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E aí [Música] E aí a TV Câmara Campinas E aí Olá bom dia a todas e todos que estão acompanhando Bom dia aos telespectadores da TV Câmera pessoas que estão acompanhando pelas redes sociais Bom dia as nossas convidadas queridas que aceitaram gentilmente o convite de participar dessa atividade também quero saudar as nossas vereadoras aqui presente que também são membros da comissão da mulher a vereadora Guida Calisto EA vereadora Paola Miguel eu já vou mencionar todas as nossas convidadas mas antes eu quero na verdade diz um pouquinho do Espírito dessa atividade né Nós estamos iniciando a o mês de março que é o mês muito especial para nós mulheres nessa reunião da comissão da mulher ela tem o intuito de marcar o início do calendário do mês de março que é o mês o Internacional de luta das mulheres 8 de Março nós sempre ressaltamos que o 8 de Março a uma comemoração sim mas é também um dia de luta um dia que nós vamos historicamente tradicionamente Nós tomamos as ruas da cidade do país do mundo reivindicando direitos reivindicados igualdade lutando contra o machismo infelizmente esse ano por conta de cenário pandêmico dessa situação triste que nós estamos vivendo as ações de ruas estão um pouco limitadas mas a gente está fazendo e preparando e organizando ações rede intervenções visuais enfim as mulheres são muito criativas nesse sentido não vamos poder fazer aqueles nossas manifestações que é o que a gente na verdade é é o melhor do mês de março né gente ir para rua a gente se ver a gente abraçar mas com certeza assim e essa pandemia Jesus é certo 8 de março do ano que vem vai valer por dois porque por dois ou três né e também no mês de março é o dia que nós rememoramos com muita saudade com muita é com muita referência né a a nossa querida Marielle Franco é que foi brutalmente assassinada no dia Quatorze de Março de 2018 ela eo motorista Anderson e nós também é continuamos na luta para saber quem mandou matar Marielle E por que mandou matar Marielle né então um mês de março também é um mês que nós levantamos as bandeiras da luta contra a discriminação de gênero contra discriminação racial contra as mulheres negras conta violência política que acomete as mulheres que estão aí nos espaços de representatividade com as nossas e as mulheres negras tranças que estão sofrendo um grandes ataques né E também lembramos da nossa querida Mariele que está presente entre nós né E que nos dá força todos os dias e que nós queremos sim que esse crime grupal seja de fato passado a limpo seja de fato esclarecido a gente quer saber quem mandou matar e por que mandou matar Marielle quero saudade também a presença aqui do vereador Gustavo petta que também é membro da Comissão da mulher né a gente tem aí a presença do Gusttavo entre as mulheres não são da mulher né então eu agradeço o Gustavo pela presença bom então já se tá aqui os nossos nossas convidadas né a gente vai ter um ele participação gravada pela New cena que agente de saúde pelo motor da legal Popular a gente teria a umidade uma saudação também da Juliana turno que é enfermeira da Rede Mais um vídeo Infelizmente ficou um pouquinho baixinho então depois a gente pública das nossas redes né não vai dar para para vocês ouvirem questões aí de da tecnologia E também porque agenda da Juliana não permitiu que ela esteja aqui mas depois a gente pública a saudação da Juliana nas nossas redes está presente também a Simone Cecília que a do coletivo de educadores a Nayara que a Presidente do Conselho Municipal de Saúde a Domingas queda o sindicato das trabalhadoras domésticas Aline Schmidt que é do coletivo juntas a cada o Kawasaki é do Conselho da mulher a Cléo dias que é da ubt União Brasileira de mulheres e a Júlia Abdalla que é promotora legal Popular nós convidamos S time né tão forte de mulheres para falar um pouquinho para gente Para conversar é então que saltam aos olhos né nesse momento de pandemia que a questão da explosão da esfera dos cuidados não sabemos que todo mundo precisa de cuidado todo mundo precisa ser cuidado né o cuidado com as crianças o cuidado com a casa o cuidado com a gente mesma o cuidado dos doentes dos idosos das pessoas com deficiência e na verdade esse cuidado historicamente foi atribuído Principalmente as mulheres seja no trabalho doméstico seja naquele tipo de trabalho trabalho profissional trabalho né no trabalho digamos assim é remunerado Por que muitas mulheres também fazem trabalho doméstico você vale o profissional remunerado né mas seja esse esse trabalho foi historicamente colocado é como responsabilidade das mulheres existe uma dizer a desigualdade de gênero a desigualdade de raça no nosso país perpassa também a desigualdade da distribuição dos trabalhos do cuidado e essa desigualdade que isso porque historicamente as mulheres e sobretudo as mulheres negras foram responsabilizados pelos pelo trabalho do cuidado também ao mesmo tempo a gente tem uma sociedade que desvaloriza esse cuidado desvaloriza no sentido do prestígio social desvaloriza porque muitas vezes são trabalho invisível é um trabalho que ele só não é visto ele só é visto quando não é feito é só quando tem ausência dele que a sociedade percebe que existe então trabalho okay invisibilizado e a um trabalho que geralmente ele é ele tem uma remuneração muito abaixo do que é a os trabalhos em geral eu a minha mãe eu quero contar aqui em casa né que minha mãe ela ela social é bem e ela trabalha com saúde do trabalhador e ela estava desenvolvendo um trabalho dentro das uma escola tá saindo analisando é o trabalho das merendeiras né uma análise ergonômica para recomendar mudanças no processo de trabalho e relação adoecimento que as merendeiras estavam tendo e ela me falou que ela observar O Rol de atividades descrito não estava no trabalho da merendeira o cozinhar o cozinhar não estava na descrição do trabalho daquelas mulheres cujo principal trabalho é o cozinhar Então qual que o que tá pressuposto aí o pressuposto é seguinte o trabalho de uma merendeira se não está descrito como cozinhar parte-se do pressuposto que o cozinhar é natural da mulher que é um dom da mulher e não é alguma competência adquirida ela não aprendeu a cozinhar ela não atendeu Ele saísse aquele trabalho e se ela não aprendeu senão a competência e ela não precisa ser remunerada por aquilo porque um trabalhador mecânico por exemplo ele adquire a competência de devo fazer manusear a técnica né Muitas vezes os trabalhos que nós mulheres vezes temos eles não são vistos como técnicos não são não são vistos como habilidades adquiridas e portanto não são remuneradas e valorizadas a contento pela sociedade e na verdade essa é uma questão histórica presente é em todo mundo e sobretudo num país como o Brasil em que um país que ele é fundado em cima de desigualdades o Brasil tem a desigualdade social racial E de gênero como a marca da sua sociedade é mas nesse momento de pandemia e explodiu por quê que explodiu porque na pandemia o cuidado vem à tona o cuidado de tudo e o cuidado das trabalhadoras da saúde que cuida que são maioria mulheres que cuidam dos doentes o cuidado das pessoas que fazem de idosos nos o cuidado profissional e familiar dos idosos que são grupos de risco o cuidado das crianças e aí a necessidade por exemplo todo esse debate sobre a questão da escola o cuidado com ai o cuidado em geral o trabalho doméstico né a situação das trabalhadoras domésticas que em grande medida não puderam fazer isolamento social não tiveram condições de trabalho para fazer isolamento social o cuidado da o cuidado da casa né das pessoas que puderam estar em quarentena e que tiveram que conciliar trabalho da família da casa com o trabalho com o Home Office Ou seja a questão do cuidado em meio à tona e tem uma questão né quer dizer se a gente tá passando por esse momento em que cuidado vem à tona tem se discutido que esse é o momento da gente trabalhar isso do ponto de vista político para que a gente tenha uma vez por todas no Brasil e no mundo a valorização do Cuidado a valorização em termos de remuneração em termos de prestígio em termos político e isso passa pelo empoderamento pelos acesso ao direito das mulheres pelo pelo fato das do Estado olhar as mulheres e como sujeito de direito e que precisam sim de políticas para que para que possamos exercer o nosso trabalho um trabalho que tem que ser valorizado em grande medida muitas vezes a gente vê essa esse esse neoliberalismo né E essa ideologia do liberalismo que é individualismo cada um bom e na verdade essa ideologia não corresponde ao que a vida das mulheres não corresponde porque as mulheres nós mulheres sobrevivemos vivemos e trabalhamos a partir da Solidariedade e isso é um momento penso que é um momento da gente debater politicamente O que é esse cuidado Quais são as suas tarefas O que são essas funções o que são e como que a gente faz para que isso seja reconhecido pela sociedade e pelo Estado para que a gente possa dar passos no combate à desigualdade de gênero e na melhoria da vida das mulheres no reconhecimento social do que é a vida das mulheres e o trabalho das mulheres então sem mais delongas eu vou passar aqui então para as nossas vereadoras fazerem uma saudação os vereadores também Gustavo podemos começar com Paola Paola para fazer a saudação é bom primeiro quero saudar aqui ela responde dadas né eu que melhor do que eu consegue explicar os problemas que a gente está passando na anemia quando a gente fala em relação à mulher e ao cuidado quero saudar meus companheiros e companheiros aqui de casa Mariana conti Guida Gustavo petta que é saudável também tudo sinal da TV Câmara e na câmera né que tão que fazem todos os dias isso acontecer né eles ajudam a gente acabou criando a gente também é eu quero saudar todos os telespectadores que estão acompanhando a gente através da do ao vivo do YouTube e do do canal a TV Câmera vou falar de cuidado é falar de mulher né ela tava aqui listando enquanto a Mariana colocava as profissões a gente tem a categoria das professoras né que onde mais linda puxando O que é mulher gente colocar as domésticas a mesma coisa a gente tem o número enorme de mulheres a gente tem as enfermeiras né E todas as pessoas que trabalham na escola que trabalham nos hospitais que são locais justamente de cuidados né e tem um fato quando a gente coloca a pandemia que é justamente de que quando a primeira onda né da convide a gente teve todo fechamento mas uma categoria que foi considerada essencial para categoria dos domésticos então a gente já ver como que você cidade é possa né como que ela se molda além de ter as mulheres são mais expostas porque senão médica romance de Economia você tinha duas opções ou você ficava exposta ao vírus todos os dias pegando ônibus lotado porque transporte público é um problema em todo o Brasil inclusive na cidade de Campinas onde a gente tem a tarifa mais cara do bra e ainda assim a gente não tem ônibus suficiente quem não se lembra de mulheres que acabaram não chegando ao trabalho perdendo o emprego tendo que gastar mais para conseguir chegar o trabalho porque a gente teve uma redução de ônibus que não era suficiente para suprir a necessidade de Campinas e além disso você ficava aglomerado tentar ensinar as domésticas elas ou se exponha ao vírus ou a gente voltava para o tempo onde você morava antes da casa quase como se fosse um trabalho de escravidão na cárcere privado e quem não se lembra também na primeira morte que a gente teve no Rio de Janeiro foi justamente de uma trabalhadora doméstica que pegou a cor verde da patroa porque isso é considerado um trabalho essencial lá ficou recusa da sua família pegou a doença porque a patroa inclusive negar acionista não avisou sabia da comid e acabou falecendo e a gente tem outros problemas que derivam disso a gente tem é e a Mirtes é a mãe do Miguel trabalhadora doméstica também que foi trabalhar não tive que deixar seu filho porque as escolas estão fechadas acidentes estão fechados não tem uma rede de apoio saiu para passear com os cachorros a patroa aqui é nem isso Ela poderia fazer e teve o seu filho quando voltou né retornou o seu filho foi morto estava morto né Por negligência é dessa mulher então tipo a gente pode ver né quando a gente fala de Cuidado existe inclusive uma desigualdade de classe porque as mulheres negras estão ali para cuidar e muitas vezes nós mulheres brancas de classe de classe alta acabou assim ficam as mais expostas ao vírus e não é à toa que quando a gente olha o mapa de quinta mais morrendo quais as regiões que a gente tem mais os casos são justamente as regiões periféricas são justamente essas profissões ditas formam essenciais e na verdade não são tão essenciais assim é além disso a gente tem um problema que se deu na academia onde mais cinquenta por cento das mulheres né então cuidando de uma outra pessoa seja um pai um parente um amigo vizinho é avô avó irmão isso faz com que as mulheres acabam muitas vezes ainda mais esse momento que a gente tá por muito tempo em perigo polêmico Tô voltando para a informalidade ou melhor perdendo a sua independência financeira porque Muitas delas tem que ficar em casa cuidando justamente nessas pessoas e não conseguem não conseguem trabalhar aí tem que abandonar as Universidades né O problema que a gente tá tendo agora também muro de abandono das Universidades cresceu muito por dois motivos o porque as mulheres Principalmente as mulheres negras são as primeiras a serem demitidas uma crise são as últimas a serem contratadas Então quando você chegar no momento que você não consegue mais pagar o aluguel muito menos a mensalidade da faculdade uma outra coisa a gente está tendo a Quadro fazer nada né não basta você mesmo que você consiga trabalhar fora você muitas vezes tem que chegar em casa fazer uma poderes da casa e ainda fazer o papel de vou colocar muitas "aqui né de professor de ensinar os seus filhos de acompanhar esse ensino que é remoto que a distância o que não tem condição condições também quando falar pessoalmente da Periferia porque você não consegue ter acesso a uma rede de qualidade você não consegue ter um computador disponível para cada uma das Crianças você não consegue mudar de ser um celular né e consiga ter internet para acessar essas coisas quando a gente fala é da jovens a gente tem justamente isso a evasão escolar nunca foi tão alta no Brasil Então se a gente colocar os dados de quem estudando na escola pública de que estuda na escola particular existe uma diferença muito grande a quantidade de horas dedicadas Principalmente nos na nos anos finais Entre 16 e 17 anos seria o terceiro ano então existe uma ervas na escola e principalmente das mulheres que estão fazendo um trabalho da casa né suprindo Essa necessidade das Mães das Tias dos Avós e quando a gente fala da série BTS por exemplo a gente tem um outro problema que é o convívio forçado muita muitas vezes com parentes e não as respeitam Porque no momento que você não tem emprego não trouxe não consegue se manter financeiramente sozinha momento que você tem que voltar muitas vezes por causa dos seus parentes até para conseguir dividir ali as despesas você compra de componentes que não te respeitam que não entende que muitas vezes são mais preconceituosos do que a própria são tão preconceituosos quanto a sociedade então falar de cuidado é falar de mulher ainda a gente tá voltando para um momento onde as mulheres estão perdendo a referência financeira e tem um outro agravante né como a gente está passando um monte de tempo em casa e agora com isso a fase vermelha que preocupa muito e aqui a Nayara acho que pode ficar para gente como que isso se dar por quê que tudo está acontecendo de novo mas é a gente tem um e depois a gente fala da violência contra mulher ela tá em casa cuidando dos filhos cuidando da família cuidando da casa e mesmo assim é a gente tem o número muito grande de caso de violência contra mulher E aí quais são as dificuldades hoje a denúncia as mulheres não serem seguramente para denunciar porque elas passam a maior parte do tempo com seus agressores e Isso dificulta que a gente consiga realizada a as denúncias então em todo mundo observou que o número de anos e saiu mas número de casos né é sumiu então mesmo a gente tendo um papel do Cuidado importantíssimo fundamental para a sociedade nós somos que mais sensível gastronomia seja ela dentro de casa ou fora então dentro de casa que muitas vezes tem os agressores e não permite que a gente sai ela não vai mentir sem a diferença financeira e não permitiu inclusive é que quando quando a gente tem emprego com a gente sabe quando as tem uma rotina a gente tem uma outra rede de a cor a fazer o trabalho que vem na escola o filho e consegue observar esses sinais e as ficava Preciso ajuda para essa mulher apenas dentro de casa não então dentro de casa você tem o seu agressor e fala de casa a gente tem esse vírus é tão Letal e mortal é bom vou ficar por aqui acho que a gente está repleta de convidados se podem Olha isso muito melhor do que eu tô aqui para ouvir também para aprender e tô muito satisfeito da gente começar o mês de março com esse tema que é importantíssimo é mulher e cuidado que são duas coisas podem lados desde o começo do mundo e que agora a gente tá vendo o agravamento disso oficialmente quando a gente fala da relação de mim então é isso obrigado tá ligada Paola gente acabei não combinando antes eu vou avisar com cinco minutos sabe sem assim não é uma regra rígida aí só para o pessoal é porque eu sei que tem bastante coisa para ser dita né E aí para a gente ir a gente distribuindo o tempo tá então eu vou passar palavra então para vida Calixto e a só um minuto vida só saudade também a presença que eu vi que entrou que a deve olhar para a arma o vereador a Débora Palermo que também é membro da comissão Que também está presente aqui com a gente vai lá Guida Tá bom Bom dia a cozinheiras e o nosso companheiro aqui quero saudar aqui a vereadora Mariana conti por tá coordenando essa reunião da comissão de mulheres saudade também as nossas convidadas que representam aí e as as nossas organizações de luta né tem que temos feito e voltando no cotidiano outra ela por direito luta pela vida né quero também saudar os vereadores né as vereadoras aqui o vereador Gustavo petta e se dizer que a manta oportuno né esse encontro nosso a Paola falou bastante coisas que não tem como a gente tirar desse contexto né Essa questão da da pandemia ela escancarou aquilo que a gente que nós militantes de esquerda militante para uma sociedade melhor sempre apontava vamos né e e com acordei e a isso ficou escancarado a desigualdade social racial de gênero e como isso tem afetado e E nessa academia isso ficou né mas agravado ainda né então quando a gente faz um encontro como esse a gente não pode deixar de apontar esses elementos e o principal deles é que nesse contexto da academia como que ela encontra né um terreno fértil para ampliar essa a paz está vivendo no momento extremamente complicado do ponto de vista de agravamento da retirada dos nossos direitos a gente só para dar um exemplo principalmente nós as mulheres que mais utilizamos o SUS EA no momento e que o SUS tá vivendo os piores a todos os momentos de março agravamento de retirada na rede ataques né do Sistema Único de Saúde então e fora os outros direitos mesmo nós estamos sofrer retirada dos nossos direitos que nós estamos aí acompanhando Nesse contexto nacional a e nesse contexto Nacional a gente não pode deixar deixar de dizer que é isso só com Ademir ao vírus o coronavírus tem sido um grande aliado desses governos tanto do ponto do ponto de vista Municipal né que a gente tem denunciado a todo momento a falta de uma política efetiva né de acompanhamento de rastreamento e de parar com a transmissão deste vírus está matando nossos por também né do ponto de também amiga Estadual que a gente tava vendo aí E principalmente né Federal Federal não tem nem como a gente tem a menor dúvida O que está acontecendo ontem aumentou o número é de mortos vítimas da Kombi de 19 e isso a gente vai ver que vai ampliar mais ainda então ir e tá tudo acontecendo como a gente está falando está denunciando né então isso quando a gente vai fazer a denúncia é isso é insuficiente vai aumentar enfim tá muito difícil um a e nesse e nesse contexto não dá para gente deixar de apontar como a Paola do disse aí é nessa como que tem sofrido não Principalmente as mulheres negras né nesse nesse campo é da desse contexto da vulnerabilidade as mulheres negras são as que mais tem sofrido então a gente vê que são elas que têm menos acesso ao mercado formal de trabalho né Não elas têm menos acesso aos serviços e somente acesso à educação à saúde à moradia é Enfim então não tem como a gente deixar de apontar E aí nessa nessa questão né dá tanto na pauta que a vereadora Mariana conti apresenta né valores é só deixar nos cuidados como isso que a gente traz aqui sobre esse esse duplo Essa dupla e esse dupla takitan mina que as mulheres negras sofrem tanto do ponto de vista racial gol do ponto de vista de classe como do ponto de vista também do territórios de acesso Essa é a gente entende que é mais do que urgente a nossa unidade né Por campanhas nacionais do ponto de vista tanto aí da da nossa organização por pedido né dinheiro da universalização da vacina né E como a campanha pelo fora bolsonaro se esse governo continuar nós assim é a gente vai eu tô muito ocupada com que pode acontecer nos próximos os próximos meses aí que as perspectivas elas assim são bem né também também negativas a gente não vê perspectiva dentro desse governo o governo que aliar do vírus o governo que não ou não olha para o seu povo né Nós estamos morrendo EA poderia tá atingido hoje nós poderíamos Estar numa situação é diferente do que a gente está hoje mas algo menos que haja deliberadamente a favor do vírus e o vírus a gente sabe que essa pandemia tem atingido a nossa população de forma diversa de forma diferente então equipes outra camada trabalhadora que tem sofrido mais são as mulheres mas mulheres negras principalmente né que a quem tá na base da pirâmide Então eu a gente precisa ver como é que a gente avança né nessa campanha nacional e muitas pessoas me perguntam escola que ele continua online como que esse né que bolsonaro continua lá é óbvio que tá tocando todo o projeto do mercado e da porque eu não todo o programa né de retirada de direitos todo um programa que antes pouco ele ele tá tocando por isso que ele permanece lá então a nossa unidade em torno dessa campanha para a gente poder conseguir respirar e avançar nas nossas faltas é de extrema importância então por isso que a gente Saúda esse esse momento né da nossa organização e que a gente possa é trazer mais mulheres nessa luta e sobretudo aquelas que mais estão sofrendo neste nesse momento caótico social que a gente vive no braço e agradeço aqui e vamos continuar obrigado bom obrigada Guida eu vou passar a palavra então para a Débora Palermo a vereadora Débora Palermo aí eu avisando aqui no chat tá sobre os cinco minutos Oi bom dia Mariana Oi bom dia Mariana Bom dia vereadoras Paola Guida todos que nos assiste as convidadas parabéns por mais uma reunião né tão importante da Comissão da mulher e que seja produtiva que seja muito boa para a gente avançar né as políticas públicas para nós mulheres não sei se eu consigo ficar até o final que eu tô um problema talvez eu tenho que sair atender minha mãe né também outra mulher e a gente sempre ser um parando se ajudando né mas quando eu conseguir ficar aqui eu vou acompanhando vocês obrigada E uma boa reunião bom obrigada Débora eu vou passar palavra então para o vereador Gustavo petta que também é membro aqui da reunião tá bom bom dia bom dia a todos bom dia a todos a todos né estou aqui mas também a todos que nos assistem pela TV Câmara é complementar a presidente da Mariana conti complementar a vereador aqui da Calisto a vereador a Paola e a operadora Débora Palermo e todas as companheiras convidadas estão aqui para participar desse importante momento da Comissão da música e o falei na outra reunião né é a Maria da mesma me qualificou como um parceiro dessas lutas e é assim que eu quero me comportar e participar de todas as atividades da comissão das lutas né Por gualdade gênero no Combate à violência contra a mulher no tantas faltas importantes que os mandatos das vereadoras estão construindo na Câmara e também a comissão da mulher presidida pela vereadora Mariana conti é realmente Rossi é uma tragédia humanitária sem precedentes na história do nosso país e a gente além de viver uma tragédia humanitária Global provocada pela anemia no Brasil ela tem outras proporções por conta de uma resposta completamente irresponsável negão acionista do governo federal a situação no Brasil se agrava é nós viveremos um mês de março nos mais tristes da nossa história é isso não é terrorismo Como disse recentemente o Presidente da República isso é realidade EA verdade né são milhares de vidas perdidas e Muitas delas poderiam não não precisariam ser perdidas se a gente tivesse tido desde o início uma resposta responsável coerente com a gravidade que a pandemia proporcionar e não é dúvida que num país marcado pela opção marcado pela desigualdade de gênero as mulheres também esse tom as principais vítimas dessa situação por todos os aspectos já estão bem levantados tanto pela vereadora Mariana contigo pelas vereadoras se mantém cm então debate como esse é um debate muito necessário muito importante e que a gente possa se somar EA luta das mulheres é o tantas combate à tantas uma pessoa em tantas violências que são marcas do nosso dia a dia então é muito quero terminar dizendo assim eu disse isso na última reunião Arena mas para mim é realmente uma honra poder participar dessa composição histórica né da Comissão da mulher na câmara de Campinas composta história porque eu acho acredito que pela primeira vez é composta por maioria de mulheres e que isso se torne comum cada vez mais em todas as outras comissões né então eu queria realmente saudar essa nova composição da legislatura da cidade marca a desigualdade e nome é grosseira vamos assim mas que já é um grande avanço em relação deles atrás passada porque a vereadora Mariana conti segurou a onda vamos assim sozinha uma composição um trinta e dois ovos né então isso é revelador da desigualdade política institucional que existe na nossa sociedade tão Parabéns vamos aqui aprender ouvir e construir junto com as companhias que estão aqui convidados para este debate obrigado bom obrigada Gustavo gente então eu vou passar falar das nossas convidadas e a primeira fala é um vídeo gravado que foi gravado pela New cena a new não pode estar presente aqui por conta da agenda do trabalho mas ela deixou uma mensagem para eu vou colocar aqui compartilhar se tiver algum probleminha é probleminha técnico aqui da pessoa que tá manuseando viu mas vai dar certo acreditando que vai dar certo então eu vou compartilhar aqui com você é E aí E aí E aí E aí E aí e nesses tempos de pandemia em que todos os campos do cuidar foi colocado em xeque não é difícil de se perceber o quão importante é a presença da mulher nas mais diversas posições que elas ocupam nesse sentido de cuidar né seja as educadoras né professoras as domésticas aliás as domésticas que boa parte delas nem sequer quarentena puderam ter né porque seus patrões não abriram mão do seu conforto Mesmo durante esse período E aí então é veio todo uma sobrecarga para mulher que tem que dar conta do seu emprego né dos cuidados com seus patrões e com toda a casa deles né e também é o cuidado a pescada suas próprias famílias né e é lamentável que esses gritos essas reclamações que a gente tenha visto essas preocupações entre esta tenha sido só com o próprio umbigo do privilégio né de uma sociedade privilegiada que não se permite é sequer concedeu os direitos que as mulheres têm é o deveriam ter igualmente as demais pessoas para poder ficar também preservadas nesse período de isolamento social né entretanto eu acho que a nossa grande preocupação deveria ser sobre como é que as mulheres estão fazendo para sobreviver né é a lidar e sobreviver com as violências domésticas e agora o trancada Zé durante toda essa poderia com elas Esse quarto paredes é E então eu espero que esse 8 de Março seja mais um momento para refletirmos sobre o importante papel da mulher na construção de uma sociedade justa é afetiva e pautada pelo cuidado né na sua abrangência é isso que eu espero desse 8 de Março é legal a new cena que é a gente como internet saúde e também é promotora legal Popular ressaltando aqui que a Juliana turno que é uma enfermeira da rede Municipal ela gravou um vídeo mais um vídeo ficou muito baixinho e depois a gente publica nas redes também tá elas duas vão poder não está presente mas enviar então a sua contribuição é eu vou passar a palavra então para Simone Fernandes que é do coletivo de educadores e educadoras E aí Oi bom dia bom dia a todos os presentes aqui neste debate EA todos que estão acompanhando em casa Eu dedico a minha fala uma professora dos anos iniciais Rita de Cássia que veio a óbito ontem aqui em Campinas e também é todas nós pelo tamos e cuidamos das vidas e agradeço a possibilidade de estar hoje aqui com vocês compartilhando esse tempo de reflexão sobre as mulheres e as desigualdades que nos atravessam eu agradeço o convite enorme do coletivo de educadores e educadoras da rede que me delegou essa tarefa grandiosa que é representar o coletivo hoje neste debate tão importante para nós e para a cidade de Campinas a mulher se mãe e professora da rede pesquisadora dos estudos de gênero na escola foi professora no estado estou na rede Municipal de Campinas desde 2010 e também estuda as relações de gênero na escola Jesus desculpa gente esqueci de tirar esse daqui é e voltando né é eu estudo que eu sou professora e também sou pesquisadora das relações de gênero na escola desde 2004 no mestrado e depois no doutorado e isso é uma Pati né da minha história pessoal que como um rio traçou uma curva enfrentando um relevo improvável a partir do ingresso na universidade pública a educação transforma as vidas bom e as vidas transformam o mundo desde muito cedo nós mulheres precisamos aprender a lidar com os machismos da sociedade e como maneira de sobreviver a ele e para muitas uma maneira de sobreviver literalmente não podemos esquecer da Kelly da Silva quem 2019 ter seu coração lá no cado aqui em Campinas bom então para muitas sobreviver literalmente mas sobreviver não basta porque a vida pulsa em nós mulheres e também cursa de dentro de muitas de nós mulheres e mesmo com estes anos de estudos e reflexões ainda me vejo em volta uma questão essencial primordial que é como é que pode vivemos assim sofrendo tanto violência quanto mais da metade da população do mundo e mulher e a outra metade são nossos filhos e filhas e esse aqui destaco esse estranhamento não faço simplesmente para falar sobre educação formal e familiar mas sim para ressaltar parte do nosso poder no mundo do quanto poderosa somos nós mulheres como educadoras problematizamos os desafios no contexto escolar para que a escola não reproduza relações machistas e misóginas transfóbicas e homofóbicas e não reproduzir significa posicionar-se claramente e coletivamente contrárias as expressões de uma masculinidade tóxica na escola e é preciso enfrentá-la porque como um padrão de hegemonia essa masculinidade tóxica se mantém pelo simples funcionamento das estruturas sociais contemporâneas entre elas a instituição escolar e e como professora pensa em Minhas alunas e para quem beber a água não simples bebedouro pode resultar em constrangimento ou assédio ou descer de um ônibus escolar não passei escolar também penso no que uma professora consegue pode fazer na escola quando eu descobre que sua aluna trans passa o dia inteiro sem usar o banheiro em conta essas essas situações Porque sim aconteceram situações vexatórias e de assédio nesses momentos escolares em que estive presente mas se tu especialmente hoje para dizer que precisamos ter olhos de ver e que nossas escolas precisam fortalecer em seus projetos coletivos as lutas antifascistas anti-racistas anti machistas anti-lgbt fóbicas idealizando um Horizonte livre dessas violências e criando contextos escolares que constranjam impeçam o agressor antes dele se sentir no direito de produzir relações permeadas por violências na escola e nós não podemos naturalizar ocorrência de violência de nenhuma maneira em nenhum lugar e no caso das relações de gênero e sexualidade temos que ser capazes de não calar diante delas muitas situações do cotidiano escolar precisam ser enfrentadas pelos coletivos escolares apontando com muita clareza para construção de contextos livres de violências de gênero e sexualidade uma ação importante na rede é investir em formação continuada docente e da equipe escolar a fim de proteger as vidas das meninas e mulheres nas escolas fortalecendo-os e atuando frente aos machismo e preconceitos que tentam minar a autoestima EA força da mulher é mas também quando pensamos nas escolas sabemos que se trata de espaço sociais seguros para meninas mulheres as escolas se configuram como espaços Seguros porque estamos lá porque são lugares em que estas opções podem ser coletivamente com testadas com formando lugares sociais coletivos de cuidados com a vida EA dignidade humana e isso é fundamental para construir parâmetros de relações sociais de igualdade de gênero e sexualidade bom e como estamos agora nossa professoras e professores da rede mas em especial nosso professoras né neste momento tão difícil em que não estamos mais lá nas escolas o momento em que não é possível estar por conta deste cenário em que a cidade enfrenta o pior momento com relação à pandemia visto que governos preferiram proteger o lucro e não a vida das pessoas na semana passada como sujeitas ao extremo de uma situação estressante já sabemos que o retorno presencial em março era Sentença de Morte para muitas pessoas pois a cidade estava está beirando o colapso da Saúde sabemos disso por estarmos a todo momento cotejando as milhares de informações com os conhecimentos científicos e ficamos aflitas por que mesmo diante de todas as problematizações trazidas pelos conselhos escolares e citadas inclusive aqui no debate público sobre o retorno idealizado É sobre o retorno que foi realizado nesta casa um debate muito importante mesmo diante de todas essas avisos né de todas essas denúncias do que era presente previsível né e sabíamos Nós não somos especialistas Além disso o secretário de educação permaneceu inflexível ou permaneceu inflexível no debate repetindo faz que pareciam não ver a situação polêmica do município para retornar as escolas era preciso que os governos tivessem tomado medidas mais rígidas de controle da pandemia meses atrás e também de renda básica para as famílias conseguirem se manter isoladas para retornar às aulas presenciais é Preciso aumentar a velocidade da vacinação na cidade isso diminuiria a circulação do vírus isso estaria protegendo as vidas mas infelizmente nada disso é o cenário que estamos vivendo hoje nós professoras e professores seguimos defendendo a vida nossa de nossos filhos e filhas a vida de nossas alunas e alunos e de seus familiares a outra reflexão é que todas as situação angustiante em que temos vivido na educação Desde o ano passado até explicar um pouquinho até msm data O Retorno marca data de um retorno como se marcar a data bastasse para tornar o retorno possível e daí não podemos retornar porque academia fica descontrolada e depois marca O Retorno de novo então tudo isso tem servido para nos tirar a atenção do que realmente importa nossos alunos e alunas precisam de tablets e de acesso para poder estudar em segurança Até que a pandemia seja controlada e as vidas salvas não precisam de uma data precisam de recursos sem isso viveremos no final deste mês de março novamente essa situação angustiante Como foi o ano passado inteiro o nosso professoras assim como muitas de vocês e sentimos a sobrecarga nas tarefas domésticas pois nem todas temos companheiros e que partilham desses cuidados estamos atarefados cuidando de nossos filhos e filhas e de suas aulas online e preocupadas com a saúde mental e física deles ao mesmo tempo e que estamos em tela e trabalho e o qual se faz presente o tempo todo em nossas vidas uma diretora me contou que atende as famílias até depois das 10 horas da noite outro dia porque esse é o horário que algumas famílias conseguem mandar e ver mensagens e ela comprometida com a educação e solidária com os problemas que afligem a sua comunidade escolar buscava atender a todas mas estava exaurida estamos como ela cansadas e ansiosas É um cansaço difícil de descrever em toda a formação que recebemos nos preparou para isso que estamos vivendo não preparou ninguém e desde o início do ano passado tivemos que lidar com muitas coisas buscando adaptar da melhor maneira possível as aulas remotas ó e além de ter que planejar e transformar para linguagem remotas aulas tendo que aprender a usar plataforma sem pensar como criar percursos Nos quais não estamos presente para mediar a aprendizagem também temos que preencher muitos relatórios criar planilhas e pesquisas para as famílias analisar dados responder mensagens no WhatsApp no Google sala de aula orientando alunos postar e corrigir as atividades fazer o caderno impresso e planejar Como será o nosso trabalho tendo que preparar atividades online aulas presenciais quando tiver o retorno e atividades impressas porque haverão família que não poderão retornar e também não terão acesso eu trago isso aqui para dizer que nós estamos trabalhando muito embora o nosso sentimento seja de que parece que nada do que a gente tem feito é suficiente porque não é suficiente o suficiente porque nada substitui a escola EA mediação na relação professor-aluno o caso que ocasiona aprendizagem ao passo que tudo isso acontece e também estamos graças por estarmos vivas e trabalhando e nos colocamos solidárias com as dificuldades enfrentadas pelos comunidades escolares bom então como estamos nós professoras neste momento estamos sofrendo como todas cansadas também e buscando acolher nossos alunos e alunas e desejando que a vacina chegue logo para nos proteger e para que possamos voltar em segurança e quando falamos em segurança é a nossa de nossos alunos e alunas e das famílias envolvidas Tá bom vou finalizar essa nossa contribuição do coletivo de educadoras apresentando Se eu conseguir um gráfico porque eu acho que esse gráfico aqui ele é muito importante é para chamar atenção e por uma reflexão sobre o tempo nosso O tempo das mulheres né veja que é um gráfico que ele é que ele traz práticas de atividades físicas e de lazer de esporte no tempo livre no tempo livre e aqui ao longo dos anos a partir dos 15 até os 60 anos e ele ele flexiona né homens com mais de cinco salários mínimos estão aqui mulheres com mais de cinco salários mínimos também estão aqui ó aqui são homens com até meio salário mínimo Então veja que na adolescência e na juventude eles têm um pico aqui de práticas corporais esportivas né e que depois tem uma vertiginosa queda né atingindo aqui uma na velhice Pouca pouco tempo de atividade física de lazer esses do mês são uma média né a média engana os remédios matemática beijo aqui na média parece que tá tudo tudo muito próximo e não tá porque quando nós olhamos aqui ó esse roxo são as mulheres com até meio salário mínimo nós percebemos que desde muito cedo desde 15 anos de idade Quando foi feita Essa pesquisa é de 2015 tá gente as mulheres não tem tempo livre as mulheres com menos de meio salário mínimo vivem sem ter tempo livre para a prática de atividades físicas esportivas e de lazer Isso é que é muito gritante eu trago esse gráfico de 2015 para dizer que mulheres pobres tem uma vida extenuante desde muito tempo e academia aprofundou mas não criou essa situação e veja os cuidados com a vida os cuidados não cabem nas formas de vida nesse mundo capitalista e não são valorizados desde muito tempo em Campinas é na última edição que a gente teve dos jogos escolares nas escolas municipais as equipes femininas de futsal excederam em um ou dois times as equipes masculinas Então as meninas gostam de praticar esportes é mas onde é que elas vão continuar jogando aqui na cidade fim da desse tempo nas escolas do município digo isso para reafirmar que não é falta de interesse das mulheres é falta de políticas públicas que assegurem condições dignas de vida das mulheres na cidade porque nós mulheres cuidamos das vidas mas em que condições o molho mas o gráfico e penso nas nossas vidas pensem Minhas alunas pensa em nós professoras diretoras e nossas famílias nos professores solidários nos homens solidários nos horizontes estreitos que vivemos agora e como poderemos a largar só a luta transforma a vida finalizo com esta minha festa nossa contribuição do coletivo vou finalizar com algumas palavras da Simone devolvo a que nada nos limite que nada nos defina que nada nos sujeite que a liberdade seja nossa própria substância já que viver e ser livre porque alguém disse e eu concordo que o tempo cura que a mágoa passa Que decepção não mata e que a vida sempre sempre continua bom obrigada gente obrigado obrigada Simone e anda pela contribuição eu vou passar a palavra então para Nayara que tá com uma tem um compromisso logo mais né Nayara tá com o tempo corrido mas aí você tá aberta a palavra tá bom muito obrigada pelo convite e agradeço muito e fico muito honrada de estar aqui inclusive e depois de uma fala tão bonita como aquele minha percebeu né do coletivo de educadores eu sou o Presidente do Conselho Municipal de Saúde de Campinas e eu tô com uma situação prevista de punho familiar né de doença na família e tem um voo marcado então por isso que eu não tenho saído de demorar muito infelizmente né e por isso vou ter vou fazer mal fala um pouco restrita né um pouco em singular aí nesse nessa diante de uma é um relevante tão importante para nós do Conselho e do movimento popular de saúde né que eu sou militante do movimento popular de saúde e para nós a questão de gênero EA questão das mulheres neste que não é só uma questão do 8 de Março né todo dia né Ela é marcante e na situação que a gente tá catástrofe sanitária aqui nós estamos vivendo e o Brasil hoje de todos os países do mundo está se configurando como o pior país né do ponto de vista conseguiu passar os Estados Unidos nesse aspecto E hoje nós estamos numa condição de completa desgoverno e Desmantelo e de destruição do povo brasileiro né com a pandemia da forma como ela está sendo conduzida em nível Nacional especialmente mas também em nível estadual e também com contribuições aqui na E qual é com todas as circunstâncias de mortes recorde de morte de alho toda essa situação que está penalizando a nós todos eu tenho a dizer que para nós mulheres essa circunstância é uma circunstância muito mais grave seja porque nós tenhamos uma situação de maior contaminação do que os homens né os homens morrem mais mas nós somos mais contaminadas do que eles seja porque a gente é objeto né dessa violência doméstica gravada durante os momentos da pandemia E no caso do Brasil como acontece também no México a violência doméstica ela é morte ela é assassinato ela é feminicídio assim que aparece a nossa viu e nem tão assim é a destruição né É O Extermínio das mulheres que estão ou em casa ou exterminados também pelo nível de determinação da pandemia que a gente tá vivendo né então são circunstâncias que são muito graves e especialmente para o gênero para ir para a questão das mulheres dizendo feminino é e pensando também todas as coisas toda a questão também LGBT que acaba também é vivendo mais ou menos a mesma característica a mesma realidade né de espoliação de destruição e de opressão né no caso das mulheres existem estudos também que são que a gente já contou isso inclusive quando a gente fez uma discussão com o pessoal do Conselho Municipal de direitos da mulher a mortalidade materna no Brasil também é uma das maiores um grande no mundo inteiro pelo menos estudos que a gente teve acesso essa questão também e na mortalidade materna por convide né das mulheres que são afetadas contaminadas por corrigir Então são circunstâncias aí que nos colocam desafios importantíssimos e que nós estamos cada vez mais parece longe de conseguir fazer um enfrentamento adequado né no caso é eu vou tratar um pouco da situação aqui da classe trabalhadora feminina dos trabalhadores da saúde né que é majoritariamente feminina que tem um desafio maior E aí nós temos duas expoentes aqui que já foram apresentadas e falar a Juliana turno o preço muito ruim militamos muito juntas né e a new cena que é agente comunitária então falando aí dessa situação a operadora de Saúde de São uma uma trabalha um conjunto de trabalhadores e trabalhadoras muito maior de mulheres dela é uma força de trabalho feminina no caso de Campinas nos debatemos aí desde o início da academia com vários Desafios que foram de uma certa forma sendo equacionadas que é no início a falta de IPI Ned equipamento de proteção individual a falta de testagem e logo de cara no agora recentemente para foi ouvir todo uma questão de priorização das vacinas Isso foi um processo crescente de muita luta inclusive que nós do Conselho também fizemos defendendo a os trabalhadores e as trabalhadoras de Campinas né porque no início esse processo não tava dado né de reconhecimento da importância do inclusive do ponto de vista de dentro dos trabalhadores que gradativamente no início foi possível e agora inclusive recentemente os trabalhadores mesmo com Academia nesse nível alto estão tendo ainda exposição porque não estão podendo fazer tela trabalho né foi retirado o o Decreto que que permitirá isso e a gente tem vários relatos de Exposição acontecendo de pessoas com mobilidade grupo de risco para convite né então nós temos aí situações que ficam ser adequadamente tratadas pelo poder público municipal das nossas trabalhadoras nós tivemos todo um processo aí de direitos é e caçados né durante esse processo da pandemia inclusive dos trabalhadores e das trabalhadoras e hoje a gente vive com a sobrecarga e uma pressão da Saúde Mental desses dessas trabalhadoras né que a maioria dos trabalhadores da Saúde imenso né inclusive com todo o processo aí de contaminação agravada pelas novas variantes de vírus né existe encontre uma suspeita de que a essas novas variantes vão é é prejudicar o poder das vacinas que já estão colocadas né então nós estamos com quadro muito preso com muita dificuldade de lidar com a situação e claro as mulheres dada a situação de cuidadoras e de trabalhadoras no caso da Saúde o grupo mais proeminente né é estão sobre um risco é muito mais presente então eu queria fazer uma fala que reconhece o trabalho dessas trabalhadoras desses trabalhadores mas especialmente das cuidadoras e saúde é e reconhece a necessidade de um tratamento diferenciado para as mulheres especialmente as mulheres que estão sofrendo o nível de violência agravado durante academia eu termino aqui minha fala até porque eu não tenho mais condição realmente de tar me colocando tô precisando do realmente sair e agradeço muito a oportunidade de estar junto com vocês aqui nesse momento importante de Luta pelo Direito das mulheres muito obrigado bom obrigada Naiara nós compreendemos né na verdade a gente vê nessa própria reunião que as mulheres muitas vezes tem que sair das atividades políticas porque tem que cuidar dos seus pais das suas das pessoas na verdade isso faz parte também do cotidiano da política das mulheres né então quê que dê tudo certo e a gente não tá te ouvir bom né e eu vou passar a palavra então para a Domingas que é do sindicato das trabalhadoras domésticas de Campinas Oi oi tá me ouvindo Oi bom dia oi tá me ouvindo eu acho que sim estamos ouvindo Domingas o ok dentro desse novo normal aí se é para gente tem que estar se colocando e perguntando né Eu queria dar um bom dia a todas EA todos essas mulheres maravilhosas que estão aí nossos companheiros de luta ao Vereador Bom dia a todas e todos que estão nos ouvindo Estamos vendo pelas rede e agradecer a Mariana pelo convite eu sou a Domingas sou tio de Tato dos trabalhadores domésticos e estamos aqui para falar um pouco muito do que muitas companheiras já levantou aqui né na questão desses cuidados tão importante que agora com essa pandemia veio à tona bom então eu gostaria de lembrar um corpo que é nós enquanto classe trabalhadora nós estamos sofrendo diversos aparelhos vídeo já não é de hoje né que a gente vem sofrendo diversos ataque nesse último período e em geral né Toda a classe trabalhadora a classe dominante neoliberal os patrão o governo quer acabar com tudo que conquistamos ao longo desse Zando através de muita luta né dê muita morte por exemplo lembrando as nossas o banheira que hoje nós estamos aqui falando do 8 de Março daquelas mulheres que foram mortas e mada né da fábrica Então não é de hoje essa nossa luta essa luta da classe trabalhadora e nós trabalhadoras domésticas são parte dessa classe e que estamos sofrendo hoje onde respeito Total a nossa dignidade a nossa categoria é formada o grande parte de mulheres a maioria são mulheres negras e são mulheres que é arrimo de família muitas e o celular sozinha ou o seu o seu ganhe o seu salário e os nossos direitos repetindo Aqui estão todos ameaçado por exemplo a nossa aposentadoria né e os demais direito os governos querem que a gente trabalha até morrer como nós sabemos nós mulheres trabalhamos desde criança né A maioria de vós desde criança eu já trabalha cuida dos irmãos ou ou trabalha mesmo causa da doméstica muitas começam trabalhar até com oito anos de idade entendeu antigamente muitas trabalhadoras domésticas eram é e eu trabalhar nas casas partir de oito anos então quando chega na idade de se aposentar esse direito está assim muito ameaçado está cada vez mais longe de ser realidade e sem contar com os demais direitos né e é nós também sofremos nesse nesse último período aí ela trabalhadora doméstica É porque ela trabalhadora que ela o piso dela é é aquele piso mínimo do estado e há mais de um ano esse governo do PSDB aqui do estado não deu reajuste nem 2020 e nem 2021 a gente já está no mês de março até hoje ou governador do Estado não deu reajuste para aquele piso mínimo então é mais um sofrimento para nós ir difícil entendimento para os empregadores está dando o momento é nós também temos direito à moradia digna mas tá longe de conseguir isso nós temos direito à educação pública de qualidade para os nossos filhos homem Nós estamos vendo hoje aí nossos filhos né como já foi dito aqui O filho daquela companheira Mirtes morreu por falta de uma creche de ter onde ficar se não tem creche e teria que ter um salário mas os governos não se limitaram Lindalva uma sesta na cesta básica para as mulheres que tem que ir na escola tem filho na creche e com isso as crianças vai e as mulheres estão sofrendo cada vez mais tem e onde deixar seus filhos e que dão exposto aí o que aconteceu com o filho da companheira e que não é diferente não é diferente em ou e em outros estados em outras situações então nós também não temos uma moradia digna a gente não trabalha próximo do nosso é nosso amor a dia a gente às vezes leva duas horas para ir duas horas para voltar o transporte é muito ruim o transporte está muito sujo Ultimamente não tem não tem como manter o distanciamento muito caro né então assim você tem que sair de casa 4 e 6 da manhã para trabalhar do outro lado da cidade então não tenho transporte e não tenho uma moradia onde que a gente pode morar perto porque não tem políticas públicas para isso então é é tudo isso é sofrimento na vida da mulher bom e nós sabemos também que a nossa categoria das trabalhadoras domésticas e teve uma das primeiras vítimas da convite que foi aquela companheira do Rio de Janeiro que a patroa chegou contaminada de viagem e não comunicou então isso também a gente viu ao longo do ano do ano acontecer esse tipo de reclamação empregadores que não avisa que esconde da trabalhadora ou então existe que a trabalhadora fica até um mês lá no serviço 15 dias em casa porque tem alguém contaminado ou com medo da trabalhadora levar contaminação para dentro da casa então é uma uma situação muito complicada o que nós estamos vivendo e a gente vê esse governo que está aí que não tem responsabilidade sobre os trabalhadores implementou também várias medidas Provisórias que ver e também acarretar em perda de direito para trabalhadores menos no nosso caso assim os patrão poderia afastar a trabalhadora ficar trabalhadora ficar em casa só que muitos exigiram que a trabalhadora mesmo afastada fosse trabalhar sabe é uma categoria complicada porque nós não temos como entrar no lar nós não temos como entrar no condomínio entraram a numa residência para fiscalizar o que está acontecendo nós dependemos da trabalhadora vir denunciar e nem sempre a trabalhadora consegue é e essa consciência do que está acontecendo e vim denunciar e também com esse isolamento social é isso significou maior permanência de pessoas em casa isso porque as pessoas passando maior tempo delas em casa aumenta duas de Lima mandar o limpeza né as refeições que antes era feita agora passou para dentro de casa as crianças que ficavam um tempo na escola agora estão dentro de casa então aumentou essa demanda por cuidado porém ter tem dentro é a essas crianças muita atenção para as crianças aumentou até o desafio de muitas trabalhadora ter que ajudar nas a aula escolar da das Crianças aonde além de ter os filhos dela que fica em casa que não tem aumentou esse desafio também para trabalhadora doméstica né então o trabalho doméstico ele é muito importante na higienização né agitação das pessoas só que não É valorizado Aumentou a demanda por ingenisar roupas e higienizar os alimentos até aquela demanda invisível talvez a trabalhadora tem que organizar o lar pode estacionamento da sua família quantos pensamentos da pessoa então é uma demanda mental muito importante que a trabalhadora também tem que tá fazendo isso o distanciamento dos membros da família bom então é uma profissão das mais antigas é uma profissão da origem da escravidão e a maioria são mulheres como eu já disse entendeu e não não não tem aquela valorização necessária que precisaria ter bom e é uma tarefa fundamental para a vida dos seres humanos né porque Ninguém Vive Sem a libido é uma tarefa fundamental para a vida social de quem trabalha fora e pode pagar uma pessoa para ter alguém para cuidar é uma tarefa fundamental Então hoje e a gente vê muitos Absurdos né Depois desse ano aí de pandemia aumentou muitos Absurdos que a gente vê né Por exemplo a pessoas que nem eu já disse pessoas que estavam afastada e o patrão é entrou com aquela ajuda emergencial estava afastada e o empregador exigiu que ela fosse trabalhar então é isso assim foi muito frequente que a gente viu esse ano né é patrão que afastou a trabalhadora também mandou ficar em casa depois agora no final do ano falou com aquele aquele tempo era uma férias que ela tem umas férias Ela ficou em casa mas não sabia que tava acontecendo aí depois falou pega uma féria os outros que chegaram no final do ano lá e não vou apagar seu 13º porque a lavanderia não tem que pagar 13º para você para então assim foi muita coisa que aconteceu e que a gente está vendo né como se nós trabalhadoras tivéssemos culpa desse vírus como nós tivesse responsabilidade como se fosse nós que tivesse criado esse vírus nós não temos culpa nós somos trabalhadora então assim é muitas companheiras já falou muito aí então eu era essa um pouco da minha reflexão que eu queria fazer com vocês E aí lembrar também um pouco da nossa companheira lá que a Mariele e outras companheiras né Por assassinada dizer que esse mês de março a difícil a gente talvez não vão poder sair à rua para colocar as nossas indignação mas que nós não vamos desistir jamais podem eliminar uma pode eliminar outra companheira Mas a nossa luta vai continuar porque muitas já foram mas nós não vamos desistir de lutar por dias melhores para nós e para os nossos filhos e eu queria também deixar mensagem para vocês a carga a Tati com outra mulher trabalhadora quem sofre é um conjunto da nossa classe por isso luta é contra o preconceito não tá contra discriminação luta a violência que nós mulheres sofremos deve ser uma luta de todas nós de todos nós todas e todos que tem consciência e é têm que lutar então assim a luta continua vamos seguir não vamos desistir tá difícil mas nós não vamos desistir jamais obrigado e até Obrigada Domingas eu vou passar a palavra agora para Aline eu tô avisando no chat a gente porque para não atrapalhar né porque às vezes a gente entra no meio da fala da companheira é atrapalho Então mas eu tô avisando o tempo no chat só para gente ir meio-dia medindo aí para a gente dar tempo de todo mundo falar Tá bom então eu vou passar a palavra para Aline que é do coletivo juntos Oi Oi gente bom dia é sempre um desafio aí falar depois de tantas falas bonitas antes de começar a queria também salvar o espaço dizer que estou muito contente aqui com vocês hoje gostei muito assim de todas as falas que me antecederam acho que tocaram outros muito importantes mesmo nessa situação caótica que a gente tá passando aí no país é da que hora da academia mas também da importância em o trabalho do cuidado né EA forma como ela é entendido pela sociedade que uma das vezes tão entendido como um trabalho mas sim algo natural da mulher assim como a própria Mariana colocou aí na abertura né então também que a saudade aí trabalhar as trabalhadoras da câmera e também as funcionárias de saúde que estão cumprindo o papel muito importante aí na Linha de Frente nesse momento tão difícil da estação o nosso país acho queria começar dizendo que acho que a própria pandemia né Ela é um resultado da forma como essa sociedade Nossa tá muito doente acho que tem a ver tanto com a relação e esse sistema tem com a natureza de destruição de transformação de tudo em lucro né de mercadoria E aí acho que também isso faz com que esse momento seja o momento que a gente repensar de quatro as nossas relações e daí acho que se por um lado a gente teve aí a necessidade de isolamento no momento tão difícil é para gente né é como a maneira um pouco de cuidar das nossas mulheres essas crianças também nossa esposos companheiros enfim como ainda não há é uma vacina para todo mundo acho que se coloca aí também novamente o debate da o look Down é como a maneira da gente preservar nossas vidas enfim é por outro lado a gente também teve uma sobrecarga na tarefa dos cuidados mesmo né que eu acho que é domingo às aí que me antecedeu o cocô em bastante é bastante exemplos assim de como nesse momento as nossas responsabilidades dentro de casa aumentaram Ainda mais nessa a gente já vivia antes o momento em que havia uma naturalização de as tarefas domésticas serem todas as responsabilidades das mulheres agora que a gente tá dentro de casa a gente Precisou se desdobrar ainda mais para conseguir dar conta aí de ajudar as crianças dentro de casa com escola mesmo sentei uma preparação para isso é de ter que continuar e aumentar ainda as tarefas de limpeza né e tudo mais e daí eu acho que tudo isso de fato gerou uma sobrecarga superior pela e já existe é que tem a ver com a dupla tripla jornada de trabalho mas que agora foi ensinado da comia tudo simples ficou ainda mais e esse trabalho assim como antes continuam invisibilizadas pela sociedade né E por um lado acho que a gente tem esse cenário então muito difícil mesmo em que a solução que a gente tem para agora é o isolamento não tem outra né enquanto não a vacinação para toda nação e por outro isso acomete aí o uma consequentemente uma sobrecarga de tarefas das mulheres que continuam tendo todo o trabalho cuidado sem invisibilizada falsidade menos pesada e não entendida mesmo como trabalho e aí eu acho que é muito importante a gente tá fazendo esse debate perto do 8 de Março e como a Mariana também colocou ali no início é uma data muito importante para o movimento de mulheres no Brasil e no mundo o que tem a ver com as nossas lutas por direitos né Por igualdade por justiça social e acho que esse 8 de Março tá sendo muito vai ser muito diferente do que foram os outros e aí tem que gostaria de lembrar assim que nos últimos anos o aumento mulheres têm dado um exemplo de como se deve mobilizar e se organizar inclusive do ponto de vista internacional né É É muito não sei se vocês lembram mas não tem uma casa a gente tava discutindo a necessidade de se ter uma greve feminista e pensar greve inclusive em outros termos né não apenas uma greve restrita ao trabalho Industrial o trabalho de serviços mais uma greve e significado do ponto de vista de que as mulheres parariam as tarefas do cuidado e acha que isso coloca para a gente também daí a a responsabilidade de Pensar todos esses termos que a gente simples O que é que tem a ver com a mobilização dos trabalhadores e com a necessidade aí da gente se organizar para construção de uma nova sociedade mas pensar isso agora a partir do temos feministas né então como a gente O que que significa as mulheres parar tarde e aí acho que a academia também trouxe para nós é de como o trabalho da mulher continua sendo determinante inclusive para a própria manutenção na estrutura social e pensar agora greve acha que esses novos termos aí que a gente vai ter que pensar daqui para frente aqui demonstra de faça a importância do trabalho das mulheres na própria manutenção da vida do sistema e da forma com a sociedade se organiza hoje E aí queria ver também que acho que uma outra contribuição muito importante do movimento feminista movimento de mulheres internacional tem a ver com essa nova rádio o que o movimento tem imprimido aí nos movimentos né então cê anos também a gente tava ontem cidade maior de pensar em termos radicais a necessidade de construção de uma outra sociedade no sentido de que dentro dessa não vai ser a gente não conta suas respostas possíveis a todos os nossos problemas de que forma como hoje o trabalho a invisibilidade das mulheres também a forma como a toda estrutura social se organiza é uma forma que não não nos permite ser livre e então acho que tá mais e coloca para a gente aí a necessidade da gente não tá pela nossa passam por a gente ser reconhecida é enquanto mulheres na sua amplitude Então você mulheres transby cascas quis bissexuais enfim sejam também entendidas enquanto mulheres então que não haja Mas pode aos porcos utilizados ódio é as mulheres em sua amplitude aqui é todo esse momento é para gente a necessidade da gente pensando tanto no Brasil quanto no mundo formas de construindo uma nova forma inclusive estabelecendo as relações sociais que tem a ver também com um compromisso aí com a construção de uma outra sociedade e o movimento feminista tem se demonstrado com muita disposição de lutar por essa nova forma de organização social e da vida e daí queria também finalizar dizendo que a situação de Campinas está muito triste assim tá eu tô em Araraquara Agora Eu Sou estudante da Unicamp Mas vem para cá também porque nesse momento do isolamento a gente vai ficar com nossos familiares né com a família que a gente tem medo aí também que aconteceu alguma coisa por conta da comid e acha que acompanhando um pouco da situação de Campinas de longe mas também a cidade onde eu tô tá é um pedal por conta da sobrecarga do sistema de saúde colapso do sistema de saúde eu acho que tudo isso coloca presente a necessidade de prosseguir lutando aí a partir das mulheres é que tem que se igualem as principais protagonistas dos movimentos de enfrentamento a esse projeto neoliberal de redução do estado que na prática também significa uma sobrecarga ainda superior das cartas trabalho das mulheres porque se você não tem creche as mulheres também precisam se virar make para cuidar das crianças se você não tem uma saúde pública são as mulheres que vão é também tem que se virar para trabalhar em um ou mais trabalhos no emprego no mercado formal para conseguir pagar o medicamento mas também pagar para ter uma saúde é para com seus filhos enfim ajudar ele a complementação de renda dos esposos não acho que enquanto a gente não tem aí uma uma vacinação para todas as mulheres a gente tem seguir lutando pelo isolar o social e acho que não tem outra maneira da gente fazer isso sem Lutar em conjunto também por um projeto de renda básica né em Campinas inclusive para que as mulheres consigam é todas é permanecer em sua casa um suas Cavas no momento tão difícil como esse e acho que isso também vai coloca para gente aí o debate sobre a necessidade do nosso trabalho doméstico do nosso trabalho dos cuidados serem visibilizados e a importância é da gente tirada espera do ar todas essas questões levaram o debate público mesmo e aí no sentido de que a gente precisa lutar por uma outra sociedade onde não seja dessa forma e a sociedade se Organize né mas que as relações sociais sejam pautadas pela justiça pela igualdade e para que as mulheres não sejam mais escravos as tarefas domésticas das tarefas cuidado que não sejam entendidos também é como as responsáveis naturais por todas essas responsabilidades e daí por si e também fazer um convite aí para as meninas que a gente tem organizado em Campinas círculos de leitura feminista a ideia a gente reunir é uma vez por mês para discutir tanto a nossa a formação feminista quanto pensar como a gente pode transformar mais debate esses acúmulos que a gente tem aí em ações e discutam assédio violência contra a mulher mas também ações antes patriarcais antes machistas e de reconhecimento aí da importância do trabalho da mulher para estruturação da nossa sociedade o o nosso primeiro encontro vai acontecer no dia seis de Março as três horas da tarde depois também posso compartilhar e com quem quiser é só conversar comigo no privado mas acho que é muito fundamental que nesse momento a gente tem a espaços coletivos de fortalecimento e ao mesmo tempo que a gente Confira aí a necessidade da construção um novo mundo e as mulheres estejam não seja sejam mais a margem mas sejam sim o centro né é da formulação da política e também Pense uma sociedade para nós para a maioria e isso significa necessariamente que tirar esses homens aí do poder colocar as mulheres para que a gente possa pensar políticas públicas que respondam Às nossas necessidades e também aí que as mulheres saiam desse lugar de que nos impõe né que é o lugar de vítima Mas por que a gente passa ser a gente aí é de transformação social e o feminismo demonstra que tem muito espaço nas ideias das mulheres para a cidade construção de novo mundo e que são as mulheres aí também então demonstrando na prática de que é possível construir novas relações em relações mais Livres iguais justas e de que a partir de nossa mobilização coletiva mesma que a gente vai conseguir e é isso Meninas queria agradecer Mais Uma Vez pelo convite da Mariana por participar desse debate com vocês e eu tô muito feliz que tá participando dessa conversa e acho que a gente tem mundo aí a ganhar EA transformar obrigada bom Obrigada Aline eu vou passar palavra da gente tem mais três companheiras para fazer o uso da fala né eu vou passar a palavra então para Carol Kawasaki é do Conselho da mulher Carol por gentileza eu vou avisando aqui no chá de pedir para o pessoal né dá uma medida aí no tempo só para a gente tem ouvir aí as nossas companheiras que estão ainda por falar Carol com você obrigada Mariana Obrigada Bom dia todo mundo eu não vou Você breve porque eu acho que já teve a gente aquele falas muito importantes aqui obrigado pela pela comissão da mulher para fazer esse vento né as coisas demais você sempre momento que a gente se encontra né a gente se vê é muito legal eu adoro aqui demais você lamentavelmente agora a gente tá aí nessa distância toda mas a gente encontra todas as companheiros ficam todas as divergências políticas que a gente tem mais 18 de Março agentes empresta aquele esforço de se unir e fazer né A e vai ser super bacana e o jeito que o feminismo constrói a política né Muito legal então eu muito muito bom estar aqui com vocês todas fala um pouco do Conselho a gente não consegue da mulher a gente tentou né tô tentando aí do jeito que dá Nas condições se manter nas reuniões tentando discutido bastante fiscalizando um pouco as políticas da cidade né saber como é que as coisas estão andando por aqui e eu queria focar um pouco mais é falar um pouquinho mais da questão da violência contra a mulher é dizer que assim na verdade eu estou um pouco preocupada gaste algum assunto sair um pouco do nosso radar nessa pandemia né ela que começou todo mundo ficou a gente nem pensa todo mundo sabe é nós que tá o movimento aqui das Velhas gente sabe quanto a casa um lugar perigoso das mulheres né Então teve essa preocupação estamos a gente fica lembrar que nós voltamos nossas vermelha a gente botou todo mundo confinado dentro das casas Então a gente tem que voltar a pensar sobre isso né mas e assim tem o assunto que quero dançar dar que eu acho que a gente liga proteção de emprego crédito e para as pequenas empresas falam em a gente deixou a gente fala regulação de aluguéis né assim todo mundo não vou tampar volta para Aquela fase de março do ano passado e alguns assuntos saiu o radar eu acho que a violência doméstica é um outro também que a gente precisa nem se preocupar com isso Campinas e isso já foi falado aqui em Mariana apresentou uma queda no número de boletins de ocorrência Lavrado por mulheres durante a pandemia e isso é um daqueles que ocupam muito né porque assim então assim o que acontece a prefeitura vem a presente forma gente arruma queda do índice de violência doméstica na cidade e a gente não tem como a gente aceitar achar que assim no no Brasil inteiro né nas capitais todas houve um aumento de índices de violência em Campinas único lugar uma capital que a gente tem história horroroso aqui nossos índices são muito muito ruim muito altos e a gente acreditar que de fato Ou na queda e o rei poucos boletim de ocorrência Lavrado mas isso quer dizer prova Muito provavelmente e o serviço não tá chegando no mulher né então assim eu fico aqui para uma reflexão para gente pensar eu acho que a câmera Mariana a comissão de a câmera como todas as vereadoras eleitas tem que colocar isso no ar assim tem que ser falta a gente tem que entender como é que tá o serviço né como é que tá a rede aqui de campinas será que um centro de referência suficiente para vender uma cidade de 1 Milhão né a gente sabe que as outras técnicas indicam que deveria ter pelo menos mais três quatro um centro de referência da cidade né então não dá para a gente aceitar ir a prefeitura vem o presente dado presentes que tá tudo bem né que eu fiz os dois decorrência caíram no mesmo importante é legal a gente falar aqui que a própria guarda municipal deu uma entrevista publicamente que os se tens um aumento de chamados a guarda municipal para combater para aplicações de violência doméstica então assim o que que acontece né agora me falta chegando essa mulher tá fazendo o quê com ela tá pedindo para mim usar né refletir porque que não tá chegando à Delegacia Por que que não tá chegando no centro de referência então assim a gente precisa refletir sobre isso fiscalizar Campinas Essa é a questão da violência contra mulheres é tem muito voluntariado no meio que é uma questão também que a gente precisando curtir sobre isso né assim a gente não tem aqui eu sou a Mariana quer ser uma falta sua do seu mandato já era a questão da gente nunca me Defensoria Pública que acompanha Mulheres vítimas de violência né aqui a gente conta com uma rede voluntariado de advogados e pessoas que fazem isso e a gente questionar um pouco isso se os protocolos com serem seguidos México até onde voluntariado pode descobrir que o estado deveria fazer né então eu acho que é um assunto que a gente tem que é realmente voltar para nosso radar voltar para cena com essa fazer vermelha preocupa muito né e eu acho que principalmente é isso significasse a tarefa para gente fiscalizar entender porque nem que os boletins de ocorrência então serão lavrados Em menor número na academia e como é que agente faz para não aceitar esse discurso de que o ensino violência doméstica caiu em Campinas na academia eu acho que assim isso eu tenho ficar muito claro para gente e vamos pensar juntas ou Subir juntos e ver como é que a gente vai ficar com essa Tá bom eu vou ficando por aqui eu não sei que tem mais mulheres para falar que ele só trazer um pouco chamado então precisa assunto que não pode fazer nosso radar tá bom obrigado bom dia para todas as e com certeza cada ó brigada eu vou passar a palavra então para Cléo dias e a gente não tá te ouvindo Cléo a Cléo quer dar o BM União Brasileira de mulheres Oi agora sim Cuidado com essas ferramentas e bom que deu tudo certo conseguimos aqui eu cortei falar um pouquinho com vocês é bom dia ainda né agradecer Mariana pelo convite você presente aí a comissão da mulher na Câmara Municipal de Campinas trazendo esse tema super importante aqui né então cuidado a realidade hoje tempo de pandemia e dizer né fazer aqui uma lembrança de como estamos É nesse nessa questão do trabalho gente tinha aí aí você crê a mulher que a gente vê desenvolvendo é tanto nacionalmente como está dormente em alguns municípios ainda ficando o outro para que os municípios tivessem a secretaria se as cortei Adonias né que estavam super Apoio às questões da mulher tem como a questão da violência como é questão de trabalho Essas funções que eram feitas e analisadas pelo a gente precisa dizer que isso é um tempo para cá bem desmoronando e que a gente precisa colocar isso também nas nossas faltas é é então que minha descenderam aí já falou eu toda esta né carga que tem a mulher as trabalhadores que estão aí na linha de frente da saúde e no mundo Alexandre setenta por cento das mulheres são mulheres que cuida da pessoa da saúde e o que a gente precisa ter atenção né trazer aqui também a questão é outra você colocar daí pela Domingas por outras trabalhadoras domésticas as mulheres é também artistas é rapaz trabalhador artística foi a primeira que parou é e a gente tem aí dessa grande dificuldade a gente sabe que elas não tem trabalho é formal elas trabalham é comportados objetos e quanto que é essas mulheres foram afetadas também é toda a classe artística que as mulheres também foram muito afetadas aí novamente para questão pandêmica né da saúde pública e que a gente não tem é um planejamento nós não temos aí é condições O que é The Voice com de Chico é o estado a gente não vê nenhum planejamento em relação a essas questões é joga para o estado jogar para Federal e a gente precisa ter É no mínimo uma questão para a gente poder tratar e sair né consegui sair desse período né que a gente tá aí tentando te falar o que mais se a gente não presta atenção nessa questão da violência doméstica Tais mulheres né e solto nesse stakes é tu tás primeiros necessidade a gente atendeu aqui pela União Brasileira de mulheres é mulheres é que não tinha máscara peludinha por todos os dinheiro que não tinha o que colocar na mesa muito grave e como que a gente elas né vou pensar por exemplo é ali na questão da Dilma Secretaria da Mulher é dia de uma política pública como que faz esse entendimento então a gente também precisa discutir né nesses encontros nessas visitas com essas pessoas o quanto que a política é em nos acomete diariamente né então compressor do arroz que sobe todo dia o preço do além do que os produtos Gene que aumenta todo dia é dessas questões mais básicas que hoje você vai no mercado verdade você não consegue trazer o mínimo para você aprender ali no meio e aí como é que fica essas mulheres que é muitas estão no trabalho informal é que tá no trabalho informal é agora fechando o estado como que ela trabalha é como que elas levam dinheiro para casa e se não tem uma política a Seguridade dessas mulheres então acabou o seu auxílio emergencial não temos aí fala-se em voltar 250 o o período determinado a gente não sabe o tempo que vai ainda continuar essa coisa Mia né porque não tem esse planejamento não tem a gente não consegue saber para que lado vai porque é isso cada um faz uma forma então fica muito difícil para crianças trabalhadoras é que essa mãe para essas pessoas é hoje outras ações que são tão importantes quanto colocar é atender as suas primeiras necessidades então A Mariana já foi muito aqui falado a questão da certificadoras também a cerveja que testes do Estado mas os as cores das educadores é não não querem que continue trabalhando e sem essa manutenção né da sua saúde física e da sua saúde mental tô salvar nos casos que a gente precisa atentar é e continuar o Tanto para quem não tem a nossa sociedade mais foi ainda é muito obrigado aí pelo convite e aí você tem para dizer no momento obrigada Cléo eu vou passar a palavra então para Júlia Abdalla que é promotora legal Popular para fazer a sua consideração e é bom Primeiramente Bom dia a todas aqui agradecer muito ao convite dizer que é uma honra tá aqui representando as promotoras legais populares e também de tá nessa reunião de alugando né com com todas vocês com todas as companheiras e também com parceiras tão importantes para nós como a Mariana conti né nossa vereadora e também ouvi essas experiências de todas vocês né eu vou evitar também como algumas das mulheres que me antecederam chover no molhado né acho que a gente já teve fala super qualificados aqui que falaram sobre as mais diversas né experiências da pandemia para trabalhadoras domésticas prazer educadoras para as mulheres LGBT e assim sucessivamente né e a parte do lugar de só de marcar mesmo né que se contexto de do trabalho de cuidados que sempre foi responsabilidade das mulheres nas suas diversas formas né seja das mulheres das Mães diretamente seja das irmãs das avós das vizinhas é mais ampliadas né de todas todas as suas formas foi nem sabendo que esse contexto foi muito agravado agora com a pandemia que como também algumas companhias Já marcaram né que se por si só é uma tragédia né foi uma tragédia ainda muito mais agravada por um contexto já terrível politicamente quero que a gente já tava vivendo né é bom e dito isso eu gostaria de destacar algumas das coisas que as promotoras legais populares é tem pensado e como a gente tem tentado manter as nossas atividades né ao longo desse contexto no meio de tudo isso uma das coisas que a gente mais tem se perguntado entre as produtoras é como a gente cuida de nós como a gente cuida umas das outras né E como a gente consegue manter as nossas redes e as nossas atividades que para nós são tão importantes né E que são o fundamento da nossa da nossa união né E nós temos entre nós entre as promotoras mulheres que fazem parte de todos esses grupos de aa mencionados né então Educadora a doméstica as mulheres de mais idade na que tem que tiveram no tem uma um risco maior a pandemia do esse tudo isso trabalhadoras da Saúde enfim é e um dos primeiros Desafios que a gente tem enfrentado e acho que tenho enfrentado de uma maneira muito muito bem enfim é de justamente de manter as nossas atividades de manter as nossas reuniões num contexto em que a gente não consegue manter elas presencialmente tu tem que ser feito digitalmente e que a gente tem diferença e atuações né para chegar nessas reuniões Então como a gente dá apoio é digital como é que a gente elabora atividades em que todas nós possamos participar e trocar né e e entre essas coisas também o que a gente tem feito algumas campanhas é o logo da academia de recolhimento de cestas básicas algumas inclusive para mulheres cidade de São parte das pele pesos né também esse tecido uma forma da gente acompanhar situações dessas diferenças mulheres com as quais a gente tá em contato bom então como ter as suas famílias Como estão seus filhos como estão as suas situações de trabalho né e enfim na rede de manter essa rede de relações que é tão importante como todas as companheiras já está caro né Não só de relações pessoais Mas também de relações políticas e que a para nós é tão cara né uma ontem mesmo tava conversando com uma das uma amiga das pele peso e ela tava me dizendo olha no início da pandemia a gente tava querendo manter todas as redes né e pensando como é que a gente já mandei todas as atividades da nossa vida até as pequenas conversas né no ao longo desse contexto e agora a gente está Exausta né então a gente tá assim já buscando uma prioridades né E como é que a gente não tem aquilo que é mais caro para gente e entre Essas atividades que são as mais caras pra gente eu gostaria de destacar as nossas atividades na penitenciária feminina de Campinas né que já são atividades que a gente vinha realizando desde 2018 com o apoio na e parceria com o coletivo de mulheres negras Leblon Sales corre-campo e a fundação de Administração Penitenciária atividades estas que inicialmente eram curso mas que no limite estão um pacto e um combinado que a gente tem entre nós e com as mulheres do que estão no sistema carcerário aqui nessa penitenciária local de Campinas e que a gente mantém uma proximidade com elas e acompanha as situações delas é tanto dentro do cárcere como depois como egressas né Essas atividades como todo mundo pode imaginar foram muito prejudicadas mesmo pelo contexto da pandemia não só não é pelo pelos problemas que todos que todos nós vivenciamos nesse sentido mais pelos agravantes adicionais do contexto de encarceramento que acho que todas aqui estão a par né a gente chegou até situações realmente assim é que é difícil a gente caracterizar com outras coisas senão como crimes né como a questão dos contêineres e outras outras questões semelhantes né e o que a gente vem fazer em Campinas né especialmente nesse presídio que como a gente eu era muito conhecido enquanto era o presídio masculino Quando deixou de ser e passou a ser o presídio feminino desapareceu da cidade das preocupações de todas né e um presídio que tem centenas de mulheres que já passaram por todas as situações que a gente conhece bem encarceramento a separação das suas famílias a separação dos seus filhos a privação de uma série de direitos a privação de uma série de materiais necessários nessa sobrevivência higiene tudo isso então a gente este ano renovou o nosso o nosso conseguimos renovar o nosso contrato de parceria e das organizações que já falei o que garante né manutenção do nosso do nosso da nossa presença lá partir do momento que academia permitir e fizemos também campanhas né de arrecadação de produtos de higiene e de outros produtos necessários né para Essas Mulheres nesse processo e temos também expandido as nossas redes de políticas de discussão principalmente para a gente se tornar mais capacitado a receber as egressas o acompanhar situações delas né temos acompanhado algumas situações de graças tanto aqui da região mesmo como a graça de outros lugares de outros países enfim que estão por aqui E esse tem sido um trabalho muito importante muito caro para gente e e é basicamente a essa reflexão que eu gostaria de trazer aqui para gente ir hoje né é que é uma reflexão que a gente sempre tem as promotoras legais populares que a gente pensar Quem são as mulheres mais invisíveis e mais carentes do que nós nós sempre olhar para quem precisa mais do que a gente e pensar como a gente não só cuida né num sentido no sentido politizado como a gente se cuida como a gente se nutre mutuamente né nesse processo Mas também como a gente olha para essas mulheres e trata as necessidades delas né E aí só Agradeço pelo convite ao prazer tá aqui gente bom obrigada Júlia gente dando adiantado da hora eu queria só fazer algumas considerações tentar fazer alguma loja que sim foi falas muito abrangentes com tema super importantes relevantes eu só queria fazer algumas considerações só para gente sintetizar algumas coisas e também pensar alguns encaminhamentos tá é bom primeira coisa assim a gente todo mundo sabe que a gente está numa situação gravíssima aqui na cidade de Campinas né o sistema de saúde está colapsado Isso é uma realidade do Estado de São Paulo e do Brasil eu tenho insistido muito que a gente não faz ideia do que é um colapso simultâneo de vários temas de saúde nós não fazemos ideia do que é isso mas nunca vivemos isso e isso a gente tá se a vizinhando uma tragédia grande e a necessidade do isolamento social nesse sentido eu queria saudar as trabalhadoras e trabalhadores da educação que fizeram uma luta que em Campinas p uma das aulas presenciais E isso não apenas como uma medida de segurança importante para as trabalhadoras para as crianças mais também para o conjunto da comunidade escolar porque todo mundo pode se afetar na medida que aumenta a circulação mas a gente viu que o governador junto Olha é Embora tenha colocado na fase vermelha o estado de São Paulo a partir de sábado na verdade até né quer dizer jogando para frente o problema sendo que a gente está com problema só fazer gente Manteve as aulas na rede estadual O que é muito sério então a gente também tá na luta sem solidariedade com as professoras com os trabalhadores da educação da rede estadual para que seja cancelada as aulas presenciais e continue os trabalhos em mortos que os trabalhadores têm feito Lembrando que trabalhadores Tem trabalhado muito e tem feito inclusive campanhas de solidariedade para da segurança alimentar para os seus alunos uma vez que a prefeitura e que os governos foram muito deficientes nesse dentro Quero sal a distância nós estamos na luta pela vacina embora assim sabe que a vacina está difícil no Brasil né Nós temos um governo federal o governo bolsonaro não quer combater o vírus eu tenho cada vez mais convicção disso ele tá postando no causa ele tem feito um processo de disseminação da doença e a gente está numa situação que a gente não tem Ministério da Saúde ao mesmo tempo o governo boi cota e atua contra o isolamento social se redimindo a e se isentando da sua responsabilidade enquanto o governo e por isso é o criaçao das mulheres do Brasil que anteciparam a luta contra o governo bolsonaro antecipada a luta contra o bolsonaro fazendo ele não como nada as grandes batalhas né em 2018 durante o contexto dessa eleição Então as mulheres também nós somos Saímos da frente antecipando a luta contra um governo de morte e a gente sabe que nós continuamos tendo essa responsabilidade Contra esse governo que não Audi e contribui para a gente é a gente combater a pandemia no Brasil nesse sentido a gente tem caminhado cada dia mais próximo da necessidade de um Lock Down e o lock Down que vai vir num contexto muito muito muito muito conflituoso porque nós vamos ter que é unlock dão que vai vai vai vai ser uma batalha política né uma batalha política contra um governo que tem feito a itens isentados da sua responsabilidade e uma que dá um país como o Brasil a necessidade de restrição de atividades colocam a série de questões né uma série de questões então nós temos uma batalha se fazer com relação a necessidade de renda EA defesa dos empregos a gripe penso que as mulheres são linha de frente na defesa de que é preciso sim restringir as atividades Porque isso é uma condição de vida e sobrevivência do nós é uma condição de garantir que a gente diminui o contágio e pelo menos minimizar o colapso no sistema de saúde e nós sabemos que quem tá indo pra linha de frente na trabalho da saúde são as mulheres em sua maioria e que estão colocando suas vidas em risco e eu lamento muito que a gente não tenha conseguido ouvir a Ju porque a gente falou muito do Medo do medo que as trabalhadoras da linha de frente dos trabalhadores da Saúde sofrem estão convivendo com medo todos os dias de se contaminar e de contaminar as pessoas que é uma que da sua família as pessoas que as pessoas amadas né e isso a gente sabe que um colapso vai penalizar principalmente essas trabalhadores então é necessário se restringe atividades e talvez nós temos seja inevitável Lock Down mas Loki dar um precisa ser feito com renda a luta pelo auxílio emergencial EA luta de todos os governos estaduais os principais pela renda básica aqui em Campinas eu da bancada do pessoal nós apresentamos um projeto de renda básica nós estamos abrindo agora vamos lançar a campanha mulheres pela renda básica Campineira porque o governo Municipal precisa garantir só fazer sua parte na garantia de renda para as pessoas que vão para que as pessoas possam ficar em casa então nós vamos lançar nesse mês de março a campanha mulheres pela renda básica e a gente precisa voltar a discutir necessidade da garantia de emprego Porque é necessário sim que o governo e todos os governos se movimentem para proteger pequenas e médias empregadores mas a conta da parte da disso é a garantia de emprego a gente precisa colocar que os pequenos e médios empregadores depressão tem uns Y tem isenção de tributos intenção de políticas de financiamento de crédito e tudo mais com a garantia dos empregos porque proteger o emprego vai ser fundamental o momento tem eu acho que aqui é importante essa questão que a canal coloca a gente precisa cobrar pelo governo Municipal com essa situação de restrição de atividades ou como se está se pensado a política de Combate à violência contra mulheres e crianças acho que a gente precisa cobrar isso do governo federal do governo Municipal quero colocar aqui como encaminhamento da Comissão da mulher que a gente possa solicitar oficialmente que a gente começa a fazer uma pressão para que o governo Municipal apresente políticas concretas de Combate à violência contra a mulher de Zé crianças nessa situação de restrição das atividades que nós estamos que vamos ter que ter que ampliar e que a gente passe Então nesse mês de março infelizmente nós não vamos poder tomar as ruas como nós sempre fizemos e como nós gostamos de fazer mas que o mês de março sirva para a gente se organizar a gente se fortalecer porque a gente sabe que as consequências da pandemia se perdurar no tempo elas não acabam com agora com esse momento triste e difícil que nós estamos vivendo é necessário assim a gente pensar porque o como hoje é mês a gente pensar como é como fica à espera do Cuidado EA vida das mulheres que são as responsáveis pelo cuidado no momento de restrição ainda maior das atividades mas a gente precisa pensar nisso para além também né como que a vida das mulheres não posso pandemia e a gente tá vendo né Acho que Aline colocou muito bem das experiências internacionais a gente tá vendo aí que alguns países tem preparado o breve sanitário de mulheres Então é por causa da Espanha o caso do Chile acho que a gente precisa acompanhar para que a gente possa também refletir e incorporar as isso nos processos de luta das mulheres como que esse mundo possa pandemia e esse durante a pandemia e no mundo posso pandemia as mulheres a nossa organização de conta dos Desafios que estão colocados para gente e para frente então essa uma breve tô tentando abarcar aí uma série de contribuições que foram colocadas e a gente sabe que o papel das mulheres do feminismo do feminismo Negro do feminismo interseccional do feminismo trânsito do feminismo enquanto no espaço de organização de cuidado de fortalecimento porque o cuidado é político Na verdade eu acho que essa é uma questão cuidar da da vida das pessoas cuidar da nossa sociedade é uma questão política e quando as mulheres lutam para ter espaço na política é porque essa é uma necessidade Novos Tempos então passa aqui quero deixar aqui Um grande abraço agradecer todas as nossas convidadas e os o nosso parceiro aqui convidado o Gustavo agradecer todo mundo que acompanhou aqui essa essa reunião vamos para construir 8 de Março vamos construir o 14 de Março da forma que a gente possível agora com toda a responsabilidade Oh e vamos batalhar para que a gente tenha isolamento social vacina renda e emprego para todo mundo e sobretudo pelas mulheres muito obrigado e Agradeço também toda equipe da TV E aí a TV Câmara Campinas