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Olá, [Música] [Aplausos] [Música] minha gente. Começando mais um Faça Você M divertido, tá bem musical. Eu estou com o Paulo Salmas, ele é músico e artesão, como ele mesmo diz, músico por formação e artesão por paixão. É isso. É isso aí. Legal, Paulo. A gente vai fazer um berimbau de materiais recicláveis. Exatamente. E como é que começou essa ideia? Como é que você teve essa ideia de fazer um berimbal a partir de materiais que normalmente a gente tem em casa, né? O berimbau não foi o primeiro instrumento que eu fiz. Eu comecei com alguns outros, comecei com tambores, chocalhos, eu já estava com a minha formação como músico pela Unicamp, já tocava em diversos locais, bares, festas. E aí um dia eu acabei criando um tambor. Eu quis fazer um tambor para testar eh aquele sistema de cordas. Não sei se você já viu tambores africanos são todos afinados com cordas e e é lindo, né? Ele tem um trançado super legal. A partir dessa curiosidade eu comecei a fazer instrumentos. Legal. Que bacana. E aí veio a ideia então do berimbau. Eu acho que a gente pode colocar a mão na massa, né? Você aí de casa, anote os materiais que você vai precisar utilizar. Nós vamos precisar de cano de PVC de 32 mm, arame de pneu, garrafa PET de 2 L, barbante, serrinha, alicate e tesoura. A tesoura não precisa ser de ponta fina, pode ser uma tesoura escolar. Anotado. Então agora vamos lá, Paulo. Mão na massa que eu quero ouvir música. Então vamos lá. Bom, aqui nós vamos utilizar todos os materiais comuns do dia a dia, porque e esses materiais eles fazem parte de uma pesquisa que eu faço, que eu batizei de rádio sucata. Rádio Sucata é um projeto que a gente toca com esses instrumentos. Então, a gente não faz só para brincar de artesanato, a gente faz realmente para descobrir sons e passar essa ideia da reutilização de materiais, transformação. Então, o primeiro material aqui é um cano de PVC. Esse cano de PVC eu cortei numa medida aproximada de 1,20 m. Não precisa ser nessa medida. Pode ser inclusive os berimbais ou berimbaus, né? Não sei. Eh, eles, os convencionais eles são maiores, tá? Eh, esse aqui eu cortei com 1,20 m. É um tamanho legal para essa medida. Esse cano aqui, se você for ver aqui na lateral, ele tá escrito 32 mm, que é o diâmetro, a espessura dele, né? Esse aqui foi o tamanho ideal que eu encontrei. Tem mais fininho, ele não estica direito o arame que a gente vai pôr aqui. Então, esse é o primeiro material, o cano de PVC. É, ele vai esticar um arame. Esse arame aqui não é um arame comum também. Uhum. Porque o arame comum que a gente tem de construção, né? Eh, se você for fazer um berimbau com ele, inclusive eu já testei, não deu certo, ele arrebenta. Ah, esse aqui é um arame que inclusive é utilizado pelo birimbau convencional, só que é é interessante porque ele já é extraído do pneu de carro, então ele já é uma transformação natural, né? Uhum. É mais resistente. É muito mais resistente, né? Ele ele ele fica naquela parte interna do pneu que você coloca na roda e ele tem que aguentar a pressão que vai encher o pneu que vai segurar é toda aquela força do peso do carro, né? Então ele é um um arame muito resistente. Eh, o que vai ressoar esse arame, vai transformar esse arame num num som, é, num musical, vai ser um o que a gente chama de cabaça. A cabaça do berimbau é ela é um um fruto de uma planta que ele tem é tem diversos tamanhos, né? Geralmente por um berimbal vai ser mais ou menos desse tamanho assim, vai ser redondinho, é um material bem rígido e ao mesmo tempo bem leve. E ele que dá o som do arame, transforma o instrumento naquele, né, na o som da naquele instrumento característico, né, que é do birimbau. A gente vai usar aqui uma garrafa de plástico, tá, né, de refrigerante. É, pode ser lata. Eu já fiz testes com lata. Deu um som um pouquinho mais forte, mas o som do plástico parece que foi mais interessante, foi mais parecido com o do berimbau. Legal. Tá. Tá. É, tem algumas outras coisinhas que a gente vai usar. Eu gosto de pegar a pontinha da garrafa de plástico aqui que eu cortei e encaixar na ponta do birimbaal para eu poder amarrar, né? Vai ficar mais fácil para amarrar e também ele aumenta um pouco a resistência, né? pro arame não estragar aqui o material, tá? Então, já deixei pronto aqui, mas eu vou fazer o processo de preparação, tá? Tá? Fora isso, o barbante que vai ser para fixar isso que a gente chama de cabaça aqui nessa garrafa, no instrumento. E por enquanto é isso de material pra construção dele. É isso. Então vamos lá, vamos começar a construir o nosso berimbau. Bom, é o biquinho dessa garrafa, ele encaixa exatamente nesse cano de 32 mm. Então, pode pegar qualquer garrafa, pode ser uma grande, uma pequena, todas elas têm eh a mesma medida aqui. Para cortar aqui é super fácil, tá gente? Olha só, uma tesourinha comum. Você inicia aqui o o furo nela e aí depois que você fez esse furinho, fica fácil, né, gente? Olha só, é só ir cortando. Olha só, é super rápido, né? Uhum. E aí vai ajeitando aqui, deixando bonitinho. Mas não tira tudo não. Ah, não. A gente vai deixar um pedacinho acima dessa parte lateral que é maior, porque a gente vai usar essa parte aqui para amarrar o arame, como uma base, né? É, exatamente. Aí, ó. Então, tem a parte da rosca, tem esse anel que toda a garrafa tem e um pedacinho a mais aqui. Então, olha só, ele encaixa com perfeição, né? Foi feito para isso. Uhum. Aí você coloca dos dois lados ou só de um mesmo? Vamos colocar dos dois, tá? Se quiser colocar só de um também ele vai dar certo. É, para fazer a cabaça a gente vai deixar um pedaço maior aqui, né? Uhum. É, eu vou usar a parte de baixo, então eu vou cortar aqui um pouco maior que a metade e aí depois se precisar a gente vai ajustando, tá? Tá, paré. [Música] Esse tipo de tesour de tesoura é um tipo de tesoura bem comum, escolar, né? Não tem perigo de criança mexer aqui. Pode sim. usar ela com bastante segurança. E aqui, né, vai tá a nossa cabaca que depois vai est encaixada aqui. Bom, é para essa garrafa aqui, eu já fiz o furinho porque ele é um pouco mais demorado pra gente não perder tanto tempo, mas são dois furinhos aqui onde vão passar o barbante. Ah, tá, entendi. Esses dois furinhos bem centro, né? Deu para pegar junto? Esses dois furinhos eu fiz eh esquentando um um um preguinho no no fogão. Ele ficou bem quente, eu furei. Mas isso aqui não dá para fazer com criança, né? Sim. Então, se quiser furar aqui, pode usar uma tesourinha com ponta, vai girando até perfurar, como se fosse uma broca, né? Aliás, a furadeira, a broca da furadeira também faz fácil esse serviço aqui. Eh, para quem eh mexe com eletrônica em casa, tem um equipamento muito comum que é o equipamento de solda. Uhum. De eletrônica. Ele tem uma pontinha que esquenta. Você encostou aqui, ele faz esse furo facinho. Não tendo nada disso, vai ter que improvisar, né? Pode pegar uma uma madeirinha, pôr aqui por dentro para apoiar. Aí pega o preguinho, vai batendo, né? Aí, aí fica fácil, todo mundo tem, né? Talvez a chave de fenda também dê certo, né? Muito bem. Olha só, uma ideia nova, né? Aí até melhor que a chave de fenda tem uma que chama chave Philips, que é aquela que tem a pontinha, aquela que é cruzadinha, ela costuma ter uma pontinha melhor para você fazer essa pressão. Bom, tá aqui a nossa cabaça [Música] e as pontinhas das garrafas, tá? Agora é o seguinte, olha, esse arame a gente tem que tomar bastante cuidado com as pontas dele, porque elas podem machucar, elas podem furar, tá? E depois que você cortou, para cortar o arame, eu uso um alicate comum, que alicate é bem fácil de encontrar, né? Você põe ele aqui na parte mais próxima do eixo, tá? E aperta. Ó lá, cortou. Não é difícil. Só que quando você corta, ele fica é cortante aqui, fica perfurante, né? Você pode lixar isso aqui com uma lixinha daquela pretinha para metal, né? De alguma maneira você pode tentar lixar isso aqui. E se você quiser também existem luvas que são chamadas de luva anticorte, que aí você pode mexer com tesoura, com faca, com materiais perfurantes até certo ponto. E elas protegem bem, são umas luvas emborrachadas, né? Uhum. É mais seguro, então, né? Para quem vai fazer pela primeira vez, ainda não tem muita prática, pode usar essa luva, né? Sim. É, eu já mexo assim dessa maneira porque como eu eu há muito tempo já trabalho com corte, com ferramentas, né, eu já tenho um pouco de prática, mas essa é a parte é a parte mais perigosa do processo aqui, que é bom que ter um adulto fazendo, tá bom? Em uma das pontas eu vou enrolar esse arame aqui. É o mesmo processo que é feito no berimbau convencional, só que isso é feito na própria madeira. Você vai ver que o berimbau embaixo ele tem um um corte especial para encaixar esse arame, porque se você for colocar aqui não tem je, é difícil, né, você pensar como que vai pôr, né? Então eu vou colocar aqui e vou dar uma torcidinha, ó. Paraném. Paran. Uma enroladinha. E aqui tá pronto. Eu enrolei. Fiz uma um anelzinho, tá? Pode deixar ele bem fixo aqui, pode apertar, ele vai ficar fixo essa ponta. E aí você esconde essa ponta que eu te falei que é perigosa. Esconde ela aqui de uma maneira que não vá pegar na pele, tá? Aqui tá para dentro. Não tem como machucar, né? Sim. Então não deixei nenhuma pontinha aqui aparecendo. [Música] Eu vou encaixar isso aqui. Entrou. E aí é o seguinte, desse lado nós temos duas maneiras de fazer o encaixe do arame. O berimbau convencional tradicional, ele é feito toda vez você for tocar ele, você vai amarrar, você vai enrolar. É um procedimento um pouco difícil de fazer. Você tem que, né, ir aprendendo com o tempo e toda vez que você tocar, você vai desarmar ele, porque o material, se ele ficar muito tempo na mesma posição, o cano ou a própria madeira que é do biribal, que chama-se biriba, ela vai ficando no formato arqueado, vai perdendo a pressão. Então, toda vez vai desmontar, né, porque senão já faria fixo, deixava lá, né? Uhum. Mas vai perdendo a força e ele precisa de uma pressão bem grande aqui. Uhum. Eu vou fazer uma, eu vou enrolar primeiro ele da maneira tradicional para vocês verem como é. E aí depois eu vou dar uma dica para vocês fazerem em casa e já deixar ele pronto para ficar de uma maneira mais fácil. Então eu vou cortar ele um pouco maior aqui. [Música] Vou fazer uma argolinha pequenininha aqui na ponta. Vou dobrar. Vou enrolar. É bem parecido com aquela outra que eu fiz lá, só que essa aqui pode ser pequenininha, tá? [Música] Parê, Parê, Paraná. Parê, Parê, Paraná. Vou esconder a pontinha do arame aqui. Tem que dar um jeito de dobrar isso aqui para esconder. Parê, ó, aqui eu deixei o araminho aqui dobradinho, escondidinho, né? a pontinha dele tá de uma maneira que não machuque, porque essa é a parte é mais perigosa. Segura um pouquinho para mim aqui, por favor. Aí, junto com esse arame, eu vou colocar um barbante. [Música] Pronto. Aqui nós temos o formato tradicional, tá? Agora, agora vocês vão ver porque ele é difícil, tá? Pode lá, Paulo, fazer nessa parte da frente que aí fica mais fácil pro público de casa aprender essa parte que é mais difícil, né? Eu vou armar primeiro então o berimbau aqui da maneira tradicional, como é feito com o pessoal da capoeira, tá? Existem algumas técnicas. Uma delas é ajoelhar no meio, puxar com as mãos aqui e aí com ele arqueado a gente dá uma enroladinha aqui no arame e depois no final ele vai ficar fixo com o barbante. Não é tão fácil fazer isso, exige um pouco de experiência. Que força, né? Olha, é um pouquinho de força, um pouquinho de técnica, né? Aham. Nesse caso escapou, então aí volta a fazer novamente. É isso. É, esse é um processo. Isso aqui é algo que tem que aprender, né? Se você for fazer aqui, vamos ver que não é tão simples, né? [Música] Não é fácil, né? Hum. Exatamente. Precisa de técnica. É. Então, pronto. Aqui tá esticado. Ele vai dar alguns instalos assim porque tá começando agora. Ele vai esticar, vai dobrar aqui, vai esticar, vai pegar o formato, tá? Mas vocês viram que já não é fácil, né? U tá. Agora eu vou mostrar uma maneira bem mais simples pra gente fazer isso, para não ficar toda vez precisando é fazer toda essa força, né? Agora esse é o jeito mais fácil, não? Esse próximo jeito. Ah, sim. O próximo jeito é muito mais eu vou fazer uma argolinha para encaixar já, né? Porque você viu que eu tenho que arquear ele na técnica certa, manter a pressão, enquanto com outra mão eu vou puxando. Uhum. Então é meio complexo, tá? E o jeito mais fácil, qual que é? Eu vou encaixar uma pecinha daquela aqui e vou pôr o araminho aqui. Bom, vocês viram que esse processo de armar o berimbau é, não é fácil, né, gente? Tem que fazer força, tem que ter uma técnica, tem que apoiar da maneira correta. Existem algumas outras maneiras de se fazer isso, mas de qualquer maneira é difícil, né? Não é fácil. Eh, o que que eu vou fazer agora? Eu vou fazer um uma argolinha na outra ponta do arame. Uhum. Para poder facilitar esse processo, gente, porque senão a gente vai, né? Vai suar a camisa, né? Vai suar a camisa e não é não é fácil. Bom, eu vou ter que deixar esse arame um pouco menor do que esse tamanho aqui para daí a hora que eu for encaixar a argola ele ter aquela curvatura, tá? Vou medir mais ou menos aqui como que é. Eu dobrei aqui, tá? Já tem um tamanho aqui. Já sei o tamanho que ele tem que ser. Então, vou fazer uma argola. Essa argola tem que passar nessa peça aqui, ó. Ela tem, ela vai laçar essa peça. Hum. Que é aquela, essa boquinha, né? Isso é igual foi nessa parte de baixo aqui. Só que a parte de baixo pode ficar apertadinha, fixa, a de cima não. A de cima tem que realmente ser maior para poder encaixar, tá? Então vou dar uma olhadinha aqui mais ou menos como que é o tamanho. Dou uma giradinha aqui no arame, uma enroladinha. Pronto. Agora é só cortar e tá pronto aqui, né? Esconder aquela pontinha pra gente não se machucar. Muito importante lembrar disso. Tensão total, né, nesse nessa parte para ninguém se cortar. Prontinho, gente. Tá feita aqui a argolinha, né? Uhum. Agora eu encaixo essa aqui. Se quiser tirar esse anelzinho colorido aqui, eh, ele pode encaixar um pouquinho mais no meimbal. Não, não precisa tirar, tá? Tá. Mas se quiser tirar ela, essa peça vai entrar um pouquinho mais lá. Uhum. E pode ser que fique mais firme. Ah, sim. Daí ela vai mais, né, mais profundamente aqui. Legal. E agora eu tenho que laçar aqui. Agora vocês vão ver como que fica bem mais simples, tá? Olha só, a golinha tá pronta aqui. Essa pecinha da garrafa tá aqui. Eu vou laçar. Então eu vou dobrar o berimbau. Prontinho. Rapidinho, né? Hum. Olha só. Bem mais fácil, né? Bem mais fácil. E ele não vai ter aquela aquele perigo de ficar dando aqueles estalos, soltando. Aqui ele já tá fixo, né? Aliás, não sei se vocês sabem, mas o berimbau pode ser afinado em notas musicais. É mesmo? Essa nota aqui é uma nota, não sei qual que é, tem que pegar um instrumento para descobrir, né? descobrir. E aí quando você faz a argolinha, ele já vai est próximo daquela nota. Então, se você quiser fazer um birimbau afinado, o berimbau de capoeira não e eh não tem essa preocupação. As pessoas não têm, né? Você dá uma esticada, encaixa com outros ali, vê se tá um casando com outro, mas não se pensa na nota musical em si do rem façola. Tá? É o próprio som, né, do instrumento que eles vão alinhando, né? É o som que o capoeirista já tá acostumado a ter ali, que vai combinar com o de outro berimbau, né? Uhum. Bora continuar. Bora. Parê, Paranê, Paraná. Paranê. Então, tá aqui, ó. Parece um arco, indígena de pesca. É, parece, né? De caça. Parê, Paranê, Paraná. Paranê. Parê. Bom, agora vamos tentar encaixar aqui. Olha, a nossa cabaça de plástico, né? Tem que pegar agora o barbantinho e passar naqueles dois furinhos lá. Vamos ver aqui se a mão encaixar. Olha, se fosse uma garrafa mais fina a mão não entrava. Olha só. É bom pensar nisso também, né? Aham. Um já passou. Passar o outro aqui. [Música] Aqui, ó. Legal. Isso aqui vai ter que ser encaixado aqui na parte fixa, no lado que é fixo, né? Uhum. A gente vai fazer uma pequena curvatura, tá? Aqui na hora de apertar. É, talvez fosse melhor esse arco tá um pouco mais curvo, mas aqui no processo de fazer a gente acabou, né, deixando assim, mas pode ser ajustado depois. [Música] A distância aqui, sei lá, mas no máximo aqui um palmo de distância da base. Uhum. Acho que tá bom. Vou dar um nozinho. [Música] Pronto. É isso aqui. É o berimbal tradicional. Ele costuma usar uma cordinha mais forte que esse barbante. Pode ser um cisal, né? Alguma material. Tá aqui, ó. Essa peça, ela sempre vai poder ser retirada do instrumento. Quando você vai desarmar ele para guardar, ela sempre vai est assim. Legal. Ó, agora repara bem, ó. Importante que seja desarmado mesmo, né? É, então isso aqui o o cano de PVC, assim como a madeira, se ela ficar muito tempo nessa posição, ela vai acabar acostumando com essa com esse formato, vai perder a força aqui, ó. É, ó. E tá bem esticadinho. Uhum. Olha só que interessante, ó. Não dá para ouvir direito o som, né? Eu tenho algumas ferramentas aqui para tocar. Isso aqui é pedaço de cabide que eu cortei. Olha, tem suporte de bexiga. Olha, esse outro aqui é suporte de bandeirinha. Você põe no carro, na gelinha do carro. Tudo de plástico. Você já ouve o som do berimbau, mas ainda não tá com aquele som legal, né? O que vai fazer o som ficar legal agora é o encaixe dessa peça aqui. A gente põe aqui, ó. aperta um pouquinho o arame. Uhum. E aí ele vai entrar a faixa aqui. Se você for empurrando ele com força, sem apertar, baixar aqui, ele vai começar a cortar a cordinha, tá? Aí você vai ter que trocar, né? É. Então você aperta um pouquinho, olha, ele vai liberar a pressão. Uhum. E aí, olha só que interessante, gente. Já começa a sair o som amplificado, né? Uhum. Bom, a distância aqui vai influenciar na afinação. Ah, se eu quiser deixar ele mais agudo, eu vou diminuindo esse tamanho dele. Então eu vou subindo. Então eu posso apertar aqui, subir mais. Mudou, né? Ó, vou voltar para onde tava, ó. [Música] E aí eu posso afinar. Uhum. E aí é aquele lance que eu te falei, né? Você pode pegar outros berimbaus e escolher notas que combinam. Vai criar uma sonoridade bonita, né? Sim. Sim. Bom, para tocar o berimbau, além desse sistema todo aqui, nós vamos precisar de uma vareta. Uhum. Essa aqui, olha, foi um pedaço de cabide que eu cortei, ó. Um outro pedaço de cabide aqui mais cruzão, né? Ó, que eu cortei aqui. Sim. Mais ou menos o qu? Uns 30 cm, 40. Tá mais ou menos isso, né? Uhum. Vai precisar também de eh uma pedra. Pedra fácil de achar, né? Sim. Eh, essa aqui é uma pedra bem lisinha, olha. Bem resistente. Esse é o tipo de pedra que se usa. Tem que ser sempre essa pedra lisinha, não pode ser aquela pedra áspera. Tem umas que são bem áspera. É porque você vai usar para tocar. Uhum. E se ela tiver algum alguns cantos assim que incomodam, que tem ponta, vai ficar ruim. Essa aqui é é gostosa, né? E é um que é um cascalho isso aqui. Acho que é, né? Acredito que sim. Para que que serve isso aqui? Para alterar o som do berimbau. O berimbau ele é bem legal, só que ele tem uma técnica aqui de segurar que é um pouco difícil. A gente tem que pôr o dedinho aqui daquela mão que não escreve, né? Porque a gente tem uma mão que é boa e uma mão que é ruim. A mão que não é tão boa a gente usa para segurar. Põe o dedinho ali e segura o birimbau. Aí a primeira coisa que você vai fazer, olha, é equilibrar o biimbal, aprender a a o equilíbrio dele, né? Se ele começa a ficar pra frente ou para trás, ele fica pesado. Se bem que esse aqui é pequenininho. É. Lembra que eu falei que esse aqui tem 1,20 m, né? Sim. Mas o berimbau o convencional é maior, né? É, eu tenho convencional. Ele, você põe no chão aqui, ó, ele vem até essa altura aqui, quase da minha altura. Uhum. Então, esse aqui até que não é tão difícil, é leve, é bom para ensinar, né, as crianças a tocar. Aí agora que é a parte difícil, hein, gente, ó. Segurar essa pedra aqui, ó, porque ela vai mudar o som. pressionando o arame. Quando eu pressiono o arame, o que que acontece com ele? Quando você pressiona, ele vai mudar o som. Vai mudar o som porque ficou menor essa distância da pedra até aqui ficou, olha, menor do que era do barbante até lá. Aham. Então, quando você diminui uma corda, o som fica mais agudo. Então, se eu for tocar aqui, quando eu encosto, ele fica diferente. [Música] E aí é todo esse jeitinho. Vou pedir para você virar um pouquinho assim, na verdade para cá, para ele pegar esse movimento que você faz de colocar a pedra e tirar conforme você vai mudando o som. Toca aí pra gente. É, tem aqui, ó. Eh, olha que interessante. Você até brincou, né, Paulo? Você falou que a gente tem e usa a mão que não é tão boa para segurar, mas na verdade nesse caso ela vai ter que ser bem boa, né, para dar firmeza, tanto para segurar quanto preg mexer com a com a pedrinha. Sim. Vai ter que dar uma treinada pra equilibrar. É que geralmente a gente usa a mão boa pr fazer os ritmos. Então tá aqui, ó, o segredo do ritmo tá nessa mão e essa outra aqui. E é parecido com o violão. O violão, a mão que não é tão boa, a gente segura o braço para apertar as cordas e fazer esse mesmo processo que a gente fez. A gente altera o tamanho da corda, é apertando o braço do violão. E a mão boa, a gente põe no ritmo aqui, né? Uhum. Então é por aí. É isso, Paulo. Muito obrigada por você compartilhar aí a sua arte e o seu domical aí de descobrir música através de tantos outros materiais, né? Não só os instrumentos convencionais que a gente conhece. Eu que agradeço. Bom, quem quiser conhecer mais, temos um site radiosucata.com.br. Lá eu tenho tudo bem organizadinho, informações, fotos, vídeos, dá para ver o birimbau e muitos outros instrumentos. Você de casa, se decidir fazer igual o Paulo fez, manda pra gente que a gente vai ver o resultado, tá bom? [Música] [Aplausos] [Música]