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o debate presidido pelo vereador Cecílio Santos no plenário da câmara municipal na tarde de quarta-feira teve como tema habitação social e os imóveis Desocupados na região central de Campinas o encontro foi aberto ao público e contou com a participação da professora arquiteta e urbanista Vanessa Belo e também do pesquisador Renato Balbino do Instituto econômico de pesquisa aplicada ou ipea para o vereador é preciso discutir soluções já que existem mais Imóveis Desocupados do que pessoas com necessidade de moradia o parlamentar acredita que a reforma dos imóveis vazios no centro e a aquisição para habitação de interesse social por exemplo poderia ser uma alternativa para resolver o déficit de moradia e ainda ajudar na revitalização da área Central Mas eu acredito que nesta forma de organização que a gente faz tá não só as moradias precárias que estão as margens dos Córregos dos Córregos na nossa cidade mas também possibilitar programas e mais do que programas como foi dito aqui pelos dois debatedores é política Habitacional de qualidade para nossa população de modo geral especialmente a população o pesquisador do ipea fez uma apresentação sobre política Habitacional trazendo dados referentes ao senso de 2022 em Campinas dos 501 952 mil domicílios 54 mil estão desocupados são 500 Imóveis vazios somente na área central da cidade no cenário Nacional os números também são alarmantes são 11 milhões de imóveis Desocupados dos 90 milhões de domicílios no país em 2010 eram seis milhões ou seja houve um aumento de 87 por de 2010 para 2022 o Minha Casa Minha Vida ele traz a melhoria Habitacional como uma possibilidade da gente tratar esse esse setor e promover não a construção de novas unidades mas a qualificação das unidades construídas assim são Dados que nos deixam de certo modo apreensivos inclusive porque tem áreas ociosas no centro então por isso a necessidade do envolvimento de todos com tranquilidade com paciência mas também com firmeza para resolver esse problema é necessário que haja uma política de ocupação para esses móveis especificamente requalificando a região central e portanto dando vida a um lugar que já tem toda a infraestrutura segundo A arquiteta e urbanista 63% das casas chefiadas por mulheres estão abaixo da pobreza Além disso na região sudeste os encargos com o aluguel também chegam a 63%, ainda de acordo com Vanessa Campinas tem um déficit que varia de 34 a 70 mil unidades habitacionais sendo que há pouco mais de 40 mil pessoas interessadas em ter uma moradia A arquiteta também falou sobre a proposta de promover habitação social no centro de Campinas pelo fundo aja uma associação sem fins lucrativos que busca adquirir Imóveis vazios especialmente aqueles de interesse histórico e cultural em áreas centrais restaurá-los e disponibilizá-los para locação social alocação social é uma política Habitacional pública privada ou mista baseada no uso de um bem adaptado a trajetória de vida das famílias é um outro modelo de moradia primeiro que não é para venda é para locação social então estes estúdios eles vão ser alugados para Famílias chefiadas por mulheres com até dois filhos né Ele é um modelo de moradia compartilhada viu para a gente chegar num salário mínimo com um investimento Digno mais calculado em cada centavo né para que a gente possa fazer esse aluguel chegar a um terço do salário mínimo o vereador que é relator da comissão especial de estudos sobre a população em situação de rua também se tá reforma e ocupação desses Imóveis e destinação para aluguel social como uma possibilidade de ajudar na solução do problema isso porque de 2015 a 2021 a população de rua cresceu 65,5% no município eu penso que esse é um momento de organizar essas ideias essas sugestões as propostas E aí sair com algo que seja mais definitivo para apresentar ao poder executivo