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[música] A seguir, [música] TV Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Olá, boa tarde a todos que acompanham a programação da TV Câmara Campinas. Agora 3:07 estamos ao vivo diretamente do plenário da Câmara Municipal de Campinas, José Maria Matozinho. E agora você vai acompanhar a quinta reunião ordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde. Com a palavra o presidente da comissão, vereador Paulo Hadad. Muito boa tarde a todos. Quero dar as boas-vindas às pessoas que nos acompanham nesse plenário, pelas redes sociais e também pela TV Câmara. Eh, hoje nós teremos a quinta reunião ordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde, um tema muito importante, relevante, que é o Junho Verde, que é conscientização sobre a escoliose idiopática do adolescente. Tenho o prazer e a honra de receber a Dra. Fernanda Furro, que é fisioterapeuta, clínica e pesquisadora do Instituto Escolose Brasil, graduação e também mestrado em fisioterapia, certificada no método S4D, exercícios específicos para escoliose, certificações internacionais, tratamento de escoliose, atuação em reabilitação pré- e pós-cirúrgica e também professora de pilates. falar um pouquinho aqui sobre a escoliose. A doutora vai nos abrilhantar com algumas informações, com uma palestra. Então, seja muito bem-vinda. Muito obrigado por ter aceito o nosso convite. A escoliose idiopática do do adolescente é um desvio sem razão definida que costuma aparecer entre 11 e 13 anos nas crianças, em especial nas meninas. Apesar de não ter cura a escoliose, em especial quando detectada precocemente, pode ser tratada de maneira conservadora para não evoluir. Contudo, quando isso não ocorre, a coluna acaba entortando e o paciente pode ainda sofrer com dores, problemas respiratórios, dificuldade em praticar exercícios e, eventualmente tem ter de ser submetida a uma cirurgia corretiva da coluna. É importante a gente lembrar também que há 5 anos nós realizamos aqui, Fernanda, com o Rodrigo Andrade, um dos grandes especialistas no tema, fundador no Instituto Escolhiose Brasil, uma palestra sobre a escoliosa. Então, hoje eh nós vamos reforçar, né, a importância, né, desse nosso Junho Verde. E mais uma vez agradeço a sua presença e fique à vontade. A palavra é toda sua. Muito boa tarde, pessoal. É uma honra estar aqui ao seu lado hoje, sentada nessa cadeira com vocês para falar de um de um tema tão relevante do meu cotidiano hoje, que eu vivo diariamente com os pacientes trabalhando na reabilitação e falando em um mês tão importante que é o mês do junho verde, mês que a gente fala sobre o diagnóstico precoce, a conscientização internacional da escoliose. Então, é uma grande honra tá em nome do Escolhios Brasil, o Instituto que eu trabalho, junto com o Rodrigo e agora representando o nosso time aqui, trazendo um pouquinho de alguns assuntos relevantes para nós. Eh, vamos colocar a apresentação aparecer aí para mim. Isso já tá ótimo. Eh, então, como eu disse, falando agora um pouquinho sobre o mês da conscientização, é o mês internacional da conscientização da escoliose, em que a gente tem que ressaltar e sempre relembrar pra família, pras pessoas ao nosso redor sobre a importância da gente ter esse diagnóstico precoce. Então é muito importante que a gente esteja próximo e consciente do que é a escoliose, que é o que eu vou tentar de trazer de uma forma bem sucinta aqui para vocês. Como já foi apresentada, né, mais algumas questõezinhas que eu coloquei ali. Eu sou a primeira fisioterapeuta do Escolhose Brasil de São Paulo, né? Eh, tenho graduação, mestrado em fisioterapia, formações internacionais também no tratamento da escoliose, [roncando] trabalho com reabilitações pré- e pós-cirúrgicas para pacientes que também fizeram a cirurgia. Eh, hoje também sou professora do método de escoliose do método S4D, o qual eu trabalho. Aqui as turmas que eu tive a honra de ministrar o curso esse ano, as primeiras formações, turma nível um. E aí vamos começar a entrar no tema que a gente trouxe aqui agora, né, que é a escoliose. [roncando] A escoliose a gente tem que falar sobre o rastreio, a importância do rastreio precoce, a importância da gente ter esse diagnóstico para que a gente comece a tratar desde o início. a gente tem um teste que a gente chama teste de adams, que é apenas um minuto em que a gente solicita pra pessoa, pro paciente colocar as duas mãos na frente e projetar com a imagem ao lado, o tronco para a frente. Com esse teste, se a gente já observa uma diferença que a gente chama de gibosidade, um lado mais alto do que o outro, a gente já suspeita de uma possível escoliose. nós do Escolhose Brasil. É importante ressaltar que desde 2017 nós somos ali pioneiros na América Latina na campanha de conscientização. Então é uma honra estar aqui com vocês mais uma vez reforçando sobre essa importância. O Rodrigo, como Paulo trouxe aqui para nós também já esteve aqui, trabalha com a campanha de conscientização há muito tempo e a gente vai falar um pouquinho porque é tão importante a gente trazer o tema desse diagnóstico precoce. [roncando] Então, o que que é uma escoliose, né? A gente fala muito esse mês, a gente traz muito para isso e a gente não entende muitas vezes o que que é. A gente tem como como uma tradução do termo da escoliosa como uma deformidade tridimensional da coluna, tá? Então a gente tem uma inclinação lateral com angulação normalmente maior que 10. Abaixo disso, a gente não considera uma escoliose, apenas um desvio. Rotação axial das vértebras. Então, além da inclinação, nós temos a rotação e a redução das curvaturas fisiológicas, normalmente a cfose ou a lordose. No plano sagital. Para exemplificar um pouco melhor para vocês, eu trouxe essa algumas imagens. Então, quando a gente olha essa imagem, logo a gente consegue ter uma ideia do que é uma uma escoliose, né? Pela inclinação. Quando nós olhamos de cima, nós conseguimos ter um outro parecer, a rotação da vértebra. E a gente pode muitas vezes metaforicamente semelhar e e dar exemplificar como uma escada caracol essas escadas porque a gente tem a inclinação e tem a rotação também. Então são vários planos que nós temos que sempre nos atentar quando a gente pensa em escoliose. A história natural, né? Eu tô aqui hoje, tem vários tipos de escoliose. Nós estamos aqui hoje falando da prevalência maior que nós encontramos, que é a escoliose idiopática. Por que idiopática? Vou falar um pouquinho mais à frente também. A causa é desconhecida, de origem multifatorial. Então, hoje, especificamente, nós vamos falar sobre a idiopática. A idiopática é de origem, como eu trouxe, multifatorial. Então, tem várias questões, várias eh problemáticas que podem trazer a essa escoliose e ela tem normalmente, quando a gente tem uma dúvida de se o paciente ele tem uma escoliose ou não, a gente consegue observar por algumas eh assimetrias. Então, a gente tem normalmente assimetria a do ombro, né? né? Então, o nivelamento do ombro, a gente tem uma diferença, são sinais importantes para que a gente tenha sempre esse olhar pro paciente, principalmente pros adolescentes, já que a gente tá falando de uma de um de um diagnóstico precoce. Então, você vai reparar que esse paciente, essa pessoa, esse adolescente, ele vai ter um desnivelamento de ombro importante, tá? A cintura escavada muitas vezes mais do que o outro lado. Então, a gente vai notar uma diferença na cintura. E a gibidade, na qual eu falei, quando a gente faz o teste de Adams, que o paciente ele projeta o corpo pra frente, a gente consegue ver um lado mais alto do que o outro, que a gente chama de gibosidade. Então, esses são sinais clínicos que sem exame a gente já consegue notar que tem algo que a gente precisa observar e até acompanhar e muitas vezes e já direcionar para um raio X. falando um pouquinho de forma breve, mas sobre a fisiopatologia da da escoliose, né? Então, o que que ela pode vir a a ter de complicação no nosso corpo? Um déficit de controle postural. Então, no sistema nervoso central, a gente vai ter uma diferença. A gente vai ter uma alteração do esquema corporal do paciente. Podemos ter envolvido questões hormonais também envolvidas, como a melatonina, calmodulina, algumas alterações. Tem estudos que trazem também como possíveis eh defeitos genéticos na membrana celular, tá? Então, a questão do colágeno, músculo esqueléticos também, algumas alterações. Tem estudos também trazendo sobre a déficit de vitamina D e cálcio. Então, um paciente que tem uma escoliosa é importante que leve em um endocrinologista, em um médico que acompanhe mais a fundo as questões hormonais também, estímulos e sobrecargas assimétricas também. E aí, se a gente for pensar nas complicações da escoliose, né, ela pode vir a ter, se uma escoliose for muito grave, um comprometimento pulmonar, dores crônicas, de fato, dependendo do tamanho da da curva que a gente tiver, [roncando] deformidade e incapacidade funcional, implicações psicossociais. Eu vou falar um pouquinho mais à frente o porquê, né? Se a gente já tá falando sobre a estética também do paciente, essas deformidades, essas esses desníveis vai repercutir em uma questão psicológica também, dentre outras que eu vou citar um pouquinho mais para frente, trazendo um pouquinho da epidemiologia, como Paulo trouxe aqui inicialmente também, eh a escolhose idiopática do adolescente, a gente observa mais, muito mais em mulheres, muito mais em meninas do que meninos, tá? numa proporção que a gente fala entre 20 e 30º de escoliose de cinco para um, tá? Então, a cada cinco pacientes, quatro são meninas, um é menino. Então, é uma maior prevalência nas mulheres, tá? Eh, como eu falei, se o ângulo escoliose na conclusão do crescimento excede um limite crítico, né, então de entre 30 e 50º, há um maior risco de problemas na vida adulta. E aí, o que que a gente pode ter no futuro, né? Diminuição de qualidade de vida, alterações posturais incapacidade, como eu trouxe anteriormente, dor e umas limitações funcionais progressivas. Como eu trouxe anteriormente, também a gente considera de origem multifatorial. Então, a gente tem algumas questões e estudos que trazem algumas eh algumas pontuações, como por exemplo, eh, níveis de melatonina alterado, predisposições genéticas. Então, sim, se você tem uma se você é uma mãe que tem escoliose, pode ser que seu filho também vai ter escoliose, até chance maior se for uma menina, não é uma certeza, mas a gente tem essa chance. déficit de vitamina D e cálcio, como eu trouxe anteriormente, distúrbios de plaqueta e função, colágeno, alterações na camodulina, toda a parte de hormônio também pode estar alterado, tá? E por que então tratar a escoliose? A escoliose é altamente progressiva. Se a gente consegue detectar com sinais logo no começo, a gente consegue evitar níveis de cirurgias muito grandes futuramente. A gente vê que a escolhosa ela pode ser progressiva desde ali já da infância, que é uma é muito mais comum durante o surto ali entre o crescimento da puberdade das meninas. Então a gente vai encontrar entre 10 a 14 anos na fase do estirão, é onde a gente tem que ter maior atenção. E quando ela não tratada, ela pode levar a deformidades graves do tronco. Isso pode ir piorando a estética, tanto a parte pulmonar, como eu trouxe anteriormente, limitando a capacidade, a biomecânica funcional do tórax, a capacidade de realizar exercícios, implicações futuras e eh até aptidão geral, em quesito de trabalho e tudo mais, além da parte psicológica que eu trouxe para vocês também. A história natural, né? Então, como eu trouxe para vocês, nas meninas indica uma diminuição lenta e gradual do risco de progressão da escoliose em relação aos meninos também é um pouquinho depois, tá? Então, as meninas a gente vê uma progressão muito grande na fase ali de 10 a 14 anos, na puberdade elas tendem a depois diminuir, tá? essa progressão da curva, enquanto os meninos a gente vê um pouquinho mais tardio esse aparecimento mesmo da escoliose na vida, eh, como eu trouxe na vida adulta, né? Escolhiose idiopática, ela pode trazer deformidades de forma progressiva, né? Então, acima de 50º a gente já considera uma escoliose grave e o risco de progressão aumenta acima de 30º quando é um paciente já adulto, tá? Eh, as curvas de escoliose menos severes permanecem frequentemente estáveis. Então, tudo isso a gente tem que cuidar até o paciente, principalmente se tornar adulto. E dependendo do grau que a gente tratar, até que ele se torne adulto, a gente vai tomar uma conduta ou outra. Então, a gente tem que se atentar principalmente aos adultos acima de 50º, que já é uma indicação cirúrgica, que é onde a gente tem que ter uma um alerta. A gente não quer que o nosso paciente chegue a 50º. A progressão da curva depende do fator de crescimento e da dinâmica do crescimento, né? Então, por exemplo, se a gente tem um paciente ali, ó, em termos de risco de progressão, vocês devem estar pensando: "Ah, se eu tenho um paciente ou se eu tenho escoliose, qual que é o risco que eu tenho de progredir essa curva no futuro?" Se eu tenho menos ali, ó, do que 20º, acima ali de 16 anos, eu tenho quase que zero chances, tá? Os estudos mostram isso que a gente tem pouca chance de piora na vida adulta. Agora, se eu já tenho entre 20 e 30º, 10% de chance depois dos 16 anos, de 30 a 60º é o aumento para 30% e acima de 60º já são 70% de chances de piora, tá? E aí, lembrando que todas essas chances de piora levam a todos aqueles cometimentos que eu trouxe agora um pouquinho para vocês. Cerca de 29.000, esse dado é antigo, né, mas ele é ali dos Estados Unidos, cerca de 29.000 cirurgias para corrigir deformidades na coluna de escoliose idiopática do adolescente são realizadas anualmente lá nos Estados Unidos. E o por tratar de novo, né? Então, adultos com escoliose e eh versus adultos adultos que não têm escoliose fale qu isso sofrem mais de dor nas costas. Então é um ponto de atenção. Estudo com mais de 40 anos de duração que acompanhou, viu, verificou diferenças significativamente eh relevantes com pessoas entre 20 e 30 anos de idade. A prevalência é três vezes maior de dor crônica para esses pacientes, enquanto é também é uma incidência maior de 20 vezes mais de dor severa. Um ponto de atenção também. [roncando] Estudos por mais de 20 anos também demonstram para nós que aos 15 anos a pessoas com ircoliose idiopática faltavam mais nas escolas e aos 20 anos as pessoas com escoliose idiopática também faltavam mais aos seus trabalhos. Então por que tratar escoliose, né? a gente fala sobre a questão da parte cirúrgica também, as filas, as demoras hoje que a gente tem também em SUS, em para esses pacientes terem o acesso à cirurgia que é tão de grande porte, de tamanho risco. Então o instituto trouxe alguns dados mesmo que mais antigos esses, mas que mostram eh que em média de 6.500 eh 6500 cirurgias por ano eram feitas e mais de 19.000 pessoas estavam ainda aguardando por cirurgia. Isso que é um estudo já um pouquinho mais antigo e mesmo assim, eh, a gente consegue ver que o número anual passa ainda maior aumentar a cada ano. Então é importante que é a gente tenha esse esse cuidado, porque se a gente tem um diagnóstico precoce, a gente pode até evitar que esse paciente vá pra fila de uma cirurgia, sendo que em média do tempo de espera foi de 25 meses, sendo que pode variar de 2 meses a 180 meses. Ou seja, é algo muito importante e relevante a gente pensar que um paciente pode ficar tanto tempo esperando, sendo que eu trouxe para vocês o quanto é importante a gente ter esse cuidado e fazer esse diagnóstico para que ele não precise ir. E imagina um paciente que tem a escoliose, que fique esperando por todo esse tempo o que que pode acontecer com a coluna dele durante esse período. E aí o risco de progressão, como eu trouxe agora, né? Então, a gente tem um, a gente trouxe, eu trouxe um grupo e etário de 10 a 14 anos, um programa de rastreamento, que seria o mais recomendado, para controlar a progressão da curva escoliótica, para reduzir a necessidade de cirurgia. Então, 20% escoliose de 10º quando início da pubedade, 60% 20º, 90% 30º e no final da da puberdade que já é menor, um risco de 2% em 10º, 20% em 20º e 30% em 30º. E como que é ainda? Infelizmente hoje no Brasil, tá? a gente ainda encontra esses cenários que eu vou trazer para vocês. Então, a família ela descobre, não sabe o que fazer, tem, então olha aquele raio X que eu trouxe para vocês, não ficam perdidos quanto a qual posicionamento tomar e aí eles vão para o médico. E muitas vezes é o que a gente ainda encontra sobre posicionamento dos médicos é esse cenário. espera para ver, vai fazer uma natação RPG ou Pilates. E eu vou debater um pouquinho sobre isso. E por RPG ou Pilates hoje ainda não é recomendado para um tratamento de de escoliose? Eu sou professora de pilates, defendo o Pilates super bem, adoro o método. Eh, e mas o problema é que nós não temos ciência à base de que defenda um Pilates e um RPG para o tratamento de escoliose especificamente. E por quê? O o Pilates, tanto Pilates quanto RPG, eles não tratam a escolhose da forma individualizada que precisa ser tratada. Então, como as imagens, lembra que eu trouxe no começo dessa minha aula que o paciente ele tem a rotação, não faz sentido que a gente faça a rotação pro mesmo lado de que ele já tenha uma proporção de de rotação. Então, a gente não pode fazer os mesmos movimentos pros mesmos lados, porque a gente pode sim acentuar a piora do quadro, assim como as rotações, como as inclinações, como na imagem ali na bola, como as extensões também. Normalmente os pacientes que têm escoliose, eles têm uma aumento da retificação torácica e por isso a gente tem que ter um cuidado maior para essas extensões que são feitas muitas vezes nesses métodos e nessas abordagens. Por isso, um cuidado maior quanto a isso. Pode ser que um dia venha a ter algum estudo, mas hoje a gente ainda não tem. Em relação ao tratamento da escoliose idiopática. Encontramos também ainda eh orientações de coletes muito antigos, coletes de 1945, que abalam os pacientes a forma estética, eh psicologicamente, que a gente sabe que não tem o melhor resultado. E direto pra cirurgia também tem médicos que já nem optam por um tratamento de forma conservador, já indicando para um tratamento cirúrgico. Que que a gente tem que fazer? Primeiramente, então, se nós observarmos que o paciente tem desnível de ombro, uma cintura mais escavada do que a outra, é uma gibosidade a partir daquele teste que eu trouxe para vocês, que é o teste de Adams, que é o teste de um minuto, muito rápido, que a gente consegue ter uma ideia, nós precisamos de um raio X. Raio X ainda é o padrão ouro de diagnóstico precoce da escoliose. Através do exame, o profissional capacitado, seja um fisioterapeuta, seja um médico especialista em escoliose, consegue fazer o que a gente chama de ângulo de COB para que a gente avalie o grau daquela escoliose daquele paciente. Também é possível avaliar através do escoliômetro, que é um instrumento de trabalho a qual todos os profissionais que trabalham com escoliose têm que ter. E a gente também tem a possibilidade eh de avaliar de forma digital online através do programa Surgmap, que a gente também consegue fazer, que facilita também. E aí eu trouxe para vocês também do nosso time dois artigos eh de 2017 e 2018, estudos que demoraram mais de 4 anos ali para acontecer, que trouxeram justamente o que a gente tá falando hoje sobre o rastreio precoce da escoliose, foi feito lá com o time do Rodrigo Andrade, que trabalha comigo hoje, sobre a prevalência dos adolescentes eh dos da escolhosa idiopática dos adolescentes no estado de São Paulo, tá? E aí os instrumentos utilizados também foi feito o teste de adans com o escoliômetro que eu trouxe para vocês e através da radiografia. E aí foram avaliados apenas 2562 adolescentes. E aí a gente já consegue ver que a maioria foi foram meninas, ó, 1490 meninas numa proporção de 172 meninos. E aí que a gente trouxe como resultado o grupo de escoliose que apresentou o maior desvio dos ombros quando comparado com os adolescentes sem escoliose. E esse desvio foi associado realmente à escoliose porque a gente também tinha um exame. Então, como eu trouxe para vocês, ó, se verem, se vocês verem a a as setinhas ali, a imagem vermelha, então o desnível do ombro, a cintura mais escavada, o alinhamento também diferenciado. a gente consegue ver até muitas vezes essa protuberância, né, a gibidade. E aí trazendo agora falando sobre o a prevalência da escolhose no Brasil, né? Então, a gente já entendeu que são maior, a prevalência maior é nas mulheres, nas meninas, a menor é nos meninos e hoje maior nas idades mais próximas à puberdade, entre 13 e 14 anos, que é quando normalmente a gente nota o aparecimento. E a a prevalência no Brasil é de 1,5% da população, enquanto a prevalência no mundo é de 2 a 4% da população, sendo que hoje isso representa de 3 a 6 milhões de pacientes no Brasil. E aí quando a gente fala, né, num mês tão importante como esse, quando a gente fala sobre o diagnóstico precoce, quando a gente traz esse diagnóstico, esse rastreio, seja em escolas, seja em qualquer lugar que a gente consiga tentar esse diagnóstico de forma precoce, a gente encontra esse paciente nessa primeira radiografia. Então, muitas vezes, quando a gente tem esse primeiro contato e a gente vai até atrás de um rastreio, a gente vê esse tipo de curva, porque a gente consegue detectar de uma forma breve, mais rápida do que quando ele apareceria no médico. [roncando] E normalmente quando passa muito tempo, não é a mesma pessoa. Mas só para vocês entenderem, normalmente o que chega para nós na nossa prática clínica ou no médico já é um raio X dessa forma, que às vezes foi até ver algum outro problema de saúde, alguma outra questão e de repente acabou encontrando a escoliose por ela ser também de silenciosa, né? ela não necessariamente gera dor. E aí, de acordo com a sociedade médica, o tratamento da escoliose, o que que eles trazem na na sociedade? Observação. Eles sugerem observação de 10 a 25º, coletes ortopédicos de 25 a 45º e cirurgia acima de 45º. E aí a gente tem esse estudo que define o que que é o sucesso no tratamento conservador da escoliose. Então o que que a gente considera como um sucesso, né? Manutenção ou melhora da curva. E aí é avaliado pelo COB que eu trouxe para vocês através da medição do exame, melhora da qualidade de vida, né? Então relacionada à saúde e fatores psicossociais ainda incompreendidos. Então a gente considera que o o sucesso do tratamento foi baseada nessas questões. E aí agora da SOSorte, que é um consenso internacional também da sociedade de escoliose, que estuda um grupo de tratamentos de de eh estudantes, estudantes eh médicos, fisioterapeutas, né? Eles trazem o quê? Observação: somente até 10º. Exercícios específicos de fisioterapia para escoliose de 10 a 25º, coletes ortopédicos de 25 a 45 50º, enquanto cirurgia acima de 45 a 50º. Falando de cirurgia um pouquinho, a gente sempre pensa na questão também dos custos dessa cirurgia, né? Então, correlataram que a maior expectativa e o principal motivo para cirurgia da escoliose idiopática do adolescente é reduzir a dor e reduzir a deficiência futura como adulto. Então esse eles trazem como objetivo da cirurgia e os resultados de 5 a 20 anos nesse estudo não fornecem provas que essas expectativas atendidas e não há evidências suficientes conclusivas de que os resultados radiográficos melhorados resultada, autoimagem ou saúde. Então, ainda é uma questão pra gente ter essa certeza de que será que realmente 45, 50º é o melhor momento de fazer a cirurgia, a gente não tem dados suficientes significativos de que nesse momento seria melhor a longo prazo pra saúde e qualidade de vida do paciente. Então, é necessário fazer ainda sempre mais estudos, que é o que a gente busca lá no instituto também, a gente continua fazendo pesquisa. Aqui tem alguns outros estudos também que, querendo ou não, a gente tem que considerar as altas taxas de complicações a longo prazo, tá? Então, curto prazo a gente tem ali uma chance de 5%, longo prazo 29%. Como qualquer outra cirurgia, é importante que a gente tenha a ciência, que é uma cirurgia de grande porte. Então, sempre buscar uma equipe especializada, de preferência que tenha conhecimento próprio, porque a gente sabe que como qualquer outra cirurgia, a gente pode ter eventualidades. Então, sempre que a gente puder evitar a cirurgia, nós vamos evitar, mas tem casos que realmente a gente tem que indicar que é o melhor cenário. E aí, se a gente for falar dos exercícios específicos, né, então de 10 a 25º, então pelo mundo a gente sabe que tem vários eh locais, vários países que também estudam a escoliose. [roncando] E falando agora do método que nós trabalhamos, que é o método S4D, o qual eu trabalho com o Rodrigo, Andrade e todo o time, eh, a gente, essa pesquisa, ela fez o quê? ela reuniu mais de 500, são 506 fisioterapeutas e perguntou eles eh para eles o que que eles sabiam a respeito da escoliose, o que que é escoliose, como tratar a escoliose, o que fazer com a escoliose e desses 506 a gente viu que os os fisioterapeutas com menos de 6 anos formados, eles tinham muitas dúvidas e não tinham clareza de como tratar a escoliose e [roncando] por isso a gente trouxe até como uma conclusão desse estudo que pode ser até por conta da dificuldade de ter acesso a outros métodos, outros estudos de forma eh formato internacional que os profissionais não tenham fácil acesso. E aí o Rodrigo, né, pioneiro no no método S4D, ele que criou o método, ele juntou um pouco de cada método, ele trouxe o melhor de cada ciência internacional. E a gente seguindo a base da SOSORT, né, que é a sociedade internacional que responsável do tratamento da escoliose, ela preconiza autocorreção ativa 3D, treinamento das atividades de vida diária, estabilização em posturas corretivas e educação do paciente. Nós mantemos tudo isso no método de forma que a sociedade orienta a gente fazer. E hoje nós temos o método S4D, que é o que a gente atua também sempre trabalhando na autocorreção do paciente, que é ensinando ele como fazer a sua correção. E aí a partir daí tivemos vários estudos do time que fizeram fizemos publicações a respeito tratamento, em relação a colete. Esses aqui também que foram publicados em 2022. E aí a gente tem também um estudo que fizemos também sobre o tratamento durante que a gente fez a coleta de dados durante a pandemia que a gente comparou, a gente não tinha acesso, né? Então durante a pandemia a gente não teve acesso aos pacientes de forma presencial por tudo que estava acontecendo. Então por se meses a gente acompanhou esses pacientes, os que estavam depois presenciais e os que tiveram eh o atendimento online e nós não tivemos diferenças. Então, hoje a gente vê que é possível fazer também o atendimento de forma online. Muitas vezes as pessoas perguntam se conseguem fazer a distância e tudo mais. A gente prioriza sempre o primeiro atendimento de forma presencial, mas a sequência é super viável. Tenho vários pacientes, inclusive de outros estados, até de outros países, que seguem tratamento comigo de forma online. E isso a gente tem respaldo de que funciona e tá tudo bem. E aí a gente parte, a gente eh parte do princípio que a gente precisa de uma autocorreção, ou seja, todo tratamento de escoliose é um tratamento extremamente específico e a gente ensina o paciente o que acontece com a coluna dele. Então, de ferma de forma breve, trazendo isso para vocês, a gente vai ensinar de base com uma classificação de link que os médicos usam para cirurgias e para tratamento da escoliose. A partir dela, a gente avalia e explica pro paciente o que acontece com a coluna dele para que ele aprenda e saiba o que fazer. E aí a gente teve alguns estudos, trazendo também de forma mais breve para vocês verem, que comparou os estudos que fizeram eh justamente exercícios específicos com exer eh com pacientes que não fizeram, né, fizeram exercícios mais gerais. E aí a longo prazo, a gente viu também, eles acompanharam por 6 meses, pacientes que faziam exercícios pensando no controle motor, pensando na correção da coluna, trabalhando ali a parte cerebral, enquanto versos, né, o os pacientes que trabalhavam de forma mais geral, exercícios gerais, pensando mais no músculo, a gente tem como um resultado melhor, ou seja, uma diminuição de 5º no ângulo de COB pro grupo que fez os exercícios específicos. Então, mais uma vez, a gente tem a certeza de quando a gente direciona os exercícios específicos para escolios não gerais, é um grande diferencial. Aqui também a gente tem mais outro estudo, né, na agora sobre os efeitos terapêuticos na progressão da escoliose. E aí a gente é um estúdio com 832 pacientes e 68 do sexo feminino. ele buscou verificar o efeito comparativo dos exercícios terapêuticos, ou seja, específico, versus exercícios terapêuticos gerais. E a gente foi avaliando a partir do ângulo de COB. E aí a gente viu que a curto prazo a gente teve resultado significativamente, a longo prazo também tivemos resultado significativamente, curvas leves também tivemos melhora e curvas moderadas também. E aí eu vou tentar ver se eu consigo pôr um play aqui para Será que dá? Acho que não. Acho que ele tá passando. É, como que eu volto aqui? Deixa eu ver se eu consigo. Vou voltar um pouquinho. Eh, mas só para trazer para vocês, né? No vídeo que eu tava aqui presente, é, a gente demonstra como que o paciente chega de uma postura relaxada, como na segunda imagem, para uma postura que a gente fala corrigida. E esse exercício a gente chama de autocorreção. Todos os nossos pacientes, no primeiro contato, a gente já ensina eles a entrarem nessa posição que a gente chama de correção. Se a gente pedisse pro paciente fazer uma correção naquele exato momento, a gente conseguiria ver a correção da curva daquela forma, como tem uma curvinha ali na primeira no primeiro raio X e corrigido como ele ficaria quando ele entra nessa correção. Então a gente ensina o paciente a fazer isso, tá? O tempo inteiro. Acho que ali tem que agora apareceu a bateria. Cecília, só um minutinho. É o vídeo que isso aqui? Eu acho que tá tudo bem. Vê se tem se consegue abrir esse vídeo, Cecília, por favor. Muito legal essa mudança da Muito. Muda demais. Uhum. Isso. Vamos ver se a gente consegue ver. Sen não, não tem problema, a gente segue. Só para vocês terem uma ideia um pouquinho do que eu tô trazendo. Acho que é um pouquinho antes. Não foi. Não tem problema. Não tem problema. Vou voltar um pouquinho, então. Era aqui, ó, o vídeo, ó. Era aí é o primeiro só que só esse que é o vídeo. Não vai, né? Não tem problema, não tem problema. Bom, dando sequência, então, eh, a ideia justamente, né, era a gente mostrar para vocês o quanto a gente consegue orientar e conscientizar esse paciente para que seja depois de uma forma normal que ele consiga fazer isso eh na prática de vida dele, tá? E aí a gente desenha no primeiro atendimento nesse paciente para que eles ele tenha consciência do que acontece com a coluna dele. Então a gente explica tudo isso que eu trouxe para vocês. O que que acontece com a sua coluna, para onde ela gira, o que que acontece, para onde ela curva e a gente desenha para que eles tenham consciência do que acontece e a gente filma para que eles tenham isso depois em casa. E aí a ideia é fazer uma autocorreção de forma que a gente treine ali o cérebro, a cabeça mesmo do paciente para que isso vire de uma forma um aprendizado motor. Assim como a gente anda de bicicleta, fica automático, como a gente dirige de modo automático, depois ele vai reproduzir diversas vezes para que isso fique mais fácil e automático depois também. E aí a gente quebra o modelo de círculos que a gente chama de stokes, que é o círculo vicioso. E aí a gente começa a trabalhar o paciente na postura. E também já coloca um colete, que é o que eu vou falar um pouquinho com vocês também. E aí, quando a gente fala de colete agora, que a gente já indica a partir de 25º, que é a maior parte dos pacientes, quando eles chegam até o nosso consultório, a minoria fica sem usar o colete. Então, a maioria já é indicada porque eles já chegam com uma curva grave. E é isso que a gente tá tentando trazer e conscientizar a importância desse rastreio precoce. Quem sabe a gente não conseguiria manter ali os pacientes sem ter que usar até o mesmo colete, né? Mas normalmente eles já chegam com uma indicação de cirurgia, já chegam com indicação de colete. A minoria não eh acaba não sendo indicada, tá? E aí falando um pouquinho sobre o colete, o colete é qual a gente trabalha, a gente não faz mais nada de forma manual, tá? Hoje é totalmente tecnológico, então a gente trabalha todo a base de software, alta tecnologia. Então o paciente hoje que chega no nosso consultório, nós temos total capacidade de fazer em 20 minutos todo um preparo para ele fazer um colete e ele só vai buscar. Então a gente faz um escaneamento. Vou mostrar para vocês. Ó, aqui são os coletes antigos, né? Como ainda era usado. Olha como era difícil. Imagina para adolescentes, pras meninas, pros meninos também, mas principalmente quanto isso impacta na vida deles. Isso é muito importante a gente considerar, né? O quanto isso ele vai levar pra vida todo esse trauma de de às vezes fazer um uso de algo por anos, porque são anos muitas vezes de uso. E hoje, como a gente tem os os coletes que eles conseguem ficar muito mais estéticos, a gente tenta sempre deixar eles os mais que a gente chama até de mais slim possível para que seja mais favorável para usar durante o dia mesmo, para que consiga usar no dia a dia. E aí, eu tinha dois videozinhos também que eu acho que não vai passar, né? Quer tentar passar esse? Vamos ver a Vamos ver se vai que esse era como era feito antes. Ah, legal. Acho que acho que não. Vou voltar aqui. Vamos ver. Tenta pôr o da direita que é bem legal. Eu testei antes, viu? tava passando certinho, não tem problema. Mas só de forma breve, né, para que vocês tenham a ideia, a gente faz através do tablet, a gente tem scanners que a gente coloca, né, o sensor e aí com o paciente ali com a gente, a gente faz, dá a volta ali no paciente, faz algumas marcações junto com o exame radiológico, a gente já consegue todos os dados suficientes, assim, então os necessários. Então a gente faz marcações no corpo para ver medidas, ver cintura, ver tamanho, distância entre a linha axilar, cintura, para que a gente faça toda, para que ele venha o mais específico possível para aquele paciente. E tem muita gente até que pergunta, né, ah, será que eu posso trocar eh com alguém, eu posso doar o meu colete? Infelizmente não, porque é muito específico para aquele corpo. Então a gente faz todo o escaneamento do paciente de uma forma muito rápida e hoje a gente não precisa, como tava naquela foto ali, ó, anterior, fazer mais nada de forma manual. Então, antes e ainda existe, isso acontece, ainda acontece de fazerem gesso, de fazerem uma coisa muito mais manual, como eu ia trazer um videozinho para vocês verem. E assim, é, é complicado, né? Se a gente for pensar, os pacientes que são muito novinhos, às vezes a gente não tem muito o que fazer quando é bebê. Então é uma prática que às vezes se o paciente não consegue ficar paradinho pro escaneamento, às vezes até recorre a isso ainda. Mas assim, a gente não teve mais esse tipo de problema. A gente tá conseguindo fazer, graças a Deus, com todos os pacientes de forma eh bem prática, com scanner mesmo. E aí eh a gente tá tentando evitar, né? Então, se hoje a gente tem toda uma tecnologia, uma alta tecnologia que a gente com o exame, com as medições, a gente já consegue tratar do paciente e de uma forma rápida a gente faz isso. E aí, como eu mostrei os coletes aqui no software, né? Então a gente coloca tudo no software. Então é importantíssimo o raio X atualizado do paciente para que a gente faça esse colete. [roncando] E aí os diferenciais que eu trouxe aqui um pouquinho para vocês, a gente faz o colete para todos os tipos de curva. Ai Fernanda, mas eu tenho uma curva mais lombar. Tudo bem, tem que ser um colete específico para aquela curva. Ah, eu tenho dupla curva, tudo bem. Eu tenho uma curva ali na cervical, né, que tem ali embaixo também uma eh uma compensação embaixo. Todos os tipos de curva a gente faz o o colete especializado e a gente fala sobre, olha a diferença, todos os raios X do lado esquerdo são sem colete. Quando tem aqueles duas fivelinhas ali, é com o colete. Olha as correções que a gente consegue alcançar quando o paciente tá com o colete. Deu para entender ali, ó. Então, a primeira imagem sem colete é do lado com colete. Então, quanto mais tempo esse paciente usar o colete, mais tempo a gente consegue segurar para que ele fique com a postura, a coluna mais corrigida. E aí vocês podem pensar: "Mas Fernando, então ele vai usar por anos esse colete?" Sim, não o mesmo, porque o paciente cresce, concorda? Engorda, cresce, muda o exame, que a gente tá tentando mudar o exame. E se muda o exame é aí que a gente tem que atualizar. Então, muitas vezes, sim, os pacientes eles trocam algumas vezes de colete, tá? E aí elas, na prática a gente trouxe algumas meninas nossas pacientes que são blogueiras lá, que gostam de mostrar o colete, estão tranquilas de usar. A gente torce, a terceira que apareceu agora é a Vitória. Ela chegou muito abalada psicologicamente, ela é uma paciente minha, a gente tá encerrando o tratamento agora. Ela chegou muito abalada, muito mesmo. Assim, foi bem difícil. E hoje ela publica, tá nas redes sociais, tá no TikTok. E hoje tem pacientes que chegam até nós através das delas por elas filmarem, mostrarem o colete, falarem que elas se aceitaram com as condições. E aí a ideia justamente é a gente normalizar isso, né? Não não ver um paciente com escolhose ou que esteja usando colete como um alguém diferenciado e tá tudo bem. Elas estão ali, ó, na prática da vida delas com o colete e em algum momento elas vão parar de usar esse colete e aí a gente luta para que elas não tenham que ir para uma cirurgia. Esse é o mais importante. E aí hoje, graças a Deus, algumas lidam de uma forma muito boa. Claro que a gente tem pacientes que a gente tem muita dificuldade na adesão, né, na aceitação. E aí a gente traz, eu trouxe para vocês algumas questões, né, alguns importantes, algumas importantes variáveis que podem eh fazer essa associação aí de aumento dessa escoliose, o que pode divergir ou diferenciar o tratamento um pouquinho. Então, normalmente, o gênero é algo que pode influenciar o IMC, né? Então, se o paciente mais gordinho ou mais magrinha, isso influencia na escoliose, o tipo da curva, a flexibilidade, se é uma paciente com mais flexibil, a gente avalia isso, tá? No dia da nossa avaliação, a gente faz essa avaliação radiológica também, se é um paciente mais flexível, se é um paciente mais rígido, eh a idade óssea do paciente, que a gente também avalia através do raio X, se é um paciente que tem uma cfose muito grande, uma hipercifose, o ângulo de rotação maior que 10, que é aquele lado da gibosidade mais alta, e a correção dentro do colete. Tudo isso implica no resultado do tratamento da escoliose, no perfil dos pacientes da escoliose. Então vocês concordam que se os pacientes que tem escoliose eles são tão diferentes, tipo de curva, peso, idade, raio X, a gente não pode colocar eles todos no mesmo grupo quando a gente faz uma pesquisa. Isso ainda é feito uma média, coloca todo mundo que tem escolhose e tem essas divergências que a gente tenta mostrar que não pode, né? [roncando] E aí foi feito o estudo agora que o Rodrigo tá fazendo do pósdoc dele, que foi avaliado 621 pacientes, a idade média de 3 anos. O ângulo médio de base de COB foi de 36º, tá? Fora do colete. E a correção média do do colete foi de 47%. No acompanhamento de 6 meses, ou seja, fora do colete, o ângulo diminuiu para 32. E [roncando] aí, ó, se a gente for ver, a idade foi algo que foi considerado, né, de 13 anos, a curva maior ali 36º e a correção do colete de 47%. Vocês vão entender porque que eu tô trazendo todos esses dados. E aí, ó, 6 meses de tratamento, 621, né, pacientes, como eu trouxe, [roncando] 320 melhoraram, ou seja, 52% melhoraram. a gente considera melhora quando é igual ou maior que 5º no COB. Então a gente mede como que a gente vê se melhorou ou não, se tá maior ou igual a 5, senão a gente considera se for mais que isso ou menos que isso às vezes ou igual estável, tá? Mantiveram 44%, 276 e progrediram apenas 25. Ou seja, que é importante a gente trazer eh pontos positivos. O colete, se é um colete bom, se a gente tem uma correção boa, é um fator positivo. Se tem uma a torácica, né, uma cfose, é também. Os meninos normalmente tem um é um eh são mais favorecidos. E se é o hisser de um e dois, eles têm mais chance. Tudo isso é que tem mais chance de ter um resultado positivo a longo prazo. Então, se a gente pensa nesses critérios, tem um colete bom, tem a uma torácica boa ali, né, uma cifose, é o sexo masculino, né, no caso, desculpa, riser um ou dois, chances positivas. E aí o lado negativo, se são mais de uma curva, ou seja, a gente colocou como link 3, 4 e 6, ou seja, se é mais de uma curva, então não é uma curva única, é um fator agravante. E se é muito a questão da flexibilidade, se é muito rígido, um paciente que é muito rígido vai ter a longo prazo uma menor eh um menor um pior prognóstico, né? Aí eu trouxe esses dados para vocês. Então as curvas como eu trouxe. E aí eh caminhando pro final, né, a correção dentro do colete, o quanto é importante. A gente vê ali na prática com estudos a importância de uso de um colete que foi realmente relevante num grupo de estudo. E aí a gente traz esse dado final, ó. Os pacientes com maior de 62% de correção do colete, eles têm uma melhora de 96,5%. Enquanto pacientes com menor de 29% de correção, às vezes os pacientes e os pais têm dúvida, né? O colete tá corrigindo, não tá? menos que 30% de correção dentro do colete, que isso os profissionais especializados eles têm que saber, eles têm que te orientar, eles têm que informar vocês sobre isso. Eles pioraram e só 3% piorou. 90% tem uma chance de não ter uma uma melhora, né? A correção inicial do colete, então, é o principal determinante pro sucesso do tratamento conservador. Então, exercício específico específico realmente, e o colete são os melhores tratamentos e a gente vê que o colete ele é indispensável. Além do ângulo de COB, os fatores clínicos e radiográficos devem ser também considerados. Desculpa se eu me estendi um pouquinho, mas eu acho que essa palestra é muito rica em termos de orientações, de da gente ir atrás desse rastreio. E eu trouxe a foto do meu time aí do Escolhoso Brasil, essa turma maior aí a de São Paulo e o Escolhoso Brasil ali do lado esquerdo com os nossos parceiros também. Eu acho que sozinho nós não somos capazes de fazer nada. E quando a gente tá igual uma mesa que a gente tá aqui hoje com essa oportunidade de disseminar informação, orientar coisas às vezes sutis, que seja uma coisinha que tenha sido aprendida aqui como teste inicial pra gente ter uma ideia se tem escolhosa, já é muito válido. Então, agradeço o tempo de vocês. Fernanda, foi muito legal, viu? Você não se alongou não. A gente ficaria aqui boa bom tempo ainda escutando. Tenho certeza que tem. Essa foi só a primeira, viu? Ah, legal. Pode venha mais aqui. Vou voltar, hein? Muito legal. Eu vou abrir a palavra para quem quiser fazer algum questionamento. Já agradecendo o Osvaldo Cais, que coordena essa turma tão bacana, né, de assessoria às comissões. Seu nome saudar todos os assessores aqui, viu, presentes. Obrigado pela presença. Eh, boa tarde. Boa tarde. A gente recebeu aqui acho que seis, sete perguntas por WhatsApp, tá? Eu vou fazê-las aqui alternadamente também. Mas eh primeiro eu gostaria eh perguntar para você, Fernanda, essa é uma pergunta minha, tá? Eu sou pai de uma jovem adulta que teve escoliose com 12 anos, usou colete na época, o colete eh que não era bidimensional, né? colete 3D na época só tinha fora do país. Então ela fez os exercícios científicos e usando o colete por vários anos, praticamente 23 horas por dia, não sei na na fase desmame, né, que a gente chama. Eh, a minha pergunta para você é primeiro, eu gostaria que eh os pais normalmente tm um impacto muito grande, né, e ficam um pouco perdidos até achar tal. Eh, eu sei e a gente tava conversando um pouco antes e você também tem escoliose, né? Eu queria saber se você podia partilhar para quem tá assistindo, que eu acho até importante, como é que foi o seu caminho enquanto paciente de escoliosa, né? O que que isso, como é que foi, o que que influenciou na sua vida? E aí já juntar uma pergunta que foi feita. Existe alguma razão do porqu há mais meninas com escolhosa do que meninos? Vamos lá. Eh, primeiro é isso, né? Eu tenho escoliose também. E parte de eu estar nessa nesse caminho aí como fisioterapeuta e estudando tão a fundo a escoliose é por não ter tido um respaldo eh profissional da forma que deveria ter sido orientado na minha adolescência. Descobri aos 13, 14 anos também. Não me orientaram colete, já me orientaram cirurgia com 39º e vocês viram na aula que não é o mais recomendado ali e não tive esse suporte. Então foi um impacto muito grande pra minha família, para mim, eh, nessa primeira abordagem e por isso eu eu segui nesse caminho para que pudesse transformar, de certa forma a vida de outras pessoas, trazendo um melhor posicionamento, uma melhor direção, uma melhor informação, né? E aí você me trouxe a questão da da questão da eh da de meninas, né, terem um pouquinho mais do que os meninos. Isso tá muito atrelado a questão hormonal, né? Os estudos trazem um pouco mais da dessas diferenças hormonais que as mulheres têm em relação aos homens, mas não é algo que é concreto, absoluto, que é divulgado, disseminado, mas é algo que a gente observa nos estudos, nas práticas. Mas mais ou menos isso. Obrigada pela pergunta. Eh, boa tarde, doutora Fernanda. Primeiro, parabéns pela palestra. Obrigado pelas explicações, foram bastante esclarecedoras. Parabenizar o vereador Paulo Hadad pela qualidade dos temas levantados e pelas pelos profissionais que t trazido para cá. Eu tenho uma curiosidade por conta de eu ser portador de várias dessas situações que são as hérnias de disco. Uhum. aquelas que ficam estruzadas mesmo, né? Elas partem. Fiz várias cirurgias. Existe uma uma relação entre a escoliose e essa curvatura na tendo como consequência as hérnias de disco e o pensamento do nervo ciático, que é uma coisa que enlouquece qualquer pessoa também. [roncando] É, no caso você não tem escoliose, né? Você tem só a hérnea, tá? Só é só as hérnias. É, é só as hérneas já tá bom, né? Eh, na verdade assim, não tem uma correlação direta. É claro que se a gente for pensar pela pela anatomia, né, pela fisiopatologia, pela pela deformidade da coluna, quando a gente pensa no S, na escoliose, vai ter lado da coluna que vai ter uma sobrecarga maior no disco, dependendo do grau, né? Então, a gente pensando na na escolhosa e como ela é, a gente pode ter uma algumas eh eh poderia dizer que ser mais favorável para que tenha uma relação com uma com uma hérneia, mas a gente não tem isso de estudo ou que possa ser, por exemplo, ah, é certeza que todo paciente de escoliose vai ter uma hérne de disco? Não tem pacientes que vida adulta, escolios graves e não tem uma área de disco. Pode ter, como eu falei, favorecer por conta do desgaste e sobrecarga mecânica maior em um lado do que o outro, mas a gente não tem uma correlação direta. E aí você me trouxe da hérne, né, se pode ter alguma relação em relação à escolhosa em si. Não temos uma relação, é totalmente diferente. Ana de disco, apesar de ser muito falada também, eh não tem uma relação com a escolhosa em si. Então, tranquilo. Eu vou eu vou aproveitar aqui que eu tinha separado uma uma pergunta justamente eh eh aquilo que o Kais já se adiantou. Eu tava eh querendo perguntar sobre uma coluna bem rodada já. [risadas] Aham. Eh, eh, assim, as orientações, algumas algumas coisas a gente já sabe, mas todo, toda a parte postural de reeducação, de pilates, de RPG, você teria para as pessoas que estão nos assistindo e alguns aqui, né? Eu eu posso me enquadrar, viu, Osvaldo, né? para que a gente tenha um conforto melhor ou não tenha uma progressão de algo. Por exemplo, um pensamento ciático que só quem tem às vezes umas lombutalgias sabe o quanto é impactante e limitante, né? Você se depara com isso também no seu dia a dia? Sempre, sempre nós temos muito pacientes idosos, adultos, idosos mesmo, escolioses degenerativas que a gente chama. E aí nessas escolioses, o objetivo do tratamento é outro. Então, hoje eu trouxe bastante do escoliose idiopática do adolescente, ou seja, que a origem, a causa é desconhecida e a gente precisa de um diagnóstico precoce para que a gente trate o quanto antes para que esse paciente não evolua e não vá para uma cirurgia. Então, é uma corrida. A escoliose idiopática do adolescente é literalmente uma corrida. A gente tem que correr [roncando] muito para que a gente consiga controlar. E por isso que quanto antes a gente eh consegue diagnosticar, melhor dos mundos. Agora, para sua pergunta, que é a escoliose do adulto, do idoso, quando esse paciente chega até nós, eh, o objetivo é totalmente diferente. Normalmente ele vem por dor e questões posturais, né? Então, é aquele paciente que tá caindo, que literalmente você olha na rua, ele tá totalmente caído pra frente, pro lado, é muita dor. Então, o objetivo desse paciente é outro. Hoje a gente tá fazendo alguns estudos com coletes pros idosos, que a gente tem visto que os coletes pro idoso, além de ajudar na postura, melhora na dor, mas a gente ainda não tem isso eh com profunda dimensão de ciência. ainda há necessidade de estudos fortes sobre isso, mas a gente observa isso hoje. E aí com o que mais a gente vê melhora são exercícios para esses pacientes. Então, muito exercício. Trabalhando a parte postural, a gente trabalha os exercícios específicos também. E aí, como você trouxe até também a questão da lomboatalgia, não falando da escoliosa agora, mas até pro público, se a gente tá falando de uma dor lombar, que não seja uma escoliose, por exemplo, essa dor lombar se daria muito bem em um pilates, por exemplo, né? Então, como eu falei, eu sou professora, sou super adepta, acho maravilhoso. É só a gente saber realmente o que e quando indicar, né, para cada perfil de paciente, mas às vezes pacientes que têm mais dor, que são mais velhos, mais mais idosos e precisam de uma atenção pra coluna que não seja escoliosa, pode ser muito bem-vindo um pilates. Agora, em casos de escoliose, seja do adulto, seja idoso, seja adolescente, sempre busquem por um tratamento específico que a gente vai conseguir direcionar através dos exercícios específicos, controle motor, eh educar o nosso paciente, a dor já com certeza vai melhorar muito. Eu vou juntar duas aqui, tá? Eh, a primeira é sobre números, né? Eh, o fato de eh primeiro do Ten pergunta sobre o SUS. SUS só em 2023 começou a fazer cirurgias paraa escoliose. Eh, pelos números que eu levantei aqui foram 52 cirurgias desde que começou. Eh, o que por um lado seria bom se indicasse com que existe um tratamento conservador, mas por outro é provavelmente por causa de fila, né, como você colocou aí de espera e tal. Sim. Eh, a ideia de existir. Então, primeiro ponto, existe eh o SUS oferece tratamento com exercício científico de escoliose ou o colete ou tudo isso tem que ser feito via particular? Eh, e emendando aqui também, eh, 1,5% é o índice de pessoas com escoliose idiopática no Brasil, né? e qu e 7 a 4% no mundo. Isso significa que o Brasil tem menos ou é uma provável subnotificação ou subdetecção de escolios? É, olha, eh, primeiro ponto, né, falando, só reforça a primeira, o finalzinho da primeira pergunta foi sobre se o SUS oferece colete, tá? É, não, infelizmente eh o o acesso ao colete é algo que é é relativo, né? O colete não é algo que que é barato, como eu falei, tem as trocas, né? Então é o investimento. Só que se a gente for pensar no custo de cirurgia hoje, não sei se vocês têm dimensão, mas hoje uma escoliose, uma cirurgia de escoliose de grande porte de R a R$ 500.000. Então assim, é um custo super alto, né? Então hoje coletes eles variam em torno de 2.000, 7.000, 8, depende muito, né? O colete que eu trouxe hoje é um colete bem diferenciado, usado totalmente de tecnologia, então é o valor um pouquinho mais alto, mas isso, infelizmente, me dói o coração, mas eh não tem no SUS, né? Então isso é um ponto que traz uma uma certa tristeza pra gente por não ter esse auxílio e até profissionais capacitados de exercícios específicos no SUS ainda a gente não encontra. Agora, assim, eu eu falo até por conta da minha própria carreira que eu venho construindo. Eu quando eu tinha 14 anos, eu não tinha esse acesso, não era fácil de achar profissionais capacitados. Hoje você até acha com uma proporção maior, mas hoje o que a gente vê são pacientes realmente é independente da da do financeiro, eles vêm nos procurar e a gente tenta facilitar da forma que a gente pode, né? Às vezes tem paciente, vem uma vez ao mês, o quanto mais ele consegue vir, a gente atende ele da melhor forma. Mas são muitos, a gente encontra muitas, poucos profissionais realmente capacitados pro tratamento da escoliose, os específicos, né? Tanto que eu trouxe um estudo ali do do da dificuldade do acesso antes aos métodos ali internacionais e hoje a gente tem um método incrível que é o que a gente que eu trabalho, né, o o do Rodrigo do S4D que a gente tem resultados maravilhosos. Eu poderia passar uma tarde aqui, alguns dias mostrando os resultados. Então isso facilitou para que a gente consiga expandir. E hoje a gente tem profissionais em vários estados, até o Rodrigo mesmo, a gente tá indo em outros países fazer a formação dessas desses profissionais. Então, mudou muito esse cenário, mas ainda assim eu não sei dizer se no SUS eles estão, por exemplo, os as os profissionais que estão lá estão buscando eh se especializar ali fora, mas não é algo que é habitual de ensinarem, por exemplo, na faculdade. Eu não aprendi sobre escoliose na graduação de fisioterapia e isso é extremamente complexo, né? Porque quando a gente tem uma demanda tão importante quanto essa, a gente se depara com pais extremamente perdidos, assim como já vi o meu, né, numa posição de de não saber o que fazer e muitas vezes o profissional também não saber. Então a a equipe especializada é muito importante. Faltou uma, né, diferença de de 1.5 para qu se notificação. Ah, sim. É, eh, na verdade eu acho que faltam estudos ali ainda em relação à quantidade eh exata, né, da da população, mas como eu trouxe ali uma uma média ali de 3 a 6 milhões equivalente no Brasil que a gente tem em relação a a estudos já feitos e quantificados, né? Então é isso, Dora. Fernanda, tem uma pergunta. Eh, em relação à questão da identificação eh da escoliose ter uma faixa itária ideal. Existe algum programa que nas escolas ou municipais ou estaduais ou mesmo particulares para que faça essa identificação? Eu eu conheço algumas, por exemplo, em questão de visão, né? você tem um teste, eh, você fala de diagnóstico e diagnóstico e pelo menos esse diagnóstico que você que esses testes que o rastreio, né, você disse rastreio precoce, é para esses testes, né, teste de para que olhe e a possibilidade da criança ter ou não e depois ela ir para um sistema de saúde. Existe alguma coisa que que tá sendo implantado ou já foi implantado? É exato. Eh, infelizmente a gente, eu, na verdade, eu tava até conversando antes de iniciar aqui hoje a aula, a nossa maior vontade, maior tentativa era justamente essa. Eu moro em São Paulo, né? E aí em São Paulo mesmo eu tentei entrar em algumas escolas e eu não me autorizaram a entrar. É assim uma coisa absurda. Então, assim, em termos de legislação, ajudaria muito se a gente tivesse a prática disso, porque é algo que é um teste tão rápido, tão fácil. indolor, eh, custo não tem custo, né? O profissional especializado seria suficiente ali para fazer. E a gente tem essa dificuldade. Eu mesma já tentei eh entrar, na verdade, com o Rodrigo, conseguimos aqui em Campinas entrar em algumas escolas e isso ajudou muito. Logo que eu comecei a trabalhar com ele, a gente fez programas de rastreios super legais, assim, que a gente conseguiu orientar e separar essas esses pacientes que precisavam de um acompanhamento, né? orientar os pais e tudo mais, mas ainda é algo que tá caminhando e que acho que ainda tem muito a crescer e desenvolver, porque ainda precisa, é um rastreio que é totalmente necessário, mas não é uma prática das escolas. E, infelizmente ainda a gente tem eh das escolas um retorno super negativo que os os alunos vão perder a aula e que não seria recomendado. É triste de de ouvir algo assim que a gente tá pensando em tratamento e até evitar cirurgias futuras, até diminuição de custo, né, para governo, enfim, e a gente não consegue muitas vezes o acesso a elas. Então a gente tem um pouco de dificuldade isso ali mais ali em São Paulo pelo menos fica de missão de casa para vocês aí. Vamos levantar, né? A gente vem, hein? Se falar, a gente vem fazer toda a legislação estadual, federal, algo, se existe a eh no município alguma legislação e vamos propor, né? Ia ser bem bacana. É, fica aqui fica aqui desafio, lição de casa. Vamos embora pegar todo esse povo aí. Vamos, vamos, vamos trabalhar para isso. É, tendo o profissional capacitado para isso, como eu trouxe, né? Eh, algo tão simples que muitas vezes a gente consegue às vezes unir útil ao agradável em termos de pesquisa, a próprio rastreio, como o Rodrigo trouxe que ele fez, às vezes algo valendo ali para uma pesquisa para disseminar mesmo essa questão e aí você auxilia os pacientes. Acho que pode ser bom para todo mundo, né? Com certeza. Eh, tem uma aqui, Douglas, ele diz que ele eh, e a esposa são recém-casados, ela teve ela teve escoliose, eh, usou o colete, fez tudo e tá estabilizado. Se tem algum cuidado específico paraa gravidez, que eles pensam em ter filhos, então você tem algum cuidado paraa gravidez? Essa pergunta clássica, hein? Boa essa pergunta. Eh, todo mundo, na verdade, todas as mulheres que t escolhosa tem essa questão, inclusive eu. [roncando] Eh, é algo que todo mundo se pergunta e assim, os estudos têm trazido que sim, a gente tem que tomar um cuidado principalmente em escolios lombares, né? Então nós mulheres sabemos ali que toda a questão da gestação, aumento de peso, sobrecarga, hormônio que muda, então a gente tem que ter uma atenção maior, principalmente se ela tiver uma curva maior na lombar, sem vê-la, não sei como é a prática dela, se ela faz atividade física, se não faz, n fatores que teriam que ser avaliados pra gente tomar por conclusão, mas com certeza é algo para ela observar, não desesperar. Não sei o grau dela de hoje, então é difícil falar, mas é um ponto de atenção, principalmente se a curva dela maior, como eu trouxe, é na lombar. Então é algo que é, eu indicaria eh que não tem erro já fazer exercício físico a priori o sedentarismo paraa prática de escoliose é totalmente descartado. Eh, tem mais três aqui, eu vou juntar uma delas, tá? É, essa acho que também é meio clássica, pelo que eu a Marta pergunta se mochila muito pesada, [limpando a garganta] sentar largado no sofá ou ficar olhando pra tela do celular pode causar escoliose? Essas são clássicas mesmo. Essa a gente vê toda hora. Não, tem até estudos provando isso, tá? A mochila ela não causa escoliose, podem ficar tranquilos. A posição do celular também não causa a escoliose especificamente, tá? Tô falando de escoliose, então assim, não tô falando que não dá dor muscular, outras questões, mas causar a escoliose uma mochila, não, a gente tem até estudos que mostram que não tem uma relação. Eh, o que a gente vê muito de forma geral, até complementando para vocês, é justamente fazer atividade física. A gente vê que quem tem ali uma predisposiçãozinha de ter escoliose, às vezes um fator genético, algo que tem ali, o sedentarismo se impacta. quem tem escoliose, que os sedentários que têm escoliose tem uma um pior prognóstico. Então isso sim. Agora mochila de eh deitar no sofá de qualquer jeito, a posição de dormir, isso não influencia. O que precisa é fazer atividade física e exercício específico, se tiver escolhosa, para fortalecer aquela musculatura. fazendo isso, pode deitar do jeito que quiser. [limpando a garganta] Tem uma outra relacionada, se a escoliose pode estar ligado ao tamanho, no caso a altura do adolescente, você tem algum tipo de relação? Não, altura, tamanho não. Aqui, aqueles fatores que eu trouxe na aula são fatores que têm uma predisposição maior, né? Então, normalmente o perfil de paciente às vezes é um perfil mais magrinho, as meninas, mas não tem uma questão de altura, até porque a gente acompanha a questão de estirão e tudo mais, mas a gente tem pacientes que são mais baixinhos e tem os pacientes maiores, mais altos também tem. Então não tem uma relação direta pr pra gente falar que pode ter. Aí tem uma bem bacana aqui que eu acho que é importante que é assim, eh, detectei que a minha filha tem escoliose, qual profissional que eu procuro? O que que eu devo fazer? Delicado essa, né? Eh, assim, ó, o que eu diria é de qualquer maneira buscar uma equipe especializada. Não iria em qualquer ortopedista e não iria em qualquer fisioterapeuta. Se você for na porta de entrada de uma clínica que é especializada, aí eu vou falar da nossa, porque eu conheço a nossa, eu sei como que é. Se você chega lá até nós com raio X de escoliose, a gente vai direcionar tudo que você precisa fazer, inclusive eh orientação e acompanhamento médico até se tiver necessidade, se for um grau cirúrgico, porque nós partimos, eu e meu time, a gente parte do princípio que eh nós precisamos ser justos e sinceros com o nosso paciente. Então, a gente nunca vai deixar de indicar cirurgia se ele tiver indicação. Então, o médico também é um é alguém complementar do nosso time, que também precisa estar junto com a gente. Então, sendo um médico inicialmente que seja especializado escoliose ou um físio, eles vão saber direcionar. Então não tem alguém que você precisa, ah, eu sou fisioterapeuta ou só o médico. Ele sabendo realmente da escoliose, ele vai saber e vai entender que ele vai precisar de um time para tratar esse paciente. Uma equipe especializada, assim como a gente tem médicos, parceiros que confiam no nosso trabalho, que a gente tira dúvidas, conversa sobre diagnóstico, sobre raio X, sobre piora, sobre colocar ou não um colete. Então, eu trabalho muito em equipe. E a última que chegou aqui, se osteopatia pode ser uma aliada com Não temos nenhum, eu não sou osteopata, né? Eu não gosto de falar de outras áreas, de outros métodos e abordagens. Eu comentei um pouquinho do RPG e do Pilates, que é um pouquinho mais falado hoje em dia, mas a gente não tem nenhum estudo específico paraa escoliose, provando melhora para quem faz osteopatia. Então eu não opino muito sobre isso porque a gente não tem nada específico sobre. Fernando, só uma colocação minha, só para reforçar, até porque você tá falando em procurar locais especializados, etc. Você é de São Paulo, você a gente tem então aqui no estado em São Paulo, mas aqui em Campinas é onde fica o instituto também, né? Então tem isso. A sede na verdade é aqui, né? A matriz é aqui. Exato. Eu eu cuido da unidade do escolhosos Brasil de São Paulo. Sou responsável por lá, mas o proprietário do instituto a qual eu tô representando hoje é o Rodrigo Andrade. Ele tá, a matriz dele é aqui em Campinas. Então todos que precisarem aí, estamos com certeza de portas abertas para vocês para auxiliar. Chegou mais aí. Hoje nós estamos quase batendo o recorde. Deixa eu fazer uma pergunta para você enquanto isso. O DJ se organiza lá. Eh, quando vocês fazem o escaneamento, você, eu tô tô fazendo uma analogia com aparelho dentário Visaline que você troca todas as É isso aí. Quando vocês fazem o escaneamento e vão confeccionar o colete, o colete ele já tá preparado para retificar, ele já faz uma retificação, estabiliza aquela coluna ou o fato de você confeccionar o colete, a coluna por si só, ela já vai se estabilizando, vai diminuindo o ângulo de da escoliose? A, até porque, desculpa te interromper, já te interrompendo, até porque eh eh com o desenvolvimento da criança, do adolescente, no caso, vocês vão ter que fazer na substituição, né, com similaridade com quando nos aparelhos, né, dentários, você vai fazendo a troca das placas de acordo com a o posicionamento. Então, só é curiosidade minha mesmo. Claro, claro, claro. Não, a analogia com ali o Invisaline foi ótima, porque é mais ou menos isso mesmo. a gente faz um escaneamento muito rápido que a gente mal encosta ali no paciente, a não ser para fazer as medições, como eu trouxe, né? Então, tem algumas medições, largura, circunferência, altura, peso, a gente faz diversas medidas e os coletes normalmente eles são assimétricos, né? Então, não é um colete uniforme, ele realmente vem bem especializado. Eh, como tinha ali um breve videozinho, o raio X ele é colocado num em um sistema em que a gente consegue adaptar os pontos de pressão. Então, normalmente tem pontos certos de pressões onde a gente vai colocar eh o o responsável lá da do sistema da que trabalha com a gente em relação ao colete, a gente conversa com ele sobre isso e já tem padrões nisso. Então, a partir da nossa medição, que a gente mede o ápice da curva ali, onde tá o ponto de maior angulação, ele vai colocar certinho os pontos de pressão. Ele é bem preciso mesmo. E aí ele vai atuar tanto na pressão quanto na pressão, na rotação da curva. Então ele vai trabalhar em tudo que precisa, não tanto na retificação, porque a gente tem uma relação muito interessante, né? a escoliose, normalmente os perfis de paciente com escoliose são mais retificados, então muitas [roncando] vezes eles até questionam a gente, os adolescentes, que às vezes aparece um pouquinho atrás e eles querem ficar bem grudadinho, mas a gente nem pode às vezes colocar muito grudadinho neles, porque aí leva a uma maior retificação, que é o que eles já têm. Lembra que eu falei que a escoliosa? A gente tem que estudar e ver todos os planos deles e a retificação é algo que pode piorar a escoliose? Então, eh, ele vai trabalhar em todos os pontos de pressão, pensando naquela curva. E a gente repete a radiografia para ver se o colete tá adequado e se pegou exatamente onde precisa. E esses pontos de pressão, eles têm algum ajuste de acordo com a evolução do tratamento? Ah, eu tá lá com 30 dias, 60 dias, 6 meses, enfim, vocês é tem como como mexer, alterar ou ou fazer e eh algum ponto aqui, vamos pressionar mais aqui, menos aqui, adequar aquela nova situação. Consuto é o seguinte, quando o paciente chega para nós, a gente pede uma radiografia obrigatória de 30 dias no máximo. Por quê? Adolescente, gente, adolescente muda o corpo, um, dois meses, três meses, totalmente diferente. Então, a nossa conduta já é o seguinte: você vai trazer o último exame atualizado nos últimos 30 dias. Então, eles vêm com a gente com um exame bem atual. A partir desse exame atual, a gente repete a radiografia depois com colete. Então, a gente vai pegar todas as medidas bem precisas, faz um escaneamento bem preciso e aí a gente manda pra fábrica. Eles mandam um colete, a gente entrega colete hoje, a gente consegue fazer um colete até em 6 horas lá, o ultrafest que a gente tem agora. Até assim, tem paciente que vem de fora, ai Fernando, eu consigo ficar uma semana e pegar o colete? Gente, hoje dá para fazer tudo. Chegou num nível que a gente consegue. E aí a gente vai fazer o raio X. Eh, a gente faz um raio X para comparar e falar: "Ó, ficou bom, ficou ótimo, tudo certo, liberou o colete." Depois de um tempo, como eu trouxe para vocês, se o paciente cresceu ali uns 5 cm, se ele engordou de 4 a 5 kg mais ou se mudou a curva do dele, a gente tá tratando para tentar segurar e até regredir. Mudou a curva em 3s meses, vamos supor, tava 40, foi para 20, já aconteceu isso. concorda que o colete não dá para ser o mesmo? Aí a gente vai ter que mudar o enquanto a gente consegue, a gente até coloca um pouco mais de pressão que a gente tem essa possibilidade. Tem umas espuminhas que a gente consegue colocar. Eh, mas tem um limite que a gente não consegue mais porque senão vai danificar muito e aí a gente não tem mais uma precisão do colete. Aí a indicação é trocar. Normalmente o paciente acaba ficando com um colete desse por um ano, normalmente. Mas isso é bem incerto. Teve pacientes que a gente pegou bem no no estirão e aí cresceu 6 cm, 7 cm em 6 meses. Os pais é aquela coisa, ficaram felizes e preocupados também porque tem que trocar, mas ao mesmo tempo a gente tá ganhando no tratamento e segue o jogo, né? Pensando a cirurgia. Não, mas você é mãe, né? Não sou. Não é? Mas você vai ver quando você tiver filho, você troca roupinha, sabe? P é direto, né? Ainda não sou, mas sei que é complicado. Mais alguma pergunta? Tranquilo. Eu acho que nós tínhamos acho que 1 hora, nós estamos mais de 1 hora, quase 1 hora e meia. O assunto é interessante. Vamos ver se a gente combina de você falar um pouquinho daquelas colunas que eu falei para você, um pouco mais rodadas. Vamos, [limpando a garganta] vamos conversar com certeza. Tem um amigo meu, né, vovana? o o o programa do Serginho Gros, tem um amigo meu que pediu para perguntar, [risadas] tá com dúvida. Fernanda, só agradecer a sua presença, agradecer, né, toda a contribuição que você deu, todas as informações de forma muito tranquila, muito objetiva. A aula foi, né, com uma didática muito boa. Parabéns. Parabenizar todo o seu grupo. Manda um abraço pro Rodrigo Andrade. Fala que o que o vereador Paulo deixou um grande abraço para ele. Agradecer a sua presença, ter liberado você para você tá aqui com a gente. Vamos combinar uma próxima próxima aula, uma próxima palestra com algum tema que a gente possa também trazer informações importantes. Eh, aja vista quantas perguntas, né, das é um tema bem abrangente, né? Muito legal e pouco difundido também, né? Eu acho que isso é é importante. Quero agradecer a presença de todos aqui no plenário, a minha assessoria em especial, o DJ, a Lana, a Ju. agradecer aos nossos funcionários da TV Câmara, o cerimonial a Cecília, Thaís, o Vinícius da Foto, o Júlio do Som, apoio ao plenário Eduardo da Copa Vanil, segurança o Glaton, a Norma, Amanda e o Amauri, recepção, a Cleus e a Paula da TV, a Camila, nossa repórter e o Nei da edição, e a nossa intérprete de Libras, a Raele. Muito obrigado, viu, Rael? Foi muito bom tê-la aqui conosco. Dessa forma eu me despeço dos nossos internautas e dos nossos telespectadores. Muito obrigado. Portanto, então 4:28 encerrada a quinta reunião ordinária da Comissão Permanente de Política Social e Saúde. Já está aqui ao meu lado o presidente da comissão, vereador Paulo Hadad. Vereador, primeiramente, boa tarde. Boa tarde, Camila. Boa tarde aos nossos telespectadores da TV Câmara. que queria falasse primeiramente sobre a importância, né, de falar sobre esse tema, sobre o Junho Verde e principalmente sobre a escoliose que tratamos aqui, que foi a idiopática e o diagnóstico precoce também. Na realidade é um tema pouco difundido. Então, o Junho Verde vem justamente para isso, trazer algumas informações, uma reflexão, o próprio nome já fala, escoliose idiopática do adolescente. Ela não causa dor, não tem nenhum sintoma, apenas a parte clínica, né? Quando você vai fazer um exame mais minucioso, uma apuração, exame físico mais minucioso, você vê que a coluna daquela criança, daquele adolescente, ela não está no no seu padrão normal, ela tem um desvio dessa coluna. Então, ela tem que ser tratada. Então, a Dra. Fernanda, que aqui esteve, que é uma fisioterapeuta com com especialidade, né, e pós-graduação, nível de mestrado nessa área, nos trouxe informações extremamente importantes da prevalência, incidência, tratamento, forma com que a a a os pais possam ou podem lidar com esse tipo de de acontecimento ou de patologia, né, que é inerente do crescimento da criança quando não observado. e para que a gente tenha aí uma reflexão e informações para as pessoas que nos assistiram ou compareceram aqui no plenário. E também foi falado aqui sobre o tratamento, né, a importância de ter o principalmente é o colete para esses adolescentes conseguirem reverter o quadro. Eh, só que também não tem esse tratamento no SUS. É importante ter isso também, né, vereador? Exatamente. Nós temos que nos eh eh atermos a uma política pública que possa trazer essa oferta de tratamento também para as pessoas que se recorrem ao SUS, ao tratamento pelo SUS. Então, é, sai daqui uma grande reflexão, talvez que a gente possa trazer projetos de lei, né, para que a gente possa fazer o diagnóstico precoce, fazermos aí uma uma provocação para nossas pros nossos eh administradores, né, municipais, mesmo estaduais e a nível federal, que possam tratar essas crianças, esses jovens, para que não tenhamos no futuro que operá-los, porque aí sim o tratamento ele fica muito mais caro. Então, é primeiro rastreio, descobrir ou diagnosticar, tratar com os coletes, como você mesmo disse. Foi até interessante, bacana, porque eh hoje se fala num colete totalmente diferente, né, de de tempos atrás, um colete mais slim, bem moldado, né, escaneado e feito especificamente para aquela pessoa, para aquele paciente. Então fica aqui essa grande reflexão para que a gente possa de alguma forma, como agente público, como vereador, atuar nessa área para que a gente tenha políticas públicas que possam contemplar a nossa população mais carente. Muito obrigada, vereador. Eu que agradeço. Uma boa tarde. Agradecemos também a sua audiência. Continue conosco acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Até mais. TV Câmara, Campinas. [música] [música] a questão quando Ah.