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[Música] um novo espaço para a discussão da identidade da população negra um movimento instalado no Campus um da PUC a pontifícia Universidade Católica de Campinas que reforça a luta contra o racismo que foi a partir de um caso no Campus que teve um desfecho que foi Além da punição dos envolvidos houve um caso de racismo de um jovem negro para uma mulher negra uma menina negra né E aí fica muito difícil quando você judicializa quando expulsa quando você tem que adotar estratégias para superar aqu quando a pessoa Primeiro ela se redime ou ela entende que ela cometeu o erro e ela cria possibilidade ela se dá oportunidade de superar aquilo mas caminhando junto fazendo com que ela seja corrigida né corrigida mas inserida e que ela tenha a oportunidade ela possa dar continuidade na caminhada de luta dela não há dinheiro que pague deste caso para a construção de uma nova polí Educacional dentro daquilo que já era pensado por professores afrodescendentes da Universidade eu e aliet já viamos conversando internamente sobre a criação de um espaço né que congregasse essa temática né e a gente também foi nessa sinergia tomar de surpresa que o movimento negro na pessoa da senora Edna e da professora soligo trazem pra Reitoria uma proposta também de um Centro de Estudos que isso na verdade estava dentro do compasso de construção né que ele mesmo havia iniciado ao falar pra gente poder criar alguma ação junto ao movimento nego S de referência já era um compromisso da Universidade já era já era eu entendo que na trajetória histórica isso veio se constituindo de tal maneira a partir eh eh desse encontro do reitor com a senora éd procurado por ela na Reitoria ele ele nos solicita algo mais continuado mais perene e isso vem se desenvolvendo 2020 21 e 22 aí realmente isso se constela né e mostra claramente eh a a o desejo da Universidade na pessoa do reitor seja institucionalmente né de em consonante com o movimento negro e com que ele já percebia internamente de criar sim um espaço uma unidade eh eh administrativa para congregar para ser a propulsora né de diversas frentes dentro da própria instituição ligada à educação etn racial foi concebido para que a gente desse um passo em termos de uma política institucional para a gente mudar contribuir para a alteração de uma realidade que é bastante triste né mas que nós não podemos nos omitir Então as relações os entre raças né é algo que precisa passar pelo processo formativo de qualquer indivíduo dentro da sociedade hoje e a universidade acho que não pode se omitir disso o primeiro passo mesmo em período de pandemia foi trazer a temática para discussão no âmbito Universitário foi um grande horizonte mas dentro de uma travessia mesmo e nós precis n travessia encontrar um caminho e um caminho que atingisse o conhecimento porque as pessoas pela falta de conhecimento ela tem práticas racistas porque elas não conhecem a nossa história então quando nós trouxemos intelectuais negros para falarem sobre nós que eu sempre digo nada sobre nós sem nós Porque nós é que sabemos contar nossa história então Teófilo Reis que fez doutorado em Harvard Crispim Ângela soligo e assim o time é composto de negros e brancos e todo mundo com um compromisso nessa pauta Sebastião Arcanjo mãe Dango todos os nossos espaços de Cultura foi feito um documentário com todas as nossas casas de Cultura então este avanço ele fez Opa agora nós temos a régua tem que subir tem que subir a régua e aí que veio a proposta do Centro de Estudos africanos e Afro Brasileiro acatado imediatamente pelo reitor e nós chegamos aqui um espaço de resistência mas é um espaço de conhecimento de conhecimento muitas pessoas que estudam na universidade e que não conhece quem nós somos terá a oportunidade de saber diálogo sobre o racismo são momentos em que a instituição para né para debater diferentes dimensões sobre o racismo E aí nós contamos desde o momento que iniciou-se em 2020 em parceria ã com o planejamento e com a junção de profissionais de estudiosos e cientistas que foram indicados pela comendadora Edna parceira né começa Então essa disponibilidade de ouvir sobre a temática a partir de diferentes óticas para o movimento negro essa é uma resposta há anos de luta para que a temática fosse trabalhada de forma Ampla na universidade e que Campinas precisa conhecer esse local os nossos jovens eles precisam vir para esse local mas não é só vir para conhecer eles precisam dialogar sobre a nossa pauta eles precisam entender a importância que é esse espaço que além de ser um espaço de continuidade de resistência ele é um espaço de conhecimento mas de ampliar o conhecimento sabe quando você adquire um conhecimento maior Eu quero saber quem que é esse povo negro a nossa querida senhora laudelina vai pro livre de Aço no panteão dos heróis do Brasil uma mulher Nossa e olha a história de Dona neline foi pra guerra levou um tiro nunca parou nunca desistiu até o dia em que ela teve vida ela lutou pela categoria das trabalhadoras domésticas então quem sabe quem foi Dona laudelina não precisa saber nó prisão conhecer quando você fala de movimento negro e experiências e projetos que são constelados por grupos na periferia etc a gente tá falando de espaço de educação não formal mas eu acho que o grande nó tanto na questão da lei que lei 10.639 que não consegue ser executada dentro do espaço formal da escola e mesmo nas instituições de ensino superior eu acho que a gente tem uma dificuldade de que esses espaços de resistência estejam dentro do instituições de ensino veja mesmo que uma lei defina isso como algo uma ação de estado você tem resistência e nós passamos aí décadas e não conseguimos cancelar então acho que a universidade chega num num momento em que é uma grande vitória né porque eh eh a universidade tem muito a contribuir o centro leva o nome da dout ncea Quintino Mauro ativista Negra pesquisadora formada em química Doutora em Ciências Sociais e que faleceu em 2023 entre os objetivos propor implementar executar e avaliar as ações para a educação das relações étnico-raciais uma homenagem a mulher nascida em cinas e que deixou um legado de lutas e por ser de Campinas não tinha outro nome para dar para este centro então nós teremos curso de formação para a comunidade mas também para as empresas gestores né então para que eles tenham também a perspectiva de eh combate antidiscriminatório dentro das instituições de toda a região de Campinas temos a curto e a Médio prazo algumas ações que já vão estar sendo implementadas a partir de 2024 né que se refere a grupos de estudos lançamento de grupos de estudos que serão oferecidos para os nossos alunos de graduação primeiramente voltado para os alunos Ah uma outra ação importante é o Observatório das relações étnico-raciais e que é Totalmente Dependente da criação de um grupo de pesquisa porque nós não conseguiríamos fazer um Observatório termos dados sem se constituir a pesquisa para alimentar esse Observatório então é uma ação que ela está sendo desenhada e que deve caminhar a médio e longo prazo no Centro de Estudos quem já participa das discussões vê esse espaço como uma conquista bom a pesquisa uma delas que eu realizei aqui na casa em relação à exposição de mulheres negras na cidade de Campinas à violência urbana então nessa pesquisa em conjunto com Josué mastrodi e a professora Fernanda ambos da faculdade de direito a gente verificou eh condições que propiciam a exposição à violência das mulheres negras aqui em Campinas trazendo esta população como uma das mais expostas à violência urbana na região eu penso nesse espaço como um local que tanto os alunos de graduação como de pós-graduação tem um espaço para poder falar sobre a sua própria vivência seu contato com a questão racial e aprofundar nas leituras específicas sobre o racismo no Brasil já Na graduação a gente sentia a necessidade de discussões sobre temática sobre a temática racial aqui na universidade né E a gente não tinha propriamente esse espaço existiam pequenas manifestações de professores de alunos que promoviam pequenos pequenos eventos mas a organização do centro é a possibilidade agora de realizar institucionalmente um espaço realizar institucionalmente o evento um evento e vários eventos na verdade né que promovam a discussão sobre a racialidade sobre o racismo dentro da instituição um trabalho que deve ser ampliado no próximo ano com a criação do repositório ele traz para nós o fortalecimento valorização de tudo aquilo que a instituição já desenvolve e que no entanto ficam pulverizadas e não é do conhecimento de todos então A ideia é que nós comecemos nesse nessa ação com repositório com a valorização disponibilizando produções de trabalho de conclusão de curso né sobre a temática etn ccial ã mestrado né dissertações de Mestrado tese de ados publicações de artigos tá e produções educacionais práticas educacionais desenvolvidas e que tenham tido algum produto interessante com uma trajetória que está apenas no início este pode ser reconhecido como o mais novo território de resistência negra em Campinas isso só se dá efetivamente se a gente tiver uma nov cidade preocupada com essa dimensão porque cada vez mais ela recebe dentro seus espaço alunos provenientes de camadas sociais né de com alta vulnerabilidade que são de maioria proveniente de população negra né Eh e acho que eh Além disso eh a gente tem como cada vez mais fortalecer esses espaços acadêmicos de Formação voltado para pra comunidade se a gente tiver também em parceria com o espaço de educação não formal o movimento negro é um espaço de educação não formal e de resistência e nós temos muito a aprender com eles e muito a contribuir também então acho que é essa junção espaços né formais e não formais de educação e se não houver isso a gente não avança além de ser um espaço um território de resistência negra né ele vai para além do sentido de uma comunidade mais Ampla mas começa pelos nossos alunos que vieram colorir a instituição PUC Então esse espaço é um espaço que deverá ser ocupado pelos nossos alunos pelos nossos decentes pelos estudantes para que eles possam compreender esse espaço de fato como espaço de resistência de pertencimento né e de retomada das suas vamos dizer assim da sua identidade nós precisamos conhecer a história e quem conta a nossa história somos nós nós negros negras e os nossos parceiros Ângela soligo Carol Jango mais Helena esse povo que caminha conosco e que sabe da nossa luta respeita a nossa luta e segue conosco na [Música] resistência i