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TV Câmara Campinas no YouTube e também no streaming do site campinas.sp.lege.br. [música] lege.br. [música] A seguir, [música] TV Câmara ao vivo. [música] TV Câmara, Campinas. Olá, muito boa tarde para você. Agora 2:08, você acompanha a partir de de agora ao vivo aqui na TV Câmara a quinta reunião ordinária da Comissão Permanente para os assuntos de segurança pública. Com a palavra ao presidente da comissão, vereador Nick Schneider. Boa tarde a todos, a todas, aqueles que se fazem aqui presente conosco, aqueles que nos acompanham pelas redes sociais da TV Câmara, da Câmara Municipal, pela TV Câmara. Quero cumprimentar aqui o secretário municipal de segurança pública, Cristiano Brig, a comandante Maria de Lourdes da Guarda Municipal de Campinas, o Edilson, subcomandante da Guarda Municipal de Campinas, Misael, chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública. Cumprimentor aqui os vereadores que fazem parte a d comissão, vereadora Guida Calisto, vereador Ben Lima, vereador Carlinhos Camelô. Cumprimentor também a vereadora Mariana Conte que se faz presente aqui na casa. Essa que é a quinta reunião ordinária da Comissão para os assuntos de segurança pública. Está sendo realizado aqui no plenário José Maria Matozinho da Câmara Municipal de Campinas. E essa reunião tem como pauta dois itens. O primeiro sendo os mecanismos de enfrentamento à violência contra mulher e meninas adotados pela Guarda Municipal e o segundo item, ações internas de fortalecimento da saúde mental e bem-estar dos integrantes da Guarda Municipal. Então, para dar início aqui aos trabalhos, eu gostaria de abrir a palavra pro secretário municipal de segurança pública, senor Cristiano Big Dias. Boa tarde, vereador Nick Schnaida e presidente da comissão de segurança pública, a quem cumprimento todos os membros da mesa e agradeço a oportunidade de estarmos aqui para demonstrar todo o trabalho que é efetuado com excelência pela Guarda Municipal nesse tema tão importante que é o enfrentamento à violência contra mulheres e meninas. né? Aguarda ter um trabalho exemplar, eh, como vocês irão verificar aqui na nossa apresentação, né, vários pontos importantes que a guarda faz, ações que são replicadas. Eh, até vereador Nickinar queria agradecer a alteração da data em razão de compromisso anterior da comandante que estava na Secretaria Nacional de Segurança Pública ministrando um curso lá no Ministério da Justiça de enfrentamento à violência, tamanho a importância das ações que são desenvolvidas na nossa cidade e demonstrar também, né, todas as medidas que nós adotamos internamente para que os nossos guardas possam se capacit tá? Possam ter um cuidado em especial com a saúde mental, eh, que é o tema também aqui desta reunião. Então, nosso agradecimento por essa oportunidade e estamos à disposição aqui para esclarecer todas as dúvidas eventuais e necessárias. Obrigado, secretário. Bom, em comum acordo aqui com os vereadores, eles as considerações dos presentes ficarão para pós apresentação para darmos celeridade aqui ao processo. Então eu convido agora a comandante Maria de Lourdes, comandante da Guarda Municipal, para que fique à vontade para fazer a apresentação que aqui proposta, que são mecanismos de enfrentamento à violência contra mulher e meninas adotados pela guarda e ações internas de fortalecimento da saúde mental e bem-estar dos integrantes da Guarda Municipal. A senhora pode usar aqui a mesa ou a tribuna. Senhora, fique à vontade. E já saúdo e agradeço a presença, viu? Boa tarde então ao presidente da mesa, na pessoa de quem eu cumprimento todos os os seus integrantes. Boa tarde a todos que eh estão presentes, acompanhando aqui no plenário. tava com eco eh essa esse momento tão importante eh com esse recorte de tempo que nós temos de de violência contra a mulher e a Guarda Municipal eh reconhecida nacionalmente pelo trabalho que faz. E quero agradecer a presença subcomandante e de guardas municipais que nós temos aqui também, alguns inclusive da reserva. Eh, eu vou falar inicialmente dos trabalhos que a Guarda Municipal faz. voltados à prevenção de da violência contra a mulher de meninas e mulheres aqui na cidade de Campinas, inclusive com o programa premiado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, um prêmio que muito nos orgulha porque é a única guarda municipal no Brasil que tem esse selo desse importante fórum brasileiro de segurança pública. Então, o programa Gama é um programa que foi criado aqui em 2016, eh, com o objetivo primeiro de acompanhar e fiscalizar o cumprimento das medidas protetivas de urgência às MPUs, que são as medidas concedidas pelo poder judiciário para aquelas mulheres que estão em situação de violência, fazem o boletim de ocorrências e faz eh fazem essa solicitação para que seja expedida a medida protetiva de urgência. Eh, nós temos uma equipe especializada para fazer esse trabalho, eh, equipe que recebe treinamento específico para cumprir com essa demanda, que cumpre com os protocolos, que são os protocolos eh do Ministério, eh protocolos inclusive do governo federal com preenchimento de formulário de risco, que é o FONAR, que foi um dos protocolos discutidos eh nessa oportunidade em que eu estive em Brasília semana passada para falar da violência doméstica contra men, violência de gênero, né, contra mulheres e meninas. Essa esse programa nosso para viabilizar essa fiscalização do cumprimento das MPUs realiza o que a gente chama de visitas. Então são passagens, são patrulhamentos nas residências, nos locais em que as mulheres indicam ou que há a partir da elaboração do relatório em que há a identificação de que são os locais em que essa mulher corre maior risco de continuar sendo vítima de violência ou de ter a sua MPU, a sua medida protetiva de urgência descumprida. Esse esse patrulhamento ele é extremamente importante porque obviamente o autor de violência ele sabe, ele acaba sabendo que essa mulher é assistida do programa, que ela está sob proteção do programa Gama, porque naquele entorno onde a família reside, ele continua tendo amigos, ele continua tendo eventualmente um local que ele frequentava ali. e ele é informado por parentes que talvez residam próximos a essa assistida nossa de que a Guarda Municipal está ali frequentemente fazendo essa eh fiscalização. A adesão ao programa de onde eu leisei por ah não aparece lá a adesão, desculpa, [tosse][limpando a garganta] a adesão ao programa ela é voluntária. Então, a mulher que tem a medida protetiva de urgência expedida, ela é convidada a fazer parte do programa em aceitando eh ela passa então pela elaboração desse relatório de risco e a partir daí nós passamos a fazer a fiscalização no dessas medidas protetivas e eventualmente, né, quando a medida protetiva deixa de ter vigência e não há necessidade dessa mulher pedir uma nova medida vida protetiva, ela é excluída do programa, sendo necessário, ela procura por nós e é e é novamente reinserida no programa, se for o caso. Agora em 2026, como o programa é de eh 2016, lógico completou 10 anos o nosso programa. E essa é uma marca histórica nesses 10 anos do programa, porque nós não tivemos nenhuma mulher assistida pelo programa que tenha sido vítima de feminicídio. Pra gente, esse é um marco muito importante e aproveito para reforçar até para quem está nos assistindo fora aqui pelo pelo YouTube, pelo pela transmissão do programa, eh, do quanto é importante, do quanto é relevante, fundamental que a mulher em situação de violência faça o boletim de ocorrências e faça o pedido para eh ter a medida protetiva expedida e fazer parte do programa, que às vezes a mulher tem a medida vida protetiva. E quando ela é convidada, quando nós fazemos essa busca ativa para integrar o programa, ela às vezes entende que não está numa situação de ser de continuar sendo vítima de violência ou de ser vítima de feminicídio e declina do convite para fazer parte do programa. Então fica esse eh esse alerta da importância que é uma vez que nenhuma das mulheres, vou repetir, em assistidas do programa e em situação de violência foram vítimas de feminicídio. Eh, nós temos aí um número de 4.417 adesões ao programa e 30.930 1930 atendimentos desde a sua implantação. E ao longo dos anos, o programa ele passou por mudanças estruturais importantes, por exemplo, tornando-se uma superintendência. O programa anteriormente ele era eh respondia para o que nós tínhamos de superintendência operacional, superintendência de operações e os guardas que faziam parte, que integravam a equipe, eram guardas da rotina do patrulhamento, que eram destacados para fazer essas visitas, para fazer esse acompanhamento do cumprimento das medidas protetivas de urgência. nós mudamos, passou a ter um um uma superintendência própria, um comando próprio o programa e uma equipe específica para fazer esse patrulhamento, esse essa fiscalização do cumprimento das medidas protetivas, facilitando o vínculo com essa mulher. Então, eh tornando possível que ele conheça a residência, conheça as pessoas que frequentam aquela casa, conheçam o entorno daquele local. Isso trouxe eh agregou valor imenso ao trabalho eh com treinamento específico, como eu disse inicialmente, para essa equipe que faz o trabalho. Então, ter mudado essa configuração do programa da equipe também trouxe um valor importante pro trabalho. Nós temos uma sala lilás e já fica aqui o convite, eh, inclusive paraas vereadoras, pros vereadores aqui presentes, para, para demais pessoas que não conheçam. para conhecer a sala lilás que fica alocada na nossa base centro, que é ali na Morais Sales, próximo ao terminal central. É uma sala que foi implantada em 2021, uma sala de acolhimento para mulheres em situação de violência. Essa sala ela tanto é utilizada para fazer adesão ao programa Gama. Então, a mulher vai até lá, muitas vezes ela é indicada eh pela própria eh pela [limpando a garganta] própria justiça, dizer: "Olha, procura o programa da Guarda, fica lá na Morais Sales e essa mulher vai até lá com a sua medida protetiva expedida e a gente faz o acolhimento. Ali tem uma uma pequena brinquedoteca. Normalmente as mulheres vão acompanhadas dos seus filhos. Então, enquanto as crianças se distraem, brincam ali na brinquedoteca, essa mulher é ouvida, é acolhida pelos pela nossa equipe e ela faz todo o preenchimento do relatório de risco, que é um relatório extenso, que a gente precisa de muitas informações para poder eh definir qual é o tipo de atividade que nós vamos fazer com essa mulher, qual é a rotina que ela precisa de patrulhamento, se a gente identifica ali naquele momento outro outros encaminhamentos necessários e muitas vezes isso é preciso. Em sendo necessário, ela já sai dali com encaminhamento nosso paraa rede. A gente tem uma uma rede de assistência eh protetiva à mulher em situação de violência, uma rede que eh é muito comprometida, que trabalha de uma maneira muito eficaz, a gente se conhece muito, já conversa muitas vezes por um próprio aplicativo de conversa. olha, tô tô encaminhando tal pessoa. Eh, então é uma rede bastante importante. Então, esse esse local eh serve para esse acolhimento, não só paraa mulher que já tem uma medida protetiva expedida ou que tem boletim de ocorrências, mas eh vocês podem também, por favor, façam isso e diquem para mulheres em situação de violência que não sabem o que fazer. Muitas vezes ela tem dúvida, eh, ou ela vivenciou uma situação que ela mesma também não identifica que é uma situação de violência. Isso acontece com bastante frequência. A mulher não entender que aquela situação que ela vive é de violência, eh, violência doméstica, violência de gênero. E a gente faz esse acolhimento, sana dúvidas e faz os encaminhamentos necessários. Se for preciso, a gente acompanha até a delegacia especializada. E aí, muitas vezes nós fazemos o contato prévio com a com a delegada da DDM, já avisando que nós temos uma situação e que a gente vai acompanhar essa mulher para ela ser ouvida. Então, é todo um acolhimento especializado, mesmo com uma escuta protegida, uma escuta especializada e também para pessoas, se for o caso, que conhecem alguém que está em situação de violência, é uma colega de trabalho, eh, sei lá, uma vizinha e que essa pessoa não sabe o que fazer, muitas vezes não sabe como ajudar, tem uma série de dúvidas. Então, essa pessoa também eh pode e deve buscar a orientação lá com a gente, que a nossa equipe vai orientar, vai ouvir, saber o que está acontecendo e fazer as orientações necessárias para que então por intermédio de uma terceira pessoa a gente possa promover essa ajuda também a mulheres em situação de violência. Então, a sala lilás fica lá na nossa base centro, na Morais Sales, próximo ao terminal central, uma base bastante conhecida ali no centro. Aguard [limpando a garganta] também trabalha com o programa Bela, eh, esse é um programa que foi numa parceria com a ENDEC, né, o ATI da INDEC, que desenvolveu esse programa lá em 2021, que é o botão de emergência na luta contra o assédio. Uma ferramenta bastante importante, ela é específica para ser acionada no transporte coletivo. Sabemos que muitas mulheres são deixa eu pegar água só um minutinho aí. Só pedir desculpa. Obrigada. [limpando a garganta] Desculpa. Eh, então esse botão que foi implantado lá em 21, desenvolvido pela pela INDEC, ele é acionado pela mulher que estiver ali no transporte coletivo e for vítima de assédio. Esse botão ele é georreferenciado. Entrando no aplicativo da Indec, ele fica fixo na barra inferior direita. Então, é preciso baixar o aplicativo da INDEC, já fazer o cadastro no botão, porque senão, se eu estiver lá no transporte coletivo e quiser fazer o acesso, se eu não tiver o cadastro, eu não vou conseguir. Então, é importante que seja feito eh anteriormente. Eu aciono o botão, vou confirmar sim que eu quero acionar por por uma uma condição de assédio e a partir daí entra uma janela no nosso despacho, no nosso rádio comunicador, onde a gente despach ocorrências para as viaturas que estão na rua. Então, a partir dali, a gente passa a saber o itinerário daquele ônibus, porque ele é georreferenciado. Então, nós vamos saber onde está essa mulher e qual é o roteiro, trajeto que esse que esse ônibus faz. E se por acaso essa mulher desembarcar, descer daquele ônibus em algum local, a gente também vai saber porque é georreferenciado no celular. Então, uma outra iniciativa muito importante no combate a essa violência, a gente sabe o quanto é difícil para uma mulher que sofre assédio num transporte coletivo, eh, declarar isso, falar. Então, eh, é um botão bastante importante. Quem não tem, quem não conhece, pelo menos dá uma olhada lá no, no aplicativo da INDEC para ter conhecimento de mais essa possibilidade na tá mudando. Eh, então, do nosso selo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, acho que deve ser de domínio da maior parte das pessoas aqui presentes. é um fórum muito importante dentro da segurança pública. Eh, tem um anuário que o que o fórum publica sobre questões relacionadas à segurança pública, que é referência, um anuário muito importante, trata de temas diferentes dentro da segurança pública, não só da violência contra a mulher. Eh, também tem uma parceria com o Atlas da Violência, que foi falado esses tempos aí em algumas eh algumas mídias, algumas eh não só empresas, mas em algumas eh redes jornalísticas, o Atlas, que é um outro um outro relatório bastante importante sobre violência contra a mulher. E o fórum brasileiro ele traz selos aí para aqueles profissionais que trabalham na segurança pública. E o nosso programa foi em 2022 contemplado com o selo de práticas inovadoras pelo trabalho que nós fizemos durante a pandemia. a única Guarda Municipal eh que tem esse selo, esse reconhecimento do Fórum Brasileiro pelo trabalho feito. Eh, tá lá disponível na casoteca do do Fórum Brasileiro o nosso trabalho. Então, isso traz muito orgulho para esse esse serviço que nós prestamos aqui no município de Campinas. E de 22 para cá, de quando nós recebemos esse selo, né, o programa tem ganço, muito mais incentivo pra gente poder continuar nesse combate. Nós também implantamos aí em 23 por essa necessidade de levar informação para, deixa eu mudar, tô esquecendo de mudar aqui. Não volta. Vai. Isso, essa importância que nós identificamos de eh e que isso é um uma das diretrizes do programa Guarda Amiga da Mulher, de levar informação para outros territórios para tirar essa informação eh de dentro apenas da corporação. E é interessante que, por mais que a gente fale, por mais que a gente busque levar informações, nós temos aí eh em diferentes momentos, em diferentes locais que a gente fala do programa, que nós falamos da violência e eh esse programa ou trabalhos da rede protetiva, eles não são de conhecimento à população. Então, nós temos aí a sala lilás itinerante, que a gente leva a sala lilás para diferentes locais, terminais, praças, eh shoppings, que tem muita circulação de de pessoas também, universidades, nós já estivemos em várias universidades, em ONGs, igrejas e eh fica aí também uma sugestão, né, que algum local, querendo que a gente leve esse É só fazer contato, solicitar a sala de lá itinerante e que a gente vai até lá com o nosso equipamento, com as nossas informações, divulgando esse trabalho da violência contra a mulher. Então, em qualquer espaço, independente do local que seja, a sala itinerante estará presente. Eh, participamos assim recentemente, teve um evento, ainda estava em Brasília, em que nós estávamos presentes para falar desse trabalho. Eh, a primeira sala de lá foi no Shopping Park das Bandeiras. Ali nós tivemos um público gigante no no período que nós tivemos lá nessa parceria com o shopping. Foi muito importante no senhor lembra o número agora, secretário? Eu não me lembro, mas foi um número assim eh muito expressivo de mulheres que passaram por ali e que nós pudemos eh entregar o folder. As mulheres, algumas delas depois procuraram por nós lá na nossa sala lilás física. Então, foi um momento aí bem importante pra gente lá no no Shopping Park das Bandeiras. E a partir daí, com a divulgação também desse evento lá, nós passamos a ser chamados para diferentes outros locais. O botão SOS Gama, esse é mais recente, é de 2024, e trouxe uma celeridade absurda pro atendimento dos das nossas assistidas, daquelas mulheres que estão eh no programa. Então é um botão comumente chamar de botão do pânico, né? Mas é um um botão que a mulher recebe uma senha quando ela quando ela adere ao programa, né? Ela recebe uma senha para poder ter acesso a esse botão SOS gama. E no momento em que o autor de violência se aproximar, tentar se aproximar, fizer algum tipo de contato, ela aciona esse botão e ele também é georreferenciado sobre uma janela com aviso sonoro lá no nosso despacho de rádio também. E a partir daí a gente pode conversar com essa mulher via chat, via eh aplicativo de conversa e direcionar para o atendimento lá na ponta da linha as viaturas que fazem o patrulhamento. Então, trouxe bastante celeridade. Eh, e é interessante porque quando a gente começou com o aplicativo, nós tínhamos, eh, algumas mulheres que acionavam e o guarda chegava lá, ela falava: "Não, mas eu só acionei para ver se funcionava mesmo". Nossa, veio rápido. Então, eh, essa coisa às vezes de desacreditar naquele primeiro momento de que possa funcionar um aplicativo, essa coisa da internet, né, que às vezes as pessoas têm aí algum receio, mas era de uma certa forma até comum. Eh, ou quando a gente retornava, quando a nossa central de rádio retornava a ligação, ela dizia: "Não, mas eu eu liguei só para ver como é que funciona". Mesmo assim, quero deixar aqui eh isso claro, mesmo assim a gente despacha a viatura para que ela vá até o local e certifique-se de que a mulher está mesmo em segurança, porque pode ser também num outro viés de que o autor de violência esteja lá e fala: "Olha, diz que não foi nada, diz que foi engano, diz que eh então a gente vai até lá de qualquer forma para poder fazer essa checagem de que ela não tem nenhum problema. [limpando a garganta] também uma outra eh um outro evento que a gente faz, uma outra atividade nossa é a oficina de defesa pessoal. Claro que não é um momento em que a gente tá formando aí mulheres que eh serão mestres em alguma arte marcial ou qualquer coisa assim, mas eh são orientações que a gente passa de segurança, eh de um possível uma possibilidade de se desvencilhar fisicamente daquele autor de violência, evitar eh que algo de maior aconteça em relação a uma agressão física, até que a gente consiga chegar Nesse nesse local, fazemos essa oficina também em diferentes locais, trazendo [roncando] orientações eh simples, mas que podem sim contribuir para salvar uma vida, inclusive eh não só para mulheres que estão ali necessariamente em situação de violência, via de regra, é, mas orientando também como que aquela mulher se comporta dentro da sua casa. se ela tem um companheiro que de alguma maneira é violento, ela ainda não fez bo, ela ainda não tomou essa coragem, não vou dizer tomou coragem não, porque eh não é isso, mas que ela ainda não chegou naquele momento de de fato romper com esse ciclo. E não é fácil, não é fácil romper romper com ciclo de violência. das conversas que a gente tem com mulheres nessa situação, a média é de que ela leve aí de 10 a 12 anos para romper com o ciclo. Eh, dessas idas e vindas, separa, volta. é um é uma situação que eh é tão emaranhada, deixa aquela mulher tão presa que para ela sair é muito difícil, até porque uma das questões, uma das coisas que acontecem é ela eh perdeu a rede de apoio. A família se afasta, amigos se afastam, isso vai tornando cada vez mais difícil que ela saia dessa situação de violência. E essa oficina ela é interessante porque ela também traz pra mulher um alerta eh de que ela precisa fazer alguma atividade física, que isso ajuda a empoderar, isso ajuda que ela melhore a sua autoestima, isso ajuda a ela a buscar outras alternativas para sua vida. Então, é uma oficina também bastante importante com com resultados aí que a gente tem bem interessantes. Eh, em relação aos números que nós temos [roncando] no primeiro quadrimestre comparado aí de 25 e 26, nós tivemos uma redução importante, né, de 50%, lógico que nós gostaríamos e e talvez vocês não tenham ideia do quanto que a gente gostaria de de estar aqui dizendo que esse número era zero e que esse número se repetisse pro próximo ano, pro próximo, pro próximo, mas eh infelizmente nós ainda tivemos eh dois dois feminicídios na cidade com essa redução de 50% e a gente vai trabalhar arduamente, como sempre para eh impedir que outros aconteçam. ocorrências e prisões [limpando a garganta] decorrentes da violência doméstica. Continua eh sendo um número alto, esse de prisões, mas eh de ocorrências, mas a gente também tem um índice importante de prisões, tendo sido em 20 em 2024 28, 2025 54 e agora até eh esse quadrimestre 26. Eh, é muito importante pra gente, né, e que o acionamento seja feito da maneira mais rápida possível quando a mulher está em situação de violência para que a gente possa lograr esse êxito de chegar no local e encontrar esse autor de violência para fazer o flagrante para poder conduzir pro DP e aí sim ele poder ficar à disposição da justiça. Então esse acionamento ele precisa ser muito célere daquela pessoa que visualiza, da pessoa que escuta, da pessoa que presencia uma situação de violência, é necessário que esse acionamento seja feito eh de maneira muito célere, de maneira muito rápida para que a gente tenha tempo de chegar e eh deter o próximo, ocorrências e prisões a partir do descumprimento de medida protetiva. A gente também teve aí um um aumento nesse descumprimento, na prisão por esses descumprimentos, tendo sido 27 em 24, 33 e 25 e agora em 26 eh já somam 15 prisões. Esse também é o fato que a gente depende eh de chegar ao local e fazer esse flagrante daquele eh descumpridor da medida. Muitas vezes, infelizmente, isso não acontece. Ele já deixou o local, mas eh tendo a medida protetiva, e isso é muito importante, o acionamento, a gente também ali, se for necessário, faz a condução da mulher até a delegacia especializada para que ela faça eh pessoalmente em loco, a denúncia de que houve o descumprimento da medida. Isso é muito importante para desdobramentos futuros do processo dela. Então, a gente também faz esse acompanhamento em sendo necessário, caso não seja, ela faz ali por meios próprios, mas eh também essa oportunidade da gente orientar essa mulher de que ela precisa informar que houve o descumprimento da medida. os nossos números então de ocorrências e prisões decorrentes do acionamento do botão SOS gama. Então, 12 prisões em 24 e 14 prisões eh em 25. Agora, em 26 soma uma prisão também. Eh, o botão SOS gama, ele, aquele que é o descumpridor da medida, ele também já sabe que a mulher tem à disposição essa ferramenta e que essa ferramenta leva a gente a chegar mais rápido ao local e dando celeridade a esse atendimento. Então, é um é um botão que tem trazido sim uma importante um importante trabalho pra gente e de proteção a essas mulheres. [roncando] Atendimentos efetuados pelo programa Gama. Então, essas visitas, esse patrulhamento que a gente faz às mulheres em situação de violência, eh, vejo, ele ele vem num, deixa eu mudar aqui, vem num crescendo significativo a partir do momento em que nós fizemos essa reestruturação das equipes, possibilitou isso, que a gente melhorasse esse atendimento. Então, nós saltamos de 4.370 para 6.55, mais de 6.000 eh atendimentos de fiscalização de medida protetiva no ano passado e esse ano a gente já tem aí esse número expressivo de 2000 eh fiscalizações. E a gente tem esse cuidado eh também com mulheres que têm uma situação mais grave, eh inclusive empenhando, se necessário, outras viaturas que não sejam só as viaturas do do programa Gama. para que esse esse essa fiscalização da medida protetiva e essa proteção à mulher, a essa assistida, ela seja muito mais ampla e mais afetiva. Aqui nós temos os números da Guarda Municipal em 2025, lembrando que a guarda se limita a um trabalho que é no município, né, obviamente. Então, dentro do dos limites aqui do município de Campinas, é 930 prisões, é algo aí eh que demonstra esse trabalho espetacular que a Guarda Municipal faz. E aí nós temos aqui representantes nossos que trabalham lá na ponta da linha ou que trabalharam e que são aqueles que efetivamente eh fazem com que a guarda tenha esses números expressivos. a operação centro mais seguro. Eh, o centro é sempre um local que traz eh demandas diferentes, que traz eh acionamentos diferentes. Então, a gente tem aí um trabalho também na região central bastante importante. Veja só de captura de foragido, aquela pessoa que está em débito com a justiça, foram 134, fora as prisões em flagrante, que são 187 prisões. Esse trabalho nosso, ele com certeza, sem nenhuma dúvida, contribuiu para que a gente tivesse agora divulgado pela SSP, a Secretaria de Segurança Pública do Estado, o número eh que caiu daqueles crimes que são os mais importantes para a sociedade ali na região central. Então, seguramente também Campinas foi pela segunda vez consecutiva considerada a cidade mais segura entre aquelas acima de 1 milhão de habitantes, o que não é pouca coisa, né? Nós moramos numa metrópole, então esse trabalho nosso, né, o trabalho da guarda lá na ponta da linha contribuiu, sem dúvida nenhuma para que a gente atingisse esse número. Agora, então a a segunda questão que é das ações internas de fortalecimento dentro da corporação para o profissional que desempenha essas atividades todas. Nós temos na Guarda Municipal vinculada à Corregedoria, a Coordenadoria eh de Prevenção, correições e informações funcionais. Eh, essa coordenadoria é responsável por ações preventivas voltadas aí ao acolhimento interno, né? não mais aquele que a gente falou até agora do do Gama, mas um acolhimento interno, orientação, acompanhamento de servidores eh em sofrimento emocional envolvido em procedimentos disciplinares. Esses atendimentos são realizados por uma coordenadora, né, que que integra essa coordenadoria, que tem formação na área, formação em psicologia, formação em gestão de pessoas e ela [limpando a garganta] que faz esse trabalho. Eh, e isso permite que seja uma uma escuta qualificada, humanizada para esses guardas que ou vão de maneira voluntária ou que são encaminhados em algum momento decorrentes de alguma situação que possa ter ocorrido eh de atendimento de ocorrência ou de outras que a gente toma conhecimento ou que a chefia imediata, por vezes possa fazer esse encaminhamento. ela faz essa orientação preventiva eh relacionada eh não só à postura profissional, mas relações interpessoais e eh vai subsidiar subsidir ações preventivas com apoio ao programa Escuta SUSP. Daqui a pouco eu falo do programa, é um programa eh recente do Ministério da Justiça, da Senasp, eh um programa muito importante relacionado à saúde mental dos profissionais, não só, mas eh à saúde mental dos profissionais de segurança pública. E nós eh fizemos a adesão a esse programa do do acolhimento psicológico. Então, nós temos aqui um o número de profissionais nossos que foram atendidos, que for inclusive as equipes do programa Gama fazem eh trabalho também aqui junto a essa Coordenadoria de Prevenção por conta eh desse trabalho tão específico que elas fazem, disse elas, mas o programa não tem só mulheres, o programa Gama e tem homens também trabalhando. Então esse aqui é o número de de atendimentos desde 2021, 164 22 teve uma queda 66. Depois voltamos a fazer um atendimento eh com número maior de profissionais e em 25 nós tivemos aí um total de 105 atendimentos. Eh, tá incluso aqui, né, secretário, eu entendo, mas a gente faz também trabalhos com equipes especificamente, não só com o guarda individualizado, mas também com equipes, com eh eh com temas que essa coordenadoria leva para os nossos guardas. palestra sobre saúde mental também é um evento muito importante que a gente faz questão de levar para dentro da corporação. Tivemos um agora recentemente no dia 11 de maio com o Dr. Pablo Canales, que é médico psiquiatra. Ah, não mudei. Obrigada. Eh, é importante para chamar atenção para essa necessidade, para essa escuta, eh, né, dentro da segurança pública. É muito importante, a todo o tempo a gente tá, eh, trazendo esse tema para que o profissional também se conscientize, que ele possa de livre espontânea vontade, de forma voluntária, buscar esse atendimento, eh, buscar o acolhimento e saúde mental por conta desse trabalho árduo, difícil, que a gente desempenha lá na ponta da linha. Então ele é muito importante e quando a gente traz palestras, quando traz uma pessoa de fora falando, traz um profissional da da área de saúde mental, eh a intenção é que ele possa despertar mais os nossos profissionais para que eles possam buscar esse trabalho junto, por exemplo, a Coordenadoria de Prevenção ou um trabalho fora também, se ele desejar, não tem nenhum problema. E agora também tem à disposição o escuta SUSP. Nós temos também o o EQP, que é o estágio de qualificação profissional. Eh, ele traz essa qualificação de diferentes maneiras para o o nosso quadro de profissionais da Guarda Municipal. Eu inclusive fiz o Equep semana passada, antes de de viajar para pra Brasília, eu fiz o Equn da qualificação profissional do guarda eh ter de novo contato com técnicas, com procedimentos operacionais também. um momento que ele sai ali da rua, que ele revê situações que são importantes para o dia a dia dele. Então, esse esse equpp ele é ele ocorre eh regularmente dentro da guarda, [roncando] visa fortalecer essa atuação profissional nossa, melhorar a tomada de decisões lá na ponta da linha, [roncando] levar mais segurança para ele próprio, para a equipe com a qual ele trabalha e para a população que ele atende na ponta da linha. Nós estamos também no programa Município Mais Seguro. Fizemos parte dessa qualificação recentemente e a nossa academia, que é uma academia reconhecida também dentro do Ministério da Justiça, dentro da SENASP, participa contribuindo com a qualificação de guardas aí da região metropolitana toda, eh, e outros lugares até mais distante também, outros municípios mais distantes dentro eh agora especificamente dos municípios mais seguros. Então é um um momento importante também pro Guada dentro da sua qualificação profissional. e o programa Escuta SUSP, que é esse programa que nós aderimos agora eh recentemente. Eh, deixa eu mudar aqui, como eu tinha dito anteriormente, é um é um programa da Secretaria Nacional de Segurança Pública, ele é completamente online, então o município precisa fazer adesão que já foi feito aqui por Campinas e pela Guarda Municipal. E aí o operador de segurança pública o profissional Guarda Municipal, ele tem esse atendimento online com equipes especializadas dentro do Escuta SUSP. eh é online, a gente não fica sabendo nem aqui quando o trabalho é feito na Coordenadoria de Prevenção, eh a gente também não tem conhecimento de verdade do que foi conversado, do que foi discutido. Então, tudo isso segue rigorosamente a legislação eh da escuta protegida, do sigilo desse tipo de atendimento. E a Guarda Municipal tem agora os nossos profissionais mais esse canal. para tratar de questões relacionadas à à saúde mental. E como eu disse, o município mais seguro, ele ele integra aí outras ações dentro do município que também reverbera de alguma maneira para eh essa saúde mental a partir do momento que o profissional se sente mais qualificado, se sente mais capaz, se sente atualizado dentro do que se tem de trabalho operacional. Eh, tem ali. Então, basicamente é isso, secretário, né? Então esse eh eh só reforçar que esse programa escuta suspe nós aí acreditamos e queremos muito que tenha uma adesão eh grande, significativa por parte dos nossos profissionais, independente de ter vivenciado alguma situação ou não. Eu tenho formação em psicologia, então não preciso dizer o quanto eu defendo esse tipo de trabalho, esse tipo de acompanhamento, independente de qualquer situação. Então eu muitas vezes, pessoalmente, faço encaminhamento de conversar com alguém, de achar que que precisa eh de um acompanhamento decorrente de alguma situação lá da ponta da linha, de uma equipe que passou por algum estress. Então esse essa indicação eu mesma faço pontualmente. E agora mais essa essa importante iniciativa do escuta quando nós tomamos conhecimento, o município de Campinas e a Guarda Municipal já fez adesão imediata, entendendo a necessidade desse e a importância desse trabalho dentro da nossa instituição. Era isso. Muito obrigada. perguntar. Cadê a Muito obrigado, comandante Lourdes, pelas palavras, pela palestra, por toda a apresentação. Parabenizo a senhora, o secretário, em nome de vocês, todo o efetivo da guarda pelo trabalho que desempenha. Eh, a gente sabe que a Guarda Municipal de Campinas é uma referência. as guardas que foram criadas lá atrás com o intuito de defesa do patrimônio público e e hoje ocupa um um posicionamento muito diferente, um posicionamento muito mais ainda mais essencial pra cidade de Campinas e é inimaginável vermos hoje a segurança pública na cidade de Campinas sem a guarda municipal. Então parabenizo os senhores e a todos os guardas aqui presentes que trabalham pela defesa do cidadão de bem. Bom, eh eu quero registrar aqui a ausência, a justificativa de ausência do senhor Arnaldo Salvete, vereador, e do vereador Herbert Ganém, que fazem parte da comissão e tiveram imprevisto, não puderam estar presentes. Bom, eu vou abrir a palavra. Nós não estamos numa audiência pública, nós estamos numa reunião de comissão. Eu não teria obrigatoriedade nenhuma de abrir a palavra para pra plateia. No entanto, eu acho que é interessante, acho que é importante a participação de todos que aqui estão, se se dispuseram, vir até aqui, que participem conosco. Mas de início eu quero abrir a palavra, evidentemente, pros vereadores que fazem parte aqui da comissão ADOC, começando pela vereadora Guida. E quem quiser da daqui da plateia, quiser ter acesso à palavra, eu peço que se inscreva ali com a Thaí previamente para que ela me passe os nomes. Por favor, vereadora Guida Calisto. Obrigada, vereador. Boa tarde a todas as pessoas aqui presentes. Quero cumprimentar aqui o vereador Nick Schnaider, que é o presidente da comissão de segurança aqui da Câmara Municipal. Cumprimentar também o vereador Benelima, que está aqui presente, a comandante Lourdes aqui, o secretário e e também todas as pessoas aqui presentes, pessoal da assessoria do vereador Wagner Romão, está aqui presente também, funcionários da secretaria. Eh, quero agradecer a esse momento porque, comandante, essa reunião tá acontecendo, na verdade, porque nós tínhamos, eu fiz um uma solicitação de convocação do secretário de segurança pública por conta do evento que aconteceu, eh, do feminicídio que aconteceu aqui na cidade de Campinas no dia 9 de maio. E aí o o presidente dessa [roncando] comissão, vereador Nick Schneider, junto com o líder do governo, nós fizemos um uma conversa, eu retirei o meu pedido, né, de convocação e o vereador Nick prontamente atendeu aqui a nossa solicitação para debatermos sobre essa situação, porque foi de fato algo que nos assustou muito, né, nos comoveu muito, porque de fato a Guarda Municipal é a instituição que é para garantir a nossa segurança e aconteceu aquela aquele aquela situação, né, que foi esse feminicídio na situação que eu que ocorreu, né, nos termos ali o que envolveu, que é no dia 9 de maio houve o um guarda municipal, é Daniel Barbosa, né? Daniel Barbosa, de 55 anos, matou sua esposa Nela, do Enas Nascimento, de 34 anos durante a festa do seu casamento, né, casamento de ambos. E ele assassinou com a sua própria arma. Eh, e aí começam, aí começou a vir as questões, sabe, comandante, começou a vir. né? Por exemplo, ele a matou com a sua própria arma. E aí, primeiro, me parece que em algum alguma matéria jornalística falava que ele permanecia trabalhando interno há bastante tempo. E aí eu pergunto, por que que ele tava trabalhando interno? Eu vou fazer várias questões, aí a gente avalia a conversa, tá? avalia como que a gente vai fazer as respostas, aquilo que não der para responder aqui, obviamente eu vou estar encaminhando o requerimento de informação, mas é importante pra gente, gente, poder entender. Eh, ele trabalhava interno. Se ele trabalhava interno, por ele tava afastado por alguma eh falta de condição, adoecimento mental, né, alguma situação psicológica que o colocava nessa condição. se ele trabalhava interno porque não tinha condições de estar na rua, quem que autorizou o Daniel a portar arma, né? E e também essa questão, né? Como que é esse protocolo de arma? Se existe o adoecimento mental, quem que tira a arma e quem que devolve essa arma? existe um protocolo para isso ou eu vou qualquer uma autoridade ali da guarda, qualquer chefia imediata pode fazer isso. No início desse mês, no início não, no meio desse mês, nós tivemos aí a discussão nacional que é o mapeamento de risco institucional organizacional da NR1, que é aquela questão do do adoecimento mental. A gente sabe que a função da guarda, gente, é innegável, que é uma situação muito tensa, né, secretário? é innegável, que não tem como não ser, é muito, muito tensa. Eh, e aí é é óbvio que estando nessa função não tem como, se eu acho que não tem como sair são dali. Eu acho que o adoecimento mental em algum momento vai vir. E aí começa as nossas preocupações. Existe um protocolo de acompanhamento psicológico terapêutico para os guardas. A [roncando] secretaria dá esse suporte, eh, na apresentação da comandante, que foi muito boa, porque foi perfeita, ela falou, eu vi muito bem na redação, que é uma pessoa que é responsável. E por que que eu pergunto isso? Por que que me chamou atenção? Eh, comandante, eu conheço muito guarda, sou servidora pública, todo mundo sabe, faço campanha sindical, faço campanha quando tem camp, tudo que é que diz respeito ao servidor público, eu visito os locais e os guardas conversam muito comigo dizendo isso, que falta esse suporte psicológico, emocional de atendimento. E aí, mas não tem, não tem, tem uma psicóloga, uma psicóloga, veja, uma psicóloga que fica na secretaria, muitas vezes ao lado. Não tô aqui fazendo nenhuma e personalizando ou pessoando a situação, né? Eh, quando a gente trata com chefia, quem é funcionário, que tem questões da mais questão da guarda que tem obviamente guardas muito bons que cumprem todos os protocolos, mas nós sabemos que tem muito guarda que não cumpre, guardas que são autoritário por conta de várias questões, né? Não vou discutir, não vou entrar nesse mérito. Então, como é que fica uma pessoa, uma profissional que fica ao lado ali? ou muito próximo da chefia. Quando eu entrei na prefeitura, eu sou monitora de creche. Aí o pessoal falava assim: "Olha, não dê atestado de adoecimento mental, porque se acontecer de uma criança cair, vai cair a culpa em você". Era essa a preocupação nossa. Eu eu dei vários, mas era essa a nossa preocupação. Por quê? É isso. É uma preocupação real. É uma preocupação real, né? Então, se existe, mas aí aí eu quero que o secretário também responda, não quero só ela não, coitada. [risadas] É compartilhado. Se existe um protocolo de acompanhamento psicológico terapeuto para os guardas, se a secretaria dá essa sustentação, né, ou se é uma pessoa só. Existe um espaço de capacitação dos guardas, capacitação de todo tipo, manuseio de armas, armas específicas. A gente sabe que os guardas precisam lidar com armas específica, né, de de longo calibre, de curto, eu não entendo muito, mas armas, né, armas de de muita potência, né? Eh, se existe como capacitação, formação, aperfeiçoamento, atualização, como os guardas lidar com situações tensas de conflito, né, que vocês lidam com isso todo dia. Eh, esse EQP, EQP, EQP, estágio, qualificação estágio todos fazem, todos são convidados. A secretária, a comandante falou de uma situação de que, ah, eles são, eles são eh, talvez convidados, são sugeridos que façam assim, eu não sou guarda, não, né? Quem sou eu? Sou uma monitora de crédito, sou advogada, né? Mas eu acho que essa é uma situação muito séria, que não dá para esperar uma vontade subjetiva. Eu entendo que deveria ter uma certa obrigatoriedade, inclusive no currículo, discutir isso no currículo é ou ou de uma formação de capacitação, formação, não dá para esperar que o guarda faça isso de livre, espontânea vontade, né? Eu acho que isso porque um guarda que tá com adoecimento mental, ele não sabe que ele ele não entende que ele tem que se tratar, enfim. Então, eh, essa é uma questão. Eu sei que vocês podem não saber o número exato, mas existem muitos guardas hoje afastado por adoecimento mental. Há pouco tempo nós, eu lembro que tivemos uma situação de um guarda que se suicidou e eu lembro que o que me chegou para mim foi que esse guarda se suicidou, ele tava com a farda e ele se suicidou com a própria arma. Esse guarda tava afastado? Esse guarda tava afastado por adoecimento mental? Se esse guarda tava afastado por adoecimento mental, ele poderia est com a arma, porque diz que ele se suicidou com a própria arma, ele poderia estar utilizando a própria arma, né? Eh, aí, bom, enfim, aí aí para finalizar mesmo, eh, de que forma bom, é isso, em que situação um a corporação, né, a gestão da guarda municipal entende que precisa retirar a arma de um guarda, né? em que situação, se tem laudo, acompanhamento, né? Eh, e em que situação também devolve essa arma, porque também não sei como é que é feito essa essa devolução, passou para um laudo, para uma reavaliação, né? Eh, enfim, né? Tem laudo que atestam a condição desses guardas poderem utilizar a arma. E por último mesmo, e se não puder responder agora, a gente pode marcar um outro momento por último, né, finalizando, eh, o plano de cargos da Guarda Municipal. Essa é uma demanda que todos os guardas sempre nos cobram, né? E e só um dado, secretária. A secretária falou que o o hoje a secretaria ela aderiu o escuta SUS em março de 2026, ou seja, há dois meses atrás. há dois meses atrás aderiu esse escutaçus, que eu acho que é fundamental, é suficiente para atender os guardas, eh, terapia à distância, né, com pessoas, enfim, não sei. E outro dado que a que a comandante apresentou que 2024 foram 114 G eh GCM, GM GM, eh, atendimento psicológico, em atendimento psicológico. E hoje nós já estamos, nós estamos no, no mês de maio ainda, é junho, né? Começa junho, né? Ano passado. Ah, ano passado, verdade. Ah, ano passado foi do foi 105. Ah, então tá. Então isso já muda. Eh, diminuiu, né? E diminuiu, então por que que diminuiu? O que que melhorou para poder ter essa diminuição ou ou se é uma subnotificação, né? Se os guardas estão ficando doente e ninguém tá acompanhando. Enfim, são questões, obviamente que eu sei de questões muito particulares, porque eu converso com guarda, né? Uhum. Embora pode dar não parecer, uma vereadora de esquerda conversar com guarda. Eu converso com guarda e defendo o funcionalismo, defendo que todos têm o direito a condições de trabalho, trabalho digno, independente da onde eles estão, ainda mais um guarda municipal que é um servidor público e que lida diretamente com a nossa segurança. Tenho questões pessoais, mas não não dá para ficar falando, né, porque vai expor pessoas. Mas essas são questões gerais que me preocuparam muito, me preocupam muito e e e de fato a gente sabe que a Guarda Municipal tem o programa Gama, que é um programa que eu já ouvi de pessoas que usam o o programa. Tem uma vizinha minha falou para mim que ela só tá viva hoje por conta do serviço do trabalho da Guarda Municipal. Então, eu sei que é algo muito muito reconhecido, mas nós precisamos olhar para os nossos funcionários, guardas municipais, porque a situação é gravíssima. Muito obrigada, presidente. Muito obrigado, vereadora Guida. Bom, eh vamos fazer um bloco de perguntas dos vereadores. Passar agora então pro vereador Benê para que faça seus questionamentos, suas considerações. Fica à vontade, vereador. Obrigado. Quero cumprimentar aqui o presidente da mesa, Nick Schneider. Quero cumprimentar também o secretário aqui de segurança pública, cumprimentar a vereadora Guida Calisto e falar pela pra vereadora que pela primeira vez que eu concordo com a vereadora e com as suas preocupações, embora como você diz de esquerda, mas é uma preocupação aí da esquerda da direita. Eh, teve outro outros outros outros episódios também que eu concordei, mas dessa vez eu preciso concordar também. Eu eu apenas eh preciso discordar que é um caso isolado, a gente não pode generalizar a guarda municipal e nem todos os guardas. Também quero cumprimentar aqui a comandante Lourdes, que vem fazendo um belo trabalho e também cobrar e cumprimentar o prefeito que deve tá assino, que ele falou que é X e e já cobrar também o plano de cargos aqui que a vereadora Guida também mencionou. Eh, eu só tenho uma pergunta para fazer, acho que pro Cristiano, qual que é a interação eh da Guarda Municipal com a Secretaria da Mulher aqui, que também eu cumprimento a secretária Alessandra Herma, que vem fazendo um belo trabalho e eu sei que a guarda a Guarda Municipal de Campinas junto com a PM faz um trabalho eh excelente aqui em Campinas, embora as condições de trabalho da PM aqui nós sabemos que é um pouco precária. Eu queria saber qual que é essa interação com a Secretaria da Mulher da Alessandra da Herma. Obrigado. Obrigado, vereador Benê. Bom, eu fiz aqui algumas anotações também. Bom, programa Gama 4417 adesões. Eu fiquei até surpreso com o número, viu, comandante, o número alto, realmente, eh, medida protetiva e patrulhamento, a criação da superintendência do programa Gama. Então, destacou-se lá uma uma algo administrativo mais pujante para cuidar dessa desse setor da guarda, a criação da sala lilás no terminal central, né? E ali as pessoas aderem ao programa Gama. E aí que eu tenho uma dúvida, tá escrito aqui, adesão ao programa, eu notei aqui, né? A a adesão ao programa gama são só das das mulheres que têm a medida protetiva, né? Não é aleatório a qualquer cidadão, OK? tem que ter medida protetiva. Então o caminho é o caminho então primeiro é o judiciário, correto? Para depois ter fazer parte do programa Gama. Eh, integração, parceria e integração com a Secretaria da Mulher. Eu também tinha anotado para fazer essa pergunta muito boa feita já pelo vereador Beneiro. Daí tem o programa Bela, que é o programa que funciona dentro dos ônibus, né, do transporte coletivo. O Fórum Brasileiro de Segurança Pública presenteou ou reconheceu com um selo prática inovadora por causa do programa Gama. OK. Se eu não me, se eu não me engano, até na última apresentação que a senhora fez o programa Gama nessa casa, a senhora trouxe selo, não é? Eu trouxe é exatamente. Bom, sala lilás, itinerante, SOS gama, o botão para as pessoas que tm medida protetiva, eh, oficinas de defesa pessoal paraa mulher, a questão do da diminuição do feminicídio, isso é um dado muito importante, apesar de ainda, infelizmente ter acontecido, mas caiu em 50% o primeiro quadrimestre 2026 com relação ao primeiro quadrimestre 2025. e a questão das prisões também, 930 prisões feitas pela Guarda Municipal no ano 2025. Então, um um extrato que eu fiz aqui. E então eu queria que a senhora e o secretário ficassem à vontade para em cima das questões feitas pela vereadora Guida Calisto e das questões feitas pelo vereador Benê Lima, que pudesse responder, nos trazer ainda mais informações sobre o trabalho da guarda. Bom, primeiro aí as questões da vereadora, eh, dizer que é um crime, né, de feminicídio, que a gente tem uma luta no Brasil inteiro. Tanto é assim que a maior pena hoje imposta no nosso país é a pena pro feminicídio de 20 a 40 anos. E aqui eu acho que deu para demonstrar o tanto e que a gente se empenha para evitar esses números tristes, horríveis e que a gente combate todos os dias. E quando a gente olha e vê de um agente de segurança o autor desse crime, também nos causa perplexidade, sem dúvida nenhuma. E aí a primeira questão é olhar onde é que a gente falhou, né? O que que a gente não enxergou que tinha ali. E depois de muito exercício de ir e vir, a gente não tinha nenhum indicador. Por que não tinha? Com a primeira pergunta aí da senhora. ele estava na função administrativa. É, nós temos vários guardas que desempenham funções administrativas. Aqui tem um staff do meu gabinete, mas guardas aptos pra atividade de rua, mas que estão em atividade administrativa, porque assim nós dependemos para compras, para gerenciamento de convênios, captação de recurso, enfim. Então esse guarda especificadamente ele estava numa função administrativa, mas apto para portar arma de fogo em condições de operacionalidade. Como é que é concedido o porte de arma de fogo da guarda? É um convênio com a Polícia Federal que dita diversas regras. Basicamente, eu tenho que ter as as minhas certidões eh da justiça estadual federal em dia, não responder a inquérito, passar por avaliações periódicas psicológicas e o estágio, eh, o EQP. Então, esse guarda reunia todas as condições para isso. Ele nunca respondeu a nenhum processo na corregedoria da guarda. Então, não ia vir indicativo algum dessa situação, né? E a gente fica trazendo para todos os casos, tentando qual elemento, qual é o perfil desse homem agressor, de um potencial feminicida, né? Esse é um trabalho aí já até adiantando a questão do vereador Benê, que a gente tá desenvolvendo com a secretária Alessandra, com a Secretaria da Mulher, de cruzar dados e tentar ter um perfil, eh, uma predição pros crimes de violência contra a mulher. a gente tá aí em vias de oficializar um observatório de violência contra a mulher e um equipamento novo aí que vai ser bastante útil. Então, vereadora, eh a gente não tinha ali nenhum caso que desse indício de que aquele guarda pudesse cometer aquele crime, né? Algo que a gente vai eh, ele já foi afastado das suas funções, está respondendo, né? vai, a corregedoria está atuando, o judiciário também ele se encontra recluso e a gente aguarda os desdobramentos dessa questão. Mas de novo é algo que a gente reprova e vai ser punido, né, aqui a altura eh do que a conduta dele dentro da instituição. Então nós temos várias questões, mecanismos, como foi dito aqui, para que isso quando é que eu tiro um uma arma de fogo? qualquer guarda que se afasta por questão psicológica, ele é afastado das suas funções, seu seu armamento é retirado. Quando é que ele volta? Quando ele tem alta do DPSS. Esse é o primeiro indicativo, né? E depois ele vai passar na Academia da Guarda por uma nova avaliação teórica e prática de manuseio e armamento de de arma de fogo. Então ele só retorna a ter o porte de arma que foi suspenso após a aprovação. E aí essa avaliação psicológica não é interna, ela é externa. Então, parece que o nosso número é pequeno, mas todo esse laudo de avaliação, é uma aplicação bastante complexa, seguindo as diretrizes da Polícia Federal, é feita por uma por uma psicóloga externa que a gente contrata, né? as as avaliações periódicas são feitas externamente e até com um rodízio para que não crie vínculo com determinado profissional, não. Então, de tempo em tempo a gente faz uma nova contratação para ter essa avaliação psicológica para manuseio de arma de fogo. E aí, eh, todos os guardas são capacitados para aquela determinado determinado armamento. Então, arma curta, arma longa. Então, ninguém vai operar, por exemplo, um fuzil sem ter uma habilitação para fuzil. Ninguém vai operar com uma pistola sem ter uma habilitação para aquele tipo de armamento. Então, tudo isso é eh existe uma capacitação e nop, são 80 horas de equip, esse guarda passa por todo, revisa todas essa, esse manuseio de armamento e alguns procedimentos operacionais e outras questões aí. A questão que a senhora disse da é psicológico, né? Eh, a gente já parte do princípio que o profissional de segurança pública, ele já não é uma pessoa comum, porque todos nós, a nossa fisiologia é de numa num perigo iminente, é de fugir. O nosso corpo se prepara para fugir e o profissional de segurança não. Ele vai em direção ao perigo, né? é aquele que tá ali para nos proteger e que ele não sabe eh se ele vai chegar em casa, ele não sabe quem ele vai proteger, se é da família, se não é, mas indistintamente ele tá pronto para defender quem quer que seja e com toda aquela bagagem técnica, com todo o armamento que ele dispõe ali para defender a sociedade. Então, eh, para mim já não é uma pessoa normal, de fato, porque já tem esses predicados que a gente precisa de fato potencializar e reconhecer, né, nessa sociedade que a gente vive hoje, parece que a gente tenta aqui eh de alguma forma generalizar. E aí, nesse caso, é ruim a gente falar o profissional de segurança pública não dá para fazer isso. Porque quando a gente olha o histórico eh profissional dos outros feminicidas, a gente encontra engenheiro, pedreiro. Então assim, infelizmente, né, é um caso de 1 e 800, mas em que de fato a gente precisa implementar mecanismos eficientes, eh, para tentar de alguma forma achar um indício ou um indicador que nos leve a ter atenção. Mas nesse caso não havia nenhum sequer um processo em trâmite na corregedoria ou até anteriormente em relação a esse guardo. Então, acho que faltou mais alguma. Desculpa, só para revisar. O guarda. Ah, o guarda que se matou. Eh, é que é difícil a gente falar de questões internas, mas ali foi um um questão de um relacionamento amoroso e ele não estava com a farda, não foi isso que aconteceu. tanto que ele deixou uma carta porque ele havia eh poucas horas antes brigado lá, uma questão amorosa totalmente interna lá e que, né, só para voltar essa questão do guarda do feminicídio, a guarda é que fez a detenção dele, eh, conversou para que ele pudesse entregar, né, e conduziu ele a delegacia para que responda por aquilo que ele fez, né? Então também não tem nenhum alinhamento, protecionismo interno com essa questão. Muito pelo contrário, né? a gente eh precisa de fato levar como todos a à justiça e ele responderá por tudo que fez administrativamente e judicialmente. Só uma questão, uma questão eh sobre esse suporte que o o secretário falou eh de um suporte que se tem um acompanhamento de de profissional psic psicólogo, né? Então é que é que eu não entendi porque tem existe esse profissional dentro da guarda. Existe dentro da guarda na Coordenadoria de Prevenção, uma psicóloga que faz um acolhimento desses guardas. Como é que ela faz essa busca ativa? Eh, primeiro os afastamentos, né, eventualmente o guarda que falta um pouco mais, alguns casos ali de correição e não de punição. Então, ela traz para uma conversa, escuta para verificar se tá passando alguma dificuldade no trabalho, em casa e faz um encaminhamento. Existe um profissional terceirizado para produzir os laudos de eh os laudos psicológicos para declarar se o guarda é apto ou não a portar a arma de fogo. E aí esse é externo. Até para não ter vínculo. Esse é um teste profissional. Não, esse atende os profissionais. Esse atende todos os profissionais da guarda no laudo, tá? Quando ele entra, o guarda, quando ele passa pela pelo concurso, ele faz inclusive dois testes psicológicos. um no início e depois outro ao final, especificadamente para o porte de arma de fogo. Tá esse psicólogo inclusive cadastrado pela Polícia Federal para fazer? Não. Sim. Mas por exemplo, não existe um corpo de psicólogos, de profissionais psicólogos para acompanhar os guardas que estão em situação de adoecimento. Só existe uma uma profissional, uma. E aí o SUSP lançou esse programa recentemente, adesão foi em março desse ano, porque foi o lançamento do Ministério da Justiça, governo federal. Mas antes então a gente não tinha, só tinha essa tinha a psicóloga e ela faz os encaminhamentos para com eh terceirizados, conveniados com a guarda. Já tinha. Obrigado, vereadora. Obrigado, secretário. Obrigado, comandante. Nós temos um inscrito apenas do dos que nos acompanham aqui, que é o vereador o chefe de gabinete do vereador Wagner Romão, Sr. Carlos Maldonado. Com a palavra, por favor. Obrigado, presidente. Vereadora, vereador, secretário, comandante Ludes, prazer revê-la. Eh, [limpando a garganta] eu queria fazer duas perguntas sobre a apresentação. Eh, quando passou o momento da identificação das detenções, eh, e das prisões por descumprimento de medida protetiva, eu notei, você me conhece há alguns anos, sabe que eu sou pessoa que gosta de ver taxas. Os números absolutos daqueles dois slides identificam que a taxa do primeiro quadrimestre desse ano é praticamente o dobro da taxa do ano passado. Os números absolutos não dizem isso, mas a taxa ocorrência prisão, ocorrência detenção na ocorrência prisão dá 30% de prisão contra 15 no ano passado. Eu queria entender essa mudança, porque isso é uma mudança de de cenário. Queria entender o que tá acontecendo. No slide anterior acontece a mesma coisa. 18 no primeiro quadrimestre contra 13 v qualquer coisa no ano passado. [limpando a garganta] Eu acho que é efetividade das ações da guarda, né? É. Ou não, tudo bem. Isso demonstra efetividade na prisão, mas as ocorrências foram lá, a guarda foi lá e foi ano passado também. O que mudou para aumentar eh o momento da prisão? É, são as duas coisas, não precisa ter um uma equação agora, mas só para entender, porque isso é é um dado real. A segunda questão, do ponto de vista da formação, eu queria entender um pouco do processo de formação. Bom, eu conheço a academia desde muito tempo. Eh, como é que anda o processo de formação, não apenas na questão de gênero, mas nos outros elementos de direitos humanos. Digo isso porque estamos acompanhando, por exemplo, um processo preparatório de inquérito civil na área de eh eu diria de quase que um racismo religioso e aí não apenas vinculado às religiões de matriz africana, né? o conjunto de que tá acontecendo, vocês dois devem ter conhecimento do que eu tô falando e o processo de abordagem, porque isso também se liga com o que a gente tá discutindo aqui, né, com relação de saúde mental e outras coisas que estão aqui colocadas. E a terceira questão é que, infelizmente, feminicida não tem perfil, parece normalmente uma pessoa comum, mas que é violento e que acaba matando. Então, queria ver se como é interessante a ideia do observatório e eu queria saber como é que isso tá sendo desenvolvido, porque isso pode ajudar inclusive no debate aqui na comissão. Por fim, presidente, só justificar. Vereador ficou preso membro na atividade, não precise soltar, né? É que a atividade se alongou lá na Unicamp. Obrigado, Maldonado. Mandei um abraço pro vereador Wagner Romão, muito participativo, uma pessoa muito querida, que a gente tem muito respeito. Bom, o último inscrito, eu pediria só uma brevidade nas palavras que a gente já tá com o adiantar das horas para dar tempo do da do secretário da comandante responder. Sor Harland Tamimeto, Timentimeto. Tanio, inspetor da superintendente, aposentado da guarda. Fica à vontade, por favor. Boa tarde a todos. Eh, vou tentar ser o mais breve possível. Eu me apositei agora, dia primeiro de fevereiro, fazia parte da escritoria operacional na parte noturna. Eh, vou falar de dois pontos, na verdade três rapidamente, que dois foram tocados aqui e um outro que eh necessita de bastante atenção e cuidado. Sobre o GM que assassinou a esposa, ele já havia há mais de uma década afastado por uso de entorpescente, droga, álcool e similares. Todo mundo sabia disso. Todo mundo sabia disso. Eh, se é psicólogo ou os psicólogos o liberaram, eu faço uma analogia aqui muito simples. Então, tem uma pessoa que era alcólatra, ela se cuidou, teoricamente se curou e você chega para essa pessoa, fala: "Olha, te arranjei um bom emprego, você vai trabalhar de barmen". Então, na Guarda Municipal, nós temos três modalidades de eh habilitar esse esse guarda a estar armado. Primeiro delas, você pode liberar a cautela intramuros. Ele só trabalha na parte física da da Guarda Municipal. A outra cautela diária ele pega no final expediente, no final do expediente ele entrega o armamento e por fim a 24 horas. Ele recebeu, pelo que eu tô percebendo, a cautelas de 24 horas e fez o que fez. Os números ficam muito bonito ali, eh, do projeto Gama de Prevenção. Realmente, o projeto Gama é um projeto maravilhoso. Eu estava de perto, eu era da base central. Porém, quando um guarda municipal faz isso, tudo isso cai por terra. cai por terra, machuca a corporação. A corporação está bem machucada quanto a isso, tá bem entristecida. E a pergunta é simples, quem foi que autorizou ele ter essa arma 24 horas? É muito simples. A outra sobre o guarda municipal que se suicidou, eu não vou, apesar que foi divulgado na imprensa, ele tava assim, senhor secretário, como uma identificação da da Guarda Municipal. Eu não sei dizer se era uma camiseta ou uma gandola. ora dele, QRA ou o nome dele, tá? Ele vinha passando por um processo de depressão eh muito forte e eu tenho informações que a comandante nem sabia se ele estava armado com a arma da guarda ou se era uma arma particular. Independentemente disso, qual é a leitura que se faz desse ser humano que tirou a própria vida? Ele pôs a a farda, ele deixou carta, ele preditou tudo, ele ele planejou tudo. Então a guarda municipal carece do comando da guarda, está perto do guarda para que ele tenha realmente um atendimento psicológico pessoal do da figura do comandante. Eu tive um guarda que trabou comigo 10 anos e a a mãe dele teve uma mote repentina. Eu falei pra senhora várias vezes, comandante, por favor, ligue para ele, fale com ele. A senhora não ligou, a senhora não falou com ele e a ele ficou muito entristecido. E isso teve uma repercussão muito grande dentro da Guarda Municipal. Sobre a academia da Guarda, eh, eu pude acompanhar bem de perto isso aí. Na verdade, eu podde acampar bem de perto tudo, né, que for falado aqui um pouco mais, mas a gente percebe que a academia da Guarda tá preocupado em formar e aperfeiçoar guardas municipais de outras cidades. Então, se nós saímos aqui agora e os no plantão noturno, eu posso apontar vários companheiros que não estão habilitados a diversos tipos de armamento. E eu sou do operacional, a minha vida inteira foi da do operacional. Ano passado gastei R$ 25.000 R comigo mesmo para me aperfeiçoar, para que eu pudesse passar isso com meus companheiros e ter preservação de vida, integridade física. Então, por exemplo, tem muita gente que não tá habilitado a utilizar as munições químicas, tem muita gente que tá habilitada utilizar os dois tipos de fuzil, T9, T4. E nós temos a maioria dos guardas à noite com calibre de pistola muito reduzido, muito fraco, enquanto a bandidá tá usando calibre de alto potencial ofensivo e letal. Eh, esses guardas estão desanimados, eles estão desmotivados. E com isso, qual é o tipo de de qualidade que a gente vai poder apresentar pra população? Isso já foi falado várias vezes. Eu estava lá, saí e continua dessa forma. Eu consegui através de alguns contatos sobre que algum desses guardas, esses profissionais pudessem se habilitar a se capacitar, tá? Eh, a psicóloga, ela realmente ela é psicóloga formada, mas se não tiver enganada ela tá no cargo de coordenador de correção, mas não tem essa essa essa esse compromisso em dar esse suporte psicológico, até porque um suporte psicológico dentro da corporação eh o ser humano é muito cruel, né? É, vai ser motivo até de chacota. Ó lá, o tá louco, foi procurar o psicólogo, não tem aquele aquela aquela coisa discreta no local. eh eh diferenciado, longe para que ele realmente pudesse ser atendido por com com o que ele merece, com essa doença mental e por aí vai. Eh, percebe-se que eu acho que tem que trocar o profissional que liberou a arma para esses guardas, né? Porque tá provado que não não foi eficiente. Não foi eficiente a formação. E é o apoio psicológico, já foi finalizado e ao longo de 2 a tr anos também tem acompanhamento. Eu saí dia 1eiro de fevereiro, eu estava h fazer o exame psicológico de reavaliação, de atualização e qualquer outro tipo de curso. Bom, eu posso dizer que eu não tô louco, tô bem, graças a Deus. Mas assim, não tem. a gente via colegas com essas necessidades. Temos colegas, eu sou professor de educação física formado e especializado. Então temos muitos colegas que estão na parte física, na parte biopsicossocial mesmo, com bem eh deficientes, pessoas que choram trabalhando, pessoa que vai arrastando, trabalhando, porque não consegue nem descer da viatura e que fica ofegante por questões de falta de condicionamento. Então é essa é a parte que eu queria demonstrar e me coloco à disposição. Maiores detalhes. Obrigado, Railand. Bom, eu quero abrir a palavra paraa comandante Luz paraas suas Vereador, só uma questão de ordem. Eu gostaria de cópia de sessão da declaração do superintendente para que a gente possa apurar fatos graves e que jamais chegaram até aqui, até para verificar a veracidade do que foi dito para que ele responda inclusive judicialmente, se for o caso. Pois não, secretário. Nós enviaremos a cópia tacogada. Agradeço da da referida reunião pro senhor. Abro a palavra pra comandante Ludes para que ela eh, se quiser, faça alguns algumas considerações sobre os questionamentos, os últimos, né, do Maldonado, seu Rail, dos vereadores e aproveitando já faço suas considerações finais. Obrigada. Obrigada. [risadas] Ah, não vou poder. Obrigada, presidente. Vereador Schneider. Maldonado. Eh, importante sua a sua pergunta em relação aos números. A gente pode tratar depois, não tem problema. Eh, em relação a essas questões que envolvem direitos humanos, é uma outra preocupação nossa e e sempre foi, então a gente tem um trabalho muito forte dentro da corporação em relação à injúria racial, eh a todas essas questões que envolvem eh pautas específicas que são caras pra sociedade e que nós, como operadores de segurança pública, que eh respondemos e temos que trabalhar dentro da legalidade é muito importante pra gente. a gente traz profissionais, traz pessoas eh reconhecidas da sociedade para falar sobre essas pautas eh de LGBT fobia, eh da injúria racial e temos uma conversa muito alinhada com a comentadora Edna, conversas eh muito eh avançadas e produtivas em relação a essa questão que chegou pra gente, sim eh de um cometimento que teria acontecido em relação a eh às as matrizes africanas, né, as religiões de matrizes africana. Então, olhar muito cuidadoso que a gente tem sempre em relação a esses temas, assim, e temos esse alinhamento. Converso muito com com a comendadora, participo de eventos, de eh de palestras, de situações que ela traz eh pra gente que nós temos oportunidade de fazer isso e temos avançado muito na conversa com ela de trabalhar esse tema ainda mais dentro da corporação. Então é uma preocupação nossa, sim, não acontece só durante a a o processo de formação, mas também com demais profissionais nossos. Então isso é é preocupação sim que a gente tem o tempo todo. Afinal de contas, a gente trabalha para para entregar uma segurança pública de qualidade pra cidade de Campinas. E a despeito de falas diferentes disso, é isso que a gente faz todos os dias e essa é uma preocupação recorrente nossa, inclusive de trabalhar dentro da corporação questões que envolvem assédio, assédio moral, assédio, então que é uma outra questão muito eh cara para todo mundo, cara mulheres da segurança pública, cara mulheres eh que estão em outros em outros locais. Então, é um é um trabalho muito árduo, difícil, mas um trabalho que a gente faz constantemente. Vereadora, em relação tanto ao suicídio, né, eh, quanto a questão do feminicídio, foi algo muito caro pra gente. É muito difícil, de verdade, doeu muito e é algo que vai demandar muito tempo para sanar essa dor se ela passar mesmo em algum momento. doe eu muito para quem tá na Guarda Municipal, 29 anos, como eu tô lá desde o primeiro dia, eh, que hoje sou a comandante da corporação. E eu estava no meu primeiro final de semana de férias quando aconteceu o feminicídio, por exemplo, e foi, senhora, não tem ideia, foi muito dolorido. [roncando] Eh, porque a gente faz essa pergunta para dentro, quando acontece um feminicídio, a gente se pergunta assim: "Onde estava essa mulher que sofreu feminicídio e a gente não conseguiu alcançá-la? [roncando] onde estava essa mulher que foi vítima de assédio e a gente não conseguiu alcançá-la e doeu muito a gente falar: "Poxa, foi praticado por público interno". Então isso foi bastante dolorido e vamos a partir disso, lógico, a gente vai buscar outras ações, estamos buscando outras ações, outras leituras que a gente possa ter. Eh, também é muito importante porque é onipresente só Deus, né? Eu não sou onipresente como comandante, o secretário não é onipresente. E aí a gente depende também de virem algumas eh algumas situações para que a gente possa a partir daí fazer encaminhamentos que sejam adequados. Eh, a senhora fez uma fala importante também, algo que a gente pensa de tratativas que a gente faz internas desse trabalho psicológico. Ele é muito importante, depende sim de encaminhamentos. Muitas vezes essa busca voluntária dentro da segurança pública, ela é difícil. Eh, então a gente precisa fazer essa essa busca e esses encaminhamentos dentro, inclusive das chefias que possam destinar para que a gente possa ter essa leitura adequada do que tá acontecendo. Então, foi algo que doeu bastante pra gente e que nós vamos tirar aí, sim eh importantes lições para impedir que isso aconteça no futuro. E claro, a leitura dessa casa. E fico muito feliz quando a senhora diz: "Ah, eu eh eh sou aqui de de esquerda, sou progressista e converso com guardas e tem que conversar mesmo. Eh, é muito importante. Às vezes é mais fácil levar alguma demanda eh para para alguma outra pessoa do que trazer, embora nós tenhamos sempre, eu e o secretário, eh um telefone que fica à disposição dos profissionais e pode ligar e e a gente atende ou ou procura pessoalmente. Então, não é uma situação de gestão que é fechada, que não conversa, que não busca o diálogo de forma alguma, independente do horário, à noite, de madrugada. Eh, muitas vezes eu atendi ligações de de chefes eh na madrugada para trazer situações. Então, eh esse acolhimento todo dentro da Guarda Municipal existe, mas a gente tá falando de seres humanos, de pessoas que eh a gente precisa ter esse olhar, mas de pessoas que a gente não identifica ali naquele momento, eh, que possa ter uma prática, né, amaldonado, como você diz, que o o autor de violência não tem perfil. Eh, mas a gente busca isso de, olha, esse autor de violência, ele tem outros outras denúncias, ele tem eh já foi autor de violência para outras mulheres e ele vem num escalonamento, isso a gente tratou lá em Brasília de conversar, isso tem um escalonamento da violência, então ali a gente pode ter um um potencial feminicida. Eh, então para encerrar, deixar claro que, vereadora, nós estamos ali abertos a a qualquer tipo de conversa, qualquer tipo de discussão, sem nenhum problema, sem receio, porque é tudo muito transparente e tudo não tem, a gente não tem nada ali que possa ocultar ou que buscar eh outros subterfúgios, porque não há necessidade disso, uma vez que esse trabalho que a gente faz lá é muito sério. Então, e ficamos aí à disposição de todo mundo para outros outras demandas, outros esclarecimentos. A senhora fica aqui, a senhora e os demais que encaminharam essas questões convidados a a conhecer o nosso espaço, a conhecer a sala lilá, conhecer nossa sala de treinamento, conhecer a nossa academia, que é uma academia formada por profissionais extremamente dedicados. E pra gente é uma honra quando guardas municipais de outras cidades, de outros municípios distantes daqui, como a cidade de Olímpia, por exemplo, busca a nossa academia para fazer formação. Algumas guardas municipais perguntam quando é que a gente vai ter uma formação para eles esperarem para fazer uma formação aqui. E isso pra gente é um motivo de orgulho, um motivo de muito orgulho, que é uma construção árdua, de profissionais comprometidos, de profissionais, sim, que fazem cursos muitas vezes pagos. Eh, e isso eu fiz também já, porque um profissional, independente do local que ele trabalha, sendo um serviço público ou não, eh, ele acaba buscando eh outras eh outras outros aperfeiçoamentos para para sua carreira, paraa sua vida, fora, porque o serviço público também não dá conta de tudo sozinho. Então, eh, eu queria deixar aqui para quem está nos assistindo, confie no trabalho da Guarda Municipal. Nós fazemos sim capacitações, nós temos sim habilitação pros equipamentos que a gente utiliza e esse trabalho que nós fazemos lá, ele é extremamente sério e tem essa preocupação com esse essa essas questões que envolvem saúde mental ou qualquer outra atividade correlata dos nossos profissionais. E fica aí então novamente o convite para que vocês conheçam lá esses espaços nossos. Muito obrigada. Obrigada a todos. Obrigado a quem está nos assistindo. Obrigado, comandante. Gostaria agora de passar a palavra pro secretário Cristiano para suas considerações finais. Bom, gostaria de agradecer, reafirmar aqui o compromisso da guarda na proteção da sociedade e vereadora, a guarda é um órgão de estado, não um órgão de governo. Então nós estamos aqui, independente de quem seja, para prover a segurança do nosso município de forma autônoma ou integrada com os demais órgãos para aumentar cada vez mais. E como a comandante disse, Campinas tem indicadores excepcionais, né? Eh, nós estamos batendo todos os recordes da série histórica na diminuição de todos os indicadores, homicídio, latrocínio. Latrocínio nós zeramos esse ano, mas redução de 100%, homicídios mais de 60%, roubo, furto. Então, o resultado do trabalho a gente mostra com os números, né, que acho que é o maior eh número que a gente tem. Então fica aqui o nosso agradecimento por essa oportunidade de vir explanar tudo que tá sendo feito e já nos colocamos à disposição para outras reuniões como essa, outros encontros para que eh não paire dúvida sobre a atuação legítima, sobre a transparência das nossas ações e a legalidade que é empregada dentro da guarda e que é nisso que a gente se baseia estritamente na legalidade de todas as nossas ações. sem eh qualquer outra questão que vá eh acima disso, tá bom? Então, nosso agradecimento aqui à comissão, presidente. Muito obrigado e à disposição sempre. Obrigado, secretário Cristiano. Mais uma vez agradecer a sua presença aqui nessa quinta reunião da Comissão de Segurança Pública da Câmara Municipal de Campinas. Agradecer mais uma vez a presença da comandante Maria de Lourdes, comandante da Guarda Municipal, a presença da vereadora Guida Calisto, do vereador Benê Lima, do vereador Carlinhos Camelô, que também esteve presente conosco, da vereadora Mariana Conte, agradecer a presença do Edilson, subcomandante da guarda, Carlos Maldonado, chefe de gabinete do vereador Wagner Romão, representando o seu mandato, e Misael, chefe de gabinete da Secretaria de Segurança Pública. Desta maneira, declaro encerrada a presente reunião da reunião reunião da comissão de segurança pública. Muito obrigado. Vamos lá. Vamos lá. Bom, encerrada, portanto, a reunião da comissão de segurança pública. Ao meu lado, o vereador Nick Schneider, que é presidente dessa comissão. Vereador, hoje o debate então das políticas públicas para favorecer, né, a questão da segurança da mulher. Aguarda apresentando um resumo dos trabalhos que são feitos. Qual que é a importância de tornar esses trabalhos públicos aqui no município? Veja, uma reunião importante, tratou de duas temáticas, uma delas é a violência contra a mulher. Então, a guarda teve a oportunidade de vir prestar contas dos programas, dos projetos que tem implantado no município sob esse prisma da defesa da mulher contra a violência e também com relação à saúde mental dos guardas, que é algo importante também. Nós vimos casos recente, um caso recente de um guarda, aquele absurdo que aconteceu do guarda assassinando a própria noiva no dia do casamento, algo muito triste. Então nós tivemos essa oportunidade de ouvir da boca da comandante Lourdes, do secretário, o andamento dos projetos que ele que eles têm no enfrentamento a esses problemas. O secretário também trazendo informações sobre esse caso, sobre também o trabalho que é feito em relação à saúde mental, né, dos guardas municipais. Isso responde os questionamentos da comissão, vereador? Eu acredito que sim. Veja, é algo que fere a guarda, fere todo campineiro, todo cidadão fica entristecido com uma situação como essa, não é? Mas nós não podemos jogar na conta da Guarda Municipal, cidadão no momento ali de totalmente, né, falta de lucidez, falta de um momento muito infeliz, cometeu esse absurdo, esse crime absurdo. E agora daí a tentar vincular com a Guarda Municipal, com o problema que é a Guarda Municipal, não é? Então eu acho que foram informações importantes trazidas que que mostram que a Guarda Municipal é algo fundamental paraa cidade de Campinas nos dias de hoje. Bom, essa quinta reunião da comissão, né, vereador, quais os próximos passos aí, os próximos assuntos também a serem debatidos pela Comissão de Segurança Pública? Veja, nós vamos avaliar ainda a demanda da próxima reunião, que é a sexta reunião. Nós temos como comissão ver o que tem de projetos que tratam de segurança pública, porque eles têm prioridade na avaliação, na discussão. Então, em cima do que vem, né, da casa com relação à à temática da segurança pública, é que nós traçamos o planejamento da próxima reunião. Vereador Nick Schneider, muito obrigada pelas informações. Muito obrigado. Um abraço a todos. Fiquem todos com Deus. Muito obrigada. Então, ao meu lado, vereador Nick Schneider, presidente dessa comissão. Agradeço a sua audiência, a sua companhia e aproveito também para fazer um convite importante, viu, para você que nos assiste aqui na TV Câmara. No próximo dia 9 de junho, às 7 horas da noite, a Câmara recebe uma audiência pública para discutir o projeto de diretrizes orçamentárias de 2027. Essa audiência será conduzida aqui na Câmara Municipal pela Comissão de Finanças e Orçamento e a população pode participar também. Importante inclusive esta participação para ajudar o poder público a definir as metas e prioridades também da administração municipal para o próximo ano. Então, olha só, você pode acompanhar ao vivo aqui no plenário da Câmara Municipal ou acompanhar também, é claro, a nossa transmissão aqui pela TV Câmara ao vivo e também até a data da audiência, então, no dia 9 de junho, é possível enviar perguntas, dúvidas sobre esse assunto e também sugestões pelo site da Câmara Municipal que é o campinas.sp.leg. lege.br. Então, participe, envie sua a sua sugestão e também pode comparecer aqui ao vivo no dia 9 de junho às 7 horas da noite para acompanhar essa audiência pública aqui no plenário da Câmara Municipal. Muito obrigada pela sua audiência. Uma ótima tarde para você e continue ligado na programação da TV Câmara. TV Câmara Campin a cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô do ano. Campanha do agasalho 2026. Presente no inverno e em todas as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa. [música] Particip doe roupas em bom estado. Realização, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. [música] Prefeitura de Campinas. O presidente da Comissão de Constituição e Legalidade da Câmara de Campinas convoca