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5ª Reunião da Comissão do PME | Acompanhamento do Plano Municipal de Educação
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5ª Reunião da Comissão do PME | Acompanhamento do Plano Municipal de Educação

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Resumo editorial

A 5ª reunião da Comissão Especial para o Plano Municipal de Educação debate educação digital e tecnologia nas escolas municipais. O vereador Wagner Romão discute desafios como infraestrutura de conectividade, pensamento computacional e riscos da plataformização da educação. A comissão estabelece tarefas para mapear a infraestrutura tecnológica e avaliar como a educação digital está sendo incorporada nos projetos pedagógicos das escolas.

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Descrição do vídeo

Tecnologia digital nas escolas é o tema da 5ª reunião da Comissão Especial que discute o novo Plano Municipal de Educação de Campinas, presidida pelo vereador Wagner Romão. O debate parte do objetivo 7 do Plano Nacional de Educação, sobre conectividade e cultura digital, e reúne o diretor educacional da rede municipal Arnaldo Valentim Silva, a professora de ensino fundamental Letícia Ferreira Rocha e a equipe do Serviço Social da PUC-Campinas, liderada por Maria Virgínia Camilo. Wagner Romão destaca que cerca de 150 profissionais da educação acompanham a reunião pelo YouTube.

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Olá, boa tarde para você que acompanha a programação ao vivo da TV Câmara Campinas. Agora são 4:39 e começa a partir de agora a quinta reunião da Comissão Especial de Estudos para avaliar, acompanhar e subsidiar a construção do Plano Municipal de Educação. Hoje o encontro tem como tema de debate ensino digital e tecnologia nas escolas. Com a palavra agora o presidente da comissão, vereador Wagner Romão. Boa tarde a todos, a todas que estão aqui conosco na nossa quinta reunião da nossa comissão especial de estudo sobre o plano municipal de educação. Já agradeço inicialmente ao professor Arnaldo Valentim Silva, que tá presente aqui conosco, diretor educacional da rede municipal de educação de Campinas, que vai contribuir aqui com o nosso debate. Obrigado, professor. E a professora Letícia Ferreira Rocha, professora do ensino fundamental da rede municipal de educação de Campinas. inicio aqui também saudando, né, os colegas aqui pela pelo nosso dia 15 de outubro, que foi ontem, né? Parabéns a vocês, parabéns a nós. E hoje a gente tem um tema extremamente importante e que se reveste de uma de uma de uma grandeza, né, de uma dificuldade, porque nós estamos lidando hoje com a questão das tecnologias digitais de informação, de comunicação na sua relação com a educação. Nós temos vivido nesses últimos anos um intensíssimo, né, uma mudança muito forte realmente na nossa relação com as tecnologias digitais, eh, em todas as áreas do conhecimento, em praticamente todos os locais de trabalho, todas as profissões. Isso tem gerado impactos muito fortes tanto na educação como também no mercado de trabalho, no mundo do trabalho, melhor dizendo, até. e o Plano Nacional de Educação no seu no seu objetivo sétimo, né, que diz respeito ao tema da conectividade, educação digital, integração das tecnologias digitais de informação e comunicação à educação, ele vai tratar exatamente dessa desse grande desafio que é como pensar a integração do digital à educação, né? Nós podemos ver isso a partir de um aspecto muito positivo, né, de que as escolas possam ter eh conectividade à internet, como diz a meta a meta 7A, né? Eh, que o digital possa também se integrar à aquilo que é feito nas escolas em termos do pensamento computacional, do mundo digital, da cultura digital, né, nas escolas brasileiras. Mas a gente sabe também que em parte essa tecnologia ela pode ser se não adequadamente tratada e e pensada pelos nossos gestores públicos, pelos secretários, secretárias de educação, pelo próprio Ministério da Educação, pelos próprios dirigentes das escolas e mesmo por nós professores, professoras, né? ela pode ter consequências muito danosas, né, pro processo educacional das nossas crianças, adolescentes, jovens, adultos, idosos, enfim, todo mundo que tá no campo da educação. Eh, e é esse esse o nosso tema de hoje, né? Eu vou aqui eh já agradecer a presença da professora Maria Virgínia Camilo também e toda a equipe dela, né? A Thaís, a Gabriela, a Virgínia que também estão presentes aqui. A gente conversou um pouquinho, né? São lá da PUC, do Serviço Social da PUC. Conversamos um pouquinho no gabinete antes da dessa nossa atividade, né? Já convido paraas próximas atividades nossas aqui, tá? Eh, e mais a colega aqui que também tá presente, que eu não não peguei o seu nome, e todas as pessoas que também tm acompanhado a gente pelo nosso pelo YouTube, né? Nós temos aqui cerca de 150, 160 pessoas cadastradas, na sua maioria, profissionais da educação, docentes também, que tem acompanhado a nossa atividade aqui. É uma inovação da nossa comissão de estudos, então a gente também tá articulado aí com aquilo que o digital nos possibilita de coisa boa, né? Então, muita gente que não tem condições de estar aqui na Câmara nesse horário, mas que tem acompanhado os nossos trabalhos eh na nossa comissão de estudos. Então, feito esse esse preâmbulo aqui, eu queria passar a palavra pro professor Arnaldo para que ele possa ter nos seus 15 minutos aí iniciais de fala a sua explanação. Professor, muito obrigado. Boa tarde a todos e a todas. Desde já eu agradeço o convite para estar aqui hoje na comissão. Eh, eu preparei um texto, vou fazer a leitura desse texto nos 15 minutos e vou falar um pouquinho como é que eu construí esse texto que tem a ver com as questões que eu vou colocar aqui para vocês. Eu tinha feito um esquema desse desse texto e e depois eu tava numa consulta médica, fui levar a minha sogra numa consulta médica, tava com o celular e eu acessei a nuvem pelo celular, abriu não tava sem o Word no texto, abri o o bloco de notas e esperei 2 horas a consulta e eu escrevi buscando na nuvem os referenciais teóricos de outros textos, de outras as participações que eu tive neste debate, construir um texto didático simples, é de quatro páginas para ler aqui para vocês. E aí usei o bloco de nota, cheguei na minha casa, peguei esse bloco de nota, joguei pro Word, formatei o texto e e eu perguntei para mim mesmo, será que essas essas páginas que eu escrevi vai dar os 15 minutos? E aí, porque a minha preocupação era os 15 minutos, porque a Lúcia me disse que eram 15 minutos. E e aí eu entrei na IA, o chat GPT, e perguntei para ele eh que tipo de texto, quantidade de texto eu gastaria em 15 minutos. E ela me disse para eu subir o texto para ela analisar, para ela verificar se eu conseguiria falar em 15 minutos. E aí eu subi os quatro, as quatro páginas. São quatro páginas, cinco páginas, um pedacinho só da quinta, quatro páginas fundamentalmente. E ela disse que se eu lesse de forma didática 3 minutos, 2 minutos, eu conseguiria dar conta da tarefa que eu me propus e que a comissão propôs para mim. Tô contando isso porque isso tem a ver com as reflexões que eu vou apresentar aqui para vocês. É importante dizer a forma que eu construí esse texto há 10 anos atrás, há 5 anos atrás, há 20 anos atrás. é impensável esse processo que eu fiz, que é um processo muito primário ainda, porque eu sou quase analógico. Pessoas mais eh digitalizadas diriam aqui coisas surpreendentes para vocês da forma de a construção desse texto. Então, houve uma certa colaboração. Eu escrevi o texto, mas eu perguntei para Iá se esse texto daria, caberia nos 15 minutos. Então, vamos ver se ela se ela se ela acertou ou não. Muito bem. Tecnologia e educação, alguns aportes e palpites. As tecnologias da informação e comunicação estão transformando profundamente as formas de adquirir conhecimento e a própria dinâmica da educação na sociedade contemporânea. Isso nos motiva a pensar quatro coisas iniciais. Eu não vou aqui me detalhar nessas quatro coisas, são um resumo, mas podemos depois debater essas quatro questões, mas são quatro questões gerais e depois dessas quatro questões, eu vou entrar no Plano Nacional de Educação e discutir então a tecnologia, que é o tema que eu quero apresentar de mais de maneira mais objetiva e concreta para vocês. Quais são essas quatro questões? Então, nós estamos assistindo uma mudança. A tecnologia está mudando a nossa forma de trabalhar, de estudar, de pensar, de se relacionar, não é? E essa questão fundamental coloca, essa questão coloca algumas questões que eu enumerei quatro, poderia ser mais. A primeira delas é pensar que a escola e a universidade deixaram de ser os únicos detentores e transmissores de um saber fechado e linear. A sociedade da informação exige que o aprendizado seja contínuo, descentralizado e integrado ao cotidiano. Nós temos ainda uma escola, uma universidade ainda do século XIX. Existe uma piada que vocês conhecem. Se eu pegasse uma pessoa do século XIX, trouxesse para hoje aqui, perguntasse para ela, de tudo isso, você tá vendo o que que é que você é familiar para você? Provavelmente ele falaria a escola, pessoas sentadas, um professor dando aula, não é? As outras coisas, ele ele se surpreenderia, mas ele não surpreenderia com a escola. Segundo ponto, reconhecer que o hipertexto funciona como uma metáfora de como adolescentes e jovens pensam e se conectam hoje, não de forma rígida ou sequencial, mas em rede de associações, cruzando o saberes de forma transdisciplinar. Eu fui durante 10 anos diretor de uma escola de ensino médio e fundamental dois. Muitas vezes nós dizemos que as que as adolescentes estão desinteressadas, não se interessam pela escola, mas esses adolescentes estão numa forma de de pensamento, de interação com a tecnologia muito diferente da nossa e uma forma de se relacionar com o conhecimento muito diferente do nosso. E talvez a escola, talvez não, com certeza a escola, a forma de ensinar esteja obsoleta. Três, tenhamos que pensar novos papéis para educadores e alunos. O professor deixa de ser aspas o dono da verdade ou mero repassador de conteúdo para assumir uma postura de mediador, orientador e provocador de perguntas, ajudando os alunos a desenvolverem pensamento crítico na seleção de informações. E quatro e último ponto, devemos pensar em desafio de forma crítica. O excesso de estímulos digitais e a abundância de dados exigem cautela. É fundamental cultivar a capacidade de leitura profunda, discernimento e reflexão, evitando que a tecnologia sirva apenas para fragmentar a atenção ou padronizar o ensino. De um lado, nós temos o desafio dos estudantes que são hiperconectados. E o hipertexto é essa metáfora de você ao mesmo tempo dialogar com coisas diferentes, né? Por outro lado, nós temos por parte das redes, o desejo de usar a tecnologia para padronizar o ensino. Eu vou me aprofundar nisso daqui a pouco. O cerne da discussão, portanto, não gira mais em torno da presença ou não da tecnologia, mas sim de como a mente humana processa e transforma a avalanche de estímulos em conhecimento real. E mais, que tipo de política educacional conduzirá essas transformações? Nesse sentido, precisamos superar duas posições extremas: a visão dos tecnointegrados, de um lado, e a visão dos tecnoapocalípticos de outro. Aqui me refiro e utilizo um conceito inspirado no texto Apocalípticos e Integrados de Humberto Eco ao tratar sobre a mídia nos anos 70 e 80. A sala de aula hoje vive uma fricção, o conflito entre estruturas de ensino que ainda operam a lógica industrial. Aulas estáticas, avaliações memorizáveis, padronizadas, homogeneizadas. de outro, mentes que já funcionam em formato de rede hipertextual. O sucesso da educação contemporânea depende de aceitar esta metamorfose, humanizando a tecnologia por meio do afeto da ética e do pensamento crítico. Então, nós temos um desafio atual hoje. Muitos professores enfrentam a insegurança técnica, a falta de tempo, a falta de formação qualificada. para o uso da tecnologia em sala de aula e, além disso, a cobrança por resultados padronizados de curto prazo. Há uma exaustão gerada pela necessidade de competir com as telas pela atenção do aluno. Há um sentimento de obsolescência nos professores, mas também há uma exaustão em muitas redes de ensino pelo uso excessivo de plataformas que controlam o desempenho de alunos e professores. Há um sentimento generalizado de perda de sentido profissional. Pensar, portanto, um plano municipal de educação neste aspecto é atentar-se a todas essas questões. Em outras palavras, pensar como a tecnologia pode criar as condições para uma escola pedagogicamente alegre, tecnicamente competente e humanamente solidária. Penso que um bom ponto de partida, por óbvio, é pensarmos no que diz o Plano Nacional de Educação sobre tecnologia e como incorporar suas intuições essenciais. Eu penso muitas vezes nos planos, quando vejo os planos nacionais, estaduais, municipais, eh nós temos tantas carências na educação, tantas demandas, que às vezes eu tenho a a a sensação de que no processo de construção dos planos se coloca tudo no plano e os planos, as metas ficam é muita coisa porque é compreensível. Isso é um plano plano construído com a sociedade e muitas vezes os planos ficam grandiosos que muitas vezes impedem o próprio controle social da implantação desse plano, né? Então, eh, diante disso que é importante a gente olhar. Então, imagino um plano que possa, um plano municipal que possa pensar realmente diante dessas questões que eu coloquei, quais seriam as questões mais prementes, mais urgentes, até para que o conselho municipal, até que que a sociedade possa inclusive cobrar. Se você constrói um plano genérico demais, seio, de boas intenções, isso não muitas vezes é como diz os espanhóis, é uma espécie de saludo a bandeira. Você fez o plano, tá tudo lá. desde a exclusão social, o salário do professor, tudo. E onde tá tudo não tem nada, porque você não consegue fazer uma cobrança efetiva disso. Lendo às vezes os planos, eu tenho essa sensação, seja o plano nacional, seja o plano estadual. E e aí não tá nenhum juízo de é compreensível isso, porque nós temos um país com muitas demandas educacionais, não é? O que que diz então o Plano Nacional de Educação? Ele trata a tecnologia como parte da melhoria da qualidade da educação, mas não apenas como aquisição de equipamentos ou mesmo plataformização do ensino. Isso não está dito no plano eh nacional de educação, não é? A ideia do plano é que as tecnologias sejam utilizadas pedagogicamente, articuladas à aprendizagem, a formação dos professores e a inclusão. Chamo atenção na meta sete, que trata da qualidade da educação básica para algumas estratégias especialmente importantes. A estratégia 7.12 12 diz assim: tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras para educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, respeitando a diversidade de métodos e propostas pedagógicas. 7.15. Ampliar o acesso à internet de banda larga nas escolas e promover a utilização pedagógica das tecnologias da informação e comunicação. Estratégia 7.20. Disponibilizar equipamentos e recursos tecnológicos digitais para utilização pedagógica nas escolas públicas. E a meta C se relaciona à alfabetização, também prevê o desenvolvimento de tecnologias educacionais e práticas pedagógicas inovadoras. Existem hoje plataformas muito interessantes de de alfabetização que estimula o aluno eh complementa o trabalho do professor em sala de aula, né? Na forma, então diz na formação de professores, a estratégia 15.6 6 prevê a incorporação das tecnologias de informação e comunicação na formação dos profissionais da educação. E aí em 2026 eh houve uma atualização, né, você comentava isso até naquele encontro da EJA que nós tivemos lá, uma atualização pela lei 15.38/2026 que atualizou esse Plano Nacional de Educação, eh, então, na qual a tecnologia aparece de maneira ainda mais explícita. O objetivo S estabelece a promoção da educação digital com conectividade de alta velocidade para fins pedagógicos e integração das tecnologias digitais de informação e comunicação à educação. O texto também relaciona tecnologia, a pensamento computacional, mundo digital e cultura digital, buscando uma utilização segura, responsável, ética, crítica e criativa. Isso significa que novo PNE não basta colocar computador, tablet ou internet na escola. A proposta envolve formar crianças e estudantes e professores para compreender, utilizar e participar criticamente da cultura digital. Mas atenção, o PNE relaciona tecnologia à qualidade, inclusão, equidade, inovação pedagógica, formação docente, conectividade e cultura digital e não simplesmente ao uso de aparelhos ou mesmo simplesmente ou somente plataformização. O PNE não fala em plataformização do ensino. plataformização, padronização, homogeneização, no meu modo de ver, é uma forma ideológica de implementar uma política de educação tecnológica nas escolas. Isso nos leva a pensar é uma questão decisiva. Integrar tecnologias à educação não é a mesma coisa que organizar o trabalho pedagógico por meio de plataformas. Nós estamos falando de coisas diferentes, né? Prataformalização visa controle, controle do trabalho docente, visa o controle do aluno. Prataformalização visa resultados complexos a curto prazo. Prataformização visa mercado. Prataformização é transformar a escola numa empresa e a escola não é uma empresa. Então eu eh o que que é educação digital? Vou comparar aqui educação digital e plataformização, que é esse debate. Eu venho da rede estadual e na rede estadual a a forma de implementar o Plano Nacional da Educação está se dando por meio da plataformização do ensino, da customização do ensino, da datificação do ensino, com objetivo de buscar resultados e metas a qualquer custo, que é então educação digital. Educação digital é tecnologia como recurso pedagógico. O que que é plataformização? Plataforma como infraestrutura do trabalho escolar. Quando você plataformiza o ensino, você muda o ensino, você transforma o ofício docente, você transforma a escola, né? Para educação digital é o professor escolher diferentes recursos. Plataformização é a rede determinar quais plataformas utilizar. Educação digital é diversidade de métodos, de de técnicas, de metodologias. Plataformização é tendência à padronização do ensino. Educação digital é tecnologia utilizada como apoio ao currículo. Plataformização é a plataforma passa a organizar o currículo, né? Educação digital é usar dados. Sim, os dados são importantes, seja dados tecnológicos, sejam dados de avaliações externas. Não é isso que que eu tô discutindo. O que eu tô dizendo é que educação digital, os dados subsidiam o trabalho pedagógico da escola. Na plataformização, os dados passam a orientar as decisões e a monitorar o trabalho do professor. Educação digital é: o professor mantém a centralidade pedagógica. Na plataformização, os algoritmos, as métricas e os sistemas ganham centralidade. Educação digital é usar criticamente plataformas, usar criticamente o digital. Na plataformização é o uso frequente, instrumental e prescrito. O currículo é prescrito, a aula é prescrita, tudo é prescrito, tendo como objetivo o controle do trabalho pedagógico, o controle do trabalho docente. Essa diferença é importante porque pesquisas recentes sobre a educação brasileira identificam em algumas redes justamente processos de padronização curricular, controle pedagógico, gestão por resultados e redução da autonomia docente associadas à expansão das plataformas que controlam o cotidiano do aluno e do professor. A partir daquilo que está prescrito no PNE sobre tecnologia, descrevemos duas possibilidades de uso da tecnologia na educação. Então aqui um grande sim a tecnologia da educação. Eu não sou tecnoapocalíptico, né? É um grande sim a uso de tecnologia. A escola precisa se atualizar, ser uma escola contemporânea e a escola, os métodos de ensino, a escola é uma das últimas instituições, das únicas que, como eu disse, que ainda é do século XIX. A tecnologia possibilita métodos ativos, a tecnologia possibilita maior autonomia do aluno, a tecnologia possibilita que o aluno regule o seu processo de de conhecimento, de aprendizagem. Mas a tecnologia não pode ser utilizada para controlar, monitorar, classificar e punir os docentes em muitas redes, estado de São Paulo e no Paraná. É isso que está acontecendo. Então aqui para terminando, eu coloco duas possibilidades. Uma primeira possibilidade, a tecnologia utilizada para ampliar possibilidade de pesquisa, produzir conhecimento, criar, comunicar, colaborar, desenvolver cultura digital, favorecer inclusão, ampliar repertório, apoiar professores, permitir diferentes formas de expressão dos estudantes, criar metodologias inovadoras, eh aulas aulas dinâmicas. Eh, hoje ainda predomina escola, na universidade, eh, aulas magistrais no ensino básico. Isso é uma coisa, eh, que os alunos repudiam, é uma os alunos com o cor os alunos revidam isso com o seu corpo, né? Aulas magistrais, aulas em que o professor ainda acha que ele ele é enciclopédia, não é? Então, hoje você tem a tecnologia possibilita e sala de aula invertida, possibilita uso de vídeo, possibilita n coisas que pode transformar a escola naquilo que um autor que eu gosto muito, que é o Hugo Asma, que foi o professor da Unimep, diz: "Uma escola alegre, uma escola crítica, uma escola competente, uma escola eficiente e uma escola solidária, não é? O que eu vejo, a minha experiência com a plataformização é de uma escola triste, uma escola triste para os professores, uma escola pesada, uma escola em que a tecnologia é utilizada para oprimir e não para emancipar. E aí uma outra possibilidade que é o que tá acontecendo em algumas redes, que é a tecnologia passa distribuir atividades, controlar acesso, registrar produtividade, monitorar professores, padronizar conteúdo, organizar sequência didática, produzir ranking, indicadores, acompanhar meta, gerar grandes volumes de dados, orientar decisões pedagógicas a partir de métricas. Em relação aos dados, é uma discussão muito complexa isso, né? como que essas plataformas estão, digamos assim, mineirando, de mineração, mineirando, não sei se a expressão essa, eh, os dados de alunos e professores. Nós temos um debate aí complicadíssimo sobre usos de dados de alunos e professores, que o uso da plataformização de forma de controle traz paraa educação. E concluindo, neste caso, a tecnologia deixa de ser meio e passa a ser fim, modificando completamente a escola e a profissão docente. Em outras palavras, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso do ensino e passa a participar da própria organização e regulação do trabalho pedagógico. O resultado, como diz Laval, um autor francês, que tem um livro interessante que eu recomendo que vocês leiam, que chama eh A escola não é uma empresa, né? um livro eh fantástico que traça um diagnóstico desse movimento mundial de padronização, de homogeneização do ensino. Então, diz o Laval que a escola está passando por uma mutação. Daqui um dia, a escola não vai ser uma escola moderna, contemporânea, alegre, mas a escola vai ser um frankstin, né? Em outras palavras, a tecnologia deixa de ser apenas um recurso de ensino e passa a participar da própria organização e regulação do trabalho pedagógico. O resultado é a mutação da escola e a subversão do princípio educativo por excelência. A escola transforma-se numa empresa guiada pela pedagogia da métrica e pela datificação. A consequência no médio e longo prazo é o adoecimento docente e a perda do sentido, né? Quando você perde o sentido, não só na na profissão docente, mas quando você perde o sentido da profissão, o caminho imediato é o adoecimento, porque a profissão deixa de ter sentido para você. Uma escola que bate metas a todo custo, mas que carrega um exército de professores adoecidos. É nesse sentido que a literatura recente fala de plataformização e performatividade algoritma algorítmica como caminhos a não ser seguidos. O meu desejo é que um plano municipal de educação de Campinas, eu sou novo na rede, eu tenho seis meses de rede municipal, mas vejo, vejo o quanto que essa rede é potente, quantos profissionais capacitados ela tem, eh, professores, CP, supervisores, essa rede está pronta para construir um plano municipal de educação, eh, que traga tecnologia, que traga tecnologia para emancipar professores e alunos para construir uma rede. competente tecnicamente, eh pedagogicamente alegre e solidária. Então isso é as minhas primeiras palavras. Ótimo. Muito obrigado, professor Arnaldo. Eh, você fez aí uma incursão pela inteligência artificial, mas em vários momentos a inteligência humana agiu, então seu tempo passou dos 15 minutos, tá? [risadas] Mas não tem problema não. Obrigado pelas tua pela tua fala, muito legal, muito instigante. Professora Letícia, a palavra é sua. Boa tarde a todas e todos. Quero saudar também professoras, professores pelo dia de ontem, dia de luta, né, mais do que de comemorações. Eu sou professora na rede aqui de Campinas desde 2019, mas tenho mais anos em outras redes. E eu sou professora polivalente, do leciono para uma turma de quarto ano na IMF, Dr. Lourenço Belóquio. [roncando] E o meu texto é mais eh em forma de narrativa. O professor Arnaldo trouxe questões que permeiam eh as minhas considerações. Eu vou também fazer uma leitura, principalmente para eu não me perder no tempo. Eh, e aí eu quero contextualizar a minha presença aqui na mesa hoje, que se dá, pois eu estou numa escola que foi escolhida para a realização de uma plataforma que é a plataforma Educa 10 Prime, que inicialmente era chamada de cultura 10. Então, ouvindo o professor Arnaldo, né, principalmente que tem essa experiência no estado de São Paulo, na rede de ensino do estado de São Paulo, eh é uma preocupação de nós não eh de nós pensarmos que não estamos distantes dessa realidade, [roncando] né? Então esse sentido, né, o sentido da minha fala é não apenas sobre o uso ou não de uma plataforma, mas o de refletir sobre a forma como acontece o processo de escolha e implantação de uma empresa, de uma tecnologia digital, de um produto que vai adentrar a escola pública. E dito isso, eh, no card, né, de divulgação do evento, hoje tem algumas perguntas norteadoras e eu não tenho, em relação às perguntas nenhuma resposta e eu, na verdade, trago mais questionamentos para que a gente reflita junto, né, juntas e quem puder contribuir, inclusive será muito bem-vinda. Então essa plataforma Educa 10 Prime, ela ela foi colocada, ela está sendo, né, acontecendo na escola que eu trabalho, na MFI Dr. Lourenço Belo e também na MFI Orlando Carpino. São duas escolas de tempo integral em eh bairros diferentes. E quando nos foi informado e a implantação dessa plataforma na escola, houve questionamentos e a não aceitação por parte do grupo docente. No entanto, já estava posto que aconteceria, né? Não chegou eh em forma de um debate, né, considerações e eh em consulta, né, a à comunidade escolar. E como eu disse, né, não é simplesmente uma discussão pelo uso ou não, mas quais as justificativas e os objetivos, quais critérios técnicos, pedagógicos e territoriais, inclusive paraa escolha dessas duas escolas? Quais instâncias foram consultadas? Pois, por exemplo, como docente, né, eh, e, né, a gente conversa, a gente tem o grupo docente da escola e outras professoras de outras escolas, não teve participação de nós docentes e outras questões, né, se são se é um projeto piloto nessas duas escolas, então haverá expansão do uso dessa plataforma para outras unidades e relação a aspectos financeiros, né, a gestão dos dados e a gestão pedag pedagógica. E foram várias questões apresentadas pelo grupo da escola e uma delas eh que foi em relação à proposta de pontuação, ranqueamento e premiação. Como o professor Arnaldo falou, isso não está não aparece no Plano Nacional de Educação e inclusive são concepções que nós enquanto eh escola discordamos. Nós buscamos inclusive combater na escola, que aí tem a, né, as questões da metrificação, a competição, a meritocracia. E para eh ilustrar, né, de forma concreta, a plataforma, ela consiste no uso de tablets para leitura de textos. E nessa plataforma tem a os alunos e as alunas podem fazer realizar simulados e respostas a um KIS, né, a vários quises que é feito pelos alunos juntos junto a uma funcionária, né, da empresa que um parênteses ela não tem informação na área da educação e ela está dentro da escola executando esse projeto e ele acontece hoje, né, isso eu estou falando pelo belo, né? Eu eu não sei como se dá na outra escola. Ele acontece no momento de recreação dos alunos e das alunas. A princípio nos foi colocado que seria durante nossas aulas e nós não aceitamos, né, a presença, essa presença dentro nas nossas aulas, nas salas de aula. E então foi colocada a questão de que seria feito em um momento de recreio ou atividades complementares. Nós não temos atividades complementares, né? E o momento da recreação, né? A é uma 1 hora aula de 50 minutos, que é o momento do almoço. Então a gente se organiza na escola entre ciclos, né? O ciclo um e dois se organiza para que as crianças possam brincar e depois eh se alimentarem e aí revesa, né? Então, tem as que primeiro brincam, eh, depois se alimentam e as que se alimentam, depois brincam. Então, por uma vez, eh, na semana, eh, eles não fariam esse momento de recreação, né, para fazer a leitura desses textos na e responder as perguntas na plataforma. Isso foi no começo, foi colocado de forma obrigatória que todos os estudantes tinham que participar e depois isso mudou, foi passou a ser eh opcional para cada criança fazer ou não. E por tornar opcional teve uma baixa adesão. Então, as crianças preferem, escolheram o seu tempo do brincar, né, por o tempo e o direito do brincar, principalmente a gente tá falando de uma escola integral, de tempo integral, né? E e aí novamente veio a questão da premiação como forma de engajar os alunos e as alunas na realização das atividades, né, que consiste na leitura de alguns textos e da realização das perguntas. Isso também lá a no começo já tinha sido apresentado. Nós questionamos porque envolvia a premiação, era um aparelho celular paraas crianças, né, com maior pontuação teve. E aí a gente assim, a gente fez questionamentos não aceitando, só que não foi, então não foi, não deixou de ser feito, foram oferecidas então outras alternativas, mas que haveria sim essa premiação. Então, o que ficou encaminhado é que vai haver a premiação através de vouchers, né, que as crianças receberiam em troca de ali uns prêmios de acordo com agora é a participação, elas não precisam mais eh não é de acordo com a pontuação. E eu trouxe, eu não sabia que dava para fazer uma apresentação, mas quando eu tenho cadastro na plataforma como professora e aí eu entrei para acessar alguns textos e o simulado, então tem um simulado, as crianças têm 2 minutos e 30 segundos para responder as cinco perguntas. [roncando] Essas perguntas são feitas com base nos textos que estão na plataforma. Todos esses textos, ele, esses os que eu acessei, né, eu não entro todos os dias, eles são de uma mesma autora que aí eu pesquisei também, ela não tem formação também na área de educação e ela produz textos eh de certa forma eh padronizados, tem uma certa padronização, descontextualizados, inclusive do que nós Eh, buscamos trabalharmos com, né, nos componentes curriculares. Eu trouxe assim, só é para exemplificar, um dos textos fala sobre eles geralmente tem três parágrafos e a fonte é essa, é o nome da autora apenas, né? E, por exemplo, tem um que é sobre o carnaval de Veneza na Itália. Então, a questão das máscaras, né, o mistério dos bailes de máscaras do carnaval de Veneza na Itália. Então, não é desconsiderando, claro, que as crianças eh os, né, os estudantes devem acessar, né, todo tipo de conhecimento, mas o que nós temos, né, valorizado enquanto currículo e e o que realmente tem relação com características regionais, né, locais, culturais da comunidade escolar. Um outro texto que me de certa forma que o que o Arnaldo falou, né, tem também questões ideológicas, né, que às vezes parece que eles são colocados de uma para manter uma certa neutralidade, mas por exemplo, tem um texto que é sobre cuidados com as senhas, né? Tem a imagem de uma criança, é uma imagem feita por IA e ela tá com aparelho celular. E o texto é sobre como as crianças fazerem senhas seguras, né? Quais caracteres devem usar para manter as informações em segredo? E hoje, né, a gente tem a a o ECA digital, então, na verdade, não é nem para as crianças tá, né, estarem acessando, estarem com um aparelho de celular, eh, acessando, por exemplo, redes sociais, né, elas não podem legalmente e e isso não tem sentido de acordo com a realidade, com inclusive com o que nós queremos trabalhar na escola, né, que nós tentamos trabalhar em relação a esse eh acesso dos estudantes à redes sociais aos conteúdos que eles têm acessado. Então, assim, só para exemplificar os tipos de textos que tem e com essa mesma, né, autoria. Eh, então, como eu disse, o Arnaldo trouxe várias questões que permeiam o que essa minha narrativa, né? E eu também fiz algumas anotações sobre as estratégias, né, sobre o objetivo, as metas e as estratégias em relação à conectividade, educação digital, para pensar de que forma essa plataforma ela tem, ela conseguiria se adequar a essas essas metas. quando ele diz, né, do dos eixos, né, que são os eixos estruturantes da BNCC, então no pensamento computacional, do mundo digital, cultura digital, é de que forma, né, uma solução digital, né, apresentada pela Educa 10 Prime se adequa a esses três eixos, né, que são complexos e de que forma a leitura de textos, né, produzidos, eh, de autorias que não vêm do contexto da educação. do Ministério da Educação, de instituições, né, eh, de ensino que nós temos de qualidade. Eh, de que forma que isso se adequa a esses eixos? Outra questão eh que na estratégia 7.5, C, né, que fala da questão da equidade, né, então, de modo a favorecer a equidade de oportunidades de uso de tecnologias digitais no processo de ensino aprendizado. Uma outra questão que apareceu na escola foi nossa preocupação em relação ao acesso, né, ser padronizado de uma única forma em relação aos alunos da educação especial, né, com suas individualidades, especificidades, assim como todos os estudantes. de que forma um padrão e um modo único de acessar essa plataforma os contemplaria também na estratégia 7.10, 10, né? Aparece a questão de promover, estimular a formação inicial e continuada de professores da educação básica para integração de forma segura, responsável, ética, crítica e criativa das tecnologias digitais. E pensar, né, isso no plano municipal de educação, que esse envolvimento docente é fundamental, né, essa valorização da autonomia docente, mas também de que forma fazer isso sem que aconteça uma sobrecarga também de trabalho para nós professoras. E eu acho que eu não sei quanto tempo eu tenho, se tá e outra questão que aparece também, né, aqui como estratégia, que é de fomentar a produção de soluções digitais, preferencialmente públicas, livres e abertas para educação básica, né? Eh, então essas esse relato, né, que eu trago da minha experiência, eu venho aqui, inclusive conversei, né, com professoras da escola que não tô fazendo um relato pessoal, é algo que foi muito discutido, debatido nó e uma preocupação eh quando nós conversamos com professoras de outras escolas, elas não tão sabendo, outras escolas não estão sabendo aqui da da implantação, né, da existência dessa plataforma. Então, por que também essa falta de transparência, né, de informação, de articulação em algo que eh a gente tem essa dúvida, vai ser algo que vai se expandir para todas as escolas. Uma outra questão que aparece, né, é sobre a avaliação, se vai ser mantido, se vai ser eh vai ser usado, implantado em outras escolas, é sobre a avaliação que vai ser feita da plataforma. Mas é uma dúvida também, então quem vai fazer essa avaliação, né? Somos nós da escola, mas com quais elementos também, porque nós não estamos envolvidas, né, nesse projeto no o momento de recreação do almoço. Nós estamos numa escola de período integral. A, o Belóquio é desde 2025, né, recentemente se tornou integral e mas nas outras escolas e mesmo o ano passado, nós professoras, isso foi até falado na última mesa, né, na escola Raupila, nós ficávamos junto a os alunos e as alunas no momento do almoço, na aula do almoço, né? Era uma aula que nós ficávamos juntos e nós observávamos que hoje nós observamos, né, mudança até na relação e em situações de violência, de conflitos, né, depois que isso foi retirado. Nós não ficamos mais com os alunos e as alunas nesse momento de almoço e de recreação, porém é um tempo que foi dado, né, não é todos os dias, mas que foi dado a uma empresa, né, não é não é parte da escola, mas que foi dado para que se executasse esse projeto. E é uma, são questões que perpassam a questão da, é isso, da autonomia docente, de valorização, né, desvalorização do nosso trabalho e do que nós pensamos sobre a escola, né? Então, não foi eh em que momentos nós estamos sendo consultadas e os projetos estão sendo apresentados para nós para que antes, né, que eles cheguem já sejam impostos. a gente possa ter essa esse contexto e saber realmente quais são essas justificativas. E só para finalizar, em relação à justificativa que aparece, né, quando a gente lê informações sobre a plataforma, é que ela vem também como uma forma de melhorar os resultados das avaliações diagnósticas da rede. E aí uma questão que eu deixo, né, é que o que os diagnósticos das avaliações formais indicam, né, sobretudo em relação às nossas condições de trabalho, condições de trabalho docente, de outros trabalhadores, trabalhadoras da escola, sobre questões estruturais das escolas, sobre valorização docente, número de alunos por sala, a questão da violência nas escolas, trabalho intersetorial entre redes, os anos de pandemia, a falta de autonomia docente, entre outras questões que precisam ser consideradas e avaliadas para além da implantação de um projeto de tecnologia digital como apoio ou até mesmo solução em relação aos diagnósticos das avaliações formais que vem então eh me parece nesse sentido, né, e pelo que a gente discute na escola, teve no começo do ano até falas Eh, nesse sentido, né, de que as avaliações diagnósticas apresentaram resultados eh inadequados a quem do esperados. E logo em seguida vem a implantação dessa plataforma, né, com o objetivo de melhorar os resultados, né, de e é isso, através de uma plataforma e então não do trabalho docente, né, que é feito todos os dias ali na escola. E acho que é isso, analisar. Obrigada, viu? Obrigado, professora Letícia, pelas tuas palavras também, pelo teu alerta a respeito dessa implantação da plataforma Educa Educa 10, não é? Eh, queria aqui, antes de passar a palavra para as pessoas que quiserem fazer comentários também, as pessoas que estão nos assistindo pelo YouTube, né? eh falar algumas questões aqui. Primeiro que eh eu penso que tem toda uma esteira relacionada ao que foi, por exemplo, a reforma do ensino médio, né, no na década passada, que tá relacionada a essa ideia de uma aproximação, né, da das dos jovens, dos adolescentes com a sala de aula, que em parte tá muito ligado a essa crítica, né, que o professor Arnaldo tava fazendo aqui, a que nós temos uma uma escola do século XIX, mas que nesse processo justamente em que a gente, digamos atualiza a dimensão da escola, temos que tomar muito cuidado, realmente porque eh esse tipo de plataforma também é vendida, né? a plataforma eh Educa 10, como a a Letícia tava comentando, Educa 10 Prime, na perspectiva da da gamificação, né, e, portanto, da facilitação de uma escola mais atraente para pras pras crianças, pros adolescentes. Eh, e claro que nesses processos muita muita tem muita primeiro que tem muita gente que não entende de educação envolvida, né? Segundo que esses processos são muito são gerados a partir de eh visões externas à sala de aula, de visões externas ao campo da educação e aos profissionais da educação. E isso é muito complexo, né? Eu tive presente numa, no ano passado, tive presente numa, fui chamado para fazer uma fala numa feira agora, olha, nem vou me lembrar aqui exatamente, eh, mas tinha a ver com uma federação de dos municípios brasileiros aqui. E eu tive presente numa mesa, a partir de uma perspectiva crítica, mas numa mesa que tava eh formada para que eh uma determinada plataforma educacional também se vendesse para municípios. eh, do Brasil todo, né? E a gente perceber o quanto eh esses recursos estão muito relacionados a esse essa mercantilização também, que antes eram as apostilas, né? Agora a gente passa para essas plataformas como mecanismos de eh de venda mesmo, de mercantilização desses elementos na educação básica e na educação básica pública, né? que é uma outra forma da gente pensar como que o neoliberalismo ataca a educação, como, né, o os processos do capitalismo aí atacam a a educação. Então eu acho que esse elemento é muito importante no sentido de que a gente possa, né, entender aquilo que é e agora vou falar um pouquinho do próprio Plano Nacional de Educação com relação ao objetivo sete, porque ah ah não é exatamente disso que o Plano Nacional de Educação tá falando quando fala de digitalização da educação, né? Aliás, muito pelo contrário, a a o objetivo sete, ele tem duas metas. Primeiro, o objetivo sete diz o seguinte, né? Promover a educação digital com a garantia de conectividade de alta velocidade para fins pedagógicos, inclusive com redes internas, etc, etc. e dos conteúdos eh das três dimensões estabelecidas na base nacional comum Curricular, a BNCC, que são as seguintes as dimensões da educação digital na BNCC: pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. E é isso que sustenta a meta 7B, que é assegurar a todos os estudantes que alcancem o nível básico de aprendizagem em cada uma das dessas três dimensões, pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. E eu também dei aqui uma busca rápida, viu, professor Arnaldo, eh para que a gente possa ter alguma referência, né, sobre pensamento computacional, mundo digital e cultura digital. E e é muito interessante porque o pensamento computacional vai justamente lidar com a questão da capacidade de estruturar um raciocínio para resolver problemas complexos do dia a dia ou de áreas técnicas utilizando conceitos fundamentais da computação. conceitos esses que já estavam presentes por aí, né, em outros níveis educacionais, mas que estão relacionados, por exemplo, a decomposição, ou seja, dividir um problema grande em partes menores e mais fáceis de resolver, o reconhecimento de padrões, né, a identificação de semelhanças, repetições, tendências em dados e situações, abstração, filtrar o que é essencial, ignorar detalhes irrelevantes, pensamento algoritmo, criar uma sequência lógica, claro, ordenada de passos para atingir um determinado objetivo. Tá muito ligado ao a esse campo todo de estudos da, digamos assim, da estatística, né, da matemática básica, da matemática um pouco mais avançada, eh, e que vai se eh conectar ao digital naquilo que tá relacionado à programação, né, à robótica e outras atividades. não necessariamente utilizando esse tipo de equipamento, mas tá muito ligado a esse desenvolvimento do raciocínio, do raciocínio lógico e assim por diante. Ou seja, eh algo muito plausível, muito desejável realmente na nas crianças, adolescentes, no nosso público da educação. O mundo digital e é muito interessante também porque ele tá muito relacionado ao entendimento dessa infraestrutura tecnológica que a gente tá se debatendo o tempo todo, né? Nós estamos aqui numa briga danada com relação aos data centers, né? Campinas tá sendo uma verdadeira fazenda de data centers com isenção fiscal, né? E a gente vai conversar com as pessoas às vezes nas ruas e as pessoas realmente não, opa, mas o que que é um data center, né? Então é algo que tá absolutamente ligado a esse novo mundo digital, que abrange como é que a internet funciona, como é que as redes de computadores funcionam, como é que se dá a computação em nuvem, como é que se dá o armazenamento, processamento de dados, como é que a gente compreende o hardware, o software, sistemas operacionais, os algoritmos, ou seja, toda esse todo esse campo ligado ao mundo da ao mundo digital, que é um grande mistério para nós, na verdade. né, leigos que somos nesse assunto. Então, compreender toda essa arquitetura que tá relacionada naquilo que a gente abre um um rede social aqui e e ficamos absolutamente eh indefesos, né, com relação a ela. E por fim, o que eu acho que é algo muito importante que e que lá nos primódios da internet, né, aquele famoso livro do Pierre Levi sobre cultura digital, né, lá nos anos, acho que ainda dos anos, se eu não me engano, 70, o Pierre Levi, né, que tava 80 já, né, tava começando ali o debate sobre a cultura digital. havia toda uma uma expectativa sobre esse mundo que tava sendo criado. A internet tava dando seus primeiros passos. Começam aquela começa aquela visão muito eh utópica, né, até sobre como a internet ia mudar para melhor a vida de todo mundo, né? E o Pierre Levi escreve o livro sobre cultura digital e que tá relacionado a essa a esse letramento digital mais focado não nos aspectos tecnológicos que estão ligados ali ao mundo digital, ao eixo mundo digital, mas justamente aos aspectos sociais, éticos, comportamentais, críticos do uso da tecnologia, que tá totalmente na fala tanto do professor Arnaldo como da professora Letícia, né? Então a cultura digital ela envolve, abrange, né? como é que a gente utiliza essa tecnologia de maneira ética, responsável, consciente, como que a gente compreende os impactos do digital nas relações humanas, na sociedade, na política, né? Nós estamos vivendo exatamente isso nessas eleições. Cada eleição, né? tem falado que a cada eleição nós vamos nos deparar com desafios cada vez maiores com relação ao digital e e ao seu ao seu ao a sua utilização na política, o combate a à desinformação, as fake news, a proteção de dados pessoais, a cidadania digital, a como que se produz conteúdo digital, né, a toda democratização nesse campo. E aí eu penso que eh esses são os os elementos centrais, né, do que a BNCC coloca em termos da educação digital. E por isso, eh, nós temos aqui uma uma tarefa enorme que é exatamente de fazer com que essa, esses princípios que estão presentes na BNCC sejam os princípios que nós nos apropriemos, né, do digital quando a gente tá falando da escola, né? E o risco que a gente corre, né, Letícia comentou com muita com muito com muita síntese, né, daquilo que ela tá vivendo na na Belóquio, eh, da daquilo que a gente tem que, na verdade, rechaçar e se preocupar muito, né, com o modo como essas questões estão chegando para nós. Às vezes num projeto piloto, em duas escolas, você tá incubando ali uma situação que não deve prosperar, né? Então eu queria fazer essa contribuição também aqui ao nosso debate, né, e lembrar que aquilo que tá, né, e e lembrar sempre o seguinte, nós temos o Plano Nacional de Educação, ele foi aprovado, já sancionado em abril desse ano de 2026. A nossa contribuição aqui enquanto legislativo é acompanhar aquilo que o executivo e o comitê gestor do Plano Municipal de Educação já está fazendo contribuir à medida que a gente possa com os debates que nós estamos fazendo aqui, com as contribuições que estão vindo, nós queremos ter, pelo menos ali por volta de início de dezembro um relatório inicial dos nossos trabalhos aqui. E queria trazer muito essa ideia que o discutir o digital no plano municipal de educação, ele deve necessariamente passar por essas perspectivas, né, do pensamento computacional, ou seja, de uma matemática, eh eh de um de um de um campo do conhecimento estatístico, informacional, né, eh que que a gente precisa trazer para essa moçada. A gente precisa trazer o que que é esse mundo digital. Então esse eh é disso que se trata quando a gente tá falando eh de educação digital, especialmente nesse eixo. Quais são os impactos disso, quais são as infraestruturas? Como que a gente compreende essas coisas que estão mudando a nossa o nosso modo de ser, né? E e a questão da cultura digital, os aspectos éticos, políticos, econômicos, né? todas as coisas que envolvem esse mundo e que a gente vai fazer o debate, né, na sala de aula com os alunos e com as alunas, mas que não podem ser substituídos por outras perspectivas que estão muito mais mercantilizando a educação, vendendo uma certa ideia do uso do digital, do que realmente a partir de uma perspectiva crítica, emancipatória da nossa relação com o digital. Então, queria aqui abrir a palavra as pessoas que estão aqui presentes também. Não sei se nós estamos recebendo eh proposições lá pelo YouTube, mas estou aqui recebendo, abrindo a palavra a quem tá presente aqui conosco. Eh, boa tarde. Uma saudação aquiência, vereador Romão, por favor, por favor, a todas, todas e todes. eh não preocupado em ser acusado de criminoso como acontecendo na outra reunião, porque é o direito de qualquer pessoa da sociedade se vi usar a sua linguagem, né? Então isso não façamos intimidações. Então primeiro lugar saudar mais uma vez esse espaço. Eu queria só acrescentar aqui algumas preocupações. Eh, quando e o vereador tava falando sobre eh mundo digital, eh é é muito importante de fato que essa questão seja colocada. Agora, de que mundo digital nós estamos falando? Nós estamos falando de mundo digital, onde, por exemplo, o estado e até segunda ordem é onde nós podemos ter políticas públicas. O mercado é negação de direitos, mercado historicamente negação de direitos, mercado negação de direitos humanos. Então, se for pelo mercado, o mundo digital é uma tragédia. Agora, se for um mundo digital, onde a gente discute a incidência do Estado com políticas regulatórias e com ação ações concretas, é, esse é um debate que vale a pena. E de fato, do ponto de vista dessa desse debate da plataformização, o que muitas vezes aparece um uma espécie de venda de produto. Temos aqui o nosso sabão em pó, maravilhoso, com tais e tais efeitos e pouquíssimo debate do ponto de vista pedagógico, o que é absurdo. Eh, e a professora dizia como que quem vive no chão da escola não tem o mínimo de possibilidade de participação desse debate? E quero dizer que eu tô falando aqui na condição de militante no fórum municipal de Defesa de Direitos Humanos e integrante do Conselho Municipal de Educação pela uma das vagas da sociedade civil. E acho que é fundamental, inclusive espero que nós possamos eh nas pautas do Conselho Municipal de Educação colocar esse debate e que o Conselho exerça as suas prerrogativas, né? O Conselho Municipal de Educação de Campinas recentemente passou por algumas transformações, entre elas o fim daquela situação absurda da compulsoriedade da presidência pela titularidade de secretaria de educação, presidência agora eleita. Graças a isso, nós temos a professora Solange hoje como nossa presidenta, né, do conselho. E com isso eu espero que nós possamos junto com o comitê gestor, junto com esta comissão de estudos, fazer um debate adequado sobre o plano municipal de educação de Campinas. debate da educação digital, ele é um debate estratégico, porque o que nós temos visto acontecer na plataformização em até agora em boa parte dos lugares não é algo positivo. A gente tem visto situações de adoecimento de educadoras educadores porque o desrespeito adoece. A desvalorização é no no baixo salário, numa condição de trabalho inadequada, mas o desrespeito à própria pessoa que tá ali e que junto com educando é centro do processo pedagógico. Ou deveria ser, pelo menos, se a gente tivesse uma perspectiva, a gente aceitasse não só a lei de base da da educação, mas a própria Constituição Federal. Então, queria acrescentar essas preocupações, eh, saudar aqui a realização dessa discussão e que nós possamos de fato continuar aqui nessa comissão e saúdo mais uma vez a iniciativa, porque ela tá, no meu ponto de vista, tá sendo um espaço importante para que o plano municipal de educação seja de de forma concreta eh o espelho de um debate junto com a sociedade civil organizada, com os movimentos sociais, com as trabalhadoras e trabalhadores da educação e que a gestão Então entenda que no papel, num processo democrático, aquilo que a gente constitu conquistou na Constituição, que agora já tem alguém querendo falar, falando em mudar, que a participação popular é um pilar da democracia, ela não é um detalhe, ela é fundamental. Então, ter os conselhos funcionando com efetividade, ter espaços como esse faz parte do processo de participação e a gente tem que fortalecer. E mais uma vez eu queria encerrar saudando aqui a existência do espaço e a oportunidade desse debate. Vocês contribuíram muito e isso é importante. Obrigado. Muito obrigado, Paulo Mariante. Segue aberta a palavra. Mais Talita, por favor. Não, meu nome é Talita. Eu sou professora na rede, estou agora comissionada na Câmara, mas me preocupa muito a gente que fez pedagogia, que estudou a formação da linguagem, a formação da língua da na criança, a o uso de tecnologia no processo de alfabetização, porque a construção neurológica da língua, ela depende do interlocutor falante. A tela não vai substituir isso. E a partir do momento que eu coloco uma tela nesse lugar, eu tiro toda a formação buco maxilar, a formação de conexão neural e a e a formação de interação. Então, acho que quando a gente fala em tecnologia, ela é super importante, mas a hora que a gente coloca ela na formação da linguagem, eu começo a ter um prejuízo muito grande. que a gente já tá vendo isso nos processos de alfabetização. Então, sempre quando me preocupa isso, até onde a tecnologia vai ser boa, até onde a tecnologia é péssima e onde eu substituo gente por tecnologia, onde é possível, onde não é. E daí fica isso pro nosso plano municipal de educação, a gente se preocupar que a tela tem coisas que ela não faz ainda e uma delas é substituir pessoa no processo de formação de linguagem. É isso. Obrigado, Talita Roncolato. Por favor, aqui no no lado esquerdo aqui da plateia. Pode deixar. Boa tarde a todos e todas aqui presentes. Meu nome é Risa, eh, eu sou servidora, né, da Prefeitura de Campinas, da Secretaria de Educação. Acho muito importante esse debate e a gente trazer essa discussão tão relevante. E eu acho que a gente precisa eh fazer algumas ponderações importantes. Primeiro que quando a gente fala tecnologias, a gente precisa trazer uma diferença que existe, né? Quando a gente fala de tecnologias, nós estamos falando de um conceito muito amplo, né? Então, tecnologias, uma caneta é uma tecnologia, né? Então, quando a gente eh a pensar as tecnologias, a gente precisa pensar fazendo essa diferenciação de tecnologias e tecnologias digitais, né, que são conceitos diferentes e e que são muito importantes, né? Então a gente pensar quando vamos falar sobre todo na primeira infância, né, a recomendação inclusive das da Organização Mundial de Saúde de zero telas para crianças, né? E quando a gente for falar do conceito de tecnologias digitais, eh, na educação básica, né, que são questões que a gente precisa pensar e pensar sobretudo que nós estamos num polo tecnológico. Então, de que maneira a gente vai trabalhar com as tecnologias? Que a gente vai garantir também que os nossos alunos da rede pública possam ocupar espaços dentro do território de Campinas, eh, acessando as tecnologias, né? De que maneira eles vão exercer a sua cidadania digital, a sua formação para competências digitais, eh, podendo transitar nesse espaço, inclusive com autoria, né? Porque o que hoje as pesquisas vêm eh trazendo pra gente de elementos para que nós possamos pensar é que os nossos as os nossos jovens, né, adolescentes, eles são consumidores de tecnologias, né, eles utilizam os espaços das tecnologias, eles utilizam os recursos, mas eles não têm autoria. Então, acho que são questões que a gente vai precisar pensar, a questão do uso da inteligência artificial, eh a questão da educação midiática, né? Nós temos documentos brasileiros que vão falar sobre isso. A Estratégia Brasileira de Educação Mediática, tem um documento também eh vinculado à Estratégia Brasileira de Educação Mediática, que vai falar a respeito da formação dos profissionais de educação, né? A nossa formação, ela é também muito importante para que a gente possa transitar nesse espaço de uso das tecnologias e formar os nossos alunos, né? Então a gente se forma ao ao se formar, né? A gente forma ao se formar e e né, Freire vai dizer isso, vai deixar isso muito importante pra gente, para que a gente possa refletir sobre isso e o uso crítico das tecnologias, né? Então assim, a gente tem documento aí saindo do forno agora para de um documento coletivo de rede, né, em relação às diretrizes curriculares, que vai contemplar também a questão das tecnologias. E eu acho que a gente ter políticas públicas que vão trazer essas essas perspectivas reflexivas do uso das tecnologias é importante, eh, e vão nos auxiliar a pensar os objetivos relacionados às tecnologias no plano municipal de educação. Então, é uma pauta muito relevante e que a gente vai precisar de mais debates, mas assim, eu acho que que é um eh é um espaço de discussão muito relevante. Então, gostaria de parabenizar, viu, Romão, pela pelo espaço e pela discussão das tecnologias, né? Essa foi uma pauta que nós, enquanto pesquisadores da área, também reivindicamos no nosso plano nacional de educação, uma vez que o nosso plano anterior as tecnologias eram pulverizadas em outras metas. Então, a gente tem um espaço específico de tecnologias novo plano. Isso é um dos ganhos. em que pese nós tínhamos tido perdas no nosso plano nacional de educação. Esse foi um ganho eh muito importante, inclusive com o apoio da campanha nacional pelo direito à educação. Então isso eh para nós é muito caro. É, muito obrigado. Muito obrigado, Risa, pela tua participação, eh pelas tuas palavras e vamos em frente. Deixa eu aqui enquanto o pessoal se anima aqui falar um pouquinho sobre a nossa turma que tá nos assistindo pelo YouTube agora. Estamos 31 pessoas eh participando. Fazer uma saudação especial [limpando a garganta] a todos que estão lá, a todos e todas. e alguns algumas manifestações aqui. O Gabriel tá dizendo, o uso das tecnologias nunca devem não nunca deve substituir, mas complementar as propostas pedagógicas dos professores e serem usadas com objetivo. Ah, pirino, tecnologia sem intencionalidade pedagógica de nada serve. A Elane aqui fazendo elogio a professora Letícia. Eh, a Dence Cabral dizendo o seguinte: "No estado foi um desastre. Minha sobrinha, falando da plataformização, né, minha sobrinha teve que mudar para uma escola particular porque além de não aprender nada, estava entrando em depressão." Eh, outra manifestação, falta de transparência é um sintoma de dificuldade em realizar a gestão democrática. A Eline diz: "Mais uma imposição sem consulta aos profissionais da educação. Como acreditar nessa gestão democrática tão difundida em nossa rede?" A Denil diz o seguinte: "Como fica o projeto político pedagógico da escola nesse contexto? Um agradecimento da Gabriela, a Letícia, ao Arnaldo. A Pirino diz assim: "A função de professor mediador de tecnologia em seu edital virou mais uma função de suporte técnico do que de aproximações pedagógicas com a temática. se faz necessário repensar qual a intencionalidade. A Gabriela comenta aqui a minha fala: "A tecnologia na educação não tem necessariamente a ver com plataformização. Ah, e a Gabriela reforça aqui a pergunta da Denils com relação a a como fica o o PPP da escola nesse contexto, né? E a Lucimara, que por fim escrevo como mãe de criança do segundo ano do fundamental na rede privada. Mesmo com sistema apostilado, ângulo, não existe isso na escola. E a aprendizagem é a prioridade. A desigualdade começa cedo. Então, eu acho que podemos passar aqui de volta paraa nossa mesa. Não sei que alguém queira fazer uso da palavra aqui no no plenário. Vou passar aqui primeiro pro Arnaldo e depois paraa Letícia, tá bom? Vamos lá, Analdo. Eu só preciso esclarecer meu lugar de fala aqui. Eu não sou especialista em tecnologia. Minha pesquisa no doutorado é sobre o impacto da tecnologia no sofrimento docente. Então, estudei, a minha, o meu objeto são os professores da rede estadual, como que o uso, como que a padronização, a datificação, a homogeneização do currículo impacta no sentido da profissão e como isso leva ao adoecimento. Eh, isso é importante dizer do ponto eh pra gente eh aprofundar esse debate. Eh, o que que eu penso, como nós progressistas, eh, nós não devem, vou dizer umas coisas muito básicas aqui, mas é que eu percebo isso também conversando com os docentes. Nós não devemos ter medo da tecnologia, né? Eu eu usei aqui uma uma uma me apropriei de dois conceitos do Humberto Eco, que é os tecnointegrados e os apocalípticos, né? Ele fazia essa discussão em relação às mídias. As pessoas criticavam Humberto Eco porque ele utilizava Tio Patinhas, McDonald's, cinema, a a indústria cultural no sentido de fazer uma discussão do que eles estavam propondo e tinha uma concepção mais progressiva, dizendo assim: "Isso tudo é lixo, isso adorno, a escola de Frankfurt". Entendeu? Então, é nesse sentido que eu tô dizendo, nós temos que nos apropriar da tecnologia, da tecnologia digital. E você falou uma coisa muito interessante, que tecnologia eh a digital é uma forma de tecnologia, eh porque se nós nós estamos numa encruzilhada, assim, se nós não fizermos esse debate, nós temos dois grandes problemas. Nós vamos ser tratorados pelos reformadores empresariais da educação que estão de olho no dinheiro do FUNDEB, tá certo? Porque isso tudo é negócio, plataforma é negócio, né? E de outro lado, se nós não fizermos esse debate, nós seremos coniventes com apartate neuronal. Nós temos que fazer esse debate e existem tanto ferramentas na BNCC, no Plano Nacional de Educação, como experiências no Brasil afora, no mundo de apropriação de tecnologia digital, que não seja plataformização, que não seja mercantilização. Nós temos que a gamificação é uma coisa muito interessante. os alunos do fundamental, eu não entendo nada de educação infantil, não posso dizer nada sobre isso, sobre se o uso de uma plataforma específica deização na educação infantil, eu não sei nada disso, mas no fundamental dois e médio, a gamificação é interessante. Quer dizer, você eh eh uma uma o a o aluno participar eh a a a aprender a tecnologia de forma crítica, inclusive tendo repertório para fazer uma crítica do digital. Isso é muito interessante. Eu tenho a impressão que se nós não fizermos isso, nós seremos simplesmente atropelados. e de outro lado o apartate neuronal, porque eh eh a tecnologia digital ela traz instrumentos para você construir uma aula diferente, uma aula inclusive que propicia a autonomia do aluno, toda essa literatura freire, Pag, vigotes, aula, aula invertida, uso de vídeo, apropriar-se dessas coisas de forma crítica, de forma não padronizada, em que o professor possa ser capacitado, formado eh na tecnologia digital para que ele possa dominar essas tecnologias e ele possa construir uma aula saborosa, prazerosa. Eu acho que isso é muito interessante e eu acho que e aí eh penso que o nosso debate como educadores, nós temos que partir do cerne pedagógico. O que que é a questão pedagógica? uma aula que realmente possibilite aprendizagem, possibilite competência e alegria nesse aprender, né? Eu acho que é a partir desse debate que a gente vai conseguir construir alternativas, né? Eu tô muito cansado, venho da rede estadual por 10 anos, faz 5 anos que a rede, hoje a escola, a escola estadual aqui é uma uma empresa privada de baixa categoria, porque ela plataformizou a plataformizou a tal maneira que nenhuma empresa privada, um executivo de uma empresa privada não reconheceria aquilo como uma empresa, mas como uma, um uma um falseamento, entendeu? Porque as empresas não utilizariam de forma tão primária, de forma tão de tanto assédio moral, de forma tão primária, de forma tão eh eh brutal o processo de plataformização, em que a lógica é você ter resultados a qualquer custo na educação. E a educação é um processo complexo e a gente tem que ter discutir resultados, discutir dados, sim, mas a partir da forma da da emancipação humana, eh, da da criticidade, enfim, né? Então, eu penso que a gente tem que se apropriar não só de fazer a crítica que tem que ser feita, mas a gente apresentar como progressistas, que somos educadores, freirianos, progressistas, apresentar eh caminhos e e esses caminhos existem. Aqui eu me lembro toda vez que eu leio eh a educação como prazo da liberdade do Freire no último capítulo em que ele usa lá em 61 eh slide, eu fico arrepiado todas as vezes disso. Imaginar o Paulo Freire usando uma tecnologia para alfabetizar, usando, não sei se alguém sabe o que que é slide aqui, né? Eu tenho mais de 50, sei dizer. Então você montar aquelas fotos, projetar e quando você vê lá no Freire como que o Freire é atual para essa discussão. Quer dizer, ele usa o slide na perspectiva emancipatória da alfabetização daquelas pessoas projetando o cotidiano delas para que elas possam no processo de decodificação, é entender a realidade, ser tecnicamente eficiente na palavra, mas também entender o mundo que acerca. Então, acho que o eh cada vez que eu leva e o caminho de apropriar da tecnologia de forma crítica, apresentando caminhos diferentes para esse processo eh que os reformadores empresários da educação têm apresentado pra gente, que é na verdade de mutação da escola, que é a expressão que o Laval utiliza, esse pescador francês, que eu concordo muito, nós estamos assistindo uma mutação da escola. A escola no estado de São Paulo e no Paraná hoje é uma máquina de produzir resultados que tá adoecendo os professores. Eu não gostaria de ver, eu ingressante que que estou na rede municipal, não gostaria de ver isso que eu vivenciei na rede estadual como um caminho a não ser seguido. tecnologia digital, sim, mas num processo emancipador que no coração do projeto estejam os alunos e os professores como sujeitos ativos disso, entendeu? Muito obrigado, Arnaldo. Professor Arnaldo, passo aqui a professora Letícia, por favor. Letícia, eu quero agradecer, né, já a oportunidade, espaço e, né, a frase do Paulo, as suas duas palavras desrespeito adoece. Isso tem acontecido eh muito na escola. Parece que até de uma forma parece soar de uma forma a para algumas pessoas abstrata, mas revela o que a gente vive no cotidiano, né, de concreto ali na escola. [roncando] E essa questão, né, que o Arnaldo coloca, não ter medo da tecnologia digital. Eu, o que eu tenho medo hoje, né, é de quais concepções políticas, né, que têm fundamentado a implantação de determinadas tecnologias digitais na escola. Me preocupa as parcerias, né, público-privadas. Eh, e até teve o comentário, né, sobre o projeto pedagógico da escola, de que forma, né, ele fica. Eh, eu sinto que é atravessado por concepções, muitas vezes concepções que não são a da escola. a gente se debruça, né, na elaboração de um projeto pedagógico, a gente se fundamenta, eh, tem é o trabalho da comunidade escolar, né, e isso vai ser atravessado. Outra questão, né, que o Arnaldo colocou, que é eh muitas vezes da forma como nós colocamos, é lido até como se nós fôssemos criar entraves ou barreiras, mas é realmente a gente quer apresentar caminhos. A gente quer sim participar, a gente quer isso que seja feito de forma a nos valorizar e também não nos sobrecarregar, né? Então, de que forma? Eu acho que isso é uma questão no plano municipal de educação, é de que forma então essa participação, né, docente da comunidade escolar, mas que não seja eh por sobrecarga também de trabalho, né? Então, considerando os nossos tempos, nossa jornada e que isso seja respeitado. E acho que é isso. Realmente esse, eu acho que enquanto esse desrespeito adoece, né, eu acho que esses espaços aqui, na verdade, nos fortalecem, né, e trazem eh um esperançar aí de que realmente não precisamos ter esse medo, essa preocupação de que que é isso na conversa com muitas docentes dessa realidade do estado, né, que é isso que aparece muito pra gente, é um medo de que quando chega ali, né, individualmente pensando só na nossa escola e depois na outra no Orlando Carpino, parece que e também me parece intencional às vezes ou não, [roncando] uma forma de ter essa desarticulação. Então, outras escolas não estão sabendo o que tá acontecendo na rede como um todo. E esses espaços é isso, nos fortalecem. E quero agradecer mais uma vez. Obrigada. Letícia, eu que te agradeço também. Eu acho que nós estamos realmente tentando aqui na nessa comissão de estudos. Eu gosto sempre de contar a história da das comissões de estudos, comissões especiais de estudos, né, CE aqui da Câmara. Quando a gente começou o mandato eh no ano passado, né, no início do ano passado, nós pouco, como é que a gente se ambienta aqui nesse espaço, né? como é que a gente se utiliza desse espaço, que a gente sabe que a Câmara ela não termina em si só, né? Ela não é um final em si, ela é um processo. A gente tá em luta por uma transformação da nossa sociedade, pela transformação da nossa cidade de Campinas. E esse aqui é um lugar privilegiado que tem que ser utilizado da melhor maneira possível. E esse é o compromisso que nós temos por em 4 anos de mandato. Mas o início justamente é um início difícil da gente opar. como é que essa coisa funciona, né? E a gente foi percebendo que as comissões especiais de estudos elas são instrumentos muito importantes. Primeiro porque elas são de iniciativa eh livre dos vereadores, mas elas, à medida que a gente conquista 1/3 do plenário, né, dos 33 vereadores como coautores, como assinantes do pedido da comissão, eh nós comprometemos toda a toda a Câmara nessa nessa ação, né? E quando é aprovada a comissão de estudos a partir dessas assinaturas, e não é as primeiras foram fáceis, viu Letícia, as primeiras comissões de estudo a gente conseguiu assim tranquilo, mas depois a gente já teve um pouquinho mais de dificuldade e discutir o tema da educação. Foi difícil a gente conseguir eh as 11 assinaturas. a gente ficou aí acho que quase três meses, né, batalhando para buscar essas assinaturas pra gente poder iniciar o nosso trabalho aqui, porque aí eh o presid numa determinada sessão é lida a a inauguração da comissão de estudos e os partidos políticos, né, nós a nossa comissão de estudos, ela tem cinco vereadores, eu presido como proponente e são quatro e e os partidos políticos da casa. se inscrevem para fazer parte da comissão de estudos, né? Felizmente é muito raro que a gente tenha eh para além do presidente outros vereadores participantes da comissão. Claro, cada um tem os seus afazeres, cada um também tem as suas agendas, mas eh isso dá a Câmara, isso dá à nossa comissão de estudos um papel importante institucional, né? E essa já é a quarta comissão de estudos do nosso mandato. A gente teve uma sobre as salas de cinema que deu um fruto muito importante já, né, que foi um projeto de lei que pensa um sistema eh municipal do audiovisual, fortalecendo a ideia das salas de cinema de rua e públicas, né? E no, na semana passada nós tivemos uma boa surpresa. Na verdade, a gente sempre fez um diálogo muito franco com a secretária de cultura, Alexandra Caprioli, né? E nós tivemos uma na semana passada a inauguração do cineatro Bento Quirino, ocupando uma uma um equipamento, foi comprado pela educação, né, e numa junção educação educação cultura, o que é ótimo, né? Talvez não seja aquele nosso cinema dos sonhos. A gente ainda vai batalhar. Estamos batalhando por uma sala, uma grande sala de cinema equipada que possa receber, né, os festivais internacionais. Campinas produz muito audiovisual, mas nós estamos batalhando por isso. E projeto Cinema Educação da Secretaria de Educação faz uma coisa muito bacana já há mais de 10 anos e fomentando o cinema como um elemento pedagógico, né, e comunitário. Então isso foi o resultado, tem sido o resultado dos trabalhos que a gente faz a partir da nossa comissão de estudos da questão do cinema, do audiovisual. Estamos finalizando a comissão de estudos sobre a as neurodivergências, então, pensando uma política integral para as neurodivergências, né, num debate também muito forte na saúde, na assistência, eh no na geração de trabalho e renda, mas também na educação, né? A as nossas escolas têm também essa dívida com as famílias atípicas, né, com as crianças adolescentes atípicos. E estamos finalizando o nosso trabalho nessa comissão que também já deu um projeto de lei pra gente facilitar a questão do eh digamos assim de uma de um acolhimento adequado e rápido a essas crianças e adolescentes e adultos também. Temos que pensar nos adultos que têm neurodivergências e a questão dos resíduos sólidos. Então essa foi a terceira comissão de estudos que também estamos finalizando, que é outro, né, tema fortíssimo na cidade, extremamente eh relevante. E a nossa quarta é a comissão, essa comissão de estudos aqui, né? Então aqui é um espaço em que a gente tem condições de se organizar. O nosso mandato ele ele eh eh pensa as comissões de estudos a partir dessa seriedade. Então, nós já estamos indo paraa sexta reunião agora no dia 29 de outubro. Nós dessa vez, né, quando a gente começou a pensar nessa comissão de estudos, comentei lá no gabinete, pessoal, nós temos que fazer reunião nas escolas. Nós já tivemos presentes em duas escolas e vamos estar presente presentes agora no Semeja, eh, Pierre Bonhome, com o tema Educação de Jovens e adultos e idosos, oferta e principais desafios na próxima sexta, na próxima no próximo dia 29, quinta-feira, 16:30, tá? Então, quero também chamar o pessoal, tanto o pessoal que tá nos assistindo como vocês que estão aqui presentes a também participar. Eh, mandar um abraço para todo mundo que participou lá no YouTube e agradecer muito, Arnaldo, a tua fala. Vamos ficar em conexão, né, presencial e digital. E você também, viu, Letícia? Obrigado pelas tuas palavras também, né? Eu acho que é isso, é a gente criar espaços, ocupar os espaços para esperançar. e pra gente trabalhar na transformação e na emancipação a partir da educação, especialmente aqui nessa comissão. Tá bom? Agradecer também ao Paulo Mariante, que tá aqui presente novamente, né? A todos que tiveram aqui, a Risa, que pôde participar também. É isso. Dou por encerrada a nossa sessão de de hoje, convidando paraa nossa sessão da semana que vem. encerrada, portanto, a quem Qua reunião da Comissão Especial de Estudos para avaliar, acompanhar e subsidiar a construção do Plano Municipal de Educação. Estou aqui com o presidente da comissão, vereador Wagner Romão. Presidente, boa tarde, seja muito bem-vindo. Primeiro eu quero que o senhor explique pra gente quais são hoje os principais desafios quando se diz respeito à implementação do ensino digital e da tecnologia na rede municipal de educação de Campinas, para além dos equipamentos tecnológicos. Olha, o Plano Nacional de Educação, ele nos coloca primeiro a questão da infraestrutura do digital, né? que a gente possa ter escolas que tenham acesso à internet, que garantam acesso à internet banda larga, com velocidade suficiente para que os os docentes, a comunidade escolar possa se apropriar dessa tecnologia do digital, eh, para para suas questões pedagógicas, paraas aulas, pros encontros com as crianças, adolescentes, o nosso público da educação. e num segundo aspecto, que a gente possa eh eh relacionar aquilo que a gente oferece nas escolas também, aquilo que a Base Nacional Curricular eh propõe em termos de educação digital, que tem a ver justamente com essa dimensão da da visão computacional, como é que a gente pensa, né, essa novidade, essa algo que não é tão novo assim, né? Eu mesmo mencionei na na nossa sessão e que a gente tá tratando aqui de elementos que estão relacionados à estatística, a matemática básica, um pouco a matemática avançada, a resolução de problemas. Então esse é um campo, um eixo. O outro eixo é do outro eixo é do mundo digital. Então a gente poder aproximar as crianças do conhecimento sobre como que nós estamos lidando com esse mundo novo que tá, né, quer dizer, que na verdade tá nascendo há algumas décadas. mas que tem se intensificado hoje. A cada ano a gente tem novos novos desafios. Por exemplo, a questão da inteligência artificial, como é que essa coisa funciona mesmo, né? Como é que a gente pode se apropriar disso sem que isso se aproprie de nós mesmos, né? Então, eh eh esse é um elemento muito importante. Mencionei a questão dos data centers. Eles estão modificando estruturas da cidade e é e eles são absolutamente conectados, fazem parte desse novo mundo digital. E a e a terceiro, terceiro elemento é a cultura digital. Como é que isso eh tá modificando o nosso próprio de ser a nossa própria sociedade, as nossas relações pessoais, as nossas relações sociais? Como é que isso impacta na economia? Como é que isso impacta na política? A gente tá tratando disso hoje, nesse momento eleitoral com muita força. Como é que nós vamos preparar as nossas crianças e adolescentes para esse mundo que tá aí batendo a nossa porta, né? Como é que a gente lida com as fake news que são que foram eh assim hiperdimensionadas nesse nesse mundo digital, né? Então, acho que são esses aspectos principais a ressaltar e falar também da questão da plataformização, que para nós no campo progressista que tá pensando a educação, a gente tem que ver isso com muito cuidado, muito, muito cuidado mesmo. Aquilo que a gente tem visto no governo do estado é muito ruim, porque isso interfere na própria liberdade de de aprender e na própria liberdade de ensinar. E então isso tá muito relacionado a uma mercantilização da educação dentro do setor público, o que é muito ruim. E a partir disso tudo que o senhor pontuou, quais serão as contribuições da comissão para a construção do plano municipal de educação quando se diz respeito à implementação da tecnologia? Olha, eu penso que agora nós temos uma tarefa que é primeiro eh verificar os dados sobre como é que eh essa infraestrutura tá funcionando nas escolas, né? eh ir atrás desses dados, fazer visitas em loco, dialogar com as crianças, com os adolescentes, com os profissionais da educação. Em segundo lugar, é um pouco pensar como é que esses três elementos que eu tava apontando aqui, a questão do pensamento computacional da do mundo digital e da cultura digital que tão que tão estabelecidas pela base nacional curricular, como é que isso tá entrando no projeto no nos projetos eh político-pedagógicos das escolas, né? Ou seja, como é que isso se torna algo que realmente é lev eh eh comunidade escolar se apropria dessas pautas e trabalha isso pedagogicamente. Eu penso que esse já é um um algo que a gente tira aqui dessa nossa reunião. E claro, e como é que a gente pode lidar com processos que estão aparecendo, mas que de repente não estão sendo, é, dialogados suficientemente com as escolas, né, como essa plataforma eh educa mais, educa 10 prime, né? Então, isso é algo que a professora eh colocou aqui e que eu acho que é um ponto muito importante a gente eh mencionar e ter cuidado com isso, certo? Então, vereador, muito obrigado e obrigado pela disponibilidade de conversar com a gente. Obrigado. Sempre à disposição. Obrigado. Confirmando então encerrada a quinta reunião da Comissão Especial de Estudos para avaliar, acompanhar e subsidiar a construção do plano municipal de educação do município de Campinas. Nós vamos interromper a nossa transmissão ao vivo, mas você continua com toda a programação da TV Câmara Campinas. Agradeço a sua audiência. TV Câmara, Campinas. Quais são os tipos de vitiligo? Bom, nós temos, na verdade, o segmentar ou unilateral, mais como às vezes acontecer em crianças.
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