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[Música] Olá começa agora umas esportes Muito obrigado pela sua companhia pela sua audiência e o meu convidado de hoje teve uma carreira Vitoriosa no futebol começou na Ponte Preta onde ficou por 9 anos em duas passagens depois disso defendeu as cores do Atlético Mineiro do Santos Palmeiras Joinville encerrou a carreira no Havaí em Florianópolis hoje é coordenador de futebol do Mogi Mirim e também escritor Mário Lúcio Duarte Costa o Aranha Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo ter aceito o convite para participar aqui do mais esportes e quando eu falo esses clubes que passou quando eu falo sobre a sua carreira que que vem a sua mente seja bem-vinda mais forte Obrigado Amém uma sensação de dever cumprido uma sensação de ter conseguido realizar o meu sonho realizar os meus sonhos né de criança de ser um jogador de futebol profissional de jogar por grandes equipes jogar com estádio cheio na televisão né tudo isso sonho de garoto e eu tiver felicidade de realizá-las né sobre este sonho de garoto então já já nós vamos abordar é o período agora que você está vivendo no Mogi Mirim algo diferente na sua vida porque desde que você abandonou os Gramados os últimos quatro anos o futebol não estava na sua vida e a partir do ano de 2022 Então como coordenador de futebol e também o período de escritor porque eu falei aqui né Já lançou dois livros Então já já quero saber também como é que é essa criatividade para poder lançar livro mas este garoto este sonho de ser jogador Você nasceu em Pouso Alegre como é que foi o seu início onde que você começou a jogar bom eu iniciei em Pouso Alegre nas escolinhas da cidade né joguei também pelo Pouso Alegre pelo clube da cidade tem um time profissional que agora tá voltando a ter uma ascensão de novo no campeonato brasileiro e de lá eu comecei a sair para fazer os testes as avaliações no interior de São Paulo mas a minha iniciação foi lá na minha cidade mesmo até porque eu saí um pouco mais tarde do que era comum na minha época né eu já saí de lá de Pouso Alegre com 16 para 17 anos é mas tive a felicidade também de me profissionalizar rápido né com 19 anos eu saí com 16 para 17 com 19 anos já era um profissional Jogando pela divisão inferior do Campeonato Paulista né meu personagem Porto Ferreira no Palmeirinha e depois fui para a Ponte Preta o time B da Ponte Preta e fui para Suzano emprestado e retornei depois aqui principal da Ponte Preta neste momento que você tinha 16 anos estava prestes a sair de Pouso Alegre como que a sua família entendia esse seu sonho o apoio que eles te deram e nessa idade você tinha a intenção você acreditar no que você poderia chegar em grandes clubes Ou você já pensava com 16 17 anos você colocou em cheque tudo aquilo que você tava vivendo eu tenho certeza que naquele momento só minha mãe acreditava eu não não tinha tanta convicção disso porque eu conhecia bem como era o processo e eu via que eu estava ficando para trás e como sempre fui goleiro assim para tentar uma carreira eu sabia das dificuldades de ceboleiro e de ser algum goleiro negro né Eu sou de uma época que se falava muito em Barbosa né que goleiro negro não era confiável então eu passei por muita dificuldade até conseguir me firmar numa equipe de São Paulo então foi um passos lentos difíceis e como na minha cidade não tinha nenhum histórico não tinha histórico de jogador profissional então praticamente ninguém acreditava só a minha mãe que insistia mesmo contra a minha vontade eu pensar eu sempre chegava no final do ano e falava Olha eu não vou jogar mais não tá dando certo ela tentou agora Tenta mais um ano E aí No outro ano ela não deu certo lá já tentou agora tenta o ano que vem de novo e foram três tentativas até que eu me firmei e na equipe via da Ponte Preta e depois conseguir dar o andamento isso escutou muita besteira muita coisa errada que você pensa em desistir ah Desde de quando comecei garoto em Pouso Alegre até praticamente o último jogo da minha carreira né então foi a vida inteira escutando muitos Absurdos mas também teve muita gente bacana que falaram sempre me passaram boas mensagens que acreditava em mim também e aí como que você se tornou goleiro era um desejo seu ou alguém chegou e falou assim vai para o Gol primeiro foi uma jogada de inteligência minha digamos assim e depois passou a ser um desejo né porque quando era garoto todo mundo acha que até o dia de hoje é assim quando você é garoto Ninguém quer jogar no gol todo mundo quer fazer gol porque é o grande momento do esporte é o gol só que sempre sobram vagas no gol e aí eu comecei a perceber que quando eu ia para o Gol eu jogava mais tempo eu participava mais e recebia mais elogios também quando eu ia jogar na linha eu tinha que jogar menos tempo e tinha que batalhar com uma multidão de outro garoto que muitos melhores do que eu outros não mas era uma concorrência maior e cada vez eu fui ficando mais no gol e aí eu comecei eu comecei a ter oportunidades boas de jogar em bons times na minha cidade e de fazer teste fora de Pouso Alegre como goleiro então eu falei Opa acho que é que é o caminho vou ficar aqui comecei a ver a enxergar prazer em jogar no gol e eu fui direcionando a minha vida para isso E aí depois quando eu vi como uma possibilidade real de ir para um time profissional de me tornar um jogador aí eu investi foi com tudo para esse lado e nessa época você assistia futebol ou ligava a televisão ficava analisando o goleiro ou não gostava só de jogar mesmo bom sempre gostava mais de jogar né mas era um outros tempos também sem sem o canal fechado sem internet sem essa quantidade de conteúdo para a gente consumir a qualquer momento na palma da mão então você para assistir um jogo assim que tá ali De frente a TV num domingo às 4 horas da tarde e da sorte do seu time preferido tá jogando Então tinha uma série de fatores assim que deixava futebol mais interessante porque você não via com tanta frequência né você ficava desejando por aquele momento por outro lado não tinha essa quantidade de informação de que acaba ajudando alavancar a carreira também do Atleta né e a senhora que época quando você tinha 15 16 anos por aí por aí Acho que até os esse bunda a internet de vários canais transmitindo do tempo todo eu acho que isso é de 2000 talvez 2006 para cá dos anos 90 quando você era adolescente é quase chegando nos anos 2000 já né entre 97 98 e você teve outras profissões antes de chegar no futebol de se profissionalizar várias várias me arrisquei por várias áreas Eu já entreguei Jornal Já trabalhei no mercado municipal de Pouso Alegre como ajudante lá na banca de legumes já fui ajudante de pedreiro isso por necessidade por ter que ajudar em casa ou não também também mas é porque você começa a crescer esse período era um período de adolescência você começa a ver muita coisa na televisão você começa a querer um tênis querer uma camiseta querer comer um lanche a consumir né E como eu sou de uma família bem pobre a gente não tem não tinha esses recursos minha mãe não tinha essa condição de me dar certos luxos e aí eu precisava correr atrás disso né até mesmo também para poder comprar alguma coisa para jogar uma luva uma chuteira mas isso aí já era um outro patamar já era muito mais cara E aí minha mãe que que acabava se complicando com o salário dela para poder me ajudar nisso era a mãe trouxe comprar lá para você poder jogar o Aranha nesse período que nós estamos falando meados dos anos 90 início dos anos 2000 quando você já se profissionalizou comparado com hoje já que você tá no Mogi Mirim 2022 2023 próximos anos foi mais difícil na sua época você enxerga ou é mais difícil para o jovem hoje que tá tentando ser profissional era mais difícil antes muito mas muito mais difícil e não é por saldosismo eu te explico há tempos atrás o jovem só enxergava como como uma saída uma alternativa para mudar de vida ou futebol a música e também eram era o esporte mais difundido no Brasil era o único praticamente né o vôlei tinha um tabu muito grande os outros esportes eles falam então toda a molecada todos os amigos todo mundo queria jogar futebol Então tinha um contingente muito maior de jogador de futebol de pessoas querendo jogar praticar futebol hoje se você for praticar um jogo se for fazer um jogo de futebol por lazer você tem dificuldade de conseguir 22 pessoas para fazer uma partida tanto que estão substituindo os grandes campos de futebol por quadra sintéticas né então isso já mostra já que diminuiu essa procura né E isso acaba diminuindo a concorrência também e um Outro fator que hoje nós avançamos um pouco e tem várias outras possibilidades de fazer uma universidade de estudar de fazer um curso técnico então muitas alternativas hoje que acaba pesando na decisão também do jovem Porém você entende que o perfil de jogador de futebol tá mudando por essa última resposta que você me deu antes o jovem para conseguir uma vida melhor ele buscava o futebol hoje ele pode ser youtuber ele tem outras profissões hoje o que me parece é que é disciplina é muito maior antes falava jogadores de futebol agora se fala atleta de futebol corre 9 10 km precisa se condicionar aquele jogador que tinha aquela malandragem me parece vai ficando meio para trás tá mudando o perfil de jogador de futebol o esporte tá mudando nós vemos que no passado os jogadores de futebol eram realmente jogadores eles jogavam futebol quando você traz o nome de atleta quando se chama de atleta quer dizer que o nível físico passa a ser mais importante do que o talento então ele é um cara que tem fisicamente muito mais vantagem do que um jogador comum de futebol porém ele não tem esse talento e aí é normal que você veja muitos comentários pessoas sempre comentando que o futebol o nível baixou que caiu o nível A gente não vê mais gol de falta a gente não vê mais drible a gente não vê muita coisa que está desaparecendo porque nós trocamos o jogador de futebol pelo atleta o atleta é bom para correr para levantar peso para fazer exercício não necessariamente para jogar e um Outro fator que tem sido muito bom isso eu concordo para a evolução do jogador do futebol é de uns tempos para cá os jogadores são obrigados a frequentar a escola eles as federações exigem que os clubes façam com que seus jogadores da base estudem Então hoje você já tem jogadores muitos jogadores que são formados que tem um grau de escolaridade mais avançada então o nível da entrevista acaba melhorando de alguma forma e até mesmo na dinâmica do dia a dia dele né você acha que é um caminho sem volta isso no futebol acredito que sim acredito que é um caminho sem volta é mas não não deixa de ser um bom um bom caminho porque nós que somos mais velhos e saudosista conhecemos aquele futebol glamuroso de muitos lances mas essa Juventude já vem se acostumando com esse tipo de futebol com esse tipo de jogo então eles não vão sentir tanto quanto a gente sente Como foi a sua chegada a Ponte Preta e o que que você sentiu e a sua família também foi um momento de muita alegria né de muita felicidade era ali a concretização de um sonho mesmo é estar um time de alto nível que jogava série A de Campeonato Paulista Copa do Brasil Campeonato Brasileiro tinha jogos transmitidos ao vivo na televisão então ali eu consegui mostrar para minha cidade principalmente para os meus parentes meus amigos que eu tinha conseguido que eu tinha vencido né E isso foi muito bom foi muito gratificante até por tudo que a minha família minha mãe principalmente teve que suportar para bancar né esse sonho acreditar nisso que era uma incerteza porque enquanto os outros parentes os outros amigos primos estavam trabalhando e ajudando em casa eu tava correndo atrás de futebol dando prejuízo então quando as coisas começaram a dar certo e eu apareci na televisão Então minha mãe meio que sentiu aliviada e como se ela pudesse mostrar Olha tá vendo Eu acreditei e agora tá aí o resultado e Aranha você chegou na ponte passou por momento difícil né 2003 principalmente com a saída de muitos atletas salários atrasados durante 9 meses você permaneceu no clube né o início complicado você foi assumir a titularidade somente em 2007 na saída do Jean do goleiro Na verdade eu eu fui assumir a camisa da ponte em 2006 quando eu fiz uma partida contra o Fluminense que era o aniversário da Ponte Preta de 106 anos e deu uma virose em metade do time inclusive no goleiro Jean quero titular e eu fiz essa Partida com mais um vários outros jogadores da base e vencemos o Fluminense e quando tava empatado o jogo eu peguei um pênalti do Petkovic que era um dos grandes astros do momento Então eu peguei o pênalti do Petkovic fiz um bom jogo vencemos o Fluminense no aniversário da ponte saía aplaudido do estádio do campo e então eu passei a ser titular naquele momento fiquei lá umas 10 8 partidos não lembro quanto Mas algumas partidas como titular e aí depois voltou o Jean de novo aí quando o Jean sai eu assumo de titular novamente até machucar tem uma fratura no rosto e aí fiquei de Fora nisso o Denis assumiu a camisa de titular e tocou até quase o final da temporada quando eu retornei novamente esse período que você fez essa partida diante do Fluminense você acaba o partido e fala agora o meu momento você você sente isso jogador Ele sabe ele fala e tudo que eu tô vivendo agora mamãe Sim sim só que eu consegui desfrutar um pouco mais disso porque como eu era reserva e eu tinha feito aquele jogo e na minha mente eu já não jogaria o próximo jogo então eu tava em um momento de esse eu poderia realmente comemorar extravasar porque não tinha a próxima partida para me preocupar diretamente né E aí na hora que eu chego no vestiário que o Presidente do Clube comunica aqui ou você ao titular a partir daquele momento né até passando por cima do treinador ali já acabou a minha Euforia falei bom quarta-feira tem mais e começa do zero é só hoje à noite E aí foi bem assim eu fiquei muito feliz senti que naquele momento eu consegui colocar o meu nome na cabeça do torcedor Ponte Preta titular sim ele desceu mais empolgado talvez do que eu né E ele disse olha pode mexer no time mas esse aqui você não vai tirar esse aqui vai continuar jogando agora e aí eu continuei jogando quem quer o treinador na época Nossa agora não vou lembrar assim de bate pronto quero treinador Mas eu só lembro desse fato Mas lembro também que o Jean era muito mais experiente do que eu era um ídolo no Guarani aqui em Campinas muito conhecido e eu tava iniciando ali uma trajetória então foi questão de tempo de voltar mais um ano e meio até 2009 E aí vocês transfere para o Atlético Mineiro como é que você define esse período bom foi um período muito importante muito importante na minha vida porque me tirou de uma situação confortável que eu tinha na Ponte Preta porque quando eu vou para o Atlético Mineiro já era um jogador considerado um ídolo do clube né é o titular absoluto Eu tinha minha zona de conforto aqui e de repente eu vou para um clube que tem uma pressão muito maior por ser um clube de massa um clube que levava 40 60 mil pessoas para o estádio Todo jogo né então uma cobrança muito grande em cima e isso Acabou me trazendo me obrigando a evoluir é a crescer profissionalmente como ser humano também isso me tirou da zona de conforto me puxou para uma outra situação que serviu de base para que eu chegasse depois no Santos mais preparado e aí no Santos você ficou 4 anos e aí você pegou uma geração ruim no Santos né do Dracena Léo Arouca Elano Neymar como é que foi esse período eu acredito que foi o melhor período na minha vida na questão de aproveitar o futebol aquilo que o futebol tem de bom né que são as vitórias é os títulos né você tá vivendo no meio daquele daquela badalação daquele furacão Ali era muito prazeroso para mim eu conseguia curtir saborear tudo aquilo e eu acho que tudo isso vinha com peso muito grande também porque se engana quem acha que vai jogar numa equipe dessa vai estar no você vai poder se e vai ter facilidade para permanecer no elenco daquele para ter oportunidade de jogar e ser elogiado conquistar um espaço né para você cravar o seu nome naquele elenco era muito difícil e eu consegui isso até com uma certa rapidez assim no Santos porque jogava muitos campeonatos e eu acabei mesmo quando eu cheguei era reserva e mesmo como reserva eu fiz muitos jogos só no primeiro campeonato paulista que eu disputei lá como reserva eu fiz acho que 10 11 jogos o Rafael foi eleito melhor goleiro pela federação e eu fui pela imprensa por nota então assim de cara já consegui mostrar no meu trabalho e aí foi foram quatro anos assim de muito prazer de muita felicidade que que me fez assim ter passar a ter dois clubes assim digamos do coração né que era a Ponte Preta que onde tudo começou que a minha casa minha raiz e o Santos onde eu criei uma identificação muito rápida assim e com o título de Libertadores com grandes conquistas lá de trás como é que você vê o Neymar em campo sabia dava para perceber que ia virar um jogador top de seleção brasileira mesmo Sim lá em Santos ele já tinham essa certeza eu fui com Atlético Mineiro Eu joguei com o Atlético Mineiro quatro vezes contra o Santos um ano antes e isso me deu base para contratação lá no Santos né e em duas dessas oportunidades o Neymar jogou mas era um tinha acabado de subir era um menino e mesmo assim você vi que havia todo um movimento um cuidado em cima dele e quando eu chego no Santos e começa a conviver e acompanhar principalmente os jogos que ele vinha fazendo não tinha como duvidar do talento de onde ele poderia chegar e nessa época você pegou o Muricy Ramalho como treinador no Santos como é que ele era no dia a dia porque com a empresa que os meus colegas jornalistas ele era Durão lá com vocês era assim também ou era um jeito diferente eu tenho até acompanhado acompanhei algumas coisas dele quando ele mudou de lado né ele passou para o lado da Imprensa E aí eu vejo ele mais desarmado mas mais sociável mais legal mas naquela época do Santos ele alternava bastante porque ao mesmo tempo que era uma situação muito prazerosa para a gente está vivendo tudo aquilo ali para ele também era uma responsabilidade muito grande porque era um investimento alto eram grandes jogadores então se não desse certo ali provavelmente a culpa cairia nas costas dele porque ele tinha muitos jogadores ali eu tinha de melhor o melhor time do Brasil tava na mão dele e se o resultado não viesse eu dizer que não foi o trabalho dele que não foi bem feito e como um grande treinador ele fez o trabalho ganhou conquistou os títulos né então isso Tinha dia que ele tava super alegre super feliz contraído e tinha dia que não então eu sempre aguardava para ver como é que ele tava porque teve momentos que ele passava e ele vinha brincar comigo por exemplo fazendo alguma piada alguma brincadeira e alguns momentos eu já ia para brincar com ele e ele passava com a cara fechada não dava nem Bom dia eu ficava no vácuo então sempre Isso realmente é mas é uma grande figura né Muricy Ramalho hoje dirigente de São Paulo e fazendo um grande trabalho é importante né pessoas como Muricy continuarem no mundo do futebol além já que a gente chegou no Santos que era abordar com você é o caso de racismo que aconteceu no duelo contra o Grêmio em 2014 passados aí já oito anos como é que você enxerga o que aconteceu ali Porque infelizmente não caso isolado Eu já vi algumas entrevistas sua aqui mesmo você falou né que do primeiro dia lá até o último Você escutou muita coisa que você é não gostaria aquele fato é você acha que analisando hoje o árbitro O Wilton Pereira Sampaio poderia ter paralisado a partida tinha que ter reagido de uma maneira diferente você deveria ter feito o boletim de ocorrência Aconteceu tanta coisa que você não se cobra e acho que os outros atletas Qual que é o olhar que você tem do que aconteceu com a sua cabeça de hoje bom o árbitro ele é um tanto que ele tá até hoje ele é um Na minha opinião excelente árbitro ele é um personagem muito grande no futebol brasileiro e ele tem um respeito e um trabalho muito consolidado porém ele perdeu a grande oportunidade de ser também uma pessoa que foi que que entrou que entraria para história como uma pessoa que fez uma coisa que vai além do futebol ele poderia ter dado a contribuição dele só que alguns motivos ele preferiu não e quando ele não toma atitude porque eu levei o caso a ele era ele tomar atitude tava tudo certo quando ele não toma atitude me devolve aquela situação e aí eu me revolto muitas pessoas se viram representadas através de mim muitas pessoas tinham vontade de se revoltar de cobrar por respeito de de extravazar de tava cansado de toda aquela situação mas se oprimia porque o Brasil era assim até que no momento era assim a maioria se comportava assim e aí quando eu tomo aquela atitude então toda atenção veio para mim tá não era uma coisa que eu prementei não era uma coisa que eu queria tanto que eu fui a primeira vez calmamente comuniquei o árbitro E aí ele me ameaça com o cartão quando eu vou voltar para o Gol as manifestações intensificam E aí eu me revolto entende e depois disso os microfones vieram para mim para perguntar sobre coisas que não eram relacionadas a futebol e felizmente eu fico felizmente por eu ser uma pessoa um ser humano com conhecimento sobre o assunto sobre a pauta racial já tinha tido outros problemas com isso também eu tinha uma certa base começaram a render as entrevistas rendiam e as pessoas que passaram a querer me ouvir falar sobre isso e aos poucos eu fui deixando de ser um jogador um atleta Deixando as opiniões sobre futebol e falando cada vez mais sobre isso eu digo que tem uma galera que me conhece como goleiro que gosta de mim do Aranha mas eu tenho uma galera muito maior hoje que admira o Mário e tudo aquilo que eu represento tudo aquilo que os 25 anos que eu estudo que eu dedico que eu participo sobre né sobre isso não à toa que eu sou acho que o único atleta que já foi premiado pelo direitos humanos em relação a isso então assim acabou que separou né acabar que teve essa separação do aranha do Mário que agora de alguma forma eu tento juntar para passar boas mensagens para explicar para estar envolvida nisso eu já vou te perguntar o que que você pensa sobre isso mas antes fazer uma entrevista em 2020 dizendo que você pagou com a sua carreira o que que é pagar com a carreira por exemplo eu era convidado para participar de um programa esportivo e É nesse programa esportivo me perguntavam sobre o caso do Grêmio e eu respondi e depois eu era acusado de estar usando o racismo caso do Grêmio para me promover então eu parei de dar entrevistas para os programas esportivos e comecei a entrevista só para outro tipo de programa outro tipo de Jornalismo e eu comparo isso a um movimento por exemplo da música é até pouco tempo atrás antes do hoje se o jogador para de postar seus vídeos no YouTube né nas redes sociais ele começa a perder começa a ter prejuízo na sua carreira seja como cantor como influência com tudo e eu parei de vender o meu peixe como a gente diz na gíria do futebol eu parei de ir lá nos programas de TV porque quando você vai no programa esportivo eles vão te elogiar mas vão passar os seus lances vamos falar das suas vitórias das suas conquistas né e eu deixei abandonei esse lado e comecei a falar só de um assunto que ninguém queria falar que é um assunto chato né como que a sua família reagiu nessa época com muita tristeza porque eu passei a ser muito cobrado por isso porque muitas pessoas se identificaram comigo e realmente me deram apoio me deram apoio mas muitas outras também acabaram saindo da sua zona de conforto porque muitos muitos funcionários se rendiam aos comentários as piadas racistas brincadeiras a falta de respeito para conviver bem no ambiente de trabalho no grupo de amigos então quando vem essa situação toda as pessoas começaram a olhar para as pessoas negras no seu trabalho e começar a perceber que era minoria aqui minoria ali e começar a cobrar agora não posso mais brincar com você não posso mais te chamar disso não posso mas isso criou um mal estar e essas pessoas acabaram ficando com raiva de mim também exatamente os atos de racismo que acontecem no futebol seja por jogador de futebol seja por torcedor é você entende que é um reflexo do que acontece na sociedade o futebol tá dentro desse contexto e por isso acontece ou você acha que por ser um mundo à parte tem como a gente isolar e começar a diminuir cada vez mais os casos Olha é um reflexo da sociedade até porque o futebol chegou no Brasil seis sete anos depois do final da escravidão no fim da escravidão então o Brasil estava se formando como sociedade futebol chegou extremamente racista nesse momento então é comum que tenham sequelas que tenham ainda esse tipo de comportamento nos estádios e aos poucos a gente tem visto projetos e manifestações Para poder melhorar todo esse tipo de situação até pouco tempo atrás era muito comum o arremesso de pilha rádio chinelo qualquer objeto eles atiravam nos jogadores no campo né era uma falta de respeito tremenda uma violência que aos poucos foram sendo contidas através de uma mudança cultural com punições né E aí quando viu que já tava numa num momento melhor a primeira coisa que fizeram foi acabar com alambrado com todo aquele sistema de blindagem que tinha no estádio porque o receio maior do torcedor invadiu o campo e acabar agredindo um jogador Então acho que com as punições as pessoas têm se comportado e se comportando passa bons exemplos e essa juventude que vem agora já começa a assistir participar de jogos de Eventos onde você não atira nada em campo onde você não começa a puxar no cantos homofóbicos ou racistas tendo um comportamento decente essa criança vai crescer como uma criança decente né o caráter Lógico que sempre tem um tem outro mas de uma maneira geral a gente vê uma mudança no futebol resposta quando você falou eu era convidado para programa esportivo e só queriam falar sobre o que aconteceu no duelo contra o Grêmio que sensação que você tem é quando a pauta com você sobre racismo você acha importante você se tornou uma voz você fala tem muitas pessoas que não tem essa oportunidade então eu sou essa pessoa que vou bater nisso ou você fala pô eu gostaria de falar sobre futebol gostaria de falar de outros assuntos e Se surgir esse assunto eu falo mas eu não quero ficar específico só falar sobre racismo como é que é isso tá para você bom foi uma decisão que eu tomei lá atrás de não estar nos programas esportivos não tá falando sobre futebol porque acontecesse reverso e quando eu parei de jogar futebol e aí tudo acaba ficando mais fácil para mim então eu eu só aceito convite para falar sobre racismo sobre questões sociais e se surgiu o futebol na pauta tudo bem Até porque eu enxergo futebol e a minha carreira ela serviu como um trampolim para isso que eu faço hoje o futebol o tema futebol ele é agregador você consegue prender a atenção das pessoas para daí dar o seu recado para ensinar alguma coisa passar algum ensinamento E é isso que eu tenho feito é isso que eu faço eu tenho meu nome que eu conquistei através do futebol isso eu consigo trazer os jovens trazer as pessoas para perto de mim e aí tentar influenciar de uma maneira positiva do que o futebol muito maior porque uma conquista como a Libertadores que eu tive junto com o grupo do Santos por exemplo agrada uma torcida agrada os meus parentes alguns parentes né já nesse âmbito da questão social racial é já abrange a sociedade né você tá mexendo com vidas e isso para mim é muito maior do que qualquer título dentro do Esporte e já já nós vamos falar sobre essas palestras que você tem é feito hoje Aranha Voltando a falar sobre futebol se transferiu para o Palmeiras só que lá você jogou pouco né joguei pouco trabalhei muito trabalhei bastante procurei para quem não sabe quem não joga acaba treinando até duas vezes mais do que quem joga mas fiz o meu papel trabalhei me dediquei fiquei esperando na minha oportunidade mas o prazo teve um ano sensacional Talvez um dos maiores da carreira dele e tá tudo bem fiz o meu papel e depois seguir a minha vida e você pegou o Palmeiras desse processo de reestruturação do clube é eu tive essa felicidade também porque analisando a minha carreira eu sempre participei desses momentos né quando a Ponte Preta tava se reestruturando depois de uma crise financeira eu cheguei batalhei fomos né chegamos Afinal do paulista o Atlético Mineiro que vinha de anos ruins estava com projeto de grandiosidade de se tornar voltar a ser grande como era e eu participei desse do início desse projeto E aí o Santos montou um projeto para ser campeão da Libertadores para voltar de novo Acer o Santos eu participei e no Palmeiras também o Palmeiras vinha de rebaixamento de campeonatos ruins no Paulista e a gente fez um campeonato super tranquilo chegamos Afinal do paulista fomos o torcedor palmeirense teve tranquilidade do Campeonato Brasileiro fazer a coisa que de um bom tempo que não tinha e finalizamos o ano com o título da Copa do Brasil Então foi um ano muito tranquilo assim no Palmeiras que me deu uma tranquilidade depois uma base para poder seguir minha carreira para frente Olha só então em motivo de muito orgulho porque o time esse reestruturar chama o erecta para confiar nele foi assim na ponte foi assim no Atlético Mineiro foi assim no Santos foi assim no Palmeiras toda a sua carreira Então as coisas começam a melhorar chama o Aranha aqui que a gente sabe que dá para confiar eu sempre fui eu que chegava para quebrar pedra É verdade mas essa reestruturação não é fácil né a gente tô falando aqui que é o motivo de orgulho mas a gente sabe que é complicado mas no mundo do futebol com grandes equipes e por falar em período é que você viveu no futebol tem um retorno seu para Ponte Preta e aí você já conviveu com o Ivan que depois foi para a Seleção Brasileira foi para o Corinthians hoje joga no futebol da Rússia no Zenit como é que foi esse período de volta na Ponte Preta e já trabalhar com uma joia bom foi super tranquilo tinham outros goleiros também muito competentes aqui mas eu cheguei no momento que a torcida e a imprensa cobrava da diretoria um nome alguém que chegasse ali para preencher satisfação do torcedor né mesmo eu vendo que os outros goleiros tinha essa competência mas às vezes o torcedor ele quer um pouco mais mais do que só dentro de campo né uma identificação talvez não tinha dado tempo desses jogadores criasse identificação e eu chego nesse momento para ser titular mas sempre com o pé no chão com humildade trabalhando fazendo a minha parte e sabendo que atrás de mim tinha um mais cinco seis goleiros competentes ali esperando uma oportunidade né e Aranha é você viveu um rebaixamento né E até com invasão no gramado foi o pior momento que você viu no futebol acredito que sim como o torcedor Ponte Preta sim porque eu batalhei muito para poder ganhar um título com a Ponte Preta para encerrar minha carreira no clube que eu comecei e eu sabia que esse rebaixamento poderia pesar muito né na minha sequência no clube mesmo sabendo que eu tive um ano muito bom eu fui o melhor goleiro do Campeonato Paulista né a segunda vez pela Ponte Preta né disputando com os goleiros dos clubes chamados Clube grandes né Eu fiz uma excelente sul-americana muito bem na sul-americana e no Campeonato Brasileiro eu tinha consciência do meu trabalho que eu tinha feito o meu melhor meu trabalho um bom trabalho tanto que quando a torcida invade o campo Eu não corro eu pensei agora é hora de saber se eu realmente sou isso que as pessoas falam em Campinas eu sou esse ídolo da Ponte Preta ou se eu sou só mais um um de momento um ídolo de momento né e a torcida te respeita nessa invasão felizmente porque senão ia ficar feia a coisa ali que que a Ponte Preta representa para você fala eu sou torcedor da Ponte Preta que que vem a sua mente Qual que é o carinho que você tem olha de mãe de casa eu morei no Moisés do cara eu morei no estádio da Ponte três anos quase né eu conheço cada canto ali o torcedor a torcida organizada da Ponte Preta se acostumou a me ver na frente do estádio aí para o hotel a pé voltar a pé então assim tem uma identificação muito grande e isso não tem como apagar daqui 200 anos quando foi falar da história da ponte não tem como colocar essas duas passagens onde eu fui o melhor goleiro do Campeonato Paulista Pode ser que nessa trajetória Espero que sim a ponte consiga vários títulos e que outro goleiro da ponte possa ser o melhor do Campeonato Paulista também do campeonato brasileiro mas até o momento Essa condição é minha está comigo e eu tento retribuir atendendo com o máximo de carinho e respeito torcedor é um desejo que você tenha um planejamento em algum dia voltar para a ponte não é um planejamento não eu não tinha nem a intenção de trabalhar com futebol isso Acabou acontecendo porque foi um convite de um grande amigo mas talvez em algum momento se a Ponte Preta solicitasse precisar eu achar que eu tenho condição de contribuir poderia voltar assim como treinador não controlador Não eu não tenho acho que eu não levo o mínimo de jeito para treinador eu tenho coração apesar de de para muitas situações eu ser um cara muito duro muito sério muito bravo mas para algumas coisas eu tenho coração muito mole então para separar um time quem vai jogar quem vai ficar na reserva já teria um problema imenso ali imenso ali então não me vejo como treinador e sim nos Bastidores ali usando a experiência de tudo que eu aprendi no futebol você passou ainda depois da ponte pelo Joinville encerrou a carreira Nova em 2018 como é que foi a tomada de decisão para abandonar os Gramados falar eu não quero mais isso foi difícil ou foi tranquilo foi tranquilo foi tranquilo porque eu já tinha 37 anos indo para 38 Eu sabia que eu não tinha muito mais tempo no futebol e eu já vinha me preparando para para isso né eu fazia muitas palestras participavam de muitos eventos e muitas vezes eu gastava o dinheiro do meu bolso para viajar para poder atender o convite de universidades de instituições que me convidava para poder fazer uma palestra porque eu estava investindo né para ganhar experiência com como palestrante nesse tipo de evento para testar o meu conhecimento também então eu já tava me preparando há muito tempo há uns três quatro anos assim firmemente assim me preparando para isso e eu acabei mesmo com acesso para série A com Avaí que foi um outro projeto que o Avaí tinha e graças a Deus deu tudo certo né a gente subiu para série A mas eu tive uma lesão faltando seis jogos para o final e eu ia demorar uns oito meses para me recuperar essa lesão totalmente para brigar por uma posição e então ia ser muito mais difícil para voltar com 38 para 39 anos eu decidi que era o momento né que era o momento de parar e dar sequência aquilo que eu já queria fazer e aí nestes quatro anos Neste ato 2018 2022 que que você fez da vida continue estudando passei a me dedicar mais a minha família ficar mais em casa até porque passamos por um período muito difícil da pandemia então todo mundo Todos foram né fomos obrigados a ficar em casa então foi foram aí praticamente dois anos dentro de casa né e depois que as coisas amenizaram aí eu comecei a colocar esse projeto né na rua comecei a trabalhar realmente com isso viajar bastante fazer os eventos porque de Quando eu parei e até o final da pandemia praticamente perdi quase três anos né sobre pandemia que você citou no passado você foi internado né da covid-19 como é que foi esse período esse susto na sua vida foi um momento muito difícil acho que o mais difícil da minha vida porque eu fiquei ali uns quatro dias entre a vida e a morte eu fiquei a situação minha era muito crítica mesmo e foi bem no período que tava saindo a vacina o pessoal tava sendo vacinado E aí era uma questão de idade e eu tava esperando chegar a minha hora de tomar vacina e aí eu acabei contraindo a covid subir para ser entubado E aí eu tive a felicidade de encontrar um grupo de médicos que foram muito verdadeiros comigo fizeram um trabalho incrível porque ele sabia que se eu fosse se eu fosse entubado provavelmente eu morreria porque a situação minha era muito ruim eu tava muito fraco eu tava e eles me deram uma outra alternativa que segundo a avaliação deles eu poderia ter uma chance maior E aí eu agarrei essa alternativa que foi me oferecida E aí eu consegui Infelizmente eu consegui escapar consegui sobreviver coisa que infelizmente muita gente não não conseguiu Mas eu venci E aí eu saí do hospital mais fortalecido para poder bater de frente para poder trabalhar colocar os meus projetos para frente te deu uma força maior a partir do momento que você se viu recuperado Foi um momento diferente sim aí eu decidi que eu tive convicção que a minha missão era fazer a diferença na vida das pessoas e que aí me dedicar ainda mais para isso Qual que é o conteúdo dessas palestras Quando alguém te contrata o que que você quer passar o que que é mais importante para você o mais importante para mim na questão quando é uma palestra na questão racial é mostrar para as pessoas porque muita gente não consegue enxergar o racismo Esse é um grande problema no Brasil porque era um problema um problema que era empurrado para debaixo do tapete era um problema que a gente não debatia não conversava e muita gente a gente vivia sobre o Mito da democracia racial da miscigenação Então você abriu o olho das pessoas para enxergar esse problema e querer que as pessoas que levavam vantagem com isso deixe que de usufruir Esse sistema é muito difícil então é o que eu faço nessa palestra e também tento mostrar também que para os jovens para as pessoas que existem muitas outras formas de você melhorar de vida de ser uma pessoa melhor né de Superar as dificuldades como tive inúmeras dificuldades de todos os tipos na minha vida é basicamente isso e o Aranha palestrante é o Aranha escritor também Brasil tumbeiro foi o primeiro livro que você lançou como que surgiu essa ideia e essa possibilidade de escrever um livro bom eu quanto mais eu falava depois do caso do Grêmio muitas pessoas me paravam para conversar e para tirar dúvida porque quanto mais entrevista eu dava mais informações eu passava sobre a história do Brasil e as pessoas vinham me perguntar mas como assim não foi a Princesa Isabel que libertou os escravos Mas como isso como aquilo e eu comecei a perceber que o brasileiro ele não conhecia a sua própria história Principalmente as pessoas negras e eu por mais que eu desse entrevista que eu falasse eu não passava esse objetivo E aí foi onde eu tive a ideia de escrever um livro de uma maneira simples resumida contendo o básico que todo brasileiro deveria saber sobre o livro e passar esse livro para os jovens porque é muito mais fácil você atingir o objetivo de uma mudança cultural através dos jovens né e eu imaginei que se o livro fosse bom de fácil Leitura para o jovem um adulto leria poderia ler esse livro com muito mais facilidade E aí isso foi o projeto foi a ideia comecei no celular começou a ficar muito grande eu passei para o notebook e aí depois de três anos juntando material pesquisando estudando eu montei ele todo certinho bonitinho imprimir fiz como se fosse um caderno mesmo com as imagens que eu queria com tudo e aí eu tinha um amigo na editora e eu apresentei para esse amigo primeiro eu fiquei com ele com seis meses não tendo coragem de mostrar para ninguém daí mostrei para algumas pessoas eles acharam muito interessante muito legal E aí entreguei na mão do dono da editora ele avaliou passou para outras pessoas que julgaram que eram um trabalho muito bom e a gente tocou e aí foi mais um ano e meio de trabalho em cima do livro para resumir para para se enquadrar dentro do perfil e deu um feedback bom você teve um retorno sobre o Brasil também estou tendo ainda felizmente assim eu fico muito feliz com o retorno até de coisas que a gente não esperava porque a gente não fez nenhum tipo de divulgação nada especial é por ser um livro também escolar mas quando a gente recebe o pedido da biblioteca de Washington para poder contar com um exemplar do tumbeiro lá isso foi motivo de muito orgulho para gente porque poderia ter vários outros livros no Brasil mas eles jogam que o nosso é o mais honesto é o mais é o mais verdadeiro né então a gente falou nós ficamos muito feliz com essa procura deles a maior biblioteca do mundo é a referência como biblioteca no mundo Isso foi um objetivo assim que não não estava no nosso planos mas aconteceu e a cada dia a cada semana que passa eu venho recebendo mais e mais mensagens de professoras de pessoas que tenham acesso ao livro elogiando e essa repercussão altamente positiva te deu mais ânimo para você escrever a segunda obra que é Patrocínio que é o mais recente sobre José Carlos Patrocínio que a jornalista escritora ativista político Olha o tumbeiro Ele é bem apesar de resumido ele abrange bem ele é bem completo e na Editora existe uma coleção que chama black power que é de referências de personagens né E foi praticamente um presente que eu ganhei do dono da editora os personagens Você conhece diversos sabe a história de muitos Poxa eu queria que você viesse para coleção black power também com um dos personagens seu ser mais gosta aquele que você é mais se identifica a gente vai fazer vai montar o livro para você e a gente vai fazer esse livro voltado para o público infantil E aí foi o que a gente trabalhou em cima aí foi um ano e pouquinho em cima de trabalhar nesse quase dois anos trabalhando nesse livro que foi lançado na Bienal de São Paulo que tem andado muito bem também tem sido muito elogiado e muda a linguagem Quando você pensa no adolescente no adulto e agora para o público infantil é o público infantil A gente tem que ter uma abordagem diferente né uma abordagem mais mais neutra mais tranquila a gente pode falar sobre racismo sobre essas coisas de uma outra forma porque eles não entendem ainda Eles não conseguem perceber Então tem que ser uma coisa Sutil quer continuar não e Aranha para a gente poder encerrar Então pense em escrever mais livros ou não Não estou não está nos meus planos um próximo livro agora mas eu tenho sido muito cobrado pelas pessoas pelo pela editora de fazer uma biografia de contar a minha história porque são muitas e muitas passagens muitos acontecimentos tanto dentro do futebol como fora do futebol né Então as pessoas têm me cobrado bastante isso e eu tenho amadurecido essa ideia é legal viu pega algum jornalista bate um papo ali tem um livro do Rafael Nadal conta um período bacana da rivalidade dele com febre tem o próprio livro do Roger Federer que se aposentou recentemente então é bacana conversa ele com um Jornalista que você tem boas histórias hein amadurece essa ideia aí que a população vai gostar Espero que sim Espero que sim ainda é só uma ideia é só uma conversa mais das pessoas me cobrando do que de mim mesmo porque eu tenho muita dificuldade de falar de mim mesmo né Eu acho que eu não seria honesto escrevendo a minha história até as coisas ruins sobre mim eu escolheria qual que é que fica melhor então eu teria que fazer uma biografia mais como mal com x como outros que alguém escreveu sobre ele as informações que precisava foram tiradas pessoalmente válido e vale a pena então eu tô sou mais um aqui que tô te pressionando para você fazer isso e para a gente poder encerrar mesmo esse período no Mogi Mirim você falou que foi um convite de amigo já tava 4 anos afastado do futebol Mas você retornou agora para é foi um convite de um grande amigo do Wilson o pessoal da wkm na verdade e como coordenador em seis meses nós conseguimos avançar bastante Fizemos um bom Campeonato Paulista sub-20 quase classificamos Montamos uma equipe profissional em seis meses nós viajamos com essa equipe para os Estados Unidos é uma Tour lá e nesse período que tivemos Estados Unidos já ficaram dois atletas profissionais nas equipes da MS lá e então assim a gente tem a gente está muito satisfeito com o resultado que a gente tem alcançado no Mogi Mirim mesmo com tanta dificuldade porque nós pegamos o Mogi Mirim no estado crítico né te abandono e de muitas outras coisas erradas ruim estava acontecendo com Mogi Mas aos poucos a gente vai ajustando a casa e devolvendo para a cidade um clube que ela sempre teve orgulho e foi referência no futebol interior de São Paulo né e Aranha pensando num futuro a Médio prazo daqui cinco anos o que que você estiver fazendo bom eu espero ter atingido o máximo possível de pessoas com a minha palavra E espero ter alcançado alguns outros objetivos que eu tenho para depois sim ter mais tempo para mim né para daí fazer as coisas no meu tempo as coisas que eu gostaria de estar fazendo né Aí sim uma aposentadoria real agora é uma aposentadoria que tá trabalhando bastante eu tô na verdade eu tenho trabalhado mais do que quando jogava Aranha Muitíssimo obrigado por ter aceito convite por ter falado sobre a sua vida sobre a sua carreira sobre os planos boa sorte nesse seu futuro que você dê muita palestra acho que você tem muito conteúdo tem muito a falar e já fico convite aqui para a gente fazer uma parte 2 aqui no mais esportes sobre a sua carreira sobre a sua vida bom Eu que agradeço o espaço a oportunidade de estar falando com as pessoas tá levando a minha palavra Então eu só tenho agradecer a todos vocês e eu agradeço você aí de casa pela sua companhia pela sua audiência continue aqui na TV Câmara Campinas e até a próxima tchau tchau [Música] [Música] [Música]