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Reunião Extraordinária da Comissão Permanente da Mulher
Em destaque · HD Vídeo · REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA

Reunião Extraordinária da Comissão Permanente da Mulher

49 views Publicado 26/06/2020 HD · 57:09

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Reunião Extraordinária da Comissão Permanente da Mulher

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a tv câmara campinas a online nós voltamos ao vivo aqui no seu canal 39.3 canal 4 da net 9 da vivo fibra porque vai começar a primeira reunião extraordinária da mulher presidida pela vereadora mariana conti hoje nós teremos aí a presença de área belelli que é doutor em ciências sociais pela unicamp pesquisadora do núcleo de estudos de gênero e docente de pós-graduação em multimeios do instituto de artes da mesma universidade e o tema a ser discutido é violência de gênero e redes sociais fica agora então com a reunião presidida pela vereadora mariana conti boa tarde a todas e todos que estão acompanhando pela tv câmara pelas redes sociais a gente dá início então a primeira reunião extraordinária remota da comissão da mulher já é uma reunião que nós estamos realizando esse tema remoto seguindo então aí os protocolos necessários neste momento de isolamento social e em relação aos cuidados à pandemia é a reunião de hoje a gente está trazendo um tema que é um tema muito contemporâneo e uma necessário no momento que nós estamos vivendo que eu tema da violência de gênero e mídias sociais e para tanto eu convidei a professora e a gabriele e gentilmente aceitou o convite a professora iara belelli que a feminista doutor em ciências sociais pela unicamp e pesquisadora do núcleo de estudos de gênero pagu é trump docente da pós-graduação em multimeios do instituto de artes também na unicamp área que tem uma pesquisa longa e muito fundamentada no tema das mídias sociais e então a gente trouxe aí né para gente ouvir essa pessoa que que tá fazendo né uma pesquisa que tá estudando essa questão é pra começar antes de passar a palavra pra professora iara eu gostei de fazer uma breve contextualização do trabalho da comissão da mulher e o porquê desse tema aparecer nesse momento na verdade a comissão da mulher nós temos discutido e temos feito tomado iniciativas em relação a prevenção eo combate à violência de gênero aqui na cidade de campinas e se tem sido tema tanto do ponto de vista educativo sobre o desfalecimento e de divulgação da dos tipos de violência das aspectos da violência da violência de gênero que a violência que se fundamenta numa discriminação da mulher enquanto mulher e que geralmente também acompanhada pela violência contra crianças e adolescentes e também temos feito a um processo de divulgação dos meios e dos canais de denúncia e pressão para a melhoria das instituições que têm a responsabilidade de prestar assistência e cuidado para as mulheres em situação de violência então nós temos feito isso o debate que nós fizemos por exemplo sobre a instalação da vara especializada de violência doméstica e familiar sobre a defensoria vocacionada sobre a conquista né da delegacia 24 horas sobre a o debate que a gente tem feito também sobre o centro de responsa e são e reeducação do autor de violência e infelizmente é pouco o pouco tempo antes da do início aí na quarentena e dessa do agravamento da situação da poder mia a prefeitura de campinas anunciou abertura desse centro aqui na cidade de campinas o cálcio é importante e vamos acompanhar e espero que após esse processo né assim que nós conseguimos enquanto sociedade superar esse momento atípico que então retome essa a instalação desse serviço aqui na cidade que tem como objetivo então fazer o processo de reeducação dos autores de violência lógico dos autores de violência que o que não ofereçam riscos enfim né são dois violências consideradas violências um penalidades mais leves então esse tem sido um pouco o trabalho que nós temos envolvido o nome da comissão da mulher e quando nós falamos de violência de gênero nós falamos de uma violência que tem uma especificidade que em grande medida uma parte dos casos acontecem em relações muito próximas uma relação de proximidade de intimidade com a mulher e com crianças e adolescentes então a gente vê nas pesquisas a gente vê nos relatos que a maior parte dos casos de violência contra mulheres crianças e adolescentes acontecem no âmbito das relações íntimas então seja no âmbito das relações familiares e sobretudo das relações familiares a maior parte dos agressores de mulheres de crianças e adolescentes são é pessoas da família e portanto pessoas que circulam o doméstico no ambiente da casa no ambiente mais íntimo dá daquela da vítima da violência e é ou pessoas que estão do convívio de trabalho quando escolar isso torna o combate à violência ea denúncia da violência muito mais complexa porque porque quando você tá falando de uma violência que acontece no âmbito da intimidade e isso tem um impacto grande na vida da mulher que significa que os aspectos mais íntimos da vida dela é e dos seus filhos e das crianças dos adolescentes estão permeadas de violência e uma denúncia nesse sentido ela tem impactos e repercussões grandes na vida da mulher então é é uma decisão fazer uma denúncia quando a gente está falando de uma relação de intimidade significa que a mulher precisa ser apoiada a precisa ter muita estrutura e é obrigação do estado após e para realizar esse tipo de denúncia e nesse momento que nós estamos vivendo a questão das mídias sociais ganha uma relevância muito grande já ganhava antes da pandemia e epidemia um ganha uma relevância ainda maior na verdade é a gente sabe que o momento da pandemia e por conta do isolamento social a gente tem visto o crescimento dos casos de violência doméstica familiar muitas mulheres estão em isolamento em confinamento com os seus agressores e um dos aspectos dessa violência é o controle das relações ea mulher estabelece então é muito muito comum nós ouvimos relatos né de mulheres que estão em situação de violência em que o agressor tem o controle sobre inclusive o seu celular sobre as próprias formas de comunicação com o mundo e e a gente tem visto a dificuldade que essas mulheres estão tendo de fazer uma denúncia a buscar ajuda nesse momento tão grave e isso coloco um desafio para as instituições que recebem essas denúncias as instituições que apoiam e que da orientação ter necessário a gente pensar e reformular as práticas nesse sentido esse coloca também uma situação é mais crítica no âmbito da violência contra as crianças e adolescentes no caso das crianças porque muitas vezes a a escola é o único espaço de socialização extrafamiliar que a criança tem e ela escola tem um papel importante no sentido de identificar as violências na identificação da criança está passando por uma situação de violência e nesse momento corretamente nós não estamos tendo né quer dizer que é uma medida sanitária importante é que deve ser cumprida a suspensão das aulas mas isso coloca também um desafio para as instituições que e aí a proteção às instituições responsáveis pela implantação do estatuto da criança e do adolescente que prevê que os nenhuma nenhuma criança pode estar submetida a uma situação de violência e que é dever do estado em todos os âmbitos é combater e buscar saídas para a violência contra a criança tem uma questão muito específica também eu tenho dialogado bastante os movimentos né que as pessoas que trabalham a questão que é a questão por exemplo da da violência aqui as áreas de habitantes tem sofrido a gente sabe que muitas vezes as famílias não aceitam é por conta do preconceito por conta de todo o estigma que essas questões de sexualidade e de gênero tem na sociedade e acho que essa é uma questão a iara trabalha bastante aliada deve comentar sobre isso né é uma gente sabe que existem esse estigmas e que e muitas vezes as sementes adolescentes lgbt acabam passando aí por uma situação de violência dentro de casa e de violência seja a violência moral violência psicológica e até violência fim então essa semente também tá sendo um problema nesse momento de isolamento social nesse momento em que a gente está tendo aí os círculos mais de convivência mais restrito é tem uma questão que a lógica que é importante mencionar também lembrando sempre que a violência tem recortes e que as populações mais vulneráveis estão mais sujeitas a violência de gênero então nesse momento também as pessoas que estão em urântia é precária o mesmo aquelas pessoas que não têm moradia e é importante sempre lembrar das populações situação de rua que tem mulheres que sofrem também a violência de gênero nessa condição também tem estão numa situação ainda mais vulnerável é importante olhar a população mas as mídias sociais nesse contexto elas ganham importância no sentido de seja como canais de denúncia e isso é a gente tem visto alguns movimentos e têm surgido muito espontaneamente até de denúncias de casos situações de violência mas é importante que as instituições então estejam adaptadas estejam se adaptando a esse cenário para que essas denúncias que acontece são nossas redes sociais que a gente possa incorporar encher analisar e dá meios para dar vazão a essas denúncias e também para que os próprios canais de denúncia estejam adaptados para esse momento é e as relações pessoais na diretas e imediatas estão prejudicadas e tem um presente adaptação dos canais de denúncia nesse sentido ah e também as mídias sociais como reprodutores da própria violência porque a gente sabe que as mídias sociais elas não as mídias como reproduz nas como instrumentos de reprodução da violência a gente sabe que muitas vezes a gente tem visto aí bastante compartilhamento de fotos de vídeos de intimidade ou mesmo é o discursos de ódio discursos de que acaba um reproduzir indo todo o estigma todo preconceito de gênero que recai somente sobre mulheres sobre crianças adolescentes e mulheres lgbt zenfin mulheres negras não sabe que isso tudo acaba é reproduzir estigmas que a gente tem na nossa sociedade então sem essa é uma breve introdução que gostaria de fazer vou passar então a palavra da professora iara belelli só lembrando que a gente está tendo aí a possibilidade de interação do público com ela pelo whatsapp e e-mail aqui da câmara municipal né então o whatsapp da câmera 9782 937-6 aí tá aparecendo na tela e se você quiser fazer questionamentos comentários pode enviar e também nas redes sociais da gente do meu mandato nós temos também estamos fazendo transmissão divulgando e se você quiser comentar nas redes sociais facebook youtube também fique à vontade nós vamos fazer interação aqui na medida do possível eu vou passar a palavra da professora iara bom obrigada mariana agradeço imensamente bichos pregadora e destaca a importância de fazermos esse bate nessa casa porque legisladores têm a chance de perceber mais de perto quais são as questões que orientam as demandas sociais de modo a promover tanto a produção de leis como particularmente a fiscalização do cumprimento das leis que já existem e nessa apresentação e eu não vou falar das lgbt né não é minha área eu vou falar muito das eu tomo como base algumas matérias jornalísticas sobre a violência contra as mulheres mas especialmente as ações de grupos empenhados em fazer vários tipos de a sétima fazer denúncias nem combater vários tipos de acesso antes de entrar para o organismo tema e o esclareço que as redes sociais uma muito muitos podem pensar não são um mundo à parte mas essa elas estabelecem com limão ou a falar das novas tecnologias de comunicação possibilita o espaço sinérgicos de violação de direitos e acreditar dizendo né os discursos de ódio de que o tiago mentos propriamente mas é um é um discurso para desqualificar as pessoas que pensam diferente uma pessoa só percebidas ele é se essas novas tecnologias possibilitam esses passos em médico de violação do direito elas também são ferramentas importantes para contestar relatar e combater práticas violentos onde se destacam as redes de apoio os usos de ferramentas como blogs webcams e marcadamente redes de sociabilidade como facebook tem sido estratégicas para os sujeitos contemporâneos de um lado para pensar formas inovadoras é de visibilizar como os jogadores de ser e estar no mundo oferecendo uma obra boa tarde e reconhecimento no carro gui aqui é bordado das agruras por que passa as mulheres pelo fato de ser mulher acompanhei o material das jovens mulheres que vivem na abuso assédio sexual no rastard estojo de campinas movimento criado no twitter que tem 5/1993 seguidores cenouras os depoimentos podem ser acessados em várias cidades brasileiras adicionado o nome da cidade que você é acessar esse movimento tem parece inspirado no da naquele de 2015 quero raspar de meu amigo secreto e ganhou a cena nas redes sociais também pautada em relatos de quem sofreu com atitudes machistas e violentas de homens conhecer e o que é um ser parte da família piada parte do núcleo familiar parte da família ampliada ao mesmo parte de um grupo de trabalho um grupo de escola universidade faculdade o mesmo escolas é a índia turma do ensino médio como me parece que são essas esses depoimentos que eu analisei os áudios não ser uma especialista na questão da violência tem acompanhado de perto debate e os números assombrosos mulher que sofre violência desde as mais com certeza censure as passadas de 15 até de ausências físicas que recorrentemente terminam em assassinatos perpetrados por agressores muitas vezes de reparo e o grupo de convívio ou uma própria e mariana disse na sua apresentação em 2017 o assédio foi o 26º assunto mais comentado na internet nos últimos três anos as menções ao termo cresceram 324 por cento onde start para o novo tipo de assédio esse que é chamado de virtual e cresceu 26800 esses números são importantes e absolutamente necessário para gente pensar em políticas públicas de combate à essas filme um brinquedo ao ler os depoimentos das jovens do raspado em sousas campinas lembrei de uma frase de bubacar vídeo como vista o africano que dizia os números são imagens frias os depoimentos ativar o me a imaginação e ative muito a imaginação sobre os produtos traumas e potes material produzido nos corpos 10 produzidos nos quartos dessas jovens mulheres mas vai ler palmeira descrição do sofrimento ofensas inocentes passadas de mão entre aspas nos leva a compreender como essa prática violenta aponta para o lugar das mulheres na sociedade inclusive às vezes como elas próprias hipertensão o como ou com i e pesa dela e as denúncias de beijo sem consentimento passar a mão na bunda justificadas pelo agressor pelo alto teor alcoólico dele e dela tão recorrente além da exposição da vítima para outros colegas o que o e não desce com a famosa frase essa eu já peguei e não é difícil que se crie uma imaginação da vítima como moradia o consumo de álcool e ter muitos parceiros em uma festa comportamento naturalizado para os homens quando feito por mulheres as coloca sobre julgamentos morais e aí essas narrativas se junta o medo de contar o abuso quando criança por pessoas próximas da família após passados muitos anos será que elas vão acreditar não quero criar e família ainda pensa em contar depois de vários anos mas elas vão dizer por que você não falou na área e em menor medida estudo eu tô relatando um pouco do que eu pensei alguns depoimentos que enfim se repetiram então tentei juntar os aqui e meu nome dida por vezes aparece uma certa álcool babelização mas fortemente percebida na reação dos outros a ela estava sentindo lado mesmo também com aquela roupa o que ela queria os homens não são de pé de novo né voltamos para essa naturezas eu assisti menta percebida como um incentivo ao comportamento libidinoso é mais comum do que podemos imaginar o aluno posta uma mensagem sobre fotos e vídeos de uma colega de escola apontada com aquela que dava para todo mundo nas palavras de ele chega essa conclusão pelas fotos de biquíni vídeos dançando e ela postar e acrescenta que ela fica com cinco meninos ao mesmo tempo sugerindo que ela está procurando por isso em pó adora se exibir aciona moralidades que reforçam a ideia dos lugares apropriados para as mulheres no exercício de sua sexualidade e pula mais parece uma forma de manter essa pô e se manter essa posição de cada o motivo de feminilidade correto uma exposição e não causa qualquer comoção empatia mesmo quando elas vêm a público denunciar os agressores aliás esse eu acho fascinante né eu orientei uma aluna que fez uma pesquisa sobre interno que eu nem gosto mas que era ao pornografia de vingança né os homens tiravam fotografias estavam relacionamentos né e depois quando elas acabaram o relacionamento eles estão essas fotografias outra um grupo de whatsapp de amigos ou para diretamente na rede social e todo o debate midiático tô dizendo dá mais da grande mídia ohm e os comentários ao que aparecia né isso desse debate comentários de gente comum sempre é era apontado o nome da moça é o nome do agressor nunca aparecia o que me chamava muita atenção e agora também me chamou atenção nesse material que eu fiz o mar uma pequena ele uma análise é as várias denúncias sobre professores assediadores o que insistence lavar para as alunas tocando o seu órgão genital a tem bem percebido pelos meninos da classe aparentemente alguns desses carros foram levados a diretora da escola e segundo os depoimentos fez vista grossa a outra professor aparece como assediador no facebook de uma aluna de 16 anos comentando suas fotos detox e na sequência enviando nudes trairão quando isso vem a público ele a taxa de louca é a nossa casa dos professores me parece que a melhor saída é denunciar antes dos professores aliás eu gostei muito na política são quando você não fala da punição mais da educação isso da educação principalmente entre os pais né que são meninos e meninas é homens e mulheres jovens mulheres e jovens homens que estão ali que são padrões né você não tem uma uma coisa e hierárquica né é todo mundo então acho que a questão da educação é ela pode funcionar muito mais do que uma punição no caso dos professores me parece que a melhor saída é denunciar para a instituição a instituição fizer vista grossa e eu conselho municipal de educação e seguindo as pistas o caminho institucional para mim ele é certeiro mas aqui nós temos uma questão complexa vários comentários de notícias se propões debate o órgão a que se dá a necessidade da apresentação de provas o número de denúncias de casos de assédio é subnotificado exatamente e as próprias vítimas entendem que seria a palavra delas contra deus o depoimento feito ao rastegue pereira campinas temos ia o professor que fazia piada com as meninas em grava aí de fato era a palavra dela contra dele exceto se ela tivesse e se tivesse um grupo de menina que pudesse a testar e fazer uma reclamação professor é ah mas isso mesmo professor segundo depoimento publicou posto fazendo apologia de estudos seguida seguido de uma foto com os dizeres se mulher estivesse lavando louça em casa ela não seria estuprar considerando isso como um meme engraçado isso é uma prova cabal né é uma prova cabal que pode ser levada ao conselho a vi pela diretoria da escola depois ao conselho municipal de educação e seguir os trâmites a dos caminhos dos judiciários e com uma coisa dessa eu acho que a própria escola já pode no mínimo suspender este professor até menina contesta isso no mesmo o que ela faz lutando essa narrativa mundo esse episódio pela acontece dizendo falando do seu próprio estupro dentro do ambiente a milhar o que temos visto muitos relatos de pesquisa ou seja ela contesta essa frase do cara a partir da sua própria vivência ela foi estuprada dentro de casa a casa não protege o que este senhor aparelho né se isso esse posto existe de fábrica se o que ele tá sujo o comportamento neco e ele próprio deve saber se a casa não protege a nem mulheres em crianças de abuso e assédio e uma violência e a saída institucional ainda que possa ser mais demorado difícil é uma forma também e não transformamos as redes sociais em tribunais de inquisição usando denúncia por vezes mais circunstanciais mas um card testemunhas de atos ações e mesmo ideias e desvalorizam as mulheres na sociedade né e ela já são para mim é um caminho certeiro que vai acabar na perpetração de outro tipo de violência e que pode de fato levar à morte é proporcionalmente ligada o espaço privado méxico a mulher que se exibir ou é exibida muitas vezes é district geada na vida social tendo a sua decência questionada no espaço por esse modo os discursos normativos e violência e hierarquiza tipos de feminilidade colocando em polos opostos dignas indígenas decentes indecentes e tomam a clássica dicotomia entre divinas e humanas para de colocar em risco a segurança de pessoas a violência mantém e reproduz formas de pensar nos anos 70 argumentos jurídicos em itanhaém e dá uma ou da violenta emoção justificavam crime por meio da culpabilização da vítima garantir a impunidade ou diminuição da pena de pena para agressores e assassinos de mulher 40 anos depois as vidas das mulheres assediadas as acusadas assassinadas continuam sendo pensados como rés ou pelo menos 70 uma pontada o pioneiro trabalho de marisa corrêa autor do clássico livro morte em família um ar que foi uma numa perspectiva feminista sobre o homicídio é uma a mulher então eu eu o que eu tinha para mais para assim elaborado para te dizer era isso agora eu gostaria muito de ter questões porque aí eu acho que debate muito mais interessante obrigado tá bom obrigada iara por essa exposição né essa por essas considerações iniciais acho que é importante falar e ela falou bastante aqui né desse movimento é o zap da internet não é o dispositivo que inclusive foi bem noticiado pela mídia né que esse essa conjunto de denúncias dia sete violências que partiram para cima de idade muito jovem e que tem sido uma tendência é porque não é o primeiro movimento que isso acontece então e ela citou né o meu amigo secreto lembro daquele também meu primeiro agressor e também era uma hashtag né então a gente vê que as mídias sociais têm sido então é esse espaço aí de disporem de denunciar e aí a grande a grande o grande desafio que está colocado né para todas as instituições e como que a gente inclusive exatamente e para mencionou como que as instituições lidam com essa situação é tanto no sentido de é necessário criar dar respaldo porque nós sempre temos essa essa situação de uma uma como esse estigma que pesa sobre as mulheres acaba desde a gente manda a sua palavra então a culpabilização nela ela mereceu ela fez porque ela quis né quer dizer ela ela o ela está mentindo ela é louca isso sempre aparece toda vez que nós tratamos discutimos situações de denúncia de violência então primeiro para dar respaldo nesse sentido então dizer que o problema da violência e dessa discriminação de gênero ela é amplo e complexo na sociedade e é importante que a sociedade ouça as mulheres que a sociedade é de enfim é necessário combate à e o que pesa sobre as mulheres e essa eterna culpabilização da mulher pela pelo pela situação que ela sofre sobretudo que a gente consiga andar canais exatamente de como que como as instituições devem agir nessa com essa situação né como com essa consideração que a iara fez que eu acho muito importante muito pertinente de não transformar a rede social no tribunal porque na verdade não é a gente sabe que as existem injustiças né e se a gente não tem eh não é uma punição é uma situação que deve passar por canais enfim de ampla defesa e tudo mais e mas ao mesmo tempo como que a gente faz isso numa numa sociedade que tradicional mente aceitou a violência porque essa questão nós estamos falando a gente é de uma sociedade em que a violência contra a mulher é nos suas múltiplas formas o guido ao longo da nossa história naturalizada e tem sido aceita pela sociedade né aí sociedade ela olha e legítima muito das violências que passa mulheres crianças e adolescentes então é essa é o grande desafio é o desafio de como que as instituições lidam com isso é como que a gente consegue da porque eu acredito e aí eu vou voltar assim não sei se nós temos alguma questão chegou da whatsapp não mas eu queria até né aqui dialogando com iara falar sobre a questão da prevenção porque uma das o dedo acúmulo que o movimento feminista que a luta das mulheres têm ao longo teve ao longo da história é da importância da de você fazer prevenção quer dizer você não lhe dá é claro que a gente precisa lidar com as situações individuais e da espaço da canais para que essas mulheres meninas possam fazer realizar denúncias institucionalizar essas denúncias e ter políticas para que estas denúncias sejam tratadas da forma correta e necessária ao final daqui do nosso evento eu também vou colocar aí alguns canais possíveis que a gente tem de denúncias por mencionar alguns órgãos são possíveis de fazer denúncia e nós vamos publicar também nas redes sociais então é importante que a sociedade conheça quais são os canais de fazer essa denúncia é mas para além disso como que a gente tuições que também trabalham isso do ponto de vista da premiação né então e aí ela colocou essa questão do ambiente por exemplo da escola que é uma situação em que você tem violência entre pares nessa situação de da de violências assédios entre alunos e entre e aí não tem uma relação hierárquica mas infelizmente nós também temos muitos casos de de violência que se baseia nessa relação hierárquica né é entre professores e alunas sobretudo então isso é como que a gente trabalha isso a importância da discussão de gênero da discussão da importância da gente está debatendo essas questões no âmbito da escola e as instituições escolares sejam públicas e privadas assumirem compromissos no sentido de como diz não passa pano né eu acho que é talvez a passado o pano seja a coisa mais é o desafio mais importante aí no âmbito de todas é porque nós temos aí uma situação que como nós mencionamos né como são violências que acontece no âmbito de pessoas conhecidas e só torna muito mais difícil né então eu queria voltar aí para iara né quem foi ela pudesse comentar essa questão não é de como é difícil você fazer essa denúncia no âmbito de pessoas que têm relações de proximidade relações de convivência como que isso é percebido por essas pessoas como que muitas vezes você tem formas de de que é essa denúncia não seja digamos assim é colocada como pública você tem formas muito de esconder a estratégia de passar o pano e como que a gente pode pensar então essa forma de fazer prevenção né prevenção as instituições estarem prevenindo a violência né então é e e pelo seja pela por formas de debate compromissos das instituições então eu queria colocar essa questão tayara aí eu queria voltar a justamente na questão das instituições que quando você falava né na questão das educar não é o educar esses jovens chamar a atenção desses jovens para essas questões né mostrando que isso não é da natureza mesmo né não é da natureza dele passa a mão no uma menina o beijar uma menina sem o consentimento dela né isso faz parte de um comportamento a tio de alguma forma enaltece né quantas você pegou quantas você passou a mão ou com quantos eu acho que isso é importante agora a educação da própria instituição e também tem que ser mirada porque vou te contar um caso por smu mais ou menos acho que foi por volta de 2015/2014 teve uma zero muitas de duas na usp de ribeirão preto a faculdade de medicina por conta da calor a essas denúncias da mente tiveram na usp na área da de letras e tal também na calourada ontem várias meninas foram e denunciaram e abusos estou e eu me lembro de ter visto até falei sobre isso uma palestra já há muitos anos atrás na época que aconteceu o próprio diretor da faculdade medicina atribuiria o comportamento abusivo dos homens ao estado de pouca consciência porque estavam alcoolizados e quer dizer a torre da instituição tem que ser educada isso não é uma justificativa né você não vai acrescentar alcoolizado e você o que que as mulheres autorizadas quando o seu localizadas não assediam o bom e passam a mão na bunda ou sei lá em qualquer lugar dos homens então são esses comportamentos naturalizados e penso eu deveriam ser discutidos nas próprias instituições né isso eu digo nas diretorias das escolas a na no conselho municipal de educação do conselho estadual de educação na prof câmera né porque tira uma coisa que não é isso aí esquece tá o bêbado ninguém tem culpa não não isso isso pode levar a traumas físicos e mentais muito importantes para essas mulher e elas próprias muitas vezes podem achar que dó né os homens são assim mesmo não vocês homens não são assim isso é o que tá posto mas tem que ser deposto de alguma maneira então acho que existe as mesmas instituições mas só o educar os alunos né tem um até impressão mas isso é só um fini não tem pesquisa para afirmar isso é um filho em que os próprios alunos em algum momento estão se dando conta né que essa esse arroubo de eu sou um homem eu posso tudo as meninas já tem afastado nesse tempo então essa é uma educação que se dali né entre os pares e bom assistir isso ajuda agora quando você vai para uma relação de poder mesmo completamente desigual né iraque você tem o professor a diretora né o conselho aí todos esses tem que estar afinar esse esse professor que supostamente qo fez um post fazendo uma apologia ao estupro e se ele não se dá conta pelo visto ele não se dará contra tão cedo aí sim ele só vai se dar conta mediante comissão ou suspensão ou demissão ou sei lá o que mas algo tem que ser feito para que isso não aconteça para que isso não não seja marca que isto é uma prova é muito diferente de alguém vai poder tava me lembrando de um outro caso que hoje de manhã é uma amiga me me fez lembrar o outro caso lembra de uma escola de um casal em são paulo e foi foram acusados de pedof qual eles tiveram que fechar escolas vai sair ninguém sabe de onde veio aquela coração sofreram o processo e ao final aquilo era uma o antigo que estava me acabei na moda era uma fake news então a gente também tem que se dar outra do que que permite esse ambiente das redes sociais né eu não tô dizendo que as meninas estão inventando coisas não é isso mas às vezes a denúncia é uma coisa circunstancial ou mesmo a denúncia existe aconteceu mas a prova é dizer olha eu digo que ele fez ele disse que eu tô louca que ele nunca fez isso oi como é que você leva isso para sky e aí fica mais difícil né então um conselho para as meninas seria bom a e o cara tá fazendo isso junta mais gente amigas que possa ver o que ele está fazendo porque aí não é uma palavra contra outra são várias pessoas que estão vendo teve um caso que os próprios meninos também viram e foram falar sobre esse cara que ficava manipulando os seus órgãos genitais dentro da sala de aula de olhando para as meninas e os meninos também viram então é uma coisa que tem que ter umas alianças aí né provas cabais muitas vezes elas não existem nenhuma prova de ti cara que passou a mão na e aí como é que se adquire essa prova se você junta essa passada de mão que só você sentiu e ninguém viu o outras atitudes e são testemunhados por vários alunos desse arte de manipular os órgãos genitais ele também xingado as meninas depreciava as meninas em sala de aula isso é uma coisa que as meninas testemunharam e os meninos testemunhar é uma questão de que as meninas tão isso é isso dá um caso vamos dizer eu nem tô falando de um caso que vai parar o judiciário eu acho que muitas vezes você pode resolver isso na própria escola impensável que uma escola é e com um professor e assediar alunas né é impensável então o educar as instituições e muitas vezes né um diretor de escola a gente conhece as crianças eu não não fui professora fui a muitos anos atrás professora de escola pública por muito pouco tempo mas você conhece as pessoas a sua volta às vezes as os homens também né tem umas narrativas alimentadas por várias coisas né e aí ó e os professores ou diretor atualizar não mas aqui tem inventa outra tá é parar com essa coisa de dizer ah não é isso é uma invenção a instituição tem que se responsabilizar por essas meninas que esses meninos tem que se responsabilizar educação não é só ensino de matemática nem de biologia lhe ensinar como se relaciona também ali eles estão aprendendo a como se relacionar e eu acho que é isso é o papel da escola também é o ib esses atos que coloca nas mulheres numa posição sempre de inferioridade não quer dizer que elas tenham que ser colocadas numa posição de superior como é que fica em avaliando ou julgando porque usa saia curta porque tem a botinha da moda por que pintou o cabelo de vermelho ou menino porque tem trejeitos isso é um caso muito comum né nas escolas meninos só meninos e parecem mais femininos é que sofrem bullying dos meninos e das meninas aqui não é uma questão do sexo entre na não as mulheres todas não é pensam assim não muitas mulheres muitas meninas também julgam as suas colegas né por conta de um comportamento e elas próprias consideram inadequado né e na hora que ela é vítima muita dessas meninas muitas e também vão jogar lá como é e não como livre e aí e aí bom obrigada iara pelas considerações essa questão de educar as instituições realmente é muito importante e educado instituições passa na verdade os poderes precisam assumir a responsabilidade de educar as instituições acredito que são encaminhamento impossível da gente tomar aqui né na verdade de promover um debate e colocar aí campanhas com as instituições de da educação diálogo com a secretaria de educação no sentido da das instituições assumirem o compromisso de levar em à frente e tratarem com seriedade é essas denúncias de assédio de comportamentos depreciativos de dessas mul as formas de violência a gente já tá chegando aqui para o final da nossa atividade eu só gostaria de falar alguns alguns meios né de denúncia e aí no caso né de denúncia ou de orientação é para as pessoas que estão nos assistindo porque a gente sabe que é essa essa política de prevenção é super importante né educadas as instituições é super importante para a gente prevenir esses casos mas quem tá sofrendo a violência agora neste momento e muita gente está sofrendo violência nesse momento né é preciso saber como ea quem recorrer então é a gente sabe a violência contra mulher nós temos aí um sistema nacional que eu disse que 180 que é importante que é o sistema 180 tanto encaminha denúncia quanto orienta as mulheres na forma de denunciar e aqui em campinas nós temos os e amo o e dos casos de orientação e apoio das situações de violência doméstica e familiar então o seu não trabalha com o 0800 777 1050 é essa é o canal de como recorrer ao ser uma importante dizer que os amo não é não é um órgão de denúncia ele é um órgão de orientação e apoio aí tá passando na tela obrigada é um órgão de orientação e apoio então até porque quando nós mencionamos né fazer uma denúncia no caso de violência doméstica e familiar e traz uma série de repercussões importante que a mulher esteja apoiada país que ela conheça os seus direitos que ela esteja ciente dos processos inclusive dos processos legais jurídicos então o seu uma super importante para essa esse caso né para oi oi no caso de violências contra crianças e adolescentes nós também temos um sistema nacional que eu disse que sem é que faz que recebe então a cole essas denúncias né o órgão responsável pela pelo acompanhamento canal de denúncia e o órgão garantidor né responsável aí por por por por garantir a implementação do estatuto da criança e adolescente é o conselho tutelar é o disque 100 faz o canal conselho tutelar também mas nós também temos aqui em campinas alguns canais de denúncia específicos né do conselho tutelar é o 0800 7700 85 e o e-mail ct ponto [email protected] ponto gov a br eu esses são os canais de denúncia do conselho tutelar nesse momento de pandemia e de isolamento social o conselho tutelar também está funcionando com uma cada região da cidade tá funcionando um plantão de whatsapp né e a gente pode depois passar tanto na tv quanto para a publicar nas redes sociais os telefones referente a cada região então esses são alguns alguns dos canais para se realizar uma denúncia sempre lembrando que é nós a gente sabe que um dos grandes desafios que estão colocados é que essas denúncias possam e as pessoas que denunciam possam ter é apoio das instituições para que essas denúncias sejam levadas à frente para que as pessoas que denunciam sejam protegidas sejam resguardados e para que a gente possa tentam as resolução o asus as instituições elas não são perfeitas mas estamos lutando para aprimorar essas instituições mas eu acho que é importante que e faz parte desse processo também a publicização e a divulgação desses canais e também a gente aí então criar e pensar instrumentos acionar as diversas instituições e órgãos responsáveis para colocar isso que a iara sintetizou brilhantemente eu acho que é bem isso mesmo que é educar as instituições é isso e ela quer fazer alguma alguma fala assim não não tá certo eu agradeço imensamente a professora ea da belelli pela foi participar aqui né com a gente dessa reunião da comissão da mulher agradeço toda equipe aqui da câmera tv é o que que legislativa também pelo apoio agradeço a nossa equipe é o final do nosso gabinete também que tá dando aqui fez articulação né e cair prestando apoio na transmissão e é isso e desejo a todos uma boa tarde e para encerrado então a reunião da comissão da mulher volta aqui no estúdio ao vivo falando aí sobre a reunião da comissão da mulher que como você pode ver discutiu as relações da violência inclusive na internet com a especialista da unicamp que falou sobre este tema e amanhã durante os nossos boletins diários você acompanha justamente um resumo do que foi essa discussão lembrando também que ela está disponível para você assistir novamente no youtube.com barra tv câmara campinas e também no facebook da tv câmara campinas eu fico por aqui e você continua com a nossa programação uma boa tarde e aí a tv câmara campinas
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