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Olá, bom dia! Até o último boletim emitido pelo Ministério da Saúde. Nesta segunda-feira, o Brasil contabilizava 80.129 mortos pela Covid-19. São mais de 2.118.000 casos da doença e 1.409.000 recuperados. No estado de São Paulo, são mais de 416.000 casos confirmados, nos quais 19.788 pessoas morreram, sendo que a maioria do sexo masculino. Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 74,8% das mortes. E aqui na região metropolitana de Campinas, que compreende 20 municípios, são 27.789 casos e 1.054 mortes, sendo 543 aqui na nossa cidade. O município tem 13.464 casos confirmados, 693 casos em investigação e também estão sendo investigados 25 óbitos. Lembrando que Campinas continua na fase vermelha com 86,45% dos leitos ocupados. O município conta com 406 leitos de UTI exclusivos para pacientes com Covid-19 nas redes públicas e privadas, mas desse total 351 estão sendo ocupados. E é neste cenário que o prefeito Jonas Donizete anunciou em uma live nas redes sociais o início de um projeto piloto de monitoramento da taxa de oxigenação de pacientes com mais de 60 anos confirmados ou suspeitos de Covid-19 que serão avaliados em domicílio com um aparelho chamado oxímetro que é colocado na ponta do dedo numa parceria entre Prefeitura, o Instituto Stater e a Sociedade Brasileira de Infectologia. Nós vamos formalizar esse nosso trabalho e acho que é o único município que vai fazer formalizado esse tema de cooperação e esse piloto muito provavelmente será feito em Campinas e em Curitiba. O presidente, que é o Clóvis Arnes, sobrinho da doutora Arnes, ele é o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia e mora em Curitiba. Então, esse trabalho vai ser feito, esse piloto vai ser feito em Campinas e em Curitiba. Por que escolhemos a região sudoeste? Primeiro porque temos um hospital de retaguarda nosso, COVID, com grande número, que é o Hospital Ouro Verde. Segundo que temos centros de saúde contíguos com a estrutura que a gente precisava. Nós temos um grupo de infectos, ipneumos e médicos que nos apoiam na interpretação desses dados. Ninguém entendeu no começo, mas logo depois eles começaram, o pessoal, principalmente da turma de frente das UTIs, começaram a perceber que os pacientes estavam chegando em estado gravíssimo ao hospital. E muitos deles mal conseguiam ser entubados. E logo depois se constatou, então veio, isso foi no começo de maio A percepção e o entendimento de que você tinha a questão da hipóxia silenciosa Que é um fenômeno que o paciente não percebe a queda de saturação de oxigênio no sangue E isso fazia com que ou os pacientes morriam em casa Ou chegavam muito tarde no hospital ou iam direto para os UTIs E a partir daí, nós começamos no Instituto Stadler, interpretando melhor essa questão, começamos a trabalhar em alternativas para tentar minimizar esse efeito. Existe, inclusive, um paradoxo, que é o que a gente chamou de paradoxo da hospitalização, porque as UTIs estavam lotadas, mas em muitos casos você tinha mais vagas nas enfermarias. Então nós começamos nessa semana, há três semanas, conversar também com a Sociedade Brasileira de Infectologia Mais ou menos em paralelo quando eu comecei a conversar com o Cármino sobre o nosso trabalho aí em Campinas E lançamos na semana passada uma campanha que se chama Alertar e onde nós faremos aí de Campinas, pela organização que tem o sistema de saúde, por todo o engajamento do time, a gente acha que é uma plataforma interessante da gente começar a testar na prática para servir de exemplos para todos os municípios do Brasil. O projeto Alertar vai começar pelos centros de saúde do DIC 3 e DIC 6 na região sudoeste da cidade, uma das mais atingidas. Cada um terá 20 aparelhos doados pelo Instituto Stater e todas as unidades da rede já possuem o oxímetro, então são aparelhos a mais. O monitoramento será feito pelos agentes comunitários de saúde, que irão monitorar diariamente, de manhã e à tarde, a saturação dos pacientes. Isso será feito do quinto ao décimo dia de sintomas. Esse é o oxímetro, esse é o projeto que vai ser feito e a grande conquista é você poder, foi um do que ele falou lá, esvaziar as UTIs. Aquele paciente que tem mais de 60 anos e que tem o síndrome gripal vai ser monitorado na sua casa. Nós vamos usar os oxímetros digitais, que são equipamentos muito simples. Nós vamos usar os agentes comunitários de saúde com todo o cuidado de proteção aos agentes comunitários de saúde. Então hoje está havendo um treino muito grande, não só para a utilização do oxímetro, mas também a paramentação e todos os cuidados que a gente vai ter com os nossos colaboradores. Os centros de saúde do DIC 3 e DIC 6 são responsáveis por uma cobertura de cerca de 26 mil habitantes, sendo 2.302 pessoas maiores de 60 anos. A região fica próxima ao Hospital Ouro Verde, que tem atendimento de Covid-19. E a previsão é que 16 pacientes dos dois centros de saúde já comecem a receber as visitas ainda hoje, primeiro dia do projeto. E se a taxa de oxigenação estiver abaixo de 95%, o que é um sinal de alerta, os pacientes serão orientados a ir até os centros de saúde para avaliação médica. Esse projeto começa então hoje e depois a ideia é que o monitoramento aconteça em todas as regiões da nossa cidade. Entre em contato com a nossa redação no 19 978293776, nós estamos esperando a sua mensagem, a sua sugestão. Eu estou em casa e se puder fique você também. Mirna Abreu para a TV Câmara Campinas. Legenda Adriana Zanotto