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rapidamente. Eu vou economizar tempo, porque nós queremos ouvir o prefeito, acho que é o mais importante. Queria, em nome do presidente Marcos Bernardelli, fazer uma saudação a todos vocês, a todos os vereadores que estão aqui, a todos os nossos telespectadores, pessoal da plateia, enfim. Eu acho que é um momento, talvez, único na minha vida de médico, de professor, universitário, de secretário da Saúde, conversando com o prefeito, eu contei a ele quantas epidemias, mesmo sendo hematologista, eu acabei tendo que enfrentar na vida. Enfrentei a de meningite na década de 70, depois a de AIDS na década de 80, depois a da cólera na década de 90, quando eu era secretário de Estado, e agora a epidemia do coronavírus, sem contar as epidemias que nós vivemos como secretário no campo das arboviroses. Então, mas essa é diferente de todas as outras. E eu vou começar aproveitando exatamente a última frase da Andrea. E hoje eu li uma coisa que me marcou muito, aliás, ontem, uma pesquisadora americana dizendo assim, se você achar que é exagero, este é o dia de tomar decisão. Se você achar que este dia é o dia de tomar decisão, você já está atrasado. Então, a tomada de decisão hoje, ela é uma tomada de decisão muito racional. Do ponto de vista da saúde pública, talvez nós devêssemos até ser mais radicais. Mas nós estamos entendendo todo o contexto social, todas as dificuldades sociais, todas as dificuldades das famílias. Mas tomar as decisões que o prefeito vai anunciar agora, se nós não tomarmos hoje, nós vamos ser simplesmente atropelados pelo processo. Vocês viram ali como a epidemia progride. Ela progride em escala logarítmica. ela passa de 1, 10, 100, 1.000, não é que ele faz 1, 2, 4, ele faz, é um foguete como ela, e você não segura mais. A partir do momento que a epidemia se instalar e que nós tivermos na nossa porta um número grande de doentes e nos hospitais um número grande de pessoas em UTI, aí é esse desespero que, infelizmente, nós estamos vendo na Europa neste momento. Nós temos hoje, como nós somos eles amanhã, nós temos que optar qual ele que nós queremos ser amanhã. Então, nós temos a epidemia já com quatro meses, desde o início na China, e nós temos experiências extremamente exitosas, como foi, por exemplo, na própria Ásia, a experiência de Hong Kong, de Singapura, etc. Nós temos experiências na Europa também exitosas, como é o caso da Alemanha, e temos experiências, infelizmente, desastrosas, como foi a da China, mas a China era o início da epidemia. Claro que eles não tinham todas as informações que nós temos hoje. Vocês viram que os artigos que a Andrea mostrou agora há pouco são artigos da semana passada. Até a semana passada, nós não tínhamos informação de que essa questão do contato é tão ou mais importante do que a questão da transmissão através de gotículas. São informações muito recentes. Nós passamos a metade do dia trabalhando e a metade do dia estudando, porque o volume de informações é absolutamente impressionante. Vocês vejam que, na segunda-feira passada, o Pedro Torinho está aqui, presidente da Comissão de Saúde, Quando nós estivemos juntos na prestação de contas anual, no relatório anual de gestão da saúde, e nós não falamos uma palavra de coronavírus e ficamos a manhã inteira juntos. Ficamos a manhã inteira juntos. Vejam como o cenário mudou em uma semana. O cenário mudou em uma semana. De uma semana atrás, que nós não falamos nenhuma palavra, Esse final de semana, nós falamos o final de semana inteiro sobre esse problema, e não nós, a imprensa toda. Então, nós queremos dizer a vocês o seguinte, acreditem que é grave, não negligenciem, não negligenciem, endureçam aonde vocês puderem endurecer. Mantenham as pessoas em casa sempre que possível. Mantenham os idosos em casa sempre, não sempre que possível, sempre. Porque eles são os grandes alvos, eu não vou repetir o que a André já mostrou e que, sobejamente, é conhecido. Nós temos que proteger os nossos profissionais de saúde. Quem tiver problemas de saúde que sejam passíveis de serem resolvidos em casa, fiquem em casa. Não venham para a unidade de saúde, não venham para o pronto-socorro, não venham para o pronto-atendimento, não venham para a UBS. Por quê? Você corre risco e você coloca as outras pessoas em risco. Neste momento, a única medida eficaz é diminuir o trânsito de pessoas. Nós, na sexta-feira, tomamos com o aval do prefeito uma decisão difícil, uma decisão que tinha uma conjuntura emocional no meio, que as pessoas não entenderam, acharam que nós estávamos... Não estamos nada, nós estamos protegendo a saúde pública. Aquela decisão era de não aglomerar. Essa decisão continua valendo. E nós vamos usar todos os instrumentos para não aglomerar. Agora, nós estamos num outro momento. Nós queremos que as pessoas não circulem, ou circulem o mínimo possível. É claro, tem que ir ao supermercado, tem que comprar alguma coisa, mas não circulem, circulem o mínimo possível, sempre que possível, fiquem em casa. Porque esta é a única forma de quebrar a cadeia. Não existe remédio, não existe nada que a gente possa fazer. A pessoa que tiver dúvida se tem o coronavírus ou não, mas está bem, não precisa ir em lugar nenhum, não precisa fazer o exame, fique em casa. Fique em casa. Então, o que nós estamos trazendo para vocês hoje, eu queria agradecer esse espaço, que a Câmara Municipal, que tem sido uma extraordinária parceira da saúde pública, tenho certeza, é deixar muito enfático para vocês que essas medidas são medidas necessárias, talvez não suficientes, talvez tenhamos que tomar novas medidas e nós estaremos no dia a dia, lado a lado com o prefeito, lado a lado com vocês, para dizer, agora o momento é de tomar mais tal medida. E eu quero que Deus nos dê sabedoria de tomar as medidas certas no momento certo, que eu digo a vocês, não é fácil. Não é fácil, eu sempre dormi bem e nunca fui um cara muito preocupado. Essa noite eu não dormi, hoje eu estou mais relaxado, porque nós tomamos algumas decisões, o prefeito tomou algumas decisões, mas pode ser que daqui a pouco nós tenhamos que tomar algumas outras e o que eu peço a vocês é que cada um de vocês na área de influência, na área de conhecimento por favor, levem esta mensagem não duvidem disso porque duvidar disso implica em poucas semanas porque esta não é uma epidemia que vai nos dar uma segunda oportunidade Nós só temos uma oportunidade de fazer tudo o que temos que fazer, é esta Se demorarmos, não faremos O substrato para fazer isso são os dois casos e a transmissão na nossa cidade Foi por isso que nós tomamos a decisão Porque infelizmente o primeiro caso de Campinas transitou e acabou convivendo com muitas pessoas E isso caracteriza já a transmissão comunitária Não é mais uma pessoa que chega de viagem como antes. Nós subimos de degrau e esse degrau exige outras ações. Estarei sempre à disposição de vocês, eu tenho me comunicado com muitos de vocês através de WhatsApp, telefone, etc. De vez em quando me desculpem, eu estou meio atrapalhado, às vezes não consigo ver tudo ao mesmo tempo. Tem hora que a gente abre a nossa caixa postal, lá tem 200, 300 mensagens, A gente tem que dar uma olhada para ver o que realmente precisa ser respondido. Então, peço desculpas se escorregou, se escapou alguma coisa, mas tenho sempre a certeza de que nós estamos fazendo o melhor que nós consideramos baseado sempre na ciência, exclusivamente na ciência. Muito obrigado. Obrigado, vereador.