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Oi, oi, oi, bom dia, boa tarde, boa noite também, muito bom ter você aqui conosco. Está começando mais um Cultura Total com todas as dicas de lazer e entretenimento aqui para Campinas e região. Então, roda a vinheta! E a gente começa com as notícias da semana. Neste sábado, o projeto Oficinas de Música Caipira vai realizar uma live para homenagear esse gênero musical. O projeto é realizado por alunos da Escola Estadual Francisco Barreto Leme, que recebem aulas de viola e violão caipira, além de canto coral. Em novembro, o grupo fez a primeira live com a apresentação da música Cuitelinho. Para a transmissão desse sábado, novas músicas serão apresentadas pelo grupo que tem a supervisão dos professores João Paulo Amaral, Ricardo Matsuda e também o Jairo Silveira. Muito bacana, hein? A live acontece neste sábado a partir das quatro da tarde no canal Direção Cultura do YouTube. Então vale a pena ficar ligado. A sexta temporada do projeto Tá na Hora do Teatro, da Companhia Arte e Manhãs, já está rolando, hein? Com novas histórias para a criançada. As apresentações acontecem sempre às segundas-feiras, a partir das sete da noite, no canal da companhia no YouTube. A ideia é muito bacana porque mistura a linguagem do teatro também com técnicas de cinema, artes gráficas e até efeitos especiais, hein? A atual temporada vai até o dia 28 de dezembro, sempre com histórias inéditas. E o mais legal, além das apresentações, a companhia também disponibiliza podcasts das histórias nas principais plataformas do gênero, para que as famílias possam interagir entre si. Legal, né? Então fica ligado, hein? Sempre às segundas-feiras, a partir das sete da noite, no canal oficial da companhia Arte e Manhãs no YouTube. Para celebrar o centenário de Clarice Lispector, muita gente tem feito homenagens à escritora agora em dezembro E a Turma da Mônica não ficou de fora dessa A série Donas da Rua da História está presente na primeira Bienal Virtual do Livro de São Paulo Que tem como tema Conectando Pessoas com Livros Você pode conferir a homenagem por esse site que está aparecendo aqui na sua tela da Conexão Turma da Mônica, um portal criado exclusivamente para a Bienal. Vai lá ver! Muito bem, é hora do nosso bate-papo. Toda semana a gente traz um convidado aqui. Dessa vez eu estou aqui do lado, o Paulo Gazella está aqui ao meu lado via aplicativo Zoom. Está conectado aqui na TV com a gente para a gente falar um pouco de blues. Esse ritmo tão gostoso, tão cativante. Tudo bem, Paulo? Obrigado por essa possibilidade da entrevista. Tudo bom, eu que agradeço, Rubens. Tudo bom, pessoal em casa? Prazer muito grande estar aqui no programa. Fico bem contente. Cara, eu que agradeço mais uma vez por essa possibilidade, né? O blues é um estilo musical bem característico que vem lá, originário do sul dos Estados Unidos. Como é que o blues entrou na sua vida e você decidiu seguir essa carreira, Paulo? Olha, eu sempre gostei muito de rock, de adolescente, sempre ouvi muito rock and roll. Mas tinha alguma coisa ali que me cativava, que tinha ali na essência do rock, principalmente do rock mais antigo. E fui pesquisando, fui me aprofundando e fui descobrir que, na verdade, Na verdade, eu tinha um certo envolvimento com uma coisa que existia ali na origem do rock'n'roll, uma coisa anterior ao rock'n'roll. E daí foi descobrir o blues, que é uma das essências do rock, uma das essências da soul music e de diversos estilos contemporâneos. E o blues é uma música que surgiu da comunidade negra dos Estados Unidos, muito sofrido, né? Uma música muito carregada de sentimento, de emoção, né? E aquilo ali me enfeitiçou, digamos assim, né? E até o meu envolvimento com tocar a música veio posterior a isso, né? Tanto que o instrumento que eu acabei escolhendo foi um instrumento que era um instrumento que era muito vivo dentro dessa história do blues, que é a gaita, né? Esse instrumentinho aqui. Que é tão pequenininho, mas faz um barulhão, mas não vou corrigir, não vou falar barulhão, faz um som espetacular, porque não é barulho, o som que sai da gaita é praticamente a voz do blues, mas você também canta junto nos seus projetos. Sim, eu também canto. Comecei a cantar depois, comecei como gaitista, né, comecei, é muito difícil dizer, porque a gente começa de forma muito amadora, brincando, banda com amigos, toca uma festinha, né, eu costumo dizer que o início da minha vida profissional foi em 2000, com a banda Monja Express, foi a minha primeira banda que teve mais respaldo, que tocou realmente nos bares de Campinas, de agenda, né, e desde então trabalhando como gaitista na época da Mojo eu era mais gaitista cantava algumas músicas apenas hoje em dia todos os projetos que eu faço eu que canto então assumir a voz também e aprendendo além da gaita do blues aprendendo as canções do blues, como cantar o blues que também é um desafio e nessa época da Mojo Express eu estava lá embaixo Nos palcos de Campinas Já fui em show da Mojo Express Olha só Faz tempo, né? Já era a época da minha faculdade, né? Então era a época que todo mundo ia pros barzinhos Eu curti muito isso daí É, foi de 2000 a 2005 que a Mojo existiu Em 2004, mais ou menos, eu já comecei um projeto solo, né? Que veio a se tornar, ou que existe até hoje Que é a Paulo Gazella Blues Band Que é o meu projeto mais antigo Que é remanescente Além da Monjo Eu tenho hoje mais dois projetos Um que é um duo de blues acústico Que eu faço ao lado do Bruno Moté Que é o Dockery Duo Que é um projeto que eu tenho muito orgulho Também Que é um projeto onde a gente consegue explorar As raízes do blues Por esse formato acústico, violão, guide voice E a gente traz também alguns instrumentos Diferentes, tem o Cigar Boss que é uma guitarra feita de caixa de charuto, tem o dobro, né, que é aquele violão bonitão metálico que tem na capa do disco do Dary Straits, né, o pessoal conhece como o violão bonitão na capa do Dary Straits, enfim, porque são sonoridades, né, que existiam lá no início da história dos, né, além da gaita, né, e do violão. E é uma característica, eu acho, você pode até me corrigir se eu tiver errado, Mas talvez pela própria situação econômica da região dos Estados Unidos Eles tinham que improvisar em qualquer coisa Como você falou da guitarrinha e da caixa de charuto Tem muito a ver com isso daí também É mais um estilo de vida do que propriamente um estilo musical Totalmente, totalmente Esse movimento, essa questão da instrumentação improvisada Até a gaita mesmo, né? A gaita entra no blues porque era um instrumento barato era um instrumento que não era um instrumento fabricado nos Estados Unidos mas era um instrumento que era fabricado na Alemanha, existia um modelo de gaita que era entregue para os marinheiros alemães era uma coisa que o governo incentivava para os marinheiros terem distração, alguns ficavam com suas gaitas, outros chegavam nos portos e trocavam por qualquer coisa então era um instrumento que chegou nos Estados Unidos de uma forma barata Então tinha essa questão realmente do dinheiro, do custo O Cigar Box Guitar, às vezes eles se improvisavam amarrando a corda na parede Não na madeira Eles tiravam música de qualquer coisa A ideia era essa Existem alguns experimentos até que a gente tem explorado Tem o Washboard É aquela tapa de lavar roupa Que a lavadeira leva para o rio Que eles usavam dedais De costura para tocar Eles faziam percussão com aquele instrumento Era muito bacana também A gente não tem O nosso projeto Mas a gente já fez algumas gravações Com o Archicord Porque é um instrumento muito bacana E temos até que a gente gostaria De fazer o baixo Usando uma bacia O contrabaixo acústico Usando uma madeira, um arame Preso numa bacia de lavar roupa mesmo Esse é um instrumento que eu sei que existe Mas a gente não conseguiu construir ainda Quem sabe uma hora a gente consegue Trazer um desse Ou fabricar um, deve ser mais fácil Bom, vamos ouvir um trechinho Do trabalho do Paulo Gazella No Dockery Duo Queria antes da gente ouvir Um trechinho dessa música Você faz essa dupla Apresenta o seu parceiro também para a gente poder tratar a respeito disso. Sim, o Docker Duo é esse projeto meu, ao lado do Bruno Moté. Espero que vocês gostem. Música Hora de pegar o controle remoto e ver as estreias das plataformas de streaming. Pra quem gosta de suspense, estreia na Netflix A Desordem Que Ficou. A série conta a história de uma professora que começa a trabalhar em uma escola atormentada por uma morte recente no local. E agora é a vida dela que está em jogo, hein? A desordem que ficou está disponível na Netflix a partir desta sexta-feira. No Amazon Prime Video estreia The Wilds, Vidas Selvagens. A série é uma mistura de festa de pijama com drama de sobrevivência, já que gira em torno de um grupo de adolescentes de diferentes origens que devem lutar pela vida após a queda do avião em que estavam numa ilha deserta. Muitas surpresas está lá no Prime Video. Também nesta sexta estreia a festa de formatura, que tem Meryl Streep e Nicole Kidman no elenco. No longa, um grupo de estrelas decadentes da Broadway ajuda uma garota a curtir o baile de formatura dos sonhos da escola numa cidadezinha do interior. Está lá disponível na Netflix. Na Disney+, estreia Safety, a história de um jovem jogador de futebol americano Que tem de conciliar a bolsa de estudos na Universidade dos Sonhos Enquanto se esforça para cuidar do irmão mais novo Um filme para a família toda, está em cartaz na Disney+. É, a gente está aqui conversando com o Paulo Gazella Ele que faz do Blues a sua vida e a sua carreira E a gente falava um pouco mais cedo dos seus projetos, né? Do Paulo Gazella Blues Band e também do Dockery Doo. Agora a gente quer saber também a respeito da Big Band Blues, que mistura aí um pouco do swing das grandes bandas musicais, é isso mesmo? Como é que é? É isso aí. Na década de 40, nos Estados Unidos, teve um sucesso muito grande do swing, né? que era aquela linha do jazz com bastante instrumento metal, tinha as grandes big bands, né? E o blues, ele teve um contato com esse estilo, né? Surgiu um estilo de blues inspirado nas big bands, né? Que ficou conhecido como jazz blues. A gente tem um maior nome aí, é um cara chamado Louie Jordan. E foi uma das grandes influências de muito do que a gente conhece hoje em dia. de BB King, de Ray Charles, um monte de gente se inspirou nesse Blue Jordan, entre outros caras, né? E a gente conseguiu, em 2011, com a união da Paulo Gazella Blues Band, junto com uma Big Band de jazz que tinha aqui, que é a Big Band na Gaveta, a gente conseguiu unir esses dois projetos e montar um show, mostrando esse blues que tem influência das Big Bands, né? Esse projeto foi dando corda, foi crescendo, e acabou que a gente também desenvolveu junto com a Big Band na Gaveta, o projeto Big Band na Gaveta Convida. Esse foi o projeto que saiu do Blues, o projeto mais fora do Blues que eu tenho atualmente. e nessa de convida a gente trouxe um artista grande paulistano, o João Suplicy e a gente montou um show com o João Suplicy que é Big Band na Gaveta convida João Suplicy que apresenta um repertório que vai do jazz, da MPB do blues e pro rock também Que é bem o perfil do João Suplicy O João Suplicy tem essa Ele tem como proposta Essa mistura de estilos E é um projeto que a gente apresentou Alguns clássicos Que foram de Ray Charles Roberto Carlos E João Bosco E músicas do próprio João Suplicy E recentemente, inclusive Nesse período de pandemia E a gente conseguiu fazer uma gravação de uma música do João com parceria do Evandro Mesquita, né? E ele gravou também. E a gente conseguiu fazer essa gravação em casa com todos esses músicos, né? Com os músicos da Big Band e com o João e com o Evandro, né? Foi bem bacana. E um resultado que ficou muito legal, né? Ficou. Quem tiver acesso lá no... Acho que tá no YouTube também esse material. Tá no YouTube, tá no YouTube. A música se chama Terror da Vizinhança Mas se procurar João Suplicy e Big Band na gaveta, encontra Com certeza vai encontrar Ô Paulo, deixa eu perguntar também uma coisa Você está envolvido já há algum tempo, desde meados da década de 2000 Com os projetos relacionados ao blues aqui em Campinas Inclusive o Festing Blues Campinas, que é o festival internacional de blues O que você trabalhou por esse projeto? Como é que foi isso daí? Como é que tem sido? Esse projeto foi maravilhoso. Infelizmente está um pouco congelado, não só pela pandemia, mas por algumas dificuldades que a gente teve nos últimos anos. Ele aconteceu em 2014 e 2015 Foram as duas edições Esse projeto foi uma ideia Que surgiu numa conversa informal Até com o Caco Que é o proprietário Atualmente lá do B Mas na época era o Almanac E o Caco Conversando sobre a possibilidade De fazer um festival de blues de Campinas E esse festival A gente foi Formando, formatando E a gente queria fazer um encerramento em algum lugar público A gente entrou em contato com o Ney Carrasco Secretário de Cultura, atual inclusive ainda E o Ney comprou a ideia de forma bem legal Expandindo até a nossa proposta original Abrindo a possibilidade de a gente tornar esse festival internacional A gente trouxe aí alguns grandes nomes do clube internacional e outra coisa que eu fiz questão ali, acho que na minha atuação, foi muito importante isso, porque também entrou envolvido para executar esse projeto, além da prefeitura e do Almanac, também entrou a produtora Café Pinguim. Mas eu insisti muito Que a gente mantesse esse festival Atuando No universo internacional Do blues No universo nacional do blues E no universo regional do blues Valorizando os artistas da região também Então todos os espetáculos Tinha alguém internacional Alguém regional E alguém de renome nacional A gente conseguiu Não era todos que tinha internacional a gente conseguiu para alguns eventos, mas sempre você trazia um artista de renome nacional e um regional, valorizando os artistas da região dentro desse estilo. Foi um festival lindo, foi muito gostoso. A gente teve aí o filho do Muddy Waters, o Muddy Waters é um filho que maravilhoso na concha. Trouxemos também um monstro do blues rock, do rock and roll, que é o Eric Sardinas, um grande nome de Los Angeles, entre outros artistas. Foram espetáculos maravilhosos, foi muito bacana. Muito legal, quem sabe possa voltar a ter espetáculos dessa magnitude aqui em Campinas, quem sabe com o festival. Nós conversamos aqui com o Paulo Gazella, Muito obrigado por essa entrevista O pessoal que quiser Te procurar nas redes sociais Saber um pouco mais a respeito do seu trabalho Como é que faz? Olha, estamos no Facebook e no Instagram É só procurar Paulo Gazella Vocês encontram a gente lá E no Youtube também No Youtube atualmente Estamos postando bastante vídeos E no Instagram e no Facebook É legal inclusive para acompanhar A nossa agenda que agora estamos retomando aos poucos os shows com essa reabertura dos bares, então já tem alguma coisa acontecendo apesar de estar bem devagar ainda tá bom? e fica a esperança é isso aí, fica a esperança para que em 2021 todo mundo possa assistir a um show do Paulo Gazella e de toda a banda, todo mundo reunido na aglomeração, na banda Paulo, muito obrigado mais uma vez eu que agradeço Valeu, e para você que está aí em casa, tem mais programação para você nesse fim de semana, olha só Pois é, a gente estava entrevistando o Paulo Gazella e ele vai se apresentar na próxima terça-feira Dentro do projeto Terça Blues, do Candreva Bar, na Avenida Monte Castelo Então, dá para conferir o trabalho dele de pertinho, mas sempre respeitando os protocolos de segurança contra a Covid, hein? E que tal aproveitar e dar uma zapiada nos shows e nas lives do fim de semana? No sábado tem a live do Seu Jorge no YouTube. É, o cantor e compositor vai fazer uma apresentação única para arrecadar fundos que serão revertidos para pessoas que vivem sem acesso à higiene básica no Brasil. Com a participação de convidados especiais, a live Together vai rolar a partir das 7 da noite deste sábado no YouTube. Também no sábado tem live da dupla Jorge e Matheus, que eles vão cantar em parceria com o Daniel. Muito legal essa combinação, hein? Muito romantismo no ar a partir das 8 da noite lá no YouTube. Confere lá. Ah, e por falar em lives, em 2020 só deu ela, hein? A rainha da sofrência é a patroa Marília Mendonça. É, ela dominou tudo o que tinha para dominar neste ano marcado pela pandemia em que o online falou mais alto na área da cultura, né? E olha só, na lista das lives de maior audiência em todo o mundo durante 2020, a Marília Mendonça reinou absoluta. Com mais de 3 milhões e 310 mil acessos, ela foi a dona da live mais assistida do YouTube que foi realizada no dia 8 de abril. Foi um show intimista na casa dela, todo mundo se lembra bem desse show, ainda no começo da era das lives. E essa apresentação deu o que falar, né? Mas não é só, hein? No top 10 das lives mais assistidas, ela também ocupa a oitava colocação com a live realizada em 9 de maio. Aliás, é bom dizer, né? Entre as 10 lives mais assistidas no mundo neste ano, 8 foram de artistas brasileiros. o que prova que a gente curte música mesmo e não vive sem, né? Nem mesmo numa pandemia como essa. Pra completar, a Marília Mendonça também liderou a lista dos artistas mais ouvidos nas plataformas de streaming aqui no Brasil, tanto no Spotify quanto no Deezer, também no YouTube. Bacana, né? Parabéns pra Marília. Nesse fim de semana ela tá de folga, mas a gente não vai ficar sem o som dela, né? Escuta aí um pouquinho. Eu vou pro colchão, você pode ir pra sala E nem se importa mais sabendo o que eu sinto Poucos metros quadrados virou um labirinto Valeu, pessoal! A gente fica por aqui, lembrando o nosso número de WhatsApp pra você mandar a sua mensagem, hein? É o 978293776. Manda a sua mensagem pra gente ler aqui. Na próxima semana eu volto com mais dicas de cultura para você. Um abraço, até lá. Tchau!