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เฮ [Música] [Aplausos] [Música] [Música] [Música] Hoje no Faça Você Mãos. Nós vamos aprender a fazer um lindo chaveiro de macramê modelo DNA. E quem vai ensinar para você aí de casa é a Patrícia Ferreira, educadora social aqui do CPTI, que vai dar todas as dicas. Tudo bem, Patrícia? Tudo bem. Obrigada por tirar esse momento aqui pra gente do programa do Faça Você mesmo, Patrícia. É, há quanto tempo você faz macramê? Macramê mesmo faz uns 3 4 anos. Eu comecei em casa assim por hobby e aí como no meu trabalho eu tenho essa possibilidade de trazer o meu repertório pessoal para dentro, né, foi quando eu comecei a inserir dentro de algumas oficinas, né, algumas peças menorzinhas para apresentar essa forma de artesanato para pros grupos. Você apresenta pro público, você ensina, tem muita procura, tem, tem bastante. É uma arte antiga, mas é moderna assim. Porque tem aparecido bastante em decoração de novelas, seriados. Então as pessoas ficam instigadas a procurar saber o que que é. Hoje eu tenho duas turmas, né, de macramê, que foi por conta dessa alta procura, então eu precisei dividir em dois grupos já. Então tem bastante gente se interessando por aí e é uma um artesanato que tem bastante saída assim e é rápido de você fazer algumas peças, né? Então você pode inserir em decoração, em lembrancinhas, então as pessoas se interessam para também ter um retorno financeiro. Então o pessoal tem procurado bastante. A gente sempre vê em ambientes decorados, aqueles quadros de macramê, deixa o ambiente bem mais aconchegante. Nesse caso aqui, você vai mostrar esse, você vai ensinar a fazer esse chaveiro, né, forma chamada DNA. Parece realmente. Ele demora quanto tempo? Para quem tem mais prática, uns 30, 40 minutos ali, não mais que uma hora. Dificilmente uma pessoa com mais prática passa desse tempo, né? Para quem tá começando, vai levar um pouquinho mais de tempo, né? Para poder se familiarizar com o material, né? Ter a destreza das mãos, a coordenação, assim, então leva um pouquinho mais de tempo. E, particularmente, eu sempre falo, não precisa ter pressa para fazer artesanato. Nem pressa. E é simples, não é? Sim. a gente consegue fazer ele com materiais, né? Eu vou falar um pouquinho mais para frente de alternativas de materiais, mas aqui a gente tem materiais que a gente pode até reutilizar de outras coisas em casa. Então, se eu não tenho barbante, eu posso utilizar uma outra corda, um outro tipo de cordão que seja semelhante, né? até aquele mais fininho a gente consegue pegar para pelo menos praticar e depois aplicar isso num material um pouco mais robusto. E você ensina isso em suas oficinas, a questão de adaptar os materiais. Às vezes a pessoa não sabe que tem ali em casa ah chaveiro antigo. No caso, seria uma reciclagem. Sim, sim. a gente atende um público muito diverso e a ideia aqui é a gente facilitar o quanto possível assim pras mulheres que participam dos grupos, né? Então tem muita essa questão da gente adaptar o material pro que seja mais acessível mesmo, até pra gente conseguir incentivar elas a replicar essas peças lá fora. Então tem essa questão, pega um uma peça que não deu certo, né? Ah, eu fazia crochê, não uso mais a salinha, né? Traz pro macramê que vai dar certo também. Você dá aula para mulheres? Sim. A maior procura que eu tenho aqui nas oficinas, principalmente do macramê, são de mulheres. Mas eu também tenho um participante muito especial que é um homem, né? E ele participa aqui com muita frequência. O Lucas, ele é muito ativo no CPTI, na minha oficina, em outras também. E é maravilhoso assim a gente ter essa pluralidade de pessoas procurando, né? E é uma oficina que atende diversas faixas etárias. Então eu tenho mulheres de 70 anos fazendo que fazem questão de estar aqui toda semana, não perdem uma aula, uma oficina e pessoas mais jovens assim de 30, 25 anos que também querem se e se interessam assim por esse artesanato. É, o aprendizado é plural. Tem alguma história que te emocionou? Olha, tem sim. Tinha uma participante, é uma jovem já de muito tempo aqui da instituição e ela dividia a participação dela nas oficinas voltadas pro mercado de trabalho e nas oficinas de artesanato. E ela tem esse movimento de empreender, né? Então, essa peça aqui eu também escolhi pensando nela. Olha, uma homenagem, porque sim, ela ficou muito empolgada e e foi uma peça que ela realmente fez a partir da oficina e vendeu para outras pessoas, né? Começou a dar um retorninho para ela também. Qual o nome dela? A Rafaela. Ai, um beijo, Rafaela. A Rafaela é uma pessoa assim maravilhosa. Aí hoje ela tem participado menos, né? porque ela conseguiu um emprego em outra área. Então, a gente fica muito feliz quando a gente ouve essas histórias, né, saindo da instituição e ganhando o mundo, né? E eu fiquei muito feliz porque a reação dela quando ela viu a peça pronta, né, foi maravilhosa, assim e é uma parte do meu trabalho que é muito bonita assim de ouvir histórias e me nutrir dessas histórias, né? porque te fortalece e fortalece todo o grupo quando a gente compartilha as nossas conquistas, as nossas dificuldades. Então, foi bem bonito assim essa reação dela e depois o a empolgação dela de fazer mais dessas peças e levar para outros espaços, outros lugares para ter e esse movimento, né, de agregar renda para ela. Ah, com certeza, porque a veia de empreendedorismo nunca sai da pessoa, realmente tá no DNA. E o e o macramê assim é muito versátil, né? a gente consegue fazer peças pequenininhas, peças grandes, então dá para adaptar pra maioria das situações, assim, desde lembrancinhas em casamentos até peças decorativas, mais abstraças, subjetivas de arte mesmo. Então é para todo o público, tô Eu já vi saias e macramês, sim, principalmente teve o ano novo aí, muitas mulheres usando peças douradas, brancas e macramê. em Macrame, quando chega o verão, aquelas saídas de praia, né, que tem um um franjas, franjas, né, tem uma uma padronagem mais vazada, né? Então é bem tem esse ar chique, meio rústico também, que as pessoas gostam bastante, né? Mas no verão faz muito sucesso. Agora tá em alta as bolsas, né? Tem várias marcas aí no no mercado, né? produzindo as suas suas seus modelinhos de bolsas e tá sendo um pedido constante aqui, vamos aprender bolsa, vamos aprender a fazer, que eu também quero ter a minha, quero também montar uma linhazinha para para eu presentear, para eu vender por aí. E é bem gostoso ouvir essa demanda, né, de como que a gente traz uma coisa que no simples e e elas mesmos vão falando das demandas, das vontades delas e a gente vai construindo a partir disso, dando mais corpo pra nossa oficina. E também é uma terapia. Uhum. A gente vai pegar agora e vai passar para vocês todos os materiais. Então, pega o papel e a caneta para anotar tudo. Para fazer o chaveiro de macramê, você vai precisar de dois fios de barbantes, argola de chaveiro, prancheta, tesoura, fita métrica ou régua, fita crepe, rasqueadeira. Anotou toda a lista? Se esqueceu algum item? Não se esqueça, esse episódio de hoje vai lá pro nosso canal do YouTube, TV Câmara Campoínas. Vai em playlist, anote, faça você mesmo, que o episódio de hoje e os outros vão estar lá e toda a lista do material vou deixar no descritivo. Aproveita e comente, dê sugestões. Patrícia, como que a gente começa agora a colocar as mãos nas linhas? Então, eu vou apresentar os materiais e sempre vou falar daquilo que pode ser mais acessível ao que a gente tem em casa, tá? Quem tem mais prática no artesanato, com certeza vai ter a fita métrica ou uma régua em casa. Se você não tem a fita métrica, pega a régua que dá certo. O que a gente vai precisar é os barbantes ou o cordão que você tiver em casa também, a cor vai do seu gosto também. Pode ser cordão de malha. Pode, pode, pode ser o fio de malha. Inclusive, ele tem a mesma largura que que esse fio de barbante, que é o barbante de 24 fios, tá? Ele vai ter uma largura bem próxima, só que ele vai ser mais flexível, tá? Então você vai sentir essa diferença na hora de você fazer a peça, mas o resultado vai ser bem parecido, tá bom? Tá? A gente vai pegar o barbante numa medida de 90 cm, tá? Tem gente que gosta de jogar um pouquinho a mais, tem gente que gosta de pegar um pouquinho a menos, mas o 90 cm é o ideal assim pra gente não perder tanto material. Um padrão é para essa peça assim e para esse tipo de nó. Dependendo de nó que a gente fizer no macramê, a gente precisa de um pouquinho a mais, tá? Ou se você for usar um fio mais grosso, porque existem fios mais grossos do que o de 24 fio, né? Então você aumenta um pouquinho, pelo menos ali uns 10 cm, mas sempre faça a peça piloto para você testar o quanto que você vai tirar desse material, principalmente se você for fazer em quantidade, tá? Se você tiver fazendo para você, o máximo que você vai fazer é tirar os excessos, tá bom? Nesse caso aqui, você vai usar o cordão rosa. O rosa, esse aqui você vai usar? Eu vou usar ele para fazer o fechamento, né? a gente tem essa possibilidade de mesclar cores. Então, eu vou fazer o corpinho do meu chaveiro na cor rosa e o fechamento dele em outra cor pra gente conseguir visualizar melhor. Mas é do seu gosto também. Eu poderia escolher duas cores aqui no corpinho e uma das cores aqui ou até três cores. Vai do do gosto da pessoa mesmo. Eu preciso de uma segunda linha também. E a gente pega a primeira que a gente tirou já de medida. Já pode deixar a régua fitométrica ali do lado pra gente ir deixando a nossa mesa de trabalho mais limpa. Assim, a gente tem no mercado várias opções de ganchos para para fazer o chavê. Sim. A gente tem o tipo mosquetão, né? Tem esse grandão aqui e tem os menorzinhos também. E o tipo de encaixe aqui dele também vai variar, mas o mais acessível pra gente é o simples, né? Então a gente vai usar esse. A gente começa o nosso chaveiro com um nó que a gente chama de nó de laçada, tá? Esse nó de laçada a gente coloca as pontinhas juntas, mas o DNA ele tem uma característica muito específica dele, de que pra gente formar esse corpinho, a gente precisa de um recheio, que vão ser duas perninhas desses cordões que a gente pegou, separou aqui. E a gente trabalha com as linhas da lateral. E a linha da lateral, por a gente fazer essa parte que dá esse formato, ela a gente acaba gastando mais ela. Então não necessariamente a gente vai usar o nosso fio com as linhas alinhadas dessa forma, porque senão a gente acaba perdendo o material. Então o que eu vou fazer? Eu vou definir o tamanho do meu chaveiro. Aqui eu vou ter por volta de 20 cm, tá? Se a gente quiser confirmar na fita métrica, ó, 20 cm. Sim, para ter o tamanho dele completo. Você também pode escolher se você quer um pouco maior. Aí você aumenta o a medida dele, tá bom? A gente faz essa voltinha. Então eu vou deixar um lado menorzinho com 20 cm e o outro com o restante do comprimento. O a minha argolinha tá aqui. Eu passo o barbante por dentro e vou puxar para baixo. Ela vai vir pr faz um ganchinho. Faz um ganchinho por dentro da nossa argolinha. E vou passar as perninhas desse barbante por dentro dessa voltinha que a gente formou. e puxo. Você puxa para ficar bem firminho, bem fechadinho na argola. E aí eu chamo essa parte aqui de barriguinha. A gente é barriguinha, perninha, a gente pega do vizinho. No macramê é tudo muito nosso assim. Então a gente vou falando nomes um pouco mais parecidos assim com a gente para ficar mais fácil de é mais lúdico, de memorizar da gente lembrar. Ah, não. Agora eu tenho que pegar a perninha do vizinho. Tem que pedir uma ajuda aqui pro pr quem tá do lado. Então, a gente tem essa parte. Pra gente continuar, vamos fazer o mesmo movimento com a outra, só que eu preciso encostar esse segundo fio, a perninha menor dele, nessa perninha pequenininha que a gente já tem aqui na argola, tá bom? Então, a gente vem, faz a voltinha aqui de novo, coloca por dentro da argolinha do chaveiro, passa as perninhas por dentro dessa voltinha do barbante mesmo e puxa. Tira tudo que tiver atrapalhando do caminho, puxa para baixo. Formei as duas barriguinhas. Tá bom. Tá bom. Ah, Pat, ficou uma diferencinha aqui no final. não tem problema, tá? Não precisa ser tão perfeccionista assim, que na no final a gente acerta. O importante é as duas barriguinhas estarem do mesmo lado e as perninhas pequenas estarem uma do lado da outra, outra, tá? Essa é a primeira parte. E esse nó é o nó de laçada. Pra gente começar a fazer o corpinho. Olha, deixa eu tirar essa daqui, ó. Perdão. Pra gente começar a fazer o corpinho e ele começar a ter esse formato de DNA, a gente pode usar a prancheta, que é um material um pouco mais robusto, né? Nem todo mundo vai ter uma prancheta em casa, mas todo mundo pode, não sei se todo mundo, mas pelo menos a maioria das pessoas pode ter, nem que seja uma fita crepe, um durex, né? Uma fita isolante e uma superfície. uma mesa ali, pode ser a mesa da cozinha, uma escrivaninha e você pode usar pra gente ter mais apoio. Como a gente vai puxar o macramê, a gente usa as nossas mãos e a gente tem que ter uma certa tração, uma certa força no na peça para ele ter o formato que a gente deseja. Então, para quem não tem a prancheta, a gente vai pôr a argolinha com as barriguinhas viradas para nós e você prende essa parte superior na sua mesa na fita. Pode ser fita isolante, durex, no caso aqui eu tô usando a fita creme. Quem já tem a prancheta, que é uma coisa que eu gosto bastante, que você consegue levar para qualquer lugar, é mais fácil. mais fácil e você usa para fazer várias peças, tá? Até peças bem maiores, como suporte de plantas, tá? A gente consegue fazer tudo usando ela para ajudar a gente. Então eu vou prender essa parte de cima aqui, tá? E o pregador da prancheta, ele é mais forte, né? Isso. Então você consegue dar uma tração maior na sua peça, fazer um nó mais fechadinho, mais firme, sem correr o risco de desgrudar da mesa e você perder aquele apoio. Então tá. Então esse daqui é uma opção. É uma opção, tá? Crepe é uma opção. Se puder, use uma prancheta. Mais fácil. Uhum. Você vai conseguir usar para várias outras peças, tá bom? E aí a gente vai aprender agora o nó DNA, tá? Tudo bem essa posição? Tá tudo bem, carioca? Tá ótimo. Vou virar um pouquinho mais para você, para te ensinar de verdade, tá? Vamos ver. A gente tem quatro perninhas. As duas menores vão ser o nosso recheio do DNA. E a gente vai trabalhar só com as das laterais. Eu particularmente faço de um jeito um pouco diferente da maioria das artesãs do macramê, tá? Então, o meu padrão de de nó de nó DNA e tem um outro nó no macramê que é o nó quadrado, que é uma continuação do nó DNA, é diferente. Então, se vocês verem outras artesãs com outra movimentação de braços, de mão, tá tudo bem. O importante é o resultado final. Então a gente adapta o que faz sentido, porque quando eu comecei a aprender, eu não conseguia entender o que elas estavam fazendo, porque eu comecei a ver os vídeos pela internet, né? Tava em casa lá, achei bonito, fui querer replicar e eu não entendia, mas na hora que eu fui tentando, né, do meu jeito em casa, eu descobri que dessa forma é mais fácil para mim. Então, pode ser que você encontre um outro jeito de movimentar as linhas do barbante que faça mais sentido e que seja mais confortável, tá? Eu acho que isso é um segredo pro aprendizado, não é, Patrícia? Porque você vai fazer, às vezes, você vai estudar, por exemplo, qualquer outra coisa, uma matemática, de repente tem que dar uma olhada nos métodos antes de desistir. É a mesma coisa com o artesanato. Dá uma olhada nos métodos, o primeiro nunca fica perfeito, então tem que ir testando e persistindo. Sim. E assim, no macramê, o máximo que a gente vai fazer é desfazer, porque se eu desfazer essa peça aqui, eu consigo usar esse barbante para fazer outras coisas. Mas eu consigo levar ele para fazer um crochê, consigo fazer um adorno para outra peça de qualquer outro tipo de artesanato. Ai, não sei nenhum artesanato. Tem uma almofada lá em casa, tá precisando de um enchimento, bota lá dentro. Então a gente ter dito, nada, nada. Então fica tranquila, né? E então a movimentação pro nó DNA, eu começo da seguinte forma, da esquerda pra direita. E eu faço assim, ó. ensino pras pras participantes dos grupos mentalizar. Passa por baixo e saio por cima. Por baixo de quem, Pati? Por baixo das perninhas menores e saio por cima da última perninha da lateral direita, tá? Então passo por baixo, saí por cima. Eu formo uma voltinha virada pro lado esquerdo. Tem gente que vai imaginar um quatro aqui. Sim. E a gente vai fechar, a gente vai dar um abracinho nessas perninhas do meio com a nossa linha da direita. Então eu formei um sanduichinho aqui, ó. É realmente é as perninhas menores estão sempre no meio. Então se acontecer alguma coisa que você vê que tá diferente, vê se esse posicionamento aqui acontecer. pr as perninhas do meio estarem abraçadas pelas linhas da lateral, tá muito bom. Lembra de dar um abracinho. Então, o macramê é meio caloroso na minha aula, assim, o abraço, tem a perninha, tem o bracinho e é tudo muito apertado. Sim, você vai dar um nó que tem muito calor assim, muito junto a gente faz. O abraço do brasileiro. Sim. caloroso. É bem, ó, o material de algodão já traz um confortozinho, né? Então, tá tudo junto, é muito afetuoso, né? Então, a gente vai ter essa primeira parte do nó DNA. E o nó DNA é uma sequência desse movimento que a gente fez, um debaixo do outro, tá? Então eu vou continuar. Passo por baixo, saio por cima, fecho aqui na barriguinha do quatro que eu formei, ó. O segredo pra gente deixar a peça alinhada é o polegar, segurar as linhas do meio, tá? Não tem essa destreza nas mãos. Você pode de alguma forma prender essas perninhas aqui, seja com um outro pedacinho de barbante ou lá com a sua fitinha. Você pode colocar ela aqui, tá? Para deixar suas perninhas esticadinhas. É muito importante no macramê a gente ter linhas bem alinhadas, né? Tudo no mesmo sentido pra gente não ter uma mudança no padrão da peça, senão a gente perde o desenho que a gente quer formar, tá bom? Então eu vou voltar aqui e vou fechar. Fiz uma vez, duas vezes. Percebe aqui, ó, que a nossa peça tá começando a levantar da prancheta. É, então conforme a gente vai fazendo essa movimentação das das linhas, né, ela vai começar a virar sozinha, sozinha. É quase mágico, tá? Só que dá uma complicadinha ali que eu vou falar qual que é o truque da prancheta da fita crepe pra gente não se perder. Então eu continuo passando por baixo, saindo por cima, porque a vida é assim, né? A gente tem momentos que a gente tá por baixo, mas que a gente consegue achar uma solução pro nosso problema. E já vai criando forma já, ó. Já começa a dar aquela entortadinha. O que pode acontecer, né? Ah, eu sou canhota ou eu comecei a minha peça da direita pra esquerda, não é um problema. Vai mudar só a direção que ele vai virar, tá? Então, se eu comecei da esquerda pra direita, ele começou a virar pra esquerda. Se eu começasse ao contrário, da direita pra esquerda, ele ia virar ao contrário. Essa essa voltinha tá pra direita assim. Então, é só isso que vai mudar, tá bom? Ó, uma coisa que a gente tem que ficar atenta, o desenho do DNA, ele é bem justinho, tá? É uma listrinha embaixo da outra. Se você percebe que ele tá ficando com espaços, ele não vai dar esse acabamento bem torcidinho, ele vai ficar mais aberto, tá? Então é importante a gente observar esse alinhamento dos fios. Volto pra prancheta aqui. Tá tudo certo. Bem torcido. Isso. Então, ó, ele já começou a virar. Quem tem mais prática no macramê pode continuar. Quem tem uma certa dificuldade e eu também tenho porque vai virando, você vai começar a querer acompanhar o movimento da peça e aí é complicado. Que que eu faço? Eu jogo ela para cima. Ai que legal. Joguei ela para cima, eu consigo que as perninhas fiquem alinhadas na posição que eu preciso, tá? E aí eu continuo, passo por baixo, saio por cima até chegar no comprimento que eu quero. O nosso chaveiro, ele vai terminar um pouquinho antes de de faltar acho que uns 10 cm, 7 cm. Tudo depende do gosto. Se você quiser deixar a parte final dele um pouquinho maior ou menor, tá? Então, nas oficinas de artesanato, eu sempre busco incentivar que as participantes tenham esse esse momento de escolha, não é apadronizado. O artesanato é são peças únicas, de gostos únicos. Então, as cores, a textura da peça vai sair com a sua cara e com o seu momento, tá? Tem gente que que eu percebo, ai hoje tá meio tristinha, então o nó saiu um pouquinho mais aberto. Ai, jura? Juro, percebo a diferença. Tem gente que tá mais brava, então puxa bastante mesmo. Ó, já tô subindo mais um pouco que ele voltou a virar, tá? Ai, mas aqui em cima ele tá ficando meio bagunçado, não tá ficando no formato. Fica calma, fica calmo, vai dar certo, porque esse formatinho, esse enroladinho dele, ele não perde, tá? E a gente consegue ajudar ele a voltar, tá bom? Segura ansiedade, né? É, eu sempre falo lema nas oficinas que eu que eu dou aqui na instituição. Não tenha pressa, não tenha pressa que tá tudo certo, porque tem muita gente que chega, né, naquela afobação, naquela vontade de ver a peça pronta, mas daí tá um pouquinho mais devagar hoje com a gente conversa bastante, né? Tem as nossas rodas de conversas que a gente faz com com dinâmicas, a gente traz informações, né, dos serviços para elas acessarem. Então, às vezes a gente tem menos mão na massa do que outra coisa assim. Então é para é um momento muito diverso, assim, é muito mais focado na convivência do que na formação de artesãs. Inclusive a gente não tem esse essa pretensão. Sim. Então é saúde mental também, né? É saúde mental. Não, não é terapia, mas é terapêutico, né? Inclusive tem estudos por aí que vão falar do benefício da do artesanato, das artes manuais, né, paraa nossa saúde mental. Então, exercício convers ainda mais no mundo que hoje é tudo digital, tudo tá na mão, tem gente que tá perdendo até o cognitivo por falta de treino. Sim, sim. E a, e no macramê a gente tem muito esse trabalho da coordenação da direita, da esquerda, da memória, porque ao longo do tempo você vai, né, tendo essa memória muscular, você pode não lembrar exatamente como que faz, você pode não conseguir me explicar como que eu faço no DNA, mas o seu corpo já tá memorizando. E é muito bonito ver isso nas senhorinhas, nas mulheres mais jovens que estão ali no dia a dia fazendo diversos tipos de trabalho, mas que no momento que para aqui consegue fazer esse exercício de coordenação motora mais delicado, mais fino assim e trabalhando essas partes do da nossa vida, né, da nossa mente, ó. Então é um é uma arte muito completa, eu eu acho assim. E elas sempre falam assim, não é puxando o saco não, mas é tem uma fala assim de que ah, eu me sinto tão bem quando eu faço. E eu tenho certeza que em outros em outras oficinas também, né? que imagina você passar um momento da do seu dia e esvaziar a sua mente de todos os problemas, de todas as questões de trabalho, de família, de saúde e lembrar do nó DNA, do nó quadrado, para fazer uma peça que você tá escolhendo, que vai ficar com a sua cara, do seu jeitinho, né? Então isso abre espaço na nossa mente pra gente preencher com outras coisas, né? E daí essa convivência vai trazendo. Então é uma amizade que se forma, é um aprendizado novo, uma informação que chega, então vai vai trazendo muito benefício assim pra vida. Se você de casa percebeu, a Patrícia é fã das meninas das oficinas. Que sorte a delas terem você, viu, Patrícia? Obrigada. Eu que tenho muita sorte de acompanhar a trajetória de vida dela. O olhinho até brilha. bastante. Eu costumo falar que a gente recebe, a gente dá aquilo que a gente recebe. Então eu recebo muito amor, muito carinho e é isso que eu consigo transmitir. Além das questões de trabalho, assim, de ser algo que me sustenta lá fora, né, tem essa troca. Então o nosso serviço, o meu trabalho é baseado nessa troca de histórias, de experiência, assim, ó. Cheguei num tamanho bom que eu considerei aqui. Aqui no total a gente pode voltar lá com a a fita a fita ou a régua, tá? Sobrou para baixo mais de 10 cm, uns 11 aqui, tá? Se eu for medir pela minha perninha menor, que é o que a gente pode considerar mais válido, tá? 8 cm já tá bom. E o corpinho dele ficou com 12. 12, tá? Por que que a gente deixa, não deixa tão pequenininho? Porque eu preciso fazer o fechamento. O meu fechamento, ele também tem um comprimento que eu preciso, é, incluir na hora que eu for pensar a minha peça, tá? E agora a gente vai usar uma cor diferente pra gente fazer esse fechamento. Pode ser da cor, qualquer cor que você quisesse, tá? Eu vou escolher o barbante cru, tá bom? Para esse fechamento, eu vou tirar mais ou menos uns 40 cm dele. Então é diferente, sim. Você pode, né, variar esse tamanho de peça, tamanho do fio, na verdade, né, para fazer esse fechamento, se você quiser ele um pouco mais comprido, tá bom? Mas, ó, ele voltou. né? Ele tava aqui esticadinho, quando eu tirei ele já voltou. E se ele ficar meio desengonçadinho, a gente ajuda ele torcendo um pouquinho mais, que ele pega o formatinho certinho, tá? É a própria tração do fio que dá esse formato. Agora a gente vai finalizar com um outro nó. É o nó invisível que a gente fala, porque ele ele não fica com pontinhas aparentes, a menos que você queira, tá? Ele é mais complicadinho, então eu vou falar bem devagarzinho. Se não der certo, você fala que eu tento explicar de novo, que é assim que a gente faz no artesanato. Não deu certo de um jeito, a gente tenta de outro, tá? Eu vou segurar a minha peça com uma mão. Com a outra eu vou encaixar uns 5 cm de sobrinha, uma pontinha assim, apontando para cima, tá? Com o meu polegar, eu vou segurar bem aqui na base da onde a gente finalizou o corpinho do chaveiro, tá? Tá? Esses outros três dedos vão vir aqui do ladinho me ajudando a fechar essas perninhas aqui que sobraram. Eu vou fazer uma voltinha para cima, tá bom? E vou juntar aqui no meu polegar, tá? Tá bom? E vou começar a girar, não por cima da minha peça, mas bem na base dela, tá? Ok. Ó, não pegou por cima, tá bem de baixo. Sim. E eu vou girando. Deixa isso. Cada giro que eu der, eu não vou passar por cima de novo daquela tirinha, daquela daquele pedacinho que eu já virei, que eu já passei ao redor do dos fiozinhos do chaveiro, tá? É um debaixo do outro. E qual é a força que eu tenho que fazer? Porque é o arremate, né? não pode ficar tão aberto, vai dar de cada pessoa, mas eu tento dizer assim, tem que ser um ponto firme, mas não tão fechado, tá? Por a gente vai precisar que essa cordinha aqui, esse laço que formou aqui nos nossos dedos, ele seja puxado por dentro, porque a gente tá, ó, criando uma capa ao redor dele, tá? Então tem que ser juntinho, bonitinho, alinhadinho, tá? mas não tão apertado a ponto de não permitir nenhuma passagem, tá bom? E aí acho que aqui esse tamanho tá bom, ficou proporcional na minha peça, tá? Essa laçadinha aqui a gente mantém ela e passa a perninha que a gente estava usando para enrolar, tá? Passo por dentro dela e junto ela aqui embaixo. Só dou uma seguradinha, não aperto, tá? Ela precisa ficar um pouco livre. E com a de cima eu vou puxando para dentro. Olha. Então ele vai se esconder, por isso que é o nó invisível. Agora eu preciso de um pouquinho de força, mas não puxa assim muito rápido porque ela pode passar aqui e você tem que esse retrabalho com delicadeza, com delicadeza mais firme. Tá bom. Escondinha aqui dentro, né? Às vezes a gente pode dar uma ajudinha com a pontinha da tesoura também ou de algum palitinho que a gente tiver em casa. O importante a gente trazer essa voltinha para dentro, tá? Tá? Puxei um pouquinho mais. Não puxa muito para ela não ultrapassar essa parte aqui. Agora eu vou tirar os excessos desse lado e da parte de baixo. Agora vai arrematar a peça. Exato. Depois dessa parte a gente vai acertar as franjinhas que ficam. E aí de novo entra o nosso gosto. A gente pode cortar, ó, bem rente mesmo, não tem problema. Pessoas que ficam muito preocupadas, pode pegar uma colinha ali, alguma coisinha para dar um pinguinho aqui, mas não precisa, tá? É só ele mesmo e ele já se basta. Ah, ficou aparecendo aqui um pouquinho. Pega a pontinha da tesoura, coloca para dentro. Quanto melhor finalizada a sua peça, mais bonita ela vai ficar, tá? Coloquei aqui tudo para dentro. Cuidado para não se cortar, tá bom? Então, bastante delicadeza. Tá quase pronto o nosso chaveiro, tá? Aqui é questão de gosto. Eu fiquei com várias pontinhas aqui, uma de cada tamanho. Eu gosto de deixar elas alinhadas, sim. Então, eu vou alinhar. Quem não gosta pode deixar elas assim, tá? E tem outros nozinhos que a gente pode fazer. Eu posso dar um nozinho simples nas pontinhas aqui, formando bolinhas e aí dá outro tipo de acabamento, dá outra cara pro chaveiro. E também tem assim, né? Escovado. Isso, escovado. Eu gosto do da pecinha alinhada e escovada. Então eu vou trazer essa parte pra gente também que que a gente vai utilizar. Acerto aqui. Lembra quando a gente corta cabelo em casa? É tipo alinhar a franja ou as pontinhas, tá? Eu acho que o charme do macramê é o penteado, na verdade, né? Deixar todo alinhado. Uhum. Porque é uma é uma textura que a gente não espera do barbante, então a gente consegue brincar. quando que a gente vai imaginar esse formato nessa textura, nessa cor? Então é uma arte que a gente consegue brincar bastante com os sentidos, né, com o visual e com o o tato, né, que a gente pega peça, nossa, mas é barbante mesmo, de que material que é? E aí para pentear a gente pode usar a rasqueadeira, que é uma opção um pouco mais de investimento, vai exigir da pessoa. É, a gente vai encontrar bastante em locais que vend produtos para pets, né, nos pet shops da vida. Aí tem essa opção, mas eu posso ter lá um pentinho um pouco mais mais simples, né, na minha casa, um pente que tá sobrando e você pode usar ele, tá bom? Essa parte é opcional, tá bom? De verdade. Se você gosta do seu trabalho assim com as perninhas, as franjinhas mais grossa, pode finalizar, tá tudo certo. E é isso que tá valendo. Para quem quer pentear, uma dica. Hum. Quem tem alergia, rinite, espirra com muita facilidade, pode usar uma máscara ou fazer em locais mais abertos, tá bom? Uhum. Hum. Tudo que tem, tudo que tem no final, tá? Vamos preservar a nossa saúde. Façam um lugar aberto. Se tiver uma máscara em casa, pode ser de tecido mesmo, só para proteger você na hora de de pentear, porque sim, o barbante ele solta uma peliculazinha no ar, fica parecendo uma poeirinha assim. Então, para quem é mais sensível pode dar aquela crise de espirro no final e aí a pessoa vai pegar trauma do macram, não é? Isso que eu quero. E a gente vai na lá na nossa mesa. Cuidado para não riscar a mesa da mãe, da avó, gente. Então, pentei aqui. Toma cuidado para não pegar na parte de cima do seu nozinho. Você pode proteger assim com a mão ou colocar, envolver ela com uma fitazinha ou com um outro pedaço de tecido, um pouco mais firme, né? Ó, vai saindo uma poeirinha assim que a gente tá desfazendo a fibra. Fica em formato de tacel. Uhum. E aí tá pronto. Se você perceber que desalinhou, volta lá e alinha com a tesoura. Alinha com a tesoura que nem franja mesmo. Importante a sua tesoura tá bem afiada, tá? Então, se você faz artesanato, separa uma só pro tecido, só pro barbante, uma só pro papel. É porque senão a gente acaba perdendo a nossa tesoura. E tesoura boa, gente, é um investimento, tá? Não vamos perder isso, tá bom? Vou deixar ela mais retinha aqui, que eu não gostei de como ficou. E aí, nesse de alinhar a gente acaba, né, criando mais partículas pequenininhas que pode causar uma alergiazinha ali, tá bom? E finalizamos. Patrícia, essa arte é linda, encantadora, o seu trabalho mais ainda. Fiquei apaixonada você contando as histórias das meninas que fazem oficina com você. Como eu disse, é um presente, uma bção ter educadores assim apaixonados pelo que fazem hoje em dia. Muito obrigada por nos receber aqui no CPTI. Obrigada a vocês. Voltem sempre. A instituição tá de portas abertas. Gostou do episódio de hoje? Não se esqueça, todo sábado a partir das 4 da tarde aqui na TV Câmara Campinas tem sempre um episódio inédito do programa Passo Você Mesmo. Até o próximo. [Música]