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+ ESPORTES - EQUIPE GIGANTES
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+ ESPORTES - EQUIPE GIGANTES

11 views Publicado 22/08/2022 HD · 1:37:45

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Vídeo do acervo da TV Câmara Campinas.

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E aí [Música] [Música] o Olá boa tarde 3:00 mais 30 minutos começa agora um mais esportes ao vivo Muito obrigado pela sua companhia pela sua audiência E hoje nós vamos falar sobre rugby em cadeira de rodas uma modalidade que nasceu na década de 70 mais somente em 1996 lá em Atlanta nos Estados Unidos é que a modalidade é entrou para os jogos paralímpicos e para falar sobre a modalidade a conquista recente em um campeonato regional neste primeiro bloco eu converso com a Ana Paula ramkrapes ela quer treinadora da associação de esporte cultura e superação gigantes e que comandou a Seleção paralímpica Brasileira de 2016 a2020 então Ana Paula primeiramente muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo por ter aceito o convite para participar aqui do mais esportes E como tem sido este ano de dois mil e 22 com a melhora da situação da pandemia seja bem-vinda e boa tarde bom Obrigada boa tarde a eu te agradeço né o interesse não tema que não é muito divulgado Apesar de que um quadro geral de medalhas das paralimpíadas tem um poder no Brasil muito maior do que as Olimpíadas né mas mesmo assim a pouco advogado bom nesse ano a gente o rosto brincadeira de rodas ele é praticado por pessoas com lesão medular sua maioria né mas são deficientes e são considerados grupos de risco então na pandemia e a gente enfrentou bastante o problema em relação a isso né esse retorno foi bem gradual mas a saudade dos treinos é falou mais alto então a gente voltou com tudo falou que eu com uma energia muito boa agora na Paula você já citou algo importantíssimo né que é uma modalidade que ela não é muito divulgada e você vê o Brasil sempre fazendo um ótimo papel nos jogos paralímpicos e no PA bom então nem se fala é o Brasil é uma potência na sua visão por quê que esporte paralímpico é pouco divulgado Quais são as barreiras que precisam ser ultrapassados por que os atletas eles têm resultado eles treinam eles competem em alto rendimento e mesmo assim não tem estes passos na sua visão que falta ainda para os esports entrar em cada vez mais e a sociedade conhecer os atletas e os esportes e e paralímpicas como um todo é porque as pessoas enxergam ainda os deficientes como coitados né é o râguebi por exemplo é praticada por tetraplégicos E aí tem uma falsa ideia de que o tetraplégico não mexe nada se machucar e se fosse ele mexe né muita dificuldade e é uma modalidade extremamente agressiva Qualquer vídeo que você olhar no YouTube você vai ver o quanto é uma modalidade agressiva então eu tenho atletas que fazem o deslocamento de cadeira de rodas de 20 metros em seis segundos então eles são bem ágeis Mas ainda tem aquela cultura de coitados e eles não querem ser tratados como coitados eles querem ser tratadas como pessoas e só estão em outras condições então eles só estão sentados quando uma pessoa que não têm deficiência senta numa cadeira para fazer uma vivência entende o quanto não existe coitados porque a cadeira sentado na cadeira agora com e reduzindo alimentação deles e eles começam a mostrar o potencial máximo deles e realmente o Brasil ele é ele é só não é considerado uma potência porque culturalmente o esporte paralímpico não é considerado nela esporte de competição O que é um erro porque o Brasil tem é mostrado muitas medalhas e o que eu acho que mais faz que faz crescer né de uma forma exponencial o paralímpico é o contato com Universidade é quanto porque tanto o jogos paralímpicos eles nascem dentro de um hospital né Não estou com uma de viu esse contato com a universidade universidades os contatos com os profissionais faz com que aumente muito mais engraçado você comentou lembrei o rugby em cadeira de rodas nas paralimpíadas ele deu esgotamento das dos ingresso e foi ar Se não me engano a única modalidade que esgotou que eu lembro que eu fui assistir eu não era o técnico da seleção principal era técnica da seleção de base e eu lembro que eu só consegui entrar porque eu tinha vínculo com Associação Brasileira então é engraçado porque a maioria era de pessoas fora do Brasil estavam vendo assistir não era não era um brasileiros próprio país não existe muito essa divulgação né então é um problema que nós precisamos entender o porquê que ele tá acontecendo para a gente poder corrigir e valorizar esses atletas comissão técnica Confederação todo mundo é que trabalha com esta modalidade e com todas as outras é que são paralímpicas porque o Brasil é ele disputa e ele tem resultado ele tem atleta ele tem grandes histórias Ana Paula fiquei curioso aqui quando você falou deste início que comer o hospital você consegue contar um pouquinho para a gente deste início e claro é a última era um médico ele era desse hospital e eu estou com uma de viu e ele queria fazer alguns esportes né mas na época a intenção era que ele fosse mais de uma vivência social que ele queria integrar as pessoas que estão Ale antigamente o processo de reabilitação ele era muito longo era muito extenso Então as pessoas que conseguiam ficava sem um ano dois anos no hospital então é esse médico ele tentou juntar e eram modalidades Freitas assim cadeiras de dia a dia aqui também eram bem precárias E aí foi evoluindo todas começaram a fazer-se jogos do outro depois começaram a fazer de novo depois eu não tenho ele eles começaram a ver que isso não tava só tendo essa íntegra essa Integração Social estava melhorando até a qualidade do tratamento que é uma das minha a pesquisa na Unicamp que é qual que é o efeito do exercício nessa saúde então foi E aí Claro enfrentou questões políticas e de organização até que se estruturou uma paralimpíada mas ela nasce dentro da do centro de reabilitação de stoke mandeville é medicina Esporte a cultura educação é tudo integrado por isso que o esporte é importantíssimo porque ele consegue auxiliar em doenças ele consegue ajudar os pacientes ele da disciplina então ao longo aqui do mais esportes a gente vai ter uma aula aqui com Ana Paula porque a gente vai falar também dessa relação da Universidade da Unicamp com os cursos Então isso é fantástico e já gente fala também sobre seleção brasileira a gente vai falar de que maneira que a pandemia influenciou o seu trabalho com os atletas sobre um pouco das regras da modalidade trabalho na seleção é importante antes para quem não te conhece ainda Ana como é que você conheceu o rugby em cadeira de rodas foi em que ano em que momento que você tava da sua vida e eu tava bem no começo da minha graduação eu entrei na Unicamp 2010 e eu via aqueles Shopping de cadeira né e eu fiquei exato momento viu Ana desculpa te interromper a gente tá com umas imagens aí de uma de uma partida Cuidado para não se apaixonar por que quando a gente olha a gente fala não é possível que são tetraplégicos fazendo isso e eu vi essa choques de cadeira e meu olho brilhava assim e falava meu Deus não não é possível que eram os mesmos que estavam na cadeira até agora a pouco pedindo ajuda então eu comecei a frequentar os treinos né que você tava comecei como estagiária é depois eu comecei a entrar nessa parte mais preparação física como eu era do laboratório de fisiologia do exercício na Unicamp já gostava nessa área de Treinamento E aí no final de 2012 os meninos quer que eram atletas da Unicamp eles quiseram montar um time nem me chamaram para ir e eu fui com a cara e a coragem e a gente montou gigantes né uma equipe dos atletas eu fui a única profissional que joguei tudo para o outro foi junto com eles e sem sem olhar para trás me desconectei da década que tiver um time da Unicamp mas minha graduação minha linha de pesquisa no laboratório continuou e eu fui então desde 2 final 2012 2012 ali 2011 eu já conheço com eles mas a gente atuando como líder assim dessa equipe desde o começo 2013ana Paulinho 2010 neste primeiro contato com o rugby em cadeira de rodas que você teve você já conhecia a modalidade já tinha assistido pela televisão já tinha tido algum tipo de contato ou foi a primeira vez que você tinha visto e depois que você for estudar mais sobre a modalidade hoje e foi a primeira vez eu não eu não lembro de conhecer modalidade paraolímpica eu entrei na educação física por perguntar de outros esportes mas não lembro de ter eu nunca imaginaria na minha vida a minha carreira iria para esse caminho então eu não conhecia agora que eu sou uma pessoa que sempre foi da área do esporte sempre gostei muito e não conhecia a sua vida você praticou muito Esporte participou de clube tentou alguma carreira e eu tentei jogar vôlei apesar de ser extremamente baixa esse é um problema fica muito baixo foi que eu tentei fazer e aí mas eu passei na Unicamp eu precisava fazer uma decisão tomar uma decisão eu escolhi estudar esse momento né quando você tá lá com 16 17 anos você tem que que eu vou fazer sobra minha vida né Porque infelizmente o esporte de alto rendimento Ele toma muito tempo né das pessoas às vezes é treinamento integral de manhã à tarde e aí tem a questão do estudo também então é essa parte da vida realmente ela é muito complicada e às vezes tem que optar né se vai tentar o caminho do esporte que é muito ardo ou vai para essa graduação para educação e depois dá para fazer essa migração como você fez aí para o rugby em cadeira de rodas falando sobre essa integração entre Esporte e educação a Unicamp ela contribui para essa aproximação entre os cursos de fisiologia é tão física com outras modalidades como é que funciona isso dentro da instituição e tem várias modalidades que são praticadas lá dentro mais é um forte da nossa graduação esse esporte paralímpico Então essas claro que a deveria ser mais né a gente que já tá na área sabe que é um ainda é um ensino muito emblocadas então você tem celular três disciplinas no máximo sobre esporte paralímpico o que deveria ser integrado então eu vou falar sobre basquete convencional já deveria ser abordado o basquete cadeira de rodas por exemplo vou falar sobre vôlei já deveria ser abordado o vôlei sentado mas ainda em colocado e mesmo assim a gente consegue ter uma boa formação em relação a isso já saíram muitos profissionais ali da Unicamp nessa área e ela tá cada vez mas é englobada então eu venho eu sou de um laboratório aonde eu sumo das primeiras pessoas a levar esse estudo dessa desse organismo né O que é deficiência para dentro desse laboratório como membro mesmo para os laboratórios Sempre fazem parcerias Mas levar esse público para estudar junto com a minha orientadora que a gente do sistema imunológico ela é estudiosa do sistema imunológico Então eu acho que a universidade ela tem papel fundamental fundamental mesmo e tente e através do nosso YouTube aqui ó a Ivanir ramkrapes Boa tarde a todos o perfil dos Gigantes o Gabriel de Souza Simplício também com os Gigantes Fiquem a vontade para participar para mandar sua mensagem tem o número do nosso WhatsApp também que está à disposição para quem quiser participar tem alguma dúvida tá assistindo quer fazer algum questionamento sobre a modalidade estamos conversando com a especialista com a Ana Paula aqui que é treinadora e já gente vai falar sobre a formação dela na Unicamp também o número do nosso WhatsApp está na sua tela 19 ao nosso DDD 97 89 3776 o número do nosso WhatsApp sempre quando ele aparecer na sua tela um pouquinho antes tem o nosso QR Code com uma câmera do celular apontada para este qr-code já aparece uma mensagem aí no seu celular WhatsApp da TV Câmara Campinas você aperta e pode mandar o seu questionamento Ana Paula assim que você se formou então na Unicamp foi esse Bom dia certo e se já tava pensando em algo relacionado ao esporte ou não você entrou com outro intenção e quando eu entrei na graduação eu queria na essa área de Treinamento sempre gostei muito de treinamento e conforme vai passando quando você tá na graduação você pode fazer iniciações científicas então eu fiz duas mas ainda não era na hora de lesão medular né na área de deficiência era um método de treino então eu pedi para minha orientadora que eu realmente queria muito para a área de essa fisiologia do organismo Depois da lesão foi da deficiência Então ela abriu essas portas eu fiz um mestrado bem nessa área e e agora o doutorado no meu mestrado mais ou menos assim né um um resumo quando eu vou se a pessoa sofre lesão medular ela acaba se envolvendo várias doenças a diabetes é uma delas e eles acabam se envolvendo 20 anos antes então o que que eu testei Pessoas que andam sem deficiência nenhuma e eu até ser alguns marcadores né desenvolvimento de diabetes e vocês também um grupo de lesado medular sem é que eram sedentários e a maioria assim já tava com resistência à insulina já tava né bem progredindo para a doença e quando eu estudei os meninos estão fisicamente ativos fazem Hang ten cadeira de rodas esses marcadores eram iguais o grupo sem deficiência então basicamente assim a deficiência ela vai trazer algumas funções mas o exercício físico ele é a única intervenção não farmacológicas que pode fazer se esse efeito protetor naquele organismo então eu me apaixonei de vez assim por essa área por essa linha de estudo e mas também não consigo sair do eu tento levar as duas áreas tanto a prática né conseguimos planta área acadêmica de E como que os atletas recebem esta parte acadêmica e cisto os testes e no começo não era fácil porque eles tinham uma ideia assim aí a gente vai lá e faz o teste para vocês e aí demorou um tempo mas eles entendendo eu falei olha se hoje o deficiente ele não é considerado inválido é porque é muita gente faz pesquisa e muita gente deu a cara para bater né se foi voluntário de pesquisa as cadeiras de rodas antes elas eram onde totalmente diferente se a expectativa de vida era a outra a qualidade de vida era a outra então tem uma importância né de fazer essas pesquisas Então hoje eles entendem a importância e eles são muito colaborativo nessa época 2011/2012 haviam muitas pesquisas com jogadores sobre esporte para melhorar o rendimento dez anos depois analisando hoje em 2022 tivemos muitos avanços e nós tivemos avanços pontuais então a gente teve um aumento em algum momento depois que uma queda de investimento em pesquisa a gente reduziu Claro e aí as coisas começaram a andar mais devagar Então a gente vai é quase que nadar contra a maré né é meio que essa sensação se você tá tentando tá tentando E você tá fazendo o que você pode fazer o que poderia ser mais rápido né mas solução mais rápida mas evoluiu sim eu vou eu não tem como negar Ana Paula então sobre essa cronologia cronológico nós estamos fazendo aqui sobre a sua vida em 2010 acompanhou rugby em cadeira de rodas se apaixonou entrou na Unicamp tava fazendo a fisiologia tava fazendo uns testes com os atletas do estudo para ser treinadora como é que foi essa transição que que aconteceu aí para você receber um convite ela tá bom eu vou treinar aqui os rapazes e foi eles jogaram uma bomba na minha mão porque quando eu comecei eu falei olha eu entendo de treinamento né Eu estudo treinamento então é você treinadora de vocês tá bom tá bom só que eu fui a única profissional tipo então no primeiro torneio eles falaram Ana você vai ficar como técnica e aí você organiza as carteirinhas organiza os tá em lotes e eu fiquei meu Deus não sabe disso né então eu fui eu falei nossa eu não sei as regras eu não sei o que que vocês estão fazendo as jogadas é só ficava vamos pelo amor de dela com a cadeira só ficava com uma torcedora mas eu fui estudando foi eram duas pessoas que fizeram muita diferença nesse processo que foi o Antônio Manoel ele era meu auxiliar técnico na seleção Mas a gente não tinha essa questão assim de égua eu sou técnico e auxiliar ali a gente trocava muita informação e o Alexandre geriátrica é um atleta dos Gigantes tudo que ele sabia ele foi me ensinando e o trazia para um olhar mais profissional net que alguém que estudou sobre esportes esportes coletivos treinamento então a gente acabou e aí eu acabei assim estudando o meu objetivo quando faltava na seleção alguns profissionais vieram até a gente fazer algumas clínicas meu objetivo é que não tem o que Reinventar a roda do jeito que eu tive que fazer porque você não tem muito material escrito para estudar Você fica tendo que quebrar a cabeça de novo e aí foi foi um pouco ardo nessa nessa nesse tezinho então para estudar sobre as regras sobre a modalidade não tem muito livro não tem muitos assuntos abordados por outros profissionais que nem a gente tem no esporte ou você quiser saber futebol eu vou ler um livro de um treinador eu vou ler sobre o passado sobre vôlei basquete a gente compra do rugby em cadeira de rodas de material acadêmico de livro não encontra muitas e não não encontra quase nada quase nada em quesito Mundial mesmo a não ser que outros países tenham realmente eles guardem para eles é mas é bem difícil de acesso infelizmente eu preciso te perguntar Ana Paula porque mulher treinando na maioria homens no rugby em cadeira de rodas sofreu preconceito precisou-se afirmar o seu obstáculo maior Você acredita que é em relação ao treinador homem você precisou passar por algumas situações que uma outra pessoa não passaria como é que foi este início na modalidade o que você sentiu e depois o que que aconteceu e eu acho que é uma conquista né a mulher o espaço da mulher mas a sensação é que a mulher tem que conquistar um espaço aqui para o homem já é já é dado então eu vejo senti essa diferença durante um tempo no gigantes no começo eu sentia uma sensação uma sensação assim sempre muito em dúvida do que eu tava falando era sempre eu tinha que explicar muito bem o porquê eu cheguei naquela conclusão na seleção também tive problemas em relação a isso as vezes eu falava para o meu auxiliar técnico fala você porque eu tenho a sensação de quando você fala eles absorvem melhor o eles entendem melhor eu preciso sempre ficar impondo ou sempre é uma brincadeira que eu tinha é cada vez que eu vou explicar uma coisa nova parece que eu vou defender uma tese tem que esperar toda argumentação por que que eu fiz aquilo eu me enviar e tomando como referência o Não fui eu que inventei isso né só tô aplicando em vocês foi o técnico de time do técnico do Japão Kevin orr estão sempre a referência tem que ser um homem é isso me doeu bastante assim porque a gente sabe que é esse que vai acontecer mas eu tinha consciência disso em relação mais foi um espaço que eu fui conquistando agora quando vai para fora aí eu morar com um pouco mais embaixo porque eu já tô até vendo que situações assim quando você vai começar uma joga você tem que assinar a súmula né são aqueles atletas número das camisas e várias vezes o árbitro veio entregou para o meu auxiliar técnico ele falava não sou técnico é ela e ele me deu muito apoio em relação a isso já aconteceu de ouvir assim mas você técnica de nosso rugby é tão estratégico e você é mulher como você é a mulher que tivesse capacidade de pensar Ou seja já aconteceu um problema com a por exemplo o grito muito né Eu me comunico que precisa ouvir e atletas que eu via que se incomodavam com os meus gritos mas quando era atleta de um técnico homem não se incomodava então eu brincava muito no gigantes que para você aguentar grito de uma mulher se tem que ser muito homem para você porque você tem consciência penso em falar essas né é uma voz independente do gênero que situação que difícil viu Ana Paula seus sentimento quando você precisou que você enxergava que esse tipo de situação é estava acontecendo em algum momento você pensou em desistir ou foi o contrário te deu combustível para continuar você gostava tanto da modalidade que você entendia que era necessário é passar por essa situação até para mostrar para outras mulheres que vocês conseguem ser treinador as.com os responsáveis por uma equipe qual foi o sentimento neste momento o que que você tem sabe nessa 1 e é eu acho que eu experimentei dos dois sentimentos em vários momentos eu me acuava né como toda vez que uma mulher é com a Dida você pode né Se ela já tivesse a consciência já tô falar o peito ou se a Coar a primeira a primeira ação minha era minha cola e aos poucos eu fui deixando de fazer então eu respondia muito atrás de homens inclusive dormir auxiliar técnico quando a gente ia ser lá vem para uma reunião com a diretoria eu falava aí Manoel fala você ele falava não Ana fala você você vai ter que brigar por essas quatro eu tô aqui para te apoiar mas você tem que falar porque eu já Às vezes você cansa né é sempre uma briga diária e você cansa mas ao mesmo tempo eu olhava para os menino você falava ele também eles também estão numa briga diária briga diária pelas limitações briga diária pelo preconceito então trator acaba e no mesmo barco né eu lembrava assim é alguém vai ter que fazer alguém vai ter que quebrar essa pedra e eu espero que com o tempo mais mulheres eu tenho mais 3 temas uma mulher técnica que ela é de um time de do Paraná e eu e eu espero que tenho muitos muito várias outras mulheres eu acho que técnica da seleção no mundo eu só conheci eu e a técnica da como é que chama é da Ásia é E aí eu não vou lembrar nome do país mas é só duas mulheres no mundo e além do Manoel que você já citou aí que foi importante para você poder se afirmar mostrar o seu valor e o quanto que você é competente apoio da família e dos amigos quando essa situações aconteciam e neste seu início na modalidade todo mundo estranhou o meio que no começo a Ana Paula Frank brincadeira de rodas como é que essa modalidade como é que foi família e os amigos e eu começo ele falava ai que bonitinho ela tá fazendo um trabalho solidário E aí quando eu comecei a trazê-los para assistir os jogos eles ficavam Nossa mas é muito agressivo gente e aí ele se porta apaixonando mas a primeira o momento é o meu pensamento e é uma questão de ignorância mesmo ai que bonitinho um deficiente depois ele é só enxergando aqui não ele com deficientes mais uma cuecas tem uma uma um dia a dia de atleta uma rotina de atleta e às vezes até uma rotina a mais né você enfrenta vários eles enfrentam vários problemas mas apoio como técnica nesse sentido como técnica mulher eu tive o bastante apoio até por a minha irmã é uma era mas estudiosos um Historiador a ela faz também doutorado na Unicamp e ela estuda mulher ela estuda feminismo né então eu acho que eu tive já já vim pronta com esse apoio e desse conhecimento de o que que é essa conquista da mulher nesse processo histórico da humanidade mais mensagens estão chegando aqui através do nosso YouTube no nosso chat a Renata Dulce ela diz melhor pesquisadora do physics physics é laboratório de fisiologia das não a Renata participando também um machado também aqui é participando o Paulo Sérgio dando boa tarde muito obrigado a todo mundo tá chegando aqui no mais esportes e hoje nós estamos conversando sobre rugby em cadeira de rodas com a Ana Paula que é a treinadora dos Gigantes foi treinadora da Seleção Brasileira está contando para gente aqui este início da modalidade e Ana Paula de que maneira que você via o esporte no início e hoje é de uma forma diferente você sempre se cobrou por resultado ou importante na verdade para você era da maior qualidade de vida aos atletas e é sempre me cobrei para o resultado porque essa ideia de que o esporte ele não é saudável Eu Tenho minhas dúvidas em relação ao esporte de alto rendimento porque até falou que meus estudos é E aí eu sempre me cobrei com resultados porque isso impacta diretamente em como eles vão se ver então acabava mexendo direto na na autoestima deles então eu já ouvi de atletas a antes de sofrer a lesão é nunca me imaginei se atleta de alto rendimento ou no caminho imaginei tá na Seleção Brasileira é seja um atleta que eu conheci que ele falou para eu sempre estava numa cadeira de roda sempre caindo a cadeira não era boa para mim não era do meu tamanho faz quando eu sentei na cadeira de rodas de rugby eu me senti livre porque daí eu não caí eu conseguia ser conseguir ser eu então algumas coisas eu fui olhando e vendo que não é só jogo de rodas ele se senta na cadeira de rodas elas podem ser competitivos e eles querem ganhar como qualquer ser humano quem vai para uma competição para ganhar esse tomei um sempre mísseis colocar nessa área desses querem ganhar e eu quero que eles ganham sobre esse diálogo que você teve com este atleta e como é que a sua relação com os atletas daqui a pouco no próximo bloco eu vou entrevistar O Armando da Silva então eu vou confirmar viu Ana Paula você fala que é muito braço vai falar que é tranquilo o Armando vai estar aqui vai confirmar para gente como é que a sua relação com os atletas conversa tem amizade Sai fora das quadras ou fica restrito ali mas tem um bons diálogos e e a gente são muito no estomizada muito forte amor das coisas que me segura no gigantes é mais dentro de quadra é totalmente diferente a gente separa eu brigo com ele se forma igual é claro que a gente sempre tem mais afinidade com o outro mas o nível de exigência lá dentro é totalmente diferente e eu brigo com eles eu chamo atenção eu sou meio Um Pouco Um carrasco ela dentro Mas é porque Eu exijo deles no limite que eu sei que eles podem oferecer então precisa precisa e eu tento ser igual com todo mundo assim né a exigência é a mesma tem gente que que gosta de ouvir gripe tem gente que não gosta mas eu preciso ser justa no máximo que eu consegui Então apesar de ter uma amizade muito forte eles frequentar minha casa eu vou na casa deles é dentro de quadra é uma questão profissional eu já cheguei a ter problemas com em relação assim ah mas você não me colocou para jogar nesse jogo eu queria jogar mas aqui não é uma questão de querer uma questão de eu sei quem que pode entrar aqui não pode eu escolhi né querendo é eu queria sentar e jogar eu não posso mas eles vão utilizar me dá um carta branca para tudo assim não que antes ereção excesso faz é uma conquista assim de confiança antes eles me davam porque era responsabilidade do cargo hoje eles confiam no meu trabalho seriamente a senhora é isso que eu sinto como treinadora você precisa ter um olhar também de psicóloga Ana Paula entender quando alguém não está bem está com problemas tá com dor tá vindo de lesão a esse olhar que uma treinadora precisa até não precisa porque tem coisas que é ela diante é só o técnico então eu começo a observar os atletas na hora que eles estão se arrumando o jeito de cada um tem tá mais quieto quem tá mais né mostrando mais nervosismo e observo o aquecimento deles então quando o atleta está muito ansioso eu já sei que não dá para colocar colocar ele no começo do jogo porque ele vai se perder e vai se frustrar quando o atleta Está extremamente concentrado ou quando ele tá brincando muito no aquecimento tá dando risada eu também compensa achar esse equilíbrio e aí acaba sendo às vezes realmente é esse lado mais se cologico né porque tem atletas que tem problema a deficiência é um problema né que é uma mudança e eles precisam re-significar isso e é um processo mais lento que significa o corpo re-significar dificuldades re-significar vida e bom porque acaba sendo esse eu preciso de esse olhar até mesmo para decidir o melhor para eles mas eu não tenho muito assim na hora do jogo é uma questão de jogo eu já sou mais mais bravo assim a minha forma de eu quero uma pá às vezes Vamos às vezes é um erro simples eu falar eu vou te informar a hora que você sair daí vai ali na base da ameaça para o jogador é a última vez que você erra é exata e para manter motivado quem tá no banco de reservas porque assim Acho que essa é uma dificuldade que todos os treinadores têm esporte de alto rendimento né é trabalhar com pessoas Você tá trabalhando ali com os seus recursos humanos né então quem tá de titular gosta da treinador quem tá no banco de reservas acho que você não entende absolutamente nada do esporte porque você que deveria estar lá jogando como é que você trabalha com quem tá na reserva para deixar todo mundo motivado para mostrar a importância e quem tá jogando e depois porque que a pessoa vai atuar em uma outra oportunidade é aham é o rádio era tem uma facilidade porque eu posso trocar quantas vezes eu quiser é muito parecido com o basquete mas existem atletas que realmente não entrou durante o jogo e Eu já conversei muito com eles porque isso tem a ver com a característica deles então se um jogo mais intenso ele não talvez seja uma estratégia colocar alguém que seja mais calmo para equilibrar o jogo para fazer uma mudança ali na temperatura do jogo é então eu converso bastante com eles assim é claro que eu entendo querendo gostaria um jeito dele entrar sempre né Mas eu sempre tenho os argumentos eu já vou com os argumentos prontos né uma pesquisadora sempre vai ter alguma coisa de arguição mas é E é difícil assim porque às vezes você olha assim eu sei que eles querem entrar eu sei Aquela vontade só que ao mesmo tempo eu já fiz também com eles de colocá-lo para depois mostrar outra dentro aqui porque por isso que eu não tava te colocando esse jogo aqui eu sabia que essa falha à toa ia ser muito graça então tem uma vez de um jogo acabou sendo uma situação engraçada porque ele realmente o atleta levou para para esse lado mais profissional é a gente precisa Tava terminando o tempo que a gente precisava fazer assim com aquele Gol a gente tava na frente do placar mas eu a gente queria fazer o último gol e aí farol relógio 17 segundos e eu falei entra na chave entra entra aí um atleta falou assim calma Ana set segundo dá tempo aí eu cruzei os braços e falei vamos ver se vai dar certo aí eles rodaram rodaram rodaram pediram para esmalte botão de um segundos eu falei para ele você tem um segundo para fazer esse grupo eu vou não aconteceu e eu conheço quem estava na quadra naquele momento e ele veio para o banco cabeça baixa desculpa Ana desculpa falei cara vocês tem que confiar em na minha leitura do jogo aqui é diferente da Leitura que tá aí dentro Eu tô tendo uma leitura de fora é muito diferente é a visão do treinador EA visão de quem tá de fora então são curiosidades né de quem tá é no mundo esportivo é um esporte que homens e mulheres competem juntos Ana Paula tem é uma das poucas modalidades paraolímpicas que a mulher pode mudam algumas regras né então quando eu tenho só homens cada um tem uma classificação funcional a pontuação de acordo com o nível da deficiência e quando eu vou montar meu time eu são quatro atletas eu posso tomar até oito pontos se dentro desse dentro dessas quatro atletas tiveram uma mulher eu posso tomar 8:30 se forem duas mulheres Eu posso cada vez que tem uma mulher na formação eu faço meio. Comum nós vemos mulheres no rugby em cadeira de rodas ou não é comum ainda tem poucas mas eu acho que no Brasil deve ter assim mas 8:00 oito atletas considerando que a quantidade de atletas de rugby em cadeira de rodas no Brasil não é grande deve estar na faixa de 200 atletas é é pouquíssimo e o que o problema é que é pouco porque as pessoas não conhecem então na minha no meu mestrado que eu trabalhei com um grupo que é sedentário eles nem sabiam das coisas às vezes falavam Nossa mas eles irem carro eu nem sabia e às vezes a pessoa mesmo não sabe então é eles estão muito dentro de casa para tirar eles de casas mas agora Associação Brasileira tá com trabalho forte depoimento a gente está cansando fazer várias variações para encontrar essas pessoas a trazer para o esporte e é isso eu acho que é e vai crescer o número de mulheres já está crescendo tomar quase não tinha atletas Mas hoje tem mais atletas mulheres os jogadores eles são categorizados em 7 classes a depender da habilidade funcional e é isso habilidade dele com a cadeira com a bola Quais são os músculos ativos então alguns uma lesão mais alta né uma lesão na sétima cervical perdem a a ação dos Príncipes E aí essa funções os movimentos que elas conseguem fazer as ações centro de quadra são é considerada se são pontuados por uma banca classificadora que é composta por fisioterapeutas por esse avaliam e dá uma pontuação para atleta então é realizado um teste com esse atleta para saber em que nível que ele está em vários testes o processo de classificação tem avaliações na mesa nele fazendo vários testes para ver se a musculatura Atrativa ou não mantém a testes na cadeira com a bola e depois eles observam em quadra 15 de uma equipe tem quantos atletas no gigantes por exemplo você trabalha com quantos atletas o gigante atualmente a gente tem 11 atletas Mas eu posso eu posso trabalhar com quanto eu quiser mas para torneio no máximo 12 posso levar doce dentro de quadra em uma partida para quem nunca assistiu para quem está acompanhando agora mais esportes nunca vi um jogo de rugby em cadeira de rodas são quantos atletas como é que a pontuação como é que há tempo de jogo bom então são quatro atletas de cada time numa numa quadra é uma quadra muito parecida com a quadra de basquete tá ou são quatro de cada lado e diferente do rugby convencional eles podem passar a bola para frente para trás a Jéssica for e eles levam a bola no colo A cada 10 segundos tem que o bater a bola no chão ou passar bola mas eles levam e como é que a pontuação é considerado um Gol cada vez que eles passarem entre os dois cones da linha de fundo então eles passam com a bola no colo o poste de bolas é considerado o gol então é um cada gol é um ponto até ganhou o time que fizer mais pontos Há quanto tempo de jogo Ana Paula são 4 quartos de oito minutos cronometrados então dá mais ou menos uns 15 minutos assim 4 quartos de 15 minutos é claro que tem eu tem intervalos né Ele trabalha dois minutos aqui no meio do jogo o intervalo de cinco minutos mas que não dá tempo de descansar e é o momento que você tá lá com a mão quase no pescoço dos aperta e eu ainda nessa lá o seu pescocinho acaba entrar dentro da certinho pega e Ana Paula é a muito contato abriga durante o jogo tem Catimbau como é que é o rugby em cadeira de rodas e o rugby é as pessoas falam que ele é violento ele não é violento e agressivo porque são cadeiras Preparadas para o contato e o contato ele é um artifício então eu posso ter contato com cadeira cadeira para empurrar o atleta para onde eu quiser mas eu não posso De forma alguma é lá no atleta é considerado falta minha mão na cadeira dele não pode também então não pode ter contato direto entre entre os atletas tem o contato do Choque das fotos das cadeiras só por isso que ele é agressivo mas ele não é violento e em relação à arbitragem muitos questionamentos você é uma treinador que fica em cima ou cobra mais dos atletas e procure esqueceu aqui porque todo Esporte tem interior em cima do Artes neh a gente vê isso no futebol vendo tênis muitas reclamações ver no vôlei tem a questão do var no basquete da entrevista e Sérgio Pacheco recentemente árbitro de basquete com os o molde de história que aconteceu com ele do rugby em cadeira de rodas o árbitro também tá no centro ali ou é mais tranquilo para ele e acaba que eu tenho uma eu tenho uma uma relação boa com os árbitros aqui no Brasil e até conserve suas de fora porque eu tenho sempre sempre muito cordial e eu tento sempre jogar com o manual debaixo do braço então quando eles vêm questionar eu já já tenho o contra-argumento pronto e é claro que pessoas e pessoas a gente já tenho muito problema com arbitragem às vezes pelo calor do jogo os atletas são muito incisivos eu também já aconteceu e das situações que eu vejo que é injusto e o árbitro não não leva isso em consideração né então a gente já até problemas mas hoje eu já não tenho mais esse problema assim já acabei sendo até eu acho que até uma questão de conquista do de respeito que ele sabe que eu estudo isso eu ir é procura outra sempre me atualizando e as minhas argumentações são sempre referentes a O que é mesmo da Oi Ana Paula você disse árbitro aqui no país se dá bem e árbitro internacional também o gigante já fez alguma amistoso fórum com a seleção brasileira você já teve a participação de árbitro internacional é diferente uma arbitragem no nosso país em uma competição internacional e é diferença porque em outros países estão aparecendo na Europa vários países eles fazem muito torneio então usar vi para sair esse acabam afastando muitos jogos então é de uma forma geral a gente sente alguma diferença né O Gigante já foi para fora eu já tive um problema com árbitro pela seleção isso que eu assim foi uma questão e eu entendo essa regra Mas você tá acreditando essa regra para gente o outro time também tá fazendo e você não tá atendendo ao mesmo critério E aí o abertura começar a Perseguição assim qualquer coisinha que a gente fizesse gastava para gente perder a cabeça mesmo é mais uma forma geral tem alguns árbitros que por conta da seleção já me conhece há mais tempo e o gigante já jogou fora a gente fez uma competição na República Checa foi a competição eu acho que mais louca porque nós somos com três atletas e pegamos um atleta emprestado no time da Alemanha como eu conheço o técnico da Alemanha Pagliarin é porque os nossos atletas não tem dinheiro para ir só três conseguiram ir assim no rugby é quase impossível você jogar um jogo inteiro sem fazer essa substituição e eles foram muito guerreiros porque os quatro jogaram todos os jogos o jogo todo tanto que teve um jogo que um deles o rosto acaba passando mal já estou muito cansado aí o árbitro falou assim olha eu sei que nessa situação Eu precisaria pedir para você substituir como não tem eu tô eu tô pedindo para vocês um tempo é uma tempo de árbitro que é o tempo que vocês precisarem então ele foi muito camarada e aí sempre nos torneios tem a votação do mdp né moça valor do player E aí nesse nesse torneio o gigante Jogou esse ganhou esse prêmio porque realmente a gente foi com a cara EA coragem só os atletas fora assim para uma uma é praticamente esse Hoffmann ele falou Ana até os músculos dos meus olhos estão doendo tanto que eu tocando ficar bom né cansa fiscal i o que bacana Então olha só o gigante já representou né o Brasil em torneio na República Tcheca né praticamente leste europeu então muito bacana a gente tá falando com quem aí ontem ele pode falar por favor e nessa torneio com times e seleções a gente joga contra a seleção do Canadá a seleção da Suécia é a seleção a seleção da Alemanha e aí então foi um time do gigante mas contra seleções eu que foi mais intenso aí desequilíbrio nas partidas a TV aqui livro compra o Canadá que é um time que é aqui no aqui na América eles é tanto que o rugby nasceu praticamente no Canadá é a gente se vê lá na maior parte do jogo a gente ficou assim quatro pontos atrás eu quero muito muito próximo e contra a Alemanha também que a gente ficou bem próximo até porque esses três atletas dos Gigantes na época eram os três eram três atletas da seleção então acabou só que eu não tinha ontem eu sou uma expressão coitado cansaço uma hora acaba falando mais alto mesmo estando do outro lado é do mundo mas gigantes representando aí o nosso país muito bacana como surgiu o convite para a Seleção Brasileira qual que foi seu sentimento na época a gente tá falando dessa sua paixão começou com gigantes começou a iniciar na modalidade para chegar na Seleção Brasileira como é que foi essa tá e também Essa é a quando a gente fundou hoje o gigantes a gente já começou a gente teve um time para ganhar e a gente ganhou ganhava os torneios então 2014 eu fiz um estágio num time nos Estados Unidos e era de Ranger tudo bem quando eu volto eu recebo o convite para ser auxiliar técnico da seleção E aí eu fico com o auxiliar técnica depositou em 2015 eu saio eu volto em 2016 para a gente formou uma seleção de base que a ideia era trabalhar a base de atletas antes que eles cheguem na seleção para já chegar como é que o maior aporte porque o rango ele chegou começou a ser praticada no Brasil em 2008 então acabou que não teve essa formação de base dos atletas a minha ideia era formar base o atleta chegar mais pronto para seleção E aí no final de 2016 o presidente na época me chamou para fazer fazer o próximo e paralímpico junto com o meu auxiliar António Manuel que a gente faz um projeto quando no final 2016 a seleção tava em 19º no ranking mundial a gente fez um projeto para chegar até o 12º lugar é e tentar a vaga para parar limpeza todo o projeto é para tentar vaga na paralimpíada caro e aí a gente fez quando a gente entregou finalizou o projeto e finalizou em 19º só que só são oito vagas preparar impedir a gente não conseguiu a vaga para fora límpida então tem um Essa é um ponto negativo que não tem conseguir a vaga e o ponto positivo é que a gente subiu 10 colocações e o que é falado pela Federação Internacional eu não sabia dessa estatística mas aqui o Brasil foi o país que mais rápido evoluiu nas nessas colocações no ranking que foi os atletas né cantando e as nossas estratégias de Tec e os torneios que iam contra as pontuações para tanques com seleções que a gente ia conseguir o Brasil hoje está em qual lugar no ranking é normal e se eu não me engano tá no nono permaneceu não pegou na 19ª colocação e deixou a seleção brasileira na nona colocação Então primeiramente parabéns por este por esta evolução por este o projeto e como que você define como é que foi para vocês quatro anos à frente da seleção brasileira e olha eu acho que eu experimentei as melhores e as piores Sensações às vezes não este mesmo jogo as melhores de você ver a evolução de você ver o trabalho acontecendo e as senhoras com todos os impactos que tem o esporte de competição no Brasil né Não só de competição que ele não é muito inclusivo ele de uma forma até injusta que coloca uma responsabilidade que você que não é justo colocar nas costas de ninguém né então tem um impacto assim mas foi de muito trabalho muita muita dedicação muita entrega e você foi até porque eu menos dormir na minha filha eu acho que eu nunca passei tanto tempo acordada pensando estudar tentando entregar as questões burocráticas treinando os atletas treinavam muito na semana de treino e fez várias uma semana de Treinamento então foi muito entrega porque tinha o auxiliar na época era mestrado ou já era doutorado mas tem a parte acadêmica também além do rugby na alta e eu tinha era foi bem na época que eu fazia mestrado eu estava com a seleção estava com gigante você estava dando aula então eu tentava conciliar essas quatro coisas quando eu entro no DF para sair da seleção para poder fazer o doutorado Porque não eu não sabia que não ia ter não teria possibilidade alguma de fazer a mesma loucura de novo porque a minha saúde foi tô sem a zero pouquíssimo tempo a gente imagina realmente não é fácil jornal da dupla tripla quadrupla Como você passou sobre os Gigantes Então como é que é estrutura vocês treinam semanalmente a muitas competições como é que é o calendário da modalidade e nesse ano a gente tem uma mudança na diretoria da gigante não da Seleção Brasileira então eles estão fazendo mais torneios a gente tá aí mais ou menos um quatro torneios por ano a tendência é aumentar a gente treina no céu do Vila Esperança Ali no bairro Vila Esperança e a gente treinar presencialmente 3 treinos por semana os atletas fazem um dia de treino de vídeo online de tudo e cada um treina um treinamento separado sozinho que a gente é Monza para eles você vai ver com a irmã do Armando ele toca cadeira na rua a cadeira de jogo dele por quilômetros ele vai Ache dois quilômetros todos os dias e eles treinar musculação tudo que a gente monta né tem uma equipe para montar os treinos a gente faz a penalização certinha então além dos treinos em quadra eles treinam também fora academia não existe remuneração salário tinha na seleção existe hoje no clube Ana Paula e hoje eu gigante tem aprovação do projeto do piec que é um que me dá um salário na seleção na minha época não tinha salário era uma coisa que a gente lutou muito para ter tinha remuneração por convocação então se você tivesse ou semanas treinamento o torneio naquele mês você iria receber por aquele trabalho hoje ainda bem que já tem foi uma conquista mesmo os técnicos hoje da seleção recebem teve um esse processo de profissionalização e no Brasil ainda é muito por voluntariado e nos gigantes eles levam isso muito a sério então além de receber né pelo projeto Eles garantem por exemplo meu INSS todos esses diretos os atletas se juntam e me dão 13º porque eles levam isso muito a sério então é meio pelos atletas assim eles que acham esse importante e de fato é né vai o profissional é isso que faz também esse é o primeiro profissional leva uma sério time profissional e time muito vencedor não Ana Paula porque foi campeão regional e a gente foi campeão do paulista agora com bastante esforço bastante e foram ou daqueles torneios que parece que tudo vai contra eles se mantiveram bem Unidos a gente realmente eu tenho que eu falo uma brincadeira levanta levanta quatro paredes assim a gente vai se fechar não esquece que tá acontecendo lá fora esquece arbitragem esquece tudo só vamos se concentrar aqui agora e eu e eles foram muito bem então tem uns atletas nosso que nessa situação estava com ele tá com síndrome pós cor verde em então ele é você tem você não tem mais o vírus Mas você fica com as inflamações é atletas tiveram Muitas dificuldades para treinar as metas que esperam problema de saúde e realmente eles passaram por cima de tudo isso eles deixaram tudo sempre antes do jogo Eu falo enquanto eu não saio desmaiado não para de desses for Ah e eles realmente saíram deixaram tudo lá tudo então parabéns aí o gigantes campeão paulista campeão Regional próximos objetivos Ana Paula porque não para por aí né jamais Daqui a uma semana praticamente uma câmera e meia a gente vai para o campeonato brasileiro e do mesmo jeito eles vão entregar tudo lá eles vão deixar mas nem que seja sangue naquela quadra porque eles são é são muito esforçados eles realmente se entregam se entregam de corpo e alma onde acontece o Campeonato Brasileiro e vai ser no CT paralímpico lá em São Paulo que é um centro de a estrutura é incrível assim já tive contato com estruturas Estados Unidos na Europa e no mesmo nível é fora de sério assim tem todas as modalidades é muito grande e é muito maravilhoso quando meu pai foi ele falou nossa mas que isso aqui não é só paralímpico né outras modalidades também falei não pai aqui é só paralímpico a estrutura é toda perfeita é muito muito legal e aberto ao público Então já 15 16 e 17 terão os jogos de primeira e segunda divisão eu já tive a oportunidade de fazer uma gravação do mais esportes no centro paralímpico e é realmente Fantástico de primeiro mundo mesmo é porque eu gravei sobre natação então é coberto temperatura arquibancada tem todo o espaço obviamente que é tudo adaptado para os bom então é realmente Brasil ele tá bem servido com este centro paralímpico na cidade de São Paulo Ana Paula boa sorte no Campeonato Brasileiro agora no mês de agosto vai informando a gente vai manter contato com vocês para a gente poder informar no nosso telejornal também sobre o rendimento dos Gigantes agradeço mais uma vez a disponibilidade do seu tempo todas as informações que você passou aqui para gente contar um pouco da sua vida para os nossos telespectadores já fico convite aqui para uma próxima oportunidade para você retornar para a gente poder continuar essa conversa sobre a modalidade e sobre as suas conquistas e Imagina eu que agradeço o espaço aberto a porta aberta e agora até um sofá para sentar será ou é o convite de retorno eu agradeço mesmo de coração Combinado então nós aqui agradecemos a Ana Paula ramkrapes participando aqui do nosso Mais Esporte nós vamos fazer o seguinte viu 4:29 rápido intervalo mais esportes não terminou o rápido intervalo e na volta eu vou conversar ao vivo com o atleta com o Armando da Silva e também é um dos fundadores dos Gigantes foi atleta da seleção brasileira tá retornando de lesão tem muitas histórias para contar para a gente então não sai daí que nosso intervalo é rapidinho E aí [Música] E aí [Música] em quatro horas mais 32 minutos mais esportes de volta ao vivo Muito obrigado pela sua companhia pela sua audiência e agora eu converso com Armando da Silva atleta dos Gigantes ou dos fundadores já foi da Seleção Brasileira então tem muitas histórias Armando Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo em conversar conosco aqui no nosso mais esportes e recentemente título com sem por cento de aproveitamento no campeonato regional seja bem-vindo e boa tarde Olá boa tarde muito obrigado muito obrigado pelo convite né pela oportunidade e estamos aí né para divulgar mais nosso Esporte né para tentar quebrar esse Tabor né que eu do tetraplégico sabe que eu tava conversando isso com Ana Paula viu Armando Porque infelizmente esse tabu este preconceito a Ana Paula falou uma palavra de coitadinho Tem muita gente que tá de fora que vê como Coitadinho acha que a gente ainda tem um longo caminho para a gente poder valorizar para que a modalidade ela seja mais popular no nosso Brasil que a gente tem cada vez mais atletas homens e mulheres que acontece que a gente não vê essa evolução como a gente gostaria Essa é a minha opinião é que eles ainda vem tipo o esporte adaptado como uma inclusão social o e e assim e na época eu pensava que portando uma cadeira de roda era só cama e cadeira aí eu conheci o esporte e vi que era algo totalmente diferente e assim temos um caminho bem árduo né para para quebrar isso né porque hoje eu posso dizer que eu sou uma atleta de alto rendimento Então já já a gente vai falar sobre essa transição Como que você conheceu essa modalidade a visão que você tinha antes do rugby em cadeira de rodas a visão que você tem hoje sobre a competição que a gente iniciou falando sobre este título regional como é que foi o nível técnico da competição quantas equipes tinham quanto tempo durou e pelo que eu tô vendo aí você tá com a medalha do título não é isso aí Oi André nós estamos aqui na nossa conquista a minha primeira Conquista desse ano como é que foi essa compreensão sobre o nível técnico quanto às competições tinham e foi cinco equipes né em dois jogos por dia eo nível técnico altíssimo não era só porque apenas um campeonato regional mas o nível técnico está aumentando muito né de uma forma surreal eles O que é o bom né porque não tem mais aquela equipe de preferência aquela equipe queridinha né ninguém sabe quem vai ganhar o campeonato sejam Regional seja um campeonato brasileiro o nível está errado tá aumentando a cada vez mais existe rivalidade entre as equipes têm o maior rival dos Gigantes ou não Armando e tem quem só dentro de quadra né dentro de quadra né e validade com todos e com tudo né não é só que o adversário Às vezes a Cohab traje é que eu tudo que está em volta também manda com certeza Corby traje com a torcida gritando contra E assim a gente Vale principalmente a equipe do gigante é que é uma equipe que joga contra tudo e contra todos os ou Armando EA equipe então com este título Regional que aconteceu agora no final de Julho tá preparada para o campeonato brasileiro começa no outro sábado dia treze O correto é que está ativa então para esta semana que você Campeonato Brasileiro E a expectativa tá grande estamos todos ansiosos né E principalmente treinando forte eu porque eu tenho comigo que se você quer ser campeão Então você tem que treinar como um campeão e o gigantes ele entra neste Campeonato Brasileiro como o favorito entra como um azarão são contas equipes E aí o nosso perdemos o contato com o Armando da Silva com o atleta dos Gigantes já voltou o contato tá me ouvindo Armando sim seu o gigantes ele entra neste Campeonato Brasileiro como Favorito como um azarão como é que vocês chegam para esse campeonato brasileiro e são quantas equipes E aí e olha é um campeonato de primeira divisão eu posso dizer que não como Favorito mas os Gigantes vai entrar nesse campeonato cheio de positividade Isso já é importante já já é meio caminho andado né esse Como que você conheceu a modalidade você tinha quantos anos Armando e eu tinha 19 anos recente da lesão é através do Pr que é um local de fisioterapia aqui em Santos em Campinas Teve teve um colegas conhecido que me apresentou o rugby na Unicamp aí eu fui para conhecer de primeira vista eu pensei Ah vou participar por pela saúde né Por e pela minha meu corpo né e acabei sendo surpreendido Por que acabei me apaixonando pelo esporte hoje eu posso dizer que o meu coração bate na quadra né se eu tô na quadra ou coração tá milhão e foi esse amor à primeira vista com 19 anos entrou na quadra pela primeira vez já se apaixonou pela modalidade sentiram Muitas dificuldades no início ou não e as dificuldades que eu senti foi só aparente né achava que era que eu não conseguiria é o muito dificultoso mas quando a gente vai treinando vai se aperfeiçoando vai melhorando a gente consegue ver que o a mudança é é nítida e não só dentro de quadra tanto fora né no convívio principalmente a sombra de dúvidas Armando voltando um pouquinho no tempo né Você falou que com 19 anos você conheceu o rugby em cadeira de rodas vamos voltar um ano então no tempo quando você tinha 18 anos que que aconteceu como é que foi o seu acidente e o minha lesão foi tiro né devido uma briga e o tiro atingiu o meu pescoço aqui do lado esquerdo e eu cai no chão e depois tomei outro tiro aqui perto do olho Onde atingiu a coluna cervical C6 vertebra seis e aí eu fui diagnosticado por tetraplegia né No início da lesão eu não mexia nada eu como os médicos tinha dito você vai ser igual vegetal E aí aquilo fruta né porque uma pessoa que tinha os movimentos normais e hoje perde de uma hora para outra e foi algo espantoso é Foi algo espantoso mas a gente vai aprendendo a lidar porque uma coisa eu tenho comigo eu aceito né porque não tem outra opção mas eu não me conformo eu não me conformo porque hoje eu posso ver que a cada dia nós se esforçando né vendo outras situações a gente começa a melhorar a nossa auto-estima melhora né e eu e quando eu fui no treino ver o esporte eu vi cadeirante chegando de carro eu falei postou os cara dirige cara e hoje eu posso te dizer que hoje eu dirijo né você já é uma a vida na cadeira de rodas é uma vida de muita persistência né não pode deixar-se abalar por qualquer coisa e nem mostrar que é capaz de nada para ninguém somente para nós mesmo sabe que a gente pode fazer não da mesma forma mas a gente vai se adaptarem fazer uma forma melhor a sombra de dúvidas né a uma vida pela frente você tá mostrando isso atravessa do esporte através do rendimento que vocês têm atleta de alto rendimento que consegue resultado Armando após esse tiro após o diagnóstico após você ficar tetraplégico como é que foram os dias seguintes os meses apoio da família apoio dos amigos e depois ao seu contato com o esporte É sim é foi foi assim espantoso né e a família tipo minha mãe na época não sabia como reagir e teve um Jogo de Cintura surpreendente Minhas irmãs eu só tenho umas mulheres e meus amigos me deram Total apoio Total Pois sabe e apoio que eu tive o suficiente para eu perceber que o que eu precisava era da minha própria ajuda é porque muita das vezes a gente tem ajuda de vários lados tem apoio de vários lados mais a gente precisa se ajudar também né você precisa se esforçar para você ver o resultado que você vai ter e foi isso que aconteceu comigo sabe eu pude ver no dia a dia não é difícil é difícil mas tem alguém aí para te dar um apoio nas horas que você mais precisa e nós vamos que você também não precisa também tem alguém ali né E a gente vai se adaptando vai driblando as circunstâncias aí tipo a cadeira de roda a lesão medular é um problema é um problema que a gente não consegue resolver mas a gente vai aprendendo a conviver com ele não se adaptando a vida se adaptando a outras condições de vida e com certeza mais uma mensagem diz estão chegando aqui estou conversando ao vivo com o Armando ele que atleta dos Gigantes já foi da Seleção Brasileira também está contando um pouco sobre a vida dele já já a gente vai falar mais sobre a modalidade então quero agradecer Rodolfo Fernando aqui é #gigantes tem também um rap notícias rap Boa tarde parabéns Armando Tamo junto irmão muito bacana pode mandar só participação também pelo nosso YouTube para você que está assistindo pela televisão canal 4 da net pelo 9 da Vivo tem a opção de mandar uma mensagem também pelo nosso WhatsApp o número está aí na sua tela em 19 ao nosso DDD 97 89 3.776 um número do nosso WhatsApp Lembrando aqui embaixo o tem o nosso QR Code com a câmera do seu celular apontada para o QR Code já aparece aí no seu celular a mensagem WhatsApp da TV Câmara Campinas você aperta e manda a sua a ação pode mandar o seu questionamento para o armando aqui para o atleta de rugby que ele responde para você Armando você já tinha uma relação com o esporte antes de levar esse tiro mate a sua bolinha prática arrumar outra modalidade ou não e não não não bate uma bolinha só o final de semana mas confesso que era um verdadeiro eu perna se pa aquele que começaram como atacante foi virando o volante zagueiro goleiro foi isso você foi ver quando quando eu ia ver já toca Joca diesel Tá certo então nesse seu contato com 19 anos com o rugby você já tinha assistido já conhecia o Sport sabe alguma coisa sobre a modalidade ou não e não não não foi a primeira vez de tudo primeiro contato é conhecer como era o modelo das cadeiras e conhecer a respeito como que era o jogo em si é aonde que foi a este primeiro contato de reuniões que assistiu Tava tendo uma partida alguém te apresentou sem um colega me apresentou foi na na Unicamp na Faculdade de Educação Física tinha esse projeto de rugby lado Esporte adaptado aí eu fui para conhecer um dia sentei na cadeira e foi uma sensação surreal talvez tipo que a cadeira não tem freio né cadeira não tem freio Então você a força mínima força que eu tinha empurra vai não tinha nem obstáculo pela frente não tinha nem o buraco e era inexplicável sabe é uma sensação de edificar livre dentro de quadra de poder fazer esse movimento e só parava no adversário mesmo mano Qual é vai lá se parasse no adversário eu dava uma pancada nele para ir lá derrubava e bom então já já a gente vai conhecer mais sobre a modalidade o que que é falta porque a Nós já mostramos aqui Durante a entrevista com Ana Paula alguns vídeos aqui é um esporte ela utilizou a palavra agressividade é um esporte de contato intenso né Armando tempo inteiro é cadeira batendo na cadeira é a marcação cerrada Então já já a gente vai falar mais sobre essa modalidade sobre esse início então conheceu com 19 anos já passou a conhecer as regras o quê que foi difícil que que você pegou logo que te atraiu no rugby Orlando e olha o que me atraiu mesmo que foi o encanto foi quando eu participei do 1º campeonato brasileiro e assim as dificuldades mais mesmo era de manejo de cadeira né a locomoção a velocidade né porque eu sou um jogador. Baixo de defesa então é muito mais dificultoso devido a minha musculatura e a minha lesão cerebral e nós estamos acompanhando algumas imagens aí de seleção brasileira mesmo dos Gigantes um pouco é desse esporte é você falou que você é um atleta de defesa São quatro atletas de cada lado tem defesa tem ataque Mas você tem que atacar também como é que funciona o rugby Orlando é isso por eu ser um jogador de defesa a minha cadeira de jogo é diferente ela tem uma gradinha então quando é para atacar todos tem que atacar E principalmente no momento que o seu jogador de defesa eu vou dar vou ter que estar defendendo para o meu amigo não colega do meu time está progredindo com a bola Então você já eu vou ter que abrindo um caminho né dando uma opção para ele Ah não então é questão de estratégia vai abrindo espaço aí muitas mensagens chegando aqui no nosso YouTube o rappi notícias rap pede para mandar um abraço para o Ronilson tive ao lado dele na recuperação e tão Ronilson aí Armando com um abraço o Paulo Sérgio é isso aí amigo nunca desistir Luís Gomes tem orgulho de ser cunhado o Jamerson Santos boa meu amigo a família te apoia muito você é o melhor do mundo Luís Gomes novamente a Anna voltando aqui todos os atletas são necessários para os Gigantes mais O Armando é o que leva o café e todo treino é isso mesmo aqui agora eu quero saber dessa história do café eterno contou aqui para gente Armando você que fornece aí você que alimenta equipe como é que funciona Tá bom eu eu tenho que confessar né é a mamãe que faz um cafézinho aí que você pessoal do time né porque se eu vou fazer o café é um desastre não vai ficar muito bom né E aí também não vai ficar muito bom e aí a sua mãe faz você leva lá para rapaziada É verdade levo aí com muito amor a gente a minha mãe faz com muito carinho sabe para dar uma energia né um carinho familiar também para encantar mais os treinos do esporte dá um beijinho para o pessoal do time pode mandar sua relação com os outros atletas é de família porque o cinto na sua voz no jeito que você fala no carinho que Ana Paula falava também a essa união a equipe é como se fosse uma família sim sim sim eu posso até afirmar que é uma família e é Nós criamos um elo muito forte compartilhando desde histórias de vida né histórias um com o outro tanto histórias digo jogo mesmo enquadra é E aí eu costumo dizer que por nós temos uma família eu por essa família eu mato e morro né a gente porque família defende família família protege de família né tanto de sangue quanto a família gigante coração azul bom dia olha só falando em família falando em apoio mais mensagem chegando o Luís Gomes ficar é sensacional quem conhece ele sabe do que estou falando o rappi notícias Pense num cara que tem um enorme Coração de Ouro Paulo Sérgio nunca se esqueça de uma coisa você é um vencedor o Vanderson Silva Boa tarde Armando tiziu do Parque Cidade esse apoio aqui como é que você recebe Armando como é que você recebe esse tipo de mensagem aqui de apoio como um exemplo de superação de um atleta de alto rendimento enquanto eu vou lendo essas mensagens aqui qual que é o sentimento que você tem Ah poxa cara eu até emociona né é gratificante para ver as mensagens carinhosas até Agradeço pessoal a rapaziada aí da quebrada pessoal bacana que sempre me fortaleceram meus cunhados Luiz o Charles ou meus amigos Marcos Thiagão rapaziada se fosse tá me a gente vai passar muito tempo aqui na reportagem o Ronilson principalmente uns pessoais que foram essencial desde o início da minha visão daqui né E até fortalece me dá até um gás sabe me inspira o próximo invés pela do Campeonato Brasileiro aí então já é uma ótima notícia que mandem mais mensagens que está chegando Campeonato Brasileiro e a gente precisa ver essa motivação aí é dentro de quadra Armando você foi um dos fundadores do Gigantes É sim sim teve início assim que surgiu a ideia entre quatro atletas e a Anna acompanhando de dos bastidores ela nem sabia que ela ia ser a técnica mas nós já estávamos com um objetivo em mente era montar uma equipe a parte né e uma equipe de quatro Eilá mesmo uma equipe a mais também né porque na época era poucas equipes que tinha no Brasil é a sua ideia Inicial quando você decidiu o formato é o gigantes era competir chegar numa Seleção Brasileira ou pelo seu contato Inicial com o Sport por não ter muitas regras ainda não são Esporte muito difundido no nosso país era mais para praticar um esporte e ajudar na sua qualidade de vida como é que foi a este início para você o jornalista início foi o objetivo de competir mesmo e competir se destacar entre os melhores né e é assim até hoje e como e quando foi a sua convocação para a Seleção Brasileira para defender o País e foi após o 3º campeonato brasileiro quando assim que acabou o campeonato eles fazem apreensão e chama o nome dos atletas que vão compor a seleção e já logo de início o meu nome foi o primeiro Nossa eu até tipo eu fiquei sem reação atordoado falou Pôxa eu tô na seleção agora um algo gratificante tipo assim foi consequência de um trabalho O trabalho que estava se iniciando e eu pude ver que eu tinha ali naquele momento eu poderia me dedicar mais ainda de corpo e alma porque esse era o caminho que eu tenho que trilhar Em que ano que foi a sua convocação o Cássio não me engano foi em 2012 para 2013 é e qual competição que você disputou com a seleção e olha a gente fomos para tampa nos Estados Unidos né teve uma um jogo de campeonato regional lá e depois no final do ano a gente fomos para a Polônia em Varsóvia fazer um treinamento com a seleção da Polônia em amistoso já viajou o mundo então Estados Unidos Polônia e tudo isso é foi bancado pela confederação de alguma maneira você precisou desembolsar algum valor para poder viajar e não não com a seleção ou ela foi a Confederação que bancou toda viagem todos os custos tudo certinho E como foi essa viagem Estados Unidos e depois para a Polônia essa experiência deu para conhecer o país Deu para sair um pouquinho ou tenho que ficar só concentrada ali para a partida bom então a experiência foi a seguinte né poxa eu antes de eu quando eu andava eu não tinha ido bem em São Paulo agora numa cadeira de roda eu tô tendo a oportunidade de tirar um passaporte viajar para fora do Brasil representando o meu país uma honra minha para mim é uma honra representar o meu país como um patriota e cara é tipo assim é surreal tipo não tenho palavras para explicar mas mas lá no nos Estados Unidos a gente tinha um tempinho de lazer tem porque podia passear um pouco né Para distrair um pouco a mente não ficar aí sobre a pressão do campeonato ver se dava umas voltas assim mais sem falar inglês fica meio complicado para comunicação a e para poder pedir uma informação para poder pedir comida aí é mais difícil né tia só que andar em grupo sabe tipo um único um sabia falar melhor inglês do que o outro então a gente ia se virar assim que é bom agora na Polônia e acho que ninguém sabia né o ano na Polônia na Polônia e esse foi uma experiência válida também essa viagem Vale da Vale em Vale daí me trouxe consequências muito muito favoráveis muito positiva né para mim mesmo para o meu eu sabe isso é isso é o mais importante né conseguir aliar essa vida pessoal com essa vida profissional para poder atingir os objetivos e isso é fantástico ou Armando chegou uma pergunta aqui da Ana hum Caps ela tá te entregando em ela pergunta aqui Armando porque o apelido Pernalonga E aí foi sacanagem aí pela Ana mandou aqui para gente tem explicação isso aí e já deixa baixo deixa baixo depois vai ficar para o treinamento então gente vai ficar na curiosidade depois você cobra da Ana Mas o Rodolfo Fernando continua aqui falando que você é irmão Armando exemplo de humildade Coração Valente forte abraço muitas mensagens aqui muito bacana então a sua participação Armando bastante querido pelas pessoas é você citou essa sua viagem para os Estados Unidos você citou para a Polônia Quem que é o principal país no esporte quem que a seleção a ser batida e quando vai enfrentar fala olha no ranking de a gente só toma cuidado com essa seleção pode se espelhar assistir um jogo para poder aprender Qual que é a melhor seleção do rugby em cadeira de rodas e olha a gente vê muitos vídeos né E tipo uma das melhores seleção do Canadá e a grã-bretanha Estados Unidos acho que estão no topo né e a gente procura se espelhar neles porque eles têm além de ter mais anos no esporte mas experiência né a gente tira lições para nós mesmo assim e o Brasil hoje está muito atrás dessas equipes O Armando tem muito o que evoluir para tentar chegar no nível delas e olha observando o nos dias de hoje que no ranking a Seleção Brasileira tava em 19º e hoje está em nono se eu não me engano e evoluiu bastante mas é necessário aprender muito mais né Tem um caminho aí longo a ser percorrido para adquirir experiência está surgindo novos atletas novas equipes Então esse ano eu posso te dizer que tem um ano de fomento no rugby em cadeira de rodas numa crescente não modo geral Ótimo ótimo esse ano de dois mil e 22 tem sido especial para você né porque marcou o seu retorno às quadras como é que qual foi a lesão como é que foi esse período para você o cara olha pessoal que me conhece do gigante amigos né Eu tive um processo muito longo aí 17 anos com uma úlcera de pressão né é uma ferida aqui da no corpo numa região onde a gente fica muito tempo sentado em cima a região isso né que era minha lição e e a gente vinha lutando eu vinha lutando não sou eu minha família juntamente comigo meus amigos a gente conversava bastante no treino sabe e a gente ia atrás de médico o que fosse necessário fazer para melhorar né e e assim isso é muito sério para um lesado medular para um cadeirante essas pulseiras depressão porque se não cuidar vai se agravando Inclusive a gente tivemos perdemos amigos devido a úlcera de pressão né E graças a deus no ano passado eu a fazer essa cirurgia na Unicamp né como eu faço tratamento lá no laboratório do Dr clique e ele me ajudou também nessa parte aí e eu consegui fazer a cirurgia deu tudo certo graças a Deus eu pude estar retornando ao esporte mas como a condição né tive que chamar a dona Ana hum claro né para ver se ela me autorizaram a voltar a sentar na cadeira né já tava tudo bonitinho tudo cicatrizado tá E ela falou Armando é o seguinte você pode voltar mas vai voltando aos poucos porque além dela ser nossa técnica ela tem um cuidado especial com cada um de nós com todos nós sabe Oi e o Armando eu tava conversando com a Ana e ela disse que você realmente é muito disciplinado que dentro de quadra mas que você deu um certo trabalho aí no mestrado e no doutorado em história de agulha como é que essa história aí para gente não gosta muita e é na verdade quando eu vejo agulha Às vezes aqui né pois não é culpa minha né mas se quando apresenta agulha na minha frente para tirar sangue dá vontade de levantar da cadeira e sair correndo sem frente ao pior adversário no rugby mais viu agulha aí você tá fora corre-corre aí a foto mas não no projeto dela de Mestrado doutorado não tinha como correr e a gente entramos passar linha e ela já trancou a porta aí você não tinha para onde ir aí enfermeira era a irmã dela que foi tirar sangue né então não tinha porta de correr estava a família arrancar as lá então para poder a fazer o trabalho Esse é o Armando como é que é a sua rotina você tem dedicação exclusiva ao esporte precisa fazer um complemento é só questão de Treinamento sim sim sim eu tenho me dedicado muito né Depois que eu retornei e sempre com muito cuidado né muita cautela para não lesionar novamente eu treino na verdade todos os dias né tem os três dias de treino ou na quadra com o pessoal que a equipe toda e eu tenho treino diário aqui meu treino na rua eu costumo dizer que minha academia Rua Senta na cadeira de jogo com os filhos do meu amigo do meu pai me transfere para cadeira e vamos tocar a cadeira na rua para melhorar aí o desenvolvimento né como voltando agora e eu perdi muito né a gente perde então para recuperar tem que ser um trabalho bem minucioso aí e com a cadeira de jogo é uma cadeira que você anda com ela no seu dia a dia ou não não o dia a dia não dá para tocar ela na rua empurrar lá na rua mas no dia a dia não dá né O que é uma cadeira especial que você tem para jogo então beijo ela só especificamente ele jogo isso é um material importado né e sim como são as estratégias aí no rugby em cadeira de rodas para quem está nos acompanhando não é muito fofo familiarizado com a modalidade existe uma equipe que é mais ofensiva uma que é mais defensiva existe contratar que você analisa a equipe adversária para saber como é que vocês vão entrar em quadra É sim sim é é o é um trabalho de com muito profissionalismo né a gente estuda aí as equipes adversária né a gente tem nossas estratégias de jogo uma a nossa uma das nossas estratégia é a gente está todos os atletas no mesmo nível para que quando for necessário a Anna trocar o jogador em quadra o ritmo de jogo não cai o nível a gente mantenha esse impossível até mais forte um pouco né Então aí a gente vem fazendo uma junção né é um conjunto a gente faz uma jogada de ataque Mas você já tá com a defendendo e já defende atacando tudo isso seguindo as regras enquadra me respeitando os árbitros né como o atletas profissionais que nós somos e você fica só na defesa ou pode ter um efeito surpresa e aparecer no ataque Oi Lê aí é como eu te disse né a gente vai defendendo e atacando aí muita das vezes tem aquela malícia de jogo né aquela malandragem de jogador que o jogo tá tudo danado tá tudo embolado e te dar aquela escapadinha você dá um desafogo para dar uma liga para o time e tem uma conquista tenho isso aí de finalizando a jogada O Armando em relação à estrutura que vocês têm aí no gigantes ela é satisfatória ao que melhorar como é que é o trabalho você quer um dos fundadores e olha a nossa a nossa luta é constante para a muito que melhorar né porque a nossa estrutura hoje graças a Deus nós temos uma quadra um espaço para guardar a cadeira que é ali no céu do Vila Esperança no bairro São Marcos e antes não tínhamos né Cada um tinha que ir com a sua cadeira colocava a cadeira dentro do seu carro e E aí Alguma quadra pública né hoje hoje já não hoje nós temos o espaço né E graças a Deus tem pessoas dedicadas ali além de cuidarem dos espaços nos dão auxílio necessário também e o ar mandou hoje você está com 36 anos beijo 36 anos geralmente no rugby em cadeira de rodas da para atuar bem alto nível até quantos anos e olha cara eu assim na minha opinião Acho que até uns 42 43 dá para você manter o ritmo ali no seu nível né não que venha cair mas que vai surgindo atletas que vai superando coceira bom então ainda tem um longo caminho até não quero te aposentar não mas é só uma pergunta com 36 anos não sei quanto que dá para aguentar que é um esporte muito físico né muito contato e então aí mas ainda tem um longo caminho aí tem preparação para campeonato ali ó é enquanto os braços tiver podendo atacar a mão na roda para tocar a cadeira ai exatamente aí vai sem freio é só rodar vai embora que o Armando como é que é realidade é dois gigantes e do rugby em cadeira de rodas em geral você recebe salário existe uma remuneração hoje o seu sustento é através do Esporte e não somente através do esporte né hoje eu tenho auxílio e e graças a Deus com gigantes depois que a gente subiu para primeira divisão a gente não caímos para a segunda e conseguimos nos manter e o campeonato brasileiro os três primeiros lugares ele te dá direito ao almoço atleta bom então hoje eu posso desfrutar desse bolsa atleta como uma consequência do esforço da equipe de todos os colegas então tem o bolsa atleta hoje a associação gigantes tem ajuda do FIEC que ajuda do governo então a gente toma aí nessa luta aí estamos começando a colher os frutos né tipo porque tudo antes era do bolso então era muito gasto era era um perrengue que tipo assim hoje a gente olha para trás e nem sabe como a gente passamos por aquela situação né e a gente olha e reflete aí nós passamos por aquela situação sorrindo todo mundo Alegre todo mundo bem e levando a vida me levando a vida através do esporte se fortalecendo um com o outro e diz que é o mais importante né que o esporte aliado com a Sara com a educação é cultura isso é fundamental e isso é muito importante Armando da Silva atleta do gigante um dos fundadores já foi da seleção brasileira muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo todas as informações contar aqui sobre a sua vida sobre as dificuldades este Retorno à volta desta lesão que foi muito grave mas que você superou e tá aí hoje Conquistando o título pronto para o campeonato brasileiro boa sorte na competição então que começa no sábado da outra semana e já fico convite também aqui para uma próxima oportunidade para você retornar para a gente continuar conversando sobre a sua vida e também sobre o esporte o Ok muito obrigado muito obrigado e já deixa o convite aí a vocês quiserem aparecer lá no centro paralímpico para ver uma pancadaria azinha vai ser bom é esporte de alto contato Então a partir de 13 de agosto então começa aí é o Campeonato Brasileiro do PIB em cadeira de rodas e você aí de casa Claro agradeço a sua companhia a sua audiência todas as mensagens que nós recebemos o meu muito obrigado continue aqui na TV Câmara Campinas e nos vemos amanhã na sexta-feira ao meio-dia com o nosso telejornal cão câmera notícia até lá tchau tchau tchau [Música] E aí E aí [Música] E aí
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