é que ela tem a ver com uma história chamada Xamã, que é da década de 80. Então alguns fãs reconhecem aquilo ali de cara. E para as outras pessoas é uma decoração muito legal que está naquele espaço. Então, não quer dizer que é uma experiência menor para quem não conhece. É uma experiência somente mais profunda para quem conhece muito. Mas quem está entrando ainda nesse universo vai se divertir bastante. Tem personagens que têm áudio e você consegue, apertando o botão, ouvir atores interpretando textos de cada um daqueles personagens. Mas, principalmente, tem uma área que a gente chama de Batsense, Que é justamente para pessoas com baixa visão E mesmo pessoas que não enxergam Então tem alguns elementos ali táteis No final da exposição tem uma grande estátua do Batman Mas ela também está nessa área do Batsense Para que as pessoas possam tocar e entender o que é o Batman O formato, o uniforme E tem audiodescrição do pôster oficial Então tem vários elementos que a gente trouxe para cá Com uma consultoria especializada nisso Do Ovelha para poder oferecer mais acessibilidade para os visitantes da exposição. O grande mérito do Batman é que ele é um personagem muito versátil, ele consegue ser adaptado, ir mudando e ir evoluindo ao longo do tempo. Na década de 60, o Batman era um personagem espalhafatoso, colorido, muito em sintonia com aquela época. Mais recentemente, ele foi ficando mais sombrio, mais realista. Então se no futuro a gente tiver um mundo, um gosto de algo mais futurista O Batman assim será Se a ideia é ser uma coisa mais noir, sombria, ele também será Porque ele permite ser tudo isso Então eu acho que o Batman do futuro vai ser aquilo que nós enquanto sociedade formos de fôrmulas. Sensacional essa exposição, não é? Ponto final no Universo Épico e a gente volta na próxima semana. Tchau! Transcrição e Legendas Pedro Negri
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