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Palestra sobre Câncer de Mama
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Palestra sobre Câncer de Mama

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Resumo editorial

Palestra sobre câncer de mama realizada durante a campanha Outubro Rosa. O evento apresenta dados epidemiológicos da doença em Campinas e no Brasil, abordando os desafios enfrentados na prevenção e tratamento. A discussão inclui diferentes subtipos de câncer de mama, marcadores moleculares e as principais estratégias terapêuticas utilizadas em oncologia de precisão.

Descrição do vídeo

São 580 novos casos de câncer de mama por ano em Campinas, 74 para cada 100 mil mulheres, quase um em cada três cânceres invasivos diagnosticados na cidade. O dado abre a roda de conversa do Outubro Rosa no plenário da Câmara, promovida pelo vereador Paulo Haddad com as oncologistas Suzana Ramalho e Natália Monevati, do Grupo Sonho, Maria Helena, fundadora do Grupo Rosa e Amor, e o depoimento da paciente Juliana Gonçalves sobre prevenção, diagnóstico e tratamento.

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Boa tarde a todos que acompanham a programação da TV Câmara Campinas, agora 3 horas e 14 minutos. Estamos ao vivo diretamente do plenário da Câmara Municipal de Campinas, José Maria Matosinho. Você vai acompanhar uma palestra sobre câncer de mama. O evento faz parte das atividades da campanha Outubro Rosa, mês de conscientização e prevenção a essa doença. Portanto, com a palavra, o idealizador do encontro, vereador Paulo Haddad. Muito boa tarde, sejam todos muito bem-vindos para essa nossa roda de conversa do Outubro Rosa 2026, o câncer de mama, da prevenção ao tratamento, informação, cuidado e esperança, esse é o tema. Por que precisamos parar tudo para falar sobre isso hoje? Porque o cenário, ele nos coloca alguns desafios. Nós temos 78.600 novos casos estimados no Brasil para esse ano. Então, é algo extremamente significativo, impactante. Representa aproximadamente 30% dos cânceres em mulheres. Na nossa cidade são 580 novos casos por ano, são 74 casos a cada 100 mil mulheres por ano. Isso implica em 31%, praticamente um em cada três cânceres invasivos diagnosticados em mulheres de Campinas é câncer de mama. Então, nós iremos debater, teremos aqui uma roda de conversa sobre câncer de mama, no outubro rosa, mais uma oportunidade que nós teremos de passar algumas informações para você que nos assiste pela TV Câmara, nos acompanha pelas redes sociais, que se fazem presentes aqui no plenário. Mais uma vez eu quero agradecer ao grupo Sonho, na pessoa da Renata Sassi, a nossa diretora amiga, sempre presente, sempre nos auxiliando, sempre trazendo profissionais do mais alto gabarito para debater, para apresentar e também prestar esclarecimentos e informações extremamente importantes. Isso é o nosso papel dentro do Legislativo, enquanto profissionais da área de saúde, a gente fica muito feliz em receber aqui a doutora Natália Monevati, oncologista do Grupo Sonho, a doutora Suzana Ramalho, oncologista do Grupo Sonho e também do CAISM da Unicamp, sejam as duas muito bem-vindas. A amiga querida, a Maria Helena, que é fundadora do Grupo Rosa e Amor, depois ela vai falar um pouquinho sobre o trabalho dela. a Maria Helena que sempre se faz presente, todas as iniciativas do Executivo, Prefeitura Municipal de Campinas, ela é sempre presente e também nos auxiliando dentro do nosso papel no Legislativo. A Juliana Gonçalves, que já esteve aqui conosco, seja muito bem-vinda novamente, sempre um prazer recebê-la, Juliana, inclusive Juliana no nome da minha filha, Então, a gente já tem um lastro mais afetivo, muito, uma ligação afetiva. Então, a Juliana, que é paciente, não é oncológica, também irá prestar o seu depoimento. Enfim, uma tarde muito gostosa, que eu acho que será muito importante para todos nós. Saudar todos os presentes, os nossos servidores de apoio às comissões. Fico feliz pela presença da Cris, da Val, do Daniel. Sejam todos muito bem-vindos. A minha assessoria de gabinete também. Eu já vou passar a palavra para a doutora Suzana, que é a nossa palestrante que vai iniciar os trabalhos. Muito obrigado, viu, Suzana? A palavra é toda sua. Muito obrigada, então, vereador Pablo, por nos receber aqui de novo. A gente está aqui de novo abrindo mais um Outubro Rosa. Então, ter aberto esse espaço para nós é abrir um espaço não só para o grupo que vem aqui falar de prevenção, de tratamento, mas realmente é um espaço para todas as mulheres que vivenciaram o câncer de mama, que tiveram familiares que vivenciaram o câncer de mama e, especialmente, também as mulheres que querem aprender mais, querem ter informação de qualidade para se prevenir, para fazer os exames e, eventualmente, com certeza, um diagnóstico mais cedo. Então, a gente sempre fala, primeiro, quando a gente fala da questão do câncer de mama no Brasil, então, a gente usa os dados que são do Instituto Nacional de Câncer. Então, a previsão para esse criênio de 2026 a 2028 são em torno de 78 mil casos de câncer, novos casos de câncer no Brasil. O câncer de mama é a neoplasia maligna mais frequente entre as mulheres, excetuando o que a gente chama de pele não melanoma. Então, nas mulheres, de todos os cânceres, ele chega a um pouco mais de 30% dos cânceres da mulher. e a mortalidade permanece um desafio para a saúde pública. A mortalidade permanece um desafio especialmente porque a mortalidade de câncer de mama consegue ser muito baixa quando o diagnóstico é feito muito inicialmente, o que a gente chama de tumor no estágio 1, um tumor pequeno, em torno de 1 centímetro, 1 centímetro e pouco. Nessa situação, a gente chega a ter 95% das mulheres sem nenhuma recidiva e curadas. Já quando ele é mais avançado, necessita de uma cirurgia maior, de mais tratamento, eventualmente de quimioterapia, de terapia hormonal, de radiação e hoje em dia, inclusive, de outras terapias que a gente chama de terapia alvo. Então, quanto mais cedo, mais chance de cura. Quanto mais tardio, a gente tem melhorado bastante os tratamentos, mas vai demandar mais tratamento, vai demandar mais questões e mais perdas de qualidade de vida, porque realmente se são mais tratamentos, vão ter mais efeitos colaterais. E esse impacto do tratamento ocorre principalmente por uma questão de menos acesso e de menos informação. Então, ter acesso a exames, que são os preventivos ou diagnóstico precoce, ele é essencial para fazer um diagnóstico de um tumor muito inicial. Quanto menos acesso, mais essa dificuldade a ponto de a gente receber pacientes dizendo que chegam a levar seis meses, um ano, para conseguir chegar ao tratamento a partir do momento em que elas têm, palpam alguma alteração, ou que elas têm um exame alterado. Então, esse momento do Outubro Rosa é o momento que a gente tem para chamar atenção sobre isso. É o momento que a gente tem de chamar de novo a população, informar como é possível fazer medidas preventivas, quais os exames precisam ser feitos. E esse momento que a gente está aqui é muito importante, a gente está aqui na Câmara dos Vereadores justamente, o papel do Legislativo é garantir que essas políticas públicas sejam efetivas na saúde da mulher. Então, falando de Campinas, principalmente o que a gente tem dos dados locais é do registro de câncer realmente aqui na cidade de Campinas é um registro de câncer é um planejamento muito bem feito em termos de dados então a gente tem na cidade em torno de 580 casos novos por ano são, de novo, 30 e poucos por cento dos cânceres detectados em mulheres Então, sempre o câncer mais comum da mulher e ocorre em torno de 120 e poucos óbitos por ano também nas cidades campinas. Então, é uma necessidade muito importante da gente fortalecer a rede de rastreamento e fortalecer toda a questão do diagnóstico precoce. Existem dois momentos que a gente vai falar aqui, eu vou falar um pouco de rastreamento, de exames preventivos e depois a gente vai falar um pouco do que é detecção precoce e tratamento em tempo mais hábil possível. Lembrando que, e é por isso que vai ser tão importante a gente ter aqui, além de eu e a doutora Natália, mulheres que vivenciaram o câncer e que são pessoas que vão falar, que estão aqui para propagar informação boa, pessoas que vivenciaram. Porque quando a gente fala de câncer, eventualmente pode ficar uma coisa muito longe, mas todo mundo que já teve um familiar, que teve uma mãe, uma pessoa perto que vivenciou o câncer, ele sabe o que aquilo representa. é a mãe de alguém, é a irmã de alguém, é a filha de alguém, então assim, a gente tem que contextualizar mesmo o que foi, o que é esse impacto que um diagnóstico desse tem, e detectar cedo, como eu falei para vocês, modifica as chances, melhora o máximo possível. Então, quero de novo agradecer o compromisso da Câmara Municipal aqui de Campinas para dar essa visibilidade, esse apoio à causa que é tão sensível para nós. Aí a gente trouxe um cenário bem seleto de interpretação para a gente colocar. Então, informações bem importantes. O que toda mulher precisa saber? Atualmente, como é o câncer mais comum, se estima que uma em cada oito mulheres terão câncer de mama ao longo da vida. Grande maioria das mulheres que têm câncer de mama não tem histórico familiar. Porque o mais comum é o câncer de mama ser algo esporádico. Existe um percentual de em torno de 15% que sim, tem um histórico na família. A gente reitera isso porque se viu alguma alteração na mama, se tem um exame alterado, não pode deixar de perguntar, de pedir ajuda, de correr atrás da informação, porque não tem histórico na família. Então, mais comum na realidade, realmente não tem nenhum histórico na família. Como eu falei para vocês, quanto mais cedo, a chance de cura é altíssima. E é por isso que a gente reitera um pouco a questão da conscientização do próprio corpo e a rotina de exames, então não só organizar para fazer seus exames sempre em dia, mas ter uma conscientização do próprio corpo, porque palpar um nó na mama é uma emergência, é uma urgência, ele tem que ser investigado, não é porque não tem o caso na família, não é porque é muito jovem, não é porque é muito idosa, não é porque trabalha muito, porque trabalha pouco, isso não existe, o câncer não tem essa justificativa, ou ele não se rege por esses parâmetros. Está alterado, o corpo não era assim, a mama mudou, tem que buscar ajuda. E eu vou falar um pouquinho daquele momento antes, que é o que a gente chama de prevenção primária, que é quando a gente tenta tirar todos os riscos que são associados ao câncer de mama, coisas que a gente mesmo pode dizer que são pequenas mudanças de hábito e que podem realmente salvar vidas. mas a rotina de consulta com o ginecologista e indicado o mastologista, ela tem que ser uma prioridade. Então, relembrando, 85% das mulheres que têm um diagnóstico de câncer de mama não têm nenhum histórico familiar e curado cedo, 95% de chance de cura. Lembrando, como a gente tinha falado, cada número tem uma história, uma família, uma mãe, uma avó, uma filha, uma neta. Uma das coisas mais impressionantes em termos de organização e planejamento de tratar câncer de mama, no geral dos tumores femininos, é que ele é um alicerce de organização para qualquer serviço de saúde. A partir do momento que você consegue organizar a saúde da mulher, uma chance enorme de você organizar a saúde da família toda. Porque geralmente a mulher que consegue organizar a saúde da família Hoje em dia, inclusive, tende a ser quem mais tem carga financeira de manter a família Então olhar a saúde da mulher é, em consequência, olhar o cuidado e a saúde da família inteira Isso é algo muito importante Então, o que de fato está em nossas mãos? A gente tem coisas que a vida dá, né? A idade que tem, eventualmente o histórico familiar, alterações genéticas que podem acontecer e tem os outros momentos que a gente escolhe, né? Então, o que a gente escolhe de se movimentar, o que a gente escolhe de ter um peso saudável, o que a gente escolhe comer, como que a gente escolhe limitar ao máximo o possível o álcool e se a gente escolhe fumar ou não. Isso são os robôs que a gente pode mudar. É claro que não existe certezas aqui, mas sim, fazer essas escolhas vai diminuir o risco de desenvolver o câncer. E aí a gente fala muito especialmente, a gente vai focar no que a gente escolhe, então o que a gente pode fazer como decisão. Uma das questões mais importantes que a gente está trazendo nesse Outubro Rosa é justamente a questão da atividade física, do movimento da atividade física ser parte da prescrição médica. Isso é uma rotina que tem que ser incorporada. Se a gente conseguir passar com que a população faça de 150 a 300 minutos de atividade física por semana, idealmente que seja aquela moderada, não é uma caminhada conversando, é uma caminhada no ritmo minimamente mais elevado entre todos os outros exercícios aeróbicos, treinos, musculação. Então aí pode, né, o ideal é que a pessoa escolha o que ela mais se adapta, mas isso reduz de 20% a 10% o risco de desenvolver a doença. Para vocês terem noção, tem tratamentos que diminuem 20% a 10%, mas tratamento tem muito efeito colateral, eventualmente eles são tomados por anos ou por meses. Já atividade física não tem efeito colateral nenhum, a não ser realmente o melhor efeito que é se sentir bem, melhorar a disposição. Tem nada melhor que melhorar a fadiga do que fazer atividade física. Isso eu tenho certeza absoluta, todo paciente que chega, depois de ter começado a atividade física, reitero, isso para mim, a sensação de falar, eu avisei, não falei que ia dar certo, e realmente é o que faz mais impacto. Quais são as outras estratégias que a gente usa? Então, rastreamento é um exame que é feito independente de qualquer sintoma. Rastreamento, a definição clássica é justamente pegar toda a população a partir de uma determinada faixa etária, sem sentir nódulo na mama, sem sentir nenhuma alteração e fazer o exame como rotina, justamente para fazer um diagnóstico muito simples. Então, a mamografia é um raio-x da mama. A recomendação das sociedades médicas é começar a partir dos 40 anos. Não é para ir para uma mamografia se tem uma suspeita de mama. A mamografia para rastreamento é sem suspeita. Existe a mamografia de diagnóstico, aí sim é quando se tem uma suspeita. Mas quando a gente vai sem sintoma nenhum, é rastreamento. É realmente achar o que a gente não consegue palpar, porque é muito pequeno. O tratamento é o mais simples e com mais chance de cura. Reduzir o risco de uma população feminina falecer de câncer, o método que existe é o rastreamento. Sinais de alerta, e é aquele outro aspecto, não é diferente, eu vi alguma coisa alterada, eu palpei um nódulo na mama, isso são sinais de alerta e a gente fala que isso é algo que tem que ser valorizado, a gente chama isso de detecção precoce. Então já tem alguma alteração, um nódulo rígido, um nódulo que cresceu, ele está fixo na mama ou na axila, A pele da mama inflamou e não desinflama em menos de uma semana. O aspecto está vermelho, quente. Tudo isso são alterações muito importantes que aí tem que ser valorizado. Porque aí sim, tem alguma coisa que já está acontecendo. E aí quanto mais rápido diagnosticar e começar a tratar, melhor a chance de estar curado. Então, é isso que a gente sempre reitera no Outro Bruro Rosa. Fazer o diagnóstico precoce é uma questão, rastrear é outra. Então, autopalpação, ela não vai substituir uma mamografia de rastreamento. As duas são importantes. Uma mamografia de rastreamento. Não estou sentindo nada, é a minha rotina que eu tenho que manter. Prestei atenção, às vezes mesmo com um exame normal. Não, mas eu achei que mudou, tem um nótulo crescendo, algo está vermelho. Vá buscar ajuda, porque existem as situações que aí palpou. Conheceu o corpo, viu que a mama está diferente. O diagnóstico precoce é muito importante para fazer mais cedo o tratamento e o diagnóstico. Então, para continuar nossa conversa, eu vou chamar a doutora Natália Monerá para seguir o nosso tópico da roda de conversa, que é o tratamento personalizado, biologia e a esperança. Obrigada. Obrigada, doutora Suzana. Eu ficaria escutando ela aqui a tarde inteira. Bom, vamos lá. Então, meu nome é Natália, eu vou falar um pouquinho sobre... E quando o diagnóstico chega, o câncer de mama é uma doença só? Acho que isso fica muito na memória das pessoas quando a gente fala câncer de mama e as pessoas entendem isso como se fosse algo muito simples e fácil, né? E a gente vê que não, câncer de mama não é uma doença só, pelo contrário. A gente tem várias classificações dentro do câncer de mama. Para a gente da medicina, às vezes, as pacientes vão ter uma dificuldade até na elaboração e nesse diagnóstico, justamente por essas várias identidades do câncer de mama. Então, a gente vê no câncer de mama subtipos hormonais, que a gente chama também de luminal A ou B. Esses tumores são estimulados por estrogênio e progesterona. Eles costumam responder bem à hormonioterapia, que as pacientes geralmente falam, anastrozol, tamoxifeno, hexamistano, que são algumas medicações que a gente usa. A gente também tem o subtipo HER2, que é uma molécula que a gente vê uma super expressão na molécula do câncer de mama. E quando a gente tem um elevado número dessa expressão, a gente fala que ele é um HER2 positivo. E aí a gente tem alvos moleculares específicos para esse câncer de mama. E a gente tem o subtipo triplo negativo, que é um subtipo em que todos esses receptores são negativos. Então, a gente testou os receptores hormonais, a gente testou os receptores de HER e eles deram negativos. Esse também é um tipo. Esses são alguns receptores que a gente sabe, o que a gente usa hoje em dia para tratamento, mas a medicina está sempre evoluindo no sentido de estar procurando outros receptores. Então, isso hoje é o que a gente sabe, o que a gente usa de alvo molecular para tratar. Na oncologia de precisão, aí a gente já parte para mais um cenário mais avançado de tecnologias que a gente usa a nosso favor. A gente tem os testes genômicos de Oncotype e MammaPrint, que eles definem a parte genética daquele tumor. Então, eles pegam tantos esses receptores de estrogênio, progesterona, e a gente vê o gene e a gente tem esses testes para identificar a agressividade ali do tumor, no sentido de qual vai responder mais a químio ou mais a hormonioterapia. Então, esses testes a gente usa para saber, às vezes, para uma paciente, se ela vai ter um benefício de usar ou não uma quimioterapia depois de uma cirurgia. É algo mais complexo, acho que é difícil eu explicar aqui tudo de uma MAPRINT ou um Oncotype, mas são tecnologias que a gente usa para individualizar ainda mais nosso tratamento hoje em dia. Então, hoje o tratamento é sempre focado nas características específicas de cada tumor e de cada paciente. Então, cada paciente vai ter o seu câncer de mama, não vai ser igual de todo mundo. Então, depois do diagnóstico, a gente vai elaborar aquele plano de tratamento da paciente. Hoje a gente tem as terapias anti-RER2, que é justamente trabalhando naquele receptor RER2 que eu falei. A gente tem inibidores do CDK4 e 6, que agem mais nos receptores hormonais, tá?
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