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ística, né, que a gente reconhece uma hipoglicemia, é que a gente só vai melhorar daqueles sintomas quando se alimenta. Então esse é o diagnóstico de hipoglicemia. A seguir, TV Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Olá, boa tarde a todos que acompanham a programação da TV Câmara Campinas. Agora são 4:19. Estamos ao vivo diretamente do plenário da Câmara Municipal José Maria Matozinho e você vai acompanhar o segundo encontro de conselheiros da bacia PCJ. Com a palavra a idealizadora do evento, vereadora Marina Conte. Boa tarde. Quero cumprimentar todo mundo que está acompanhando essa sessão, cumprimentar as pessoas aqui presente no plenário. Eu declaro aberta essa reunião que é o segundo encontro de conselheiros PCJ. Eh, quero saudar a nossa participação aqui dos nossos convidados. Esse é um debate fundamental diz respeito ao sistema de abastecimento de água de Campinas da região, diz respeito também a esse uma um tema tão fundamental, ainda mais nesse momento de emergência climática, do risco sempre constante, né, da de uma nova crise de abastecimento. É, ainda mais com quando toda cientistas t falado sobre a ocorrência aí de um super Elninho nesse momento, num contexto de privatização que nós estamos vivendo dos sistemas de abastecimento, sobretudo pós-abastecimento, a privatização da SABP. Então, nesse cenário todo, é fundamental que a gente debata e a participação popular, a participação dos conselhos é fundamental para que a gente tenha uma política pública voltada para as pessoas e não para os negócios. Então, nesse sentido, é com esse espírito que eu quero saudar aqui os nossos convidados, o Ari Vicente Fernandes, que é arquiteto, urbanista e secretário de meio ambiente do PT. O Ari é uma voz muito importante, né? um conhecedor histórico de da de vários temas, do tema ambiental, da questão do sistema de abastecimento e outros temas aqui na cidade. É um prazer tê-lo aqui conosco, Ari. Quero saudar também o Thiago Lira, que é vice-presidente do Condema, nosso querido combativo, né, que faz um trabalho fundamental no Conselho de Meio Ambiente e que tem uma uma participação muito importante de combater a a devastação e trouxe aqui esse tema fundamental pra gente debater. E eu quero saudar também o Juliano Medeiros, que é presidente do Pessoal Rede. Eh, o Juliano já esteve com a gente recentemente aqui na Câmara, mas volta aqui. O Juliano que eh tem aí uma presidente da nossa federação, também já presidiu o PESSOL e é uma liderança importante no nosso partido e é um prazer tê-lo aqui conosco. Giuliano. Quero saudar também o nosso sempre vereador Paulo Búfalo, que tá aqui presente, vereador também combativo e que tá sempre antenado com os temas importantes da cidade. E o Carlos Maldonado que é chefe de gabinete do vereador Wagner Romão, que também é muito importante estar presente aqui, o vereador Wagner Romão, que tem uma atuação também na área muito importante na área do meio ambiente. Para dar início então a essa reunião, eu passo a palavra para uma saudação do Juliano. Obrigado, vereadora Mariana Conte. Queria primeiro parabenizar a Câmara, mas especialmente a tua iniciativa, Mari, de ter uma reflexão sobre as bacias hidrográficas, em particular sobre a bacia PCJ aqui na região. Como você mencionou, a gente tá vivendo um contexto que é um contexto de crise da gestão de águas no estado de São Paulo e no Brasil. Novo marco legal do saneamento tem transformado as empresas públicas de saneamento em ativos de valorização do capital, em ativos que, ao invés de servir sua vocação social e pública de atendimento ao cidadão, de gestão responsável dos recursos hídricos das águas, tem se tornado instrumento, né, de de promoção dos lucros de uma minoria. Nós temos a o caso trágico da Sabesp, que é um exemplo nesse momento de privatização mal sucedida, vendida por um preço ínfimo, eh muito menor do que valia, eh com prejuízos evidentes pro consumidor, contas de águas mais caras, abastecimento intermitente, falta de água, água de pior qualidade, crimes ambientais, um acumulado de milhares de reclamações contra compania companhia, mostrando, portanto, que nós estamos diante de uma necessidade, que é a necessidade de uma maior organização popular para acompanhar o poder público e a gestão dos recursos hídricos que são tão importantes para nós. E queria também fazer uma referência, Mari e Thiago, os nossos convidados e os nossos espectadores da TV Câmara de Campinas, a importância dos conselhos municipais de meio ambiente. É o deputado Ivan Valente, né, com quem nós tivemos o prazer de cooperar nesses anos e que representou também o PESOL, a bancada do Pessoal em São Paulo na Câmara Federal, é autor de um projeto com o qual também eu tive a o o prazer de de contribuir, o projeto que cria a política nacional de fortalecimento dos conselhos municipais de meio ambiente, né? Nós temos no estado de São Paulo, 78% dos municípios têm conselhos municipais de meio ambiente, mas nós temos, portanto, né, um número alarmante de 22% das cidades, quase 1/5 das cidades do estado de São Paulo, que simplesmente não tem Conselho Municipal do Meio Ambiente. E entre aqueles que têm, há uma diferença brutal de atribuições. Em alguns dos conselhos são consultivos, em outros os conselhos têm poder de veto, em outros os conselhos são praticamente decorativos, em outros têm participação forte da sociedade civil. e em outros é basicamente o setor privado que acompanha, que que compõe o conselho, porque claro varia da lei municipal, de cada lei municipal que cria o conselho, né, há há diferenças. Então, a proposta da política nacional de fortalecimento dos conselhos municipais de meio ambiente vem no sentido de primeiro fortalecer a participação popular na tomada de decisões em relação ao enfrentamento à crise climática e a transição ecológica justa. Segundo, criar conselhos onde ainda não existe, fortalecendo uma rede de participação social na definição da política ambiental. E terceiro, alargar as atribuições dos conselhos, onde eles já existem, que eles tenham mais força, que eles sejam mais representativos da sociedade e que estejam menos sequestrados pelo poder econômico. Então, trago também aqui esse esse instrumento que ainda não tá aprovado na Câmara Federal, mas que pode ser um instrumento muito positivo para fortalecer o trabalho dos conselhos. Quero também terminar deixando essa saudação ao ao aos conselheiros municipais da bacia PCJ, colocando o nosso instituto futuro e esse acúmulo também à disposição de vocês. Muito obrigado. Obrigada, Juliano. Obrigada pela saudação, pela contribuição. Eh, nosso nosso quero deixar aqui o nosso cumprimento também ao deputado Ivan Valente e parabenizá-lo por essa esse projeto de lei. é importantíssimo que eu acho que os nossos convidados também vão passar por esse tema, né? Então passo a palavra pro Ari, pro Ari fazer suas considerações. Tem um vídeo, né? Um uma apresentação, né? Não, você não tem. Então tá bom, Ari. Então fique à vontade, Ari. Eh, bom, boa tarde a todos. Obrigado, Mariana, pelo convite, a as entidades, o Condema em particular aqui de Campinas, que eh existe há muitos anos e é um condema forte, como falou Juliana, dos condemas que têm ainda alguma capacidade de berrar no ouvido do executivo e dizer isso, não pode e vamos lá, né? Eh, e, eh, em primeiro lugar colocar que eh os conselhos municipais de meio ambiente são eh deveriam, em princípio, ter uma participação mais entrosada na questão da bacia, né? A institucionalização das bacias. O a lei é de 1990 e é uma lei eh estadual, né, que estabeleceu uma divisão do estado de São Paulo em 22 comitês de bacia, agregando algumas bacias por comitê. No nosso caso aqui, eh, nós, Campinas somos, pertencemos geograficamente à bacia do rio Atibaia, Jaguari, ou seja, Piracicaba e do rio Capivari. e não pertencemos à bacia do rio Jundiaí, mas o nosso o nosso comitê de bacia é PCJ, né, o o J de Jundiaí, que foi a maneira como eh se agregaram as bacias e subbacias do estado de São Paulo na formação dos comitês. Eh, na época dois deputados apresentaram o projeto de lei que depois se tornaram em 88 prefeitos, né? Um deles, o Zé Machado de Piracicaba, que depois tornou-se prefeito de Piracicaba, e o outro, o Antônio Pivato de Cosmópolis, que depois elegeu os prefeitos em Cosmópolis. Então, esses dois prefeitos, eh, e juntando-se a outro, os dois são do Partido dos Trabalhadores, juntaram-se a um terceiro prefeito também eleito em 88, o Jacó Bitar, aqui em Campinas, prefeito de Campinas, e estimular, impulsionaram a criação do Comitê Intermunicipal de Bacias. Isso antes mesmo da lei entrar em vigor. Eu falo que a lei entrou em vigor em 90, quando os seus autores já não eram mais deputados, eram prefeitos. Mas a lei tramitou na na Assembleia Legislativa e acabou sendo aprovada em 90. Então, antes mesmo da criação do comitê de bacia, foi criado o consórcio. E o consórcio era uma iniciativa eh da sociedade, não era privado, mas não era governamental. Ao consórcio foram convidados a a aderir as prefeituras da bacia da da bacia do Piracicaba. No começo era só Piracicaba e Capivari. O consórcio foi criado só com essas duas bacias. Depois o Jundiaí entrou via eh lei estadual depois de 80 e desculpe de 1990. Então esses três prefeitos impulsionaram, vai fazer agora 37 anos, 1989, a criação do comitê eh do consórcio, aliás, desculpe, o consórcio intermunicipal das bacias dos rios Piracicaba e Capivari. E eh faziam parte também desse consórcio os outorgantes e outorgados, né? os municípios que tinham outro na bacia, que pegam água da bacia e empresas privadas, eh fazendas, produtores rurais, eh todos poderiam eh aderir ao consórcio. Então o consórcio teve essa característica de juntar a sociedade civil, empresários, eh poder público e representação de movimentos populares. E é um trabalho, ele existe até hoje, foi mudando de formato, né, à medida que o comitê de bacia apareceu, mas foi um trabalho importante e apesar dele juntar iniciativa privada com movimentos populares, o consórcio conseguiu bem ou mal manter uma uma autonomia da sociedade civil e da da direção social política necessária para se fazer essa gestão complicada. que é a gestão dos recursos hídricos complicada por quê? Bom, aí nós temos que ir na história mais para trás ainda. Nós temos que ir lá em nos anos 70, quando o governo do estado, 1971, 72, nós vivíamos na ditadura militar. Tínhamos um governador nomeado, não eleito no estado de São Paulo, que deu ordem de fazer um projeto que já tinha alguns anos do Departamento de Águas e Energia Elétrica para resolver o abastecimento da capital. A capital, como todos sabemos, é a cidade mais populosa do estado e do Brasil, São Paulo. Ela carecia de de produção de água, né? carecia do tava com abastecimento bastante bloqueado, precisava ir buscar água em outras bacias. E então criou-se o sistema cantareiro. O sistema cantareiro, como eu disse, já era um projeto mais antigo, mas o governador na época falou: "Vamos, vamos construir." A construção demorou alguns anos porque é uma construção complexa, mas em resumo simplificando, foram eh eh barrados, feitos quatro barramentos com quatro represas, duas no rio Jaguari e duas no rio Atibaia, né? Afluentes formadores do Atibaia, formadores do Jaguari. Isso lá na Alta Bacia. E essas quatro represas, na verdade, elas ficam dispostas numa escadinha, né? Quer dizer, a a que fica mais ao norte tem uma cota de barramento um pouco mais alta, uma altura da da lâmina d'água mais alta. E aí sucessivamente a segunda do Jaguari é um pouco mais baixa. A segunda do Jaguari no fim acabou juntando com a primeira, ficou tudo numa altura só. E as duas, terceira e quarta do Atibainha são barragens mais escalonadas para baixo. Então a água passa por túneis e canais e vai passando de uma de uma represa para outra. E na última mais baixa que fica no Atibainha, tem um canal que leva lá pro pra bacia vizinha, bacia do rio Juqueri, no Franco da Rocha, já quase na grande São Paulo, mas é uma bacia intermediária entre a nossa bacia e a bacia do Titê, do Alto Tietê. E dali do rio Juqueri, essa água é bombeada, serra acima, serra da Cantareira acima. E no alto da serra existe uma a maior estação de tratamento de água da do Brasil, que é a abastece São Paulo, que recebe até 36 m³/ segundo, quer dizer 36.000 1000 L por segundo de água operando na sua capacidade máxima de bombeamento, né? A partir do rio Juquiria, lá também se fez uma uma represa, Paiva Castro. Dali a água que foi embora daqui, daqui vai embora 31 m³/ segundo. Eh, isso foi uma uma obra de engenharia extremamente questionável na época, só que vivíamos na ditadura e os questionamentos foram silenciados, né? O governo do estado fez de conta que tava tudo bem, né? e deixou desse jeito. Eh, não foi uma privatização. Por quê? Porque na época foi resolveu-se transformar o Fundo Estadual de Saneamento Básico, que foi o gestor da obra, numa companhia eh mista, né, de economia mista, que é a Sabesp. Sabespéspe foi criada exatamente para ser a outorgada, quer dizer, a empresa que faria a captação desses 31 m³/ segundo da bacia da nossa bacia do Piracicaba e levariam esse eh bombeariam toda essa água para São Paulo e aí dali tratariam, distribuiriam paraa grande São Paulo. Então a Sabespe surgiu do sistema Cantareira, né? Também era uma ideia ela ser criada. E de lá paraa frente, a Sabesp não só h administrou esse esse grande sistema de reversão do sistema Cantareira, como passou a oferecer seus serviços à prefeituras do estado de São Paulo, de tal maneira que ao longo de anos ela chega a ter perto de 380 municípios do estado de São Paulo. A grande maioria, mais de 82% do abastecimento de água de São Paulo estava na mão da Sabesp ou está na mão da Sabesp, né? eh em termos de eh municípios e de volume de água que ela fornece e distribui. Então a privatização da Sabespe aí sim aí nós saímos de um terreno que era pantanoso. Eu não sou aqui um defensor de que o consórcio foi uma grande maravilha, etc. do consórcio era um risco. Os prefeitos progressistas que estimularam a sua fundação sabiam disso. Era um risco. Consórcio poderia vir a ser transformado no grande alavancador da privatização. Felizmente isso não aconteceu, mas não dá para dizer que o consórcio é uma uma organização que defende a água pública. que agora quando se resolveu privatizar a Sabesp, a gente foi lá pressionar politicamente o consórcio, os movimentos, a sociedade, o consórcio e o pessoal do consórcio fez de conta que não tinha nada a ver com isso, não é? Não se manifestaram em relação à Sabesp ou soltaram algumas notas ali meio técnicas, etc. Quer dizer, não quiseram comprar a briga com o governo do estado, né? E o resultado agora a gente sabe qual é, né? A privatização em curso, para eu encerrar, que eu já falei demais, a privatização em curso começa com com eh a Sabesp e a Sabespe é o e é 82% da água e distribuída nas para consumo doméstico, né, consumo domiciliar do estado de São Paulo. e prossegue com dois mega projetos, mega projetos no sentido de escala que eles podem vir a ter desse governador, do governador privatizante, o Tarcísio de Freitas, um deles se chama SAR, que são sistemas de adução regional que serão criados em cada um dos comitês de bacia, né? 22. Então o primeiro para variar sempre o nosso nossa bacia aqui, ela é a a cobaia, né, dessas ideias privatizantes. Então, primeiro SAR é o SAR PCJ, que vai privatizar a a reser reservatórios e pontos de captação da bacia PCJ para poder fazer adução e vender essa água aos municípios. E isso será através, é uma licitação, empresas privadas ganharão essa licitação. Esse processo tá em andamento. O governador queria rapidamente fazer a licitação antes da eleição, mas não sei se vai conseguir, porque tem muita complicação nessa história do SAR. Eu não vou entrar em detalhes aqui, mas só para situar o nosso eh o nosso vizinho município de Pedreira, onde tá sendo feita a barragem de Pedreira. A barragem de Pedreira, na verdade, é meio meio Campinas, meio pedreira, né? O rio ali faz a divisa, o Jaguari onde foi barrado faz a divisa dos dois municípios. Mas essa barragem seria venderia água para Campinas, né? e venderia a água ao preço que nós ainda não sabemos qual vai ser. E não há nenhuma preocupação do do governo do estado ao privatizar a barragem em dizer isso. Não sabemos ainda que preço será, né? Isso é absurdo. E e e essa empresa que ganhar vai gerir a conclusão da barragem que tá em obras do de Pedreira do Rio Jaguari. e a outra barragem que também tá em obras do rio Camanducaia, no município de Amparo. Então, é uma coisa eh eh eles disporão dessa água para vender, né? E podem vendê-la inclusive em outras bacias. Eles não são obrigados a vender só na dentro da bacia PCJ, tá? E o segundo grande projeto eh da água, da privatização da água, o governador chamou de Universaliza São Paulo, que é tornar a a o acesso à água potável universal, universalizada. Isso é uma expressão política e técnica que significa todos neste município têm acesso à água. Universalizamos o acesso à água. Que beleza. E esse processo, esse projeto que também já tá em curso, prevê eh a abertura de concessões da eh da dos serviços municipais de água e esgoto. Primeiro, os municípios têm que aderir. Aí correm todos os municípios alinhados partidariamente com o governador e fizeram sua adesão. Depois de fazer a adesão, o govern o governo promove eh licitações por agrupamentos regionais de municípios. Ah, aqui tem três, quatro. Vamos fazer uma licitação para criar os sistemas ou passar para um para uma empresa privada a gestão das águas e da distribuição de água desses quatro, cinco municípios. Isso chama Urai, né, que são unidades regionais de água e esgoto. Eh, desse modo, as empresas municipais de água que ainda sobraram aqui na região, nós temos diversas, né, que são públicas, passariam também a ser privadas, né? E tudo isso tá sendo feito nesses 3 anos de governo maluco que nós temos no estado de São Paulo. Depois de sabermos que vários países da Europa promoveram privatizações, não desse tamanho, mas avançaram com privatização de serviço de água esgoto nos anos 80, 90 no século passado. E desses já 68% reverteram a privatização e trouxeram os serviços todos que foram passados paraa iniciativa privada no século passado de volta pra gestão do estado, né? Ou seja, reconhecem que foi um erro e que todo esse discurso que privatiza fica mais eficiente e o preço também equilibra, tal. É um falso discurso. É um falso discurso. E, infelizmente, 20 anos depois, 30 anos depois, a gente tem um governador que caiu aqui de para-queda, se elegeu e traz essas coisas todas que no mundo inteiro já estão revertendo-se. Então, eh, essa a trágica situação de privatização das águas de São Paulo que nós estamos vivendo. Muito obrigado. Obrigada, Ari. É sempre muito bom ouvir o Ari, né, o conhecimento sempre quando a gente tá nesses momentos críticos, a gente precisa apelar paraa história e para quem é muito bom ter oportunidade de ouvir, para quem vivenciou essa história de um campo crítico, né? Eh, então eu fui estagiário no governo do estado quando estudante. Aham. Quando esse projeto do sistema cantareira tava rolando por mim. Muito bom. Eh, antes de passar a palavra pro Thiago, eu quero convidar o nosso vereador Paulo Búfalo para fazer uma saudação. Você quer fazer uma saudação, Paulo? É, posso passar pro Thiago primeiro? Então, tá bom. Então, passo a palavra então para o Thiago Lira, vice-presidente do Condema. Boa tarde. Boa tarde. Eh, eu tô aqui também representando a Sociedade Protetora da Diversidade das Espécies, a ProESP, que é uma entidade ambientalista aqui de Campinas, né? A mais antiga do estado de São Paulo e a segunda mais antiga do Brasil, né? Eh, a ProESP tem uma preocupação e o professor Arique faz parte da história da Proesp também, sabe? desde o início da PROESP, de atuar dentro dos conselhos, porque a PROESP entende que a participação eh democrática é a única forma de preservar o meio ambiente efetivamente, né? Então, a participação nos conselhos é fundamental. E quando a gente tá falando de participação dos conselhos, a gente tá falando de decisão e de governança, que é exatamente o oposto que acontece nessa história do sistema cantareira, né? E agora a gente se repete, né? Então, eu queria trazer aqui eh um dossi. A gente começa aqui, eu vou até pular porque é o que o professor já falou, né? Mas essas divisões que na verdade esvaziam, começam esvaziando a governança, né? Centralizando, por exemplo, 361 municípios para ter um algum tipo de governança, eh, é algo que é praticamente impossível. E a gente sabe que o objetivo é exatamente o oposto, né, de não ter essa governança democrática, popular, ampla, etc. Então a Sabesp vai privatizada nesse caminho, na visão do governador, do atual governador. E a gente tem uma que daí é algo que eu acho que é importante para todos os conselhos da bacia, a gente tem uma uma série de ações importantíssimas para se para se falar, para se denunciar. E a gente começa primeiro pela farça contábil, que é esse modelo de gestão do sistema cantareira, eh, onde obviamente tem uma desproporção enorme entre o lucro que tá sendo compartilhado e o investimento na atividade fim da Sabesp, né? Sabespe não vive sem água, né? Daí acho que o mesmo cabe para todas as empresas de saneamento que fazem um investimento ínfimo na questão eh da recomposição, da recuperação, eh da preservação do meio ambiente, né? E tá lá o tempo todo vivendo de um produto essencial que é a água sem fazer nenhum tipo de investimento, né? as condicionantes, né, que estão lá previstas na na ortorga, que tá vencendo, principalmente as do artigo 10, do artigo 12, do artigo 16, né, que são praticamente assim as mais fundamentais ali do meu ponto de vista. E também a gente tá falando das ações práticas mesmo, inclusive essa da questão de um ofício encaminhado pela Sabes pedindo a prorrogação eh do do do contrato, né, da outorga de vez discutir a outorga, prorrogar a outorga, né? Então, eh por 5 anos, né? Então aqui eu acho que a gente tem que pensar, como o professor Ali trouxe, essa lógica da exploração, né? bem colonial mesmo, onde o sistema cantareira tá lá para beneficiar a região de São Paulo, sem que houvesse qualquer contrapartida efetiva real da região de São Paulo pro sistema cantareira numa lógica completamente absurda de ficar transpondo água de uma bacia para outra invés de preservar. E daí quando a gente fala, por exemplo, como o professor Ali trouxe, sobre as barragens de pedreira, quando na verdade a gente tá falando de transpor água de uma bacia para outra, mas a gente tem um rio morto dentro da cidade de Campinas, que é o rio Capivari. Então são lógicas que não não condizem. Eh, assim, é impossível. Eu trabalhei, eu dirigia para um para um, para um senhor que era diretor da Replan aqui, eu levava ele para o aeroporto de vez em quando e ele falava para mim o seguinte: "Olha, tem coisa que TV não acredita, sabe?" E eu acho exatamente isso. Como que a gente consegue eh ter essa admitir isso, né? Uma, né? Uma é totalmente absurdo. A gente tá falando de transposição o tempo todo de água de bacia e não estamos falando de recuperação de nascente, de investimento efetivo, inclusive, né? Eu penso que é o dever dos conselheiros, inclusive talvez essa e o Juliano trouxe números e parabenizo também o mandato do Ivan lá, a iniciativa que você teve lá, Juliano, no mandato do Ivan. Eh, fundamental que a gente tenha uma política efetiva paraa participação popular nos conselhos de meio ambiente. A ProESP tem se empenhado nessa nesse levantamento, inclusive, e a gente tem percebido assim, é uma ausência completa. A maior parte das cidades não tem conselho funcionando efetivamente, entendeu? Não tem, não existe. É uma pessoa ou duas ali. Eh, e Campinas, inclusive a gente vive uma situação hoje em Campinas numa discussão que pelo total desrespeito do executivo com o Condema, a gente avalia inclusive se o Condema se mantém como um órgão licenciador, sabe? Se a gente não abre mão de dizer, olha, não vai ter mais licenciamento em Campinas para ver se o município, se a prefeitura recua nessa, nesse sentido, né, de não respeitar o Condema, né? Então, o que a gente pensa é que os conselheiros na bacia t efetivamente isso dentro do conselho. A ProESP, inclusive vai começar uma mobilização mais ampla no sentido de fazer um parecer que que contemple diversos conselhos da bacia e que possa ser discutido em diversos conselhos da bacia. Eh, como já tem algumas iniciativas acontecendo, por exemplo, quase da venda da fazenda remonta, né? os conselhos aqui da região estão se juntando para fazer um parecer conjunto, né? Então eu acho que a gente tem que evoluir nesse arco contratual aí, né? Essa primeira ortórga que começou com 33 mm, mas que daí na crise hídrica isso aí foi teve um um foi repensado, né? Depois 2017 a gente teve assinatura da de novo, dessa dessa dessa dessa nova outorga. 2025 a gente volta a ter no estado de São Paulo e aqui na nossa região, na nossa bacia, o governo do estado de São Paulo decretando uma crise hídrica, uma crise de escassez hídrica, né? E sem que nenhuma medida fosse tomada. Então a gente saiu de 2025 com essa decretação sem que nenhuma medida fosse tomada, nenhum recurso a mais fosse empenhado, nenhuma política fosse alterada. Então, é é uma loucura mesmo, assim, a gente tá repetindo as mesmas coisas, acreditando que vai dar o que vai dar o resultado, acontece, vai dar o resultado diferente, né? procurar quem é ainda acontece. Mas aí se a gente pensar aqui, ó, que 0,021% da fração do lucro líquido da Sabesp é destinado eh paraa conservação ambiental, preservação na bacia do PCJ, né? Então a gente tá falando, não sem problema, a gente tá falando de de é assim, é ínfimo, né? Assim, a gente tá pensando assim, uma uma empresa que vive de água, água, né? Acho que todo mundo tem plena consciência já no século XX, 2026 que a água não surge do nada, né? A gente precisa, a gente precisa conservar as nascências, a gente precisa ter manutenção dos ecossistemas, né? Não é algo muito simples, né? Então, eh, é irrisório, R$ 875.000 R$ 1.000 anuais eh aplicados, né, nesse período assim, tipo, é assim, é é uma lástima, não tenho nem o que dizer, né? Daí tá aí uma média de lucro líquido da Sabesp de 4 bilhões para um total no fundo do sistema do projeto Cantareira, que é um dos projetos ela nomeado no site da Sabesp de 8 milhões, entendeu? tá falando de 4 bilhões de média para 8 bilhões. É um absurdo completo assim de uma entidade que depende totalmente quando na verdade assim algumas pesquisas, inclusive pesquisas de órgãos do governo do estado de São Paulo, aponta que precisaria pelo menos de R$ 450 milhões de reais pra gente investir em recuperação de nascente, eh, em projetos ambientais, né? Daí tem um, até achei uma matéria muito interessante do Nexo, que eles trazem dados muito importantes sobre essa lógica do lucro em detrimento da questão social, obviamente, mas da questão ambiental também, né? Então, eh, é uma devastação completa, uma visão em que a gente coloca a água no centro da lógica do lucro, né? Eh, então essa questão dessa simetria econômica escancarada, né? vai tá um os programas da Sabesp, eh, que são irrisórios, do meu ponto de vista, é um green wash mesmo. É uma palavra é ruim de se dizer gringa, mas é isso. É assim, a gente tem uma, a gente tem uma uma maquiagem mesmo feita de forma descarada, assim, sem nenhum pudor. Eu não tenho como dizer isso de outra forma, porque a conservação real, o investimento não existe. A gente sabe também que não faz investimento, não faz eh conservação, preservação sem investimento, né? Não se faz política sem orçamento, né? Então é impossível que a gente esteja falando propriamente de conservação. A SABP tá priorizando outras outras coisas, né? da gente falar dessa questão, não vou também adentrar muito, mas dessa privatização predatória. Eh, é um negócio inconcebível que a gente, como o professor Ari falou, depois de todas as experiências que a gente teve no mundo sobre a privatização da água, eh, a gente conseguir, né, ter vencido uma lógica dessa nas eleições e ter governado essa lógica e ter conseguido produzir a privatização da Sabesp num crime contra o estado de São Paulo, eh, e contra o cidadão brasileiro. é assim, é de chorar, lamentar e chorar, né? Eh, as condicionantes que foram pactuadas do desperdício premiado, né? Porque a Sabesp continua sendo campeã de desperdício. Na região metropolitana de São Paulo, eh, tem dados que aponta por 35% do de desperdício. Um negócio absurdo. A gente tá falando de de mandar água bacial para outra, mas a gente não tá fazendo o básico. Essa Béspa não faz o básico, né? Eh, e em contrapartida, o que que acontece com os nossos rios aqui na na nossa região, com essa omissão também da vazão, nossos rios fica parecendo e fiapos de água, fio de água, né? Eh, o Atibaia começa a chegar essa essa época que eu que sou canoísta, que sou guia de raft, a gente sofre porque a gente fica só parando em pedra o tempo todo, parando em pedra e um rio que é lindo, é maravilhoso quando tem invasão. E a gente sabe que não é só uma questão da ausência de chuva, a gente sabe também que é uma questão eh dessa dessa omissão real de não se manter a vazão que tá pactuada inclusive, né, por muitas vezes. Então, uma luta que eu acho que é fundamental que os conselhos eh façam é de uma auditoria externa dessa vazão, entendeu? É urgente que a gente que a Sabesp não pode se manter só ela dizendo qual é a vazão do Rio, qual que é só a qualidade do Rio nesses pontos. Então é fundamental que a gente tenha uma auditoria externa, inclusive, para que quando não a gente não não não se não se aconteça, né, por mais e mais vezes deles não manter minimamente a vazão pactuada, que eu acho que ainda nem é o correto, nem é o ideal, né, considerando os sistemas, né, sonegação de dados, eh, o artigo 16 lá também impõe, mas a gente sabe da dificuldade, inclusive com ofícios negados e não respondidos. eh a questão da escassez quantitativa ativa, né, também que é uma problemática e como eu falei nesse cenário de escassez hídrica, então se fala tanto de construir reservatório, se investe bilhões em obras cinzas, mas não se investe na preservação, na conservação das nascentes, na recuperação eh das matas, etc., né? e também não se investe no pequeno agricultor, né, para ter a preservação dentro dos do da da pequena propriedade, né, e é uma consequência de erros que leva a gente exatamente a isso aí. E a previsão é que a gente tenha mais escassez hídrica, então isso não vai não vai melhorar, né? Então assim, eu eu tentei também ali os artigos 10, 12, 16, nenhum deles, no meu ponto de vista, mas eu deixei lá a avaliação aberta, sabe? Eu acho que seria seria relevante inclusive que a gente conseguisse ampliar essa discussão a nível de bacia mesmo dentro dos conselhos de forma muito ampla, porque seria a chance dos conselhos dizer, né, da sua percepção, inclusive, né, eh, se essas condicionantes foram cumpridas, né, têm sido cumpridas. Eh, daí o golpe do ofício, né, que é a prorroga, a prorrogação, que eu não vou entrar muito, mas é isso, né? Eu acho que também tem uma manifestação, porque como assim a gente não vai discutir a outorga, mas simplesmente prorrogar ela por 5 anos. E o interesse disso, obviamente, é o interesse do lucro dos acionistas, né? Não é o interesse de nem da preservação da conservação dos mananciais, nem o interesse público, né? Eh, que daí eu acho que a gente tem algumas coisas para fazer, os conselhos, o mandato aqui, né? o o os mandatos do da rede do PSOL, eh essa pressão, acho que uma articulação em cima do Gaema para ele para ele cobrar mais efetivamente o cumprimento das condicionantes. Então a gente vai falar de renovação da outra, a gente tem que falar que se cumpra antes essas condicionantes, né? Impossível que mais uma vez eh como foi feita na outra renovação, isso permaneça, né? tipo, não cumprir, a gente vai escrever lá e e e não vai acontecer de de se executar o que tá previsto para manter a outorga, né? Eh, inclusive denunciando isso pro Ministério Público Federal, que eu acho que é um ator fundamental também para est nessa discussão, considerando que parte, inclusive das represas na cabeceira eh são represas de domínio federal, lá é a Ana que dá outorga, né? e também em cima da Câmara Técnica do PCJ, como o professor Ali também já falou já que eu acho que é isso, termina aqui mesmo. Então assim, eu eh tentei correr bastante para não ficar enrolando, mas pensar que a gente tem um desafio grande em relação à questão da outorga, eh que pode ser inclusive o definidor aqui da nossa região em vários aspectos, mas principalmente na qualidade de vida. Porque se a gente pensar que numa crise como a gente teve em 2014, a gente não tinha nenhum instrumento para lidar com essa crise e passado 12 anos a gente continua sem nenhum instrumento para lidar com uma crise desse nível, é tipo, é isso, falta a governança. E o que o governador Tarcísio fez e que eu acho que é um movimento que a gente tem que fazer, que ele desmontou de vez a governança em torno da gestão da água, que a gente tem que fazer é retomar essa governança. É, e eu não acho que vai ser fácil porque é um governo, do meu ponto de vista, que se repete aqui em Campinas, é um governo autoritário, né? Obrigada, Thago. Passo a palavra então para pro nosso sempre vereador Paulo Búfalo para suas considerações. Então, eh, boa tarde, Mariana. Eh, quero cumprimentar a Mariana por eh ter tido a iniciativa, né, de chamar essa essa conversa aqui na Câmara ao professor Ari, né, que tem sempre subsidiado aqui a casa, a cidade, enfim, eh com debates bem relevantes ao Lira, né, que à frente do conselho tem conduzido aí essas lutas também, porque passa por aí pelo conselho e ao Juliano, né, do Instituto Futuro, que teve contribuições recentes aí na nos debates da COP, inclusive. Não, eu queria trazer aqui nessa saudação eh três questões assim que eu acho que tem a ver com esse debate, porque há um eu me lembro que há três ou 4 anos numa numa numa mesa que nós estávamos aqui do eh do Fórum Popular aqui de Campinas, né, do do meio ambiente, né, eh nós nós fizemos essa a discussão mesmo da da consequência da privatização em relação à outorga, que ainda não se não se tinha um debate em curso, né? E os efeitos disso estão acontecendo agora. Quer dizer, eh como agora estruturar essa fiscalização, esse controle social num contexto em que a empresa privada tá controlando, né, toda essa estrutura? que até então era um problema que que nós pensávamos do sistema Cantareira, mas agora todo o sistema tá integrado, então é o é o privado controlando todo um sistema. Eh, então gostaria que vocês comentassem um pouquinho mais a respeito disso. Qual o canal que nós vamos ter de controle disso? A segunda questão é assim, olha, eu acho que quando a coisa começa a pegar, ah, o bicho tá pegando, tá faltando água. Ah, a culpa é de São Pedro, né? Faltou água, culpa São Pedro. Sobrou água, a culpa é de São Pedro. E sempre vem essa conversa. tá chovendo, desequilíbrio, tal. Só que na hora do vamos ver, de tomar as decisões aqui no miúdo aqui da cidade para poder eh responder as consequências que nós estamos vendo das emergências, a coisa, a decisão é totalmente ao contrário. Então eu queria destacar dois pontos. Primeiro, numa situação que nós estamos vivendo, Olira citou o rio Capivari e nós temos um debate em curso da questão da ocupação imobiliária aqui da fazenda no extremo sul de Campinas, aqui da Fazenda Remonta, eh, para pros antigos, antiga fazenda Serra d'Água, Codelaria do Exército, tem um o debate tá em curso e ali tem mananciais importantes que abastecem o rio Capivari, que se É sequer quando eles caem no rio Capivaria ainda eles caem com limpos porque é são são mananciais assim que estão com protegidos com matos enfim. Então, ao invés de ampliar a proteção, regride na proteção. E outra, a outra questão que aí eu gostaria de ouvir a opinião de vocês, que é o seguinte, é sobre essa essa e o o que aconteceu com a criação das tais agências das bacias, porque, ó, criou a agência PCJ, até se confunde um pouco aí, enfim, com o debate, mas a agência PCJ, ela é essencialmente uma homologadora eh dos aumentos aqui de tarifa da água do dos municípios, ela teria tendo no papel muito bonito, papel de fiscalizar, enfim, mas o que faz efetivamente? As empresas mandam o pedido do reajuste. O prefeito eh que era responsável por tomar essa decisão e responder paraa população, não faz mais porque a agência é que autoriza. E aí então ela homologa e tira essa responsabilidade do prefeito. Aí o cidadão ali paga caríssimo a água e vai reclamar com quem? Com a agência PCJ, um ser que ninguém sabe onde tá. de vez em quando passa por aqui porque algum algum vereador promove um debate, eles vêm aqui, mas enfim, a população não elege o coordenador da agência PCJ, elege o prefeito e aí fica diante dessa situação. Então acho inclusive nós temos que fazer uma movimentação para rever isso, velho. ou tem um controle popular de fato nessas agências, sei lá, ou precisa voltar a responsabilidade aos municípios perto da população. O cara tem que saber porque ele gasta um um 1 m³ de água e paga 10 mensalmente e tem que continuar fazendo isso, né? Então, eh, é um pouco isso que eu queria dizer e acho que esses debates nos permite trazer essa essa questão, né? Eu agradeço, Paulo. Eu queria fazer algumas considerações e já passo pro Maldonado, né? Eu acho que foi muito importante aqui a exposição e na verdade assim, a crise tá instalada porque a gente às vezes às vezes a gente fala pensa que a crise é pro futuro, né? O crise, a crise vai vir, mas a gente vai normalizando o que tá acontecendo. O que a gente tá sentindo em todas as cidades em que aconteceu essa privatização criminosa. Inclusive aqui na nossa região participei de reuniões e manifestação lá em Hortolândia, Paulíia. Eh, existe uma reclamação Montor, uma reclamação constante sobre que a água vem fedida, que a água vem com cheiro de mofo. Então, a o reflexo dessa privatização criminosa da Sabesp já está sendo sentido em nessas cidades da nossa região. E isso pressiona também os municípios que têm o sua a empresa própria. Nós temos a SANASA, né? Nós temos a SANASA aqui que a gente sabe que também o alinhamento de Dário e Tarcísio sempre coloca a ideia de que qualquer hora vai vir também esse processo de privatização da SAN NASA. Recentemente a gente teve inclusive a divulgação de que a lucratividade da SAN NASA caiu 64% de um ano pro outro, né? E aí nós temos aí inclusive feito uma apuração de qual o que que justifica isso. Tem aí uma hipótese de empréstimos feitos em dólar, ou seja, de uma total uma uma crise financeira eh proposital criada para justificar também o processo de privatização, porque é isso, né? O Tarcísio privatizou a Sabesp, fez universaliza pressionando pela privatização dos sistemas de abastecimento municipais. E a Sanasa também tá nisso. Então esse alinhamento entre Dário e Tarcísio também coloca esse que é um patrimônio do do povo campineiro, né, sob esse risco. E a gente já vê os sinais disso com essa questão da queda da lucratividade da da SANAS. Então para mim uma da questão é é preciso reverter esse processo de privatização. Nós precisamos restatizar a Sabesp. A Sabespe precisa ser, precisa parar, né, o freio de emergência, precisa parar o processo de privatização. Os municípios em que tem, em que a Sabesp foi privatizada, eh, os municípios têm que dar uma resposta, tem que ter esses eh respostas municipais, né? Tem que os municípios, a gente tem uma pressão pela reestatização estadual, mas os municípios também tem que dar uma resposta. Essa foi a linha, inclusive, das manifestações lá em Hortolândia, enfim. eh e barrar esse processo que se alastra nos municípios e reverter esse processo estadualmente. Essa é a primeira coisa. Tem, acho que uma coisa muito importante que foi dita aqui, que a gente fica carregando água, né? Faz transposição de bacia e tudo mais, mas pouco se faz em torno da preservação dos nossos próprios rios. a gente viu em Pedreira, né, na naquele todo aquele a gente participou, né, na de todo o processo de contestação da construção da barragem de Pedreira, aquela mentira. Inclusive, é preciso dizer que em nome da constução da barra de Pedreira se revogou uma das leis mais importantes da cidade de Campinas, né? Se revogou um artigo da lei da lei da APA, né? A lei que proibia a supressão de de de vegetação de vegetação. A lei do Toninho, do saudoso Toninho, né? O artigo 17 foi revogado em nome da construção da barragem de Pedreira. Então assim, é uma cara de pau porque eles eles v vilipendiaram a cidade de Campinas, agora querem vender água pra gente, né? Então essa é uma é um é o concerto de um crime. E também o próprio Atibaia, né? O Lira citou aqui quando a gente conseguiu barrar a construção da barragem lá no Atibaia. Inclusive, eu tive o prazer de fazer um raft, não sei se o Lira Lira me convidou para descer de raft o rio Atibaia. E a gente viu, né, na naquela ocasião o rio já tava tava um rio eh era nesses momentos em que a gente tem uma uma diminuição da vazão do rio, né? E a gente precisa proteger os nossos rios e isso também passa por a gente parar com a especulação imobiliária, porque a água se planta, né? a gente tá tendo uma invasão da especulação imobiliária. A cidade, eu falo que a cidade de Campinas é imobiliária do Dário, né? Dário trata essa essa cidade como se fosse a imobiliária dele em monte de negócios com eh renúncia, com favorecimento fiscal, eh aumentando IPTU da cidade, colocando custo paraas paraas pessoas e monte de condomínio nas áreas de matas que a gente precisaria eh defender. Então, a revogação dessas leis que da lei da imobiliária do Dário e também a proteção dos nossos rios. Por isso apresentei um projeto, né, que garante o direito dos rios. A gente tem debatido isso, né? Porque os rios, na verdade, a gente precisava recuperar o Capivari, o Anumas, o Atibaia, né, que é o nossa única fonte de abastecimento de água. Então tudo isso é recuperar. E para concluir, tem um tema que tá muito me preocupando, que é a instalação de data centers. A instalação de data centers. Tortolândia tem data center, Sumaré tem data center, Campinas tem data center, ou seja, existe aí ou já tem ou tem outros data centers que estão em projeto de instalação e são eh estruturas que consomem muita água, muita água. Eh, são estruturas que vêm com essa mentira de que vai gerar emprego, porque não gera emprego. São alguns poucos empregos técnicos, t incentivo fiscal e com e e fazem um consumo gigantesco de água. Então, nesse cenário de emergência climática, de privatização, de crise instalada, os data centers tendem a agravar ainda mais. E é isso, eu acho que assim, é uma questão política, né? e que nós precisamos estar posicionado, tá organizado com conselhos atuantes, com movimentos sociais atuantes paraa gente denunciar e pressionar e lutar para que a gente tenha a reversão desse processo. É isso. Então, passo a palavra então pro Maldonado. Depois a gente fala isolta aqui para considerações. Pode ser. Boa tarde, vereadora. Boa tarde, Juliano. Thago Ari, um prazer tá aqui representando o mandato do vereador Wagner Romão. Na verdade, eu queria socializar algumas informações quais que ajudam no debate. Eh, Wagner é membro da comissão de meio ambiente da casa e diante da necessidade de acompanhar o outorga, Paulo, eh nós propusemos a criação da subcomissão de segurança hídrica no âmbito da comissão do meio ambiente e o Wagner tá presidindo essa comissão. Então, gostaria de socializar algumas informações que eu acho que podem ajudar no debate. A primeira delas é que nós oficiamos e fizemos requerimento de informação sobre Universaliza e a resposta oficial da prefeitura é de que Campinas não eh adotou, não não aderiu ao Universaliza. Então tem uma resposta, se vocês quiserem a gente pode socializar, mas tem uma resposta oficial de que Campinas não aderiu a Universaliza, o que por enquanto parece ser uma boa notícia, mas é necessário continuarmos vigilantes nesse processo. O segundo é que no debate do outorga, a avaliação que a gente fez no mandato, é que ele se junta com o debate do SPJ, da adução, né? Então, o sistema adutor planejado para ir para uma PPP, ele significa privatizar a gestão das duas barragens, a construção de adutoras com três ramos adutores, entre eles um ramo adutor que alimenta a futura estação de tratamento de água lá no gargantilho, né? O projeto de ter uma estação de tratamento de água no gargantilho e captar recurso do Rio, né, antes mesmo de ter barragem, era um projeto que já era da SANASA. O presidente da SANASA admitiu aqui numa reunião da subcomissão que eles emprestaram um projeto pro governo do estado juntar ao SAR, né? E o investimento que vai construir esse sistema doutor Morra acima paraa água poder ser captada para Campinas, eh, vai ser feito pela PPP, mas de qualquer forma a partir daí a água que a gente ia captar de forma tradicional passa a ser comprada até 2 m³/ segundo. Eh, então, e por que fazer isso antes da outorga? Bom, hoje a bacia do PCJ tem garantia de até 10 m³/ segundo. Essa foi a grande vitória de 2017, porque antes não tinha isso, né? E o debate é que a região precisa de pelo menos mais 2 m³ a 4 m³ por segundo pro próximo período. fazer isso antes da privatização, antes de completar a licitação da PPP, significaria que você não precisaria comprar água dessa PPP, porque aí você não teria o contrato com a empresa que ganhar para para receber a água se a nossa outorga subisse. fazer a privatização antes da outorga garante se os municípios fizerem contratos e os contratos previstos são de longo prazo de compra dessa empresa que o debate da outorga vai est trancado pelo que já foi contratado com as empresas. Esse é o jogo de cronograma que tá dado, né? E por isso a Sabespe propôs a prorrogação do outorga. Nós estivemos eh em Piracicaba na uma reunião com a agência do PCJ que não é agência reguladora, porque é uma confusão esse negócio, né? eh que a agência que reúne os comitês e a opinião deles é de que renovar a outorga, por enquanto, é uma boa notícia, porque na avaliação deles a gente teria pressionado a diminuir a outorga da região da bacia do PCJ. Agora, no dia 18 vamos a reunião da comissão do meio ambiente. Convido a todos para estarem. O Wagner vai fazer um informe mais detido do que é que foi essa visita que a gente fez lá. Então, me parece que esse é um pouco o jogo que hoje remúne a outorga, a PPP e ao mesmo tempo o atraso nas barragens e na capacidade delas encherem, o tema reaparece. Eu queria socializar essas informações que a gente tem conseguido captar pela subcomissão de segurança hídrica. E acho que é importante vocês acompanharem esse processo, porque o jogo tá muito pesado. É isso. Obrigada, Maldonado. Eu vou passar aqui para as considerações finais dos nossos convidados. Podemos combinar 5 minutos para cada um. Pode ser? Eu te dou dou um toque. Começa na mesma ordem. Pode ser, Juliano. Então vai. Sim. Eu cheguei de penetra, vou só fazer uns comentários. Mas gente, eu eu acho que a frase com que o nosso companheiro concluiu agora é é muito ilustrativa. O jogo em torno das águas em São Paulo é muito pesado. Nós já temos denúncias de pressão sobre os prefeitos para aderirem às rurais, para aderirem às unidades regionais de água e abastecimento dentro de uma lógica como se o governo do estado agisse como se fosse uma uma agência que facilita a adesão dos prefeitos ao processo de privatização. Uma coisa que não tem nenhuma justificativa porque o governo do estado tá fazendo isso. Segundo a postura do governo do estado diante do acidente no Jaguaré em São Paulo, que vitimou duas pessoas com com prometeu definitivamente 16 imóveis e criou um transtorno sem precedentes depois daquela explosão no cano da Congás. A postura do governador é um negócio muito ilustrativo. Ele vai pra televisão dizer: "Não, é que veja, são muitos investimentos. Sabespe tá investindo muito e como ela tá investindo muito, pode ser que tenha um ou outro acidente. O cara foi pra televisão falar como se fosse um advogado de defesa da Sabesp. ao invés de cobrar estudos para mostrar que as obras estavam sendo feitas com devido cuidado, ao invés de cobrar o alvará que autorizou a abertura daquele daquela obra naquele buraco no Jaguaré, quer dizer, a postura do governador é um negócio completamente absurdo. E se nós olharmos o que a SAB tá se transformando e o modelo que ela traz pra privatização das empresas municipais de saneamento e a pressão que isso traz para que as empresas municipais sejam privatizadas, eh, é assustador, porque a Sabespizada por um valor irrisório. A equatorial se tornou acionista majoritário, preferencial da companhia com uma compra de 6 bilhões em ações e o lucro da Sabespeciano é de quatro. Então, só a acionista preferencial em 3 anos ela retoma já tudo que ela investiu, com suspeitas graves de que aquilo que tá que ela diz que é investimento, na verdade é custo de manutenção. Quer dizer, a Sabesp e há denúncias nesse sentido, estaria maquiando contas para colocar na conta do investimento aquilo que seria manutenção. E por quê? Porque o contrato diz que se ela fizer 10 bilhões de investimentos, ela pode aumentar a tarifa do consumidor. O preço da tarifa tá atrelado aos investimentos dessa BESP, não o custo da operação. Então, concretamente, quanto mais essa BESP disser que está investindo ou transformar parte do seu gasto de custeio em supostos investimentos, mais dinheiro ela pode cobrar do consumidor na forma de tarifa. Então é um grande negócio, gente, um grande negócio. E por trás da Equatorial tem um banco que é o Banco Opportunity. Por que nós vamos imaginar que um banco vai fazer os investimentos adequados, investimentos cujo retorno é de curto prazo, tendo acionistas batendo na porta da companhia todo final de ano para receber os seus lucros, os seus dividendos. Então, o modelo da Sabé é o pior modelo imaginável de privatização, mas é um modelo que dá muito dinheiro para uma minoria. E numa cidade como Campinas, que tem uma empresa grande como a SANASA, isso é o modelo dos sonhos de quem quer fazer de algumas grandes empresas. Claro, o investidor não vai lá em São João da Boa Vista, gente, pressionar para privatizar a empresa municipal de águas de São João da Boa Vista. Não vai em Iperó, não vai sub pressionar pro prefeito. Porque sabe por quê? Porque não é não é vantajoso economicamente. O negócio não se paga fazer investimentos nessas cidades pequenas. A tarifa não compensa. Numa cidade como Campinas compensa. Em São Paulo compensava. Por isso a empresa municipal foi vendida naquele grande rolo envolvendo o Banco Master. privatizar a Sabespéspe compensa. Então, a pressão que vai haver sobre essa NASA é ponto de absoluta tensão. Mariana tá completamente certa nesse sentido e exige meio que uma frente aí ampla de setores democráticos da cidade, ambiental, lideranças políticas, sociais, que sabem que a privatização da companhia pode gerar um dano irreversível pra população de Campinas. Então, mais uma vez, Mariana, muito obrigado aqui pela oportunidade e parabéns pela iniciativa de colocar esse tema em evidência. Eu acho que vai ser uma das grandes lutas que nós vamos ter das lutas socioambientais de São Paulo nos próximos anos, né? E parabenizar também os colegas aqui que fizeram uma exposição muito precisa da gravidade do do tema. Obrigado. Obrigada, Juliano. Passo a palavra então pro professor Ari. Eh, realmente a gravidade é grande e o e o desfecho da fala do Maldonado é é trágico. É isso mesmo que tá acontecendo, né? Vocês a comissão de segurança hídrica, né? Subcomissão de segurança hídrica descobriu que não há segurança hídrica. ou até agora os indícios que vocês estão levantando seriamente, claro, então dados da realidade dão aos as pessoas que entendem gestão de segurança de de recursos hídricos, que não há segurança hídrica, né? O Paulo Búfalo perguntou como é que pode, como é que se opera essa essa essa questão agora? Difícil responder, né? Sistema Cantareira tem males de origem que são pecados originais, né? Eh, além dele ter sido construído todo na na nas regras da ditadura, a gente não conseguia na época sequer um mapa do das represas, onde é que vai ser? Não, não, tudo segurança nacional não se divulgava, mas um deles é que é uma reversão baseada num princípio de barramento de cabeceira de bacia, né? E não se faz isso, né? A reversão do São Francisco tão polêmica, tal, não vou entrar nem entrar no mérito, mas ela é feita no meio médio baixo médio baixo curso do São Francisco, né? já quase não baixa o curso. Então ali passa 200 e tantos metros cúbicos por segundo de água na na vazão média. Então você pode reverter 10, 12, 18. O segundo grande pecado original é que na época era mantido em segredo, mas hoje a gente conclui que havia aproximadamente 48 a 50 m³/ segundo de regime de vazão do do sistema, onde ia se represar somando as vazões e se resolve fazer uma reversão de 31 m³/ segundo, que era mais da metade da vazão média de consumo que você tinha então essa conta aí ia chegar o momento. Claro que a Sabespar esse a reversão pegando 10, 12, 14, 18. A medida que ela termina a estação de tratamento de água do Guandu lá em cima na Serra da Cantareira, ela passa a pegar os 36, os 31. Pega 36 porque ela pega mais cinco da Paiva Cáo do rio Juqueiri para levar lá para cima. Mas de nós aqui da nossa bacia é 31. E aí o o salto do Piracicaba começa a ficar filete d'água, nem pensar em botar em fazer qualquer tipo de de reforço, porque não tinha como fazer isso, né? E aí que começa o grande movimento de Salvo, rio Piracicaba, etc. Isso já é 79, 80, já estamos entrando na década de 80 quando isso acontece, né? Mas nos primeiros anos parecia que tava tudo tranquilo. Agora não. Agora tá lá as torneiras. E quem quem diz, olha, tira mais daqui, passa para cá, fecha esse túnel, fecha o túnel quatro, abre o túnel cinco. E quem diz, pode abrir mais as barragens para soltar mais água no Jaguari, soltar mais água no no Atibaia. É a Sabesp, né? Enquanto ela era uma empresa mista, pública, né? Eh, você podia reclamar e exigir o compromisso dela, reclamar com o governador, etc. Tudo bem, nem sempre tava certo. Eh, você falou também, a grande conquista da outorga, a outorga de de 17 foi estabeleceu o Maldonado disse isso. Os são duas medições, Maldonado, é 10 m/ segundo, no mínimo. Ali a ajusante da captação de Valinhos, desculpe, a montante da captação de Valinhos. Ali tem que ter 10 antes de balinhos tirar água. E no Jaguari tem que ter dois também a montante da capitação de Jaguariuna, né? Então essas duas medidas tm que ser respeitadas, observadas, não é? Eh, e nem sempre foram. Quando alguém chega e diz: "Ó, medimos lá, tá dando nove". Aí a Sabesp diz: "Não, tudo bem, eu vou abrir mais a a represa." Se ela fizer isso agora, plum abrir, vai demorar de 28 a 38 horas para chegar esse metro a mais no ponto de medição. Também, "Ah, sim, abriu lá, já UFA regularizou". Enquanto isso, você tá essa NASA tá pegando água de de buraco. Tem uma coisa que a Mariana falou e é importante, nós não temos eh ainda informação segura da da SAN NASA. SAN NASA investiu os tubos em construção de grandes reservatórios em diversos pontos da cidade, principalmente ao norte, né? A estação de tratamento que ela vai fazer é um mini cantareira. Ela vai botar no gargantilha, que é exatamente o divisor de águas entre o Atibai e o Jaguari, vai colocar a estação lá em cima. Até hoje não. As estações estão a nível do rio. Nós temos a estação do do a principal, né, que é a única que tá operando agora, que é a estação de Souzas. você faz a captação, a bombeada e tá lá tratando. E a do Capivari que deveria completar com isso, pelo pela pelo fato da população de Campinas ter brecado, o crescimento brecou, essas duas estações com capivari limpo dariam conta do recado. Você não teria que fazer uma terceira lá em cima. E a terceira que se faz é exatamente para transformar de vez a a estação do capivari numa simples mini estação de água de reúo. Então eles vão privatizar a estação do Capivari e vender água de reúo, que aí você pega essa água podre, dá uma limpadinha nela e vende para reúo. Dentro das normas técnicas, isso é possível fazer, né? Tirar de lá água para pôr no nos canos e dizer isso, é água potável de forma alguma. tem que gastar muito, né? Então, abandona-se a a principal questão, eu quero encerrar aqui, que a gente briga há muitos anos, é que não há nenhuma, nunca houve nem há política de recuperação de nascentes nestas bacias e em nenhum lugar do estado de São Paulo. Praticamente onde existe ela é uma é um discurso político, não é? E se você não recupera nascente, você não recupera manancial. você não recupera manancial, você não tem mais água. Em algumas décadas nós não vamos ter mais água, nem na grande de São Paulo, nem aqui, e acho que mesmo em outras regiões do interior, porque o o seco de nascentes e a voracidade da especulação mobiliária, secasente é uma coisa absurda, né? Então, eh, não sabemos o futuro. Segurança hídrica, desculpe. Vamos procurar, né? Vamos ver se muda o governo do estado para se começar a falar nisso. Obrigado. Obrigada, Ari. Passo a palavra então pro Thiago para suas considerações finais. Eu acho que a provocação que o Paulo faz é fundamental porque é o centro do debate mesmo, né? Como que a gente vai fazer criar um outro canal de governança que não seja isso que tá estabelecido aí, né? É um negócio que é, eu sinceramente eu aposto muito que poderia ser pelos conselhos de política pública uma iniciativa como mandato do Ivan lá de criar uma lei nacional é alguma coisa, né? Mas como mobilizar efetivamente os conselhos? Porque existe um grau de descredibilidade, né? Porque o popular vai no conselho para não ser ouvido, para não ser respeitado, para não pró forma, como o Juliano colocou, né? Então, eh, o fortalecimento dos conselhos da democracia direta é fundamental, do meu ponto de vista, é a única solução, é radicalização da participação popular direta, democrática, porque sem isso a gente não vai ter conservação, a gente não vai ter essas políticas, né, de de conservação de nascente, né, porque o interesse do lucro vai se sobrepor, né? A o término da fala do Maldonado é isso, né? O jogo é pesado, é duro, eles estão aí. O interesse do lucro, inclusive é de lucrar com a vida, né? Porque água é bebê essencial, jamais poderia ser tratado como mercadoria. Um absurdo pensar água como mercadoria. E é isso que tá acontecendo aqui na nossa bacia, uma mobilização mais ampla nesse sentido. Eh, e como despertar o conjunto da sociedade pra gravidade disso, né? como como despertar inclusive as as organizações da sociedade, né, que estão liderando certos processos na luta ambiental, de que a gente vive um momento gravíssimo, gravíssimo, assim, que sem precedente na nossa história e que talvez leve a gente para crises profunda no nos próximos anos por causa disso, né, a gente a gente vê 2014, a crise de 2014 É, por exemplo, várias nascentes, é, onde a gente rema lá no rio Atibai, elas sumiram e não voltaram de 2014 pra frente, sabe? Não voltaram. Nascentes purja antes que eh que a gente se banhava inclusive no antes delas cair no rio Atibaia, nos corguin que formava, tá lá, são rios secos dentro da APA de Campinas. E eu acho que assim, se a gente for mapeando o rio Atibaia, subindo o rio Atibaia até até as até as represas, a gente vai perceber que isso aí tá acontecendo muito muito mesmo e sem nenhuma política de conservação, né? Porque no final das contas essa disparidade, quando é só o interesse do lucro, eh, para que vai investir, né? Vamos dar 8 milhões lá. Armazena. Armazena, né? É, solução capitalista é essa armazena. Sim. não é não é uma visão em que leva em conta vários outros eh fatores, né? Mas eu acho, acho que é um esforço coletivo e eu encerro dizendo que assim, a ProESP vem batendo em ferro frio há muito tempo nesse nessa questão. Eu no estudo essa semana eu vi uma fala de um conselheiro do Condema que representava a Proespira gestão do Condema depois que ele se tornou deliberativo no governo do prefeito Toninho, né? E tá lá, praticamente a entidade tá repetindo há mais de 20 anos as mesmas coisas, né? Tipo, então é, a gente espera que essa insistência aqui que eu tomo parte da luta aqui, eh, que ela possa algum momento ser ouvida, né, pelo pelos gestores, né, que a gente possa movimentar isso, né, que consigam movimentar a sociedade também para perceber, né, que sem água a gente não é nada. Eh, água é fonte de vida, né, não é outra coisa, não é fonte de lucro, né? água é fonte de vida, né? Eh, criar essa resistência na bacia é fundamental. Unir todas as forças políticas pra gente derrotar e, como a Mariana falou, restatizar a Sabesp é fundamental parar esse processo de privatização. É fundamental. É fundamental como nunca paraa garantia da manutenção da vida mesmo, né? Não é por outro motivo, não é não é uma bandeira política só, né? É a manutenção da vida, né? É isso. Obrigado a todos aí. Obrigado pelo tempo, pela paciência. Obrigada, Thago. Então, a partir desse alerta, dessa tarefa e dessa responsabilidade de luta, a gente encerra essa reunião. Agradeço todo mundo que agradeço os nossos convidados, as pessoas aqui presentes e você que nos acompanhou pela TV Câmara. É, gente, o bicho tá pegando. Agora então 5:35 já está aqui ao meu lado a vereadora Mariana Conte, idealizadora do segundo encontro de conselheiros da bacia PCJ. Vereadora, primeiramente, boa tarde. Boa tarde. Eu queria que você falasse um pouco de qual a relevância de discutir sobre a bacia PCJ e também sobre o sistema cantareira, tendo em vista que a população tá sempre em eminência de uma crise hídrica. Eu acho que a relevância é porque todo mundo precisa de água, né? é o tipo da coisa que a gente só sente quando começa a faltar. E eu acho que teve vários elementos aqui. Eh, a crise, na minha opinião, ela tá instalada. Existe uma crise séria no sistema de água do estado de São Paulo, principalmente pós a privatização da Sabesp. Isso tá sendo sentido em várias cidades da região, então Paulíia, Hortolândia, Montimor, existem relatos constantes de água com cheiro de mofo. Eh, nós tivemos acidentes sérios que foi mencionado aqui, o Juliano mencionou no Jaguaré, acidentes com obras da Sabesp. E esse modelo de privatização, que foi um modelo criminoso, que aumentou a tarifa, colocou em risco e tá precarizando o abastecimento de água, esse modelo pressiona as cidades como Campinas, porque Campinas ela, como foi dito aqui, ela é uma cidade grande, com uma empresa robusta, que é os lucros desses que estão ganhando dinheiro com a privatização salta aos olhos, né? Então a SANASA e aí o anúncio de que a SANASA teve uma redução da lucratividade de 64% e o professor Ari trouxe essa questão do investimento que não se justifica numa nova estação de abastecimento de água, sendo que o que precisaria é recuperar o Capivari, porque o Capivari hoje é menos de 5%, né? Boa parte do abastecimento de água do Campinas, 95% é é o Atibaia. O capivari não pode fornecer água porque o rio tá completamente destruído. Eu não, o rio, às vezes pessoas fala rio morto. Acho que nenhum rio é morto, mas que precisa ser eh precisa ser, né? Eu acho que ele tem vida ali, mas precisa de recuperação para que ela aquela vida volte eh para que a gente recupere, né, a vida no Rio. Então, eh você vê que existem um investimentos vão sendo feitos, não com base no interesse da manutenção da água, do direito à água, de que as pessoas possam ter água, de redução da tarifa com uma ideia de uma racionalidade. Isso é os investimentos, a política é feita com base no fato de dar lucro para os investidores que estão ganhando dinheiro com a água. E isso a gente sente como da tarifa, as pessoas, né, reclamam, todo mundo tá sentindo, né, o quão difícil é pagar uma conta de água e sente quando a escassez hídrica, que a gente já viveu em 2015 e que tende a ser mais grave por vários motivos. Um deles é emergência climática. a gente tá prestes a entrar num novo superninho, que é um fenômeno que talvez a gente é meio drástico, mas a ciência, eu acho que a gente precisa confiar na ciência, tá falando que nós podemos ter aí variações de seca, chuva, eh, e temperatura como jamais visto na história da humanidade. Nós vamos ter ápices de jamais registrados na história da humanidade e por conta da expansão dos data centers que consomem uma volume muito grande de água. Então tudo isso é feito, né? E ao mesmo tempo a cidade de Campinas sendo expandida com pressão imobiliária, com negócios e os negócios vão tomando conta, a população vai sendo cada vez mais apartada e vai custo eh aumenta o custo de vida, fica pior e discrente com os mecanismos de participação política. Essa é o cenário da crise. Por isso é tão importante a gente debater isso. E mais do que isso, nós precisamos de organização. Nós precisamos reverter a privatização da SABP. Essa privatização criminosa. Nós precisamos salvar a SAN NASA. A SAN NASA precisa ser salva. População de camisa precisa evitar que a gente tenha que o governador Tarcis em parceria com o prefeito Dário privatiza, cometa o mesmo crime que já foi feito no estado de São Paulo. Cometa o mesmo crime aqui em Campinas. Precisamos salvar as nascentes, precisamos recuperar o capivari, precisamos dos direitos dos nossos rios e parar essa especulação imobiliária. Vereadora, eh, no debate também foi discutido sobre trazer a população para esse debate, né, para que ela também fique por dentro do que está acontecendo. É, eu acho assim, a gente precisa, a gente sabe que esse é um grande desafio, isso é educação política. A gente sabe que existe uma indignação, né? E aí nas cidades eu acompanhei as manifestações nas cidades, porque é isso, né? O território do município é uma território eh político, né? Mas quando a gente tá falando de água, não tem a a natureza não vai dizer: "Ah, daqui para cá é Campinas, daqui para cá é Hortolândia", né? Então a gente precisa confluir aí a população do da região para que a gente tenha empoderamento de forma a decidir sobre os rumos das cidades, das nossas cidades, da nossa região. E então assim, a indignação corre solta, as pessoas começam a ter água com cheiro de mofo na torneira enquanto ainda tem. Então esse cenário do que acontece na nossa região tá aqui do lado. Pode é assim para para esse ser o cenário em Campinas é dois palito. Então eu acho que a gente precisa de fazer esses debates como como hoje tem uma questão técnica que é importante, não há dar para desprezar, mas é sobretudo uma questão política e por isso que a gente precisa de organização, de participação nos conselhos, de movimentos sociais, de contestação, que essa indignação que as pessoas sentem precisa ter vazão, né? É meio que por aí. Obrigado, vereadora. Obrigada. Agradeço também a sua audiência. continue conosco eh acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Portanto, agora são 5:41, foi encerrado o segundo encontro do Conselho da Bacia de Conselheiros da Bacia PCJ. Encerramos a transmissão ao vivo. TV Câmara, Campinas. A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô do ano. Campanha do agasalho 2026. Presente.