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+ ESPORTES - ALAN FONTELES
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+ ESPORTES - ALAN FONTELES

279 views Publicado 09/10/2019 HD · 41:36

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+ ESPORTES - ALAN FONTELES - PARATLETISMO.

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e aí e aí [Aplausos] o olá o programa mais esportes de hoje conversa com o homem que venceu o oscar pistorius nos jogos paralímpicos de londres em 2012 conquistou ainda a medalha de prata em beijing na china em 2008 e também no rio de janeiro em 2016 é o atual recordista mundial dos 100 e 200 metros tem mais de 100 medalhas conquistadas alan fonteles muito obrigado por levar o convite para essa entrevista tudo certo e diante desse currículo tão vasto qual que é seu objetivo ainda na modalidade a objetivo primeiramente é um prazer tá falando com todos vocês vamos bater um super papo hoje aqui com certeza respondendo à sua pergunta o objetivo é tokyo né então em preparação para os jogos de tóquio eu que sumi preparação para mim a quarta paraolimpíada foi pela primeira para limpeza muito novo então estou indo em preparação para guarda mas também sem preparação para o campeonato mundial que vai acontecer ainda esse é de novembro que vai ser em dor então estou treinando em busca do índice para poder estar participando mas o foco principal e já treinando para isso querendo ou não já vai ser toca que a gente vai falar muito sobre a sua carreira que eu acho que é bastante curiosa na três paralimpíadas três medalhas então tem muito sucesso já foi campeão do mundo tem muitos títulos aqui nacional a gente vai falar muito sobre a sua carreira voltando um pouquinho no tempo para o pessoal de casa para quem está nos assistindo conhecer a sua história com 21 dias você precisou amputar as duas pernas por causa de uma infecção intestinal como é que foi a sua infância e você sempre gostou de esporte ou no começo era uma forma de você poder se inserir na sociedade bem como você disse eu tinha uma infecção intestinal aos 21 dias de nascido eu tive que ter as duas pernas amputadas abaixo do joelho senão o correr risco de vida e tudo e o médico junto com a minha família tomaram a decisão né é de essa uma cotação e o atletismo entrou na minha vida eu comecei na minha infância foi normal isso da escolas normais brincava jogava bola me divertir a estudava fazer tudo normal né comecei a andar chan poucos dias para que eu fizesse três anos de idade e comecei a andar de bicicleta também aos três anos de idade e nada me limitou o que eu pudesse fazer aquilo que eu queria aquilo que eu eu vi os meus amigos as pessoas próximas de casa as crianças e também na escola fazendo eu disse porque que eu não posso aí criança não tem acho essa esse limite né então acho que é isso que me ajudou bastante e a forma que eu inseri no atletismo foi com oito anos de idade não foi uma vontade de mim a mesmo de querer ser atleta eu vi alguns amigos meus vizinhos que começaram a fazer atletismo e aí eu cheguei para minha mãe disse a mãe eu quero quero correr a gente sabe mas como assim você quer correr se você tem os amigos meus que fazem atletismo e eu quero ir lá oi e aí foi ali só vontade que partiu de mim te querer não será atleta né lauricella correr e conhecer até então era um hobby não é uma criança que gostava de atletismo já tinha visto outras crianças é o atletismo foi seu primeiro sport ou como a maioria dos brasileiros você já bati a sua bolinha eu sempre joguei bola e como eu disse eu sempre fiz uma sempre minha vida foi normal então você me jogava bola na escola jogava bola com os amigos próximo de casa ainda joga bola mas não com tanta frequência por conta que quando você entra no auto-atendimento isso pode acarretar em uma lesão então mas quando era jovem quando era pequeno eu sempre joguei bola então comecei digamos aí para ver o futebol comecei brincando e tal mas o atletismo de fato foi meu primeiro esporte que eu entrei que importância que tem a técnica suzete montalvão do projeto papo cabeça isso lá em belém na sua vida ela tem importância muito grande não só para mim mas como para o brasil era que participou das olimpíadas a unha 88 foi para o revezamento 4 por 4 junto com a magnólia e participou de grandes competições mundo afora né então ela foi a técnica a professora que que começou que deu uma iniciação que tem um projeto de iniciação de atletismo junto com alto rendimento então foi nela com ela que eu cheguei aos oito anos de idade e perguntei ao posso treinar com você e ela ficou surpresa né eu fui o primeiro atleta com alguma algum tipo de deficiência alguma limitação que começou a treinar com ela e com oito anos de idade mas aí ela conta que ela se assustou bastante mas no momento ela me colocou lá e disse você pode participar e aí eu comecei a com uma forma de brincadeira no atletismo pela sua fala eu tô percebendo você tinha uma maturidade muito grande na sua infância você sentia isso também querendo participar de um spot querendo sim ser o que é alimentação não te deixando fora de nada se percebia isso criança que você já tinha uma certa maturidade sim o fato de eu ter entrado no esporte muito cedo essa maturidade ela veio muito cedo também né então eu como eu disse eu tomei a decisão de querer fazer esporte e aí com o passar dos tempos meses e anos eu fui percebendo que o atletismo para existia uma atletismo adaptado né que era competitivo que era de alto rendimento então mesmo naquele tempo 2002 não tinha muita internet né era mais limitada as coisas de tudo eu já andava pesquisando sobre isso e sabia que tinha competições para atletas com algum tipo de deficiência e depois disso eu vi que tinha em alto rendimento e que atletas viajaram o mundo participando de mundiais e paraolimpíadas lendo um pouquinho sobre a sua história eu vi que você a utilizar a prótese de madeira e acredito que isso não seja muito apropriado se sofreu muito nessa época assim sofreu muito o fato que eu entrei de 2002 até 2008 foram seis anos aí treinando contratos de madeira é uma prótese que ela é feita para andar dá para que as pessoas entendam ela mesma madeira madeira madeira mas ela leva uma quando ela é uma pode ser vou falar que uma prótese rústica tá é uma prótese rústica que é feita para poder na e eu corria com ela eu fazia os exercícios do atletismo com ela mas mesmo com toda essa dificuldade e nem um momento eu ficava pensando na poxa eu não tenho as duas pernas eu treino com uma prótese de madeira e eu aquele seriam os outros entendeu eu nunca usei essa essa essa festa limitação tanto física quanto da prótese de dizer poxa coitado de mim e eu eu uso uma prótese de madeira enquanto os outros atletas usam uma prótese de carbono de alta tecnologia e o sempre treinei na dentro das minhas limitações lógica uma prótese de madeira limita bastante o seu exercício mas eu treinei seis anos da minha vida com essa prótese foi com que eu me fez evoluir bastante esse seu psicológico até a cabeça boa para poder ter uma análise claro clara disse que você tá falando tem a ver muito com a sua família que importância que teve a sua família nesse início e até hoje olha a família é a base de tudo na minha mãe sempre me acompanhou nos treinos de quando eu quando eu iniciei meu pai sempre dizendo que trabalhar e tudo né e minha mãe como dona de casa ficava mais comigo então não me acompanhava mas você não é mesmo a família é importante é importante em tudo minha mãe me levou ou treino né vovó o primeiro treino é minha mãe me acompanhou durante outros anos nos treinamentos de segunda quarta e sexta e o diariamente e meu pai também sempre ali presente nos dias das competições que eram no fim de semana quando ele tava de folga não toma ele ia lá a importância da família sem dúvida é de extrema importância ainda mais que meus pais minha mãe e meu pai nunca me tratou de uma forma diferente entendeu sempre me tratar de uma forma natural mesmo se eu tivesse alguma algum tipo de deficiência então acho que isso me ajudou muito e isso me fortaleceu muito para que eu não ficasse pelos cantos eu acho que reclamada da vida nesse instituto eu já entrevistei o márcio teles a marlene evelyn dos santos o evandro lazzeri treinador e todos eles me relataram transporte muito democrático que homem pode fazer mulher pode fazer pessoa com alguma deficiência e ele é um esporte que não precisa de muitos gastos que você precisa para poder competir ó é o o atletismo é que hoje se você tem dois mundos né então a gente já tem um atletismo o atletismo né com toda evolução na questão do do márcio que a mãe do meu amigo admiro bastante e liam se junta com a tarde conversando com ele e tem como inspiração que é um cara de super do bem o cara gente boa para caramba e fiquei feliz com a vitória dele mas voltando o assunto é o esporte paraolímpico no meu caso ele se torna caro por conta da prótese de corrida uma prótese de corrida hoje para vir no para o brasil está custando 20 mil reais só as lâminas de corrida a medição de fibra de carbono vem da islândia todo um trâmite para que isso aconteça aí você tem a questão dos encaixes tem outros de outros acessórios que precisam ser usados também na hora da junto com a lama e nem tudo infelizmente ainda é uma material caro fazer esportes paralímpicos mudando também para que são dos atletas que correm com cadeira de roda são pros são cadeira de rodas também específicas em provas de velocidade que também então não caras para vir casas para vir para o brasil quando você vai para fora do brasil você consegue comprar uma cadeira dessa com menos curso entendeu mas voltando à questão do atletismo é um é como vocês todo mundo pode fazer né você precisa de um tênis ou à noite a gente começa mais ou menos assim um tênis e determinação você tem que ser determinante dizer poxa é isso que eu quero eu confio em mim que eu confio no meu corpo eu confio na minha mente para que eu possa seguir em frente para quem está em casa está nos assistindo nunca acompanha uma prova paralítica tá vendo você tá com pênis você tá vestido de calça é não é esta a roupa de uma competição você não comprei não não não vida de tênis eu convido com uma lâmina de fibra de carbono que ela é e o formato quase de um cê só que um pouco mais longo 1l vamos colocar um ele né que embaixo dela vai a sapatilha de corrida que são que os atletas convencionais a fusão que aquela parte é cheia de pregos em baixo então a minha prótese ela é um formato de 1l com aqueles pregos em baixo que que usa para poder correr na pista e essa prótese tem que ser igual de todos os atletas ou você pode pegar uma fabricada nos estados unidos ou na casa na alemanha como funciona hoje em tem na verdade do mundo todo principalmente nos estados unidos tem mais empresas voltadas à marcas de prótese mas independentes de qual marca que você pega hoje em dia tem várias marcas eu digo que é como se fosse carros tem várias no mercado e aí cada um corre com a sua marca preferida e existe mais do que rapidinho só que mais se adapta ao atleta é antes da competição passa uma conferência de chover tem as especificações corretas tem essa diferença antes de competições entre as especificações até mesmo todos os me pergunto logo a gente vai chegar tô querendo outra passar por cima do dos campos aqui mas quando o currículo com histórias ou todos falaram na altura e tudo mas sempre sempre todas as vezes que eu entro em uma prova seja de 100 200 e 400 revezamento eu vou ter que passar por uma medição do ipc que é o comitê internacional paraolímpico eles chegaram eles fizeram estudos com vários atletas e tudo que ainda é uma questão é daqui ainda tá eles ainda precisam ainda melhorar isso que eles acharam uma fórmula lá que eu tenho que ter uma altura que há 7 anos atrás eu tinha uma outra altura tinha 1,83 em 2012 e agora eles querem que eu tenho 1,71 tá isso tá mexendo muito dentro do esporte paraolímpico é complicado obrigado você falou em oscar pistorius então vamos fazer o seguinte rápido intervalo na volta jogos paralímpicos de londres em 2012 alan fonteles foi lá e venceu o oscar pistorius até então era o homem batismo era o e era assim que ele era chamado né a gente vai falar muito ainda sobre beijing 2008 com 13 anos já tava competindo 16 já era campeão muitos assuntos intervalo é rapidinho [Música] e aí e aí [Aplausos] e voltamos com o segundo bloco do programa mais esportes hoje estou entrevistando o alan fonteles campeão em londres na paraolimpíada em 2012 é medalhista em 2008 em beijing 2016 no rio de janeiro recordista mundial dos 100 e 200 metros antes da gente falar do oscar pistorius que o pessoal em casa tá esperando pergunta a inédita que eu vou fazer para você sobre ele mas 2006 foi um meio que divisor de águas na sua vida que que aconteceu sim 2006 foi quando o eu tava uma competição moço de marabá no estado do pará mas sempre morei em belém e eu passo o ip do norte e nordeste lá na pista da universidade do estado e aí tava todo mundo do comitê paralímpico brasileiro que estavam vendo novos novos atletas né que estavam surgindo e aí o rivaldo martins é o meu padrinho né que ele eu trabalhava no comitê nesse tempo e aí ele me viu e me chamou no canto lisboa quantos anos você tem aí eu disse ontem acho que era aquele tempo deixa fazer as contas aqui eu tava com 12 anos de idade tá não é deus para 13 anos aí eu peguei e falei com ele ele disse uma poxa você é muito veloz e tudo a gente hoje ou só de você e do nada ele disse eu vou te arrumar uma foto de corrida entendeu então tá bom né veio que dando de ombro de samba quando né ela vai ficar na promessa de uma prótese dessas é difícil de conseguir e aí foi um grande divisor porque no ano de 2007 2008 ele ele disse só demorou mas a próxima vai sair entendeu que quando eu conheci ele já foi quase no final do ano de 2006 e aí depois um pouco mais ainda participei 2007 de jogos nas paralimpíadas escolares em brasília e tudo e aí foi que no final de em 2008 já apareceu com duas lâminas de corrida o alan você sempre foi muito badalado né na sua carreira porque sim aos 13 anos de idade você já era campeão brasileiro sim aos 16 anos de idade você já tava numa paraolimpíada tem você era um adolescente e já tava assim sendo campeão nacional já tava indo para um objetivo que muitos atletas competentes nunca conseguiram chegar como é que você lidou com tudo isso com toda essa badalação com a empresa te entrevistando era o garoto prodígio como é que você lidava com isso então eu sempre lidei com de uma forma natural né eu sempre soube que eu entrando no esporte que fosse de alto rendimento e eu mediando o que eu queria que ela campeonato mundial repouso mundial paralimpíada eu sabia que toda essa badalação toda entrevistas fotos comerciais se fotógrafo todo ia vir é uma coisa natural do esporte quando você bom então é o que eu sempre quis então eu tinha que saber lidar com aquilo é lógico que não é todos os dias que a gente está preparado mas eu sei da importância que eu tinha e tenho com todos porque é uma coisa que eu sempre ouvi de diversos atletas para você é mais um é mais uma pessoa que está chegando mas para aquela pessoa é a primeira vez é a primeira vez que ela tá te vendo é a primeira vez que ela consegue se aproximar de você então eu tento o tratar as pessoas máximo da melhor forma porque às vezes às vezes ele tá muita gente não consegue dar atenção mas eu tento máximo tá lidando com esse atendendo a todos aos 16 anos você chega em beijing para os jogos paralímpicos o seu primeiro e já conquista a medalha de prata você foi com esse objetivo de subir no pódio ou foi para ganhar experiência nem tava pensando em medo e aqui você sempre gosta mas eram seu objetivo olha na verdade estava me formando para naquele tempo nem sabia que ia ter 2016 eu acho que não tinha nem sido escolhida cidade-sede ainda então pequim eu fui eu fiz um índice uberlândia né na prova dos 200 o coordenador o ciro que o ciro winckler que ainda trabalha hoje no comitê paralímpico brasileiro junto com meu atual treinador eles chegaram disseram para mim ó tenta fazer a sua melhor corrida hoje nos 200 porque nos 100 metros a gente já tem representante e nos 200 ainda não tem um representante na classe e você precisa fazer um tempo que era o tempo mínimo para barcelona para oliveira e você vai entrar no revezamento então meio que eu sabia que eu tinha chance de entrar no revezamento mas ao mesmo tempo eu era novo e precisava fazer aquele tempo dos 200 para poder de e levar para ver que é então eu fui lá fiz o índice e consegui a minha vaga para para poder estar participando das paraolimpíadas você viu muito de hoje eu converso com os atletas mais jovens que eu sou novo tenho 27 anos mas eu já tenho muita experiência não chegou os outros atletas mais novos eu tenho que passar essa experiência para eles que pequi mesmo com quis dizer 15 para 16 anos que eu fiz aniversário nunca me daqui pro pra china você viu muito para que eu soubesse o que é uma paraolimpíada então com 16 anos de idade você está numa paraolimpíada eu cheguei lá sabendo o que eu tinha que fazer em 2012 eu já sabia o que eu tinha que fazer eu sabia que não adiantava eu chegar dentro de uma vila para lembra que é uma coisa é nome é uma coisa fantástica é um mundo realmente lá dentro onde muitos atletas vão lá e acabou se perdendo no meio do caminho porque lá dentro você tem restaurante 24 horas a sala de jogos 24 horas você tem internet 24 horas são as músicas de pessoas do mundo inteiro então com 16 anos eu já fui sabendo que eu queria sendo instruído por os atletas mais velho aproveitei muito pequeno aproveitei muito mas eu sou sair no final depois quando eu correndo entendeu então eu já tive essa mente desde muito cedo e pequeno você viu muito já com uma medalha como é que foi um outro fator surpreendente eu acho que não só para mim mas para muitas mas me ajudou muito para que eu pudesse evoluir mais ainda na minha carreira e você foi muito bem preparado por todo mundo pela sua família pelo rivaldo pela suzete conquistou a medalha que passou pela sua cabeça olha pequim foi foi uma coisa fantástica porque eu lembro que a gente treinou um cansavelmente bom aquele revezamento né eu terminei eu fui para a final na prova dos 200m p em sétimo lugar né o pistola ele foi campeão de tudo ganhou 100 200 e 400 metros mas a gente entrei no incansavelmente aquele revezamento do que a gente sabia que a gente tinha condições de ganhar uma medalha então a gente treinou muito a gente teve uma perda do atleta que se machucou que era o antônio delfino que é um grande nome do esporte para nem por ganhar medalha de ouro em apenas uma medalha de prata um dos melhores tempos do 400 no esporte paraolímpico e do brasil ele acabou se machucando então em cima da hora a gente tem que trocar de atleta também e todo aquele trabalho eu sendo mais novo é tanto que eu fechei o revezamento não porque me escolheram para assim eu dizer eu cheguei bate no peito e eu vou fechar o revezamento mas porque eu era o mais novo ele só tem nenhum dos só me preocupasse então a única preocupação e receber ou como a gente com a gente tem um atleta que não tem as duas mãos a gente recebe pouco toque o revezamento dar e ele só queria que eu tivesse aquele aquela preocupação de receber esse tanto para poder correr então por isso que eu fui o último e aí eu lembro que na reta ainda passei por um atleta da austrália que se desequilibrou quase no final que eu peguei em terceiro ele acabou me acertando os estados unidos acabou ganhado e eu passei ele no final ficamos contrato então foi uma felicidade muito grande tá podendo ir para paralimpíadas com 16 anos de idade e conquistar uma medalha de prata kids são poucos os atletas que tenham uma medalha paralímpica olímpica o fato de você estar numa paraolimpíada numa olimpíadas é um feito muito grande que se você for pegar são todos os atletas que conseguem chegar lá e eu depois eu fui pesquisar isso também eu fui não não sei como é que tá hoje mas eu acho que eu fui o primeiro atleta paralímpico na região norte ou então só de do estado do pará conquistar uma medalha paraolímpica não feito e foi sem dúvida nenhuma é para muitos poucos alan você compete na classe t43 t44 que que são essas nomenclaturas e na verdade já tá mudando tudo agora já é 62 e tem nem anda até 62 e ter 64 agora que representa numa encontrar tá mudando tudo ter aditrack né pensa em inglês e a 40 então vamos falar da antiga da 43 que na verdade mudou na verdade ele só aumentaram um pouco a numeração mas continua a mesma coisa tem 43 são para abrir encontrados abaixo do joelho ok e ter 44 são pra atletas que são amputadas abaixo do joelho então essas são as duas palavras que você comprou umas duas palavras que eu converso 100 200 e às vezes eu entro no domingo na prova dos 400 metros então eu comprei com esse os atletas porque não tem um número elevado de atletas pro participar de semifinal e final agora é só não aumentar muito os biamputado sentam o comitê paralímpico internacional já está pensando então separar tudo agora biamputado corre para o branco tá lindo né e atletas com computação em um dos membros inferiores com a classe deles já estão pensando em botar na verdade é um pouco é um pouco até atrapalha o bom mas por exemplo tem atletas com bico da são abaixo do joelho e tem atletas kombi amputação acima do joelho que não correm comigo entendeu então existem esse também e tem atletas que são bem amputação de uma perna só acima do joelho que também não corre comigo são várias medicações desde então se não presta bem atenção acaba que as pessoas de fora acha que todo mundo corre junto bom a bacana sua explicação foi muito interessante a gente já tá encerrando o segundo bloco mas eu fiz uma promessa oscar pistorius oi para mim tão dos jogos paraolímpicos de 2012 você já tinha uma experiência em beijing na china chegou um pouco mais experiente em londres eu falo um pouco diz era muito jovem já tinha 20 anos assim como é que foi a preparação para londres e conquistar a medalha de ouro então a preparação para londres ela foi bem bem planejada né aí eu volto aquele tem naquele tempo já tinha sido escolhido 2016 rio 2016 para se sede ok então na verdade eu me ex-treinadora começou me preparar para 2016 eu sempre me adiantando né cinco anos então ela não prestava já começou a me preparar para 2016 2012 claro eu tinha chance de participar mas nem eu tava esse lote que sábado você quer mas não era o dinheiro assim é isso é como se a gente chama assim a gente chama dentro do esporte que é uma passagem uma passagem por aquela edição então ele tava preparando para o rio né em londres como uma passagem toda mas pedro panamericano de méxico em 2011 ganhou uma placa ganhou um bronze e aí depois eu fico mundial da nova zelândia e o pistorius estava lá naquela final foram quatro atletas por photofinish na final dos 100 metros no eu pistorius um americano e um outro sul-africano para saber quem tinha ganhado a prova rapaz naquele naquele tempo eu tinha chance de ganhar tanto que o tempo na verdade o tempo que que o americano ganhou eu tinha feito esse tempo as duas semanas atrás e uma outra competição tá foi um acaso mesmo eu acabei ficando acontecido a colocação o americano ganhou de pistolas pela primeira vez os 100 médicos história já não perdi a tinha 5 anos então existe só eu e esse americano que até participou do panamericano agora do peru me ganhamos do vitória só a gente foi usando esse ganhando com histórias e nesse tempo que ele passou dentro do esporte tá então ele ganhou aquele ele deve ser mais ambiciosa os contrato e eu compro e é no final desse mundial eu recebi uma proposta para poder vir morar em são paulo aí eu recebi uma proposta assentou minha ex-treinadora vir para uma reunião em são paulo esse treinador é o atual treinador presidente do comitê paralímpico brasileiro sentamos todo mundo diz condenadores e só a gente quer trazer o alan para cá para são paulo e ela sempre minha treinadora agradeço ela até hoje porque ela realmente viu que a necessidade de eu vi uma lá em são paulo que em belém não tinha condições por mais que tem pista de atletismo e tudo não tinha estrutura suficiente para que ela continuasse me treinando então ela foi ela foi super realista e entender o super bem essa questão ela mesmo disse vai pode ir para o coração cola e aí eu comecei a treinar com o amauri veríssimo caminho atual treinador vamos fazer o seguinte alan quero que você fale desse período em são paulo do seu treinador amauri sobre o dia da prova em londres no próximo bloco tem ainda o quadro que ninguém o e povo fala você aí de casa tem a oportunidade de fazer uma pergunta hoje para o alan fonteles não sai daí com intervalo rapidinho e e aí e aí e aí e voltamos com o terceiro e último bloco com o alan fonteles no segundo a gente tava falando sobre esse período que você estava em são paulo foi nessa preparação para os jogos olímpicos paralímpicos de londres isso eu recebeu proposta para poder vir morar em são paulo treinar com meu atual treinador amauri e veríssimo e a gente fez a preparação toda em são caetano do sul na região do abc em são paulo a gente começou a treinar na na pista e ele né treinando ele pegou um pouco da planilha do que minhas treinadora passava para poder ver entendendo aí eu tive que entendeu mas tudo de treinar dele e ele também teve que entender o meu para não colocar muita coisa não vai se adaptando almoço você adaptar o outro só que a gente eu treinando sempre me dizia ela vai treinando que eu vou mais que já pensa em 2016 você tem chance de brigar por uma medalha em londres você tem chance de medalha de brigar por essa e não tá bom para você então vou treinar e a gente treinou do início de janeiro até setembro né nas paralimpíadas para buscar a medalha é hoje hoje ele conta que os coordenadores né que é uma marquinha né eu respondo ele responde as coisas que ela chegar o presidente ele disse que os condenadores chegavam lá na pista lá em são caetano e perguntava por aí o alan como é que tá esse não vai ganhar medalha se fosse como assim não vai ganhar medalha não ele tá treinando muito ele vai ganhar medalha mas então tem um pistola se não interessa ele tem chance de ganhar medalha legal e esse cara ficava desesperado com isso só que não podia me contar sim é não é porque acaba atrapalhando treino exato então a gente a gente se preparou muito bem para que ela para aquele campeonato eu fui muito bem treinado por ele me treino super bem e a gente chegou lá na semifinal de cara o e três semifinais né na prova primeira prova foi a minha né do dos 200 metros e na primeira semifinal na 1ª bateria um americano quebrou o recorde mundial que era muito história rapaz ele correu 2190 alguma coisa né e aí quando deu a minha bateria que era segunda eu fui lá e corri 21:31 eu corri de de maio até agosto e não tinha corrido nenhuma vez abaixo dos 22 segundos e quando eu cheguei na paraolimpíada de correr 21 essa assim sem motivo eu tentei novo quando eu vi o tempo lá 21811 no cronômetro e eu apontei para ele disposto a deu certo ele e disse só vazia sem calma calma calma aí a última fase aí saiu saiu a 3ª bateria que era o pistolas e o pistolas veículo eu 2130 quebrou mais ainda uma ecovaginal e aí a gente ficou eu fiz toda ideia que a gente faz após a prova conversa contra eu entrei na banheira fiz um trabalho de recuperação e tudo para poder correr no outro dia e aí no outro dia ele só você tem chance de ganhar não bruxo eu sei eu sei que eu tenho chance de ganhar que todo só vai lá e entra e ele sempre falava treinado você tá então não se preocupa mais com nada eu te treinei eu sei enquanto que você consegue correr e você pode ganhar essa medalha no dia da prova você entrou concentrado para ganhar você entrou relaxado como é que tava no dia da prova eu entrei muito relaxada porque uma coisa eu acho que o meu técnico ele convivência dele de acho que é quarenta e alguns 42 e 43 anos só de atletismo então era de que atleta faz 10 provas ele entende muito de disposta então acho que é o mesmo tempo ele além de treinador ele é psicólogo porque ele chegava e dizia tossir não se preocupa a não não é você que tem que se preocupar quem tem e ele foi ele quem ganhou aqui então ele que tem que se preocupar com que vai acontecer eu entrei super relaxado eu entrei lógico querendo ganhar né mas ao mesmo tempo com aquele assim pô se eu não ganhar eu tô na minha segunda paraolimpíada eu já vou buscar uma medalha já vou ganhar uma medalha numa prova individual ver que aconteceu eu sair correndo de uma forma querendo alcançar os primeiros lugares e quando eu vi ele tava muito na frente eu vi que eu fui crescendo crescendo crescendo a corrida durante a prova e fui vendo que eu fui chegando lá nele né e uma hora eu fico ele parou de acelerar e eu tava chegando muito velozes ele quando eu percebi eu já tava um corpo na frente dele por mais que eu tava na sete ele tava na raia 4 é uma distância significativa dentro da da prova d'água é uma olhadinha lá você que dá uma olhada você consegue dar uma olhada e aí eu vi que mesmo distante eu tava um corpo já na frente dele e eu vi que dali não passava mais durante esse em segundos dá para passar alguma coisa na sua cabeça tipo meu deus tô chegando nele eu tô correndo ver estou ganhando isso vai passando pela sua cabeça a prova dos duzentos até hoje eu tenho ela detalhada na minha cabeça eu tenho eu posso em você da curva eu não lembro de nada tá da curva eu não lembro eu só lembro porque eu vejo um vídeo então eu sei o que eu fiz mas lembrar o meu olhar na prova eu não lembro de nada de nada de nada de nada agora os 100 eu lembro os 100 eu lembro perfeitamente eu não escutava nada não escutava nada e os 100 eu lembro ele faz a fase o pessoal uns dez metros à minha frente que é muita coisa numa prova de velocidade ou mais né que tava ele tava muito distante mesmo tá e eu vi que eu estava me aproximando e a cada vez que eu dizia não desiste continua você dar se aproximando eu vi é realmente ele estava se aproximando e aí eu só fui ver a chegada e vi que eu tava na frente e só foi passadinha primeiro é uma vitória que tinha emociona até hoje em sua memória é uma vitória que eu comemora uma uma é uma prova que eu me arrepio vendo até hoje é uma prova que eu me emociono me arrepiou contando ela porque eu tenho ela para uma riqueza de detalhes muito grande é a prova que eu mais me lembro assim entendeu vem quando eu bati o record mundial que eu corri 2066 eu não lembro de essa realmente eu não tenho nada a única coisa que eu lembro também um pouquinho mais ali da reta e ocorrendo já contra o cronômetro não era nem mas quando os adversários a contra o clima não tá muito curiosinho só os psicólogos mesmo para explicar o que acontece com a nossa mente só que aí alan que que aconteceu em 2014 você teve um ano sabático ser 2014 foi que aconteceu lá na pergunta que você perguntou a fora como é lidar com tudo isso né como ele e o esporte de alto rendimento e como ele dá com toda essa visibilidade com tudo 2014 foi um ano logo após que eu voltei do mundial de 2013 são 2003 eu ganhei três medalhas de ouro em prova dividuais 100 200 e 400 e uma prata no revezamento 4 por 100 linha de um título na paraolimpíada de londres isso bate três recordes mundiais no ano de 2013 é que meu tempo era comparado com atletas olímpicos e e chegou um momento que tudo era eu entendeu lógico como eu disse eu não tô culpando nada nem reclamando de toda essa exposição assim eu dou dizendo que é uma pressão muito grande que só quem tá no meio consegue entender porque eu treinava de segunda a sábado e continuava treinando certo é uma hora vem na sua cabeça assim poxa tudo que o que eu queria eu tenho por que que eu tenho que ser continuar sofrendo tanto por que você quando você entra no esporte de alto rendimento você tem que saber de ca de muita coisa e é uma vida que você realmente escolhe para dizer puxar eu vou parar de sair com os amigos eu vou parar de de ter uma vida social para viver o esporte e muita gente acaba não entendendo isso entendeu acaba não colocando lá do ser humano isso acaba seu colocando lá do atleta e isso me impressionou muito então enquanto eu tava treinando eu não tinha também uma pessoa ao meu lado ali uma pessoa para ser chorar minha carreira uma pessoa para me ajudar nesse então eu não tenho ajuda psicológica ou não é ajuda psicológica nenhuma ajuda de carreira uma pessoa ali é o alan amanhã você tem entrevista tá bom e você não tá bom olha daqui até o dia você tem que ir para brasília porque a o presidente quer te ver tá bom eu não tinha essa pessoa era eu entendeu tá eu tinha que treinar eu tinha que responder e-mail eu tinha que responder entrevista eu tinha que ir não era um pouco eu pergunto você a porta e você sabe disso não são poucas as perguntas são várias e e era um viagem isso eu tenho que conciliar tudo com treino aí foi um momento que eu cheguei na minha cabeça de sono vou dar um tom mais aguentando isso só que foi uma coisa aqui hoje em dia é são coisas que a gente vai aprendendo com a vida né não me arrependo não vou dizer que eu não me arrependo mas assim era uma coisa que eu precisava naquele momento foi importante para você ver faria de novo não não faria entendeu eu era muito jovem tinha 21 anos 21 para 22 anos não tinha esse suporte uma pessoa ali para dizer por não faz isso tudo e acabou que acabou acontecendo mas só uma pessoa chegar para mim valeu a pena valeu porque eu descansei mas que faria de novo ou se pudesse voltar tinha feito não não teria feito interessante mas que bom que foi importante para você que você tá de volta já conquistou muitos títulos depois dessa parada e agora lan gente quer saber o que ninguém sabe hora de mais um o programa mais isso pois que que você reservou aqui por mais espaço alguma história uma curiosidade senhora que aconteceu que ninguém sabe 2008 para a última etapa de conseguiu o índice para ir para pequim eu eu morava lá em belém e aí o governo do estado ela que pagava minha passagem para poder ir para essas competições quando faltava meses para competição eu cheguei com o secretário de esporte e de só preciso para essa competição que vai ser em uberlândia é a última chance que eu tenho para conseguir ou menos para poder representar de uma forma o estado do pará em uma paraolimpíada ele disse tudo certo passagem tá tudo certo e aí faltando na sexta-feira a competição e acontecer na próxima sexta-feira uma semana isso eles chegaram para mim disseram uma passagem foi comprada naquele que passagem não foi liberada é só de aí não é o grande ponto isso ala não é isso que você resolveu para gente mas não é isso o grande ponto é que eu tinha os patrocinadores meus menores que sempre acreditaram em mim me apoiaram desde o início disseram o cara de um jeito de outras você vai ter que chegar em uberlândia e aí não sei mas como de carro não tem como primeiro eu não tinha carro eu tinha 15 anos de idade como é que eu vou chegar em uberlândia para uma competição descansada para poder né base para a gente vai atrás de tudo e foram atrás de passagem e não tinha passagem e aí depois olharam para sair só tinha passagem para quarta-feira e já começaram ficar muito em cima porque quando as competições é sexta-feira você tem que estar na quinta-feira você tem que estar no hotel porque tem um congresso técnico para você confirmar sua participação ok então acabou que nada tava dando certo aí que tinha conseguiram conseguiram de última hora uma passagem para que eu fosse para brasília eu dormi em brasília na rodoviária eu achei que eu peguei o ônibus foi parado rodoviária da rodoviária dormir na rodoviária no outro dia e conseguir a passagem assim ó na quarta-feira na quarta-feira eu fui para brasília dormir de quarta para quinta na quinta eu peguei um ônibus que em uberlândia quantas horas de ônibus brasília branca e eu posso não sei se eu vou tá falando mentira mas eu acho que é umas 6 8 horas é bastante umas 6 8 horas eu consegui coisa está enganado acho que chegou e já teve que ir para o conselho técnico já cheguei já tive que ir direto para o conselho técnico chegou lá e eu consegui para poder tar entrando na prova e participando no dia seguinte mas foi todo um trâmite assim uma coisa que ninguém estava implorei para falar sozinho sozinho ainda é uma maturidade alan né infelizmente a gente não tem mais tempo gostaria de passar a tarde inteira conversando aqui com você para falar sobre a sua carreira você tem uma simpatia que acho que contagia todos nós te desejo muita sorte e muito sucesso e até uma próxima oportunidade até o próximo então foi bom estar com todos vocês espero que vocês gostem aí desse bate-papo e vai ser sempre um um prazer tá dando entrevista para se quiser vir aqui tô aqui na pista aqui em campinas combinado então alan fonteles no programa mais esportes fica por aqui prometendo voltar na próxima segunda-feira entre as 11 e 6 da manhã até lá e e aí
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