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[música] [música] [música] [música] [música] Olá a todos que acompanham a programação da TV Câmara Campinas. [música] Está começando mais um Faça você mesmo. E no programa de hoje nós vamos mergulhar no universo da cerâmica. Para isso, nós recebemos a artesã e ceramista Iraciara Costa, que vai nos ensinar a fazer placas decorativas de cerâmica, não é isso? Exatamente. Igraciara, muito obrigada por nos receber e seja bem-vindo a faça você mesmo. Muito obrigada. Eu que agradeço o convite. Hoje nós vamos fazer a pintura da placa na técnica da corda seca, certo? Para começar, queria que você explicasse pra gente um pouco sobre essa técnica. Essa técnica trabalha com um desenho que nós vamos escolher, tá? Uhum. E essa tinta, esse esmalte cerâmico, [música] ele na alta temperatura, ele vai tender a se esparramar. O que que vai segurar? A gordura. A gordura do grafite ou do carbono. Como é um desenho que eu não tenho habilidade de fazer a mão livre, eu vou utilizar o carbono e essa gordura que vai limitar cada cor espaço. Ah, aqui é assim, né? Isso. Ah, tá. Esses tracinhos que você tá vendo era a gordura da grafite do desenho em alta temperatura. desintegra e fica esse contorno na corda seca, chamada corda seca, que é o fundo da cerâmica mesmo. Ah, sim. E ele fica assim em alto relevo. Fica assim em alto relevo. Ah, ficou uma graça. E no caso, essas cerâmicas a senhora faz, já encontra pronta para quem tem interesse em fazer? Exatamente. Essa placa ela é uma uma lojota, viu? Compro em casa de material de construção. Ah, que legal. Já vem assim. Isso. Ah, tá. Aí, no caso, a senhora só faz o desenho e ele vai num forno depois. Sai num forno especial para cerâmica queimada 980º. Ah, sim. Por isso que ele fica desse jeito, né? Exatamente. Vitrificado. Perfeito. Para fazer uma plaquinha como essa, você vai precisar dos seguintes materiais. [música] Confira. Para fazer as plaquinhas decorativas de cerâmica, você vai precisar dos seguintes materiais: placas de cerâmica, esmaltes para cerâmica, pincéis macios de cabo redondo, uma lapiseira, um molde de desenho da sua preferência e papel carbono. E daara. Então, qual o primeiro passo pra gente começar a fazer essa plaquinha decorativa? Como eu já te falei, a gordura que vai é deixar os espacinhos é contorno, né, de cada cor. Então, essa tudo que é referente à gordura, mão suja, creme, qualquer coisa, vai atrapalhar esse essa técnica, tá? Então, a gente tem que tá com a mão bem sem creme, lavadinha, lavadinha, lavadinha. Aí nós vamos pegar a placa. Uhum. centralizar o desenho onde a gente quer. Eu já não utilizo, mas para quem tá começando é bom pegar um pedacinho de fita crepe ou durex num lugar que você não vai pintar depois, porque nem no espaço que vai pegar essa essa essa cola, não vai pegar a tinta depois. Ah, que você falou da gordura, né? Isso. Então, fixa o desenho no espaço que você quer. Sim. E esse desenho, ele é um molde que você pega um desenho na internet, imprime, então pode ser da preferência quando a pessoa for fazer, né? Examente isso. Pode pôr uma criança e colocar o nome, o número de casa, bem-vindo, feliz aniversário, nome da rua, da chácara, do sítio, tem várias várias possibilidades. Isso aí agora a gente vai passar o desenho, né, com caneta. Uhum. Tomando o cuidado de passar somente uma vez em cada lugar, porque onde pegar esse risco, não vai pegar tinta. Se passar três vezes nessas três linhas, não vai pegar a tinta. Aham. Tem toda uma técnica específica, [música] né? Isso. Inacar, enquanto a senhora vai desenhando aí, é, queria que você falasse como que o artesanato chegou na sua vida, como que assim, como que você começou. Nossa, no século passado, [risadas] a minha irmã começou a fazer esse curso de pintura e eu achava que eu nunca tinha, levava jeito para essas coisas, né? Aí um dia eu cheguei na minha casa e tava sem chave. Uhum. Aí eu falei: "Ah, vou até a aula lá que era perto da minha casa e fico lá um pouquinho até a hora de voltar, né?" Aí a professora falou: "Ah, já que você tá aqui, faz uma pecinha". E eu gostei. Isso já faz, é, já faz muitos anos. Antes eu só fazia a pintura, né, que a aula era de corda seca. Uhum. E com o tempo, no final de ano, eu fiz um pedido pro meu oleiro em Valinhos [música] pr pras feiras de Natal. Sim. É. Aí ele me disse que não ia poder me atender porque ele tinha pego um uma uma uma um pedido muito grande que ele não ia atender ninguém esse ano. Aí eu fiquei desesperada, né? Porque já tinha comprometido com todas as feiras de Natal. Uhum. Aí eu comecei a modelar. Você mesmo? Aí comecei a fazer umas pecinhas, tanto que agora as placas eu faço, todas as peças. Eh, eu já modelo tudo que é feito com pau de macarrão. Sim. O que é torno eu ainda não faço. Então o que é vaso, peça que tem que tornear, eu compro pronto ainda. Mas a maior parte eu faço eh na mão mesmo. Ah, sim. Vamos ver se eu não esqueci nada. Uma manchinha aqui no rabinho do cachorro. Então no caso, primeiro começou pra senhora como um hobby e depois virou profissão. Exatamente. Ficou muitos anos. Fiquei muitos anos porque o problema dessa técnica é você ter o forno. Você depende de alguém que vai queimar suas peças, né? E você pede, as pessoas falam que não, você não entende. Só quando você tem forno que você entende porque que as pessoas se recusam a fazer. Mas eu não passar do tempo fui super abençoada com o forno que veio de capivaria, de uma pessoa que não não trabalhava mais com isso. E ele tá em casa até hoje. Faz 28 anos que esse forno tá na minha casa funcionando. Nunca quebrou, nunca aconteceu nada. Algum algum umas duas vezes a resistência quebrou. Meu irmão mesmo arrumou e tá lá maravilhosamente funcionando. Bem, que bom. Aí, já deu certo aí? Deu certinho. Ah, mostrar pro pessoal como que fica depois que o papel carbono faz essa transferência para ele ficar assim, né? Exatamente. Perfeito. Aí [música] depois que faz o contorno do desenho, parte pra pintura. Partimos pra pintura. Eu uso sempre a lapiseira 05 ou 07. Quanto mais fininho ficar esse esse risquinho, mais bonito fica o desenho, né? Ah, tá. Ó aqui que eu passei duas vezes, tá vendo? Ó, já ficou diferente, né? Ficou diferente. Então, isso aqui nesse lugar não pega tinta. Uhum. Aí fica uma falha nesse espaço. Eu vou vou completar com a grafite. Eu já sei que ali não adianta pintar que não vai pegar. Então eu acerto o desenho aqui, ó. Eu não fechei essa partezinha. fechar aqui porque todos os campos tem que estar fechados porque na temperatura a tinta tende a desfarramar. Então ela tem que ter um murinho Então, por exemplo, não pode ter espacinhos assim no desenho, ele tem que estar totalmente completo. Isso tem que tá bem murado a volta todinha, se tiver um portãozinho e vai embora. A tinta escapa. Isso. Entendi. Vamos lá. E isso aqui são as tintas esmaltes, né? [música] Isso. E onde as pessoas conseguem encontrar essas tintas específicas pra cerâmica? Eu faço todas as minhas compras em Pedreira. Hum. Na cidade de Pedreira. [música] Na cidade de Pedreira. Lá é mais fácil de encontrar essas coisas. Grande grande. É só tem lá em São Paulo. Ah, sim. É quando eu compro o esmalte, ele vem assim em pó. Ah, tá. Vem pó. Aí eu compro também esse pó que chama CMC carboximetil celulose, que é uma cola, é usado para bala de goma, mas a gente utiliza para ela ficar viscosa. E no caso de eu estar dando aula e ter que levar a peça pra minha casa, ela não sai fácil porque é um pó, é um pozinho. Agora isso aqui vai funcionar como uma cola. Ah, legal. Eu bato no liquidificador com água e coloco junto na tinta para ficar tipo um iogurte, uma cremosidade assim. Sim, para você trabalhar. E na peça depois desse trabalho ela fica diferente com essa técnica? Não, ela ela só vai é só um veículo, ela vai ah deixar pó líquido para eu poder trabalhar. Ela não interfere em nada. Ela só fica mais firme no transporte. Se eu encostar ele sai o pozinho, ela fica bem grudadinha. Entendi. Mas pode usar água também. Se você, no meu caso, que eu tenho forno, eu trabalho em casa, eu só uso água porque dali eu pego a peça e já coloco no forno, não vai transportar, não vai ter perigo de tá. E para essa técnica é importante a pessoa ter o forno, né? É interessante ter o forno. Hoje em dia aqui em Campinas já tem algumas pessoas em Barão que fazem, que tem um forno só para fazer queima. Hum. Só para ajudar auxiliar essas pessoas. Quem não quer for isso. Bacana. Vamos começar a pintar. Branco. Branco. OK. Esmalte é o gosto da pessoa, tá? Eu gosto de pincéis finos, bem fininhos. Essa tinta decanta de manhã eu já balanço todas em casa para não demorar muito, mas ela decanta bastante, gruda bem lá no fundo. Então a gente tem que remover porque são óxidos que dão as cores, não é como a as tintas primárias que você põe o amarelo com azul e forma o verde. Não vai formar. Ah, não mistura não, porque elas são ócidas para chegar a pé naquela cor. Então é uma mistura química, não é só uma coisa básica, não é simplesmente uma tinta base, não. Então você tem que mexer para todos os componentes estarem misturados na pintura, senão não vai dar atingir o que você tá buscando. Uhum. Hoje em dia eles estão usando muito uma técnica que você enche esse batonzinho e vai colocando, porque você não vai nunca pincelar nessa técnica. Você vai só levar a tinta. Ah, tá. Só molha o pincel e coloca. Eu não gosto porque entope toda hora, porque ela decanta muito entope toda hora. Eu tenho, mas não não utilizo. A preferência é pelo pincel mesmo. Eu gosto de pincel, mas muita gente tá usando esses esses tubinhos que Então vamos lá. A gente vai começar com o branco, né? Isso. A gente não vai limpar porque a gente quer ele bem bem carregado. Isso. [música] Então ele vai bem carregado e você vai pingar. Ah. E arrastar até o limite. Ah, igual você falou. Não é uma técnica de pincelar assim. que nem só aplicar isso. E eu não vou arrastar tudo porque eu quero ela gordinha. Então eu vou buscar mais pingaonde está molhado e ando mais um pouquinho. Vou buscar mais pinga onde tá molhado para ela ficar gordinha. Ah, entendi. Que é o que vai dar esse efeito mesmo aqui que ela tem, né, de textura, que fica mais um alto relevo. Testura, exatamente. Vou buscar mais, ó. Não é para espalhar, acabar, porque você pode até fazer isso, vai ter que fazer isso três vezes. Uhum. Então é melhor você pegar ele gordinho. Melhor já de uma vez. Vai buscar mais para ele ficar gordinho. Às vezes você vai est vendo, ele vai pingar fora, não tem nenhum problema. Só esperar secar e raspar. Dá pr tirar? Dá pr raspar. Eu comecei, eu gostei muito dessa técnica que eu sou muito alérgica. Essa tinta não tem cheiro e facinho de lidar, entendeu? Pode cair na roupa tudo só para secar que dá para tirar. Tira. Acabou. É um pó. É um pozinho. Vai buscar pinga onde tá molhado. Vai até o Morinho. Sim. Iraciara, é o que o artesanato representa para você hoje, né? Você falou que começou com hobby, virou profissão, começou ali do nada indo para uma aula. E hoje pra senhora que que representa? Quando eu fazia a pintura, que eu consegui comprar o meu forno, eh, em seguida eu perdi meu emprego, trabalhava monarquia do governo, mas eu já tinha muitas lojas revendendo as minhas [música] peças, então ficou muito interessante porque eu vendi em cidades interessantes, assim, Campos de Jordão, eh, na praia, no Guarujá. Então, eu ia na quinta-feira, fazia entrega, passava o final de semana, era útil, agradável, né? Foi muito interessante. Depois as coisas começaram a mudar. Quase todas as lojas fecharam. Todas as lojas fecharam. As pistas se mantiveram abertas, mudaram para comida. Sim. Então esse negócio de artesanoto ficou bem mais estrita. Deu uma baixa. Aí eu comecei a dar aula. Uhum. Nesse meio tempo, a minha mãe envelheceu. Então eu fico em casa, cuido da mãe, faço a minha minha arte, tudo dentro de casa. Hoje é sobrevivo disso. Uhum. E não tenho feira fixa porque como tenho a maior parte do tempo com ela, ah, então eu faço feiras esporádicas, as pessoas me chamam, eu posso ir, tá certo? Não dá, né? E é muito gostoso porque cada vez que você abre forno, eu falo que é dia de Natal da infância, porque quando você pinta vai ficar tudo meio clarinha, você não tem noção do que vai acontecer. A hora que você abre o forno, você põe no chão as peças assim, é uma uma alegria. Aí fala: "Puxa, eu não anotei o que era isso." Meu irmão até fala que eu vou achar a fórmula do ouro e não vou saber repetir porque às vezes não dá certo alguma coisa, eu passo a pintura de novo, mas eu não sei que foi a primeira, consegue repetir aquela técnica, não dá, não dá a cor, você não acha nunca mais. Aham. Mas é muito gostoso porque é tudo surpresa e você cria, principalmente quando você modela, você pega um barro e vai virar uma peça que vai decorar a mesa de alguém. É muito gostoso. É muito gostoso. E da aula também entrou na sua vida, né? Virou professora também da Ceran. Como que é isso para ensinar? É, é muito prazeroso porque a pessoa vai fazer uma plaquinha como essa que eu trouxe hoje, a mulher, ela fez pra neta dela que mora no outro país, ela tá indo para lá. Então é uma gostoso para mim, pra pessoa que pinta e para quem recebe, que é uma coisa personalizada, o vó fez pensando nela, né? É uma coisa bem bem específica. E aqui a gente tá terminando de pintar essa parte branca, né? Isso. Aí vai preenchendo, igual você falou, aplicando, né? Isso tinha a gente fala que o pincel não é de pincelar, ele é para carregar, aí ele vem gordinho e para pingar lá. Pinga. Aí vai até os os limites. Às vezes vai passar, a gente espera secar erradas para não ter nenhum problema. Não tem problema errar não. Isso que é o bom também. [música] É muito bom. Só que é a gente, eu aprendi que como coisas que acontecem na vida da gente que não é interessante, que não são boas. Aham. Na hora se você quiser resolver, você vai fazer uma bobagem. Então, espera secar, espera as coisas. Exatamente. Fala que o artesanato também tem esse papel, né, na vida das pessoas [música] para tanto a gente começa com um hobby ali para acalmar, pra saúde mental, porque querendo ou não, ele tem esse papel. Maravilhos. Sim. Nossa, é muito bom. Quando eu dou aula, eh, eu sinto que é mais uma terapia. a pessoa quer mais passar aquele tempo [música] tem as obrigações do dia a dia e conversar com alguém que não tá a par do da do da realidade dela. Sim. E é a pintura é um complemento, né? Mas a pessoa quer conversar, quer ter um tempo de alguém dando atenção, né? Porque hoje em dia todo mundo fala em oratória, mas não existe escutatória. É verdade. E na aula ela tem toda a minha atenção. Todo mundo, todo mundo quer saber falar, mas nem quase ninguém sabe escutar. Ninguém sabe escutar. Ninguém tem tempo de ouvir. Então é muito gostoso que a pessoa e eu gosto muito de dar aula individual, que a pessoa fica mais à vontade, sabe? É muito gostoso, muito interessante. Acabamos a parte branco, tá? OK. Aí o próximo, qual cor a gente vai usar? É um a carinha dele faltou pintar o rosto também. Não, branco. E o que você mais gosta de produzir hoje em dia? é de pintar mesmo, de fazer suas eh cerâmicas. Eh, ai modelar é é criar é é tão interessante. Eu faço muita bijuteria, muito colar, porque você pode fazer num dia 30, são 30 peças diferentes, não fica igual. A pessoa fala: "Ah, eu gostei, minha vizinha gostou tanto do colarzinho, não vai ser igual, vai ser parcido. Essas únicas isso é bom." E às vezes ficou numa cor que não ficou muito agradável, não ficou muito bonitinho. Sempre na próxima fornada pega outro esmalte põ em cima, um vai reagir no outro. Daí a fórmula do ouro que um dia vou achar, mas eu não vou saber porque não dá para lembrar. Você não não vai lembrar depois. Não dá de jeito nenhum. Aqui ficou fininho, tá vendo? Se eu deixar assim, ele não vai ficar com esse relevinho. Então no final eu vejo essas partezinhas que ficaram fininha. Dou mais um retoquezinho para ela ficar toda gordinha. Que o bonitinho é essa técnica. Como a peça é plana, é mais fácil fazer isso. Quando a peça é em pé, a gente não deixa tão gordinho, porque na temperatura ela pode escorrer, escorre, na plana ela fica sempre mais gordinha. Uhum. Só pintar o olho dele [música] também branco. Depois a gente faz uma pintinha para ele. Isso vai ficar certinho. Com licença. E para você, qual é a tapa mais delicada desse processo? É, depois do forno? Tem uma parte que é mais complicada de você escolher o desenho. Então tem muitas coisas que eu já consigo fazer e a mão livre, né? Mas quando a pessoa quer uma coisa bem específica, com muitos detalhezinhos assim, a parte mais complicada é o desenho. Uhum. Depois a pintura tranquila, o forno é só você colocar as peças é pertinha uma da outra sem encostar, porque pode ser que o esmalte dê uma escorridinha e vai grudar na outra, você perde as tá? Então no forno tem que dar [música] uma um espacinho entre as peças na montagem do forno. Qual a próxima cor que a gente vai usar? Vamos fazer de preto e branco. Vamos. Essa aqui é preta. Isso. Eu fiz uns as amostrinhas aqui em cima, mas algumas acho que se perderam. A tinta decanta bastante, gruda bastante no fundo pra gente tem que dar uma mexidinha pr mexer ficar bem moltinho. E você sempre molha o pincel, é importante deixar ele molhado? diferente porque como aqui tem água também. Ah, tá. Então não precisa secar, não precisa nada disso. Uhum. Ficou bem molhadinha. Agora vamos no pretinho. Se você colocar a tinta por cima da outra, é no forno que ela vai dar a reação. Vai dar a reação, mas não nessa técnica normalmente as as o resultado não é interessante. [risadas] É melhor não arriscar, então. Não, não. Tá bom. Vou fazer o nariz sempre. Eu espero secar da outra, porque se ela tiver seca eu raspo. Agora se tiver molhada, ela vai fazer um vai acabar [música] misturando. Vou fazer bem devagarzinho aqui para não entrar. E assim, nessa técnica, quanto tempo demora para uma peça ficar pronta? É rapidinho. É rápido. Rapidinho. Quando eu faço pedido de de placas, eu acho que umas uma dúia dessa por dia eu consigo fazer. Ah, então é rápido. No forno ela costuma ficar quanto tempo? O forno eu ligo sempre na noite, né, que foi uma indicação da própria empresa de energia, porque tem menos variação. Então eu ligo mais ou menos 10 da noite, deixo [música] 30, 40 minutos eh saindo os gases que ele tem uma chaminé em cima. [música] Uhum. Aí eu tampo, laco, fecho bem fechadinho, ele fica 9 horas ligado. Aí de manhã eu desligo, depois de 12 horas eu tiro a chaminé, depois de 24 horas eu começo a abrir. Tem pessoas, tem que esperar. [música] Tem pessoas que às vezes dá um desespero, quer ver, é impaciente, quer ver o resultado. Eu já pus, utilizei o ventilador para ir mais rápido, mas isso diminui a vida útil do forno. Ah, sim. E você mexer no forno com ele tá 1000º, né? 400, 300º. Sim. Faz extremamente mal pra sua saúde. Ah, é. Conheço pessoas que tiveram atrofia muscular de tanto pegar frio quente, frio quente, é perigoso. Então eu já falo pra pessoa, é 48 horas depois de eu fechar o forno, porque não é interessante, é perigoso até, né? Muito perigoso. Uhum. Vamos fazer um coração vermelho. Vamos. Essa. Isso. E você falou que participa de feiras esporadicamente. Essas peças elas costumam ter sazonalidade? Tem época que vende mais, época que vende menos. Certeza. É, Natal é excelente, outubro a dezembro é muito bom. O dia das mães é muito interessante, dia dos namorados. E o que é bom, o ano inteiro eu faço número de casa, placa de número de casa. Então que tá reformando de achar o pedido e eu demoro para entregar. Meu forno é semiindustrial, ele é muito grande. Então e imagina um banho de 9 horas, que é o que ele gasta de energia. Eu só ligo quando ele tá tô completinho. Então você vai juntando várias peças para poder colocar ali várias no forno, né, para dar. Agora no começo do ano pessoal, ah, eu preciso de uma placa urgente. Não tem, não tem urgência, não existe urgência. Em novembro, dezembro eu faço três, quatro pornadas por mês. Agora, nessa época é uma, a cada 40 dias. Não tenho pera, [música] não tenho pedido, é bem calmo. Agora a gente fala que a nossa a a vida da seramista, a minha pelo menos eh depois de março. Ah, janeiro, fevereiro de março. Daí também já vem o dia das mães, né? Aí já começa a Páscoa, dia das mães, já começa dos namorados, dia dos pais, aí engata até o final do ano. Então o que vende mais suas datas comemorativas mesmo. Sim, sim. Mas eu passo muito colar, muita bijuteria. Isso. Tem feira que eu vou, tenho que ir muito longe, eu vou de ônibus. Então eu levo um plástico com 200 colares uma toalha de mesa e passo feiro só com só de bijeria. Esse aí não tem tempo. Esse aí é o ano inteiro. Colar, graças a Deus funciona bem o ano todinho. Legal. Essa partinha aqui que eu errei que agora já já secou. Já secou um palitinho. Aí você usa um palitinho normal para tirar isso. O soprador é um instrumento que a gente usa muito nessa técnica. Uhum. [risadas] Soprador humano. Exatamente. Essas peças gazinhos aqui, ó. Tudo que a gente tem que tirar. Ah, tudo que ficar para fora é bom ir tirando, né? que passar da linha. Essa aqui que eu fiz de propósito, ó. Raspou, virou o pozinho de novo, tá? Aí, enquanto tá fazendo, já vai limpando também, que daí ela seca rápido, né? Seca, ele absorve que é líquido, né? Depois eu apago também, porque qualquer, se você deixar qualquer coisinha, ele pode não aparecer agora, mas depois que sai do forno ele faz. Oi. [risadas] Fiquei. Ele surge exatamente aí usa uma borracha normal. Borracha normal. Eu gosto de lápis borracha. Eu não tenho encontrado ultimamente, mas para mim é excelente. Uhum. O lápis borracha é aqueles lápis que vem várias borrachas, né? É um que é ele é inteirinho uma borracha. Você apo normal fica difícil de achar. Vamos pro coração agora. Vamos. Quer fazer um pouquinho? Ah, eu quero. Vamos ver se eu aprendi. Tá assim, né? Isso. Pode buscar mais. Pinga onde tá molhado e anda mais um pouquinho. Exatamente. Hum. Olha só, ele fica bem clarinho, né? Aí depois quando vai no forno que realmente vai começa a aparecer a cor. Aí ele vai ficar esse vermelhinho aqui. Ah, ele fica bem forte. Tem que tomar cuidado para Ó Lá já tá, já passei do Depois que secar a gente raspa. Por isso que é interessante a tinta do lado tá sequinha, porque se ela tiver molhada, ele vai embora. Aí tem que raspar tudo e começar de novo. Misturar junto. Ah, então tem essa possibilidade também de raspar tudo e começar de novo. Tem. Ah, isso é bom. Essas tintas são a maior parte você pode usar em utilitários. Uhum. Agora, tudo que é vermelho, amarelo, laranja, ele tem um componente para chegar nessa nessa coloração que a gente gosta tanto, ele tem cadmil, então é uma coisa bem ruim pra saúde. Então tudo que é utilitário, eu não uso nem amarelo, nem laranja, nem vermelho. Utilitário você fala coisas de [música] usar em casa assim. Isso. Eu faço bastante petisqueira. Ah, que legal. Você colocar patezinho, bolachinha. Então, para esse tem que ter uma tinta específica. Tem que ter uma tinta específica. Quando a gente compra normalmente vem escrito se ela se ela é indicada para ser utilizada em utilitário ou não. O catálogo, uma pessoa faz o pedido, já vem especificado. Fiz certo? [música] Certo. Mas pode passar mais uma camada, senão ela vai ficar fininha. Pode passar por tudo de novo, ela ficar grossinha. Não é gostoso? Ah, é muito bom. É facinho de fazer. É gostoso. Então, mas mais eh demoradinho é o desenho mesmo, né? Esse tá bem tranquilo pra gente fazer, mas vem arrumar uns pedidos assim. Tem uns pedidos pro pessoal. Você costuma fazer frase também? Muitas frases. Bem-vindo. Jovó colocar em casa, né? Nossa, vovó, gato e cachorro. É carroch. Pessoal coloca vovó te ama e põe o nome da vovó, do vovô. Uhum. Tá ótimo. Uhum. Agora tem que esperar secar, tá? Aí antes de ir pro forno, tem que esperar secar. Seca bem. Uhum. Antes de ir pro forno, eu costumo grafitar tudo de novo. Hum. Tá. Para garantir que esse murinho vai est bem resistente, que não vai deixar ele ultrapassar nada. Então, antes de ir pro pornograf inteirinho de noite, você fechar, já reforça isso. Esses que entraram aqui, a gente espera secar e raspa, não tem nenhum problema. Mas eu reforço antes da fornada, antes de ir pro forno, outro forno. Isso é importante para delimitar também, né? Exatamente. Para ele não correr o risco de entrar um no outro e ficar cada um dos seus espacinhos. [música] Ficar assim, né? Bem divididinho, igual esse daqui, tá? os espacinhos entre o o desenho. Exatamente. Aí faltou o olhinho do cachorro. Então esse já tá sequinho, branquinho. Agora eu posso usar um bem fininho. Uhum. E agora eu vou limpar bem aqui. Não quero ele bem encharcado, não. Quero ele bem sequinho. Sim. Só para dar um pinguinho mesmo, né? Ai, que bonitinho. [risadas] Normalmente na parte de trás, depois eu escrevo, tá? Tem ela, ela ela. Tá vendo que ela chuta rapidíssimo, então tem que ser rapidinho para conseguir escrever alguma coisa aqui. Muito interessante deixar bem aguado. Mas as meninas escreveram, né, atrás. Ah, sim. Ah, se escreve o nome de quem fez. Isso. Ah, legal. Daí você já deixa aqui. Foi você [música] que fez. Exatamente. Foi a Silvana que fez. Foi Sil 2026. É. [risadas] E a gente tá aqui no espaço que é o lugar de afeto, né? Queria que você falasse um pouquinho sobre esse espaço aqui que você costuma dar aulas também. Sim, [música] sim. Nós damos a juntamos, né, duas, três, quatro pessoas. A Silvana faz a promoção dos nossos cursos aqui e tem um café muito gostoso aqui também. O pessoal vem para passar a tarde, faz uma aula, encontra as amigas, come coisas deliciosas. E eu conheci a Silvana numa feira lá perto da do Caifur, né? E aí começamos a imaginar um isso né? Porque a gente chegou à conclusão que organizar-feira virou uma profissão. As pessoas alugam o espaço, arrumam alguns artesãos para participar e não se envolvem, não sabe tudo que precisa daquilo. Então a pessoa ganha parte dela para ela tá tudo bem e a gente tem que correr atrás de de cliente de tudo. Então a gente fala assim: "Gente, vamos mudar esse negócio, né?" É. Aí primeiro a gente começou a fazer feiras em restaurantes, assim, esses vinhetos valinhos, eh, a gente fazia um acordo com eles, falava: "A gente dá 10% ou a gente dá uma prenda para você sortear para os clientes, mas sem taxa, sem tax". A gente tava fugindo desse negócio de taxa porque era só a saída, né? Aham. Ficamos um bom tempo fazendo esse tipo de coisa. Foi muito gostoso. Conhecemos muita gente boa, muito lugar gostoso, comemos muita coisa gostosa. [risadas] Aí apareceu oportunidade de assim conhecer uma a Ana que tinha uma floricultura e tinha um espaço. Nós fomos para lá, depois viemos para essa casinha de vó super fofa, né? Conseguiu agregar mais pessoas e estamos caminhando cada vez mais as pessoas conhecem. É muito gostoso. Sim. E como você falou que nem sempre consegue participar das feiras, aqui é um local onde os seus materiais ficam expostos, né? E quem vem consegue comprar a qualquer momento. Isso é bom também para quem tá empreendendo, né? Sem dúvida, porque as pessoas antes se ligava: "Ah, eu preciso de um presente, então eu tenho que parar o que eu tô fazendo, me trocar e perder aquele tempo". Não perder, mas [música] é um tempo que eu poderia estar produzindo, né? Então agora a pessoa p um presente tem a loja. Ah, você já indica, ó, vai lá. Aí ela vem conhece meu produto e de todas as outras expositoras também. Sim. Tem que tem bastante coisa, né? Tem, somos em 16, 17. 17. Uhum. Então, a pessoa tem opção. Esse há um tempo atrás uma professora da Unicamp estava visitando indo visitar uma umas pessoas fora e ela falou: "Ah, umas coisas artesanais." Aí ela veio para cá, então ela viu só a cerâmica, ela viu tantas outras coisas, várias coisas de opção para ela levar para presentear. [música] Nossa, perfeito. É bom para todo mundo. Uhum. Para quem, tanto para quem quer comprar quanto para quem quer expor seu trabalho também. Sim. E ela faz uns eventos aqui de comidinhas, de música, de poesia. Tá muito gostoso. Venha conhecer nosso espaço. Perfeito. E também para quem quer começar fazer o artesanato, né, tanto cerâmica ou outra coisa, qual conselho você daria assim para quem quer começar? A cerâmica é um, eu sou suspeita, né, de falar, é uma coisa muito gostosa para quem quer inovar. Eu conheço pessoas que fazem a mesma coisa há 40 anos. Eu jamais conseguiria ficar nesse nesse nesse ciclo de vida. Eu gosto de coisa, cada hora é diferente. Cada hora tem um esmalte novo. Tem uma empresa americana que ela vende uns esmaltes já prontos com efeito. Então você põe só aquilo. Então ela corre, ela borbulha, ela forma. É uma coisa linda. Então depois que vai no forno já fica com aquele efeito. Colocou no forno, ela já faz, cristaliza. Uma coisa maravilhosa. Custa bem caro, mas vale a pena. Eu faço colares, então uso pouca tinta, né? Vale a pena. E para quem gosta de coisas que variam sempre é interessante. Eh, o curso da da corda seca é eu dou aula pras pessoas de longe pela internet. Falou, é uma aula. Ah, tem aula online também. Ah, que legal. É uma aula você aprende você tem que treinar. Às vezes a pessoa fala: "Ah, eu fiz a plaquinha, não fica igual a sua, faço 40 anos". Aí ficar um pouquinho diferente, né? Sim. [risadas] É questão de prática e técnica, né? Exatamente. Treino, treino é muito fácil, é muito gostoso. Vai aqui na da região, né? Aqui em pedreira eu compro todos os esmaltes aqui mesmo. E é muito fácil preparar. Eu compro o CMC, bate o liquidificador, você mesmo faz a mexe até ficar nesse ponto meio de meio aguado, né? É, fica um, eu falo um iogurte, um iogurte, um cremosinho prato, né? e botar a mão na massa. É muito gostoso você presentear a sua família com uma coisa que você faz personalizada. É muito interessante. Sim. Era, depois desse processo aqui que a gente fez, pintou, é para quem for fazer em casa, qual o passo para ir pro forno? Como que funciona? Se a pessoa tem o forno, ótimo, né? Só aquela técnica que eu falei de deixar um espacinho entre uma peça e outra, dar o tempo, ter paciência, não mexer no forno quente. Não recomendo que eu já vi pessoas com gravíssimos problemas e recuperar esse ância. Então tenha paciência para esperar o tempo de de esfriar e poder ver suas pecinhas, [música] né? Uhum. E se você não tem o forno, eh, eu posso depois te passar a relação de umas três pessoas em campinas que eu conheço a gente que fazem a queima. Uhum. Pr para quem não tem em casa, quem tem forno. Sim. Mas aí depois que vai pro forno, aí ele fica dessa forma aqui, né? Exatamente. No alto relevo, a técnica já pintadinha, [música] certinha. Isso. Algumas pessoas vão chumbar na parede se é número de casa, se é número de cháa, porque eu faço placas maiores, né? Agora quem vai pendurar mesmo, eu uso esse lacrezinho reciclado. Olha só. Olha só. [risadas] E aqui você fala cola, cola quente mesmo, né? Cola quente mesmo. Ela resiste muito bem. Em tanto tempo, teve uma única vez uma feira em São Paulo que tava tão quente que as placas começaram a cair. Esquentou muito. Tava assim, tava 43º. Tava assim, foi a única vez que eu [risadas] minha vida. Mas ela resiste super bem porque ficar no tempo. Tem gente que gosta como filtro que é de barro, com o tempo, se ficar no lugar úmido, ela vai começar a embolorar. Eu acho lindo. Eu tenho vasos que eu passo até iogurte para ele ficar mais rápido embolorado, que eu acho muito bonito, mas tem gente que já não gosta. Então você pode utilizar uma cera líquida de chão, transparente e passar. Ele vai ficar impermeabilizado e vai durar muito mais desse jeitinho, sem ficar verde, sem ficar pretinho, porque ele vai com o tempo dando uma emboloradinha, né? Como tá por conta do material mesmo. Isso. Tá. Eh, Iraceara, para quem quer entrar em contato com você, te [música] encontrar, encomendar uma peça, fazer uma aula, onde o pessoal te encontra? Meu Instagram é Iraciara Costa. É meu telefonum é 1999 890821. [música] E aqui no na nossa loinha, no lugar de afeto, sempre tem novidades minhas e das minhas companheiras e será um prazer receber vocês. Perfeito. E a Ceara, muito obrigada por nos receber, por nos ensinar como fazer a placa decorativa, tanto o pessoal dar de presente para alguém que tem carinho, para colocar um cantinho da casa especial, né? Exatamente. Muito obrigada. Eu que agradeço a oportunidade de estar aqui com vocês. Muito obrigada, [música] pessoal. E esse foi o faço a você mesmo. Espero que você tenha gostado. Reproduza aí da sua casa as plaquinhas decorativas. Até mais. [música] [música]