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เฮ E o faça você mesmo de hoje está recheado de ancestralidade, beleza e arte, porque as peças da Iane Santana Batista são verdadeiras obras de arte. Depois você vai dar uma pesquisadinha lá no Instagram dela e hoje ela vai ensinar a gente a fazer uma chocker ou gargantilha, né Ianê? Isso. Muito obrigada por receber a gente aqui no seu atelier. Eu agradeço a oportunidade, a confiança e principalmente o espaço de est trazendo não só o acessório, que é uma peça que tá em alta, mas também contextualizar, porque é muito importante a gente utilizar as peças que a gente sabe o que significa, porque às vezes a gente veste uma camiseta e não sabe nem o que tá escrito. Então você usar uma peça que tem o sentido, que tem o valor, tem outros significados, são outras importâncias. Com certeza. Então a gente já viu que vai ser muito incrível hoje. Conta pra gente. O pessoal já tá vendo aí, você utiliza bastante búzios, né? É o significado do búzios. Uhum. Isso na Balô, né, que é a minha a minha marca, a minha iniciativa, eu procuro utilizar os búzios para trazer essa história, né, de que as riquezas elas também vêm das mãos pretas, porque os búzios no continente africano era utilizado como moeda de troca. Então você poder carregar esse valor, carregar essa peça, utilizar essa peça, traz todo um enaltecimento de realeza. E é essa a verdade que eu quero passar para todo mundo aí que tiver a fim de vivenciar essa experiência. Ou seja, é um símbolo de prosperidade, isso. De riqueza. Exatamente. E aí a gente eh queria saber um pouquinho da sua história também, como é que você começou a fazer as peças? Você sempre trabalhou com isso, veio de outra carreira? Como é que foi essa trajetória? É, eu falo que a Balô e a Ianê, elas são construídas a várias mãos. né? Então assim, eu trabalhei quase 15 anos na área da assistência social, fui educadora social, pedagoga, coordenadora pedagógica e a parte das vivências, das trocas, né, tive várias várias inspirações. E aí em 2017 nasce Balou, eu sou associada ao bloco afro e Leaê de lá de Salvador. E nos carnavais a gente sai também passando uma mensagem e nós produzimos os nossos adereços, eh, ornamentamos as nossas fantasias e eu trouxe um pouco disso para a minha vivência nas atividades. E aí com o passar do tempo, o pessoal começou a falar assim: "Não, isso tem que isso tem que circular. a gente tem que fazer alguma coisa para que essa essência chegue nas outras pessoas, nos outros lugares, porque acaba sendo muito distante essa história, né, essa história dos búzios. Existe muito preconceito porque as pessoas acham que tá atrelado apenas à questão da religiosidade e poder trazer também essa história, né, trazer essa esclarecer isso para que as pessoas tenham esse acesso também. E aí eu tô aí, né, nessa caminhada. Balou, já vai fazer 8 anos e hoje não estou mais na área da assistência social. Hoje tô caminhando aí, empreendendo e também fazendo oficinas, palestras, produzindo e vamos que vamos. Maravilhoso. E foi acontecendo naturalmente essa transição. Sim, sim. Porque eh a gente começa fazendo as peças, faz pras amigas, pra família e aí as pessoas começam a pedir. Aí comecei a fazer os eventos, as atividades na cidade, fora da cidade, fora do estado, me inscrevendo em editais. E aí eu pude ver também o potencial dessa iniciativa, dessa ideia e que não tava cabendo mais na agenda conciliar, embora eu sempre fui muito apaixonada pela outra área, porque eram trocas riquíssimas que também me inspiravam na construção das peças, mas eu precisei eh deixar um pouquinho para poder conseguir alavancar e dar conta do crescimento da Balô. Maravilhoso. E é um papel da arte também, né? Levar um pouco dessa informação, um pouco dessa história cultural, né? Que também é nossa, né? Que veio de longe, mas é nossa, né? Exatamente. E eu fiz uma pergunta aqui no comecinho, né? Mas gente, eu não sabia de verdade. Búzios tem em qualquer eh região do oceano? Isso tem nos oceanos e aí eles variam, por exemplo, que aí a gente começa a pesquisar, trocar ideia com as pessoas, né? Com biólogos. E aí a gente vai descobrindo que o formato dele às vezes é de acordo com a temperatura do mar, né? Então tem todas essas variações e aí a gente vai sempre buscando. Tem os amigos que sonham junto com a gente, que eu sempre falo que eu não consigo ser sozinha, eu só consigo acontecer porque tem várias pessoas junto comigo, sonhando comigo, viajam, trazem algumas conchas, outras a gente vai pesquisando, vai em feira, compra às vezes na praia e aí a gente vai descobrindo formatos diferenciados para poder compor aí essa diversidade de peças, essa diversidade de riquezas, de riquezas como o ser humano, eles são forjados também, né? Sim, sim, exatamente, então vamos começar? Sim, vamos sim. A gente vai passar então a lista de materiais, né, para fazer então uma gargantilha e um pezinho de brinde. Isso. Exatamente. Então, pra fazer a nossa gargantilha, a nossa choker de búzios, que o pessoal geralmente vai na praia, compra na praia e e volta, o pessoal volta sempre muito animado, nós iremos utilizar um fio que ele pode ser ou fio de algodão, que ele é mais e ele é mais áspero, mais fininho, ou podemos utilizar o fio encerado, que ele é um pouquinho mais espesso e ele tem um brilho. E aí vai de acordo com a preferência da pessoa. Nós estaremos utilizando também a tesoura. Eu sugeri 1,5 m, só que é 1,5 m é um tamanho além, mas às vezes tem, a gente tem que pensar na diversidade. Tem as pessoas que são mais magrinhas, tem as pessoas que são mais fortinhas e aí a gente tem que fazer uma peça que todo mundo possa usar. Então por isso a tesoura pra gente cortar aí do tamanho que a pessoa fique confortável, que é muito importante. Imagina você usar alguma coisa que fica te apertando, não é legal. Não é legal. Aí eu coloquei aqui para dar um brilho, uma vida, algumas contas, né, esferas. Aí fica de acordo também. Deixa eu colocar aqui para não elas vão dar uma circulada aqui. Você pode escolher variar os tamanhos, né? Pode ser as esferas, podem ser miçangas, contas de madeira, né? É várias coisinhas que a gente vai utilizar como entremeio entre um buúzo e outro pr dar aquele destaque, aquela personalização, porque eu acredito que quando a gente vai fazer uma coisa pra gente, é tão gostoso a gente bater o olho e falar assim: "Nossa, isso foi feito para mim". Legal. Pode ser sementes também, né? Sementes, sementes, pedras, né? Qualquer coisa que tenha assim esse formato mais arredondado e que tenha o furinho pra gente poder passar o fio, a gente pode estar utilizando nessa nessa elaboração. E também a nossa riqueza, a nossa prosperidade, os búzios. Para ficar um choker bem legal, eu acredito que o ideal é entre 12 a 15 búzios. A gente até consegue fazer com menos, mas às vezes ele fica aquele aquela coisa que aqui na metadinha do pescoço já não tem mais conchinha. E o legal é ter a volta toda, né? Já que a gente vai prosperar, então tem que ser algo incrível. Não vamos economizar nisso, né? Isso. E pra gente poder fazer essa peça, esses buúos eles precisam estar abertos, porque a gente vai passar o fiozinho, né, na frente e nas nas costas dele. A gente vai cruzar. Depois eu vou mostrar com mais detalhes e aí a gente vai colocar. Esse tem um nome específico. Isso. Esse é o Búziogema. Ele ele tem um um formato um pouquinho mais comprido e as bordinhas dele são amarelas. Tem esse que é o buúzio gema, tem o buúzio africano ou nigeriano que ele é mais marronzinho, que é como esse anel aqui que eu tô usando. Tem o buúzio, que é conhecido como olho de pombo. São várias espécies. Esse do meu colar que é o búzio tigre. E aí nós vamos ver. Então vamos começar. Eu vou utilizar esse aqui, o fio de algodão. Vou cortar aqui um um pedaço. Eu vou cortar um pouquinho maior também, porque eu gosto que ele fique caindo atrás. Às vezes a gente vai colocar uma blusinha aberta, dá um charme, a gente coloca um detalhe na ponta e aí ele fica bem legal. Aí a gente corta aqui bonitinho. Uma coisa que é importante dizer, eu esqueci de falar, se nós vamos utilizar o fio encerado, como ele fica desfiando um pouquinho, é necessário que a gente queime ou com a vela ou com o isqueiro para que a peça não se desmanche com o passar do tempo, que a gente vai utilizando, vai se movimentando pr selar, né? Pr selar. Exatamente. E aí ficou, né? Esse foi um tamanho que eu achei OK. Nós vamos unir as duas pontas e aqui vai formar um U aqui embaixo. Bem aqui assim. Aqui eu vou pegar ali mais ou menos um tamanho de um dedo mais ou menos. E eu vou dar um nó. Eu vou dar um nó porque essa parte que nós vamos fazer o fecho. E é uma coisa que é bacana de dizer também que tem algumas pessoas que t alergia metal. Como nessa peça nós estaremos utilizando o fio de algodão, tem essas bolinhas que são metálicas, mas no caso dá para se utilizar as contas de madeira, as pedras, sementes para para intercalar e aí não tem nenhum nenhum tipo de situação com relação nenhuma reação alérgica. Isso, nenhuma reação alérgica. Aí ficou esse nozinho aqui, ó. É um nó bem simples, tranquilinho de fazer, certo? E aí agora nós vamos fazer o quê? Nós vamos colocar, passar uma bolinha, certo? uma esfera, no caso. É uma parte que fazer arte é sempre terapêutico. Gosto muito de dizer isso porque a gente quer que fique pronto logo. A gente fique ansioso, mas exige uma dedicação, uma concentração. Passei a bolinha até o final em uma das alças e vou com ela até o final. Certo? Certo, passei um fio e o outro não. Aí eu vou dar um nozinho aqui, tipo nó de amarrar o sapato. Isso. Um só. E aí ele vai permanecer com essas duas pontas. Aí eu vou pegar um búzio aberto, uma alça, eu vou passar aqui entrando por cima do búzio. Qualquer uma das alças. Qualquer uma das alças. E a outra alça, ela vai entrar por baixo aqui nas costas. Hum. na partinha, por isso que ele precisa tá aberto. E aí eu uno as duas pontas novamente e desço até o final. Desço aqui até o final e vou dar também um nozinho para ele travar, para não ficar solto, desmanchando, parecendo que não tá firme. Aí eu travo aqui na entradinha dele e dou mais. Aí aqui eu dou um nó vou precisar dar um outro nozinho. É uma tecnologia, né? Sim. Porque assim que tem tudo que inventou foi assim. Exatamente aqui. E aí ele vai ficar assim. Certo? Aí agora eu venho com outra esfera, porque nós vamos intercalar entre uma esfera e um búzio, até chegar a quantidade ideal da espessura, né, na do diâmetro do pescoço de quem for utilizar, se for presente ou se for para você. E aí nós vamos dar outro nozinho aqui. Mais um. E vamos pegar outro bús e fazer o mesmo procedimento. Uma das alças por cima e a outra alça vai entrar de de trás para a frente. E aí nós puxamos ele até o final. Aí a gente vai virando porque ele pode dando uma viradinha, mas isso é uma coisa que quando a gente coloca no pescoço e fecha o o a choker, ele assenta e fica tudo certinho do mesmo lado. O nozinho dá uma estabilizada também. Isso. Ele dá uma travadinha, né? Uhum. para ele não ficar solto. E eu prefiro também usar utilizar o o fio de algodão porque ele escorrega menos, então é mais fácil de travar do que o o encerado. Em termos de durabilidade tem diferença filhos? Não, eu acredito que não. É, é mais a questão do cuidado mesmo. Ah, sim. Eu sempre falo, né? Essa peça aqui já é um pouco mais tranquila, mas tem as clientes que às vezes tem alguma peça que usa metal, que querem ir pra praia, que vê as conchinhas e querem ir pra praia, ficam emocionadas. Mas assim, é, é, são os cuidados, né? Às vezes você fica com a peça, toma banho, vai pro mar, pra piscina, automaticamente ela vai eh modificando, é, ela vai sair do seu estado inicial. Aí aqui mais uma esfera até o final. Dois nozinhos. E depois mais um bolso. E vai repetir isso em torno de Eu é o que eu sinalizei. Eu acredito que o ideal o ideal é em torno de 12 a 15. Uhum. Mas se de repente a pessoa quiser fazer um que faça duas voltas no pescoço, três voltas, fica a critério. E você foi aprendendo com pessoas ou você foi criando? Você pegou a lógica, foientando novas técnicas? Isso. A gente vai eh trocando, vai observando às vezes algumas pessoas fazendo, vai vendo os vídeos na internet, vai consultando os mais velhos, né, que que produzem, que fazem artesanato, tira, a gente tira as dúvidas e aí vai fazendo as adaptações, vai vendo, vai se inspirando, né? Sim. Vai ressignificando, inventando moda. É isso. Essa tiara, por exemplo, eu não conhecia. Fiquei apaixonada. Tiara de Sim, isso. Eu chamo ela de tiara diadema, que é uma peça que a gente pode, dependendo do penteado, utilizar estilo uma coroa também. Hum. Porque é uma peça bem imponente, né? É maravilhosa. Aí aqui, ó. Ver se dá para ver direitinho como que tá ficando bonito esses entremeios. Eles dão uma vida, um contraste, né? Um contraste. E quando é esse contraste, ele vem de acordo com aquilo que a gente gosta, com aquilo que a gente se identifica, melhor ainda. Sim. E outra coisa que é importante dizer também é que se esses esses buzos se eles forem muito pequenininhos, provavelmente vai precisar utilizar uma quantidade maior. É. E se eles forem eh maiores, aí colocamos menos. Uhum. Então isso são isso tudo a gente vai descobrindo. Gostoso de fazer arte é que a gente vai descobrindo a cada a cada ação no caminho, né? No caminho, que é o a parte que é mais gostosa, eu acredito. E hoje você vende pro Brasil todo, pro Brasil, pra fora também. Legalum que o pessoal não tá sentindo, mas é muito perfumado aqui, porque tem isso também. né? Sim, sim. Quando eu pensei na Balô, assim, pelas questões, né, eh, que que não vou evidenciar aqui, mas que a gente passa eh nos lugares, nós pessoas pretas, eh, às vezes a gente chega na loja e tem um um atendimento assim que não é o ideal. Eu falei assim, não, quando eu for fazer, eu quero algo que assim que seja incrível. Eu quero oferecer uma experiência incrível que muitas vezes eu nunca tive. E eu gosto também de contar sobre essa questão do empreendedorismo, porque o empreendedorismo, eu gosto de falar que é uma tecnologia afroancestral. Eu me apoio muito eh na logística, né, no pensamento das mulheres de ganho do passado. Não sei se você sabe dessa história, mas as mulheres de ganhos são mulheres no período da escravidão que elas vendiam a carajé, bará, eh, cocada e ficavam com pouca porcentagem daquilo que elas vendiam e elas juntavam esse dinheiro e compravam cartas de alforria para ir libertando as pessoas. Então, acredito que seja isso, sabe? Eh, as situações desafiadoras não me inibiram, né? Eu me senti impulsionada para mostrar para todo mundo como eu gosto e como eu mereço ser atendida. Maravilhoso. É isso. Tem uma notinha de canela, não tem? Tem também. Aí eu peguei esse cheirinho. Você criou essa identidade? Isso. Misturei algumas coisinhas que eu gosto. É. E até chegar nesse, nesse nesse cheiro. E o pessoal quer que venda, ai vende difusor para pôr em casa, ai para pôr no carro. Ai, é muito cheiroso. Só que tem coisas que nem tudo é sobre monetizar, né? Então é isso. É uma identidade, né? Uma experiência. Exatamente. Uma experiência. É isso, uma experiência sensorial, porque o cheiro, né, ele ele trabalha muito com a memória afetiva. Uhum. E aí a gente lembra o cheiro da casa da avó, o cheiro da comida que a gente gosta mais e tem o cheiro da balô também. São frequências, né? Exatamente. E é um cheiro muito maravilhoso, né? É isso. Já vou mostrar mais um pouquinho do andamento. Não tem erro, é super fácil de fazer. Ó, já estamos aqui com 1 2 3 4 5 bolsas. vai fazendo e ele vai criando forma também. Se quiser não fazer ele todo e fazer menorzinho para poder fazer uma pulseira ou uma tornozeleira, é o é a mesma prática, a mesma lógica, né? Isso. A mesma sequência. E aqui no Brasil é mais comum encontrar no Nordeste. Então, então eu eu costumo eh adquirir no Nordeste. Tem a feira de São Joaquim lá em Salvador que tem assim uns buzos bonitos, tem algumas peças mais eh diferenciadas, né? um porque eu eu até o o litoral, assim, se a gente for observar eh as praias, conforme a gente vai subindo, né? Eh, ele já tem uma outra tonalidade no tom da água, já tem algumas praias, a gente consegue ver as tartarugas, né? ter um pouco mais de de diversidade. Isso. Talvez bujos deva ter também, né? É, pode ser. Pode ser. Rio de Janeiro. É porque assim, aqui no litoral de São Paulo não é tão comum encontrar, né? Mais conchinhas mesmo, naquele outro formato mais tradicional. Isso. E dá para imaginar o tempo que demorou para formar. Ai, olha, interessante, né? É. E aí essas voltinhas, eu não sei se vai dar para ver direito aqui, mas ele tem umas voltinhas, né? E essas voltinhas, eu não tenho nenhum partido aqui para vocês verem. É, é de acordo com a idade dele. Essa, essa barriguinha aqui, se nó é que eu não tenho nenhum. Deixa eu ver se tem algum mais abertinho aqui. Dá para ver acho que um pouquinho mais, ó. É de acordo com a idade. Então é que assim é mais tempo de vida, porque conforme ele vai ficando maior, aí vai aumentando essas voltinhas que tem aqui. Sensacional, né? Sim. E é isso, né? você estudar, você procurar saber, eh, entender o que que você tá usando, o que que você tá fazendo, o que que você tá escolhendo. É bem interessante isso, né? É com significado, né? Sim. Como você disse, você tá usando uma história, né? Isso aqui já tá tomando forma, já tá super comoo lindo. É uma coisa que você pode fazer assim tranquilos ou sei lá, depois que você pega o jeito, você pode estar assistindo algum programa, alguma ouvindo uma música. A hora que você vê, você já terminou um podcast. podcast rapidinho ali, você já deixa eu pegar mais umas maiores aqui rapidinho. Às vezes tem que tomar cuidado, senão você vai fazendo e até perde e passa, faz demais. Aí às vezes tem que desmanchar porque fez a mais. Eu sou suspeita, né, porque eu gosto da atividade manual. Eu acredito que ela transmuta assim. Uhum. Tem dias que eu tô assim, eu são os dias que saem as peças mais bonitas, sabe? Que você precisa canalizar a energia. Ah, quando você tá acelerada. É. Aí eu vou abro a bancada. Bom, deixa eu ver o que temos aqui hoje. Legal. E aí sai. Aí a gente consegue criar. E aí ele já vai, ó, já tá ficando maiorzinho, ó. Que lindo. E você como empreendedora tem muita coisa para fazer, né? Não é simplesmente e ao mesmo tempo você que faz as peças. Então você se dedica quanto tempo para fazer as peças? Mais ou menos? Olha, eu confesso confesso que é algo desafiador essa gestão do tempo. Uhum. Porque eh uma das coisas que eu também gosto de dizer é que eu não quero eh fazer da Balô uma coisa de de produção e escala. Então, eu respeito muito eh o meu limite, o meu tempo. Às vezes o processo criativo ele demora um pouquinho, mas às vezes ele vem, às vezes vem de madrugada e a gente vai desenvolvendo. Então, assim, eh, bom, hoje preciso produzir, vou ter um evento, preciso me organizar para poder ter as peças. Aí eu procuro, nesse caso, eu procuro me dedicar alguns momentos na semana para essa produção dessas peças para poder ter o que levar, mas não gosto de, ah, hoje eu vou fazer 30 brincos, sabe? Ah, hoje eu vou ficar das das 10 às 22. É sobre inspiração mesmo. E isso e o cuidado também, porque às vezes as pessoas falam assim: "Ai, você não trabalha com revenda?" Não, porque ela tem uma dedicação, tem todo um cuidado de você escolher qual que é a bolinha que vai pôr, qual que é o buzo, o tamanho, separar. Então assim, não tem como você chegar até ser desrespeitoso, querer comprar o trabalho artesanal é no atacado. Mas aí eu sempre faço uma produção e aí eu vou repondo, né? Bom, preciso colocar alguns brincos maiores. Aí paro um dia para fazer esses brincos maiores. Bom, preciso criar, preciso fotografar, porque eu adoro fotografar as minhas peças. É, é você que fotografa pro Instagram? Ah, então vocês vão ver porque as fotos são lindas mesmo. Sim, eu gosto. Gosto de ir na natureza. Por exemplo, se eu vou à praia ou se eu vou, sei lá, para um sítio, eu levo algumas peças. Eu sempre tô com algumas peças na bolsa, porque às vezes eu coloco assim na árvore, nas folhas para fazer. Faz um ensaio, gente. Faço o ensaio da da das peças em casa. Mesmo assim, eu já penso nas decorações da casa, porque depois eu utilizo muitas coisas da casa para para fazer parte. Eu falo que abalou é a extensão de mim, então não tem como ser diferente. Sim. E o nome abalô. É abalô de abalar as estruturas. É de chegar, de chegar com tudo. É isso. Muito bom. trabalha um cinto. Dá, dá para fazer cto, dá para fazer é bracelete que põe mais aqui em cima ou uma pulseira, tornzeleira, dependendo como for, dá para você dar duas voltas. Eu vou fazer o a finalização de uma forma que dá para você dar a volta no fio e dar um nó para poder usar pulseira se você quiser. Hum. Ele já tá com 1 2 3 4 5 6 7 8 9. Vamos colocar mais um pouquinho aqui. Às vezes a pontinha ela vai, como a gente fica eh passando as bolinhas, a gente precisa dar um cortezinho pr porque ela dá uma desfiada também. Vamos considerar isso no tamanho total, né? Isso. Por isso que eu sempre falo, cortar um pouquinho a mais, mas não tanto que depois desperdice. Uhum. Eu também sempre gosto de deixar caidinho para trás para ficar um charminho nas costas. Sim, eu eu imaginei que seja bem interessante a hora que você falou. Sim, fica legal. Tem algumas pessoas também que fecha na frente. Depois a gente vai fazer um acabamento bem legal também que dê pr É, deixa eu tirar esses daqui que a gente não tá mais usando, né? Aí fica mais fácil para abrir também. Sempre assim, um por cima e um por baixo. Fica uma peça muito bonita. Tem também diversos tipos de fios. Às vezes você consegue achar um fio encerado de uma cor também mais aparentemente mais fina, menos rústica. E para você usar também numa ocasião especial. Aí você coloca uma pedra, uma coisa, uma uma esfera, um algo mais eh lido como fino, né? é menos rústo isso porque também tem esse apelo, né, do do da d ess essa que o rústico ele muitas vezes ele não é valorizado, ele não é em sua grande maioria, ele não tá no nos padrões, acho que essa é a palavra, não está nos padrões. É lido como exótico, né? você usar uma uma peça mais uma biojoia, né, que as pessoas falam, tá tá muito em alta agora, né, que utiliza sementes, fios, tem que dar uma tem sua beleza, na verdade, né? Sim, sim. Todos têm sua beleza, mas a gente sabe que aquilo que que chega mais, aquilo que é que ocupa as vitrines, acaba acaba sendo algo um pouco mais diferente, né, de de do que essas peças naturais. Sim. é um público muito específico. Ah, às vezes as pessoas perguntam: "Ah, mas você não faz assim?" "Ah, mas você não trabalha com prata?" Ah, ah, mas você não. Se você quiser um brinco com uma base de prata, a gente pode organizar e isso, tudo tal, mas a proposta da marca, ela tem uma história a ser contada. Uhum. e que não é eh e essa esse esse tipo assim que a gente tá mais acostumada a ver, esse conceito, esse conceito, essa proposta. Olha, nascendo quase. Pois é. Aí nós colocamos mais um. aqui não pequenininho. E aí a gente vai fazer o acabamento gran final. Isso para ficar o charminho. Não parece nada. Aí nós vamos dar os dois últimos nozinhos aqui e finalizamos essa parte. É importante dizer que ela fica toda retorcidinha assim, mas quando a gente coloca ela no pescoço e fixa ela, amarra com o fecho, que eu já vou mostrar já já como que nós vamos fazer, ela ela fica sentadinha certinho no pescoço. Tem o pescoço de base. De base. Isso. Exatamente. Aí aqui o que que nós vamos fazer? Nós vamos colocar uma bolinha dessa daqui. Vamos pôr uma meninazinha. Vou ver se ela vai passar. Gente, passou, passou, passou. Aí a gente pode colocar esse daqui que é diferente, que tem um brilhinho também, é uma rodelinha para dar um um toque especial na nossa peça. A gente vou ter que dar mais uma cortadinha. E essas essas esses cortezinhos que a gente faz não precisa ser nada muito grande, é só por conta desse desfiar. E aí nós vamos colocar o buziozinho aqui na ponta, bem charmoso. E aí a gente vai dar um nozinho aqui, na verdade, para ficar bem firme. Ah, ele vai ficar penduradinho mesmo. Isso. Mas o ideal é que, opa, que ele fique bem na pontinha mesmo. Uhum. para poder ter mais possibilidades quando a gente vai amarrar. Se de repente quiser dar e fazer uma pulseira duas voltas, quanto mais fio a gente tiver aqui sobrando, melhor. Agora se você pensa assim: "Não, eu só quero a choker mesmo." Uhum. E aí, por que a cola de contato? Porque a cola de contato a gente vai dar um pinguinho aqui para esse nó não se desfazer. Ah, vai selar também. Isso. E quando é o fio encerado, a gente pode colocar ou o isqueiro ou uma vela que ele derrete. Hum. Esse funde ali trava isso aí. A gente pega a cola de contato e vai dar um pinguinho aqui, ó. e vai deixar ele dar uma secadinha. E aí depois que a gente colocou a cola de contato, a gente vem, nós vamos com a tesoura cortar essa parte excedente bem rente. Isso, bem rente. E aí a gente pode descer tudo aqui pra ficar tudo bem juntinho. Hum. Essa parte aqui vai ser um acabamentozinho. Agora ele fica um pouco durinho porque acabou de colocar a cola. Uhum. Mas depois ele acenta. Essa partinha aqui é linda acabamento. E aí no outro pode fazer igual. Pode colocar só pedrinha, pode colocar só bolinha, pode colocar um búzio. A mesma lógica. Isso aí. E o gostoso é que a gente pode se divertir, né? Coloc pode colocar. Eu vou fazer diferente. Vou pegar e vou colocar só esse daqui. Vou colocar dois desse daqui. E é engraçado porque eu tenho visto muitas crianças com estojos de pedrarias e fazendo pulseirinhas. Eu também tenho visto. E aí eu falo assim, gente, eu acho que esse esse é o meu brinquedo de gente grande, né? Porque tem, acaba tendo um monte de estojo. Aí posso colocar três. Aí venho com uma aqui maior. Passo aqui. Dou um nozinho nele próprio. Venho firme. Coloco aqui uma pontinha de coco e já deixo aqui que ele trava, ele não vai sair, ele fica coladinho. Ele fica coladinho. E aí depois esse daqui vem e fica aí a gente vem, corta aqui. Nasceu e nasceu a nossa criança. Chegar aqui para dar para ver, tirar os excessos. Essa é uma que até poderia molhar, mas não com frequência, né? Isso porque é o ideal, né? Porque se você vai pra água, ele o algodão, o próprio algodão, ele começa a se corroer. Porque aqui na onde é feito esse corte para poder abrir os buzes, aqui tem um fechadinho, ó, que nós vamos utilizar para fazer o brinco. Ele tem, ele é feito esse corte geralmente com a lixa. Ah, né? coloca assim na na lixa e aí ele vai abrindo até chegar na no altura que a gente quer. E aí acaba ficando uma superfície que com muito atrito, atrito e mais água, mais, né, o o uso não adequado pode pode danificar isso, cortar o fio. E aí, ó, fio, olha que lindo que fica. Que lindo. É só não vou colocar porque eu já tô de colar. Mas fica uma coisa que daria para dar eh várias voltas. Aí você amarra passando por aqui. Isso aí. Para fechar, nós pegamos uma das duas alças que ficou, a gente passa aqui naquele naquela alcinha que a gente fez lá no começo. Passa os pingentinhos que a gente colocou tudo para ele ficar bonitinho, penduradinho. Opa. que eu passo esse foi. Agora foi aí a gente vem aqui, acerta os buzos bonitinho, depois eles vão se assentando. Aí eu puxo aqui, ó, e de choker vira uma pulseira. Que legal. Aí você pode isso aí você pode dar o nozinho e ele fica com esse charminho pendurado também. Lindo. Amarrar sempre de um jeito que fique confortável. É. importante para não ficar depois, não é só a questão da estética, sempre tem que ter o conforto também. Sim. E aí a gente dá um nó, aquele nó que também não é aquele nó que não vai sair, isso que não vai sair nunca mais. E nesse caso, o fio de algodão, ele também é mais tranquilo nessa parte do nó, porque o fio encerado, por ele ter essa essa superfície mais escorregadia, ele vai cedendo. Então a probabilidade de soltar esse nó, de ter que amarrar muito forte, aí pode acabar tendo que cortar depois para tirar. Isso é um dos motivos pelo qual eu prefiro. O de algodão ele é resiste mais nesse sentido na parte da amarração, né? Isso. Então, aqui está lindo a nossa Joker de búzios com brilho personalizada. Deixa eu abrir aqui, deixar ela aqui do ladinho. E a gente vai fazer um brinquinho para combinar. Sim. Deixar ela aqui. Eu confesso a que você começou e fez a esse fechinho. Eu fiquei imaginando que que será que como será que vai ficar? A gente já imagina que é uma coisa só, né? Sim. Isso. E aí nós vamos utilizar, né, nessas fechar aqui a cola, que é importante que nós não vamos mais utilizar a cola nem a tesoura, então a gente já guarda. Esses buzos abertos também não. Agora nós vamos usar esses fechadinhos. E aí eu peguei dois para fazer o parzinho. Uhum. E aí nós vamos pegar os dois alfinetes de contrapino, as pedrinhas que a gente também tem aqui já e as bolinhas, esferas de acordo com a preferência. E dessa vez nós vamos utilizar o alicate. Ah, e também os as bases, né? As bases com pino de brinco. E agora, como que a gente vai dar vida nisso? Vamos pegar o alfinete, a gente coloca uma bolinha, no caso. E aí é muito de acordo com o gosto. Eu vou seguir essa lógica dessa peça que a gente fez aqui. Uhum. Vou colocar um desse daqui, uma rodelinha em cima. Vou colocar uma outra bolinha do mesmo tamanho e uma bolinha menor. Aí eu vou vir com o alicate e vou dar um corte aqui, porque eu vou encaixar essa base do brinco aqui, ó. Essa parte vai ficar bem aqui. Então eu vou cortar numa altura que eu consiga fazer uma voltinha. A gente deixa um espaço que é melhor sobrar do que faltar. Esse alicate ele corta e e abre e fecha. Nós vamos encaixar essa saidinha que é esse essa parte redondinha aqui no alfinete. E vamos vir com o alicate e fechar aqui. Fazer uma voltinha de uma forma que ele fique bem preso. Ó, dá para ver direitinho. E aí nós vamos pegar uma das argolinhas de elo aqui que eu esqueci de pegar antes. Vamos abrir ela com o alicate. Vamos pegar o buúzeio que já tem o furinho. Pode ser aquele fechado da choker ou é o aberto que nós utilizamos na choker ou esse fechado que tenha um furinho. E aí a gente passa aqui a argolinha e coloca aqui nessa nesse buraquinho que já tinha no alfinete. Aí a gente vem aqui com o mesmo alicate, fecha e fecha de um jeito que ele cruze aqui pra não correr o risco de sair o buúzero. E está pronto o nosso brinco. Aí a gente coloca aqui a tarrachinha de silicone ou de metal para que for mais confortável. E já temos um brinco combinando com a nossa choker. E aí, vou fazer o outro bem rapidinho aqui, que depois que a gente aprende um, o outro é super rapidinho. Uma bolinha maior, uma rodelinha. Outra bolinha. Opa, outra bolinha grande. A bolinha pequenininha. É só reproduzir. Por isso que é importante também sempre olhar pro outro que já tá pronto. Nós vamos cortar, fazer o corte com o alicate. A base do brinco com a saidinha aqui. Esse alicate é umirão, né? Ele é aonde eu vou assim, eu levo ele porque ele salva a argolinha pra gente poder colocar o búzio aqui. Passa aqui no furinho e coloca aqui na saidinha também. Opa. A parte a parte redondinha pra frente. Isso aí fica gosto, né? Porque tem pessoas que gostam de que ele fique É verdade. Ele pode usar dos dois lados, né? É como ele ele é assim fechadinho, né? E às vezes ele nem vai parar assim de um jeito só. Ele tem uma vida própria. A gente coloca a tarrachinha aqui e já tá pronto o nosso conjuntinho com a nossa, nasceu com a choker e o parzinho de brinco de buz e gemas com o detalhe prata. Muito obrigada. E para você que assistiu esse programa e quiser rever ou compartilhar para saber o passo a passo direitinho, é só acessar o YouTube da TV Câmara Campinas e buscar por faça a você mesmo. E esse programa sempre aos sábados às 16 horas e você conhece uma arte nova para fazer. Muito obrigada pela sua companhia e até o próximo sábado. เฮ