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um estudo publicado pela revista científica de lanet revelou que a pandemia da covid-19 deixou ao menos 3,4 milhões de crianças e adolescentes em situação de orfandade no mundo durante os primeiros 20 meses da pandemia o levantamento apontou ainda que no Brasil quase 170.000 crianças e adolescentes perderam o pai ou a mãe para doença no mesmo período o estudo da revista científica considerou como órfãos pessoas de até 17 anos que perderam um dos Pais para o coronavírus o período analisado foi de 1eo de março de 2020 a 31 de outubro de 2021 nos dois primeiros anos da pandemia mais de 40.000 crianças e adolescentes perderam suas mães por covid-19 no país a usão é de um estudo inédito conduzido por pesquisadores da Fiocruz e da Universidade Federal de Minas Gerais divulgado pelo observa infância que é o Observatório de saúde na infância a crise sanitária instalada pelo coronavírus apenas evidenciou e potencializou um problema que já existia isso porque são diversas as causas que podem levar uma criança ou adolescente a situação de orfandade e para debater esse tema a câmara municipal promove nesta segunda-feira o primeiro seminário orfandade e direitos em Campinas com a participação de especialistas organizações da sociedade civil representantes do Poder Executivo e judiciário e dos vereadores Débora Palermo e Paulo Búfalo o objetivo é mobilizar o poder legislativo Municipal para a construção de uma política universal de proteção às crianças e adolescentes em orfandade e essa rede de proteção Ela depende de políticas públicas Então é isso que a gente vai trazer pro debate né o que essas famílias precisam O que significa uma situação de orfandade na infância ou na adolescência Então vai ser um seminário bem importante a vereadora é autora da lei número 1200 de 16 de Março de 2022 que instituiu um plano de ação destinado às crianças e aos adolescentes em situação de orfandade causada pela covid-19 no município de Campinas Débora também propôs a lei número 16.34 de 28 de dezembro de 2022 para proteger as crianças e adolescentes em situação de orfandade causada por violência doméstica contra a mulher nós começamos com com os órfãos da covid né em situação de orfandade pela covid porque era o período de pandemia e muitas crianças perdendo pai e mãe ou só pai ou só mãe em situações bem difíceis e depois nós também pelo aumento de feminicídio que né na questão do feminicídio eh nós temos que considerar que a criança no mesmo dia na mesma hora normalmente é o pai que mata a mãe ou ele se mata ou ele vai preso ou ele foge então a criança o adolescente perde o pai e a mãe aí tem um grupo de irmãos vamos dizer três irmãos um vai com a avó outro vai com o tio outro vai com outro tio então eles perdem o pai a mãe e os irmãos as leis no entanto ainda não foram regulamentadas pelo executivo Municipal e sem a regulamentação não tem como a gente vamos dizer cobrar esse atendimento então eu fiz um requerimento ao prefeito perguntando questionando como vai se dar essa regulamentação Quando vai ser quem vai atender quem está pensando nessa política pública pra gente provocar também que a que o poder público faça parte dele que é o atendimento essas crianças não dá para não levar em consideração o sofrimento dessas crianças desses adolescentes e a necessidade de um atendimento sistemático cuidadoso em todas as áreas né os vereadores acreditam que é preciso que a norma saia do papel para favorecer as famílias e garantir o direito das crianças e adolescentes em sua totalidade não é só uma questão de abrigo ou de alguém que adote essa essa criança mas é pensar na sua integralidade no seu direito à educação à cultura o lazer enfim aqui na casa inclusive nós temos uma comissão de defesa dos direitos da criança do adolescente que foi criada por minha autoria então é importante que a câmara acolha esse debate da orfandade já que em particular na pandemia né esses números eh de Órfã da pandemia né Eh provocou assim o os os poderes públicos e também movimentos que atuam na área de defesa dos Direitos da Criança do Adolescente né e outros Mentos a pensarem políticas e integrais como o estatuto da criança preconiza a criança deve ser prioridade absoluta na destinação de recursos nas políticas públicas e a proteção integral à criança adolescente deve ser vista pelo município e pelos legisladores com muito cuidado então é de extrema importância e relevância que essa casa pense todos os dias em políticas públicas pras crianças e adolescentes se a gente quer uma sociedade mais justa mais igualitária e também com menos violência né