Transcrição automática gerada por IA. Pode conter pequenas imprecisões e ainda não
passou por revisão humana. Use Ctrl+F para buscar termos dentro do texto.
[Música] [Aplausos] [Música] Mais um episódio do Faça Você mesma aqui na telinha da TV Câmara Campinas. E hoje a gente vai mergulhar no mundo da cerâmica. Mas não é com qualquer um, não. É com artista ceramista Rogério Carvalho. Muito obrigada por nos receber no seu atelier. Cheio de peças lindas, com personalidade. Muito obrigada aqui por atender toda a nossa equipe. Eu que agradeço essa oportunidade, né, de falar um pouquinho mais sobre a cerâmica. 17 anos que eu trabalho na prefeitura de Vedo, no centro cultural e também com dois ateliês que eu dou aula particular e faço isso nessa correria toda porque é uma atividade que me encanta, que eu adoro. E hoje eu vou contar um pouquinho para vocês como é que a gente faz uma peça que já tem aí uma história muito longa, mas uma peça milenar, uma técnica milenar que já avançou aí algumas fronteiras, como isso foi lá na Ásia, no Japão, né? E hoje aqui no Brasil, apesar da gente ter muita coisa na cerâmica eh indígena e tal, mas a nossa cultura ainda é muito regada na cerâmica asiática e japonesa, principalmente. Rogério, mostra pro pessoal. Hoje você vai ensinar a fazer um bol, mas através dessa sua técnica dá para fazer várias peças. Sim, você pode fazer vários formatos, mas especificamente hoje nós vamos fazer este aqui, tá? que é um bow é feito. Eu vou utilizar duas técnicas, o print pot e o acordelado, que são duas técnicas bem milenares, que todo mundo, todo ceramista faz isso até hoje. Já na África, aqui na América Latina, nos Estados Unidos, todo mundo repete essa mesma técnica que ela é bem ancestral. Então essa aqui é um pouquinho maior. Aí tem um essa que a gente chama de taan, que é um pouquinho menor, né? Dá para ver que ela é um pouquinho mais parece mais uma canequinha de chá. Essa outra aqui já vem mais por um prato, né? Ó, como eu tinha explicado inter. Aí você tem que usar sua imaginação para descobrir o que que você pode fazer utilizando essas técnicas. OK, Rogério, entre todas essas técnicas, de onde surgiu essa paixão por cerâmica? Ah, paixão não, vou falar para você da paixão pela arte, né? a a arte da cerâmica, mas antes de de mergulhar fundo na cerâmica, eu pintava, desenhava, eu fiz faculdade de desenho industrial, mas nunca tive vontade de trabalhar como designer. Aí trabalhava no mundo corporativo. Aí quando o mundo corporativo acabou, eu mergulhei de a fundo mesmo no cerebro. foi onde eu comecei a pesquisar, criar, estudar, aprender e tô até aí hoje. E a minha mãe foi uma grande inspiradora do meu mundo artístico, né? Ela sempre incentivava a gente para fazia trabalhos manuais, ela desenhava nos nossos cadernos. Isso tudo acho que levou pro mundo da arte, né? E hoje nós estamos na cidade de Vinhedo, mas você vai também muito para fora, né? Você viaja? Sim, eu viajo muito, participo de de eventos no exterior para aprender um pouco, trazer esse conhecimento pro pro meu público aqui de meus alunos principalmente, né? Já fui eh voluntário até antes da pandemia do congresso do cerâmica, né? a gente trabalha um pouco e aprende. Também participei do do Barro Calchaque, que é um evento que a gente tem aqui, que reúne tod 30 ceramistas da América Latina Cord que acontece ele é Bienal, um ano em San Carlo, na Argentina e no ano seguinte é no Peru. Este ano vai ser no Peru. O pessoal daqui da região, Vinhedo, Campinas, eh, Atibaia, brasileiro, principalmente o pessoal que dessa região gosta da arte de cerâmica aqui. Posso te dizer que 100% Sim, nós temos aqui só em mesmo nós temos em média de uns oito seranistas muito conhecidos no Brasil e no exterior. E aqui em Campinas, Barão Geraldo, eh, Itupeva, Itatiba, tem vários terísticas, são todos. Então esse público tá todo por aqui, esses grandes e qual é a peça chave que você sabe que você vai fazer e todo mundo vai cerâmica. É cerâmica. Olha, eu sou muito eh eu eu faço um pouco porque na cerâmica ela é dividida em várias. Você faz manual, que é esse aqui, ou você faz torno, ou você faz escultura. Eu acredito que o meu o meu a minha, como é que fala? Meu diferencial seria na escultura. Eu adoro escultura. Eu até tenho essas, essas aqui, aquelas meninas todas, essa outra que tá aqui, quer que eu pegue para mostrar? Mas não preciso. Então assim, eu faço, eu sou bem eclético, eu faço modelagem manual, mas escultura é o meu forte. É a sua paixão. Minha paixão. Agora para fazer esse bol precisa dar trabalho. Qualquer pessoa pode fazer. Olha, é uma técnica muito simples e quer dizer se você tiver um pouco de talento e vontade para trabalhos básic, vai tirar de letra. Porque não precisar de ferramenta. Você não tiver ferramenta, você usa um palitinho, uma valetinha de bambu. Ó, tá vendo? Uma valetinha de bambu. Só você afinar aqui, ó. Ela serve pra cortar. Ela serve para alisar, ela serve para riscar, porque aí você precisaria de uma peça para cada processo desse. Mas o bambozinho você tem tudo aqui na mão, a peça chave, o palitinho de unha que vocês usam, tá ligado? Pra escultura e para qualquer outro trabalho manual, ela é muito bom. Tá vendo? Ó, uma outra esteca aqui que a gente, essa aqui já é mais específica, mas aí se você não tiver, você pode usar isso aqui ou esse aqui, tá? Não tem problema não. Essa aqui eu uso às vezes para dar um acabamento mais mais eh bonitinho, o que seja, então mais fino para fazer um detalhe, uma coisa que às vezes com esse aqui não dá, mas necessariamente não se preocupa não, tá? Isso aqui também é bem específica para alisar, ó, para você fazer para quem faz estrutura, fazer cor, fazer olhos. Então, é, são peças, às vezes você tem tanta peça e você não usa, tá? São peças, você elege assim cinco pecinhas que você vai usar para tudo, tá? Um riscador. Isso aqui é riscador. Esse aqui já é específico. Mas se você não tiver isso aqui, você pega quatro palitinhas de dente, passa uma fita crepe e supõ seu riscador. Você usa ele até esse palito quebrar, entendeu? Então cerâmica não precisa comprar tantas. Um pincelzinho, pode ser esse, pode ser um menorzinho que esse, não tem problema, tá? Isso aqui dá para você fazer escultura, fazer utilitários. Seja dá para fazer arte. Isso. Arte técnica faz com qualquer dia, se você tá ah, se você não tiver nenhuma ferramenta e quer fazer um trabalho para trabalhar com gelo, pega um gravetinho em qualquer cri uma ferramenta. Olha que legal, que aulão. E para fazer toda essa aula, é claro que a gente vai passar para vocês agora a lista de materiais. Para fazer a peça de cerâmica. Você vai precisar de argila, esteca ou vara de bambu, espátulas, riscador. Anotou tudo? Não se esqueça, toda essa lista vai estar depois no descritivo deste vídeo que vai pro YouTube. Vá lá na nossa rede social TV Câmara Campinas, acesse playlist que vai ter esse episódio e muitos outros para você aí de casa. treinar, fazer, empreender e o que você quiser. Rogério, mão na massa. Você já colocou aqui a argila, mas não é qualquer lugar que a gente encontra, não. Boa pergunta sua. Argila, argila profissional aqui na região de Vinedo, a gente vai encontrar em Valinhos, tá? O fornecedor é o Rezende. Então, para nós aqui da região, eu como sou trabalho só aqui, eu só uso a argila. Então, mas você pode encontrar, se você tá em outra cidade, você compra. São Paulo tem vários fornecedores, tal, mas aqui é a gira profissional do Resende, tá? A boa mesmo. Para nós é boa, posso garantir que é boa, tá bom? Os alunos todos usam só do respeito, tá? Tá. Então vamos lá fazer a nossa o nosso pinch pot com a cor dela. Pint. Então, pint é uma técnica bem antiga, milenar. também que a gente começa através de um de uma bolinha de agila, ó. Ness nesse caso aqui, ela vai servir como uma base, tá? Então eu começo assim, ó. Encontro um meio aqui. Aí o que que eu vou fazendo? Eu vou girando e a minha mão serve como uma uma guia ou com um espessor. Eu vou sentindo uma espessura, ó. Você vai apertando. Vou apertando porque ela precisa expandir, certo? Ela precisa abrir. Então eu vou eu vou girando e não posso ir abrindo assim, tá? Os dedos tem que ficar preferência encostado porque senão eu vou ter uma um diâmetro muito largo aqui. Não é o que eu preciso agora, tá? Eu vou girando e vou expandindo isso aqui, ó. Ó como ela já expando. Já abriu. Agora o que eu quero? Eu quero aumentar um pouco e a profundidade e abrir mais o diâmetro. Aí eu coloco aqui na cola da minha mão assim, pego os meus dedos, eu passo até dar uma molhadinha e começa a girar, tá? Tá. Eu vou [Música] girando porque ela vai abrindo mais, tá bom? Ela vai abrindo. Aqui eu já tenho uma base, ó. Uma base para fazer o meu, a minha essa peça aqui, tá? Tá, eu vou até pegar aqui meu torno. Isso aqui não é necessário, tá? Você não necessários. Por quê? Porque eu preciso fazer esse movimento aqui. Se eu aqui na mesa ele não vai girar com facilidade. Tá. Dá para usar aquelas a bailarina de bolo também. de bolo aqui os alunos usam porque aqui o óculos tá muito barato. Um torno desse aqui, se for de metal, ele tá muito caro. Então a bailarina é bem é bem interessante. Agora nós vamos fazer um acordelado. Cordelado nada mais é que um cordãozinho. A gente fala cordelado porque é cordelo, né? Então a gente rola aqui, ó, sobre a mesa. Nunca se faça isso em cima de um tecido, porque o tecido absorve muito a umidade da argentina. que aqui nós temos 90% de barro de água, tá? Então se você fizer isso no tecido, vai absorver mais umidade dela. Ó, isso aqui um rolinho acordada. Que que nós vamos fazer? Nós vamos colar aqui em cima, ó. Então, o riscador, se você não tiver, você usa o palitinho de dente, tá? Tá? Todas vezes que a gente une duas áreas de de argilo, a gente tem que fazer isso aqui, porque tem que passar o riscador. Tem que passar o riscador e passar ou você passa água ou você faz o que a gente chama de barbotina, que é a própria argila líquida. Uhum. Você pode fazer isso aqui, ó. Pega um, faz um um potinho assim, põe aqui a sua água e você faz uma uma uma gominha, uma goazinha aqui, ó. Isso aqui é cola. A própria cola e a própria gela é a cola. Mas como eu não vou usar isso, eu vou usar tuna. Tuna é feito, tava explicando que tuno é feito com cactus palma. Você você extrai do cactus, tá? Essa essa vamos dizer esse líquido, esse líquido que ele ele ele solta quando você passa ele por um processo. E onde acha pr comprar? Não, você não compra. Não compra. Você faz você mesmo. Ah, é. Você pega uma folha de palma que ela é grande, tira os cinos, corta em cubos, deixa de molho na água mole, ela começa a soltar aquela seiva dela lá, secoua, põe dentro e tá pronto. Tá pronto pr usar como cola. Como cola pra brunir, né? Brun é bolo, é brilho. Aí você risca aqui, ó, também essa outra área. Passa um pouco de perna. e coloca aqui em cima. Vai colando. É. Aí você vai cortar aqui, ó. Você faz um corte assim, 45º, ó, para que ele encaixe. Tem que ser sempre de 45º. É ideal 45 para ficar com acabamento interessante. Aí você vai fazer o seguinte, ó. Você vai colar este acordelado aqui, ó. Você vai puxar, ó. Isso aqui é só para fixar, tá? O acabamento a gente dá depois, porque tem gente que já quer dar acabamento, né? Não é sempre sincero. Tem todo um passo a passo. Tem a cerâmica é um processo mais lento, né, de trabalhar aí, ó. E essa parte que sobrou aqui, ó, a gente cola aqui, ó. O pedaço, você cola aqui, ó, na base, tá [Música] vendo? Você cola aqui na base, porque como vai líquido, isso aqui tem que tá muito bem vedado, né? Tá. Então aqui nós temos já a nossa primeira nossa primeira cordelada. Agora vamos pro segundo, né? Que eu vou colocar dois. O que que eu vou fazer? Vou rebaixar essa área aqui, ó. Fazer um rebaixo aqui, ó. Tá vendo? pressionar para o lado de fora. O próximo eu faço esse rebaixo pro lado de dentro. Por quê? Porque aí eu vou ter uma área onde vou ter uma parede onde eu posso expandir e ela não vai não vai acontecer nenhum problema de soltar essas emendas, né? Tá? Aí a gente faz outro do lado. Você pode fazer uma peça alta, uma peça baixa, mas para esse tipo aqui de estrutura que eu montei, acho que a gente faz só usa só dois acordados, tá bom? Mas se eu quisesse fazer uma peça maior, eu poderia fazer uns quatro cinco, no mínimo, né? Sim. Quando a gila da mãe plástica. Plástica é quando ela tá assim porca aqui demon. Tá vendo? Tô. Então, na realidade você nem precisa fazer isso que eu tô fazendo, mas eu vou, tô explicando da forma correta, porque as pessoas depois ai, né? Não colou, soltou. Então é bom sempre colar, riscar e colar mesmo. Então aqui f um pedacinho. Risca para colar. É, tem que churar mesmo, riscar. riscar mesmo, tá vendo? No sentido da palavra, senão às vezes tem pessoas que faz só uns riscos bem espaçados, isso não [Música] cola. [Música] OK? Agora este acordelado eu vou eu vou empurrar para baixo, tá vendo? Vou colar no de baixo. [Música] Essa técnica é para ir colando as peças. Isso para você fazendo a junção do acordelado, um um acordelado sobre o outro, né? E vai criar uma parede aqui firme. Depois você vai poder expandir ela. E essa parte que sobrou aqui, ó, eu vou puxar para cima, ó, para garantir que isso aqui não solte. Aqui acho que dá para fazer três. Vou fazer três, tá? Três acordelos. E para quem faz também é uma terapia, tá? Cerâmica ela é bem terapêutica. Esse processo aqui de que você se envolve na criação, ele é muito bom. Eu, por exemplo, tem vários alunos que fazem por recomendação mesmo, né, de terapeutas. para trazer um pouquinho pro chão. É aquele processo de você ser o criador, você fazer, você se ver ali aquela sua peça. Maravilhoso, né? Criar e eu brigo muito com os alunos também nesse processo criativo, né? A gente hoje tem muita muita ferramenta para pesquisa, né? Você pesquisa e tem uma referência, né? ficar copiando que já desiste, né? Eu acho que não é muito saudável. Ah, não é saudável porque você não estimula seu sua criatividade, né? Você não pensa não, já tá pronto, né? E é legal treinar o cognitivo ainda mais com o passar dos anos. Muito importante. Qual cérebro, né? Cérebro parado, editados a Deus, né? Nessa era de celular imediato. Aham. Tem que pensar. Temos pensar e repensar, né? Aqui eu vou, então agora eu vou puxar para cima, né? O outro eu puxei para baixo. Então esta técnica é boa porque essas amarrações aqui, ó, elas garantem que a gente tenha um resultado bom depois, tá? Não tenho surpresas de de que isso aqui solte. Então começa lá pequenininho uma bola, depois vai aumentando. Isso, vai aumenta e vai aumentar mais ainda, porque isso aqui eu só tô construindo fazendo a estrutura, né? Eu não comecei a modelar ainda a peça que eu quero, a forma que eu quero. Então, ó, a minha agilha tá boa, ela tá plástica. Então, aqui tá bom. Duas é o ideal. Então aqui nós já temos a estrutura do meu da minha peça. Agora eu vou começar a trabalhar com o outro. Eu vou pressionar um pouco aqui as paredes porque elas estão bem grossas, né? Ó, observar, ela vai começar a subir, ó. Ó, tô aumentando o tamanho, a altura dela, não tá? Tá. E aí eu tenho bastante massa aqui dentro. O que que eu vou fazer? Eu vou mandar ela pras laterais. Aí que eu vou usar uma frutinha. Se você não tiver isso nada parecido, sabe o que você faz? Você pega um cartão de crédito velho e corta assim. Faz um tá certinho. Ele serve passa uma listinha, ele maravilhoso. Faz tem a mesma função que esse. Tá. Como, como a indústria precisa sobreviver, precisa vender, né? É. Então agora o que eu vou fazer, eu vou expandir pr as laterais. Coloca mão aqui. Posso usar até a mão, tá vendo, ó? Vou empurrando porque eu tenho muita argila aqui, tá? Eu vou expandindo ela aqui, ó. Vai abrindo bol. Ela vai [Música] abrindo. Vai abrindo e vou apertando também para para aumentar um pouco a altura dela, tá? Se eu quiser puxar aqui também, ó, para aumentar a altura, ó. Nossa, acho essa parte mais legal. Eu acho, na verdade, o momento acabamento. É legal gosto. Para você que ligou a TV agora, nós estamos no programa Faça Você mesmo aprendendo a fazer um bol de cerâmica. Isso aí. [Música] Depois isso aqui vai secar, né? Vai demorar mais ou menos uma uma semana para secar, proteger do do da luminosidade, do calor, esses direto, né? E aí deixa onde? Deixa numa parte escura de um armário. Você pode colocar no só plástico e guardar lá num lugarzinho bem escuro da sua ou do seu anterior ou da sua casa. Não sei se tá bom. Jamais você deixa direto no sol, tá? Porque o sol em dois, em uma horinha já trincou todinho a sua peça que fica ressecado. Ela vai perdendo umidade muito rápido e a cerâmica tem que perder umidade devagar. Quanto tempo mesmo? Assim, protegido. Uma semana, ela vai est num ponto que a gente chama ponto de couro, que é um ponto mais um ponto de secagem mais firme, tá? Depois de umas uns 15 dias, ela já tá no ponto de osso, que ele já perdeu quase 90% da água, tá? Aí você pode dar acabamento com lixa se você quiser. Aí depois ela vai ser queimada. Aí vai pro forno, que a gente chama a primeira queima de biscoito. Ela vai queimar por aproximadamente umas 8 horas me 9 horas. Depois da segunda queima que vai mais 10 horas mais ou menos, que é onde a gente passa o esbo, né? É um trabalho simples, porém cheio de se você for fazer uma cerâmica mais moderna, sim, ele vai ter todos esses processos aí, mas se você for fazer uma cerâmica de raiz que não vai esmalte, você faz uma única queima, faz um forno de de com madeira mesmo, queima lenha. Aham. Só que você queima temperatura mais baixa, né? Então, mas os nossos indígenas usam isso, eles fazem isso, queimam a lenha e a peça fica, porque eles têm um processo de acabamento de bronir, polir para fechar os poros para que você possa receber alimentos e líquidos, né? E as nossas a gente usa esmalte cerâmico, que é um produto mais moderno, né? Rogério, quando você vai colocar uma peça dessa no forno, tem que tá desligado e aí a peça acompanha. O processo é assim, você, o seu forno tem alguns programas, então ele tem os patamares de queima, né? Ele começa com temperatura ambiente 20 e poucos graus. Ele vai aumentando. Eh, eu que programo. Eu quero que ele aumente 3º por minuto. Eu vou lá mesmo. A primeira queima, primeiro patamar, ele tem queimar 100º, demorar, vamos supor 1 hora. Depois 200º mais 1 hora. Até 400 e poucos graus. Ele tem que ser uma pena bem lenta. Depois disso, a partir de 400, 500, ele já pode aumentar um pouquinho mais rápido, até chegar aos 900. Aja gás. A, então tá certo. Aja gás e energia. É energia. Uma peça dessa quanto, por quanto que você vende o preço ali padrão? No produto final del vamos essa peça aqui, eu venderia, claro, dependendo do esmalte que eu vou usar e levando em consideração essas duas queemas, a energia que eu gastei e tal, eu venderia por uns R$ 120, R$ 130. E tem conjunto também que você faz? Tem, tem jogos, né? Você pode fazer jogos de prato, jogos de xícara. Eu depende do do cliente que você encontra por Eu eu eu não faço muito pra venda, né? Mas eu, o meu foco mesmo é alma, mas não faço. Você você faz pouco tempo eu recebi encomenda de 50 bolos e 50 xícaras. Então, mas não é o meu forte trabalhar. Mas se pedir com jeitinho é assim, se me pedir com jeito eu faço. Rogério, qual o pedido mais inusitado você já teve ou já recebeu para fazer? É, em cerâmica. Cerâmica. É. Ai, depois eu te falo em off. Tá bom, deixa quieto. Voltando, voltando aqui. O que interessa, ó. Aqui, na realidade, como eu tinha explicado, ele pode chegar a isso e a isso, tá? Nesse processo que eu comecei a fazer aqui, ele tá, ele vai virar esta pesta aqui, o prato, tá? Uhum. Mas não tem problema porque a argila tá muito plástica e ela pediu quem manda é a argila, tá? Ela que comanda. Aí eu vou fazer o prato, o bolo para você. Quem manda é a argila? Sim. Argila tem vida própria. A argila tem vida própria. Ela que te comanda. Ah, ó, ele virou um prato. E essa e a a peça de cerâmica tá nossa no nosso dia a dia, né? Você tua casa, por exemplo, deve ter várias peças de cerâmica, não tem? Tem. Eu gosto Você não usa xícara, prato, caneca pra chá? Essas coisas. É claro que é feito, pode ser industrial, mas é uma forma de cerâmica do mesmo jeito. Ou é cerâmica ou é porcelana, tá? Tá. Porque porcelana é aquela mais clara, né? Branca. Eu gosto de usar, por exemplo, ah, eu gosto de tomar café em xícara, chá em caneca. Eu gosto de fazer todas essas divisões. Mas eu também como sou eu tenho milhões de canetas, né? De xícaras também. Fora as que eu ganho, né? Não sei. Parece que o li fica mais gostoso e ela mantém mais o retém mais o calor, né? É. Será? Não tem um boc de calor. Maravilhoso. [Música] Ó, vocês percebem que ela tá bem plástica, tá? Ela tá bem mole. [Música] Se eu quisesse que essa forma virasse, se transformasse nessa, agora eu poderia pegar um molde de G, colocá-lo lá dentro. Aí eu vou ter essa forma de boca, tá? Não vai ser o prato. OK. Virou um. Já que ela virou um prato, vamos deixar o prato. Lembrando que o Rogério falou que a argila tem a vida própria, ela vai conduzindo ali conforme você vai, gente, isso, a gente costuma sempre dizer que a argila é que comanda você, tá? Em algumas situações ela que manda, tá? Então é isso. Olha aqui, nós temos um prato. Para eu dar um acabamento melhor nele, é só quando ele tiver num ponto que a gente chama ponto de osso. Mas nesse momento aqui que eu posso fazer? Eu posso só acertar aqui, ó, a altura dele, tá? Ó, o palitinho, aquela varetinha de bambu que eu tinha te falado lá no começo. Sim. Porque às vezes você não quer uma borda é mais orgânica, né? Você quer certinho. Então você corta aqui, ó. Você pode cortar com uma faca ou com a ferramenta que nossa, pela experiência do Rogério, ele vai a olho. Se eu for fazer isso vai ser torto. A gente tem vários quilômetros aí, né? Essa estrada da E sempre aprendendo, viu? Ninguém sabe de tudo, não. Sempre. Eu aprendo todos os dias, aprendo com vocês, aprendo com os alunos, aprendo com qualquer pessoa. Tá sempre ensinando alguma coisa dentro dessa minha atividade aqui na Câmara, né? Na vida também a gente aprende, né? Mas essa é a graça de viver. Imagina se você soubesse tudo, né? Como é que seria? Mas você não precisava aqui prendendo não, não teria evolução. [Música] Então é isso. Olha, virou um prato. Ai, mas no prato do Gostei tá feio. É claro, depois que ele secar, você dá acabamento, você vem com seus esmaltes bonitinhos e vou pro forno, né? Aí você vai ter umado mais aos seus olhos, vamos dizer assim, né? Às vezes os japoneses já dizem, tem um um uma filosofia japonesa que chama o absab. Absab quer dizer, a beleza tá no olhar do que você pode ser que não você não esteja observando, enxergando nada nenhuma beleza, mas eu ele o eles podem enxergar alguma beleza no seu trabalho, né? É. Então isso é também é uma coisa que eu repito muito os meus alunos. Ah, não gostei. Mas eu adorei seu prato, adorei a sua peça, seu bolso, sua chique, sua caneca. E e aí a gente vio feliz, né? É gosto. É gosto. Tá bom. Aqui no caso, depois disso que você falou, você pega a peça com cuidado, coloca em um saco. Vou colocar um saco plástico. Se eu quiser que ela seque um pouquinho mais rápido, eu deixo esse saco entreaberto para receber um pouco de ar para ele, ele não pode secar de uma única vez, então tem que secar bem lentamente, né? Se deixar uma frestinha, vai entrando um arzinho ali, a própria umidade que ele cria ali, ele gira, ele quando você fecha, ele tem uma atmosfera que é criada ali de umidade e ajuda a proteger ele também. Muito legal isso. Essa aí uma semana, dois ou dois, dois, três dias, você já tá com ela mais firme. Aí você pode dar um acabamento. Aí esperar mais uma semana, tá seco, você queima. Dá uma dica pro pessoal de casa de que tipo de esmalte ela pode comprar para poder pintar. Olha, eu uso esmalte, tem que ser sempre esmalte cerâmico. A gente só usa esmalte de alta temperatura, pequena até 1240º. Porque antigamente a gente só tinha esmaltes de baixa. Esmalte de baixo o que que ele faz? Ele deixa o corpo cerâmico poroso. Uhum. Ele absorve muita umidade e começa a embolorar tudo. Ah, já teve a oportunidade de ver uma peça todinha craquelada assim. Craquelada já vi. É tudo queima de baixa temperatura, tá? Ah, e aí queima de alta temperatura não, você não vai ter esse problema. Ela é feita essa queima de alta já sinteriza bem, fecha bem se o corpo ferado. Então eu recomendo sempre alta temperatura até 1240. Anotou? E lá vai ter várias cores que podem fazer essa cor. Aí você vai ter que entrar lá nos sites de esmalte cerâmicos e escolher as suas cores e cores cores com esmalte reagente, esmaltes mais e chapados. Aí vai do do do seu olhar, né? Eu, por exemplo, gosto desses mais acetinados que não tem brilho e com efeitos, né? São esmaltes reativos. Tá vendo? Eu gosto de todos, vejo beleza em todos assim. Eu gosto bastante. Ah, não, mas o esmalte tem muita, tem muita variedade. Tem, tem bastante. Rogério, muito obrigada. Quem quiser ser seu aluno, saber mais sobre o seu trabalho, te procura em qual rede social? Ah, eu tô no Instagram como @ Rogério Cararvalho Underline Ceramic sem. Estou no YouTube. Meu canal é Rogério Carvalho. Rogério Carvalho cerâmic também. A gente vai passar aqui embaixo no GC. A gente vai passar, tá bom? E tô em Vinhedo, né? Aqui no Planalto também, quem for da região, né? Aqui no Planal. corre para cá conhecer aqui seu atelier que é lindas horas 364. Muito obrigada. Agradeço, viu, pela oportunidade. Muito obrigada a todos. Gostou do episódio de hoje? Não se esqueça, todo sábado a partir das 4 da tarde em um novo episódio do Faça Você Mesmo. Eu espero você no próximo. [Música] เฮ