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E aí E aí E aí o Olá começa agora o mais esportes e a minha convidada de hoje nasceu aqui na cidade de Campinas foi nadadora dos 3 aos 21 anos conquistou o Campeonato Brasileiro oito vezes 36x um campeonato paulista aos 23 anos iniciou no triathlon tem uma carreira muito Vitoriosa que uma história também de superação porque em 2011 precisou fazer uma cirurgia e ficou tetraplégica Rosana merino muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do mais esportes e essa sua trajetória Vitoriosa de títulos de conquistas esse legado você permanece com ele até hoje para as crianças é eu parei de ser esportista 2011 né porque além de ser treinadora eu consegui fazer um pouco de esporte né com deficiência eu parei totalmente o treinamento a única coisa a diferença que aconteceu na minha vida foi eu não consegui mais dar aula de iniciação para criança aqui para mim era muito legal fazer hoje eu posso só trabalhar com treinamento pela própria condição física a minha hoje que análise que você faz da sua carreira do seu período como nadadora e depois do triathlon com um olhar que você tem hoje como que você analisa tudo que você conquistou aí eu fui aí eu não sou nunca soube fazer nada sem ser para alto rendimento na verdade eu entrei na faculdade e não queria mais fazer alto rendimento Entrei numa prova para brincar de triathlon para onde uma coisa que eu não fosse conhecida fazer uma coisa mais leve mas eu fui bem logo na sequência já fiquei profissional e continua aí na carreira de alta-performance Rosana eu falei na minha abertura que você começou a nadar com três anos é quando que na sua vida você percebeu que passou de Rob para algo que você falou para Espera aí eu gosto de o que eu quero seguir para minha vida na verdade eu morava com o treinador né então eu te desde os três aprender a nadar já era uma coisa muito séria em casa Eram todos atletas nem meu pai como treinador eu eu não me lembro assim de ter algum momento de recreação não tinha nada disso a gente competiu com seis anos já tava competindo brasileiro com oito anos oito para dez anos ela competindo campeonatos fortes né então não tem essa coisa de foi fraco nunca foi esse estímulo Então já veio de casa já desde o início Sim nós somos meu pai teve seis filhos né A minha irmã mais velha tinha bronquite foi para o para o médico ele falou que tinha que nadar né aí todo mundo foi na sequência Oi e a sua carreira dentro da natação eu falei que que você conquistou muitos títulos né como era para você conquistar um campeonato brasileiro campeonato paulista você se permitia ficar feliz curtir já pensava em outra competição cabeça de atleta tem essa cobrança né É sempre foi um padrão muito rígido treinamento treinava muito e como meu pai era treinador ele depois que eu fiquei um pouco mais 15 assim 16 cada ano ele mudava o estilo que eu tinha que ganhar então eu não tinha sossego porque a gente treinava demais já chega a fazer três períodos então tem nada de madrugada agir para o colégio ia para o colégio treinava de almoçar é para casa estudar e treinava no fim da tarde né então era uma uma vida bem riso eu não lembro de um teve infância não tive adolescência era direto treinar isso daí para casa dormir não tinha tempo para outras coisas né Ah e por quê que você abandonou aos 21 anos então eu entrei na faculdade tava pouco cansada de não poder fazer nada né Não podia fazer absolutamente nada faculdade eu fui a primeira vez que eu queria uma bola de vôlei porque o horário dispensado a educação física para não me machucar Nossa e eu lembro do primeiro saque que eu dei ele foi embora redes por baixo assim né e a professora lá falou nossa você é um atleta fez isso eu falei cara que foi ótimo a primeira vez eu não tinha não sabia né não tinha habilidade nenhuma com nada com volta muita base no vôlei minha base conta natação nenhuma nenhuma se tu tá uma bola fazer um Hand na faculdade de sofrer muito com as modalidades que dependiam de equipe né Sempre fui muito solo né Rosana é eu acho que o seu depoimento é importante né porque sempre quem está nos acompanhando e às vezes assistir uma determinada modalidade ver a vida do Atleta com muito glamour né então lá esse atleta ele ganha muito dinheiro e fecha atleta ele tá no pódio ele tem uma carreira Vitoriosa a carreira de atleta você precisa verificar de muita coisa na sua vida acho que é para quem quer o pode um só tem um lugar né primeiro lugar só tem um com correndo aquele lugar são milhares né então é uma vida competitiva se vou para ganhar não tem a palavra que ganha sem abdicar eu tive uma indicação extrema da minha vida pessoal até os 21 não tinha nada não vai deixar a gente namorar não fazer nada era só treino né para conseguir conquistar não reclamo era uma coisa que eu escolhi que eu gostava não são todos que conseguem e sobe de cá geralmente a quando passa dos 15 anos que você tá naquela idade de namorar de sair com seus amigos a maioria ele já já sai do esports né eu fiquei passei reto e fui até onde está na faculdade o e nessas competições você com a natação chegava a viajar todo o Brasil conhecer o atletas que você só assistiu pela televisão tinha sonho de jogos olímpicos como é que foi essa adolescência para você na verdade os atletas teve uma fase da minha vida que eu era que eu que ganhava então era eu era ela não começar a gostoso você ganhar de alguma ídolo né Na época tudo eu cheguei a fazer um índice para sul americano e eles levaram uma equipe inteira do Flamengo sendo que eu era melhor que elas nós faz uma coisa político amigo levou a equipe inteira para defender no sul americano e eu fiquei de fora aí tava no maior que tu me desanimou bastante que eu tenho nada demais né então a gente não conseguia entrar né porque as equipes eram muito grande de Campinas era só eu assim que estava pleiteando as vagas Então esse desanimou um pouco não para ir para Olimpíadas para treinar e conseguiu ruins eu cheguei para o Sul Americano e depois com essas politicagens da época que tinha hoje não sei se tem mais eu não consegui conquistar nenhuma vaga direta para uma fazer um início né treinar com uma delegação do para ir para fora né a gente fala bastante sobre esse lado dos perrengues né que tem a vida de um atleta tudo que você precisa renunciar e o lado bom qual que é o lado bom de São atletas de conquistar títulos Olha eu acho que o atleta para ele vencer né para alto rendimento né vencer vence qualquer um né a partir de um tem um cara que pesa 150 Kg vai caminhar Eles veem se não é uma coisa tão particular primeiro lugar no pódio é muito bom mas eu sempre falo que você não é bom você está bom estamos atletas você fala você tem um campeonato Daqui uma semana sem tá treinando de novo se você quiser ganhar o próximo não tem aquela coisa de Argan aí vou para sempre você é bom é Conquista diária né é bem difícil a carreira de quem quer vencer o seu melhor dentro da modalidade é muito difícil Oi Rosana como é que foi essa transição da natação para o triathlon eu falei que Você interrompeu a sua carreira aos 21 anos e começou o triathlon aos 23 tem um hiato aí de um ano que foi quando você tinha 22 anos como é que foi esse período para você psicologicamente abandonar natação com muitos títulos e depois decidiu iniciar numa outra modalidade Na verdade eu fiquei um ano e meio no triathlon que eu queria passear um pouco esse faculdade essas coisas e aí eu entrei para faculdade teve um criação na faculdade e foi lá vou brincar foi meu erro ali porque eu entrei e fui bem daí tipo essa transição fiquei um ano e meio assim podendo por uma festa uma coisa normal de qualquer menina não da minha idade né de meninas mais novas até só que eu fui ver isso mais tarde por causa do esporte o triathlon Olímpico eles são 1.500 m de Natal a 40 km de ciclismo e 10 km de corrida as provas que você faziam também tinham essas distâncias ou eram diferentes quando eu comecei a maioria das fazendo um short triathlon que eu competia bem daí eu passei para Olímpico isso tudo na carreira profissional passando muito alguns anos eu virei um atleta amadora porque eu comecei a ter que trabalhar já no triatlo eu não queria ser profissional mas eu fiquei bastante tempo no profissional que de 89 até uns 94 95 E aí eu virei treinador e que eu passei por um amador né E aí comecei a fazer provas mais longas chega ia fazer um aumento também fiz um ar homem que nada 43 800 pesava cento e oitenta e corre 42 são provas bem longas então mas não foi essa não foi a maior prova da vida não então já já você vai contar Qual foi a maior prova da sua vida eu acho que deve ter perrengue aí porque eu acho que tem o que essa prova acontece não é durante um dia só qual deve ser quase uma semana mas eu quero que você conte nessa sua época de triathlon como é que era a sua rotina quando eu tava fazendo triatlo já tinha me formado e já estava trabalhando na prefeitura E na época trabalhava no centro no prédio do centro eu tinha que bater cartão por 8 horas de trabalho eu acordava 3 e 6 da manhã treinava sem tomar café depois eu ia para casa comida rapidamente tomava banho trabalhar Aventura até meio-dia tem horário de almoço meio-dia as duas eu ia para o tênis clube na dava eu voltava batia cartão trabalhava até 5 horas e depois ia correr uma vida bem dura eu fui profissional como a vida de amador total e fui bem no profissional Se eu tivesse tido um momento assim só de ser atleta Talvez eu fosse melhor ainda do que eu fui o Rosana na sua época nessa década de 80 e início dos anos 90 como que um atleta ele isso se sustentava na natação e no triathlon tinha um salário tinha premiação tinha bolsa ajuda de governo como é que era mô natação era paitrocínio não tinha nada no triathlon até eu determinada eu fiz uma prova que eu ganhei da Fernanda que era para fazer cinco anos que ela estava Imbatível então no dia que eu ganhei dela minha carreira mudou daí eu ganhei muita grana comecei a ganhar dinheiro com triathlon ganhava muito Patrocínio ganhava prêmio de prova e o patrocinadores do Bravo de prova Viajei o mundo inteiro então aí eu começo e é isso não ganhava eu ia do meu jeito pegava o ônibus na sexta sozinha com a bike numa mala e é de ônibus às vezes ia para o Rio competir às vezes lugar competir domingo viajava a noite inteira chegava para trabalhar pode ser cartão complicada é você teve uma carreira Vitoriosa na natação você começou a ganhar dinheiro no triathlon você conseguiu vencer a Fernanda que você citou agora nessa época você pensava em como que eu consigo fortalecer essa modalidade o quê que pode fazer para melhorar qualquer o seu pensamento na época do que você pode fazer para melhorar sua situação você tinha essa consciência ou não nessa época que eu tava como triatleta eu estava na prefeitura que trabalhava na área da natação e a gente fazia competição fazemos competições ru mil atletas era muito legal que eu fazia todas as escolas Então tinha um movimento muito grande e eu trabalhava como a ação para trabalhar com triathlon foi bem mais para frente que eu montei equipe de ciclismo na prefeitura alguns atletas começaram a prefeitura e viraram grandes nomes depois eu no triathlon Você parou de competir por volta dos 30 anos ou profissionalmente uma um pouquinho mais 35 aí depois eu fiquei no amadora até aconteceu a lesão minha para você interromper a sua carreira profissional você que sempre vivenciou isso praticamente a partir dos 6 anos de idade na natação foi uma decisão fácil eu posso falar que foi não foi o que que tava acontecendo quando eu ia para as provas já tava treinando meninas eu competia com elas e eu não me sentia confortável em ganhar das minhas atletas Tava um pouco ela é ruim né você treinar alguém às vezes até ajudava quer mudar nada que você quiser você pode levar a pessoa da roda pessoa entrar atrás para andar mais rápido e a corrida cada um por si não isso aí foi me incomodando um pouco nessa época eu tinha Tuane que tem nada comigo então enviado para conhecer em Salvador uma excelente atleta Vanessa gianinni eu compro fui competindo e depois quando começou a me incomodar eu parei virei só treinadora é você citou que você chegou a fazer a competição de Ironman e você chegou fazer competições maiores que você citou fica Qual foi a maior competição que você fez eu fui convidada para fazer várias provas de aventura que demoravam três dias quatro dias fica na mata e tem que ter muita habilidade né tem que velejar tem que Remar tem que usar daqui tudo não existe uma prova de Aventura um atleta multiciplinar Eu Fiz alguns cursos e certificações em 2001 eu fiz a única etapa da expedição Mata Atlântica que teve no Brasil foi uma prova na Amazônia de seis dias onde eu fiquei sete e dez dias eu dormi apenas sete horas o resto ficou literalmente competindo seis dias de competição você dormiu apenas sete horas e dormir aonde competia como tinha teve várias cenas coisas engraçadas e inusitadas né você a gente não começa e deitava o chefe da equipe tem um Capitão né e deixar ela dormir meio-dia e meia hora então você fica fazendo exercício ficava com endorfina Come alguma coisa um gel muito pouco me às vezes a gente parava nos pcn's comer um pouco mais e já cheguei deitar em cima de formigueiro deitar Acabei de deitar escutar onça tem que levantar para sair a freira Tem coisas bem difíceis mas eu sempre gostei de coisas difíceis e para mim era muito confortável eu fiz sempre trabalho mental Então prova de seis dias eu trabalhar minha mente falando que era um 10 quando chegar nossos quinto dias tá todo mundo morto aí eu lembro que é seis eu ficava super contente até as meninas só nossa irritante você tá bem porque eu fazer todo um planejamento mental a vida inteira foi assim trabalho muito com a mente minha e dos atletas na época e então eu sabia lidar com coisas difíceis ficar sem comer muitas vezes ficar com sede né não era uma característica minha já eu aguentava o tranco de coisas difíceis até hoje né Sem dúvida um trabalho psicológico muito grande né Você tá na selva encontra alguns animais que a gente não consegue enfrentar e às vezes tem que mudar a rota e às vezes tem que lidar com medo é escurece cedo também acho que vocês tiveram que lidar com e é os fatores ali da natureza né chegaram a se perder te ganhar por bússula por mapa como que você sabe a vão nessa prova da Amazônia não nos perdemos tava com bom cara que tava somente cada um da equipe ele tem uma função né quantas pessoas na equipe Eram quatro só eu de mulher três homens mas a gente fez algumas outras palavras juntas assim de madrugada tinha que fazer saltar tirolesa tinha muita coisa difícil você vai ganhando experiência para mim ela sempre aparecia que eu tava num parque de diversões eu sempre gostei muito nunca levei isso como uma prova e a gente se dava muito bem na minha equipe eu tinha o Davi lindo que é um campeão brasileiro de Trek tinha ouvido allegretti que foi o cara que morreu no nave Leste que nós eram muito muito amigos e um velejador que era Fantástico então era uma pessoas muito fortes a gente leva muito bem porque palavra de Aventura você não você não se der bem que seu parceiro depois de dois ou três dias na massa sem comer e beber e começam a se bater mesmo focar trocar suco é como você vê equipes brigando por causa de ser um lanche só para dividir por quatro é pouca comida então tem tudo você bem tranquilo e a gente ela era faz ficava tudo que vocês comiam bebiam tava dentro da mochila de vocês tinha uma organização que vocês podiam pegar algumas paradas obrigatórias setenta por cento do tempo sozinho né e alguns momentos você ia para um PC por exemplo pegar a sua bicicleta e tinha que pegar lá 100 Km de Areão Então tá aí nesse PC você conseguia geralmente a gente levavam fogaréu e comer Miojo aqui parecia uma delícia Depois de muitos dias mais ou menos pensa não ir hoje vão vir a melhor comida do mundo dois dias sem colocar uma instantânea e você fez muitas viagens pelo Brasil muito Brasil bastante aí fora também muito muito e quais são as principais regiões que você gostou de conhecer assim Brasil com quase tudo por causa da natação e triatlon a gente viajava demais então nós Nordeste conhece todos os lugares criação também viaja muito e fora do país algum lugar preferido meu é o Avaí Eu já fui para para vários lugares mas o Avaí a tradição do mundial da raiz você não vai ir eu tive uma coisa em 2001 eu fiz prova de aventura e 2012 1º triathlon sem treinar porque eu estava com leishmaniose que eu peguei na Amazônia e eu não pude treinar Então eu fui para a prova praticamente sem treinar e mesmo assim eu ganho a vaga só que eu não tinha grana para bancar a minha inscrição e na época patrocinador que era meu patrocinador não deu o dinheiro para eu levar e tem que pagar na hora para mim dólar aí eu não consegui se inscrever eu não fui para o Havaí para o mundial mesmo tendo a vaga porque eu não tinha dinheiro para bancar que são querendo dólar na época isso deve ser o mais frustrante né você fazer fisicamente psicologicamente tá bem quer competir e o fator financeiro aí depois eu fiquei mais feliz que eu pus 13 atletas na minha carreira de treinadora que foram para sair e aí durante duas duas vezes eu fui junto então para mim foi bem legal quem são esses atletas Olha tem bastante hein Vanessa gianinni Sofia Amazon Adriano Godoy muita gente Marcos Favero tem muitos muitos e você nesse período que você tava competindo muitas viagens internacionais também sim quando entrei para a Seleção Brasileira de triathlon e viajava sempre eu não gosto muito eu sou bem Campineira e eu gosto de voltar rápido não só aquelas pessoas que curtem ficar mudando de país então minhas viagens maiores que eu consegui ficar quando chega uma prova na Europa gente aproveitar para passear um pouco mais a 15 dias se a gente ficava viajando e é muito antes eu preferir aí perto da prova fazer a prova passar um pouco e voltar para casa eu nunca gostei é muito desde criança viaja né uma coisa que me agrada por causa de tanta viagem que eu fiz sabe dica das coisas pessoais da família né eu nunca tive contato com Cresci muito viajando viajando sozinha então até hoje esquisito eu vou viajar parece que eu tô daí eu sou uma está passeando aí Nossa eu quero voltar engraçado a usando a gente tá falando bastante sobre a sua carreira Vitoriosa na natação esse período no triathlon é como que você definir o seu ano de 2011 2011 foi pior e orando da minha vida né A indiscutível eu travei as costas em fevereiro 2011 e nunca estava um torcicolo e na época tinha um amigo que era médico ele falou para operar que era simples daí eu ele nem era meu neurologista era um amigo treinava na equipe e ele falou que era simples eu não encarei a cirurgia porque tinha que trabalhar e tava com muita dor travei durante fevereiro inteiro aí ele operou E errou a cirurgia né eu acordei na UTI eu fiquei 7 dias na UTI quase 30 dias do hospital e eu sair completamente sem nenhum movimento da cirurgia a princípio ele falou que era uma uma coisa aqui que a minha medula tinha inchado Eu quero um 15 dias eu ia ficar bem mas o movimento não voltava não voltava eu fiquei cerca de um ano e meio para voltar foi bem difícil E usei todas as minhas a parte mental que o treino é a vida inteira né para tentar voltar a andar a partir do momento que você teve esse diagnóstico e você percebeu que você teve uma perda de movimentos eu acredito que venha que ele abatimento que é normal como que você fez para entender que você tava mudando a sua rotina o seu jeito de viver e para conseguir dar essa volta pô a hora na verdade a maratona começou na UTI né porque eu tava eu tava um pouco falta de respiração Mas eu achei que era por causa da anestesia e eu abrir os olhos e olhava só entregar o teto eu vi que eu não me mexer mas achei que estava anestesiada na cabeça tava completamente normal E aí na troca de enfermagem ela comentou que eu havia perdido os movimentos por isso que eu estava na UTI e aí a sensação de vir a chorar eu senti uma sensação de chora quando eu fui para chorar eu fiquei meio movimentos do diafragma não ia rolar então eu segurei para não chorar que segurando e porque os seus horários não acho que não tá nessa posição nele respirar nossa aí eu já nem chorar então eu não foi a primeira lição né Tipo agora você vai se virar porque a sua vida vai mudar e fala a verdade foi lógico se eu pensar que foi um momento bom não foi eu fui depois de um mês eu fui para casa onde era a casa já tinha acabado de perder meu pai um ano antes minha mãe os meses antes de eu tava solo com meus irmãos a gente montou uma UTI ir lá no lugar que a gente morava e aí usa fralda né enfermeiro todo tempo é uma coisa bem bem complicada Mas eu não fiquei triste procurei me divertir dentro do que eu tinha que você teve um apoio de amigos essa volta por cima Como que você conseguiu teve apoio de fora ou foi você que se flor eu não posso me abater eu não posso ficar deprimida quanto à relação de pressão eles não todos os médicos te dar um remédio para depressão tá eu tomava todo o Dei o remédio nunca gostei de uma pessoa saudável é muito difícil tomar um remédio E aí eles me dá o remédio quando eu descobri que era para depressão eu comecei a não tomar mais e aí levei bronca escondida eu falei combinei com o Enfermeiro Aí ele dá o remédio e jogava fora porque eu falei cara não tô com depressão vou tomar mais remédio né não tive depressão não tive eu vou contar me divertir com os caras que eu contratei eu escolhi os enfermeiros pessoas que eu achava que tinham força para mim carregar eu tive fisioterapia a Sueli e a Sandra que duas vezes através que foram lá em casa mas sempre que eu ia nos ver depois eles falar você nunca mais vai andar de TV lesão de frente melhorar profundo e eu perguntei assim mas eu mexer quem mexe primeiro a ponta do seu pé então fica mandando impulso Mental para meu pé mexer mexer começou a mexer algumas coisas mexer Demorou bastante passei me lembro de Natal novo né foi em março foi bem ruim mas eu fui tirar de letra e até o dia que eu eu cheguei e falei vou voltar a trabalhar eu ainda usava fralda tinha enfermeiro é para andar na cadeira de rodas tinha que me amarrar aí eu fui lá no INSS mandei o cara me levar lá na frente lá acaso você viu você não vai voltar não tem condição de você voltar olha como é que você tá eu falei claro que vai ser minha fisioterapia você por favor deixa eu voltar Oi e aí ele amei a contragosto ele foi lá vou deixar mas não vai você não vai conseguir eu ia para o Centro Esportivo lá do da prefeitura com enfermeiro eu falava as coisas enfermeiro fazer as coisas para mim puxa isso aqui põe falar para nadar levei os profissionais né porque trabalhava com bastante profissional e eu acho que isso foi conversei a me curar para você ficar em pé daí eu fiz um Tang pela prefeitura que veio gente do Brasil inteiro para competir com isso é uma coisa que eu gostava Isso foi me distraindo e colocando para me movimentar a partir de quanto tempo que você começou a trabalhar a querida aula a buscar a voltar outra natação no triathlon como é que foi esse trabalho Olha foi misturado porque eu não conseguia mesmo fazer o depende até hoje eu dependo um pouco das pessoas para abrir o portão para entrar na piscina trabalho aqui né não tenho quando o negócio é altos eu pegar lá em cima posso que é Decor é é muita coisa até hoje eu tenho que pedir ajuda mas eu busco fazer tudo que eu posso eu busco aí eu não tenho vontade de que a parada vez tanto a gente tem saúde normal fica dormindo uma pessoa hiperativa eu faço absolutamente muitas coisas hoje Você é professora e coaching também olha eu fiz uma pós-graduação em coaching né e trabalhei até um pouco um pouco e hoje o outro para trabalhar com os atletas porque ele trabalha de casa muito bem como trabalho mental né então os algumas técnicas eu fiz pós-graduação né Então usa algumas técnicas mas hoje eu na prefeitura Eu trabalho aqui com treinamento para adulto e criança e me divirto bastante eu tô para me aposentar eu fico até pensando assim porque agora começou tudo umas novas eu falo Nossa eu vou largar essa galera mas já tem que pensar um pouco que eu moro que eu tenho que parar né você ao longo da sua vida já desenvolveu projetos as pessoas em situação de rua já deu aula em presídio se prefeitura tem uma coisa legal que eu sempre gostei hoje eu não consigo fazer até tenho quando eu falo fica até um pouco envergonhada porque eu não tenho aquela atitude que eu tinha mas pela minha deficiência né Eu sempre meti nos projetos mais difíceis a gente fez um projeto com o presídio de São Bernardo chegamos a tirar ele de lá do presídio eu trouxe para andar aqui eu trouxe para correr né o projeto terminou porque não uma corrida um preso fugir um treino de corrida ele saiu correndo não voltou mais e aí cancelar o projeto Mas trabalhei com menino de rua crianças em situação de risco com idoso com deficiente então eu sempre gostei que o trabalho trabalho no setor público né ele faz a gente trabalhar com coisas bem legais e lente da natação aí do cava pessoal da do padre Haroldo do da casa amarela então eu gostava demais essa inserção é tão importante assim ah eu vou eu e esta quando eu converso naquela Senador chata mas sempre que eu posso eu dou uma ensinada quando acaba o treino você pode ver que os atletas ficam em volta senta no chão e sempre tem algum assunto para falar porque eu acho que a coisa melhor você pode ser Além do que se ensinar o esporte que a pessoa vem para o esporte EA educação né Eu acho que tem que fazer isso tem que falar uma coisa de ética na educação acho bem legal Quais são os principais ensinamentos que você passa ou para os seus alunos quando eles são crianças ou mesmo para um atleta profissional o que que você julga que é o mais importante o esporte ele é nada mais do que uma cópia da sua vida na verdade quando você tá no esporte você vai vai ter um que vai ganhar e os outros não né 99% eu vou te fazer tivessem atletas vão perder mas que a gente tem que aprender a ganhar com humildade EA perder também saber perder e o esporte você leva isso para vida né Eu trabalho com aqui com atletas que eu o atleta não é porque é só o bonzão quieto leva eles são atletas Então tem que ter postura de atleta é viu treinos e dedicação de foco é o que eu falei no começo a gente é bom porque faz todo dia você não é bom para sempre né em qualquer profissão então Esporte a coisa mais legal do esporte era para falar que você pode entrar numa empresa você tá lá um ano tem que ser igual daqui 30 anos trabalhando com a mesma para você ser bom sempre Nossa essa aqui é a maior lição do esporte que você leva para sua vida pessoal geralmente atletas que tem um foco não atleta Nossa ser bom até mais focados são excepcionais profissionais porque é a mesma coisa que você é o espelho né da sua vida então o esporte igualzinho Oi Rosana você acha que educação Esporte tinham que estar mais próximos então por exemplo um aluno que se destaca na Educação Física ele já deveria ter um direcionamento para um clube ou para que ele consiga ter acesso a uma Carrera Olha eu acho que o maior sonho seria a Escola Integrada com clube e onde a criança saiu da escola de manhã à tarde ele ia para um lugar para treinamento onde ela aprenderia todas as modalidades depois de um tempo ele poderia escolher o professor direcionar pra alguma coisa que que ele goste Eu particularmente essa semana até falei com meu diretor eu não gosto de fazer teste em criança porque eu passo todo mundo canal do nada não tem coragem de falar ficar embora porque eu sou única chance dele né Eu trabalho com treinamento esse essa semana na reunião foi ó se puser eu para fazer o teste E aí eu vou passar todo mundo porque eu acho que todo mundo tem que ter oportunidade essa coisa de teste aí tira fora eu vejo as examinar você é muito alta para g o para ginástica limpa Ó você é muito gordinho para corrida cara e dentro da pessoa ali tem uma pessoa ali dentro que tem sonho então tem que teria que ter um jeito de absorver sem ter limite sabe assim é bom para o padrão usando porque você tem sonho lá além da pessoa não tem ninguém tem sonho eu sou gordinho mas eu quero fazer um mortal pode ser que não faça o melhor do mundo mas eu vou fazer então teria como isso é um sonho né nenhum lugar acontecido canalizar para fazer o que a criança tem que o esporte é tão legal se você fala não por uma criança no esporte assim não é para sempre ele vai lembrar de senão o resto da vida dele que a gente está muito longe de atingir esse objetivo que você deseja e eu acho que é quase impossível né muita muita investimento em Esporte e educação diz que hoje a gente não enxergaria isso de maneira nenhuma eu tento fazer isso com a turma que vem para mim às vezes um cara olha sem na daí eu dou risada e falou cara você já viu aquele ventilador ver histórico eu brinco brinco muito quando eu dou aula Meus apenas dão risada o tempo todo aqui é uma gargalhada ele se mata de ir porque aí eu ensino e falo você lembra que você nadar você mandasse assim você morri porque o cara vem para cá ele é um adolescente ele fala que ele nada né ele nada meia piscina com a cabeça fora da água sem fazer nenhum movimento só porque tem um deslocamento Ele acha que nada ele pula no rio morre né pula no Lago e morre então natação Acho que deveria ser obrigatório um esporte obrigatório escola faz convênio com a prefeitura tem que ir lá o próprio venceu da escola venha são coisas que eu tenho um sonho' né é sonho mas eu acho que vou utilizar é muito importante eu acho que eu dei treinar nem imagina hoje pessoas me veem a rua com o e não é para nossa cara tá velho entrega em casa Gerais ao fosse você tem nesse cara aí vai dele é que eu dou aula desde os 16 anos então é muita muita caminhada aí né e até hoje você acompanha as competições de natação de triatlon também de triatlo eu vou pela minha consultoria é muita dificuldade para aí eu tenho um carro elétrico para ir para acompanhar na verdade eu eu dou todos os treinos estudo muito nunca faço isso tudo muito e a Minha sócia faz as execuções como carregar barraca as coisas da cantoria aqui eu venho dentro de carro para dentro na prefeitura tem alguém que abre o portão para entrar porque tem coisas que eu não consigo fazer eu parar meu carro lá fora até chegar aqui falou aula eu ando muito devagar né posso ficar aí então e minimiza o meu risco e trabalho o máximo que der eu trabalho só quando eu tô dormindo tô no trabalho Oi Rosana merino muito obrigado por aceitar o convite para participar aqui no mais esportes para contar um pouquinho sobre a sua história sobre a modalidade tem certeza que você é uma inspiração não só para os seus alunos Mas para todos que nos acompanharam já fica o convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder voltar a conversar sobre natação sobre triathlon sobre a sua vida agradecer a participação se eu puder deixar um recado para pai para mãe coloque sua filho no Spot a com um bom direcionamento você pula muita coisa ruim da etapa da vida dessa criança ele com via com outras crianças sabendo que eu ganhar e perder é normal né então o esporte ele é essencial a Prefeitura de Campinas tem várias as pessoas nem sabem falo trabalho excepcional é gratuito você não paga você vem para cá treinar eu não gasta né você traz sua criança para um por um a ginástica olímpica uma aula de natação não tem custo e então vamo e é assim parabenizar o tende bom né não fica olhando tanto que tá ruim vamos olhar o que tá bom e levar as crianças para ter esse contato com o esporte valorizar o esporte da nossa cidade você aí de casa quero agradecer a sua companhia sua audiência continue aqui na TV Câmara Campinas e até a próxima tchau tchau tchau [Música] E aí [Música] E aí [Música]