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Reunião da Frente Parlamentar da Educação do Município de Campinas
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Reunião da Frente Parlamentar da Educação do Município de Campinas

30 views Publicado 18/06/2026 HD · 1:56:15

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O escritor Carlindo Fausto Antônio é o homenageado da Frente Parlamentar da Educação de Campinas, em reunião presidida pela vereadora Guida Calisto para marcar 40 anos de trajetória literária. Ex-professor da rede municipal e doutor em Letras pela Unicamp, com tese sobre os Cadernos Negros, ele hoje leciona na Unilab, na Bahia. O encontro repassa obras como Fala de Pedra e Pedra (1986), Linhagem de Pedra e Outra Pessoa (1991) e os livros infantis Memória dos Meus Carvoeiros e No Reino da Carapinha. Participam Mari Cardoso da Silva, do Afugum, e representante do mandato da vereadora Mariana Conte.

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TV Câmara, Campinas. Bom, boa tarde a todas as pessoas aqui presentes nesse plenarinho da Câmara Municipal de Campinas. Sou Guida Calisto, vereadora aqui dessa casa e também sou presidenta da comissão, desculpa, da Frente Parlamentar de Educação aqui do município aqui dessa casa. Hoje o tema da reunião da frente é é para nós conhecermos, eh, apreciarmos os 40 anos de literatura do Fausto Antônio. Fausto é um escritor aqui da cidade de Campinas. E hoje a gente vai poder nessa reunião da Frente Parlamentar conhecer um pouco da sua obra. Antes de falar sobre esse tema principal, eu quero registrar aqui a presença de algumas pessoas da Naná CM, que tá a representando aqui o mandato da vereadora Mariana Conte. Muito obrigada, Nana, pela presença. E da Mar Mari Cardoso da Silva, do Afugum. Cadê a Mari? tá aqui na minha frente. Obrigada, viu, Mário? E se alguém mais tiver presente e quiser que seja anunciado, dá um dá um toque ali pro nosso cerimonial ou pro ou pro Leandro aqui. Bom, pessoal, vou eh antes de passar pro Fausto, quero falar um pouco sobre, vou ler um pouco sobre o a atuação do Fausto, né, sua vida. Bom, o nome do Fausto tem um nome antes de Fausto é Carlindo Fausto Antônio. Ele é natural de Campinas, onde trabalhou como professor da rede municipal de ensino, atuando como educador étnico no desenvolvimento de cursos voltados para a implementação da Lei 10639, que é a lei que fala do ensino e história da África e das culturas africana e afro-brasileira. Nesse período, coordenou na região sul de Campinas o grupo de trabalho Memória, discutindo negro na literatura infanto juvenil. Além de graduado em Letras na PUC Campinas, o Falso também é mestre em ciências sociais aplicadas a a na educação pela Unicamp. Falso Antônio é também desde 2005 doutor em Letras, teoria literária e história da literatura pela mesma instituição, com a tese cadernos negros, esboço de análise. Nesse trabalho empreende a literatura crítica de um percurso de 27 anos de publicação coletiva de autores afro-brasileiros, que vai de 1978 até 2004. situando historicamente, a tese descreve e analisa as recorrências pautadas pela produção literária e pela teoria desenvolvida pelos autores presentes nos cadernos, com o fim de ressaltar questões que constituem uma rede polifônica de adesão e e cosmogônica negra e aos lugares das noções textuais da negrura. Atualmente, Fausto Antônio é professor efetivo da Unilab, que é Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira e atua no curso de Letras sediado no campus de São de São Francisco do Conde na Bahia. Sua primeira publicação em livro fala de pedra e pedra na data de 1986. No ano seguinte, integrou o projeto Artistas Plásticos pela cidade, coordenado pelo Museu da Arte Contemporânea de Campinas. E em 1988 participou da exposição de poesia concreta realizada na PUC Campinas e na Unicamp. Em 1989, divulgou textos seus na exposição Gestos e Manifestos, Poesia concreta, que teve lugar no Museu da Arte Contemporânea da Cidade. Em 1991, vem a público seu segundo livro, Linhagem de Pedra e Outra Pessoa, em que o poeta acerta em cheio no diagnóstico do processo de perda a que está submetido o sujeito na sociedade contemporânea. É também autor do romance Eumos de 1995, além de duas peças teatrais. de que valem os portões 1992 e Artur Bispo do Rosário, rei de 1995. Essa última reditada em 2019. Em 2006, publicou duas coletâneas comemorativas, 20 anos de prosa e 20 anos de poesia. A partir de 2017, começam a vir a público suas narrativas infantis, memória dos meus carvoeiros e no reino da carapinha. Essa última já em segunda edição, ricamente ilustrada por Júnior. E em 2019, o autor brinda seus eleitores com volume patuá de palavras, o inverso negro, em que retoma experiências no campo da poesia concreta, estabelece um precioso diálogo entre palavras e imagem. Além de ser também exposição, o livro é enriquecido com fotografias de João Cícero. Além disso, das nas duas últimas décadas, Fausto Antônio vem também participando da série da série Cadernos Negros, editada em São Paulo pelo coletiva pelo coletivo Quilomboge Literatura. Bom, não vou falar mais das das obras. Acho que o Faustso vai falar bastante delas, né? Fausto? Eh, eu vou vou te passar a palavra e aí se você puder fazer uma fala, enfim, com as pessoas que estão aqui para que a gente possa, além de conhecer mais a sua obra, conhecer o quanto você se dedica e a diversidade, né, da sua das suas obras. e também contextualizando, né, sua participação enquanto um homem negro, educador negro, autor aqui da cidade de Campinas, toda a sua luta e militância. Muito obrigada. Fique à vontade. Liga aí o Liga liga o microfone. Não tá ligado. Pera aí que eu aperto. Ligou. Uma boa tarde. Falar mais perto. Boa tarde. Bons momentos. É uma alegria participar desse momento. Antes da minha intervenção mais copiosa relativa à minha produção, eu quero agradecer vivamente o mandato da vereadora Guida Calisto pela homenagem que diz respeito ao meu trabalho, mas é extensiva a literatura negro. Há uma um vazio, uma invisibilidade muito grande no tocante à produção feita por negros e negras na sociedade brasileira e um mandato comprometido com a luta antirracismo, tem evidentemente que se ocupar também dessa realidade. Então fica aí meu sentimento de gratidão, o reconhecimento e ao mesmo tempo falo da minha produção, mas de modo extensivo a esse campo denominado de literatura negro-brasileira ou literatura afrodescendente para muitos ou literatura afro-brasileira. Quero também agradecer as pessoas que estão aqui, que são amigos e familiares. E eu cumprimento os meus netos e netas e de maneira extensiva os mais velhos e aqueles que já partiram também e que não estão mais presente nesse momento e que são do meu círculo familiar. Feito o preâmbulo de agradecimento, eu quero destacar aspectos da minha produção literária. E o primeiro de que vale a pena um destaque é que eu sou um escritor que lida com prosa, com poesia e também com texto teatral. Do ponto de vista literário, eu me enquadro naquele campo dos autores que são completos. É evidente que não existe uma autoria perfeita, mas eu sou completo do ponto de vista da relação que eu tenho com os gêneros literários. A minha produção, ela não fica apenas na poesia, mas dialoga intensamente com o campo da prosa, com contos, romances, crônicas e também com a produção teatral. Para que a minha exposição faça sentido para vocês e para futuros leitores e leitoras, quero destacar também que o meu trabalho ele é profundamente ligado à ancestralidade e eu tenho contribuído, eu posso dizer de maneira bem firme, para uma renovação da visão de ancestralidade. ancestralidade do meu trabalho não é apenas uma relação com o antepassado no campo familiar, uma relação de sangue, mas é uma relação com o ancestral que é comum a toda a humanidade. Toda a humanidade tem a mesma ancestralidade que está ligada e há pessoas aqui no plenário que t plena consciência disso, a eternidade. E na renovação da visão de ancestral, eu desenvolvi também trabalhos para empiricá-la, para considerá-la do ponto de vista histórico. O que significa dizer que a ancestralidade no meu trabalho, ela tem relação com a filosofia, com a produção de sistemas de ideias, de teorias, de conceitos e, ao mesmo tempo, a ancestralidade é política. Porque o elemento central da restituição, que é a base da ancestralidade, é marcado por uma posição política de relação com uma sociedade na qual não há acúmulo. Então, a ancestralidade, para quem gosta de usar a palavra e não o conceito e muito menos a categoria, ela não pode ser usada do ponto de vista do capitalismo. ancestralidade, ela significa um processo de restituição, um modo de produção restitutivo. Feita essa outra observação, que ela é fundamental paraa leitura do meu trabalho, a ancestralidade ela é também uma abstração para ser historicizada a necessidade de considerá-la a partir do sistema cultural negro brasileiro, negroafricano e diaspórico. Então, meu trabalho tem exaustivamente lidado com essa dimensão. Então, o sistema cultural negro brasileiro, africano e diaspórico, na minha produção, revela o sistema cultural como objeto da filosofia da ancestralidade, que é uma perspectiva fundamental também que retira o nosso sistema cultural negro brasileiro daquele campo de redução a canto, dança e música. Só vale a pena o registro do sistema cultural negro brasileiro quando ele trabalha com essas duas possibilidades, com esses dois motores exúsicos, a filosofia para produção de sistemas de compreensão e de elaboração, e a filosofia compreendida a partir da sistematização portentosa do geógrafo Milton Santos como modo de produção da existência. Então, quando eu falo em política, eu estou não reduzindo apenas aos aspectos mais eh corriqueiros já assimilados, né, de política ligada apenas aos processos eleitorais e outros que são relativos e não substantivos. Então, a política ela significa um modo de produção da existência e para quem resolver uma hora se ocupar do meu trabalho, essa perspectiva está inserida na minha produção, que eu considero uma grande colaboração pra sociedade brasileira, que enquadro a partir desse dessa sistematização uma perspectiva que dá um salto além do canto, dança e música. Por conta dessa realidade, como eu sou um escritor filósofo, porque eu trabalho com o sistema cultural negro brasileiro, e o sistema cultural negro brasileiro não se reduz a canto, dança e música, mas é uma é um campo de filosofia e de produção de um modo de intervenção na sociedade. O meu trabalho também não é tão bem recebido. Ele é chamado de trabalho hermético, fechado, porque as pessoas estão acostumadas com esse lugar na sociedade brasileira do negro que não elabora, que não produz de modo sofisticado. E eu destaco isso, que o meu trabalho é sofisticado porque ele está ligado ao sistema cultural negro brasileiro, que é milenar, que é complexo, que é que é sofisticado. Então, é, por uma relação umbilical, o meu trabalho também ele não pode deixar de ser destacado a partir dessa perspectiva de trabalho enquadrado com essa tríade milenar, complexo, sistema cultural negro brasileiro e africano e diaspórico, e também sofisticado. Feito esse preâmbulo que tem essas duas chaves, um escritor que é filósofo e que lida com vários gêneros literários, eu vou passar por uma exposição mais copiosa da minha produção, que foi iniciada em 1900 86 com o livro Fala de Pedra e Pedra. No momento, nós já tínhamos no Brasil a produção da série cadernos negros. sacoletânea fantástica, extremamente importante no contexto do sistema literário brasileiro. E eu fiz a estreia em 1986 e a série Cadernos Negros foi inaugurada em Araraquara em 1978. Então, a minha produção está muito próxima, mas o a minha entrada na literatura, ela já foi marcada por uma outra ancoragem. O meu trabalho, o que é muito comum na produção feita por negros, começou também com a poesia, que é algo recorrente para quem inicia a vida na no mundo literário, mas ao mesmo tempo eu não inseri o negro naquele enquadramento que é comum na sociedade brasileira. O negro aparece no texto não para produção estética, muitas vezes, mas para denunciar o racismo. E esse ingresso acaba reproduzindo algo que está dado já na sociedade brasileira, que quando o negro vai pro trabalho literário, ele tem necessariamente que falar do racismo e tematizar apenas o negro. Então, a minha questão não era essa, porque eu milito há muito tempo, eu sei a dimensão do racismo, mas a o embate ele teria que ser por dentro do sistema literário. Tanto que o meu texto ele começa um diálogo com o sistema literário brasileiro, com aquilo que seria já uma base de acúmulo do que nós tínhamos de melhor na literatura brasileira do ponto de vista da minha compreensão desse sistema, que era a obra do João Cabral de Melo Neto, poeta extraordinário e fora daquele encaixe da poesia verborrágica, da poesia meramente discursiva, mas pouco dada a elaboração, a meta literatura, uma produção que pudesse dar um salto além daquela daquele estágio já eh conquistado pela literatura brasileira. Então, fala de pedra e pedra tem essa dimensão e começa com um poema que eu farei a leitura, apresentando já essa perspectiva de da linguagem como um elemento importante também pro pra entrada do negro no sistema literário. exemplo do que faz o João Cabral de Melo Neto, que ele não tematiza o sertão e a seca, mas a seca é um elemento da sua linguagem. Ela faz parte do processo interno do João Cabral de Melo Neto. E eu começo com esse poema, um jovem ainda, porque eu tinha 27, 28 anos e essa produção foi feita dos 20 até os 27 anos. A linguagem no espelho muda, nunca para no teu rosto. Mas a tua face oculta, quando de perfil é a mesma que fala. Fala oculta, fala de pedra em pedra, fala muda e sem eloquência. Só um frio olhar, um imemorial silêncio falando por dentro. é um dos poemas desse livro que lida com poesia e com um debate já da meta literatura logo na estreia e dando esse salto de uma poesia que vai debater também o poema e estabelecendo aquilo que é fundamental, porque há uma diferença muito grande até entre a forma poema e a poesia, a linguagem. E o meu trabalho já lida ou já lidava naquele momento de maneira exaustiva com essas questões. Então, é o primeiro livro que já vai pro debate da literatura, que é o nosso lugar também. Não é só falar da existência do racismo, porque há muitas pessoas que falam discursivamente da do racismo apenas como tema, mas não elaboram a partir do nosso sistema cultural. Elas não lidam com Exu como eu lido. Elas têm uma visão antropomórfica de de Exu, reduzindo ao sistema Umbanda e Candombé. E não levando em conta que Exu é uma linguagem, é uma chave hermenêutica, uma chave interpretativa e que a nossa relação com a força exúsica pode ser um motor paraa compreensão da sociedade, pra compreensão do mundo e pra produção artística e literária. Da minha segunda produção, eu trabalhei com um livro com duas entradas, outra pessoa e linhagem de pedra. Volto paraa questão da pedra, que a pedra ela tem um valor oracular na minha produção. Ela não tem apenas o sentido de certas iniciações do polir a pedra que está naquele campo do da régua, do compasso, mas também como um oráculo. Ela funciona como um ponto de partida para uma relação com a própria linguagem. Tanto que eu produzi textos como sexo das pedras pro debate exatamente da pedra como linguagem, como um elemento fundamental também pro entendimento da minha produção, que exige ao mesmo tempo uma ancoragem, uma relação com o sistema literário brasileiro, que é outra crítica que eu encaminho ao longo do meu trabalho e tem muita relação com esse primeiro passo de quem vai paraa literatura, que é o ingresso na poesia, porque muitas pessoas consideram a poesia como lugar mais fácil, mais tranquilo, quando é o gênero mais difícil e aquele que exige uma maior capacidade de elaboração e de relação com o sistema literário, que é a questão de que não posso abrir mão e tenho registrado isso porque há muita valorização de jovens e as pessoas dizem: "É preciso valorizar os jovens". Então é preciso valorizar quem já fez um mergulho em profundidade na literatura e tem uma preocupação com o sistema literário. E quando eu falo sistema literário, não é apenas o sistema literário produzido no âmbito da sociedade brasileira. Os verdadeiros artistas, eles se ocupam daquilo que há no mundo. O mundo é nossa nossa matéria e não há necessidade de uma limitação, mesmo com esse recorte forte que eu faço, duro da ancestralidade como um elemento central pra nossa produção, mas não reduzindo a uma perspectiva fechada que me limite também num diálogo mais amplo com o que há no mundo. Considerando essa pertinência da entrada de Exu no meu trabalho, o meu primeiro romance já foi dedicado a uma revisão da ancestralidade. ancestralidade já não como uma relação com o antepassado mais próximo, como uma relação de sangue, que é algo que há também na ancestralidade, mas é uma dimensão que não é fundamental, porque a nossa relação ancestral, como eu já destaquei, e a partir do sistema cultural negro brasileiro é com a eternidade. A nossa perspectiva de mundo é que o mundo considerado ele sempre existiu, o universo sempre existiu e a nossa relação é com a eternidade. E toda a humanidade tem o mesmo ancestral. A questão toda é de mudança da perspectiva, do ponto de vista da restituição, que o elemento central da ancestralidade é muito pouco trabalhado. A restituição, ela está presente nos nossos quilombos. nos quilombos não há propriedade privada da terra, mas raramente essa perspectiva é destacada. As pessoas colocam na linha de frente as perfumarias presentes nos quilombos, mas não leva em conta essa dimensão que processa o esmagamento das populações quilombolas, que não há propriedade privada da Terra, porque o nosso sistema que é ligado à restituição, ele é profundamente assemelhado ao marxismo que tem essa mesma perspectiva de trabalho. na contramão do acúmulo, porque a restituição, ela significa que uma pessoa não pode ter 30 iates, enquanto o outro não tem nem sequer um lanche para sua mais simples refeição. Então, no romance esumos ou Exumos, se vocês quiserem, eu lido com essa realidade de Exu como uma chave interpretativa, uma chave hermenêutica do ponto da tradição ocidental e Exu como linguagem. E há uma preocupação com a origem de tudo, o momento inaugural da vida. E essa produção abriu o meu caminho junto a um setor importante da crítica literária brasileira. A professora Neli Novais Coelho, considerando a primeira parte da minha produção, ela produziu uma um artigo falando do momento inaugural da vida e o momento inaugural construído a partir de de Exu. aqui no texto Esumos que está ligado a de maneira imediata a esumação e a Exu mesmo, mas é uma palavra que não tem um um sentido fixo. Ela é ela é móvel, ela é plástica, considerando a dinâmica dada por Exu. E o romance aqui ele vai pro umbigo. O herói do texto é o próprio umbigo, é o próprio processo de nascimento, vida e morte, porque a eternidade tá ligada esse processo do nascimento de morte, momento no qual nós perdemos o veículo, mas a eternidade da vida está assegurada. Fausto toma água ali, se você quiser. Ah, eu não vou tomar água porque depois eu preciso ir ao banheiro com velocidade. Não pode falar. Eu tô com a garganta ruim. Mas é, eu quero embalar para resolver essa primeira etapa do meu trabalho. E eu falei agora da professora Nine Novais Coelho, que foi naquele momento a pessoa mais representativa da da crítica literária e que se ocupou do meu trabalho. produziu o artigo que foi publicado num livro eh que é um testamento dos escritores brasileiros do século XX e ela destaca a importância do meu trabalho. Estou nessa produção entre Érico Veríssimo e Fernando Sabino, por conta, lógico, da ordem alfabética, mas eu destaco isso para vocês, amigos e amigas, terem a dimensão também do significado desse ingresso num livro no qual a autoria discute obras como de Mário de Andrade, Lima Barreto e outros ícones. do nosso cânone literário. E naquele momento eu já tinha, além doos a peça de que valem os portões, que é uma tragédia, e o Artur Bispo do Rosário, o Rei e o texto Vaníssima Senhora e também a Vaníssima Senhora Prosa e Vaníssima Senhora Poesia. Na sequência, com esse acúmulo já com dois textos teatrais, eu publiquei 20 anos de prosa com textos publicados na série Cadernos Negros e também esumos no mesmo projeto editorial e a Vaníssima Senhora e Descalvado que são textos emblemáticos da minha prosa e num diálogo também de poesia e prosa, diálogo ou intersecção presente nos textos Vaníssima Senhora e Descalvado, 20 anos de poesia. Eu tenho o mesmo processo de recuperação dos livros de poesia publicado até esse momento e outros publicados na série Cadernos Negros. O que eu destaco no livro 20 Anos de Prosa e no Linhagem de Pedra, que eu já tinha também no meu processo de produção as poesias visuais. Eu participei na década de 90 em Campinas de várias exposições de poesia no Museu de Arte Contemporânea da Cidade e também um projeto denominado Arte em Trânsito na com poemas visuais, que uma produção de que gosto bastante, porque como a minha produção não é discursiva, não é de mera recitação, eu me relaciono bastante e tenho uma afinidade com a produção dos concretos, na mesma medida que tenho com João Cabral de Melo Neto, com Augusto de Campos, Arudo de Campos e também com o Arnaldo Xavier, que é uma autoria negra, é um autor negro da Paraíba e que produziu, já falecido, Arnaldo Xavier, que produziu poemas visuais e gosto também do Arnaldo Antunes, que é da música popular, mas um poema poeta com recursos e que desenvolve um trabalho com o qual eu tenho afinidade e com Ricardo Aleixo também, que é um poeta negro mineiro e que faz intervenções com o Poemanto. Na sequência da minha produção, eu destaco mais um romance Memória dos Meus Carvoeiros e no Reino da Carapinha. É uma edição dupla, foi publicada pela Universidade Federal do Ceará. e ao meu ingresso aqui no no romance e lidando com essa articulação de romance e considerando também uma ordem de entrada nas minhas memórias, memória dos meus carvoeiros. é um retrato em parte ficcionalizado da minha família, da minha herança materna de carvoeiros. E no Reino da Carapinha, eu ingresso do meu trabalho numa produção infantil e que nasce já com um objetivo muito preciso, que é de enfrentamento à obra do Monteiro Lobato. Monteiro Lobato tem uma ficção que ela é poderosa no Brasil, que tem uma mediação muito forte, mas é um autor profundamente racista, que constrói personagens racistas, mas tem importância como na fabulação, que nós não podemos negar, e ao mesmo tempo ele era um adepto da CLUS CLUS Clan nos Estados Unidos e defendia a mesma proposta pro Brasil. Segundo ele, abro aspas, a instituição cumpriria um papel no Brasil para colocar o negro no seu devido lugar. Fecho aspas. Texto do senhor Monteiro Lobato, que tem uma fortíssima mediação no Brasil, da Rede Globo, das editoras, eh, do círculo universitário também e de outros veículos. de comunicação no Brasil, no Reino da Carapinha, constrói personagens ligados ao contexto brasileiro. A matriarca do texto, a vovó Doca tem relação com o nosso sistema cultural, a com as mães do samba, uma delas, que é a doc, na cidade do natural do Rio de Janeiro, o terreiro da doca. que é uma referência ao terreiro da doca que existe na cidade do Rio de Janeiro. E o o reino da carapinha é o Brasil, é o Brasil do futuro. Porque é um outro detalhe do meu trabalho, o que dificulta também o acesso do grande público, é que eu escrevo pro futuro. Trabalho intelectual, trabalho artístico, ele é pro futuro. Pessoa tem que se ocupar da utopia de produzir um um outro tipo de sociedade. Então não adianta ter pressa, porque a pressa ela é inimiga da obra que tem potência para romper com a invisibilidade no caso de negros e também para ter importância estética e ter significado paraa renovação da literatura. Então, no Reino da Carapinha aponta pro futuro, que é o processo de enegrecimento da sociedade brasileira, que já foi chamado em outros setores como um processo de morenidade, da construção da raça dourada e que é o futuro do Brasil. e que eu prefiro dizer que esse futuro ele é de um processo de enegrecimento, porque a missigenação no Brasil ela não leva para branquitude, mas pro enegrecimento do país. Só que o imaginário brasileiro, ele é branco. branco no sentido no pior sentido que existe, que é brancura do ponto de vista do esmagamento das possibilidades de compreensão da sociedade brasileira e da produção também teórica e conceitual a partir do que nós temos na sociedade brasileira. Então, no reino da Carapinha abre um diálogo em oposição ao Monteiro Lobato, mas não de denúncia apenas. É um anúncio de uma produção que vai se constituindo aos poucos uma saga, porque há o primeiro episódio no reino da carapinha, que lida com o reino das águas escuras, enquanto Monteiro Lobato desvaloriza o signo negro no reino da carapinha valoriza o signo negro. Há personagens negros com história. As palavras mágicas, elas têm relação com o nosso sistema cultural, como agadá, aratã, baá e outras palavras mágicas que são que estão estabilizadas já no chão da sociedade brasileira. E como saga nós temos no reino da carapinha a árvore de palavras, a máscara falante, cacadecos, que é um veículo que é movimentado pelo mental, que é pro futuro, mas está presente já na sociedade brasileira, porque nós temos os veículos em formação com esse processo de missigenação que chegará certamente numa produção para ter um maior desenvolvimento do mental. Então, Cacadecos faz parte dessa saga e tem essa perspectiva de anúncio daquilo que virá no futuro. E por último, até o momento, há o texto O mito da origem do tambor, que fecha até o momento essa saga no reino da carapinha, que é para as crianças, mas precisa da mediação dos adultos, porque não é um texto infantilizante, um texto bobo para com desenhinhos apenas. Ele tem história, tem problemática e exige mediação, exige a leitura dos mais velhos pros paraas crianças e ao mesmo tempo o texto não infantiliza. né? O texto que entrega pras crianças uma historinha que não necessita de uma segunda, terceira ou mais leituras, que o meu texto ele pede sempre muitas leituras, porque ele não trabalha com a superficialidade, que não é o lugar, o espaço da literatura e do trabalho artístico. Para contribuir com o processo, a literatura, ela tem que lidar com essa dimensão, que é a dimensão da elaboração de uma linguagem que possa representar a sociedade, considerando a evolução do estado de consciência. Considerando a evolução desse estado de consciência e também da minha própria produção, eu produzi até o momento seis peças teatrais e elas estão nesse livro Artur Bispo do Rosário Rei e outros textos do teatro negro brasileiro. Então são seis peças. E na minha produção dramaturgica, eu iniciei também, quase ao mesmo tempo, um uma outra intervenção ou outra elaboração, que é a escrita e a recepção de si. Além de produzir os meus textos, como há muita dificuldade de uma mediação, eu escrevo também a respeito da minha própria produção, usando essa chave, essa categoria que é a leitura e a recepção de si. Eu escrevo a respeito dos meus próprios textos para facilitar uma primeira mediação, o que não é nenhuma novidade na literatura, porque o Fernando Pessoa trabalhou exaustivamente com essa mesma ordem de elaboração para facilitar o ingresso ou afastamento da sua produção literária. só escolher aí a opção que ela pode ser justificada no caso da obra do João Cabral de Melo Neto. Então, eu tenho falado também da produção de textos teatrais e com uma preocupação de como os atores e atrizes poderão, a partir de um ingresso no sistema cultural negro brasileiro, transformá-lo também como base para um método de formação de atrizes e de atores e para uma dramaturgia referenciada na negrura. Então, uma dica também para quem quer montar novos trabalhos, esse livro ele tem uma parte robusta da minha produção e um dos textos foi montado, excelentemente bem montado aqui em Campinas pelo ator Roberto Bon, que está presente, a quem eu endereço também um abraço e uma energia, porque ele montou o texto Artur Bispo Rosário. Ele faz parte aqui da capa, representando até muito bem a própria figura do Artur Bispro Rosário. Quem é o Roberto Bonando, ele tá daqui a pouco ele entrará em cena com o Artur Bispo Rosário. E o B é uma escola também dessa possibilidade da de um uma intervenção na cena com valores da negrura, como vocês poderão testemunhar daqui a pouco. E é um texto que não é apenas um monólogo, mas ele trabalha com uma carpintaria. Ele tem três planos, né? um plano de memória, um plano um plano autobiográfico e também da loucura. Mas o texto retira o Artur Bispo do Rosário desse lugar recorrente no Brasil e de um enquadramento que o reduz ao campo aí da de uma patologia pelo fato dele ter sido portador da de esquizofrenia paranoide, mas ele é um artista genial e ao reconhecimento dessa produção. Aqui é um um texto solo do Artur Bispuro Rosário publicado pela editora Ciclo Contínuo. E aqui uma outra peça de teatro que é o Ou Velar, que trabalha com odu e vela, montando uma uma palavra que é outra dimensão do meu trabalho. Como eu lido com o sistema cultural negro brasileiro, eu procuro também aquilo que já está estabilizado no chão da sociedade brasileira, que é uma maneira de a gente inserir no texto literário as estabilizações produzidas pelo nosso próprio sistema, como é o caso de oduvelar e também de patuá de palavras, que é uma sistematização feita pelo nosso próprio sistema cultural que trabalha com os patuás, como esse que eu carrego aqui à minha esquerda e o meu processo criativo tem lidado com essas estabilizações que estão no chão da sociedade brasileira, que as as estabilizações elas significam muito porque funcionam como um processo educativo. não formal. Então, eu não aprendi na universidade nada a respeito dos patuáes, mas eu aprendi com o sistema cultural negro brasileiro. Então, esse processo educativo não formal, ele tem uma gigantesca importância para quem quer produzir arte, para quem quer produzir ciência também e para quem pretende renovar o ensino de geografia, de história, de artes, de língua portuguesa e de outras áreas. Então, a partir do Patuá, eu iniciei uma uma trilogia e o primeiro livro é Patuá de Palavras, o inverso negro. Eu trabalho aqui com textos pro suporte livro que está aqui, mas também com textos para galeria, para museus, para exposição, que são os poemas visuais, mas fundamente ancorados no sistema cultural negro brasileiro e num diálogo também com a poesia feita pelos concretos, pelos concretistas brasileiros, como Aru de Campos, Augustos de Campo, o Arnaldo Xaviera, que eu já fiz fiz referência. Então, para quem pretende também o encontro com a minha produção, vale a pena esse mergulho no patuá de palavras ou inverso negro, que é uma maneira também de lidar com essa produção feita pelo João Cabral de Melo Neto, mas inserindo a questão negra, o sistema cultural negro brasileiro, negro africano e diaspórico. e ao mesmo tempo é um livro que é uma exposição e essa exposição foi feita em Campinas, no na Unicamp e também no MIS. E ela segue aberta aí para outros espaços, mas há aqui poesias pro suporte livro e também para galerias. dialogando com o patuá de palavras, tem que é um gênero literário, tem o ideopatoas, que é um diálogo com os ideogramas e ao mesmo tempo inserindo o patuá. E aqui as palavras como carimbos, que faz parte da tradição negroafricana e a própria palavra carimbo é uma palavra africana. E além de patuá de palavras e deopatuagramas, tem o patuá de incra, que também dialoga com essa mesma tradição, trabalhando com imagens e com uma com uma dimensão concreta, mas fortemente ancorada no sistema cultural negro, brasileiro e africano. produzir também e e quero publicamente agradecer muito os contos contidos, mas que estão contidos nas página 13 do Partido dos Trabalhadores, que eu acho um espaço potente. e agradecer o o Marcos Jacobe, que sempre acolheu os meus textos, porque eu, no primeiro momento, eu publiquei na página 13 textos mais ligados à política, mas fui inserindo aos poucos as crônicas, poemas e contos, porque a intervenção de esquerda, ela necessita também de uma arte que corresponda a um outro mundo. né? Além desse do consumo, da mediocridade também no que tange a a elaboração. E os contos contidos eles foram publicados na página 13 e eu inseri as epigrafias na página 13, nas minhas produções. Então, são textos epigráficos que estão aqui nos contos contidos. E eu preparo um outro volume de contos contidos, inserindo já os textos que estão na série Cadernos Negros. Daí o livro ele terá um nome duplo, Contos Contidos Ivaníssima Senhora, que é um texto emblemático produzido na série Cadernos Negros e que lida com essa eh dimensão plástica e ao mesmo tempo tênue de poesia e prosa. Então, contos contidos para quem quiser. Eu tenho o livro aqui paraa pessoa passar por ele, mas são crônicas e contos publicados na página 13 do Partido dos Trabalhadores. No ano passado, eu publiquei em Cabo Verde o Diário de Pulon, que é meu terceiro romance. Diário de Pulon é um, como diz o título aqui, é um diário, mas é um romance. É um romance da Cabo Verdianidade Negro. africana presente nesse país. E aqui eu utilizei também as epigrafias como um exercício. é um texto desmontável, ele pode ser lido aleatoriamente, não há necessidade de uma leitura linear, mas faz parte desse meu projeto também de relação com os espaços negroafricanos e no caso Cabo Verde. Eu tenho publicado também na série Cadernos Negros. Eu participei de 17 edições da série Cadernos Negros. E para vocês terem uma noção da dificuldade que é publicação de textos, eu mandei paraa série Cadernos Negros aproximadamente 40 textos. Eu participei de 40 edições como postulante e fui aprovado só em 17. e com os textos que eu tenho. coloca no cenário a dificuldade que há paraa leitura, mesmo no nosso meio, quando o texto ele não é panfleto, quando ele não fala superficialmente de negros, o que eu me recuso, porque eu não quero esse lugar, porque ele é muito limitante da nossa perspectiva. É evidente que eu quero o ingresso do negro, mas com personagens com história, com profundidade, com textos elaborados, textos que digam respeito a ao avanço estético literário e não meramente para trabalhar com aquilo que eu denomino de um texto projetivo, que ele trabalha apenas com os aspectos de superfície, o que não corresponde o meu projeto, porque como a minha base é ancestralidade, a ancestralidade ela lida com a ressonância, com aquilo que está no na estrutura profunda do sistema cultural e e ao mesmo tempo do sistema artístico. Então, a série cadernos negros, ela muito importante para minha produção, mas tem esse detalhe também que ele não é qualquer coisa, né? Certamente todos os meus textos que foram enviados e muitos estão no contos contidos, os textos enviados, eles deveriam ter passado por um crio positivo e de aprovação, mas muitos foram rejeitados exatamente por esse lado do meu trabalho, que não é de falar superficialmente de negros. é apresentar uma produção estética que não se limita apenas à denúncia do racismo e nem apresentação superficial de negros. Para fechar a exposição, que ela é copiosa, como eu tinha anunciado, ao novo livro, que é o Som Netos no espaço, que da mesma forma que a necessidade de renovação da nossa do nosso olhar, da nossa entrada no sistema cultural negro brasileiro, há também e ela, essa necessidade, ela é permanente de renovação de todas as disciplinas histó históricas e todas são históricas. Há uma necessidade de renovação da ciência e uma renovação do cân. Então, no livro Sonnetos no espaço, que passa pelos sonetos, mas ingressando também nessa dimensão negro-brasileira, há uma vontade de renovação dos sonetos que são fundamentais também para quem gosta de literatura. E aqui a os sonetos dialogam com a poesia visual, com a poesia concreta e cumprem esse mesmo papel da trilogia que poderá agora ser denominada como um quarteto e não como uma tríade. O patuá de palavras inverso negro, o ídopatuagramas patuára, adincra e agora um sonetos. no espaço, porque além de lidar com essa diferenciação que é fundamental de poesia para e poema, há aqui também o ingresso no soneto, buscando renová-lo de acordo com aquilo que há de mais produtivo, importante, esteticamente falando, politicamente falando, também porque é uma inseparabilidade desses dois campos e considerando esses dois campos sonetos no espaço, é uma vontade de renovação, de ingresso no canone para renová-lo, a exemplo da própria ancestralidade que deve ser renovada como qualquer outra área do conhecimento humano. E o processo de renovação, ele não é feito em gabinete, ele é feito a partir daquilo que todas as disciplinas ou toda a ciência tem em comum, que é o mundo, que é a realidade dinâmica. E é com ela que nós aprendemos e renovamos as os cânones, os gêneros e as e a ciência igualmente. Então fica aqui esse novo trabalho e com a mesma vontade de lidar com o campo experimental e de intervenção para produzir aquilo que é importante paraa humanidade, que é a produção que empurra como utopia a humanidade pro futuro. E o futuro está aqui, ó, no Reino da Carapinha, que é o Brasil do futuro. O Brasil não só misturado e missigenado do ponto de vista eh dos veículos, mas o Brasil misturado do ponto de vista da produção imagética, da produção filosófica e da produção da ciência. E no Reino da Carapinha foi ilustrado pelo Junião, uma edição belíssima e conta com a apresentação da Eloía Pires Lima. Eu fecho aqui a minha exposição, que é mais um passeio pela realidade de quem foi impactado pelo sistema cultural negro brasileiro, que ao mesmo tempo tem se ocupado da renovação do sistema, porque ele empiriciza a ancestralidade e deve ser considerado como uma instância social e não com um espaço apenas pro canto, dança. sem música. É preciso um uma entrada para intervenção no mundo e na sociedade, o que é um convite pro sistema Umbanda, Gandomondé, pro sistema capoeira e outras manifestações que que estão no nosso sistema, como samba, que é fundamental, essa perspectiva, essa base que o nosso sistema baseado na restituição, ele é equilibrante. Ele é anticapitalismo, ele é avesso ao acúmulo e ele trabalha com o futuro da humanidade, que certamente será construído sem o acúmulo que é a base do capitalismo, que será certamente destruído. Abraços. Áua xixi depois na fazção, apresentação, né? Agora nós teremos duas intervenções de dois críticos especialistas em literatura e que gostam do meu trabalho e que tem produzido a respeito do da minha produção. Um deles é o Ricardo Rizo e o outro é o professor Eduardo Assis Duarte, que organizou a o site Literfro e a coletânea literatura. e afro e afrodescendência, com textos produzidos por negros e negras no Brasil desde o século X até os dias atuais. E eu faço parte da coletânia há um texto falando da minha produção e o Ricardo Rizo, além de amigo, querido, a exemplo do do Eduardo, também trabalha, é crítico, literário, trabalha com literatura e tem publicado vários artigos. a respeito da minha obra, tá? Então vamos ver a apresentação no vídeo. Fausto Antônio, além de mestre e doutor em literatura, não é, brasileira e também professor de literatura da Unilabus de São Francisco do Conte na Bahia. é um grande escritor. Fausto estreia há exatos 40 anos atrás, em 1986, sai seu primeiro livro Fala de Pedra e Pedra, né, publicado em Campinas. E de lá para cá são 40 anos praticamente de publicações que passam que vão da poesia, né, a ficção e ao teatro, né, a ficção dramaturgica e também ao romance, mas o grande forte dele é a poesia e além disso também a literatura infanto juvenil. Mas daqui a pouco Fausto traz eh consigo já um portfólio de dezenas de publicações nessas áreas todas, da poesia para o teatro, do teatro para o romance, do romance para a literatura infanto juvenil. Além do que trabalha também com a vinculação entre poesia e imagem. não é, com os textos, eh, os textos ilustrados, quer dizer, a, a vinculação da palavra com a imagem, com o desenho, não é? E o que isso muito fortemente eh presente na sua publicação infanto juvenil, portanto é aquele poeta completo, né? Aquele poeta típico da modernidade, né? a o poeta moderno no sentido clássico do termo que ele é ele é poeta, mas ele é também crítico. Ele é poeta e frequenta o palco. Ele é poeta e frequenta a prosa e frequenta a ficção e a ficção para crianças. Quer dizer, então é essa figura ampla, não é? Essa figura múltipla que faz, não é? desses 40 anos de publicação, realmente um marco, não é, na literatura afro-brasileira. Sim, esse é um compromisso do Fausto, né? Um compromisso que não vai além do projeto puro e simples de uma literatura simplesmente brasileira, mas uma literatura negra ou negro ou afro-brasileira. E aí nós temos a presença constante do Fausto na série Cadernos Negros desde 1997. Ele estreia nos cadernos negros no volume número 20 e vem até o número 41. Portanto, são mais de 10 participações, não é? Praticamente 20 participações na série Cadernos Negros, não é? Ora publicando poesia, ora publicando prosa. Portanto, é que é é necessário que a gente celebre, não é, esses 40 anos, não é? Desde 1986, esses 40 anos, Fausto está brindando o seu público com os os mais diversos experimentos na área da literatura. Parabéns, Fausto, e tudo de bom para você. Aí foi a intervenção do Eduardo Assis Duarte, que é professor aposentado da Universidade Federal de Minas Gerais e o editor junto com a Maria Nazarete da coletânea literatura e afrodescendência. Ricardo Riso, mestre em relações antídicoraciais e com uma produção crítico literária das literaturas negrobrasiras, né? E estou aqui para celebrar esse dia tão importante, né, de 40 anos da trajetória literária do escritor Fusto Antônio, aí realizado aí na Câmara Municipal de Campinas. Eu considero Fausto, Fausto Antônio, um poeta negrasileiro, né, transnegreçor por excelência, eh, com a obra experimental e em constante inquietação, né, na sua produção, haja vista a a que poderíamos chamar de trilogia, né, que começou com o patuá de palavras, o inverso negro, né? Ideu Patuagramas que e o mais recente Patuá Dincra, né? Nesses três livros, Fosto Antônio vem num processo de permanente evolução do seu projeto literário, né? Que que não é só literário, né? Ele é ele é multimodal porque eh considera abarca diferentes gêneros literários, como o drama, a o conto, a poesia, né? O ensaio, o romance, o o o infantil, mas também a escultura, o poema objeto, né? Ah, e e diferentes formas, né, de de de apresentar a sua a uma obra focada, a sua obra focada no sistema cultural negro brasileiro, né, e a sua relação com esses sistemas culturais negrodiaspóricos e negro negroafricanos, né? Eh, Fausto, o que mais me admiro na obra do Fausto é a sua intenção de criar, de mostrar as insuficiências dos gêneros literários e fazer o investimento. que ele chama de patuá de palavras, no ideatuagramas, né, que que é insperado no nogras e no e no e no e no sistema, né, de adcra de lá do de Gana, né, e que agora se desenvolveu nesse patuá dincra, né, Fausto é um poeta inquietante, que surpreendente. que trabalha, trabalha não, participa também da série Cadernos Negros, né? E e é uma voz dissonente, né? Fausto, né? Em cadernos negros, eh, seria seria ali a poesia e o conto do dissenso, né? para que daquilo que vai transgredir o o caráter de engajamento pedagógico predominante na série. E Fausto vem trazendo essa poesia experimental pros diferentes temas. Eu trago aqui uma de cadernos negros 37, que é das minhas preferidas, que é estumos de fomes e labirintos, onde Fausto vai se utilizar, né, do é um poema que ele é dividido em três partes, tá? E interessante que ele começa com dois sonetos, né, mostrando o seu caráter eh transgressor, né? E ele começa assim: "Exchumo de fomes e labirintos, moveu a boca estridente no escuro e sentiu os lábios arderem sensíveis nas línguas e nos cabelos visíveis. Mas não é o beijo, mas sim a febre, o imenso seio sem pecado, mas breve, de vozes absolutas embaçadas, de vozes absolutas que são lançadas aos outros e nas cavernas de fomes. A vulta, o labirinto da tradição, lápis de nossos medos, repetição da sombra, que move que somos, passagens, rito e permanência na carne, no fogo e na agonia, né? Então, Fausto vai sempre procurar encruzilhar o esse sistema cultural negro brasileiro com o o canon, né, estabelecido, que foi que foi imposto a nós negros. Então ele vai misturar a as tradiçis da do branco, né, que do poder hegemônico com eh encruzilhando com essas tradições negras, né, e reconfigurando isso em algo que vai estar sempre voltado paraa ancestralidade, né, para para uma impermanência da busca de algo que seria um um início perdido no espaço, né? E aí ele continua assim: "Havia chumos atrás da imagem, um monstro que acenava a mão, língua, fogo, aragem e fazia gestos que encantava. desdobrável havia águas e bocas comprimidas nas falas estranhamente gritos aguardando ante a falange imagens sombra enterradas ambíguas face de uma voz que seduzia, dilatava o sangue e maleava no labirinto a faísca da linguagem. Assim, a fome anterior à imagem esfarela a língua e adivinha a boca escura de caverna faminta. encerra o poema e sobre o signo de Exu, né, que aqui comparece como linguagem e conceito de sua obra, né? obra é uma de uma linguagem sueixosíaca para procurar refazer, né, de uma forma espiralada e significados buscando uma uma linguagem, né, que vai proporcionar um uma outra perspectiva para esse escritor negro, né, brasileiro, que vai assim trabalhar o isso em diferentes gêneros. E o interessante que o Exumos, né, o próprio Exumo já tem o Exu, o a esumação, né, toda essa relação entre vida, morte, né, eh, o hoje e o e o ontem, né, eh, o passado e o presente, o futuro, tudo mesclado ali. E o Fausto vai trabalhar o Exumas é um exemplo que isso vai estar presente no poema, no no conto, não é? no na su nas suas palavras esculpidas também, que são a a sua série de de de palavras relacionadas a um a a um tempo eh ancestral, né, de palavras esquecidas, como ele vai chamar, e sempre reconfigurando essas eh essas palavras em um processo permanente eh de hipertexto, né, o que no que ele vai trabalhar como hipertexto texto. O hipertexto vai estar vai estar sempre direcionado pro interior de sua obra. Então, eh, ele vai tá sempre as suas referências. O que a vira, o que tá no poema vai vai servir de matéria também para o seu gênero teatral, assim como para os contos e também presente nos ensaios, né? Eh, por exemplo, em no seu, na sua recente recolha, que ele chamou de contos contidos, né, do publicado agora de 2025 pela Galileu, ele vai falar exatamente desse processo, né, do do dos contos, né, que como processo de criação textual que dialoga interpretét dramático, lírico e ensaísco igualmente em tesitura uras com subgêneros narrativos que derivam e deslizam esteticamente de um gênero para outro gênero, no que concerne a certos elementos constituintes dos contos e das crônicas, entre outros, tá? Fausto vai estar sempre com essa preocupação, né, da da de cutucar, né, essa síntese da frágil caracterização intransitiva de gênero e subgênico. E então os contos contidos seriam para mostrar como que na sua forma transgressora, né, transngegressora de de trabalhar os contos, eles vão se interpenetrar, se revelam, se tornaram imperceptíveis sem a chave dos gêneros específicos e de um hipergên dos gêneros contidos noutros gêneros. Ou seja, é essa esse encruzilhamento ininterrupto que faz da da obra do Fausto constantemente espiralada, né, e se renovando a cada trabalho que ele apresenta. Eh, queria também frisar o Fausto e a sua tese de doutorado, cadernos negros, esboços de análise, foi um trabalho de suma importância na minha trajetória, né? Foi publicado em 2007. Na época nós tínhamos eh sobre cadernos negros essa produção do Fausto de maior fôlego e também a da Florentina Silva Souza, que foi publicada o em livro Cadernos Negros e Jornal do MNU. Então, esses dois trabalhos no naquela época foram durante muito tempo, né? Os os de maior fôlego que nós tivemos aí também. Fausto também consta no na literatura, na antologia monumental, foi organizada pelo professor Eduardo de Assis e Maria Nazaré Soares, Maria Nazaré Fonseca Soares, eh, literatura e afrodescendência no Brasil. Ele é um dos 100 nomes ali do tratados como verbete e também no Cadernos Negros, três décadas, né, que tem um um texto que muito se assemelha à sua tese de doutorado. Eh, queria por fim eh falar também de um outro trabalhinho muito interessante do Fausto, que é o Diário de Polon, né? Esse na sua Cabo Verde, eh, Fausto escreveu esse diário dividido em vários epig epigrafias, tá? É interessante, né, com essa relação do diário com com a epigrafia. E aqui ele vai discutir algo que eu trabalhei na na minha dissertação de mestrado, no meu estudo comparativo do LCMOG com José Luiz For Almada, com esse cabo com cabo Verdiano José Luiz Almada, que é a dificuldade de Cabo Verde, né, na na sua identidade cultural lidar com a África, né? Então, esse trabalho de Fausto eh desvela essa dificuldade e as contradições dessa identidade cultural cabo verdiana que tem a essa relação de distanciamento e apagamento de suas heranças negroafricanas. por eh queria dizer também para finalizar o quanto que Fausto e subverte, né? Eh, também um profundo conhecedor e praticante da poesia concreta. E F também tem uma relação muito próxima com João Cabral do Melo Neto e o seu significante e o significante que consagrou eh a obra cabralina, né, que era que é a pedra. E FS também vai trazer essa pedra, né, o essa relação com o mineral, mas voltada para a ancestralidade, para o sistema cultural negro africano. E aqui no no livro Patal de Palavras, ele tem aqui o poema O inverso negro e diz assim: "A pedra Cabral nas águas escuras e barrentas, discurso anterior à linguagem, oraliza-se no deserto de imagens. Ali o poeta pensa as palavras sem precisar dizê-las, amplia o repertório sem expressá-las. É possível, no entanto, puxá-las no reflexo do pré-parto, no caráter múltiplo do léxo, que retorna ao qual a pedra, silêncio anterior não pode ser evidenciada nas águas que lambem o sexo e atiçam o labirinto escuro da pedra ovo que devora o início e o fim. Isso é um acerto do poema, tá? E é assim a forma como o Fausto, né, vai enegrecendo a esse significante pedra, né? E queria por fim e celebrar, né, esses 40 anos da trajetória literária de Fausto, né, um também um militante negro muito ativo. Meus parabéns, meu amigo, e que essa obra continua aí nos enquietando, né, e e nos transformando como leitores. Muito obrigado pela sua existência, pelo seu pela sua amizade e por tudo que você representa para nós. Um grande abraço, felicidades. Encerrada. Agora é a apresentação. Você anuncia. Agora é o é o Bonnie. Tá. Você anuncia. Você quer que eu anuncie? Ele já tá pronto, ele tá esperando ali. Então pode pode iniciar. Pessoal, pessoal, agora nós vamos ter uma apresentação aqui. É o fragmento do bispo. Pera aí. Com o Roberto Bone. É isso. Isso. Tá. Então, quem tá aí na na organização, o espaço já está aberto. O B tá pronto? O Bon tá pronto. Tudo bem. Então vamos lá. Agora é com ele. Agora é com ele. Vamos lá. Vamos aguardá-lo. Apagar lu. Precisa apagar a luz? Acho que não. Não, acho que não. Ele já tá sabendo, né, que pode entrar. Ele já tá, tá vindo já. Tá bom. Roberto Bon, o rei da Foché Leon. Pega minha blusa. M. nome Artur Bispo do Rosário. Negro, negro, negro. Solteiro naturalidade precisa não sai só na TV desconhecid para ele você que é mais fácil então vai perfet Acho que Oh, antecedente consegue ficar com porque tá ao vivo na TV. Internado em 25 de janeiro de 1939. Diagnóstico. Esquizofrenia paranoide. Preciso para nós. Uh uh. Mas alguma coisa. Artista, visionário, imortal. Imortal. O último representante da espécie. Ali, ali, ali, ali, ali, ali estavam os monstros, as aves e os lagatos subterrâneos, as mulheres, as outras mulheres, os homens, os outros homens, todos, todos habitavam a minha barriga E fui esvaziando. Murros, murros, murros, murros, murros, burros. Víciima, cima. Vai cima. A morte, a morte com sua crina solta. Não conheço a morte, mas a vida, a vida andava dentro da minha própria casa. Onde estão os meus filhos? Minha mulher, os meus pais? Ei, menino, menino, vê sua irmãzinha. Olhinhos fechadinhos. Está lindinha, mas tão friha, tão paradinha. Negrinha, negrinha, num caixãozinho branquinho, a morte churiante. Mas não conheço a morte. Mas a vida, a vida, a vida andava dentro da minha própria casa. Registro de minha passagem pela terra. Um certo bispo do Rosário. Bispo Rosário. Eles contam tudo, mas interrompendo suas fezes. mil fezes de milhões de homens, homens que eu imaginava representar, todos ali, tentou em princípio fugir, se levantou para abrir a porta, mas não foi possível. Era horrível um homem se sujar nas feeses dos seus antepassados. das coleiras podem ser feitas literalmente o que tiver as mãos, tijolos, madeiras empilhadas, cercas, arames. Deus M. O trânsito no interior das casas brancas. Os gordos não saem dos quartos. Come, come. Os magros mostram os ossos sem camisa. É claro, o homem ruim vai para o quartinho dos fundos. A permanência só pode ser interrompida numa dessas eventualidades. Primeiro, se o interno acordar morto. Segundo, se o interno sair pela janela, ouvir pássaros. Ouvir pássaros. Tocar a terra. Tocar a terra. Prazer da fatura. Por quê? Por que quero ouvir pássaros? Por que quero tocar a terra? Por que quero o prazer da fartura? A vaníssima senhora estava bem de fronte de mim. Cristo, Cristo. Sete anjos azuis. Cristo e sete anjos azuis. Cristo e sete anjos azuis levitando. Chamai, Vima, chamai. Vísima, senhora Cristo e anjos. Vísima, cima. Olíssimaíssima. Oh, senhora, olha, olha aqui. Artur bispo do Rosário. Artur bispo do Rosário. Aqui estou. Aqui estou. Aqui estou. Ô Vaníssima. Oh, aqui estou para falar com Deus. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor. Um cântico novo. Cantai ao Senhor. Cantai ao Senhor. Cantai ao Senhor. Um cântico novo. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor um cântico novo. Cantai ao Senhor. Cantai ao Senhor. Oh. Gratidão pela oportunidade preso porque a gente solta. porque essa essa reunião está sendo transmitida ao vivo e as pessoas não escutam se não tiver no microfone. Já que você vai fazer uma palavrinha de agradecimento? Bom, primeiramente eu, Roberto Bone, quero agradecer a oportunidade de estar aqui mais uma vez mostrando o bispo do Rosário, esse texto maravilhoso que o Fásto me proporcionou. Gratidão, Faustoinha, pela parceria nesses longos anos, né? Maravilha. E é só satisfação algumas pessoas já viram eu fazer essa interpretação e assim nunca é a mesma, né? Sempre o ambiente, as energias, as auras. Então a gente tá aqui para compartilhar. Gratidão também vereadora Guida Calisto, pela oportunidade do mandato aqui e proporcionar a gente exercitar o nosso ofício. Só gratidão. Dá um alô para eles. Tá, gente. Ó, nós estamos eh com um tempo aqui já apertadíssimo. A fochea vai tocar? Vai, vai, vai. Então vamos rapidão. Quantos minutos que Olha, a gente que a gente tem 15 minutos. É, 15. Tá legal, pô. Enquanto isso, v enquanto eles preparam ali os equipamentos, os instrumentos, acho que é leitura, eu vou fazer uma intervenção não prevista. Há 20 anos atrás, microfone, boa tarde. Há 20 anos atrás, quando esse livro foi lançado na biblioteca, o Fausto tinha sido um parceiro na Secretaria de Cultura e tinha voltado pra Secretaria de Educação. E o Bonnie fez uma intervenção lendo umas coisas e eu abri o livro e caiu no texto mais referenciado em todas as conversas aqui que foi o Vaníssima Senhora e eu li lá na biblioteca o Vaníssima Senhora inteiro. Aqui eu vou ler o Vaníssima Senhora tem oito partes. Eu vou ler a quinta parte. No lindo liso, vaníssimo, contemplei demoradamente as pedras além dos olhos ali no amplo sem fim. Olhei várias vezes e várias vezes voltei só. Pega a mochila dele. Inclinei-me para solver o vazio. Mochila dele. E como num rito, a poesia tinha a cor dessas pérolas, que a água não limpa, que o sol não reflete. No olhar de quem olha, olha e murcha no olho. Água de sal, um chafaris liso, em que ocultamente miram-se as garrafas friíssimas ou pedras encantadas. Obrigada Ronaldo. Vamos lá. Apostas, ó. Boa noite, gente. Nós vamos chegar, ficar todos pro lado da bandeira lá e vocês podem entrar rufando inclusive que já entra trabalhando, tá? OK. Rufando os tambores do Vamos. Ah, é casa de um bandeiro de é car eingando ela deinou. É a eurou e a laé a quem queria verdade E aé vai querer mear e a é negra negra e fala do e a minha é negra e negra e sabe Eu sou da e quer que dia da Aê, Ag aqui agu aar a negra. dançando já é o era de cada negra cantando mundo na casa nego raça mundo na velha canta o meu mano daudar a brincar a brincar a brincar aqui lá eão daitude. Abrigado a brincar aqui lá a brigar a brigar de lá. Filho gigante para e vale outro e bate no coração de uma canção e tenhoar que parte no coração força de tem um bomar parece trabalho prateado uma de estrela de todo a tua matado. Lado eu tenho certeza de grande que tem para dá para você e o n vamos de para você um novo parece o meu amar o seu criado. Uma estela bela de beleza que você vai a ver no passado lá no tenho certeza que é gigante e Jambi traz para você o novo solar. gigante e grande hoje o cala de traz para você um novo som echar. Traz para você um novo som echar. Traz para você um novo somar. Aras do ch de b no coração. A leza do erou nair e deixado ler no coração. Aé da Bahia de noite de dia nação. Por dentro, por fora, fazendo alegria com levenda do ar, na primeira sair e deixar bateu coração. Na le na e deos b na tua memória fazendo a história de uma nação. Vem pra rua noite de fazendo o barão na leja no ar, naja do chão. no coração na primeair coração. A leza do firme do no coração e falada de São Jorge já ganhas o coro resplandece lá no céu elindo no escuro. Espada de po resplandece lá no céuindo no correndo de Deixa, deixa o Willem passar deixa todo dia azul e branco fazendo o céu dear. deixa, deixa o passar. de azul e branco fazendo espada de São Jorjada em fonte lá o céu eindo no espada de algum aranhado do dese lá no céu e meu para o fim. Ninguém vai me segurar não vai. Vou dançar a noite inteira no Eu vou morar hoje. Eu vou parar ele. Hoje ninguém vai me segurar. Não vai. Vou dançar a noite inteira. Ai ai ai eu vouar. Vou dançar a noite inteira. Vou morar. Vou dançar a noite inteira. Antônio. Maisiro, mais encerrando, encerrando, gente. Nós estamos errando e agradecendo ao mandato da Guida, inclusive pela nossa presença aqui, né? Esse mandato que também tem contribuído com a Foché Ilogum, esse mandato que tem participado das atividades junto com o Ilogum, né? E aproveitamos, encerrando, dia 21, próximo domingo, nós teremos a nossa feijoada na rua Custódio Teixeira, no Jardim dos Oliveiras, né? Próximo do número 100. Agradecido. Achei a todos. Forte abraço. Obrigada, Foché. Obrigada. Valeu, foi lindo, maravilhoso. Obrigada a todos e todas aqui presentes. Bom, a gente vai encerrar então porque a gente, eu até queria abrir para as pessoas poderem falar, mas infelizmente a gente acabou tomando bastante o tempo aqui e a e a TV vai ter que encerrar porque ela vai abrir o o sinal para outra programação agora, né? Então eu quero agradecer a todas as pessoas presentes, parabenizar o Falso, né? Viva o falso Antônio. Um homem negro, um intelectual orgânico, militante, militante do movimento negro, defensor da causa negra. Então, muito obrigada aí pela sua contribuição e que possam vir uns próximos 40 anos aí de muita produção, né, intelectual e que vai com certeza potencializar e fortalecer a nossa luta do combate ao racismo e da valorização do povo negro, né, como Fausto diz muito em vários momentos, ele diz que um dos da das expressões do racismo é o apagamento e a invisibilidade, né? Então, Faustso tá aqui como um escritor, um autor, o intelectual que não deixou essa invisibilização impactar a sua obra e a sua militância. Parabéns, Fausto. Sigamos juntos aí. Sigamos, sim. O trabalho de Mas o pessoal pode continuar aqui para olhar o livro, né? Sim. Ó, a gente só vai fechar. Eu vou declarar encerrada a reunião da frente parlamentar de educação, mas vocês podem continuar aqui. Não vai ter outra atividade agora aqui não, né? Tá liberado, né? Então tá. Então vocês podem continuar aqui. Tem aqui bastante obras do Fausto, tá pessoal? Todo mundo tá convidado a ler aqui, a participar, a compartilhar aqui, tá bom? Então, declaro encerrada então a reunião da Frente Parlamentar de Educação. Muito obrigada a todos e todas. Muito obrigada. TV Câmara, Campinas. Os hábitos são muito importantes. Então, nós sabemos que tabagismo está relacionado a um número muito grande de neoplasias, desde câncer gástrico, de esôfago, de próstata, de rim. Agora, tem um tumor que é praticamente 100%, não é 100%, mas é muito perto disso, relacionado ao tabagismo, que é o câncer de bexiga.
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