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9ª Reunião Ordinária da Comissão Permanente da Mulher
Em destaque · HD Vídeo · MÊS DA CONSCIÊNCIA NEGRA

9ª Reunião Ordinária da Comissão Permanente da Mulher

150 views Publicado 15/11/2024 HD · 1:50:51

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9ª Reunião Ordinária da Comissão Permanente da Mulher - 14/11/2024

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os impulsos nervosos até o cérebro então medula espinal não tem nada a ver com medula óssea tá e todo e qualquer notícia relacionada a ficar doente ou ou sofrer algum dano em relação ao Atlante é um mito não [Música] existe a seguir TV Câmara ao vivo [Música] [Música] TV Câmara Campinas daremos início agora à nona reunião da comissão da mulher que falará vai debater sobre a realidade da mulher negra em Campinas e para começar a reunião de hoje veremos uma apresentação das mulheres do AF e le acompanhe saudação aqui são as mulheres do e le a [Música] filhos de gand bada [Música] e tem um mistério que bate no coração força de uma canção que tem um dom de encantar tem um mistério que bate no coração força de uma canção que tem o dom de encantar seu brilho parece um sol derramado um céu Prateado um mar de estrelas revela a leveza de um povo sofrido de Rara beleza que vive cantando profunda grandeza a sua riqueza vem lá do de lado com gado eu tenho certeza filha gante e povo grande ho jadea tem de bab Neto gigante povo de zambe traz PR você o novo som e jech filho gigante [Música] tem um mistério que bate no coração força de uma canção que tem o dom de encantar tem um mistério que bate no coração força de uma canção que tem o dom de encantar seu brilho parece um sol derramado um céu Prateado um mar de estrelas revela a leveza de um povo sofrido de Rara beleza que vive cantando profunda grandeza a sua riqueza vem lá do passado de lado com gado eu tenho certeza filha gande e povo Grande hoje J lade ca atende baba Obá Neto gigante povo de zamb traz para você um novo som e jech traz para você um novo som e jech traz PR você o novo som e flores vem trazendo flores flores vem trazendo o mar quero ouvir flores vem trazendo flores flores dou a manjar ó Jana [Música] ó Jana odia o doce aba odia o doce aba odia o doce aba Jana princesa yoka O seu nome pode variar mas a força é a mesma que surge do fundo do mar flores vem trazendo flores flores trazendo mar flores vem trazendo flores flores doa e manjar ó [Música] Jana ó jí od doia o doce aba od doia o doce aba od doia o doce aba sou pequena diante do mar mamãe vem me ensinar Navegar pois a vida é cheia de ondas a nos balançar flores vem trazendo flores flores vem trazendo o mar flores vem trazendo flores flores doa manjar ó [Música] J ó J od doia odce aba od doia od doce aba od doia doce [Música] AB Lu od negro cantava na nação [Música] nag Odara negro cantava na nação n depois chorou Lamento de Senzala tão longe estava de [Música] Passou oh e no Terreirão da casa grande negro dez tudo que pode dizer é samba é Bat que é reza é dança é L dainha negro joga capoeira e faz louvação a rainha é samba é Bat que é reza é dança é Ladainha negro joga capoeira e faz o louvação a rainha hoje negro é terra negro é vida na mutação do [Música] tempo desfilando na Avenida negro é sensacional é toda a festa do povo é o dono do carnaval e Lua [Música] Odara negro cantava na nação [Música] n negro cantava na nação [Música] n negro cantava na nação [Música] Odara negro cantava na nação [Música] n negro cantava na nação [Música] n a sal casa que hoje tá sendo ocupada pelas mulheres do afoché e leum salve essa [Música] força a é muito obrigado muito obrigado obrigado companheira sem vocês não seria possível OB Aché agradecemos o convite também uma saudação pra mesa das mulheres do afoché ogum agradecemos o convite obrigada Quero saudar as mulheres do afoché leum esse grupo que fez 40 anos né de história é um grupo que tá fazendo né 40 anos de história que tem uma longa trajetória em termos de organização da população negra aqui n no nosso território no território de Campinas então agradecer imensamente o grupo afel Gum e as mulheres que estiveram aqui presentes e nos saudaram aí com essa apresentação Inicial bom Boa tarde para todas todos e todes quero saudar todos os presentes as pessoas que estão nos acompanhando também pela TV Câmara dando início à nossa reunião da comissão permanente dos direitos da mulher Eh quero saudar a presença aqui da vereadora Paola Miguel que é membra efetiva aqui da Comissão da mulher quero saudar também a presença da anselma Sales que é Doutora em letras especialista em africanidades e formação de professores representando as eres da Fé leum saudar a Regina Teodoro que é promotora legal popular e coordenadora da campanha Sônia livre a daqui a pouquinho a Regina vai falar mais pra gente do que é essa campanha saudar também a Silvana Martins que é diretora do sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região agradecer a presença aqui das mulheres da diretoria do sindicato também a gente tem outras convidadas que na medida que elas forem chegando a gente vai incorporando na mesa então para dar início à nossa reunião eh primeiro dizer que nós estamos no mês de novembro que é o mês da consciência negra Nós temos muitas atividades nesse mês né quer dizer hoje esse mês é é um mês especial né paraa população negra pros lutadores que lutam eh contra o racismo e pela construção de um mundo antirracista e nós aqui da Comissão da mulher nós não poderíamos deixar de pautar esse tema também nós sabemos que a luta feminista e a luta antiracista eh todo mês todo dia mas eh nesse mês especial nós queremos trazer uma questão uma abordagem específica sobre a situação das mulheres negras na cidade de Campinas então por isso também nós convidamos aqui compomos a mesa com esse tema eh para eu acho que é importante citar de início duas coisas que diz respeito também às mulheres de Campinas as mulheres negras de Campinas e as mulheres de todo o Brasil então a primeiro elemento que eu acho que é importante mencionar aqui foi o fato de que existe uma campanha Nacional pelo fim da escala 6 por1 eh que ganhou corpo no Brasil todo que está pautando eh inclusive fazendo movimentar o Congresso Nacional né há muito tempo nós não víamos o Congresso Nacional se movimentar tanto para atender uma demanda da classe trabalhadora é uma pauta que diz respeito à redução da jornada de trabalho que é uma luta histórica né da classe trabalhadora e que diz respeito também a e para mim é um sintoma da situação da exaustão com que a na qual a classe trabalhadora se encontra hoje a verdade é que nós estamos todos exaustos né e e como a gente sabe que a nossa estrutura eh racista do patriarcado da exploração sabemos também que as principais as né se está se está enquanto Classe A classe está Exausta pelo regime de trabalho pela intensificação da da do Ritmo de trabalho pela exploração nós sabemos que as mulheres negras são as mais afetadas por isso né Eh essa demanda tanto a demanda de que você tenha pelo menos dois dias de folga na semana né para a a classe trabalhadora Isso é uma demanda importante né quer dizer essa o escândalo que é a gente ter essa escala 6 por um e a gente sabe que muitas vezes a classe trabalhadora no seu dia de folga faz tudo que não fez os outros dias né quem a maior parte da classe trabalhadora no dia de folga do trabalho vai lavar roupa limpar casa resolver problemas domésticos né ou seja tudo que não fez durante a semana você vai fazer no no final de semana né então tem esse é um elemento importante também né quer dizer eh a necessidade da redução de jornada de trabalho como um elemento Central para que a gente possa ter o direito ao lazer o direito a ficar com a família o direito a estudar o direito a ter uma né a a a fazer o que quiser né A verdade é essa e por isso o nome eh desse movimento é um nome tão importante né pelo fim da escala se por1 e a vida além do trabalho porque na final nós almejamos eh entendo que todas aqui almejamos uma vida além do trabalho e essa é uma uma uma batalha importante da classe trabalhadora que de novo ocupou as ruas né E vai ocupar as ruas amanhã nós temos o ato aqui né o ato em Campinas e ato no Brasil todo então também convidar todo mundo que está nos assistindo Todo mundo que está aqui presente porque é fundamental ocupar as ruas eu entendo que esse movimento também tá trazendo algumas lições primeiro a lição da força da classe trabalhadora há muito tempo nós não víamos uma pauta assim a última vez que eu vi uma pauta em que o congresso se movimentou tanto foi contra o péo dos estupradores né que foi quando nós mulheres ocupamos as ruas Contra esse enorme retrocesso Então já fazem alguns meses e agora novamente nós estamos aí fazendo convocações ocupando as ruas para pautar esse tema e que isso se sirva de aprendizado para a classe trabalhadora que a classe trabalhadora a partir desse movimento tem aí a experiência né Sila de aprendizado sobre o poder que a classe trabalhadora tem né muitas vezes a gente sabe que eh nós trabalhadores muitas vezes não acreditamos no poder que nós temos No Poder da luta organizada também é um convite também para que se venham se organizar nos movimentos venham se organizar nos partidos no sindicato né nos grupos de cultura nos grupos né nas comunidades isso é fundamental porque quando a classe trabalhadora se organiza e luta nós somos muito fortes né então fica aí o convite para quem quiser acompanhar também nas redes sociais o outro o segundo que tema que eu queria pautar é que em meio a esse processo de luta eh contra a escala 6 por1 nós tivemos aí um alerta feminista importante que eu acho que eu não poderia deixar de mencionar aqui que o o congresso colocou está na pauta da ccj do congresso nacional da comissão de constituição e justiça do Congresso Nacional está na pauta a PEC 164 de 2012 que é uma PEC que que é do do Gangster Eduardo Cunha essa é uma PEC que foi é uma uma de autoria do Eduardo Cunha lá de 2012 que eles requentar que é uma PEC que de novo retrocede no direito ao a aborto conquistado previsto na Constituição nos casos em que eh que já que o aborto já é legalizado né no caso de estupro de risco de vida da mãe e no caso de anencefalia para os o o feto então Eh esse é uma um mais um retrocesso mais um ataque da bancada conservadora nós sabemos aí que é uma realidade hoje a realidade no Brasil é que a proibição do aborto ele vitimiza Principalmente as mulheres e sobretudo as mulheres negras Então tem um recorte de classe um recorte eh de raça e que esse retrocesso né na legislação impacta sobretudo as mulheres negras então é um alerta feminista que todo mundo pode acompanhar também e que talvez nos exija novamente um processo de luta contra esse retrocesso dando Então feito essas considerações eu acho que é importante dizer que eh a gente trazer paraa pauta a questão das mulheres negras a especificidade da condição das mulheres negras nos nos provoca muitos temas né primeiro o acesso aos serviços públicos o processo de privatização e Destruição dos direitos né mesmo a a o pacote antipopular que está em curso que acaba com mínimo constitucional de saúde e educação tem um efeito direto na vida das mulheres e sobretudo nas as mulheres negras né porque nós sabemos que as mulheres negras são as mais afetadas quando a gente tem ausência de sistema de saúde né quando falta escola pública e isso é um elemento importante que as mulheres tenham né que nós possamos aí discutir toda a pauta que tá seja na e na pauta Nacional seja na pauta estadual e na pauta Municipal nós estamos tendo retrocessos galopantes em termos do financiamento e do acesso das políticas públicas e ao mesmo tempo que você tem o retrocesso nas políticas públicas vem a pauta da privatização a privatização que na prática resulta em trabalho precarizado em trabalho né com mais extensão de jornada Então entendo que esse é um elemento importante a privatização dos presídios né o encarceramento da Juventude negra é uma pauta eh que tá aí a gente teve recentemente a decisão da descriminalização né da do do do do porte a definição do da do que é considerado eh usuário eh qual é a quantidade de de de droga né que pode ser considerado usuária nós sabemos que grande maioria da nossa população em em situação de cárcere está em situação de cárcere por conta da de de estar com carregando um tanto né na verdade e nós sabemos que também a ausência dessa legislação da definição de o que separa o usuário do traficante Foi muitas vezes né e fica uma questão subjetiva e que o nosso sistema de Justiça faz uma seleção subjetiva a partir da cor da pele né Nós queremos avançar no processo de descriminalização das drogas mas que foi uma conquista também uma decisão da STF e que a nossas deputadas a deputada sêmia bonfin e a deputada Fernanda mechona apresentaram um projeto para que a partir da decisão de que eh dessa definição todos aqueles que foram encarcerados por conta né encarcerados apesar de estar importando uma uma quantidade que hoje é considerada como eh usuário que eles então sejam libertados né então isso é importante porque isso faz parte do processo de desencarceramento da Juventude O que é uma um elemento essencial pra segurança pública nós sabemos que a nossa política de encarceramento só leva a mais violência h o crime organizado Então esse é um elemento importante nós temos também aí aqui em Campinas uma luta contra o racismo ambiental que é uma questão né fundamental especulação Imobiliária tem tomado conta da cidade tem feito a a infelizmente nós estamos enfrentando a liberação de muitos empreendimentos imobiliários que levam ao aumento do custo de vida o aumento do aluguel a cada vez mais a expulsão da população pobre para territórios cada vez mais longe mais periféricos com transporte público precarizado e com um grave problema da crise climática que afeta sobretudo as pessoas mais pobres e portanto nesse caso é uma causo de racismo ambiental a questão das ondas de calor por exemplo se a gente vai nas regiões periféricas as ondas de calor são muito mais sensíveis né se a gente vai ali né nas na eh quanto menos arborizado mais quente e com efeito sobre a saúde pública também a questão das enchentes porque as populações que são afetadas pelas enchentes são sobretudo né As populações mais pobres e periférica então nós temos aí uma pauta do racismo ambiental eh e e nesse cenário acho que tem um elemento também para que eu acho que é importante dizer sobre a questão da violência e do feminicídio a gente sabe que a violência contra a mulher é uma realidade né na na na cidade de Campinas e o feminicídio também e o feminicídio afeta sobretudo as mulheres negras uma coisa que o movimento feminista sempre a coloca é que quando né a luta o feminicídio da das mulheres negras ele é muito menos noticiado é quase como se a morte das mulheres negras seja passe por um apagamento né não vira notícia não vira sensibilização Então acho que entendo que esse é um elemento também importante que a gente discuta a questão do feminicídio da violência a necessidade de políticas a necessidade de que a rede de proteção da mulher chegue nas regiões periféricas nós temos defendido uma Secretaria das mulheres aqui na cidade de Campinas com orçamento próprio que as mulheres tenham orçamento próprio Campinas agora ontem foi aprovado um orçamento de 10 bilhões mais de 10 bilhões de reais e que isso necessariamente se reverta também para a situação de cuidado de Combate à violência das mulheres negras e São tantos outros temas que vão ser que devem ser colocados em Pauta então aqui para encerrar acho também importante mencionar a importância do do da campanha Sônia livre que é uma campanha nacional que tem sido tocada pelas promotoras legais populares que a Regina vai tratar com mais eh eh tempo e cuidado mas que é uma campanha importante porque nós sabemos que essa é a realidade de tantas e tantas mulheres negras né que foram encarceradas que foram sequestradas e que estão em situação de análoga à escravidão então eu entendo que essa é uma coisa é uma é um elemento importante falei de muitos problemas mas é importante falar também da Resistência né então a gente sabe que a luta antirracista tem tomado conta né do Brasil há muito tempo é uma luta que vem de longe né que tem que os que os passos vem de longe e que nós sabemos aí da importância como uma um elemento um farol um guia para processo de libertação de toda a nossa classe né o o racismo não é um problema Apenas da negritude é um problema né também da branqu a branquitude precisa tratar sobre a questão eh do racismo então aqui também colocar e saudar toda a luta antiracista a luta histórica e que a gente possa construir uma cidade feminista antiracista igualitária esse é o nosso papel é por isso que nós lutamos é isso eh eu vou passar a palavra então para a vereadora Paula Miguel que faz fazer suas considerações iniciais antes disso eu quero convidar a Daniela que acabou pode chegar aqui a convidar a Daniela pra mesa pera aí deixa eu pegar a descrição aqui da Dani para não não cometer uma AGF Apesar de conhecer a Dani há tanto tempo né Olá boa tarde ó a Daniela Oliveira da Fonseca que é advogada vice-presidenta da comissão de igualdade racial e Secretaria Geral da Comissão da Verdade sobre da escravidão negra no Brasil da OAB Campinas é mestranda em direitos humanos e Desenvolvimento Social da PUC de Campinas Obrigada Dani por vir integrar aqui conosco à mesa então para dar prosseguimento eu passo a palavra para a vereadora Paula Miguel bom eh primeiro gostaria de saudar todas as pessoas aqui presentes eh para mim é uma grande honra est aqui né com as mulheres do afoché e leum com a Regina Teodoro com a Silvana com a Daniela Oliveira eh dizer que do movimento negro né Tem uma frase que fala nossos passos vem de longe Sem dúvida nenhuma vocês eh que tão aqui hoje foram muito importantes pra minha formação política né E pra Construção e abriram portas para que eu tivesse aqui né Então queria parabenizar a vereadora Mariana conte por essa reunião por essa oportunidade da gente tá aqui discutindo a realidade de nós mulheres negras sobre aquilo que ainda nos atinge né infelizmente mesmo em 2024 a gente vê muitos problemas que eles ainda não foram superados e muitas vezes a gente vê cada vez mais isso sendo agravado nos últimos tempos então quando a gente pensa a partir da Perspectiva da Segurança Pública né aquilo que a gente já sabia forma com com que nós somos tratados né muitas vezes na manchete de jornal na televisão né a bala perdida que sempre tem um alvo que são os nossos corpos e agora nem mesmo velar né as pessoas que foram ali executadas pela polícia mas a gente tem o direito porque o processo de Segurança Pública que tá sendo instalado né que tá em curso aqui na no Estado de São Paulo é uma segurança pública que impede que a gente chore pelos nossos entes queridos no leito né como aconteceu com o menino Rian nos últimos tempos acho que uma outra coisa que isso tem ficado muito nítido pra gente é esse debate da escala seis por um que atinge diretamente os nossos corpos né dos nossos filhos das nossas filhas da Nossa Juventude e é o que Justamente a elite né a burguesia não quer que a gente avance a gente teve que lutar aqui eh muito para que a gente fosse reconhecido como ser humano para que entendesse né que nós também temos direito de trabalho e acho que é uma das maiores revoluções que a gente conseguiu fazer até hoje foi a PEC das domésticas né Regina que possibilita a gente ter o entendimento do aquilo que a gente faz é trabalho né aquilo que a gente muitas vezes vive ele é sim um trabalho que a gente tem os mesmos direitos agora na luta da do fim né da escala 6 por1 é a gente tá querendo acabar com esse regime e esse processo de escravização moderna né o próximo passo sem dúvida nenhuma é a gente conseguir ter a regulamentação dos trabalhos de aplicativos porque é um outro modelo que a gente fica escravo do celular muitas vezes se trabalha 12 né 16 horas por dia como era antes da CLT então esses retrocessos atingem diretamente os nossos corpos e infelizmente a gente tá debatendo esses processos modernos né que a gente conseguiu ali buscar com muita luta a nossa liberdade com os nossos antepassados em 1888 mas parece muitas vezes que ainda foi ontem né e a gente tá na numa cidade que foi a última cidade do mundo a libertar o povo negro escravizado a gente sente as marcas dessa cidade quando a gente anda né em diversos bairros como Costa e Silva Castelo Branco Geraldo que são sempre lembrados Mas eles foram os torturadores da população negra né E eles são reconhecidos mas o nosso reconhecimento das pessoas negras que foram assassinadas que foram executadas né que foram tiveram seus espaços como a igreja dos Pretos destruídas muitas vezes a gente não tem em nenhum lugar então cabe a nós buscar né esse Resgate na luta por aquilo que muitas pessoas acham que a gente precisa ter somente o o sub né o subemprego o a sub educação eh a sub saúde e falando sobre isso a gente precisa lembrar do racismo obstétrico que as pessoas ainda têm a ideia de que mulheres negras T merecem né receber menos anestesia podem esperar mais nas filas né que as dores as nossas dores são menos importantes então o dia de hoje é um dia eh pra gente lembrar as nossas as lutas trazer uma reflexão e também pensar a partir disso como que a gente pode enfrentar a partir da Câmara Municipal de Campinas esses Desafios que foram trazidos e Postos né Eh para concluir eu acho que tem dois pontos que são muito centrais né que é o racismo ambiental que muitas vezes a gente vê esse termo né sendo primeiro que as pessoas tratam como se não fosse o racismo ambiental mas a o deslizamento acontece na periferi pessoas que ficam sem casas são as pessoas negras quem não tem o direito né ao auxílio moradia também somos nós né então esse racismo ambiental que tá também crescente e que a especulação e mobiliária faz com que isso seja acelerado também atinge a gente e o direito à justiça quando é para nós pros nossos corpos nos é negado Então eu acho que a gente tem muitos desafios ainda em 2024 quatro pra gente enfrentar pra gente mudar e Que bom que a gente tá conseguindo pelo menos debater sobre isso mas infelizmente a gente ainda tem uma representação pequena aqui na Câmara Municipal de Campinas na história de Campinas nós tivemos apenas três mulheres negras né e atualmente na próxima legislatura seremos duas para que a gente consiga trazer esses desafios e por isso que é muito importante a gente ter as nossas aliadas nossos Aliados aliades para que a gente consiga transformar a nossa realidade eh tô aqui muito ansiosa para ouvir também sempre acho que é uma grande oportunidade de Formação né de escuta e sigo à disposição para que a gente consiga construir transformar a cidade de Campinas numa cidade antiracista e feminista Muitíssimo obrigada obrigada Paola eu vou passar a palavra então para anselma pode ser anselma você começa Pode ser sim e eu vou avisar com 10 minutos pode ser tá tá ótimo bom boa noite a todas a todos agradeço novamente o convite para estar nesta casa e hoje especialmente né nesta mesa com essas mulheres né cumprimento aí a todas cumprimento a todos também como representante aqui do el ogum das mulheres do afoché El ogum Então eu queria ressaltar aí três aspectos né Muito eh relevantes que fazem o afoché enquanto manifestação cultural um movimento que agrega para além né de ser um vetor cultural também o aspecto político né na sua dimensão eh Econômica mesmo já falo sobre isso por e a sua dimensão também de manifestação que agrega identidades aí múltiplas né o afoché formado por pessoas mulheres e homens né negras e não negras pessoas negras e não negras que fazem parte de uma diversidade também eh de um escopo religioso né o afoché enquanto manifestação eh do candomblé na rua agora na nossa formação aqui há 40 anos né nessa edição 2024 então reúne uma diversidade em que temos né evangélicos evangélicas budistas temos cristãs temos ateus ateias temos umbandistas Enfim uma diversidade o afoché e lugum é um grupo aberto aí a essa diversidade né então também o outro aspecto né que eu ressalto aqui enquanto elemento importante da identidade do Ile Gum é just mente essa presença maciça né massiva de mulheres né mulheres de várias gerações né que desde Cidinha que está aqui fundadora do afoché né mãe do amilkar um dos fundadores aí ele era pequenininho naquela época 40 anos atrás eh que fundou né então a focher já nasce sobre essa marca sob essa marca né de ter como uma de suas fundadoras aí a a Cidinha eh que está aqui conosco hoje então é uma marca muito importante né então eu vou começar ali daquilo que Eu mencionei anteriormente né como uma manifestação né ou seja como vetor cultural né o afoché né e dentro da afoché como expressão iG chá né como forma aí de ritmo então o afoché ele é um um um vetor né um um elemento afro-brasileiro né que foi ressignificado no Brasil a sua origem né o seu próprio nome é iorubá que é uma etnia assim como também é uma língua de eh de uma localização da África ocidental onde hoje estão está o estado né principalmente o estado Nacional da Nigéria então é um grupo étnico importante da Nigéria né o iorubá Então como manifestação aqui eh que perpetuou pelo Brasil através né dos africanos que foram sequestrados né e seus descendentes aí se tornaram afro-brasileiros eh como vetor cultural o afoché a muito tempo desde o fim do século né Eh XIX início do século XX principalmente na Bahia no Maranhão né no Rio de Janeiro também eh temse firmado aí no que se refere a um elemento político né como uma forma de resistência né e uma forma de manifestação cultural que agrega né também é esse universo econômico eu falo economia política no sentido né em que é apontado a própria política Internacional hoje né houve a este ano a quarta conferência internacional de cultura nacional de Cultura né em que a nossa ministra Margarete Menezes né eh além de demarcar esse campo né da cultura brasileira das manifestações culturais brasileiras nesse aspecto também de Economia política então nós vemos enquanto manifestação tanto Aché quanto outras manifestações o samba por exemplo sendo aí protagonizado por mulheres né então lembrando aí na história mulheres como a tia siata né E lembrando também a própria Luísa maim numa ficcionalização da história que é a Ana Gonçalves traz em um defeito de cor então Esse aspecto cultural sendo aí protagonizado né por mulheres e também eh tendo à sua volta essa dimensão Econômica né porque eram mulheres que faziam eh cultura que estavam aí à frente né Eh coordenando manifestações culturais e também o aspecto político que Essas manifestações culturais agregavam hoje tem aí preservado no Rio de Janeiro lá na na pequena África né na região ali da portuária do Rio de Janeiro a casa da tia seata que hoje é um centro cultural né e também eh no livro da Ana Maria Gonçalves um defeito de cor né Nós vemos Como que foi o empenho de luí maim né quando ela né a para no Rio de Janeiro para além né da discussão se é ficção ou se é realidade mas assim a mãe do luí gama né no Rio de Janeiro Ela interagindo ali com outras mulheres que dirigiam aqueles casarões né que eram chamados de lojas ali no no no Em Salvador né então no Rio de Janeiro também que dirigiam essas essas casas né que eram pensionatos abrigavam Capoeiras abrigavam pessoas né que estavam de passagem então a grande presença já ali no no no século 19 né meados ali nós estamos falando né eu estou falando ali para fazer um recorte eh temporal dos anos eh 1850 né estamos aí né nessa nessa nesse período Então já um protagonismo né de mulheres negras e como as parlamentares já mencionaram como houve né Como projeto político um empobrecimento das mulheres e sobretudo das mulheres negras né em que eh na redução da daquilo que elas comandavam né a economia política dessas manifestações culturais e por trás também a questão da culinária a questão da religião né como isso foi eh apagado da história e foi eh diminuído do ponto de vista de ser um vetor também econômico né é político no sentido de a gente pensar a cultura como poder né então o afoché como poder do Samba como poder poder de quê como Resistência como marca né histórica que atravessou aí as décadas né os séculos os tempos né tendo aí como referência a matriz africana e que hojem existem e necessitam de políticas públicas para justamente haver Esse reconhecimento porque à frente disso estão principalmente mulheres né e mulheres negras então é necessário nesse sentido esse essa reconstrução histórica e esse reconhecimento e um reconhecimento que tem que perpassar pelo aquilo que é político né agora sendo aprovado aí como vocês falaram a a política né nacional dos cuidados né então a luta também contra a a a jornada né de seis por um então também abrange né possibilidades que essa jornada impede de acontecerem né E que massacram principalmente mulheres né que não tem tempo de ver aí de estar com com a sua família de ver seus filhos crescer crescendo Enquanto elas estão aí num trabalhando no comércio ou ou em casas né de de de famílias né então lembra muito uma frase né que que eu ouvi de de um escritor eu sei que o protagonismo é feminino mas é que ele fala sobre mulheres né quantas mulheres que ele conheceu em vida né que passaram né toda a sua existência cuidando de meninos ados cuidando da alimentação da limpeza deles ficaram velhas morreram né e nunca tiveram tempo de fazer o mesmo pelos seus filhos né Então então é sobre isso né então nós pensarmos aquilo que é cotidiano aquilo que nos produz e nos reproduz que é o trabalho né e pensar aquilo também que é cotidiano que nos produz e nos reproduz que é a cultura né então pensando aí uma manifestação como como samba como jongo né como tantas outras a Congada umbigada né Eh como tantas outras que existem e tem essa matriz africana né E são manifestações afro-brasileiras né então pensar o político né e o econômico por trás dessas manifestações justamente é pensar em dignidade né então é pensar no reconhecimento como vetores culturais e principalmente no reconhecimento né da da potência política que elas têm e por isso são necessárias eh essas políticas públicas para que haja aí essa devida dignidade conferida a quem está à frente dessas manifestações e que haja dignidade para todas as mulheres né trabalhadoras né sejam eh negras indígenas né as mulheres eh não negras empobrecidas enfim eh reconhecer eh essa essa importância né Essa base Que estrutura quase todas as nações né não há nação cuja dignidade eh não tenha sido conferida a mulher que não tenha se desenvolvido então o nosso desenvolvimento ele passa por isso como município como estado como país né E tem que ser Eh aí justamente eh implementadas essas medidas né para que conferir dignidade às trabalhadoras de maneira geral e lembrando também né que sempre em momentos de de violência são as mulheres e as Crianças principais alvos como nós estamos vendo aí nas periferias do Brasil no Líbano e na Palestina Então é isso gente paz e felicidade para nós que estamos à luta [Aplausos] obrigada anselma eu passo a palavra então paraa Regina Teodoro Boa noite a todas eh quero saudar a mesa na pessoa das vereadoras Mariana conte Paula é uma felicidade poder eh estar com vocês né saber que garantimos e a permanência de vocês nessa casa e quero saudar a todos que estão nessa plenária pedindo licença em nome da Cidinha Bá Cidinha Bá É uma pessoa que eu aid lumumba que eu conheci nos anos 70 eu mor na Swift e o lumumba tinha uma formação cultural de teatro e ela foi uma orientadora Nossa eu minha irmã algumas eh mulheres meninas né Eh hoje eu tenho 67 anos e levei mais de 30 anos para rever lumumba porque ele mudou e por um acaso Em algum momento cultural eu revi ele e fiquei muito feliz e saber que meus filhos também eh passaram pelo mundo eu sou mãe do Rafael Teodoro E aí é um é uma coisa muito bacana eh essa parte histórica e a gente pode dizer ancestral nem tanto mas ancestral que a gente poder está vivenciando né pessoas que nos orientar nos eh caminharam para algo e Poder saudá-los Em algum momento e espero que a família passe pra família essa saudação muito carinho e muito respeito bom eu vou trazer aqui uma uma pauta não muito agradável né Eu sou Regina Teodoro promotora legal trabalh doméstica ainda aposentada porém Continuo trabalhando e eu vou trazer aqui a história da Sônia Sônia Maria de Jesus eh nós da associação promotoras eu escrevi viu gente porque é assim é meio difícil algumas coisas nós das promotoras e gás populares cidad Terra estamos impulsionando essa campanha # soné livre na cidade de Campinas e região e trazendo um pouco para vocês eh do que se trata Sônia Maria de Jesus foi resgatada do trabalho análogo à escravidão em 2022 pelo Ministério Público do Trabalho a dona Deolinda a mãe de Sônia aceitou Por orientação de uma psicóloga em deixar sua filha com a senhora Leonor por um tempo para que a criança ficasse afastada da violência que sofria pelo pai essa mulher Então se mantendo contato com Dona Leonor com frequência acreditando que a sua filha tivesse sendo bem tratada ou melhor tratada do que eh Estava eh Em sua residência por conta do pai violento Dona Leonor por sua vez leva Sônia uma criança de 9 anos sem autorização da mãe pra casa da filha Ana Cristina e de seu marido Desembargador Jorge luí Borba gaioto em Santa Catarina pois a filha dela acabara de dar à luz e dizia que a menina seria útil na casa por 48 anos Sônia esteve na casa dessa família até ser resgatada em 2022 por denúncia de ex-trabalhadores da família e por vizinhos que raramente viam essa mulher eh eh por ali foi na no período da pandemia que os vizinhos começaram a vê-la pondo lixo na rua eh e e no período da pandemia a gente sabe que foram mais de 100 mulheres trabalhadoras domésticas resgatadas de trabalho escravo análogo a escravidão eu falo escravo não falo análogo porque a situações são mais cruéis do que aquilo que a mídia nos mostra Dona Diolinda já tinha falecido quando Sônia foi resgatada né e e o irmãos só descobriram que Sônia estava viva que Sônia existia por conta dos noticiários da TV [Música] e só que a família antes que a família conseguisse alcançar Sônia o Desembargador Jorge luí entrou com um pedido de adoção justificando que Sônia era como se fosse da família e a adotaria por afinidade e foi concedido o pedido do desembargador e ele conseguiu levar a Sônia de volta paraa sua casa sem que a família conseguisse alcançá-la sem que a família conseguir chegar até Santa Catarina é toda uma questão logística financeira e e e essas dificuldades que nós sabemos que nossas famílias negras temos né foi constatado no resgate de Sônia que ela não tinha acesso ao SUS era deficiente auditiva e tinha várias negligências de família em alguns depoimentos dos companheiros de trabalho eh quem às vezes cuidava quando ela estava doente eram outros trabalhadores da casa eh a as necessidades né fisiológicas de de manutenção de higiene eram as pessoas que trabalhavam na casa que que a a atendiam e então o que que é que nós estamos fazendo nós estamos publicizado essa violência né Essa violência com mulher contra uma mulher negra essa violência contra uma trabalhadora Doméstica o descaso da Justiça numa situação que não é tão simples eh diante do tamanho da gravidade e das eh eh eh constatações que foi feita quando resgatada eh Sônia não tinha não tinha eh eh não sabia nem como lidar socialmente não sabia como lidar com outras pessoas que não fosse as pessoas daquela residência em família né tem aí algum comentário que assim quando Sônia eh quando o desembargador consegue eh eh levá-la de volta pra residência que ela o vê né E abraça mas as pessoas não conseguem enxergar que para a Sônia ou mundo era aquele só ela não conhecia outra coisa não tava entendendo nada do que estava acontecendo porque ela era sudda ela era surda deficiência eh de diálogo mal sabia eh trocar palavras né então eh a gente Traz essa essa campanha eh num movimento e num AP né para que todas nós eh mulheres negras ou não negras que todas nós mulheres trabalhadoras eh possamos eh impulsionar esse essa campanha eu trouxe aqui um uns um folder e que a gente possa impulsionar essa campanha e que a gente possa eh de verdade se indignar eh com uma posição eh daqueles que deveriam estar né nos protegendo da violência do trabalho eh escravo da violência do trabalho insalubre e de todas as as as violências possíveis e que quando a gente vê um caso desse a gente constata né que eh a barca de situações que essa mulher vive eh 48 anos eh a família eh hoje para conseguir visitá-la a família e eh precisa de ela é vigiada Ela só consegue chegar até Sônia com eh a assistência de alguém desse Desembargador então a gente pergunta no nos dias de hoje eh quem é que vai cuidar eh que autoridade que a gente vai buscar para dar conta de uma de uma violência eh deste tamanho né Eh se a gente não conseguir fazer uma mudança eh Nessas questões porque aí não é só Sônia né Eh foram mais de 150 trabalhadoras domésticas resgatadas Cada uma com uma história de violência diferente né a gente vem lá desde estupro a gente tem eh eh de de de pancadas a gente tem eh violências físicas graves e aí [Música] eh uma autoridade permite que esse ser humano Volte pro seu cativeiro e tem algo que a gente muito nos movimentos sindicais a gente sempre discutia é que quando um direito para uma classe trabalhadora Ele se perde eh ele é usurpado com o tempo e esse essa usurpação Ela vai para todas as outras classes trabalhadoras quando diziam que a mudança eh eh a mudança eh do do dos direitos iam atingir não iam atingir as trabalhadoras domésticas e quando as pessoas não davam importância para os direitos que a gente não tinha achavam que iam atingir só a gente Mas hoje a gente vê que a mudança trabalhista atingiu todos os trabalhadores E se a gente deixar que essa situação do trabalho escravo ele possa ser permitido então o que que nós vamos ter eh com esses trabalhadores rurais com esses trabalhadores que a gente não não tem acesso e como diz a Paola com o acesso à internet né Eh ficou muito mais difícil a gente saber do seu companheiro de de trabalho né em todas as suas categorias em todas as suas situações então aqui nós estamos fazendo mesmo é um apelo que que a sociedade que o movimento que os movimentos que a juventude eh fique atenta a isso e ajude a gente a combater essa violência e queremos Sônia livre obrigada muito obrigada Regina dizer da importância que as promotoras legais populares eh des dessa campanha nacional é uma campanha que tá sendo conduzida em todo o Brasil e saudar as promotoras por abraçarem essa pauta e darem visibilidade Então acho que é muito importante que a gente se movimente em todos os lugares para fortalecer o abaixo assinado para fortalecer a visibilidade a campanha que a campanha Sônia livre seja uma campanha de todas nós Obrigada eh eu vou passar a palavra então pra Silvana representando aqui as mulheres do sindicato dos metalúrgicos de Campinas e região Eh boa noite a to Boa noite né boa noite Boa noite a todos eh companheiros e companheiras o meu nome é Silvana Martins eu sou dirigente sindical no sindicato dos metalúrgicos de Campinas eh e onde faço parte do coletivo de mulheres e hoje também eu estou integrando o Levante feminista no Estado de São Paulo e nós estamos aqui eu estou na mesa mas eu estou aqui com a companheira Marion dirigente sindical com a companheira Aline Ramos e com a companheira Maria Angélica que são mulheres de luta assim como vocês aqui e eu quero saudar a todos quero saudar a Mariana Quero Agradecer pelo convite Mariana quero também te parabenizar pela reeleição pela votação expressiva que a que a Mariana teve eh dizer para ela aqui na frente dela que o Mandato dela é muito importante pra cidade de Campinas que ela tem trabalhado feito coisas grandiosas aqui e assim eu me orgulho em dizer que você me representa para mim é um prazer poder te dizer isso eh eu também quero agradecer a oportunidade de poder estar aqui pra gente falar de um tema tão importante e relevante que somos nós mulheres né Nós já ouvimos muitas coisas aqui e nós sabemos que nós fazemos a diferença na comunidade sofremos mais mas também fazemos a diferença eh e poder falar de mulher que num mês importante no mês de novembro que é especialmente importante para nós mulheres negras que estamos aqui que enfrentamos o preconceito diariamente né dia 20 dia da consciência negra dia 25 é o dia internacional da violência contra a mulher então assim é importante esse debate essa conversa aqui é muito importante pra gente como uma Sindicalista eu não poderia de falar deixar de falar sobre a PEC que é muito importante pra gente é é um assunto muito importante nós o sindicato dos metalúrgicos nesse ano de 2024 nós começamos uma uma campanha de redução de jornada Nós já estamos em campanha permanente porque nós lutamos e nós acreditamos que a redução de jornada Ela traz saúde mental saúde física né Nós mulheres nós sabemos que nós temos uma uma rotina muito mais cansativa porque nós trabalhamos nas fábricas né ou em qualquer outro trabalho e chegamos em casa nós trabalhamos de novo igual a Mariana disse aqui nós não temos descanso porque é trabalho de casa às vezes filho para cuidar marido para cuidar às vezes um parente adoecido Então é assim uma rotina muito puxada então nós do Sindicato dos Metalúrgicos Nós já estamos encabeçando uma campanha de redução de jornada para 40 horas nós nos orgulhamos disso nós estamos com duas companheiras aqui que conseguiram reduzir muitas jornadas na cidade de Indaiatuba São guerreiras em fábricas assim difíceis elas conseguiram reduzir eh nós reduzimos jornada jornada em Daiatuba Campinas Ortolândia e vamos continuar nessa busca por redução de jornada porque tem estudos que comprovam que a redução de jornada ela é benéfica não só pro trabalhador mas também também pra empresa pra economia muito se fala aí que ah que a economia vai sofrer mas tem estudo que comprova que não porque aumenta a produtividade do Trabalhador então nós acreditamos e vamos continuar encabeçando a campanha e queremos quemos deixar que estamos a favor da PEC e que nós estaremos também nos movimentos que nem o movimento que vai acontecer no dia 15 amanhã nós estaremos presente eh falando um pouco mais assim Voltando Para nós aqui eu queria eh passar uma experiência que nós tivemos nós eh algumas de nós do coletivo de mulheres do sindicato nós tivemos o privilégio de participar do primeiro encontro nacional do levante feminista contra o feminicídio o trans feminicídio e o lesbocídio lá foi discutido os políticas públicas de qualidade nós fizemos incidências no no CNJ na Defensoria Pública mas assim o que mais nos impactou foi as apresentações de dados naquele que foram feitos e também Os relatos das mulheres gente por mais que a gente esteja constantemente na luta na militância a favor da mulher eh existe relatos que assim a gente nunca pensa em ouvir lá tinha mulher que sofreu tentativa de feminicídio tinha perdeu os movimentos tinha de tudo então assim foi foi depoimentos impactantes e também para mim o que ficou eh muito forte lá é um é um dado que foi apresentado que em 2023 63,6 por das vítimas de feminicídio eram mulheres negras e 35,8 não negras claro que que nós que somos feminista nós lutamos pelo feminicídio zero nós não queremos nenhuma mulher machucada nenhuma mulher ferida assassinada morta isso a gente não quer mas é importante a gente se atentar aos dados por quê Porque os dados nos mostra a questão de Por que que nós mulheres negras morremos mais somos né assassinadas sofremos mais feminicídio e é uma resposta que nós já temos nós sabemos que é porque é o lugar o qual nós estamos inseridas a maioria das mulheres negras elas são periféricas elas se submetem a trabalho precarizado sofremos todos os tipos de violência né então assim nós estamos sempre subjugada alguma coisa né geralmente Eh estamos subjugadas em relação à mulher não Negra então assim por conta das da nossa condição eh nós sofremos mais claro que tem jeito tem jeito política eu acredito que política pública de qualidade pras mulheres negras que estão vindo né Porque é importante isso e uma política pública de qualidade para que tenha reparação das que já estão aqui então assim jeito tem só tem que fazer ter um pouco de boa vontade e um pouco mais de luta nossa que nós já estamos habituados eh E para finalizar eu queria deixar uma coisa registrada aqui que para mim é um motivo de orgulho a princípio para alguns para vocês eu acredito que não mas para algumas outras pessoas Pode parecer pouco mas assim para mim é motivo de orgulho eh nós eh do Sindicato dos Metalúrgicos nessa campanha de 2024 nós conseguimos incluir uma cláusula contra a violência da mulher no nosso acordo coletivo de trabalho com a empresa Samsung onde a maioria das trabalhadoras são mulheres né então assim nós conseguimos incluir essa cláusula hoje a trabalhadora da Samsung que sofrer violência doméstica física ela vai ter 10 dias para ficar na sua casa claro que mediante a apresentação de um boletim de ocorrência que é um processo normal ela vai ter 10 dias sem prejuízo nenhum ao salário não vai ter nada descontado ela vai ter esses 10 dias para poder se restabelecer fisicamente emocionalmente eh se tiver que correr atrás de repente de arrumar uma casa para morar ela vai ter esse tempo então ela de alguma forma Tá respaldada e isso é um motivo de orgulho pra gente eu tava na mesa foi uma conquista Nossa do nosso presidente do sindicato Jair de uma outra companheira Cristiane que também é dirigente na Samsung e a gente saiu extasiado né mas assim é uma conquista que a gente quer avançar em outras empresas e nós vamos que as empresas já fiquem avisadas nós vamos atrás disso em outras empresas E nós queremos avançar cada dia mais em relação aos dias que elas podem ter aos direito das mulheres só que tudo isso hoje é possível porque nós temos uma diretoria volta aqui acredita que nosso trabalho não é só ficar em frente de porta de fábrica nosso trabalho passa pela política passa pelo nosso envolvimento com movimentos sociais com a cultura Nós acreditamos que é com essa construção que a gente vai conseguir avançar cada dia mais nos direito dos trabalhadores e também nos nossos direitos como mulher então assim eu sou grata por fazer parte dessa diretoria por ter um presidente que tem a mentalidade voltada pra mulher eh e pra sociedade em si é um orgulho fazer parte desse sindicato então eu agora eu quero agradecer a Mariana Mais Uma Vez pelo convite agradecer vocês as companheiras que eu já ouvi aqui foi tudo maravilhoso a apresentação que foi maravilhosa agradecer poder est com vocês aqui gente e queria deixar uma frase que nós os sindicados Metalúrgicos Nós levamos pra vida eu sei que vocês também levam mas é sempre bom relembrar eh a frase é só a luta muda a vida Muito obrigada [Aplausos] viu Obrigada Silvana é um prazer um eh a presença aqui das mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos e eu devo dizer que o sindicato dos metalúrgicos também tem uma história importante aqui na cidade também fez 40 anos né a teve a comemoração dos 40 anos e a luta pela redução da jornada 40 horas 40 anos e nada mais oportuno que acontecer exatamente no momento em que a redução da jornada virou uma pauta Nacional então que a gente possa aí confluir e as lutas então muito obrigada pela tua presença e por compartilhar aqui um pouco da tua experiência vou passar a palavra então pra Dani para fazer suas considerações bo vermelho Boa noite Opa foi muito obrigada PA boa noite gente é um prazer imenso estar aqui nessa mesa tão bonita e participar eu agradeço a iniciativa dessa dessa conversa e e faço esse agradecimento na nas pessoas das vereadoras Paula Miguel e da vereadora Mariana conte fico muito honrada pelo convite sobretudo porque é um convite que é feito e é um espaço de debate que eu sei que é organizado por um grupo de pessoas que não vão falar só de pessoas negras no mês de novembro que não vão falar só de mulheres no mês de março então eu faço questão de vir e colaborar e contribuir de alguma forma com essa conversa porque eu sei que a pauta é tratada durante todo o ano e com muita responsabilidade e e parabéns para essas mulheres Por estarem mais uma vez representando a cidade de Campinas porque isso é muito importante para todas nós né Eh também Regina sou dessas que preparam textinhos senão eu me enrolo e não cpro tempo bom gente eu sou a Daniela eu sou advogada peço desculpas inclusive pelo pelo horário eh na nossa rotina a gente tem às vezes algumas surpresinhas ao longo do dia que a gente vai tentando driblá-la né para estar nos espaços e esse esse tema né a luta das mulheres negras transforma Campinas nossas vidas não não estão à venda isso é super super pertinente pro momento eh atual né hoje mesmo eu fui eh cobrada por um grupo de pessoas né que que enfim que eu dialogo sobre direitos humanos para que ainda a gente fizesse um evento em novembro com pessoas negras para debater e que dia que eu tenho disponibilidade que não sei o quê Só que não é diferente do espaço que eu estou hoje aqui com essas pessoas não é São não são discussões que acontecem eh ao longo do ano são discussões de forma pontual e que vem mais para enfatizar um discurso de que a organização é uma organização que pensa essas questões do que uma preocupação eh do dia a dia e que está na estrutura da organização então isso me incomoda de uma forma eh muito muito grande sabe e é como se a gente estivesse no mês no mês de novembro e ficasse absolutamente à disposição e até tivesse um compromisso sagrado com os grupos que que nós fazemos parte e que e que tem confundido fortemente a questão do lugar de fala com colocar responsabilidade e atribuição das pessoas negras que pouco se encontram nesses grupos eh que discutem Direitos Humanos a partir de uma análise do direito por exemplo como se fosse uma responsabilidade Só nossa né Eh e acho que vale pontuar que isso também é racismo isso ainda que na ausência de um dolo específico isso trata ali do pano de fundo do do racismo de que os nossos corpos eles servem ainda alguma coisa Seja algum bem algum produto Algum serviço ou alguma fala e aí a gente se torna essencial eh Então a gente tem que desmistificar constantemente esse racismo como um comportamento que se processa somente através da ação mas ele se processa sobretudo através da omissão ou da conformação com a com a organização social tem um livro né Eh que se chama mulher negra homem branco da Gislene Aparecida dos Santos que ela fala de um véu que permeia as relações sociais e que se nós tirássemos esse véu nós iríamos descobrir não só o racismo no outro mas o racismo em nós mesmos e aí o caos estaria feito né Eh e e aqui eu só usei o nós no para ficar bonitinho aqui na frase mas eu realmente não acho que uma pessoa negra ela possa ser racista ela pode sim reproduzir porque ela nunca vai se beneficiar desse comportamento eh e a minha contribuição nesse debate é pra gente pensar sobre ações afirmativas políticas afirmativas de inclusão né Eh desde a implementação da das cotas saciais que mudou o cenário da educação positivamente que é uma política que precisa de mais tempo e que precisa ser lapidada eh mas gerou um efeito negativo também que eu quero levar vocês à reflexão né onde se convencionou que a pessoa negra ela só pode ser incluída por meio das cotas eh ainda não estamos vivendo um momento em que essa inclusão acontece de forma orgânica e para falar dessa palavrinha inclusão eu cito uma reflexão que a professora Valesca Miguel faz né que é uma a primeira professora negra no curso de Direito da PUC é uma referência no mundo jurídico uma referência pessoal para mim de que a inclusão ela é diferente da Integração a integração a gente cumpre a lei a integração a gente cumpre a cota agora e tem é um sentimento que tem a ver com a tolerância do outro mas a inclusão tem a ver com o respeito tem a ver com sentir-se parte e contribuindo um pouco mais com esse pensamento é importante pontuar que quanto não houver a humanização a gente só vai ser integrado ou pior a gente não vai ser nem integrado e nem incluído eh então aquele que aquele que sobretudo eh na lógica super Da Lógica da superestrutura capitalista que a gente vive sempre vale a pena pontuar eh Afinal aquele que chega lá que chega em algum lugar carrega as pautas carrega os anseios coletivos e será que querem incluir de de fato um indivíduo que carrega um grupo consigo que carrega eh anseios dos das demais pessoas que se parecem com ele em algum lugar que será que querem dar um plano de carreira pro coletivo Depois de tanto curso e capacitação que a gente tem feito e onde não tem cota como é que as pessoas estão sendo incluídas Será que elas estão sendo incluídas ou será que a meritocracia ainda continua definindo e com conformando as ações das grandes corporações das grandes das grandes empresas das grandes instituições né então falando como uma mulher negra que utilizou como tantas outras de políticas públicas para acesso à educação me pergunto qual o futuro se a gente já chegou no limite pois sempre que estamos chegando a pista de corrida parece que aumenta um pouco quando o discurso de de igualdade racial é mais presente na estrutura social e nas instituições do que as transformações sociais de fato a gente tem um problema e aqui em Campinas nós ainda em 2024 nós estamos convivendo com os primeiros professores e professoras eh dos cursos de ensino superior negros 2024 desde a política de de instituição da instituição das cotas que também não é mais tão recente então agora a gente tá vendo essa mudança no cenário que Pese seja um prazer para mim conviver com professores eh do do direito por exemplo que é a minha área professores negros agora conviver com professores de Outra área de outras áreas como professora Débora Jeffrey por exemplo que é um prazer um orgulho imenso ainda assim isso é preocupante se essa inclusão ou integração ela continuar sendo feita a conta gotas aí a gente vai ter um problema e isso pode ser levado a uma falácia de que as políticas afirmativas elas só servem para base então eu registro a necessidade dessa casa aqui ter um compromisso de pressionar As instituições de ensino paraa promoção da Equidade racial nos seus quadros para driblar os limites que as pessoas negras podem chegar que são colocadas pelo racismo que definem onde que a gente vai então gente é isso muito [Aplausos] obrigada obrigada Dani a a Dani não falou mas eu eu quero registrar aqui que a Daniela ela foi muito importante há uns 10 ou 15 anos atrás 10 anos atrás que foi uma luta dentro da PUC a Dani ainda era estudante da PUC e foi uma luta na época uma Vanguarda né foi uma luta muito hoje a gente pode dizer que já aconteceram mais mas na época foi uma luta muito muito digamos assim extraordinária que foi a luta contra o racismo dentro da PUC Campinas então a Dani teve uma papel muito importante que resultou em nque a o PUC teve que responder os alunos que foram racistas tiveram que responder então foi um momento foi uma luta muito de Vanguarda mesmo então saudar aqui registrar Porque a Dani nunca fala disso mas eu faço questão de de contar aqui de denunciar de denunciar a trajetória Valeu eu vou passar a palavra então para manifestação do público quem quiser fazer uso da fala vamos combinar 3 minutinhos aí pode ser pra gente cumprir o horário quem quer alguém quer fazer uso da Fala pode falar pera aí o microfone microfone e aí se você puder falar o seu nome tá bom Obrigada Tudo bem boa noite boa noite muito obrigada bom meu nome é cacau eu sou líder de um coletivo feminino que atua com as menas e as monas na cena e hoje eu tô aqui com as meninas né que é veneno nega doce juntas nós atuamos nesse coletivo e essa semana nós eh já estamos aí comemorando né o dia mundial do hip hop Então nada mais nada menos e como trazer essa pauta que é a violência que acontece dentro da produção artística musical dentro da produção cultural e eu trouxe um pouco sobre isso bom criar um canal de denúncias com foc em proteção contra as mulheres no mercado musical e no ambiente de agenciamento cultural pode ser um passo significativo para a igualdade e segurança com punições e multas para as empresas registradas em Campinas esse projeto ele poderia ser inspirado na lei Maria da Penha mas adaptado para o contexto específico do setor artístico e musical garantir a proteção das mulheres na Indústria Musical inclui artistas produtoras compositoras e demais profissionais do setor musical contra todas as formas de violência abuso e discriminação a criação de um ambiente seguro equitativo e respeitoso para participação de mulheres em todos os níveis de mercado musical trazendo Combate à violência do ambiente de trabalho artístico como qualquer ação ou omissão que cause dano físico psicológico ou moral patrimonial ou sexual contra as mulheres no âmbito do mercado Musical O assédio a violência simbólica atitudes ou práticas que mesmo sutis contes No Tic impando Med PR e educativas com a sensibilização gostaria de criar campanhas educativas informativas para artistas do profissionais do setor abordando a importância e o respeito da prevenção contra o abuso realizar captações obrigatórias para empresas e instituições do mercado musical sobre o assédio a violência e o e a a prática de inclusão trazendo procedimentos de denúncia e Apoio às vítimas uma idoria uma ouvidoria especializada em violência de gênero no setor musical composta por uma equipe treinada e Imparcial então o objetivo eh trazer eh essa pauta específica para o setor artístico por Campinas é um berço de cultura e arte aqui nascem grandes nomes musicais grandes nomes da cena artística hoje mesmo nós temos jovem MK que está concorrendo a um prêmio latim gramy eh jovem periférica de Hortolândia e também nós estamos atuando aí estamos em ascensão com grandes nomes na música artística como a Júlia Costa DJ High eh temos também Mc Luana Duquesa e mulheres que trabalham dentro desse mercado no setor financeiro no setor de promover eventos fazer publicidade temos aqui também do lado veneno da bit que é bitmaker produtor musical meninas que trabalham também não só expostas mas nos Bastidores o apoio jurídico e psicológico às vítimas de violência no setor musical terão direito a elas terão direito a assistência jurídica e psicológica costeada pelo estado ou por instituições do setor cultural multas e suspensão de atividades a instituições ou indivíduos que violem as disposições da lei que estarão sujeitos a sanções como multas suspensão de patrocínios e impedimento de participações em projetos culturais a proibição de contratos em caso de reincidência ou infrator ele poderá ser proibido de atuar no mercado cultural e musical por um período Indefinido inabilitação profissional os profissionais do mercado musical condenados por violência contra mulheres poderão perder temporariamente o direito de exercer funções medidas de incentivo e valorização da mulher no mercado musical com com responsabilidade das empresas e instituições culturais exigir que empresas e instituições adotem políticas de Tolerância Zero contra qualquer tipo de violência ou assédio de gênero devemos criar uma comissão permanente para monitorar a aplicação do canal de denúncia recebendo relatórios e desenvolvendo propostas de melhoria esse canal de denúncia ele teria como base os princípios da Lei Maria da Penha mas focado num contexto específico da Indústria Musical e da cultura incentivando o respeito e criando consequências para práticas abusivas Desde já eu agradeço muito a minha fala e muito obrigada Michele por essa oportunidade bom a gente já tá encerrando o ano mas eu gostaria muito de continuar nessa luta nós temos aí o coletivo se vocês quiserem conhecer no Instagram @eva andeline eu sou da Vila Jorgina da comunidade logo aqui do lado e nós vamos continuar lutando para que mulheres jovens negras periféricas e não sejam mesmo que continuem eh tendo grande espaço né no mercado que elas possam ser ouvidas e que um canal de denúncia seja criado para que elas possam sentir segurança no mercado de trabalho no mercado artístico no mercado cultural e desde já eu agradeço muito aqui tem grandes mulheres que eu eh me inspiro Paula Mariana muito obrigada obrigada Cacau achei muito interessante né Eh a elaboração dessa proposta comissão permanente das mulheres a gente acolhe recebe queremos dialogar com vocês a elaboração desse projeto porque eu acho que vai é um projeto muito interessante e que a gente necessário né então agradeço por trazerem aqui pra gente eh mais alguém gostaria de fazer o uso da palavra não Naná vai lá vai lá vai lá Boa noite sou Nana cosm faço parte dogum e parabenizo a mesa tudo que euv aqui hoje assim acrescentou demais para mim ancelma representando as mulheres doog não tenho mais não preciso falar mais nada mas ainda assim Ouvindo todas vocês essa questão da jornada de trabalho que tá pegando muito né Eh vamos lembrar que desde 1935 a oit Ela já diz que 40 horas semanais eh que é algo que se considera saudável né para para um trabalhador tá exercitando E então a gente tá nessa luta desde 1935 aqui no Brasil que se aprovou na na Constituição de 88 foram 44 horas né E apesar de ter sido aprovadas 3 4 horas nós sabemos que a maioria dos trabalhadores não é à toa que nós estamos brigando para acabar essa escala se por um tá então essa questão da de est vindo a contra goas é um pouco demais né quase 100 anos e em quase 100 anos eh a burguesia conseguiu diminuir os nossos direitos atacar os nossos direitos apesar da gente est lutando o tempo todo todo contracorrente porque dentro do sistema capitalista a questão da jornada de trabalho para nós é uma luta eterna eles não querem ceder nunca é muito importante a nossa participação é muito importante divulgar né a manifestação de amanhã o ato de amanhã é importante a gente est Lá é muito importante para nós mulheres negras essa questão da jornada 6x um essa questão também desse alerta do da PEC do Eduardo Cunha que já vem também atacando eh em relação à questão do aborto de novo que a gente sabe que as mulheres negras são as que mais sofrem são as que mais morrem são as que menos têm acesso à saúde pública inclusive né Então queria deixar esse adendo né que a gente tá lutando desde 1935 para ter 40 horas então eu já tô assim com o pessoal da Alemanha que tá fazendo um teste né da jornada 4X que é para você trabalhar qu dias e ter TR dias né Para Viver que a vida não é só trabalho né então obrigado foi maravilha Parabéns mesa Parabéns mulheres do leum Parabéns mulheres do hip hop que legal adorei ouvir vocês tá obrigado pelo convite [Aplausos] a Obrigada mais alguém fazer uso daav se não Michele vamos lá vai lá Michele então depois da Michele a gente volta PR as considerações finais aqui Bom primeiramente muito obrigada a todas que estiveram presentes aqui todos também e o Novembro é sempre um momento de reflexão pra Negritude e resgatar essa história muitas vezes apagada e eu gostaria de fazer uma fala eu acho que mais afirmativa da da nossa cultura que foi muito bem representada aqui pelas mulheres da do afoché lgum que vai ser muito bem representada também pela Cacau pelas meninas das crias de EVA que vão também cantar um rap aqui no final pra gente mas eu sinto que é inevitável a gente passar um pouco sobre a situação da conjuntura que a gente tá vivendo em relação às pessoas negras no Estado de São Paulo o Tarcísio governador do Estado de São Paulo tem aplicado uma uma política de segurança pública basicamente genocida que tem essa assado crianças que tem invadido velórios que tem causado Pânico e terror nas periferias há mais de um ano a operação escudo e a operação verão são duas operações que injustificadamente T cada vez mais executado pessoas sem qualquer justificativa inclusive crianças como citei recentemente em Santos se eu não me engano um garoto de 4 anos né o Rian foi assassinado e isso é muito grave acho que isso é uma eh enfim é é barbar que a gente tá caminhando para viver cada vez mais e eu acho que junto disso vem todo um pacote de aprovação de retirada de direitos através da privatização é a falta do direito à água Porque estão privatizando a Sabesp é a falta do direito à saúde porque não param de vender os nossos hospitais agora até leilão de escola tá tendo e eu né eu comecei a Militar no movimento estudantil eu não me apresentei inclusive meu nome é Michele eu faço parte do pessol construi o mandado da vereadora Mariana Conte a rede emancipa de cursinhos populares e por muito tempo eu construí a rede eh a rede não o movimento juntos que é um movimento de juventude que faz militância pela educação e um mote muito famoso da educação é que a nossa Educação não é mercadoria é muito absurdo que a gente esteja agora leiloando escolas no Estado de São Paulo que a gente esteja aplicando chat GPT em lugar de professores e uma série de outras coisas que a gente sabe muito bem quem afeta que são as pessoas que são usuárias do serviço público em sua maioria a maioria da população negra maioria da população brasileira que é em sua maioria Negra também e quem mais sente quem mais vê as consequências primeiro da violência Mas também de todas essas retiradas de direitos são as mulheres negras é muito triste que a gente aqui né tenha que relembrar disso porque é o luto das nossas irmãs que perdem seus filhos que doem todos nós e a gente já perdeu muitas nossas também a própria Mariele que acho que toda vez que a gente tem a oportunidade de relembrar dela é muito importante relembrar porque foi um exemplo né né da resistência das mães periféricas do da do Povo LGBT da negritude e dos socialistas dos militantes das pessoas que acreditam num outro futuro e que teve a sua voz silenciada através também de uma violência muito agressiva que mostra o atraso do Brasil e como a nossa cultura escravagista ainda normaliza a morte das pessoas negras aqui em São aqui em Campinas a gente teve o caso do Jordi que segue em trânsito na justiça que ainda não foi julgado não foi culpado e responsabilizado o guarda que assassinou ele o um dos nossos cursinhos da rede emancipo homenagei o Jordi lá na enfim que era um morador da da do osel então a gente também gostaria de relembrar aqui a luta por Jordi que ele esteja presente assim como a Mariele em todas as nossas todos os nossos momentos e lembranças porque essa luta segue em curso em breve a gente vai precisar voltar pras ruas para enfim defender essa família que também vive em lutada aqui na nossa cidade é isso obrigada Micha quer fazer uma agradecimento umas considerações finais queria só agradecer mesmo pela oportunidade de estar aqui discutindo eh sobre a nossa realidade nesse mês de novembro queria aqui saudar também o o coletivo as filhas de EVA Cacau veneno nega doce pedir também para compartilhar conosco essa ideia para que a gente consiga também dar vazão para isso né Eu acho que a as comissões aqui da câmara elas são muito importantes pra gente também ouvir a população né propostas ideias e a gente fomentar cada vez mais políticas públicas a partir do que a gente entende principalmente sociedade civil entende que é necessário e urgente pra cidade de Campinas quero parabenizar aqui e agradecer né Dani Regina aqui anselma também Silvana mandar um beijo PR minha mãe dona Neli que falou que está assistindo a gente falei até pra Mariana que ela ficou brava de não estar aqui nessa discussão tão importante então para que a gente cada vez mais consiga ter esse debate né e não o cerceamento dele que é o que estão tentando fazer diariamente no Estado de São Paulo e aqui na cidade de Campinas gente é isso Parabéns vereadora pela pela comissão Muitíssimo [Aplausos] obrigada agradecer todo mundo que teve aqui presente as mulheres do afoché e lugum a Daniela Oliveira a Silvana Martins e as mulheres do Sindicato dos Metalúrgicos a Regina Teodoro a anselma Sales a Cacau e as meninas aqui do hip hop que vieram também eh nos agraciar todo mundo que esteve presente e eu fiquei refletindo aqui nas nas falas porque ancelma falou sobre a economia política né e eu acho que tem uma questão da economia política do racismo patriarcal porque na verdade na verdade na situação que nós estamos de um abismo social tão grande porque nós vivemos um abismo social né quer dizer a Extrema riqueza convive com a extrema pobreza se a gente vai pro centro de Campinas a gente vê isso né é são os extremos a Extrema riqueza e a extrema pobreza e é porque a gente tem uma sociedade que transforma tudo em mercadoria Inclusive a nossa força de trabalho a nossa força de trabalho a gente vende a nossa força de trabalho como a mercadoria no mercado e como todas as mercadorias tem mercadorias mais baratas e mercadorias que vão sendo né de uma escala mais valorizada para mercadorias mais baratas a mercadoria força de trabalho das mulheres é mais barata a mercadoria força de trabalho dos homens negros também é mais barata e a mercadoria e a força de trabalho das mulheres negras é ainda mais barata né na verdade aquela música né a carne mais barata do mercado é a carne negra é isso né verdade o trabalho se a gente tá falando de jornada de trabalho o fato é que o trabalho das mulheres negras é o trabalho mais barato no mercado e o E isso se faz por meio de o instrumento para isso são instrumentos de violência né o estado é uma forma de manter essa essa mercadoria mais barata o feminicídio é uma forma de manter essa mercadoria mais barata a privatização o falta de acesso à escola a escolarização é uma forma né a a política Urbana que cria a a o avanço das cotas raciais por exemplo na na Unicamp E aí tem a luta pelas as cotas pcds cotas trans tá sendo eh tá tendo um retrocesso por conta do processo de Urban do Império das kitnetes que faz uma seleção Econômica né então assim a gente vê que o estado a violência do Estado a violência que a a Naná citou a violência do da do Governador Tarcísio a máquina de guerra que tem na Palestina no genocídio da Palestina um laboratório tudo isso é feito para manter essa economia política do racismo patriarcal por isso é tão importante a luta pela redução da jornada de trabalho por isso é importante nós ocuparmos as ruas para que a gente quando um ganha só é possível trazendo aqui uma coisa que a Regina falou só é possível o ganho coletivo para os de baixo para a nossa classe se for um ganho coletivo Ninguém ganha sozinho assim como um quando um perde todos perdem o ganho só pode ser coletivo então agradecer vocês que estiveram aqui presentes nesse mês de novembro inspirados e animados pela luta da Juventude que resolveu fazer uma luta ocupar as ruas eu quero encerrar aqui convidando todo mundo para que possa e vir para o ato amanhã que nós ocupemos as ruas e que a gente possa dar o nosso recado e aí a gente vai passar então pro nosso encerramento com a atividade cultural [Música] vamos a gente fica muito obrigado já aqui prazer voz vereno da Beach Oi gente tudo bem Eu sou nega docear pode soltar [Música] DJ cacal vog queridinha predileta da mídia não preciso de número para provar correria quer saber o que eu faço para aumentar Minha autoestima virou minha rotina olhando espelho todo dia crop satrina letra afiadíssima Se quer uma chance então bebê entra na fila não tenho tempo para criticar só PR tequila ao som deho uma dose eu meero essa menina o m PR tá perversa vai mostrar o que engaja virar um objeto não é ser trinada tem que ter anos de estrada respeito sua caminhada h de expandir a mente e ser vida se me chama de morena já viu arrumou em crenca e não aguenta o problema minha indole não se compra sou eu que banco minhas contas o cartão tá lotado e no bolso tem as Nosa com uma amiga no estúdio Rob e lazer eu de mambi ela de na que a vistão dos dubl que sem sempre cobra simpatia e copia você mas esse molho só eu tenho PR satisfazer ensina NC é liberdade mostra sua capacidade na favela eu sou chave eu não dependo de você a Veneno tá no Bach tá ligado nega doce nega doce quando chega ele espira na b da bandida no um salve na Letícia se você não sabe gostosas US tou preta A responsa começou essa treta tem que segurar a bronca se B tá lacrado baby hair na régua se na minha reta não vai arrumar conversa eu não tenho tempo T com a AG lotada o saldo na minha conta volta comera quebrada canela cinza que ninguém dava nada portando várias grip e as contas quitada calin essa preta enjoada T rica bem novinha sou minha própria empresária PR noo nega de quebrada acelerando a nave os Boizão não arruma nada Morro do Macaco Sou cria de quebrada no fone de ouvido ou no B da praça mente criminal se rol na brutal meu cabelo cacheado e consciência Milionária Morro do Mac soua de quebrada no da praça criminal fala na CVA brutal do meu cabelo e consciência Milionária a veno tá no bit tá ligado nega doce gente essa aqui tá disponível em todas as plataformas digitais preta predileta acesse lá mas essa próxima que a gente vai cantar diz muito sobre que a gente tá discutindo aqui hoje e eu quero que vocês declarem hoje que a gente só quer cas Vamos mudar a essa cena cultural e pode tocar DJ OMG cultural biqueira bits salve DJ fão muito obrigada para quebrar esse silêncio vamos fazer barulho quem quer a Valeu família hoje eu só quero Cash Hoje Eu Só Quero Cash Hoje Eu Só Quero Cash Hoje eu só quero hoje eu sóo hoje eu entrei no plano e causei vários danos cheguei na festa e tô sem convite esperava uns pano un kit caro iphonea de grif Mas entre com uma dona do palco não vem da palpite não te obriga a me entender mas também não vou me render Você tem 20 anos e tá reclamando postando Stories pagando sermão enquanto tem gente lá do outro lado no ônibus lotado sentado no chão comprando matéria na sua cidade Será que isso é verdade ou uma super produção pro trampo do trampo pra casa sem janta e sem grana uma mera ilusão enquanto você acumula dinheiro achando que compro poderi essa gana mesmo na lama Travessa sem medo o ambiente escuro de fama no topo do póde ser que compre número e segue sem rumo visando no lucro quech lotado forçando carado fantstico em cima do muro e me pediu paciência pro jogo sujo jogar Ok seu caráter tá em ausência não adianta reclamar acha que é profissional no que faz mas o que poar é superficial a vist as mina que er caridade mas se contradiz as Man é brutal nega doce biqueira beits isso é MG cultural OMG OMG salve DJ fluc PR mim vermel nos olhos per da sua pele eu desendo PR você você não me esquece chama de saf gosta da minha se sei que sou pra frente meu gosto é diferente você não é o único que faz diferente eu não tenho tempo fazer dinheiro P no pescoço sempre aumentando Lud por amor mas prometo que essa noite eu vou subir eu vou descer prazer você não vai me esquecer você não vai me esquecer eu sou um doce joga no copo eu sou gostoso joga no colo e fico chapada ti bola eu só quero ouvir não para não para não para não para da b não para não para negad não para não para Mariana não para não para Paula não para não para salve câmera muito obrigada gente muito obrigada veno da bit nega doce OMG muito obrigada a todos Michele obrigada pelo convite valeu obrigada muito bom preciso Obrigada am declaro encerrada Então a reunião da comissão dos permanente dos direitos da mulher to eu esque [Música] testando chama o pessoal para se posicionar e eu já vou quando terminar aqui a entrevista vereadora mais uma reunião importante falando sobre a mulher né em especial nesse mês de novembro vocês citaram algo que eu acho que é de bastante relevância pro público de casa pro público de um modo geral falar da mulher negra não é apenas no mês de novembro Claro na verdade a luta contra o machismo contra o racismo contra a desigualdade de gênero contra a desigualdade racial e como isso se combina nas mulheres negras né os dados estão aí a realidade tá aí as mulheres negras são as as mulheres eh são as pessoas mais mal no mercado de trabalho são as principais vítimas pelo feminicídio são as principais vítimas pelo aborto clandestino inseguro são as Mulheres Que mais têm dificuldade de acesso às políticas públicas então assim os dados estão aí eh para quem quiser ver e as mulheres são a base da pirâmide dentro dessa extrema desigualdade desse Abismo social que a gente tem na nossa sociedade e a luta é todo dia todo mês o mês de novembro é o mês da consciência negra é o mês que eh foi uma conquista também que você tem e eh a definição desse mês como uma forma de reflexão de debate diálogo e de protagonismo protagonismo das mulheres negras por isso nós compomos uma mesa hoje com diversas mulheres com mulheres que tem a sua trajetória que representam os seus grupos tivemos aqui apresentação do afo legum um grupo de 40 anos tivemos a representação aqui das meninas do hip hop uma nova geração que tem feito cultura música que tem se moderado Então esse foi o objetivo foi o objetivo exercer aquilo que o movimento negro conquistou que foi re exercer a Consciência Negra trazendo mulheres trazendo o a pauta o tema do protagonismo das mulheres negras também foi debatido sobre a carga horária né a redução da carga horária que tanto tem se falado e se tornou uma pauta Mundial Claro a questão da jornada de trabalho porque o fato é que o trabalho os trabalhadores a classe trabalhadora está exausta está adoecida Então esse é um tema necessário que eu acho que tomou conta do Brasil e que tem sido um tema Mundial que é a necessidade de que as pessoas tenham uma vida para além do trabalho que a gente possa trabalhar eh sim trabalhamos o trabalho é uma parte importante né do nossa vida da nossa inclusive que o trabalho seja mais estimulado né que não seja aquele trabalho alienado né queremos todo mundo quer que o trabalho faça sentido na sua vida e que a gente possa ter vida além do trabalho né que a gente não que o trabalho não seja apenas a a gente a gente sabe que tem uma a gente tá vivendo uma epidemia de adoecimento mental as pessoas têm tomado remédios fortes né antidepressivos taria preta para conseguir lidar com isso ou seja existe o nosso mundo está doente e nós sabemos que a gente tem uma qualidade de trabalho um trabalho que não pratica violência trabalho bem remunerado com condições dignas um trabalho que seja reconhecido um trabalho que seja com uma jornada compatível com outros aspectos da vida é fundamental para que a gente possa tirar o mundo e a nossa sociedade cidade brasileira dessa doença essa esse é adoecimento coletivo que a gente tá vivendo perito muito obrigada boa noite vereadora nós encerramos por aqui então a nona reunião da comissão da mulher falando sobre a realidade da mulher negra em Campinas Boa [Música] noite TV Câmara Campinas Quem fuma é quantos dias que tem que ficar sem fumar para doar san se Quem fuma cigarro comum fique é fica inpo pra doação 2 horas antes e 2 horas depois é uma medida de precaução pós doação é uma orientação nossa né na aruil fica inapto por 12 meses e bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação evitar e 12 horas depois também pelo menos vai depender do volume ingerido [Música]
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