Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] [Aplausos] [Música] Você sabia que dá para fazer lindos brincos com caixa de leite? Isso mesmo, sustentáveis, criativos e super estilosos. Quem vai dar essa aula pra gente hoje aqui no programa do Faça Você Mani Aguiar. Muito prazer, Dani. Muito obrigada por receber toda a nossa equipe aqui no seu cantinho. Quando que surgiu essa vontade de fazer várias joias com as artes? Na verdade, eh, surgiu já necessidade pessoal. Eu queria ir para uma festa com um acessório diferente. Então, eu custizei esse acessório. Eu acabei transformando um vestido que estava parado no guarda-roupa em uma bolsa. E essa bolsa ela era toda decorada com fuxicos. Então eu criei um acessório, acabei ficando com acessório exclusivo do jeito que eu queria. Essa parte do fuxico, quando que você teve essa essa iniciação, né, em poder pegar e cortar um tecido? Porque a gente sabe que é uma aventura e precisa ter coragem para poder tentar fazer uma peça, de repente pegar já uma roupa que já tá toda modelada, toda certinha no corpo e transformar em outra coisa, em outro objeto de desejo. Na verdade, eu aprendi com a minha mãe. Ela fazia coxas de fucho e ela acabou me ensinando e era bem novinha. Eu acho que eu tinha uns 8 anos na época. Então foi a partir daí que me despertou, né, esse olhar pro artesanato, pras artes manuais, o feito à mão, entender também o valor, né, que essas peças tem. Eh, vai a energia, né, de quem cria, então vai emoção. Então, eu tenho muita memória afetiva quando eu lembro desse meu trabalho inicial, todo esse processo criativo. E quando que te deu o start para poder ganhar dinheiro com isso? ainda mais numa época que hoje em dia as pessoas procuram sempre o sustentável, né, poder ajudar o meio ambiente. É, isso tem bastante tempo já e nem se falava muito eh nessas questões, né, da sustentabilidade na época. Então eu comecei a abordar bastante roupa na na nessa época que eu comecei e as amigas começaram a pedir, então eu comecei a trabalhar a partir, né, daquele movimento mesmo entre as amigas. E aí foi aumentando, né, com o tempo foi dando esse start mesmo de que aquilo poderia ser uma profissão de verdade e eu poderia gerar renda com aquele meu trabalho, né, que eu tanto gostava. Dani, a Dani é baiana, tem todo um tempero. Ô, Dani, como que você fez ali? Começou desde lá de Salvador, as meninas procuravam você para fazer bastante customização, por exemplo, de abadá, de roupas de festas. É, era mais roupa de festa mesmo, né? Então, como eu segui essa linha um pouco de de festa por causa da primeira bolsa que eu fiz, então ela queria bordar roupa para para ir para uma festa, para casamento e tal. Então foi a partir dessa ideia que começou mesmo essa esse processo de customização. E aí você começou já abrir o seu atelierê? É, aí a gente fica meio na dúvida, né? Ai, será que eu sigo mesmo essa proposta? Será que vai dar certo? Então, naquele primeiro momento não foi ainda uma profissão, né? Eu não encarei com uma profissão. Isso depois de algum tempo que eu entendi que aquilo realmente era uma profissão. Tanto é que eu fiz faculdade de moda, não me formei em moda, depois fiz várias especializações, né, nessa área. E foi aí que eu entendi, não, eu posso realmente, né, ter essa essa geração de renda a partir do meu trabalho e também reaproveitando esses materiais que normalmente as pessoas descartam e são considerados muitas vezes lixo. Então pude ver também o valor desses materiais e eu sempre cito, né, quando a gente tem esse bate-papo, porque foi a partir do da minha família, essa educação ambiental que eu tive na minha família, que eu pude perceber o valor desses descartees, né, desses materiais, porque meu pai separava o lixo orgânico do lixo reciclável. Então eu via muita caixa longa vida, né, essas embalagens longa vida. E foi a partir desse momento que eu ainda tava fazendo criações de bolsas, que eu tive eh essa ideia de substituir o material que eu usava comercialmente, comprava pela embalagem logo vida, então eu continuei fazendo bolsas, bolsas de mão, bolsa carteira com esses materiais que eu via meu pai separando em casa já pra reciclagem, tudo certinho. Muita gente de casa não imagina, mas a embalagem longa vida fica ali dentro às vezes a base da bolsa bem fechadinha, bem costuradinha, né? Porque já tem ali aquela parte da estrutura, não é, Dani? É porque ela é feita de papelão, né? Uma espécie de papelão e laminado. Então ela tem vários componentes dentro da da embalagem, né, que são altamente eh contaminantes, né, para o meio ambiente, caso seja descartada de forma incorreta, mas ela realmente ela tem essa estrutura, né? Então, para fazer bolsa, ela fica muito legal, eh, porque dá essa firmeza nas peças. Para quem quer começar e até criar uma coleção, qual a dica que você dá? Eh, primeiramente eu acho que a gente tem que pesquisar sobre os materiais que a gente vai usar, né? eh a forma de manuseio, a forma como esse material também é descartado, eh ver a flexibilidade, durabilidade, a ergonomia de cada peça, porque às vezes a gente tem uma ideia, mas quando a gente cria a peça já não fica tão confortável no cliente. Então, a a princípio eu acho que esse trabalho mesmo de pesquisa, né, de inspiração, eh, quais elementos você quer utilizar. Então tem que ter conhecimento do que a gente, aquele princípio na primeiro momento, a gente vai fazer. Para quem quer começar preender, você já deu as dicas de como montar ali a coleção pra pessoa de casa, ela precisa ter um número certo, por exemplo, ai vou fazer uma linha de bolsas ou uma linha de joias. Precisa ter aquele número certo para poder fazer além da peça modelo, as peças de estoque ou não? É, o artesanato ele não tem muito isso, né? A gente a princípio pensa em ser peças exclusivas, então como como tudo que é feito à mão, né? Mesmo que você repita aquele modelo, nunca vai ficar igual, porque tem essas questões, né, da você pegar, você torcer, então, né, às vezes até a costura mesmo não fica, é igual. Então, a princípio, mas tem que ter um mínimo, né, de peças para você apresentar uma coleção mesmo. Tem que ter um mínimo de peças. Então, eh, pelo menos umas 30 peças, eu acho que é que é um valor considerado legal, né, para você ter uma contar uma história a partir dessas peças, né, porque a gente precisa contar uma história quando a gente monta uma coleção. Então, no mínimo 30 peças já é já é uma uma quantidade bem legal. Aqui, como vocês viram no clipe inicial do nosso programa, temos várias peças. Tem uma história bem interessante pro pessoal de casa saber, sua primeira peça, algo que mudou sua vida, que foi marcante. Além da dessas questões, né, da da parte ambiental que eu trouxe de casa, eh tem as cápsulas de café também, né? Porque eu me lembro que quando eu comecei a ganhar, as pessoas sabiam que eu trabalhava com artesanato, então elas começavam a me dar. Então quando a gente trabalha com artesanato, as pessoas acabam dando vários materiais pra gente, né? Lembram de você? É. Então eu recebia muitas cápsulas e eu eu lembro que meu filho era pequeno, eu dei assim uma uma pausa, né, no trabalho durante um um período e eu não sabia o que fazer com aquelas cápsulas. Então ficaram lá um tempo higienizadas e todo dia olhava e dizia: "Meu Deus, eu tenho que fazer alguma coisa com essas cápsulas". E não tinha, né? Não dava, não tinha ideia. Então, num belo dia eu tive, né? Eh, trouxe esses elementos. Inclusive, eu trouxe elementos que são da minha cidade, da Bahia, eh, para começar essas criações. Então, foi muito legal porque as pessoas se sentem muito engajadas nessas questões de juntar as cápsulas, de trazer para mim. Sim. Então, também motivam elas. Então, foi a partir desse momento, né, de então tem toda uma história da infância do meu filho, então vai vai misturando, né, os sentimentos. E quando eu comecei a fazer a primeira peça, foi muito, né, gratificante, porque eu disse: "Ah, agora eu consegui criar com esse material, porque todo material sempre é um grande desafio pra gente". Então, eh, as pessoas vez às vezes verem, né, a peça pronta, mas não sabem eh as etapas, né, dos processos, né, de de criação. Então, tem toda essa essa história por trás de todas as peças que a gente que trabalha com manualidades tem, né? E tem uma diferença, né? Tem a biojoia e tem a ecojoia. Isso. A ecojoia ela é feita com os resíduos, né, os resíduos urbanos. E eu também trabalho com os resíduos têxtis que hoje tá sendo bastante falado. Teve as questões do deserto do Atacama, né? Muita roupa descartada incorretamente. Então esse resíduo texto também hoje eu trabalho bastante. E a biojoia são feitas por materiais naturais. Então a biojoia também é interessante dizer que a biojóia também é uma ecojóia. Então tá tudo eh envolvido. Porém, as biojoias são com materiais naturais, né, que eu trabalho com semente, com cascas e as ecojoias são feitas a partir dos resíduos urbanos e os resíduos têteis também. No meu caso, esse brinco que você vai ensinar hoje, então, é uma ecoojooia. É uma ecojooia que é feita com resíduo urbano, no caso com a embalagem longa vida. E é fácil, super fácil, né? São materiais que a gente já tem em casa, então é rapidinho também, dá para aprender, super tranquilo. Então, para você aí de casa, pega o papel e a caneta e anote os materiais. Você vai precisar de uma caixa de leite higienizada, retalhos de tecido 100% algodão, cola branca, recipiente pequeno para cola, pincel chato número 18, base de brincos, argolinhas de bijuteria, alicates para montagem de bijuterias, tesoura. [Música] Anotou toda a lista? Então bora pegar os materiais e começar. Dani, como que a gente faz aqui para colocar a mão na massa? Primeiramente a gente tem que ter a embalagem, né? Claro, vida higienizada. Já um molde, esse molde pode ser qualquer forma que a pessoa quiser. Geralmente eu faço de folha, oval, é quadrangular. Aí vai depender do gosto de cada pessoa. Eh, vamos precisar também do retalho de tecido, que a gente pode conseguir em costureiras que às vezes descartam. É lápis ou é caneta. É, tem pessoas que gostam de trabalhar com caneta, outras com lápis. Aham. A cola branca que a gente já colocou aqui no potinho, e o pincel. Separei aqui dois pincéis, é de tamanho diferente, porque a pessoa também, tem gente que gosta de trabalhar com pincel mais largo. Dani, essa cola quando a pessoa for comprar é a de tecido? Na verdade, essa cola é uma cola pra porcelana fria. Então, a cola branca, mas não é uma cola escolar, é uma cola de porcelana fria, porque ela tem uma maior aderência e ela também dá um brilho nas peças. Então, o pessoal de casa quando for comprar cola tem que ser a cola de porcelana fria. Isso aí tem várias marcas. Uhum. Então eu vou começar riscando o molde, né? Eu defini esse molde aqui mais arredondado. Eu risco duas vezes. Vamos fazer um par de brincos. Então a gente vai riscar duas vezes aqui na embalagem. Eu gosto de trabalhar com lápis, Lu, porque não marca, né? Ah, não, não mancha, na verdade, porque quando a gente vai colar o tecido, às vezes a gente risca de caneta, então pode manchar o tecido e aparece no tecido. É, aparece o tecido depois que a gente, então eu gosto sempre de usar o lápis. Às vezes o risco fica um pouquinho. Agora a gente vai cortar esse molde. Aqui você pode fazer o molde com de repente uma uma garrafa ou isso. Uma tampa. É, uma tampinha, um copo. Pote. E dá para desenhar também a mão livre, né? Dá para fazer folhas, eh, formas mais da natureza. Eu trabalho muito com as formas da natureza, então eu gosto bastante de trabalhar com folha. Aí aqui eu vou cortar exatamente na linha, né, que eu risquei bem certinho aqui, sem excesso, para ficar um acabamento muito perfeito, porque o artesanato é a gente tem essas questões, né, do acabamento. Acho que é muito importante a gente sempre dar um acabamento mais eh, não vamos dizer perfeito, né? Mas bem é cuidadoso, porque isso valoriza bastante as peças. Então, já cortei um aqui. Uhum. Agora eu vou cortar certinho também a outra parte. [Música] [Música] Pronto, já cortei as duas partes. É, se tiver alguma sobrinha, então vai ajustando, claro, ficar bem certinho. Pronto. Aí tá tudo cortadinho aqui já. E agora eu vou pra parte da colagem. Então, vou pegar a minha cola branca, vou usar o pincel para ficar facilitar aqui o processo e vou passar nessa parte aqui, é toda laminada. Do laminado. É. Então vou passar. Não precisa colocar muito porque se colocar muito vai acabar manchando a peça. Essa cola ela tem uma aderência bem legal. Ela ela demora para secar. Na verdade assim, essa parte que eu tô fazendo aqui, ela não demora muito, mas a próxima parte que a gente vai fazer demora mais. Demora mais. Uma pergunta que acho que o pessoal tem curiosidade. Muda alguma coisa conforme você vai passando o pincel na o pincel com a cola na no resultado final? Na verdade, na parte do acabamento, sim. Aí eu vou dar uma dica que aí vai ficar com acabamento bem bem legal. Mas nessa parte não, essa parte é só uniformizar e a gente vai, né, colar o tecido pelo avesso. Então vou colar a parte do tecido na forma de trás. Então, fazer todo o processo novamente. Então, aqui nesse momento não precisa enxarcar muito porque senão vai manchar o tecido e vai ficar feio, tá? É, aqui já coloquei também do outro lado e a gente adere aqui. Então, tem o processo da secagem. Eh, normalmente eu gosto de deixar aqui uns 10 a 15 minutos secando para ficar bem aderente. É, e depois não ter problema de desmanchar a peça. Então, a gente deixa um tempo secando, né? Aqui a gente não vai ter esse tempo todo para est esperando. Então, eu vou, né, esperar um pouquinho e a gente vai cortar aqui a a parte do excesso. Então, fica bem é esse excesso aqui. A gente vai cortar. Então, quanto mais a gente ter esse cuidado, né, do acabamento e também evitar desperdício de material, então aproveitar todos os cantinhos do tecido, eh, guardar sobras, de repente para fazer um outro brinco, uma outra peça. Isso também é super importante, né? Porque quando se fala em sustentabilidade, você tá criando eh peças com esse conceito, a gente tem que pensar em tudo, inclusive no descarte dessas sobras, né? como essas sobras também vão ser descartad caso você não consiga usar eh para outra finalidade. A quem trabalha com artesanato sabe que tudo vira uma peça, dá para aproveitar, nada vira lixo. Exatamente. Nada vira [Música] lixo. A gente corta bem é próximo aqui a borda para ficar bem certinho. M. [Música] [Música] Então aí a gente cortou bem certinho, né, na borda para ficar bem bonito o acabamento. E agora tem o outro lado. A gente vai fazer o mesmo processo do outro lado também pra quando virar o brinco ele ficar todo uniforme. Então vou fazer o mesmo processo, passar a cola novamente da mesma forma, tá? [Música] e vou colocar pelo avesso do tecido, porque quando a gente vira e vai cortar a parte do acabamento do do desenho, tem que ficar eh pelo direito, né? Não pelo avesso. [Música] E o tecido pode ser só tem que ser mesmo 100% algodão? Preferencialmente sim. Eu já trabalhei com tecido que tem, né, outra composições, outras composições. Eh, deu certo, mas acabou que deu um trabalho maior. Eu trabalhei com tecido de viscose, então que não é 100% algodão, mas ele não adere tanto a à cola, então é, dá para fazer sim, mas aí espera um pouquinho, a pessoa tá mais experiente, é, já ir descobrindo, né, outras formas. De repente dá para misturar também a cola com um pouquinho de água. Então tem alguns processos que você vai, o artesanato tem isso, né? São as descobertas também, que a gente tem no nosso dia a dia, mas dá para fazer também. Eu indico sempre para quem tá começando o algodão, porque tem essa aderência mais precisa, mais fácil. Então aqui também a gente deixa a luz secando, né, um período sempre, como eu te falei, deixo de 10 a 15 minutos, porque vai aderir bastante eh a cola. Essa cola, apesar dela ter uma aderência boa, mas a gente sempre espera um pouco o tempo certinho. E aí eu vou cortar do mesmo jeito aqui, né? Então vai ficar dos dois lados com o tecido. Aí vou fazer todo esse processo novamente. Esse aqui é um max brinco, né? Brincão daqueles que a gente coloca aí todo mundo já já vê de longe. Já vê de longe. Mas dá para fazer menorzinho, dá para fazer com estampa, com representatividade. Isso. Eu fiz uma coleção que era toda com estampa afro, né? Estampas étnicas. E as pessoas gostaram bastante porque como você falou, né? tem a representatividade e a gente tá vivendo um momento muito autêntico. Autêntico. Exatamente. Momento autêntico, com muita resistência. Exatamente. E a gente tá valorizando muito nossa cultura, né? Isso é tão importante, nossas origens. Eu sempre busco nas minhas coleções trabalhar com essa proposta da valorização cultural, porque eu mostro também para outras pessoas, né, sobre minha cultura, eh, sobre minha cidade, cores. Então, sou uma pessoa muito colorida, amo cores, então eu trago também as formas, as cores, muito presente no meu trabalho. Acaba trazendo também uma educação cultural, não é do diferente de poder explicar. as pessoas olham, ficam curiosas, vão buscar mais informações, né? Exatamente. Então, é sempre importante também trazer, como você falou, né, e essa autenticidade no trabalho para quem tá começando. Isso é uma dica muito importante de apresentar ao mundo, né, suas raízes, sua história. Então isso é uma dica que a gente deixa aí pr pras pessoas que querem começar também e acaba se destacando no mercado, né? Hoje em dia o que faz muito sucesso é ser diferente. Exatamente. Aí agora eu vou fazer a parte, como eu te falei, né, do acabamento. Nessa parte a gente coloca uma quantidade maior de cola. Uhum. Porque vai ser como se tivesse passando um verniz em cima dessa peça, tá? Então eu trago, né, uma quantidade maior por isso para dar esse acabamento. Então eu vou passar. Não precisa ser muita, mas tem que ser uma quantidade que dê para cobrir todo o o tecido. E é bom sempre trabalhar é no mesmo sentido, né, do pincel, não ficar fazendo assim vários, porque depois pode ficar manchado, então apresenta manchas depois por isso, no mesmo sentido. No mesmo sentido. Então eu sempre busco o mesmo sentido para ficar bem uniforme. Aí esse processo aqui ele é um pouquinho mais demorado porque essa cola vai ter que absorver toda, né? O tecido vai chupar, sugar essa essa cola, que é isso que vai dar o brilho na peça. E aí secou, virou do outro lado, faz o mesmo processo. Faz o mesmo processo, tá? Exatamente. Aí depois a cor do tecido ela até escurece um pouco porque essa cola ela dá esse [Música] brilho. E Dani tem verniz também que vendem em casa de armarinhos. Pode ser usado? Pode ser usado também. Eu é eu acho que eu já testei uma vez. Eu não gostei muito do resultado, tá? Eu achei que a cola ela ficou com um aspecto mais bonito e foi mais fácil a secagem também, tá? Então o verniz ele demorou um pouquinho, mas hoje tem muitas opções, né, muitos produtos e inovadores que secam mais rápido, que dá para dar uma pesquisada também. Eu já tentei passar resina também em cima, não gostei muito do resultado. E a resina ela é mais tóxica, né? Então sim, acaba que não é muito legal o manuseio tem que ter todo a a segurança, né, de máscara. Aqui a gente não precisa usar massa, nenhum eh equipamento de segurança porque não tem nenhuma eh composição tóxica, né? Então a gente espera, né? Aguarda para essa secagem e aí a gente vai, como você falou, né? A gente vai virar o lado e passar novamente a cola, esperar. Essa secagem demora um pouquinho, ela demora meia hora para ficar bem eh com esse brilho. Então eu tenho uma peça aqui já pronta. Ó, já tá brilhosa. É, já tem um brilho. Olha, você vê que tem um brilho, né, bem especial assim. E fica uma cor muito viva. Fica uma cor viva, bonita. E o mais legal é também que não descola facilidade, né? Não, fica uma pintura. Fica uma pintura. Tem gente que pensa que é pintura. Aí eu passo dos dois lados e aí fica esse brilho bem bem legal. Eu já deixei essa peça aqui pronta, né? Agora a gente vai pra parte da montagem, tá? Eh, é interessante também porque a gente pode agregar outros elementos eh a essas peças. Então, pode colocar búzios, pode colocar franjas, sementes, então dá para brincar também com os elementos e, né, ficar uma peça super diferente. Aí aqui eu tenho o kit de alicates que dá para a gente furar. Então eu vou furar com esse alicate aqui. Vou escolher o meio da peça e vou furar não muito aqui eh na borda, né, para ter o espaço pra gente colocar a argolinha. Esse seu alicate, ele é um furador, é um alicate furador. É um alicate de bijuteria, mas que fura as superfícies, né? Então dá para furar metal. É, quando eu faço também com as cátulas de café, dá para furar o metal. Dá para furar aqui também a embalagem longa vida. Aí eu vou furar aqui, né? Dá um um espacinho, aperta e já tá furadinho. Gente, ela dá esse espacinho porque dependendo não rasga a peça. Examente. Tem que ter um espaço de sustentação. Isso aí. Aqui é a mesma coisa. E é legal porque dá para brincar também com essa parte da do desenho, né, do tecido. Aqui é p um tecido e como você falou, fica parecendo uma pintura. É do outro lado é diferente. Então tem essa diferença também do desenho. Então mesmo se eu for pegar esse tecido e tentar fazer uma outra peça, não vai ficar igual. Aí aqui eu tenho as argolinhas, que são argolinhas também próprias pra bijuteria. Uhum. Tem o kit também que é mais um kit de alicates. Então quando você chega nas lojas de artesanato, você já consegue comprar o kit de alicate todo já completo. Eu acho que se, por exemplo, você chegar no na loja de artesanato, falou: "Olha, eu quero fazer um modelo assim, que que eu vou precisar?" Ele já tá, ele já te indica, já já consegue indicar. Então eu vou abrir aqui, né? Com cuidado. Então tem um jeitinho para pegar nossas alicates, né? Mas é super tranquilo. Então a gente vai. Dá pr usar que eu tô usando metais na cor dourada, mas dá para usar prateado, dá para usar cobre. Cobre. Então aqui aqui na verdade se você ainda quiser colocar um outro elemento, como eu falei, né? Colocar um búzio, colocar um cristal, colocar uma semente, dá para colocar também. E aí eu vou inserir o a parte da da base, né, do brinco. Essa base também tem vários desenhos. Tem uma base que a gente chama de anzol, que não precisa dessa argolinha. Então, se a pessoa também quiser fazer algo mais básico, dá para comprar comprar também essa base. Nesse caso da base, você já buscou uma peça mais desenhada? Mais desenhada, né? Porque isso também valoriza, né? O Sim. a forma do brinco, o desenho. Aí eu aperto aqui com jeitinho e aí se fosse já encaixar algum elemento, dava para colocar nesse meiozinho aqui. Mas ficou lindo, combinou com amarelo. Esse já é uma outra proposta de cor, né? E aí vou fazer agora também no [Música] próximo. Você vê que é uma peça, né? Eh, vamos dizer assim que a parte mais demorada mesmo é a parte da secagem. Sim, mas é uma peça que dá para gerar renda, que é a cura da cola. Exatamente. É uma parte que dá pra gente ter, né, um E também é terapêutico, não é, Dani? Com certeza. Eu promovo, inclusive oficinas que dá para eh aprender a fazer outros modelos com outros materiais. Essa oficina ela é bem voltada para mulheres. Eh, especificamente eu tenho um projeto que é para mulheres em situações de violência doméstica. Que legal. Então, dá para, né, profissionalizar elas, dá para inserir novamente no mercado de trabalho para aquelas que não estão inseridas. Então, tem essa autonomia financeira, né? Então, isso é muito legal também. É a proposta das oficinas. Então, assim, tá uma peça já e vamos destacar também a leveza, né, do material. Sim. É ficar bem leve. E o legal pro pessoal de casa que quer começar a empreender é que tem que ter um pouco de paciência. A gente começa um pouquinho aqui, um pouquinho ali, daqui a pouco vai tá dando oficina igual a Dani. É, a gente vai aprendendo, né, cada dia. E inclusive na oficina eu aprendo muito também, porque tem alunas que vem com ideias diferentes. Ah, professora, dá pra gente usar esse material como você acabou me perguntando, né, se não dá para usar os verniz. Então, surge também outras ideias. Eh, a gente busca também outros materiais, vai testando. Então, a oficina para mim é um um grande aprendizado assim, né? A gente não só ensina, é troca mesmo de informações, de ideias. Então, aqui mesmo tem alguns outros modelos, Lu, que dá para usar os elementos, como eu falei, ó, eh, na mesa, né? A gente tem alguns outros modelos que tem eh o o a franja, então tem a o cristal, tem a sementes, o tacel. Inclusive pro pessoal de casa quiser dar uma economizada aqui no faça você mesmo. A gente tem aula de Tacel em vários vídeos. Se você quiser acompanhar inclusive este episódio e os outros, é só ir lá na nossa rede social, TV Câmara Campinas, vai em playlist, escreva, faça você mesmo, que o de hoje vai estar no canal, o descritivo com toda a lista de material também, Dani. Então, tá pronto, esse é o brinco. Muito obrigada por nos receber aqui dessa super aula de moda, de sustentabilidade, de empreendedorismo. Eu que agradeço, é um prazer sempre estar com vocês e espero que as pessoas façam, né, e mostrem pra gente lá nas redes sociais, marque a TV câmera. Marque Dani Aguiar Acessórios também que eu vou ter como é que é que pessoal para te procurar? @danicessórios Danico 2ny porque a pessoa é chique. E me marque lá, marque a gente que a gente vai, né, poder compartilhar um pouquinho do trabalho de cada um. A edição vai colocar aqui no GC todo o endereço da Dani. Então lá tem eh biojoas, ecjoias, oficinas, palestras também. Palestras também. A Dani é uma super profissional. Obrigada, Dan. Obrigada, Lu. Obrigada. Gostou do episódio de hoje? E não se esqueça, todo sábado a partir das 4 da tarde aqui na TV Câmara Campinas tem Faça Você mesmo. [Música] [Música]