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tratamento, tá? Eh, cura, não existe cura porque ela é uma doença genética autoimune, mas ela tem tratamento para estabilizar. E muitas vezes a gente consegue em dependendo do estágio, áreas do corpo que se acomete, uma regressão quase completa, às vezes até completa mesmo das lesões. A seguir, [música] TV Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Senhoras e senhores, senhoras e senhores, boa noite. Entra de novo aqui não. Boa noite. Não, senhoras e senhores, muito boa noite. Para fins de acessibilidade, iniciarei este evento com minha autodescrição. Sou uma mulher de pele branca, cabelos castanhos na altura do ombro, olhos castanhos e uso óculos de aro redondo. Estou vestindo uma camisa branca e um blazer preto. Falo da tribuna, um móvel de madeira ao lado esquerdo da mesa de autoridades. Sejam todos muito bem-vindos à Câmara Municipal de Campinas. Iniciamos neste instante a 88ª reunião solene de 2026 da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vaz, Fábio Tadeu Ferreira por proposição do vereador Dr. Ianco e José Francisco Comenali Marques Júnior por proposição do vereador Luís Rossini. Convidamos para compor a mesa e para presidir esta reunião solene o presidente da Câmara Municipal de Campinas, vereador Luiz Rossini. Convidamos também o vereador Dr. Ianco. Convidamos ainda Arlide Lara Romeu, presidente da Coab Campinas, representando neste ato o prefeito de Campinas em exercício, Vanderlei de Almeida. Convidamos ainda o presidente do Hospital Municipal, Dr. Mário Gate, Dr. Sérgio Bisoni e o ex-secretário municipal de saúde, Carmino de Souza. Uma vez composta a mesa de autoridades, convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem os nossos homenageados de hoje. Por favor, recebam. Primeiramente Fábio Tadeu Ferreira. Recebam agora José Francisco Comenal Marques Júnior. Ja. Convidamos os componentes da mesa a tomar aceito. Com a palavra o presidente Luís Rossini para declarar aberta esta reunião solene. Boa noite. Fazer minha autodescrição. Sou homem branco, já com os cabelos grisalhos rareados. Eh, estou vestindo um terno preto com uma gravata azul e uma camisa azul clara. Estou sentado ao centro da mesa, tendo ao meu lado direito um dos homenageados, Dr. Marques, lado esquerdo de vocês, e à minha esquerda, lado direito de vocês, o vereador Dr. Ianco. É, o mês de setembro é o setembro verde, é o mês de inclusão. E o dia 21 de setembro, que é o dia nacional de luta da pessoa com Deficiência, a Câmara editou um ato para que todos os eventos oficiais da Câmara a gente orientasse, recomendasse que as pessoas fizessem sua autodescrição como sinal de inclusão para que as pessoas que têm problema de visão possam se sentir integradas e participantes. estiverem no local ou até assistindo de casa no evento. É uma forma de respeitar também todas as pessoas. Mas com essa breve introdução, quero dar as boas-vindas a todos nesta reunião solene convocada para entrega de diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vaz, a Fábio Tadeu Ferreira e a José Francisco Comenali Marques Júnior. Declaro aberta a presente reunião solene. Convidamos todos os os presentes para cantar em posição de respeito o hino nacional brasileiro com letra de Joaquim Osório Duquestrada e música de Francisco Manuel da Silva e o Hino da cidade de Campinas com letras de com letra de Carlos Ferreira e música de Antônio Carlos Gomes. [música] Ouviram dopirangas mais báscidas [canto] de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos brilhou [música] no céu da pátria nesse [canto] instante se o senhor dessa igualdade Conseguimos conquistar [música] com braço forte em teu seio. Ó liberdade, desafio o nosso feito à própria morte. [música] Ó pátria pata salve salve. Brasil com sono intenso, [música][canto] um raio vímido de amor e de esperança. A terra desce [canto] sem que o formoso céu resone [música] límpido, a imagem [canto] do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza. [canto][música] És velha papa e tô e o teu futuro espelho essa grandeza [música][canto] terra dourada entre outras vilas do Brasil. Ó pátria amada dos filhos examas [música] mãe gentil pátria amada Brasil. [música] [música] deitado eternamente meus [música][canto] esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo. Fuguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do [canto] novo mundo do que a terra mais garrida, [música] teus bisonhos e dos campos tem mais flores. Nossos [música] bosques tem mais vida. [canto] Nossa vida no teu seio mais amores. [música] Ó p amado salve salve Brasil de amor eterno seja símbolo. [música][canto] O lavar os tentas estrelado e digam verde louro desta [música] fómula faz no futuro e glória [canto] no passado. Mas sergues a justiça clava forte. [canto] Verás que o filho teu não foge [música] a luta, nem que te adora a própria morte, terra dourada, [música] entre outras vilas do Brasil pátria amada dos filhos desde só mãe [música] gentil pátria amada Brasil. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Se [música] promessa, [música] promessa seja nossa [música] por [canto][música] indústrias no congresso [música] Precisamos agir [música] precisamos calhar agir progresso, [música] progresso. Compra o povo que sabe os llorer e com alma de luzes. 70 a luz do trabalho vai colher. contra o povo que sabe os da glória, da glória todos, todos [música] sabos glória ao povo ao povo que sai [música][canto] da glória [música] Press [canto] con [música] [canto] relacionamos a seguinte presença anunciada a este cerimonial. Reinaldo Antônio de Oliveira, diretor do Fundo Municipal de Saúde. Enviaram suas justificativas de ausência com cumprimentos aos nossos homenageados de hoje, a deputada estadual Ana Perugini e o secretário municipal de segurança pública, Cristiano Big Dias. Convidamos agora a tribuna o vereador Dr. Ianco para suas homenagens. Boa noite a todas. Boa noite a todos. Vou iniciar também com a minha autodescrição. Sou um homem branco de altura 1,85 m aproximadamente. Tenho cabelos mais para pretos, um pouco grisalhos também. É uma barba curta e estou vestindo um uma camisa azul escura com uma gravata preta e um blazer preto. Estou atrás da tribuna e à minha direita está a mesa de autoridades, as quais inicio cumprimentando. Dra. Lara, primeiramente, o meu meu nobre dessa casa, nosso presidente ilustríssimo, eu sempre brinco com ele que ele é o il presidente, porque ele é de origem italiana, nosso il presidente Luís Carlos Rossini. Gostaria aqui de cumprimentar também o Dr. Arlide de Lara Romeu, presidente da COAB, o Dr. Sérgio Bisoni, também presidente da rede municipal Mario Gate, o nosso sempre secretário Carmino de Souza aqui junto conosco também e os homenageados, Dr. Fábio e Dr. Marques. Vamos iniciar aqui com a fala do que o que o nosso Fábio, que é o meu homenageado específico aqui, já trouxe para Campinas. currículo dele, eu confesso que se a gente for falasse, né, ele inteiro, a gente não sairia daqui hoje. Mas a gente compilou alguns dados, viu, Fábio, para trazer algumas informações para essa plateia maravilhosa aqui que tá nos assistindo. E já aproveito para cumprimentar também a todos que nos assistem pela TV Câmara e pelas redes sociais. Boa noite mais uma vez. É com grande satisfação que concedo ao Dr. Fábio Tadeu Ferreira o diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vaz, em reconhecimento à sua excelência profissional, a dedicação à medicina e aos relevantes serviços prestados à população campineira. Formado em medicina pela Universidade Estadual de Campinas, a Unicamp, o Dr. Fábio realizou residência médica em cirurgia geral na mesma instituição, onde também concluiu seu doutorado posteriormente. Especializou-se em urologia por meio de residência no Hospital Municipal Dr. Mário Gat. Sua formação acadêmica inclui ainda mestrado em preceptoria para médicos do SUS e fellowship em uroncologia pelo Instituto Nazionale de Tomore em Milão, na Itália. Experiências que contribuíram para ampliar seus conhecimentos e fortalecer sua atuação profissional. Em 2010, ingressou por concurso público no Hospital Mario Gat, onde atuou no Pronto Socorro e na urologia. Desde 2015, exerce a função de coordenador do serviço de urologia da rede Dr. Mario Gate, com atuação no Hospital Mariugate e no Hospital Ouro Verde. A frente desse serviço tem contribuído para o aprimoramento da estrutura de atendimento, a incorporação de novas tecnologias e a ampliação do acesso à população a procedimentos de média e alta complexidade pelo Sistema Único de Saúde. Destaca-se também pela atuação brilhante na realização de mutirões cirúrgicos que contribuem para a redução das filas e para ampliação do atendimento aos pacientes que aguardam por cirurgias urológicas. Paralelamente à assistência médica, Dr. Fábio também atua como professor de urologia da Faculdade de São Leopold do Mandique e contribui para a formação de novos especialistas, compartilhando conhecimento, experiência com as futuras gerações de médicos. que estão aí por vir. A propor esta homenagem, tivemos a intenção de reconhecer uma trajetória que reúne qualificação acadêmica, liderança profissional, dedicação ao ensino e compromisso com o SUS e com a saúde dos campineiros. É uma honra, Fábio, portanto, conceder a você, Dr. Fábio Tadeu Ferreira, o diploma de mérito médico, Dr. Zeferino Vaz. Dr. Fábio, que o seu trabalho continue contribuindo pro avanço da medicina, a formação de novos profissionais e o fortalecimento da saúde pública em Campinas. Parabéns por esta merecida homenagem e muito obrigado pela presença de todos. [aplausos] Convidamos agora a tribuna o presidente Luís Rossini para a homenagem da Câmara Municipal aos nossos agraciados desta noite. Mais uma vez, boa noite. Quero cumprimentar meu companheiro de Câmara, vereador Dr. Bianco, também que teve a iniciativa de propor essa honraria, eh, de que reconhece, homenageia também um importante médico da nossa cidade, né? Quero cumprimentar Dr. Arlide Lara Romeu, atualmente presidente da COAB, foi vereador, meu companheiro, tá aqui representando o nosso vice-prefeito Vandão, né, Vandelei de Almeida. uma alegria tê-lo aqui. Eh, cumprimentar Dr. Sérgio Bison, que é o presidente da Rede Municipal Mario Gate. Também é uma alegria sua presença aqui, enaltece e dá mais brilho ainda à nossa solenidade. E obviamente cumprimentar os dois homenageados, Dr. Fábio, Dr. Marques, né? A gente já, Dr. Ianco já falou um pouco do Dr. Fábio, eu vou falar um pouco do Dr. Marques e em nome da Silvia, esposa do Dr. Marques, cumprimentar familiares, amigos dos homenageados. Antes de falar do meu manageado, eu queria rapidamente contextualizar o que significa a Câmara entregar uma honraria, como essa diploma de mérito médico, professor Zeferino Vaz, a dois médicos da nossa cidade. A cidade de Campinas é feita por muitas pessoas, por entidades, instituições que no dia a dia, na sua área de atividade, ajuda a fazer desta, que é a melhor cidade do Brasil, é a que dá identidade, se faz a nossa cidade, cidade se tornar referência em várias áreas, como é no caso da área médica. Campinas é reconhecidamente uma referência nacional, internacional na na área de saúde e na área médica. Então, a Câmara, ao homenagear dois representantes com esse diploma, primeiro tem o objetivo de reconhecer o trabalho, a dedicação, a contribuição que ambos dá paraa nossa cidade na sua atuação de profissional médico. Segundo, dar visabilidade e fazer com que a cidade possa conhecer quem são essas pessoas que se destacam e que sirva de estímulo também para continuar exercendo com excelência a profissão, né? Então ela tem um significado e quando o vereador apresente a Câmara aprova, é a população de Campinas fazendo esse reconhecimento. E a gente faz isso em reuniões solenes e pelo regimento da Câmara, a região solene tem esse rito, tem esse formal, é composta uma mesa de autoridades, é executado o hino nacional e o hino de Campinas. Quem daqui ainda não tinha ouvido o hino de Campinas? levanta a mão. Quase que vocês não ouvem hoje também, né? Tivemos um problema técnico de som, ficou um pouco apagado, mas aproveitando a presença do Dr. Arl aqui, eu quero fazer um parêntese, contar uma historinha. Eu fui vereador constituinte. Meu primeiro mandato foi em 1989 e as câmaras naquele período receberam uma missão delegada pela Constituição de 88 que era elaborar suas estados e municípios, né? Elaborar suas constituições. No estado é constituição estadual, mas no município a nossa constituição é chamada de lei orgânica. Então, eu participei da elaboração da Lei Orgânica do município de Campinas e coloquei um artigo na lei orgânica que tá lá escrito assim: "São símbolos do município, a bandeira, o brasão e o hino." Em 1989, Campinas não possuía um hino e na lei orgânica falava que o hino deveria ser estabelecido através de lei aprovada pela Câmara. Aí em 1992, Dr. Alara Romeu, que era vereador, trouxe uma proposta que depois foi encampada por todos os vereadores para oficializar essa obra que é de Carlos Gomes, hino Progresso como hino da cidade. Ele recebeu o apoio das entidades, Associação Campinense de Letras, Centro de Ciências Letras e Artes de Campinas e outras entidades. E a Câmara, a partir de então oficializou o hino Progresso, obra de Carlos Gomes, nosso grande maestro. E em todos os eventos oficiais da Câmara a gente executa o hino de Campinas. É uma oportunidade das pessoas também terem contato com essa obra preciosa, né? Mas enfim, fecha parênteses, agora vou voltar. Eh, mas o Arli também, além de ter feito isso, foi o Arli que me sugeriu conceder essa homenagem ao Dr. Marques. Conversando comigo, ele falou: "Se tem alguém que merece ser homenageado é o Dr. Marques." Eu mais do que rapidamente que já conhecia o Marques, trabalhamos juntos, eu apresentei essa proposta que a Câmara aprovou. Então, falar um pouquinho dele resumidamente também. José Francisco Comenali Marques Júnior é médico formado em medicina humana pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, UNESP, com residência em hematologia e hemoterapia também pela Oneste. Ele fez mestrado em clínica médica pela Universidade Estadual de Campinas e a sua tese recebeu o título eritrocitféise. Olha só, terapêutica em complicações das doenças falsiformes e teve como orientador ninguém mais do que Dr. Professor Carmino Antônio de Souza. Depois também fez doutorado em clínica médica na Unicamp e o seu tema foi mobilização e coleta das células progenitoras, hemopoéticas e periféricas para transplante autológico em pacientes oncoematológicos. Também sob orientação do professor Dr. Carmino Antônio de Souza. também cursou especialização em gestão de serviços de saúde pública pela Unicamp. Sua experiência em hematologia e hemoterapia é muito vasta, atuando também em transplante de medula óssea, aférices, transfusão e também realizando serviços de auditorias em serviços médicos. Além de produzir conteúdos científicos, Dr. Marques é também poeta e escritor, tendo lançado o livro muito além do agora, do agora, Crônicas e Reflexões, ele também se diz que ele se considera um aprendiz em contrabaixo. Eu ainda não vi ele tocar, mas um dia devia ter dado uma canja pra gente aqui hoje. Mas entre outras qualidades, ele é palmeirense roxo. Eh, Dr. Marques possui uma vasta produção bibliográfica com dezenas de artigos publicados em revistas e periódicos especialid especializados nacional e internacionalmente, além de participar e organizar diversos congressos técnicos na área de hematologia, foi eleito presidente nacional da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia. via celular a BHGH para o período de 2022 e 23. Atualmente ocupa o cargo de diretor de defesa profissional da entidade e é também coordenador do comitê de hemoterapia da Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia. A instituição representa as especialidades médicas em todo o Brasil e é parceira de instituições internacionais na Europa e Estados Unidos. Marques, como é carinhosamente conhecido, recebeu o prêmio nacional César Arita de Pesquisa Científica pela organização do IN 2013, Latin American Ocelo Integration e Congress, Congresso Latino-Americano, Integração, se eu fosse traduzir, deve ser isso. e também recebeu o prêmio Rui Faria como o melhor trabalho de emoterapia no congresso EMO 2006 pela Sociedade Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Dr. Marques foi médico do emocentro da Unicamp de 1988 1988 a 2019 e atualmente é médico hematologista dos hospitais Veracruz e beneficiência portuguesa. Sua dedicação profissional e acadêmica, seu compromisso e empenho com sua missão como médico, o seu jeito de ser, a sua personalidade marcante, amiga, afável, contagia as pessoas ao seu lado e ele é querido por todos os que trabalham e tiveram contato com ele, além de ser adorado pelos seus pacientes. Alguns dizem que ele já realizou milagres. Talvez a gente tenha um depoimento hoje aqui. Por tudo isso, Dr. Marques, para mim é uma honra, atendendo a uma solicitação do nosso amigo Arli, eu apresentei a sonraria e a Câmara de Campinas, por unanimidade, decidiu com entregar-lhe e conferir-lhe esse diploma de mérito médico, Dr. Zferino Vais, como reconhecimento aos seus trabalhos. Tanto a você como Dr. Fábio. Que Deus continue abençoando, iluminando, que vocês saiam daqui com mais vontade de continuar essa trajetória de sucesso, essas carreiras que vocês criaram com tanto fervor e paixão. Deus abençoe vocês. Parabéns. Obrigado. Neste momento, faremos a entrega do diploma de mérito médico Dr. Zeferino Vaz. Os homenageados recebem honraria por suas contribuições à comunidade campineira no campo da medicina. Por proposição do vereador Dr. Ianco, recebe honraria Dr. Fábio Tadeu Ferreira. recebe agora a honraria por proposição do vereador Luiz Rossini, o Dr. José Francisco Comenal Marques Júnior. [aplausos] Neste momento, convidamos à tribuna os homenageados para que façam seus discursos de agradecimento. Convidamos, primeiramente Fábio Tadeu Ferreira. Boa noite a todos. Descobri que é bem difícil fazer discurso, escrever discurso, né? É mais fácil falar de improviso, mas eu gastei um tempo para tentar escrever e agradecer essa honraria. Eh, excelentíssimo presidente da Câmara dos Vereadores, vereador Rossini, a Dr. Ianco, queria já agradecer de antemão pela eh proposição desse diploma. É uma honra muito grande receber eh das suas mãos Dr. Sérgio, Dr. Arli, [limpando a garganta] Dr. Carmino também pela homenagem. Ah, boa noite a todos presentes, boa noite a minha aos meus familiares, aos meus amigos. Eh, é uma honra estar aqui nessa nessa tribuna recebendo um diploma que leva o nome do Zferino Vasc. Foi um uma pessoa marcante na história da medicina. fundador de duas duas universidades e receber um diploma no leva o nome dele traz um um peso maior ainda, porque nos leva a ter responsabilidades semelhantes que dificilmente alcançaremos tal grandeza. Ah, o Dr. Ianco já falou um pouquinho da minha história, né? Eu sou mineiro de de nascimento, nasci em Belo Horizonte, mas me criei em São Sebastião do Paraíso, uma cidadezinha pequena do interior e vim para cá em 99. E aqui fiquei e a cidade de Campinas me abraçou e com muito carinho e eu não poderia ser mais grato. Eu adoro a cidade de Campinas, é a minha minha cidade que há mais tempo vivo e convivo na minha vida e passei a me dedicar e criar raízes aqui nessa cidade. Ah, me formei na Unicamp, fui aluno do Dr. Carmino na na hematologia. Ele fazia provas um pouquinho difíceis, mas a gente conseguiu passar de todo todas as etapas, né? Emato, confesso que sempre foi um desafio para pro meu entendimento, né? Eu sou muito sou mais muito mais cirurgião do que clínico e ainda ainda hoje é algo muito teórico na minha cabeça, né? Depois da Unicamp eu fui pro pro Hospital Dr. Mario Gate, onde eu fiz a minha residência em urologia e tive o prazer e a honra de conhecer uma das pessoas mais importantes da minha vida, Dr. Sérgio Bison. que foi meu primeiro chefe, foi o meu preceptor e quem me guiou na urologia até até até o meu caminho de hoje, né? Hoje eu atuo no Mariugate como coordenador do serviço de urologia, tanto no Hospital Mariugate quanto no Hospital Uruve. E a gente se dedica bastante, Dr. Ianco já acompanha o nosso trabalho já há bastante tempo, né, na no tratamento dos pacientes no na área de urologia, né, Já exerci algumas funções lá em outras áreas também, mas a minha dedicação maior é sempre ah na área de urologia, onde a gente tem desenvolvido e trazido várias tecnologias com muito auxílio dessa casa. E eu agradeço a Câmara Municipal de Campinas por isso, pelo apoio que dá a saúde pública em Campinas. a gente sabe e reconhece os desafios imensos que são pelo tamanho da da população que a gente precisa precisa atender, né? Eh, e atuo também na área privada do hospital da beneficência portuguesa, hospital da UNIMED Samaritano São Luís, e atender e também atendo os pacientes ah em meus meus consultórios, né? Eu queria agradecer toda a caminhada que a gente faz, nunca faz sozinho, né? E de maneira especial queria agradecer o Dr. Sérgio, que foi meu chefe, meu meu preceptor e ainda minha referência na área de urologia e também na na vida como um todo. Ele é um grande exemplo que que eu sigo. Eu tive a grande sorte de poder conhecê-lo e ele me abraçar na sua família também. Ah, gostaria de agradecer também todos os meus residentes e meus alunos. já foram vários dezenas de residentes que que já passaram comigo e e atuar na formação dessa desses novos médicos é algo muito gratificante e que nos traz mais empenho e mais motivação para crescer e desenvolver mais ainda e transformar o Hospital Mariogat numa referência não só municipal, regional, mas também nacional. E acredito que esse estamos nesse caminho aí na área de urologia, nas demais áreas do do hospital. Ah, queria reinterar o agradecimento que Dr. Ianco pela proposição. Eh, é uma honra muito grande a cidade de Campinas se reconhecer o nosso trabalho. Eh, muito importante pra gente desenvolver e manter sempre ativo, buscar sempre melhorias. E por fim, eu queria dirigir o meu maior agradecimento à minha família, né, que tá presente aqui, não completo, né, porque eh nem todos puderam vir aqui hoje. E queria agradecer também a minha outra família, no nome da Dra. Lígia, que é a minha segunda mãe, e eu tenho um carinho muito grande, uma dedicação muito grande por ela. Eh, mas eu queria dedicar hoje, especialmente mudar um pouquinho, né, que a gente sempre fala que dedica os prêmios a os filhos, à esposas, os companheiros, as irmãs, mas eu queria dedicar esse prêmio à minha mãe. Minha mãe que sem ela eu não estaria aqui de forma alguma. E eu queria compartilhar esse diploma especialmente para com ela. Obrigado, meu filho. [aplausos] Com a palavra agora, José Francisco Comenal Marques Júnior. Boa noite a todas, a todos. Confesso que eu sou virgem de fazer audiodescrição, autodescrição. Eu vou tentar fazer a minha autodescrição, mas eu nunca fiz isso. É uma virgindade que eu ainda tenho. Eu sou um homem, tá? com cabelos grisalhando, eh, um pouquinho mais arfeitos no meu top superior. Eu media 1,76 m, agora aos 66 anos eu tô com 1, 72. A terra chama, né? que a gente vai eh sou moreno de pele, fiz a barba agora, tô sem barba e estou presente aqui na Câmara Municipal de Campinas, ao lado esquerdo da mesa representativa. Obrigado, excelentíssimo senhor presidente da Câmara Municipal, vereador Luís Carlos Rossini, autor dessa homenagem. Senhoras e senhores vereadores, demais autoridades, colegas médicos, amigos familiares e todos aqueles que compartilham comigo essa noite tão especial. Antes de continuar a leitura, algumas surpresas acontecem aqui. Queria saudar e agradecer muito ao Dr. Arli. Ele falou ontem quando a gente se conheceu no em 2001, faz 25 anos, onde ele chamou eu e o Carmino no Santa Gertrudes à noite para um jantar para falar: "Vamos erguer a beneficência portuguesa, vamos colocar a beneficência portuguesa como um dos maiores hospitais de Campinas que sempre foi, estava numa situação, né, Arli?" e tava desesperador. Essa palavra aprendi com ele. Tudo para ele é desesperador, né, Lení? Não é assim que ele age, né? E naquele dia lá nós selamos uma amizade que se perdura até hoje, tá? Através do Dr. Carmino, foi acompanhando o Dr. Carmino e também o Carmino é o que abriu todo o caminho da minha vida aqui em Campinas depois que eu cheguei para cá. Eu devo toda a minha vida profissional a esse líder, a esse gestor, essa pessoa que eu amo tanto e que me deu todas as oportunidades que eu tive profissionalmente na minha vida. Eu gostaria de uma salva de palmas para esse ídolo meu aí. Ainda hoje eu atendi uma paciente que falou: "Ó, o Dr. Ianco mandou um abraço pro senhor". Falei: "Puxa vida, que coincidência, né, Ianco?" Tá, nossa pacientinha, ela trata comigo desde 1988. E não poderia deixar também de fazer uma menção aqui, tá? Eu vou fazer uma frase que vai contemplar muitas pessoas aqui. Nessa plateia tem muitos pacientes que se tornaram amigos. Isso não tem preço, gente. E o pior do melhor, né? Tem muitos amigos que se tornaram pacientes, tá? Isso daí também não tem preço. E continuam amigos. Isso que é o mais importante, né? Então, cumprimento também bisonho, Fábio, Bianco. Receber essa homenagem de mérito médico é para mim motivo de profunda alegria e gratidão. Há honrarias que nos alegram pelo reconhecimento que representam. Esta, porém, tem um significado ainda mais especial. Ela vem da cidade onde exerço a medicina há quase 40 anos, desde 1988, onde construiu uma parte essencial da minha história, onde tantas pessoas confiaram a mim algo que talvez seja o bem mais precioso que possuímos, a própria vida. Nasci em Amparo, cresci em Piracicaba, estudei medicina em Butucatu e fiz minha residência médica lá também. Foram cidades diferentes, cada uma deixando em mim suas marcas, seus ensinamentos e suas lembranças. Mas foi em Campinas que minha qualificação de mestrado, doutorado e o exercício da minha vida profissional, tanto na área pública na Unicamp, como na rede privada, nos hospitais Beneficência Portuguesa, Veracruz e como cooperado da Unimed Campinas encontraram seu lugar. Aqui construí relações, acompanhei histórias, compartilhei alegrias, enfrentei dificuldades e aprendi todos os dias um pouco mais sobre a complexidade do ser humano. É sempre bom ser reconhecido, mas acredito que existe uma diferença entre ser reconhecido por quem pouco nos conhece e receber o reconhecimento de quem convive conosco, de quem acompanha nossa trajetória, de quem conhece não apenas nossos acertos, mas também nossas limitações e defeitos. Realmente é mais difícil ser reconhecido onde somos conhecidos de verdade. Por quê? Diante de quem nos conhece a fundo, não há personagem que se sustente por muito tempo. Não dá para enganar. O tempo revela quem somos. Nossas atitudes falam mais alto do que nossas palavras. E a maneira como tratamos as pessoas acaba sendo o nosso retrato mais fiel. E é por isso que recebo essa homenagem com alegria, mas também com humildade. Não vejo como um atestado de perfeição, sim como um estímulo para continuar tentando fazer melhor. Afinal, se alguma coisa aprendia ao longo da vida, é que a dignidade não está em nunca errar, mas em reconhecer os próprios erros, aprender com eles e procurar agir melhor no dia seguinte. Talvez seja justamente aí que a medicina se encontre a filosofia. O estoicismo, uma filosofia que atravessou os séculos, ensina que não temos controle sobre tudo o que nos acontece. Não escolhemos todas as circunstâncias, não podemos impedir todas as perdas, não conseguimos garantir todos os resultados, mas podemos escolher a maneira como respondemos aos acontecimentos. Podemos cultivar a prudência, a coragem, a justiça e a temperança. Podemos, sobretudo, fazer o que está ao nosso alcance com seriedade, humanidade e respeito. Na medicina, essa lição é diária, Fábio e Ano, vocês sabem disso. Estudamos, investigamos, diagnosticamos, tratamos, utilizamos a ciência, a tecnologia e toda a experiência acumulada pela humanidade. Mas mesmo com todos esses recursos, há momentos em que precisamos reconhecer os limites do conhecimento e da própria condição humana. Nem sempre conseguimos curar, nem sempre encontramos a resposta que procuramos. Nem sempre podemos mudar o desfecho de uma história, mas sempre podemos cuidar. Podemos ouvir com atenção, explicar com honestidade, aliviar a dor, oferecer presença e preservar a dignidade de quem tá diante de nós. E quando a cura não é possível, o cuidado continua sendo possível e continua sendo indispensável. Talvez uma das maiores lições da medicina seja essa. Não somos senhores da vida, mas temos o privilégio e a responsabilidade de cuidar dela. Mas quando penso no que realmente sustenta a minha existência, gosto de imaginar a minha vida construída sobre quatro blocos de amores. Eu, eu queria falar um pouquinho de mim. O primeiro é o amor pela família e pelos amigos. São as pessoas que dão sentido à nossa caminhada, que conhecem nossas fragilidades, que nos acolhem quando as coisas não vão bem e que compartilham conosco aquilo que nenhuma conquista profissional consegue substituir. No fim das contas, não são os títulos que nos abraçam, nem as homenagens que se sentam à nossa mesa. são as pessoas, são os vínculos, são os afetos que permanecem quando o brilho das conquistas se apaga e se apaga. O segundo bloco é o amor pela medicina e pelos pacientes. A medicina me ofereceu muito mais do que uma profissão. Ofereceu-me a oportunidade de participar, ainda que modestamente de momentos decisivo na vida de outras pessoas. Cada paciente traz uma história, uma família, seus medos, suas esperanças e seus sonhos. E quando alguém nos confia sua saúde, não nos entrega apenas um problema biológico para resolver, entrega-nos também uma parcela da sua vulnerabilidade e de sua confiança. Essa confiança é uma responsabilidade imensa, talvez seja uma das formas mais profundas de reconhecimento que um médico possa receber. saber que em algum momento difícil alguém se sentiu amparado porque estivemos ali. O terceiro bloco é o amor pela música e pelos livros. A música nos permite sentir aquilo que muitas vezes não conseguimos explicar em palavras. Ela toca lugares da alma onde a razão sozinha não alcança. Os livros, por sua vez, ampliam nossos horizontes, apresentam-nos outras vidas, outras ideias, outros mundos. Ajudam-nos a compreender que nossa experiência individual, por mais rica que seja, é apenas uma pequena parte da imensa experiência humana. A música nos emociona, os livros nos inquietam, ambos nos lembram de que a vida é muito maior do que a nossa rotina, nossas obrigações e nossas certezas. E há um quarto bloco que, na verdade, contém todos os outros, o amor a Deus e a vida. Aqui me aproximo de uma ideia que sempre considerei fascinante na filosofia de Baur Espinosa. Deus não como uma figura distante, separada da realidade, mas como a própria natureza, a totalidade da existência, a ordem infinita da qual fazemos parte. É uma maneira de olhar para o mundo e perceber que não estamos isolados dele. Somos partes de uma realidade extraordinária feita de vida, matéria, consciência, relações e mistérios que talvez jamais consigamos compreender inteiramente. Nessa perspectiva, amar a Deus também podeificar, significar aprender a amar a vida em sua plenitude. as pessoas que encontramos, a natureza que nos cerca, o conhecimento que conquistamos, a beleza que nos comoove e até a consciência da nossa própria finitude. É justamente a finitude, a nossa morte que torna tudo tão precioso. Se tivéssemos um tempo infinito, talvez adiássemos indefinidamente os abraços, as reconciliações, os gestos de bondade e as palavras de gratidão. Mas o tempo passa, as oportunidades não são eternas. Por isso, viver bem não significa apenas acumular, acumular anos, títulos ou realizações. Significa preencher o tempo que nos é dado com aquilo que verdadeiramente importa. A família, os amigos, a medicina e os pacientes, a música e os livros, Deus e a vida. Esses são meus quatro blocos de amor. E quanto mais penso neles, mais percebo que nenhum está realmente separado dos demais. A família me ensina a cuidar, os pacientes me ensinam a compreender, a música e os livros me ensinam a sentir e a pensar. E a espiritualidade me ajuda a reconhecer que tudo isso faz parte de algo maior do que eu mesmo. Hoje, ao receber essa homenagem da Câmara Municipal de Campinas, sinto gratidão pela cidade que me acolheu, pelas pessoas com quem trabalhei, pelos pacientes que confiaram em mim e por todos aqueles que de alguma maneira participaram dessa caminhada. Se existe algum mérito nessa trajetória, ela não me pertence inteiramente. Ela também pertence à minha família, aos meus amigos, aos colegas que compartilham comigo as responsabilidades da profissão, aos mestres que me ensinaram e aos pacientes que, sem saber, foram sempre também meus professores. E aqui me permito um agradecimento especial aos meus pais, professor Marques e senhora Cláuscia, que estão aqui comigo nessa noite, na minha memória e no meu coração. A eles o que sou, a minha esposa Silvia, que caminhou e caminha ao meu lado em cada etapa dessa jornada. Aos meus filhos Nicole, Letícia e Gustavo e as netas L e Lara, que me ensinam todos os dias o que significa amar sem medida. Sem vocês, essa homenagem não teria o menor sentido. Recebo, portanto, essa homenagem não como um ponto de chegada, mas como um momento de reflexão e de renovação de compromissos. O compromisso de continuar aprendendo, de conservar a humildade diante do conhecimento, de tratar cada pessoa com respeito, de não perder a capacidade de me emocionar. Eu não tenho vergonha de chorar não. E de lembrar, mesmo nos dias mais difíceis, que por trás de cada diagnóstico existe uma vida e por trás de cada vida existe um universo inteiro. Agradeço profundamente ao vereador Luiz Carlos Rossini, ao Arli, presidente dessa casa, ao Arli, meu grande amigo e pela propositura. a Câmara Municipal de Campinas para esse reconhecimento. Todos vocês pela presença e pelo carinho. Muito obrigado. Convidamos agora a tribuna para suas homenagens. Primeiramente, o ex-secretário de saúde, Carmino de Souza. Boa noite a todos. Eu também não tô muito acostumado a fazer autodescrição, mas sou um homem de 1,80 m, idoso, cabelos grisalhos, visto um uma camisa azul e um blazer cinza. E tô extremamente feliz de estar aqui. O Arli me deu 2 minutos para que a gente fizesse uma rápida saudação. Queria parabenizar ao Tadeu e parabenizar o Marx por essa conquista, por essa outorga que é extremamente importante. Eu vou falar um pouco em relação ao Marx, porque nós convivemos há muitos anos. Eu na década de na década de 80 nós criamos o hemocentro e foi antes da Constituição de 1988 e é e naquela época nós nos permitíamos a escolher as pessoas que a gente queria trazer para trabalhar aqui. O Arle e trabalhava na universidade, era diretor, era procurador e era diretor da área de recursos humanos e houve uma permissão de que a gente trouxesse, eu tive a oportunidade de trazer muitos colegas, trouxe colegas de São Paulo, Ribeirão Preto, Botucatu e e foi assim que nós criamos o emocentro, que hoje é um quarentão. O Emocentro hoje ele nasceu em 1000, ele fez a primeira transfusão, na verdade em 1986, não é? Hoje ele é responsável por fornecer sangue a mais de 100 hospitais, inclusive parceria muito forte com a prefeitura há muitos anos, né? E e o Marques foi uma dessas pessoas. O Marques estava meio mal intencionado porque ele queria conquistar a Silvia. eh, e conseguiu, casou a Silva, entrou na conversa dele. Vocês viram que ele que ele é convicente, né? Então, foi um um período extremamente interessante. E o eh como o Marx falou, eu fiz a eu fui orientador dele de mestrado e doutorado e tem um um fato que aconteceu que eh é raro acontecer. Eu tenho um número razoável de publicações e sempre os artigos científicos caem num negócio que a gente chama de siranda dos referes. Quer dizer, a gente nunca sabe o que que o o que que o revisor lá vai entender, o que que ele vai pedir, o que que ele vai, né? E o trabalho do Marques, eu me lembro de doutorado, ele foi um dos poucos trabalhos que eu me lembro que a revista aceitou sem nenhuma pergunta. Nós mandamos, o trabalho foi publicado, não sei, 15 dias estava publicado. Então, para vocês verem a excelência que foi o trabalho de doutorado, eu nunca mais esqueci porque normalmente a gente fica nessa briga com os referes, né? Vai, volta, corrige e tal. e do Marques, o do trabalho de doutorado dele. Eh, e depois nós trabalhamos durante todo esse período, eu acabei de me aposentar, o Marcos se aposentou um pouco antes, eh, por eu me aposentei por idade, pela expulsória, né, fui sair da universidade, mas continuamos juntos em muitas jornadas, né? Estamos juntos na Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia. Somos diretores da mesma da mesma entidade. Ele foi presidente, presidiu um congresso eh durante a pandemia, foi um momento muito difícil. Eu era secretário municipal de saúde nessa nesse ano, eh, onde 2020, onde a gente vivia o auge da pandemia, tivemos que fazer um um congresso, fizemos aqui no Roy Palm Plaza e estamos juntos em várias em várias eh batalhas em conjunto, né? E eu queria só finalizar que é um enorme prazer de professor ver os seus alunos brilharem. ficarem melhores do que você em muitas coisas. Isso aconteceu com o Tadeu, que foi aluno de graduação, e com o Marx, que foi aluno de pós-graduação. O Marx veio de Botucatu e fez a carreira acadêmica dele aqui. Não foi só a carreira médica, era carreira médica, ele já veio formado, já tinha feito a residência médica e depois ele, claro, como eu digo, a nossa vida tem três pilares. Um pilar que é a arte médica, que é aquilo que a gente aprende na escola e nunca mais esquece. Depois nós temos a a fase de habilidade. O cirurgião precisa saber operar, obstetra precisa saber fazer parto. Isso a gente normalmente conquista na residência médica. E o Mark já tinha feito essas duas etapas. E depois a ciência, que é aquilo que a gente não para de estudar, a gente estuda todos os dias, é, o ser humano é o único que aprende no leito de morte. A gente aprende sempre. E e a gente tem que aprender sempre, porque a a medicina é a ciência das verdades transitórias, tudo muda. O que nós estamos conversando aqui, amanhã pode ter um conceito diferente, a gente tem que trabalhar. Então, ver os dois ex-alunos brilharem aqui, receberem um título fundamental. Eu conheci Zferino Vas. Eu não, o meu diploma de médico não foi assinado pelo Zeferino Vas porque ele já tinha saído da reitoria. Mas quando eu entrei na universidade o reitor era o Zéferino Vas e eu conheci pessoalmente Zéferino Vas. Cheguei à casa dele, morava em São Paulo, em Sumaré, e era uma pessoa absolutamente impressionante assim em termos de conhecimento, em termos de e de orientação. Inclusive nós vivíamos um período de exceção, né? Quando eu entrei na faculdade, o Zéferino era o reitor no período militar, não é? Eh, hoje os jovens não sabem muito bem o significado da liberdade. Nós sabemos, nós que somos mais velhos, a gente sabe que o maior bem individual é a saúde e o segundo maior bem individual é a liberdade. E nós lutamos muito para conquistar e devemos preservar, não é? Eu acho que esse é um bem individual extraordinário. E eu me lembro, Zéferino brincava, né? Mas F brincava assim, falava: "Dos meus comunistas cuido eu". Ele falava assim, porque claro, nós alunos, né, alunos eh tal, você tem sempre esse essa coisa maravilhosa da juventude, né, esse ímpeto da juventude e viver num regime de exceção nessa época foi realmente uma coisa desafiante para todos nós. Então, queria Tade parabenizar efusivamente, meu querido irmão Marques, parabéns. Muito obrigado. Meu discurso é para ser gravado e transformado em em texto para que todos entendam como é importante o valor da vida, o valor de ser médico, o valor de ser pai, de ser avô, de ser amigo, não é? Amizade é uma coisa incrível. É o único sentimento que não envelhece é a amizade. Você encontra um amigo 30 anos depois, parece que foi ontem. Você faz a mesma brincadeira que você fez há 30 anos atrás, parece que era é o mesmo indivíduo, né? E eu e o Marques temos uma amizade absolutamente fraterna. Então, muito obrigado, Cursini, pela oportunidade de usar esse esse microfone, onde durante 8 anos eu tive que comparecer essa casa, prestar contas de quatro em quatro meses, apanhar bastante, mas sempre com absoluto respeito, nunca deixou de existir. Muito obrigado. Convidamos agora o presidente da rede Mário Gat, Sérgio Bisoni. seguindo a o rito e fazendo ju meses da inclusão. Foi homem moreno, totalmente grisalho, 1,90 m de altura, talvez seja encolhendo, mas eu não tenho medido ultimamente. Acho que é para evitar evitar algum problema. Estou com roupa marrom, laser cinza. Estou aqui do lado à minha direita a mesa oficial, mesa das autoridades. Bom, é com imenso prazer que eu tô aqui, porque eu acho que os dois homenageados pelo currículo, todo mundo já observou a pertinência da homenagem. Quer dizer, como quão meritório foi essa homenagem ou está sendo essa homenagem. O Marques, esse ano, como eu faço 50 anos de formado, então a gente nos conhecemos da praça de Campinas, trabalhamos em alguns hospitais juntos, cada um dentro da sua especialidade e parabenizá-lo porque realmente é meritório. O Fábio, como todos já perceberam, ele fez residência com a gente. Eu conheci quando ele foi fazer residência no Hospital Mariugate a época, 2007, se não me engano, se começou lá, 3 anos de residência. E ele se destacou um dos melhores residentes que nós tivemos.