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E aí [Aplausos] E aí [Música] E aí [Aplausos] o Olá começa agora o mais esportes e a minha convidada de hoje foi atleta de futebol na década de 90 goleira campeã com Saad no Paulista sub-17 e 100/1997 campeão paulista com o São Paulo jogou nos Estados Unidos também onde morou por 15 anos retornou ao Brasil e foi a coordenadora da Ferroviária de Araraquara campeã da Taça Libertadores da América em 2020 e foi vice-campeão Paulista com o profissional e também com o sub-17 já ganhou o prêmio de melhor do departamento de futebol feminino do Brasil pelo conafut em dois meses 21 e atualmente é a gerente de futebol feminino do Atlético Mineiro Carol Melo muito obrigado por ter aceito o convite para participar aqui do Mais Esporte por ter arrumado um tempinho para conversar com a gente e já deu para pensar em tudo que você conquistou na sua carreira seja bem-vinda ao mais esportes bom obrigada é um prazer enorme estar aqui com vocês é tem que dar né Eu acho que a gente trabalha tanto no dia a dia e quando vem um momento de Conquista onde tudo vale a pena né faz tudo vale a pena além daqueles momentos a alguns históricos aí eu acho que tiver oportunidade desde então jovem de participar de algum desses momentos parece que tava sempre ali na no lugar certo na hora certa né então eu sou extremamente é digamos assim sortuda por conta disso né E muito competente também a gente vai abordar e a sua trajetória dentro do futebol como atleta e depois a importância do estudo que tem na sua vida também para te dar essa base para tudo o que você alcançou e está em busca agora no Atlético Mineiro Carol na sua infância você jogava futebol bate aqui e na rua passou por outros esportes e você Nascente em Campinas né É sim sim estou nascida e criada em Campinas da É moro ali na saída de Valinhos então na minha infância ainda tinha muita aquela coisa de jogar futebol na rua né então cresci ali jogando futebol na rua claro que com meninos né Eu Era exceção ali mas sempre tive o apoio dentro de casa né tanto da minha mãe quanto do meu pai e minhas irmãs também então assim dentro de casa é sempre fui apoiada nesse sentido né então joguei muito Ali pela pelas ruas de Campinas comecei com 12 anos fiz um teste no Saad né E foi ali que eu comecei essa digamos assim a carreira mesmo dentro do esporte pois até então era só uma brincadeira de Ruana e você chegou a passar por outras modalidades da educação física é teve uma influência como é que você se apaixonou a morte por futebol você assistir na televisão sim eu sempre sempre fui apaixonada por futebol Né desde que eu me conheço por gente meu pai jogou então desde que eu tenho desde que eu comecei a andar ele me levava com ele e eu tentava sempre pegar uma bola ali depois do jogo para ficar escutando a gente então assim se muito ar condicionado assim para acompanhei muitos bichos muito pequena acompanhar a Copa do Mundo e tudo mais e os jogos também né Eu falei que eu acho que era uma das exceções né quando muito pequena meu meu ídolo é louco Carlos né goleiro e que jogava em Campinas na época mas enfim eu tentei joguei outros esportes né quando você gosta de futebol tem a tendência né Principalmente quando criança de degustar outros esportes né e na minha na minha adolescência Campinas teve um ótimo time de basquete e foi a ponte né depois a Microcamp mas teve um excelente programa de basquete e eu acompanho muito de perto cheguei a tentar fazer uma peneira na ponte mas é faltou talento ali no basquete viu me deu acompanhei de muito perto ao esporte com a moça e você continua você só mudou o formato da bola sim sim sim e daí eu acho que quando eu fiz também a peneira não é hoje trabalhando no esporte já tinha uma eu já tinha uma certa idade não era tão novinha aí na época eu não tinha tanta altura eu fui uma daquelas daquelas adolescente que crescer um pouco tarde né que será que eles tiram um pouco tarde então acho que isso não me favoreceu né Mas até hoje eu penso que a ponte perdeu uma excelente para você falou que foi fazer o teste no Saad com 12 anos é quando que passou de Hobby a você falar pera aí eu acho que isso aqui pode ser a minha profissão foi com 12 anos ou foi um pouquinho mais tarde que a gente sabe que futebol é um esporte muito injusto né senão masculino já esta no feminino Talvez seja ainda mais né que a peneira ela é ainda menor e na década de 90 como é que foi esse período para você conseguir jogar por uma equipe profissional E aí e olha eu como eu disse né Eu acho que eu fui extremamente privilegiada de conseguir ingressar numa equipe estruturada como como Saad na época né Eu acho que era melhor equipe de futebol feminino que o Brasil tinha e e numa idade tão jovem né Então as coisas ali a gente sente a dificuldade no dia a dia talvez na idade com 12 e 13 anos a gente meio que se acostuma dentro daquela das dificuldades que nós enfrentamos no dia a dia mas vende muito nova é quando me perguntavam que eu queria ser quando crescer o qual que era meu sonho na vida eu sei sempre dizia que eu queria ser jogador de futebol e o meu objetivo na vida de criança para jogar as Olimpíadas do ano 2000 né engraçado aqui na minha infância futebol feminino nem era um esporte olímpico né o futebol feminino se torna o político e 96 então é engraçado é porque mesmo na infância eu ah mas até lá vai pena até o ano 2000 é o órgão que vai ter futebol feminino então eu já acreditava muito que um dia a modalidade Viesse a crescer e viesse abre portas né não só para as mulheres dentro de campo mas também fora de campo né E pode falar eu ia falar você disse sobre as dificuldades né de quando você iniciou então na década de 90 para hoje Quais são as diferenças na modalidade quando você começou e uma mulher foi foram começar hoje as dificuldades elas são menores elas são diferentes mas são grandes também e olha eu acho que é não são menores tá eu acho que a gente vem evoluindo no futebol feminino e as dificuldades elas mudaram também então estrutura de campeonato hoje é diferente a estrutura dentro dos clubes hoje é muito diferente hoje hoje nós temos muito mais clubes né de camisa como o Atlético alguns outros por é que tá e impulsionando o futebol feminino né E isso se dá muito também pela questão da obrigado a obrigatoriedade crime fica comer embora e tetra e das instituições que hoje organizam futebol mundial na verdade né Não só no Brasil na época não tinha isso né nos anos 90 não tinha isso e futebol acaba sendo muito fico né então às vezes ele a gente viu muito isso principalmente no início dos anos2000 ali né nos anos 80 90 nós tivermos o Saad que foi um grande time o time nos anos 80 o radar no Rio de Janeiro também foi foi um grande time eu tive muito vencedor é o Vasco na época era um grande rival do Saad também por um momento com jogadoras como a pretinha enfim mas era muito difícil a e chegar a equipe Até porque não eram muitas equipes então eu não tinha meninas que jogavam o Primeiro nem sempre era aceito dentro de casa que as meninas fossem jogadora de futebol O que é praticasse o futebol de qualquer maneira né então assim as meninas nos anos 90 numa forma geral era muito desencorajados a prática do futebol seja o futebol organizado o mesmo jogado na rua né era uma coisa que não era para menina e era desencorajado eu acho que isso vem mudando e não é isso vem mudando e agora a gente já vê mais a menina jovens numa idade mas nova procurando futebol feminino e também ganhando um pouco mais de espaço né até dentro de casa para poder falar não quero jogar e os pais vão atrás e procuram aí uma oportunidade e viabilizar o sonho né dessas dessas jovens atletas e Então nesse sentido acho que vem havendo uma mudança mas a gente tem ainda Precisa evoluir muito o que mais o que eu mais escuto hoje em dia Olha tem uma menina aqui que é muito boa tá jogando com meninos né então da mesma forma que lá atrás eu jogava com os meninos é hoje ainda a gente vê que tem muitas meninas que é o único lugar que elas conseguem jogar é com os meninos Então acho que a gente ainda precisa incentivar mais para que as meninas e criar um lugar onde ela se sintam seguras net Oi e a braçadas para poder aí fazer a prática e se desenvolver dentro do esporte você ao longo da sua vida infância adolescência o mesmo já adulta sofreu preconceito e hoje em dia alguma menina ou alguma mulher chegou em você e relatou alguma coisa e olha eu acho que dificilmente tá é você vai achar alguém que esteja no futebol feminino que não tenha sofrido algum tipo de preconceito né então ele ele é muito principalmente essa questão do preconceito de gênero é de mulher jogando futebol ele ainda é ele é muito vivo eu acho que isso não é uma coisa só do futebol feminino Mas é uma coisa que a gente vive né é o certo machismo aí comum como sociedade principalmente aqui no Brasil Então eu acho que você não vai conversar com nenhuma mulher ou jovem atleta que tá jogando futebol a e vai dizer para você não nunca sofri nada Os relatos são os mais diversos a eu não podia jogar eu ficava tudo em casa não me davam bola eu tive jogar com tu tá minha boneca em todo mundo vai falar né Eu acho que não tem ninguém né Principalmente na minha geração que não tem escutado e não era para mulher né tanto que o futebol feminino ficou proibido aí por muitos anos aqui no Brasil né então é esses relatos acontecem e acontecem com muita frequência infelizmente mas espero que isso mude em breve sem sombra de dúvidas nessa uma realidade muito triste que o Brasil esse país Continental gigantesco a gente tem inúmeros atletas e a gente precisa lutar contra este preconceito para que as mulheres Claro consigam jogar futebol e realizarem a atividade que elas desejarem agora Carol voltando um pouquinho para sua carreira é como que surgiu ou como que você recebeu a proposta para jogar nos Estados Unidos você que foi buscar essa oportunidade e na época o nível técnico já era acima do praticado aqui no futebol como é que foi essa experiência para você é e olha eu jogava aqui no Saad na época e o sai de foi 97 né a gente tá aqui denunciando minha idade mundo mas foi 97 aí 96 teve a primeira olimpíada nem em Atlanta e a seleção ficou hospedada na universidade para Cola Depois que eu me mudei isso estudar e jogar etc então meio que dá dá esse sonho de olimpíadas surgiu a oportunidade depois de ir para os Estados Unidos e fazer uma uma uma carreira acadêmica lá também né e surgiu depois depois de ter jogado aí o sub-17 primeiro campeonato sub-17 é organizado pela CBF o primeiro campeonato paulista feminino surgiu a oportunidade essa Universidade queria montar um time de futebol feminino e pela proximidade que tinha e deter os a Seleção Brasileira veio para o Brasil recrutar algumas atletas né e e eu acabei de Abraçando a oportunidade né olha que legal vou para os Estados Unidos na minha cabeça ó para aprender inglês muito rápido e vou ter oportunidade de estar em outro país enfim o pacote de experiência como um todo mim cantora futebol a universidade a língua cultura então é um pacote que vem na nessa experiência e foi aí que eu embarquei com 17 anos sem falar inglês e fui e fui jogar em termos de nível técnico né eu aqui na no Brasil estava inserida numa das melhores equipes a gente está falando de grandes atletas é como a si se né mundialmente reconhecida a formiga a caixa Cilene Aqui também fez história então assim eu era privilegiada de como eu disse eu tava no lugar certo na hora certa então o nível das atletas com e eu jogava aqui no Brasil ele tava acima do nível universitário né E são muitas as Universidades nos Estados Unidos aqui tem futebol a gente está falando de várias divisões cada divisão aí com umas 300 Universidade Saci é muita menina praticando né E e aí você encontra muito talento mas aqui o talento que tava concentrada no um filho e lá ele tava um pouco espalhado mas é um era um futebol um pouquinho diferente priorizavam algumas outras É talvez mais a parte física de força aqui ó era uma coisa um pouco mais técnica né enfim esse modelo de esporte Universitário que os Estados Unidos tem você acredita que tem como ser implementado no Brasil ou a gente tem uma outra cultura que é diferente investir em categoria de base dos clubes como é que você vê é esporte e Universidade ali a né o esporte educação e olha eu vejo com bons olhos né mas eu acho que aqui o o spot de uma maneira geral né a categoria de base ele acaba sendo vinculada a um projeto profissional né até mesmo para dar sustentação a esse projeto então a da maneira que é estruturada é um pouco diferente e essa questão Universitária questão do da modalidade feminina dentro das escolas ela vem também depois de uma lei no início lá dos anos 70 o pai online que diz que todas as instituições de ensino que recebem qualquer ajuda do governo americano elas precisam oferecer a mesma oportunidade né seja de esporte e o qualquer outra área que ela oferece os meninos ela precisa oferecer para as meninas então isso dentro da Universidade impulsionou futebol feminino por isso que a gente vê o futebol feminino de repente nos Estados Unidos de repente à frente do masculino né é porque se jogava futebol americano né os meninos e as meninas jogavam futebol feminino então esse tempo chorou muito e hoje a gente tem um número de participantes né nos Estados Unidos muito grande por conta disso então com cinco anos é muito difícil você vê escolinhas aqui o meninas de 5 anos jogando né com vários filhos nos Estados Unidos também que ficou como você em um parque ver ali vários times com meninas jogando então assim desde muito cedo a menina é incentivada a jogar então se cria uma estrutura eu acredito que isso pode sim vir a acontecer no Brasil mas é um processo e é um processo que vai me falou caso mas é possível E aí Carol 15 anos nos Estados Unidos você foi para aprender inglês viver uma nova experiência acabou ficando 15 anos você estudou por lá de que maneira a parte teórica te dá uma base para poder implementar os conceitos adquiridos Ah pois é eu fiquei eu acabei 15 anos lá quando eu fui olhar imaginei que você ficar tanto tempo né E também algum momento lá eu também imaginei que eu voltaria né então é às vezes difícil a gente olhar para o futuro lá na frente aqui é o tempo é uma coisa engraçada olhando para frente é sempre muito tempo quando a gente olha para trás para sua muito rápido mas eu acabei escolhendo áreas que não estavam né diretamente ligada nos esportes no sentido de do Campo né então eu fiz marketing internet nobis né da Na graduação e depois fiz um mestrado em gestão de negócio então eu joguei enquanto eu estava fazendo a minha graduação quando eu me formo eu vou fazer o mestrado também com bolsa Para ser auxiliar técnica e aí é onde eu começo a minha carreira fora dos campos né eu era jovem ainda mais surgiu essa oportunidade depois de 3 anos eu tenho mestrado como assistente E assumir a equipe dentro da Universidade né então é isso foi um resultado primeiro resultado de um trabalho ali foi a cabeça vindo ali e eu acho que tudo que é feito né na parte academia está grega né o futebol Tem a parte de Campo Tem a parte que que eu acho que é essencial que é de gestão de pessoas né seja dentro de campo que seja fora de Campo seja com diretores patrocinadores torcedores e é todos os envolvidos ali então Sem dúvida nenhuma ter estudado ter tido essa experiência né aí eu cheguei a dar aula também nos Estados Unidos quando quando era a treinadora também de aula nessa parte né de negócios e isso só agrega a experiência né Eu acho que nós temos que estar abertos aí a ao ganha né da do conhecimento e depois talvez até do com é muito dele né e Carol você se formou em administração e posteriormente fez mestrado em gestão de negócios isso foi pênis em alguma atividade fora do futebol neste futuro ou te ajuda hoje na sua atual função e isso sem dúvida ajuda muito na minha tua função né eu fui treinadora por sete anos né quando eu assumi a universidade e eu tinha muito Claro na minha na minha cabeça né na minha ideia nos objetivos e que o meu futuro dentro do futebol não seria dentro de campo né seriam um passinho atrás fazendo a gestão essa esse sempre foi meu objetivo né E aí o estudo veio para agregar junto a isso mas eu não fiz confesso para você não fiz nada relacionado à área de esporte até pensando se tivesse feito uma educação física alguma coisa assim na volta para o Brasil esse diploma meio que ele não vale né a gente tem que fazer outras certificações aqui para poder exercer realmente a função mas como eu tinha muito claro que é o lugar onde eu queria estar dentro no futebol né onde eu queria estar trabalhando e é eu acho que eu acabei escolhendo a área certa com certeza eu vou levar essa eu tô pensando ainda nessa frase que você falou viu Carol futuro ele parece muito distante quando você olha o passado ele foi o rápido eu gostei dessa frase eu tô aqui ó raciocinando né sobre esse futuro incerto e muitas vezes quando a gente olha a gente vê que a tomada de decisão tem que ser de uma forma rápida e quando você vê acabou passando já E aí 15 anos nos Estados Unidos você se formou fez mestrado e aí como é que foi a tomada de decisão que que aconteceu para você retornar o Brasil e olha eu confesso que a minha tomada de decisão dessa volta né de voltar ao Brasil ela foi muito impulsionada também por pela proximidade e querer estar perto da minha família foi muito próxima da minha família a gente tem um excelente convívio e eu achei depois de 15 anos eu gostaria de voltar e e tá mais próxima Tá aproveitando todo mundo aí com muito tempo enquanto todo mundo pode aproveitar bem a vida e criando essas memórias Então ela foi muito impulsionada mas a transição ela sempre complicada né então nos Estados Unidos eu saio tô trabalhando muito com futebol mas quando eu chego no Brasil eu acabo ingressando né o caminho entre aspas mais fácil foi o caminho corporativo né então vou trabalhar empresas vou trabalhar na área o marketing e fiquei alguns anos a trabalhando alguns diriam né dentro daquilo que eu estudei mas eu aplico que estudei em todas em todas as áreas né que eu já passei que eu já trabalhei mas aí eu fico um pouco a diga afastada do futebol acompanhando né mas não não trabalhando com o futebol Então esse primeiro momento é um momento que de voltar de adaptar de enfim e difícil também pro tá um pouquinho mais longe do futebol mas eventualmente né a gente acha o caminho de volta aí e a cava Você pesquisou procurou continuar no futebol aqui no Brasil e olha no início Sim eu voltei a mais ou menos dez anos né então eu tava sempre antenada nas possibilidades mas ainda na época a gente em alguns projetos que eram cíclicos né então é projetos Associados a prefeitura aí daí esses projetos estão quatro anos de bom projeto mas quando troca administração nem sempre né faz a troca de da administração pública novas eleições Nem sempre o projeto tem uma continuidade Então a gente tem aí exemplo se ela Botucatu teve um excelente equipe e depois acabou né Franca teve uma boa equipe que depois também quase que né quando eu digo acabou né existe ainda Às vezes uma chama do projeto eu acesa com meninas mais jovens mas eo preto também teve um bom círculo então e isso dificultava a entrar dentro do esporte né E então eram um pouco frustrante acho que a partir dos campeonatos brasileiros mais organizados né O Legado da Copa que veio ajudou aí organizar um pouco mais a competição tá solidificando esse campeonato brasileiro cada vez mais competitivo orar e isso vem ajudando então no nesse mais de Despacho e a oportunidade vem Ena o Carol hoje o futebol dos Estados Unidos está muito acima do nosso em termos de campeonato nacional e também a nível de seleção e olha eu não acho que tá acima né Eu acho que a gente tem muito talento aqui no Brasil para falar que as Americanas estão muito à frente eu acho que eles estão mais organizados a do que a gente né Então até pelo modelo de liga que se tem lá e por exemplo não é aí ou é só quer que organiza os campeonatos né então eles têm uma liga como ele merece né Tem adulto feminino também e essas vigas organizam e elas criam campeonato e elas fazem de tudo com um planejamento para que todas as equipes sejam competitivas para que exista uma boa gestão para que todos tenham Patrocínio Enfim então é o modelo diferente né é uma organização diferente eu acho que uma das coisas que diferencia realmente o número de participantes né como eu já citei aqui se você for num parque hoje nos Estados Unidos você vai ver centenas de meninas correndo atrás da bola e no Brasil essas meninas ainda estão procurando esse campo para correr atrás da bola pediu Muitas querem né então assim Elas começam muito mais cedo lado que estão começando aqui eu acho que isso é a grande diferença para e essa organização é você a função do a curto prazo né ela tem que partir de quem é da CBF teria que ser uma liga a parte é os clubes deveriam ter uma consciência maior vocês atletas profissionais do futebol precisam se organizar melhor a sociedade precisa demonstrar mais o seu interesse a curto prazo como é que a gente organiza melhor futebol feminino e eu acho que você citou todas as áreas que podem estar envolvidos no projeto né é eu acho que é um conjunto de coisas né começar a procurar Abrir né abrir caminhos para que essas meninas possam jogar então tem diversas escolinhas é abrir um ambiente para onde ela se sintam é segura se sintam apoiada se sintam abraçadas para praticar o esporte é impulsionar os esports dentro das escolas não é muito difícil para os clubes né vincular atletas numa jovem aí né cinco anos mas eu acredito que a gente pode abrir esse espaço dentro das escolas para que mais meninas a seja no futebol se você já em outra modalidade o basquete por exemplo vôlei Box mas que elas consigam é desde uma idade nova achar os caminhos dentro da modalidade que elas desejam né o dentro da modalidade que elas venham a se identificar mais bom então eu acho que começa por aí né bem y das escolas fazendo projetos dentro de dessas escolinhas que já existem projetos sociais aí vai passar assim pelos clubes de organização do campeonato que vem através das instituições CBF como embora né que já vem comentando o mês que vem aí tem a o torneio de desenvolvimento da comenbol sub-14 sub-16 que é extremamente importante para não passar nos com um pouquinho parado por conta da panelinha esse ano esses campeonatos de base e tomam em cada vez mais a gente acaba tendo um calendário um pouco maior então Sem dúvida nenhuma que passa por todas a todas as áreas que você citou né de sociedade de governo governamental As instituições clubes em todo mundo que está envolvido com o esporte é pode pode incentivar pode ajudar e pode fazer crescer mais um movimento Oi Carol e aí você estava no mundo corporativo qual equipe abriu as portas para o seu retorno ao futebol aí eu voltei para o futebol feminino para trabalhar com a Ferroviária né então em 2019 Foi contratada pela Ferroviária depois de uma conversa e te acertou a gestora né Quem fazia a gestão na época estava de saída fizemos uma transição e passei todo o ano passado e o início desse ano na ferroviária né é que foi um projeto também muito muito importante aí nessa nessa minha volta projeto muito vitorioso em meio a uma pandemia como é que foi a sua gestão com as atletas medo da doença acho que foi um período único para todo mundo você com uma nova experiência no futebol e ainda tendo que lidar com uma pandemia Ah pois é eu volto eu volto para o futebol é tentando aí restrutura base com o Campeonato Brasileiro né o ano passado iniciou bem no comecinho do ano em fevereiro e de repente a gente é surpreendido pela pandemia né então Sem dúvida nenhuma forçou aí uma gestão um pouco diferente aqui todo mundo que tava envolvido né Nós pote e bateu a necessidade da criatividade de se fazer futebol a distância né Todo mundo foi para casa como é que a gente faz como é que a gente não tem todo mundo conectado como é que a gente impulsiona como é que a gente vai discutir o modelo de jogo Enfim então tudo isso a impulsionou muito a criatividade de todos né Não só minha mas a comissão entrar na reunião com a comissão constantemente para ver como a gente podia movimentar e e todo mundo a participar a distância né não sei que ela coisa assim se conectar não sei o que tal a gente criou até uma competição né todo mundo que está envolvido com o esporte é óbvio que eu são pessoas extremamente competitivas aí que a gente tirou uma competição então todas as atividades que a gente fazia a distância agregava. Em fim pra tentar de alguma forma manter e acho que a na volta existia muito essa preocupação né então assim é sendo um vírus novo uma doença nova é e pouco conhecida a informação ela evolui a todo dia né todo dia a gente recebeu uma informação nova e EA volta foi foi com muita cautela foi muito planejada Voltamos com um grupo pequeno para fazer teste de quem ainda tava na cidade testamos todo mundo isolamos temos assim um cuidado imenso e confesso para você que a gente teve caso e aí no e veio aquele momento né de quase que desespero né mas infelizmente é quem teve dentro da equipe né e ela é uma coisa assim que as os estados é tá encontrar difícil saber da onde veio e se você passou para alguém é muito difícil uma pa mas felizmente foram casos onde não houve sintomas acho que o pior sintoma que nós tivemos na época foi a perda de Paladar né E que foi difícil então felizmente não tiver com os grandes é complicações mas assim é uma rotina de testagem e incrível nariz sofreu demais com PCR e mais felizmente a gente conseguiu Navegar e para o final também é existiu ali a minha preocupação também não só com a equipe profissional mas também quais atletas mais jovens né É nós tivemos a base que retornou para fazer o paulista então existe uma preocupação ainda maior por serem menores de idade né E a gente tem essa responsabilidade mas com contato muito próximo dos pais que digo sempre o entendimento a gente conseguiu Navegar e ter bons resultados também no final do ano passado Sem dúvida nenhuma impulsionou o começo desse ano né Sem dúvidas Carol a gente já tá encaminhando para o fim do nosso mais esportes mas tem algumas perguntas que eu não posso deixar de perguntar para você Você acabou de falar ótimos resultados qualquer emoção sentimento de ganhar uma Copa Libertadores E aí é indescritível né então assim é dentro dentro do futebol dentro do esporte a gente abre mão de muita coisa né então assim é sábado domingo de repente são os dias que a gente mais trabalha não tem feriado muitas vezes não tem férias as viagens São longas e esse período de pandemia no começo do ano né judiou um pouco da gente ter que sair né levar o time para fora da cidade concentrar fora para poder treinar a cidade entre lote dão então foi a sequência a gente ficou aí isolado e sou direto para o campeonato isso é muito tempo longe da família também aí sim amigos e tudo mais e só vivendo aquilo então no momento em que se ganha no momento da vitória é onde faz tudo vale a pena né então assim o sentimento de Tali da conquista da celebração E de tudo que se passou né todo o trajeto que se a chegar até ali faz com que tudo você falar valeu a pena faria tudo de novo é para chegar onde a gente chegou então foi o foi uma grande conquista ali naquele momento né Sem sombra de dúvidas e como te apresentaram um projeto do Atlético Mineiro como é que tem sido essa experiência recente ainda mas é os objetivos que você tem pela frente e olha eu fui convidada né para pedir pros westco me falaram dessa reestruturação daquilo que tinham como planos para o futebol feminino e aonde eu poderia agregar infelizmente tudo que me falaram na primeira conversa vem acontecendo né então nós temos aí departamentos extremamente a trabalhando né de maneira integrada para fazer o futebol feminino acontecer para impulsionar o futebol feminino e colocar o futebol feminino do Galo em evidência nas então tão Próspero aí quanto quanto masculino criar essa história né e e vem acontecendo desde a Gente Tá informando aí o campo de treinamento tá tendo uma campanha muito legal que a olha elas para dar visibilidade né Não só a projeto futebol feminino mas para que a torcida comece a conhecer cada uma das e desenvolvidas no projeto né então tem as vingadoras né mas aí começa a se colocar um rosto a cada uma dessas vingadoras conhecer um pouco mais Então tem várias ações aí que estão sendo tomadas é a restruturação da do corpo técnico ali né então assim tem muitas coisas legais acontecendo no dia a dia e e é muito é muito animador olhar para frente né Eu acho que a gente consegue aí os próximos anos não só solidificar o projeto do futebol feminino dentro do Atlético mas também conquistar e bons resultados Carol tem como surfar na onda do Atlético Mineiro no sucesso que está sendo futebol masculino ou são realidades completamente diferentes e não tem como pegar respingar alguma coisa no feminino em termos de visibilidade enfim e olha eu acho que é um clube só né então Sem dúvida nenhuma se o Atlético está em evidência estamos todos em evidência e e é muito importante esse momento que o Atlético vive como um clube é um clube que que tá fazendo uma gestão para profissionalizar né é o clube é tem aí uma ambição de se tornar eu uma referência em termos de gestão é tá com consumir né que constando o resultado o time masculino a base também tá vindo pote e feminina não tá ficando atrás né esse ano chegou na final tava disputando a dois né é um projeto digamos assim dentro do clube um pouco mais novo então entrou pela dois nós chegou na final da dois né e agora tá na final do campeonato mineiro Então se a gente olha com no clube como um todo eu acho que o clube não tá deixando ninguém para trás né é a categoria as categorias de base nessa gente olhar assistir Estou chegando também o prof a menina tá chegando o feminino também então eu acho que é como um todo o Atlético tá se fortalecer então Sem dúvida nenhuma é todos têm a ganhar né se com o Atlético campeão enfim todo mundo tem a ganhar um clube só Carol claro que você chegou agora no Atlético Mineiro todo seu foco todo o seu objetivo tá no Galo mas para a gente poder encerrar nesse futuro incerto que muitas vezes é longo você pretende continuar como gerente de futebol de uma equipe o seu sonho é um dia chegarem Seleção Brasileira é voltar para Campinas e fazer um projeto forte na cidade O que que você pensa aí para o seu futuro pode ser a longo período que a gente deseja você fica durante muito tempo aí no Atlético Mineiro que tenha muito sucesso mas no seu futuro pensando a senhora quer um dia chegar na Seleção Brasileira quero voltar a morar fora do país que o que você pensa e olha é nesse momento eu tô planejando mais o meu os meus próximos passos e fazer um planejamento dentro do Atlético né então assim primeiramente eu quero escrever meu nome aqui na história desse clube antes de pensar mas é óbvio que se um dia viesse um convite da seleção eu ficaria extremamente feliz né assim como o como outros Neo futebol das ele é cíclico que a gente vive um circo muito bom dentro de um clube e de repente a gente vai e constrói história em algum outro lugar seja a seleção algum outro clube ou mesmo voltando aí né a trabalhar fora do país mas sem dúvida nenhuma num futuro eu gostaria Além de estar trabalhando com o clube de repente fazendo alguma parte de algum projeto social que venha a impulsionar e o fomento né o do futebol feminino principalmente com as meninas mais jovens né da nova unidade para que ela e tenha um caminho e consiga e engraçada em que da modalidade praticar e se tornarem as próximas as próximas marcas formigas etc Carol Melo gerente de futebol do Atlético Mineiro Muito obrigado pela disponibilidade do seu tempo nossa conversa De grande valia foi um prazer te conhecer te desejo muito sucesso na sua carreira a gente sabe das dificuldades que é o relacionamento entre pessoas e se em qualquer modalidade Então boa sorte aí no desafio que você tem com o Atlético Mineiro já fica o convite aqui para uma próxima oportunidade para a gente poder voltar a conversar e boa sorte aí na sua trajetória é muito obrigado obrigado pela oportunidade de estar aqui e vou sim a quem sabe aí quando a gente postar nosso primeiro título aqui eu volte para bater um novo papo para você ir contar como foi toda a história mas agradeço muito a oportunidade obrigada Com certeza já temos o contato a gente vai conversando sem qualquer nova pauta pode enviar para gente chegar alguma menina uma coisa interessante a gente volta a conversar aqui no mais esportes Carol Melo muito bacana Quero agradecer você aí de casa pela sua companhia pela sua audiência continue aqui na TV Câmara Campinas até a próxima tchau tchau tchau [Música] E aí [Música] E aí [Música]