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a comissão permanente de educação e esporte presidida pela vereadora Guida Calixto realizou sua quarta Reunião Extraordinária na noite da última terça-feira no plenário da Câmara Municipal a reunião teve como tema o debate sobre a educação anti-racista com o foco nos diálogo sobre os valores civilizatórios africanos e afro-bras a lei federal 10.639 de nove de janeiro de 2003 torna obrigatório ensino sobre histórico e cultura afro-brasileira no currículo oficial da rede de ensino o objetivo segunda vereadora é romper com o racismo começando esse movimento já nas escolas o movimento negro ao longo da dos anos né passado do século 20 nós denunciamos o racismo mas a gente também exigiu que a lei 10.639 que é a lei fala da cultura do povo africano e afro-brasileiro ela fosse também uma disciplina das nossas escolas a vereadora Paola Miguel também participou da mesa de debate e acredita que é preciso investir na formação dos professores e na reformulação dos materiais didáticos é fundamental a gente construir uma educação antirracista para que lá na frente quando a gente tem né o ser adulto isso não seja reproduzido o professor de matemática da rede Municipal e representante do conapa o coletivo negro com práticas pedagógicas em africanidades trabalha o anti-racismo na escola onde atua com enfoque na ancestralidade Então quando você falar de racismo reverso lembre-se que os brancos nunca foram oprimidos e nem escravizadas então na minha concepção racismo reverso é demência isso é um aluno de 16 de 14 anos numa série de 7º ano na época ele tava fazendo as primeiras análises críticas da relação que o conhecimento de africanidade de educação anti-racista tem propiciado para ele aí a gente não pode perder a noção do compotente somos quando nos conhecemos porque a cultura é do povo negro tem essa coisa de reverenciar os nossos mais velhos porque eles são portadores de experiência eles são que nos eram a vida durante a reunião ainda foi exibido um trecho do documentário árabe de Jerusalém de Altair Veloso a obra conta a história de algum Dana um africano de daomé que nasceu há mais de dois mil anos e conheceu Jesus Cristo agora ele está de volta à Terra durante uma única noite num terreiro de umbanda para contar a sua história tenha consciência paga se não tiver a serviço de Deus ou de um orixá a pedagoga e alo orixá Célia Santos chamou a atenção para os casos de violência e intolerância religiosa como assassinato da Líder quilombola mãe Bernadete em Simões Filho região metropolitana de Salvador agora o caso é acompanhado pelo Observatório das causas de grande repercussão colegiado formado pelo Conselho Nacional de Justiça e pelo Conselho Nacional do Ministério Público nós tivemos aqui na região de Campinas uma garota que foi ela foi apedrejada porque ela estava com roupas de santo Deus tem muitos nomes e por que é que só o nosso causa problema porque é que só o nosso é demonizado e como é que nós vamos fazer para lidar com isso porque uma pessoa perdeu a vida aí Adriana de Omolú coordenadora executiva da Teia Nacional Legislativa em defesa dos povos tradicionais de matriz africana e coordenador Estadual do fonsemp ótima que é o fórum nacional de segurança alimentar e nutricional dos povos tradicionais de matriz africana explicou o termo ancestralidade e pediu por providências quanto a onda de violência porque ela nunca foi religião tá no nosso DNA é a nossa origem é de onde viemos Então são formas que o racismo encontra sempre para nos aniquilar nós protocolamos o Ofício exigindo o gênero CPI do genocídio dos povos tradicionais africana em sala de aula espaço da revolução por excelência por excelência Então quem tá na sala de aula faça a revolução e a gente vai questionar um monte de coisa vai questionar um estereótipo em que coloca o povo negro como bandido a mulher negra como desumanizada a mulher negra como sexualizada né o povo negro como desprovido de intelectualidade é fazer essa luta e que a nossa educação seja uma educação de racista porque a gente precisa ver os nossos alunos nossos negros os nossos filhos estando representados no espaço que historicamente nunca foi nunca acolheu os nossos jovens