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Se isso acontecer, de fato, é um desmaio. Você deve colocá-la em posição lateral de segurança. Agora, se ela não responder aos seus chamados, você não classifica mais ela como desmaiada ou desacordada. você classifica ela como inconsciente. [música] E aí é fundamental que você ligue para o número nacional de emergências médicas 192 e diga [música] que a vítima está inconsciente. É fundamental também que para todos esses casos você oriente a pessoa [música] que atendeu o seu telefone 192 operador que você precisa de [música] um desfibrilador. O desfibrilador é o aparelho de choque. Claro que isso pode ser exagerado nesse momento, mas caso ela realmente esteja inconsciente, [música] esse equipamento poderá ser necessário. E é importante que dê essa informação para a equipe de saúde. A seguir, TV Câmara ao vivo. [música] TV Câmara, Campinas. Senhoras e senhores, boa noite. Iniciamos nesse instante a 28ª reunião solene de 2026 da Câmara Municipal de Campinas para homenagear com entrega de diploma de mérito do audiovisual Irmãs Richerm dais Peixoto Fonseca por proposição do vereador Dr. Ianco. Convidamos para compor a mesa e para presidir esta reunião solene o autor das honrarias, vereador Dr. Ianco. Convidamos também o diretor de cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, representando nesse ato o prefeito de Campinas, Dário Saad, Douglas Menezes. Convidamos também o coordenador geral da Câmara Temática do Audiovisual de Campinas, Diego Ruiz de Aquino. No. Convidamos os seus componentes e demais presentes a receberem a nossa homenageada desta noite. Por favor, recebam Daí Peixoto Fonseca. o meu tem alguma coisa com Nós convidamos os componentes da mesa a tomarem assento. Com a palavra o vereador Doranco para declarar aberta esta reunião solene. Boa noite a todos. Boa noite a todas. É sempre um prazer estar aqui nesta casa de leis. Boa noite a todos os presentes, todos vocês que nos assistem pela TV Câmara, pelas redes sociais, streams, enfim, vocês que nos acompanham remotamente. Eh, declaro aberta a presente reunião solene da Câmara Municipal de Campinas para a entrega do diploma de mérito do áudiovisual. Irmãs Ritierme Adaí Peixoto Fonseca. Agora todos estão convidados a cantar em posição de respeito o hino nacional brasileiro letra Joaquim Osório Duque Estrada e música Francisco Manuel da Silva e do Hino da cidade de Campinas, Letra Carlos Ferreira e música Antônio Carlos Gomes. Miss [música] Ouviram do Ipirangas mais báscidas [música][canto] de um povo herói com brado retumbante e o sol da liberdade raios rúgidos [música] brilhou no céu da pátria nesse instante. E o Senhor dessa igualdade conseguimos conquistar com braço forte em teu seio. Ó liberdade, [música] desafio o nosso feito à própria morte. Ó pátria bate [música] toda a graça salve salve. Brasil com sono [música] um raio vímido de amor e de esperança. A terra [música] desce sem que o formoso céu resone límpido. A imagem [música] do Cruzeiro resplandece. Gigante pela própria natureza. És velhas forte [música] dovoloso e o teu futuro espelho a grandeza terra dourada entre outras vilas do Brasil. Pátria amada dos filhos [música] exas mãe gentil pátria amada Brasil. [música] [música] [música] [música] Deitado eternamente [canto] esplêndido ao som do mar e a luz do céu profundo. Fuguras ao [música] Brasil florão da Américain [canto] do novo mundo. [música] Do que a terra mais garrida. Teus bisonhos e dos campos [música] tem mais flores. Nossos bosques tem mais vida. Nossa vida no teu seio mais amores. [música] Ó pá, salve salve Brasil de amor eterno seja [música] símbolo. O lavar os estrelado e [música][canto] digam vende louro desta fómula faz no futuro e glória [música][canto] no passado. Sergues da justiça, clava forte. Verás que o filho teu não [música] foge a luta nem que te adora a própria morte, terra dourada, entre outras vilas do [música] Brasil pátria amada dos filhos de somas mãe amada Brasil. [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] Pro [música] Seja nossa divina. Promessa, [música] promessa [música] nossa por indústrias [música] enorme conois aos [música] Ages air proto, protam [música] o povo que sabe os lros da glória. e com alma de luces 70 [música] a luz do trabalho vai colher contra o corpo que sabe os dobros da glória da glória todos [música] todos sabos todos os glóri ao povo Agora [música] pra, pra, seja nossa conquista progresso. [música] Convidamos os presentes a tomarem assento. Relacionamos as seguintes presenças de autoridades que se anunciaram a este cerimonial. Rodrigos Dias Dias, vice-presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas, o Dr. Luís Carlos Ribeiro Borges, diretor do Centro de Ciências Letras e Artes. O Dr. Agostinho Tofol Tavolaro, diretor adjunto da Academia Campinense de Letras. e o Sr. José Eduardo Gagliar de Florence, representando a família Florense, e o Get Galo, colunista do jornal Correio da Manhã. Com a palavra o vereador Dr. para homenagem da Câmara Municipal de Campinas à agraciada desta noite. Olá, mais uma vez boa noite a todos. Boa noite a todas. Que honra, né? Que momento ilustre, momento importante paraa nossa cidade. Antes de começar a minha fala, que prometo que será breve, gostaria de cumprimentar novamente aqui o Guet Galo pela sua presença, colunista, representando o jornal Correio da Manhã. Gostaria aqui também de cumprimentar José Eduardo Gale Florense, representando a família Florence. Dr. Augustinho Tofoli Tavolaro, diretor adjunto da Academia Campinense de Letras. Seja bem-vindo, Dr. Luiz Carlos Ribeiro Borges, diretor do Centro de Ciências, Letras e Artes. Rodrigos Dias, Rodrigo Dias Dias, vice-presidente do Conselho Municipal de Política Cultural de Campinas, Diego Ruiz de Aquino, coordenador geral da Câmara Técnica. da Câmara Temática do audiovisual de Campinas. Diego, obrigado mais uma vez pela sua presença. Douglas Menezes, representando o nosso amado prefeito Dário Saad, a nossa secretária Alexandre Caprioli. Obrigado mais uma vez pela presença, Douglas. E finalizando aqui os cumprimentos a nossa amada Daí, né, Daí? Que bom que você tá aqui hoje, com muita saúde ainda, que esses próximos 50 anos da sua vida sejam cada vez mais intensos, viu, minha amada? Bom, antes de começar essa história brilhante da nossa querida homenageada, eu quero destacar que é uma honra muito grande, né, para mim ter sido o autor da criação desse diploma. Então, o diploma hoje das irmãs Ritierme foi proposto, foi de uma propositura nossa aqui no nosso mandato. Eu sou realmente um defensor. Eu acredito na cultura. Eu acho que a cultura é é algo que, né, é um símbolo, não só pro nosso país, que é formador de tanta gente importante no mundo inteiro, né? A arte no Brasil é brilhante. Nós temos aqui o hino da cidade de Campinas, que é maravilhoso, né, de um campineiro. Então, assim, realmente, eh, nós temos muito a contribuir, trazendo incentivo e fomento à cultura. Então, eu sou um defensor, sim, a criação desse diploma que representa um importante reconhecimento ao papel transformador, né, dessa cultura e da produção audiovisual para o desenvolvimento social, econômico, enfim, e artísticos, não só de Campinas, mas para todo o Brasil. Agradeço também a todos os meus colegas vereadores que apoiaram e obviamente, né, esse esse essa honraria só foi criada com o apoio, com o voto dos meus colegas vereadores, né, que aceitaram essa nossa condução aqui para criação desse prêmio. É importante destacar também que o nome das irmãs Ritierm dado ao diploma foi uma sugestão, né, da Câmara Técnica Audiovisual, a Câmara Temática do Audiovisual aqui de Campinas como forma de reconhecer a contribuição dessas pioneiras campineiras, né? É importante que a gente fale que são campineiras as irmãs eierme e também de todas as mulheres, a exemplo, né, da dona Daí, da senhora Daí, de todas as mulheres poderosas que fazem parte da nossa rica história do audiovisual e de todas as áreas aqui de Campinas. Então, num primeiro momento, havia a possibilidade de darmos o nome, né, de um de um ícone aqui também da nossa cidade, que até leva o nome da cidade, né, da da amostra, desculpa, da amostra Milar Alves. Mas aí conversando com com, né, os a propositura da Câmara eh técnica audiovisual, temática e audiovisual, eles falaram: "Por que não dar o nome de um, né, de de duas irmãs que foram brilhantes aqui paraa nossa cidade?" E obviamente que aceitei prontamente, fizemos uma substituição, tivemos um pouquinho de trabalho, né, Ern para fazer essa substituição, mas mais do que merecedora. Então, é uma honra realmente elas, né, eh, darem o nome a essa honraria. Então agora vamos propriamente à nossa homenageada, a senhora Daí, que realmente, né, tem uma história vasta, falaríamos aqui muito tempo sobre ela, mas a gente pincelou algumas um pouquinho dessa dessa trajetória para pr nós falarmos aqui. Bom, nascida em Miguelópolis, no interior do estado de São Paulo, da Pexut Fonseca, reside em Campinas desde adolescência, onde terminou seus estudos e exerce suas atividades culturais. É formada em filosofia e pedagogia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. A escolha do seu nome para ser homenageada pela Câmara Municipal de Campinas também partiu de uma indicação da Câmara Temática do Audiovisual em reconhecimento à sua contribuição transformadora e multifacetada para o cinema e o audiovisual de Campinas. Sua trajetória atravessa a criação cinematográfica, o ativismo cultural, a pesquisa histórica e a gestão institucional. E é precisamente essa junção de papéis que torna sua história tão emblemática paraa memória audiovisual de Campinas. Desde os anos de 1960, Daí Peixoto foi protagonista do movimento cineclubista local. Ela foi uma das fundadoras do Cine Clube Universitário de Campinas, que surgiu dentro da PUC e dirigiu o curtametragem Impedreiro de 1966, parte essencial de um trio de obras que marcaram a produção cinematográfica da época. E o curtametragem Um Pedreiro será exibido hoje aqui no final desta sessão. Como gestora, Daí desempenhou um papel fundamental na criação e consolidização do Museu da Imagem e do Som de Campinas, o Miss. Durante sua direção, entre 1979 e 1987, Daí contribuiu para transformar o Miss Campinas, museu, né? O miss, não o Miss Campinas da das Mises, né? O Miss do Museu da, né, da imagem e do som, eh, contribuiu para transformar o Miss Campinas em um lugar vibrante de exibições, debates, ensino e acúmulo de acervo audiovisual, sempre com compromisso público e comunitário. Na esfera da pesquisa cultural, Daí também se destaca. Ela pesquisou a fundo a vida e obra de fotógrafos locais, como Vittor Figert, não sei se eu pronunciei certo, mas acredito que sim, publicou um livro que resgata a importância desse artista para a história de Campinas. Essa dimensão acadêmica da sua atuação reforça o seu compromisso com o legado cultural, não apenas como produtora, mas como historiadora da cultura visual da nossa cidade. Sua importância é constantemente celebrada pela comunidade audiovisual local, especialmente na semana a Milar Alves, né, que nós temos aqui, né, os dias que vão, né, apresentar aqui na Amostra Milar Alves. Então, sua importância é constantemente celebrada pela comunidade audiovisual local, especialmente na semana Milar Alves, organizada com dedicação e inspiração pela CTAV. desde 2018 aqui em Campinas, inclusive esta sessão solene que marca a primeira entrega do diploma de mérito do audiovisual Irmãs Riterme pela Câmara Municipal de Campinas. Então, gente, a primeira primeira honraria, né, das irmãs Riterme vai pra nossa amada Daí, ou seja, é a honra de, né, de ser, né, a recebedora desse dessa primeira honraria com esse nome tão emblemático aqui paraa nossa cidade. Então hoje, né, a Câmara Municipal de Campinas está abrindo essa programação da nona mostra Milar Alves, que acontece até o próximo domingo no Miss Campinas, Museu da Imagem do Som de Campinas. Bom, finalizando a minha fala aqui na tribuna, essa homenagem a Daí reforça não só sua relevância histórica, mas também sua presença viva no circuito cultural contemporâneo. Ao conceder esse prêmio a Daí Peixoto Fonseca, reconhecemos não apenas sua voz criativa como cineasta, mas também o seu compromisso com a memória, a educação e a participação comunitária. Taí construiu pontes entre passado, presente, conectando gerações por meio da arte e da e da preservação. Sua vida e seu trabalho são um testemunho poderoso de que o cinema pode ser ferramenta de resistência, memória e identidade. Parabéns, Daí, por este merecido diploma, minha amada. Muito bom. E eu acredito firmemente de que não só o cinema, mas a cultura de forma geral é uma ferramenta sim de resistência, memória, identidade. Ela caracteriza um país, uma cultura, uma cidade, uma região. E todos que estão aqui, obviamente, né, são pessoas que acreditam na cultura e no potencial da cultura. Mais uma vez repetindo o que foi falado no início desse discurso como ferramenta de inclusão, de fomento na economia. Então, eh, às vezes me causa tristeza, né, o combate, por vezes à cultura, porque é mais importante incentivar e fomentar para que a gente consiga contemplar mais pessoas e trazer cada vez um ambiente mais pacífico e de melhor condição a todos aqueles que continuam a acreditar na cultura. Muito obrigado mais uma vez a todos. E neste momento teremos a entrega do diploma de mérito do audiovisual Irmãs Richerm Adaís Peixoto Fonseca. A homenageada recebe a honraria por sua contribuição ao campo do audiovisual. [música] [música] [música] [música] E agora nós convidamos a tribuna para seu discurso de agradecimento da Peixoto Fonseca. agradecer quiser. A senhora manda, a senhora que manda na gente. A gente só vai obedecer. Só isso. H, boa noite a todos. Agradeço a presença de todos aqui nessa homenagem que para mim foi assim uma grande surpresa. Tudo que eu fiz na vida, eu não pens nunca pensei em uma retribuição que for que eh que fosse nesse nível, né? Felizmente a as coisas aconteceram comigo aqui, né? [risadas] [suspirando] Eh, a respeito do cinema. que é naturalmente que foi a a chave para essa homenagem. Na verdade, eu atuo atuo no cinema desde 1964. Eh, eu comecei fazendo, estudando o cinema no Centro de Ciências Letras e Artes em 1962. E lá eu conheci o professor com quem eu namorei e me casei, o Rolf de Luna Fonseca, que hoje não pôde estar aqui por questão de saúde. Ah, mas em 64 eu comecei a fazer crítica de cinema no Diário do Povo por convite do diretor de redação e e aí continuei no cinema eh em 65 com a criação do cine clube universitário, não é Borges. Borgesve, porque em 64 nós estávamos em plena ditadura militar. Ah, a nossa semana de estudos de em filosofia se dava por eh a estética aplicada ao cinema, já que a gente não podia fazer um enfoque mais social, mais político e tudo mais. Então, eh, nessa semana de estética aplicada ao cinema, o Borges levantou uma ideia de cine clube, né, Borges, e ficou pro ano seguinte. Então, em 64 eu me formei em filosofia, em 65 o Bor já estava lá na faculdade de direito. Então, vamos formar o cineclube? Fomos, né? Então, claro que eu eu redigi a ata de fundação do CINEC Clube eh na mesa onde estava uma estudante da família Amel Alves, né? Então, eh eh é uma história longa, né? Essa do cinema revigorado, né? Através do cine e tal. E e foi em 66 que então a gente que resolveu criar um curtametragem. Eh, foi uma coisa também inesperada, porque nós éramos o quê? Estudantes, né? Nós éramos estudantes e, mas como o cine clube já estava funcionando, nós tínhamos a as chamadas semanas de filmes no Cine Brasília, que vocês do dias de hoje não tem ideia do que do que isso era, né? Campinas tinha uns oito cinemas no centro da cidade e o Cine Brasília era um dos melhores e o Cine Brasília encampou o nosso trabalho para semanas de cinema de arte e foi aí que nós então ganhamos um dinheirinho porque a gente e aí podemos fazer o o curtametragem porque tinha realizado uma semana e recebemos um convite da do da do jornal do Brasil Mesbler, que em conjunto do Rio de Janeiro eles faziam esse festival, estavam fazendo esse festival de curtametragem no âmbito nacional e nós conseguimos encaixar o pedreiro entre os 10 melhores de São Paulo e então ele poôde ir para o Rio de Janeiro concorrer com todos os outros estados e o pedreiro não recebeu lá. Mas depois num outro concurso, num outro festival, o o pedreiro foi aprovado como o melhor filme do do festival em São Paulo, promovido pelo Fotos Cine Clube Bandeirante. E aí em decorrência disso, ele passou a receber o prêmio governador do estado no ano seguinte, que era o melhor prêmio que um artista podia esperar. o governador do estado. Então, diante disso, eu dou a base para vocês terem eh como é que tudo isso começou com estudantes, né, como estudantes e e nós conseguimos renovar a ideia de se fazer cinema em Campinas, porque Campinas teve o ciclo dos anos 20, né, o ciclo dos anos 50. Aí nós que criamos a base para o o ciclo dos anos 60, né? E depois surgiu o ciclo super oito, ciclo do cinema animado. E aí eh expandiu expandiu eh para outros campos. Mas eu tô muito feliz de estar aqui com todos vocês, me prestigiando e e podendo eh falar de dessa possibilidade da que a gente teve e essa coragem, né? Quanto ao pedreiro, o Borges foi o roteirista do filme e disse assim: "Ele era o presidente do cine clube, foi o primeiro presidente do cine clube". Então o Borges disse assim para mim: "Eu faço roteiro e você dirige". E eu eu O que que eu sabia de cinema? De da técnica, né? Da filmagem. Eu não, não. Eu o que eu sabia era da linguagem que eu tinha estudado um pouco de cinema, eu fazia crítica de cinema e coisa e tal, mas de lidar com a o fazer cinema eh eh foi difícil, mas eu enfrentei, né? O Borges deu toda o roteiro. Ele foi um roteiro muito inspirado, porque era um pedreiro que veio de Minas eh tentar a sorte em Campinas, né? E ele tava construindo um participando da construção de um prédio aqui em Campinas. E aí então a o Morges fez os contatos com a o engenheiro que autorizou a filmagem no prédio e fizemos os contatos com o pedreiro, com a família do pedreiro. E hoje eu sou amiga no Facebook da menininha que aparece no filme, a Marlene Lorete, e de um dos meninos. Eles são meus amigos no Facebook e eu inclusive eu os convidei e eu falei: "Eu gostaria que vocês fossem, né, porque eh fazem parte dessa história, né? Mas foi interessante e essa vivência do cinema em Campinas. E deixe-me ver mais alguma coisa que eu gostaria de colocar. Eh, ah, o Cine Clube ainda realizou o filme do Baorges, O artista, que foi muito interessante e que inclusive já foi feita uma uma filmagem inspirada no seu filme, né, Borges? E e naquele tempo foi eh eh foi eh são foram amigos que interpretaram, né? E e foi eh eu acho assim que é uma pena que a gente não pudesse. Eu acho que futuramente o CCL precisava fazer um ciclo dos filmes da Cine Clube, porque das saudades, né, na naquele pessoal inclusive, né, eh, da Joari Grimald, que fez a moça da do artista, né? Bom, eh, enfim, eu fui professora de cinema também no colégio de Progresso, eh, nos anos de, eh, de 70, comecinho de 70, acho que 70 e 71 eu fui professora de cinema no colégio Progresso, eh, para o ginásio e o colégio, eh, o colégio Progresso, ainda eh não tinha dividido eh a escola, né? Ainda era tudo tudo ali na Júlio de Mesquita. É outra coisa que também eh eu eu falei eh e nessa nessas aulas do colégio Progresso, a revista Veja fez uma matéria eh de minha aula. Ela trouxe a jornalista, o fotógrafo e filmaram uma aula inteira. e saiu assim na revista Veja e com quem foi a jornalista foi a Ana Lúcia das Concelos que era de Campinas, mas naquele naquela ocasião ela estava na Veja. E outra coisa que nesse período eu trouxe Maurício Capovila para dar uma aula pros meus alunos do Colégio Progresso. O Maurício Capovila era nascido em Valinhos, mas viveu muito tempo em Campinas e foi um grande cineasta de São Paulo. Eh, agora, uma outra coisa é a filmagem do Super Oito. Eu também comprei a minha Super Oito e fiz muita coisa, muita filmagem Super Oito. Eh, eu filmei muito, ah, eu acho que vocês vão lembrar da do jardim que foi destruído ante hoje. É a a estação de de ônibus ali, né, do viaduto Miguel Vicente Curi. Eu filmei muito meus filhos naquele jardim. Eu eh eu gostava muito, o jardim era muito bonito, né? E foi uma pena ter sido destruído. Eh, eu filmei também umas cenas com Tomás Perina, aquele artista plástico que era que foi famoso e um dos criadores do grupo Vanguarda de Campinas, que eu inclusive documentei, foi a minha primeira e pesquisa cultural no MIS em 1981. Eu eu documentei o grupo Vanguarda e Operina ficou assim eh na na amizade com com a com o Miss e aí eu eh tentei fazer um filme com ele em Super Oito e essas essas filmagens de Super Oito foram aproveitadas por uma [roncando] um filme eh que foi exibido na CPFL da num filme chamado assim que era o mínimo para falar ou porque ele não gostava de discutir artes, sabe? Ele gostava de trabalhar em artes, né? Então é minhas imagens estão lá na nesse filme eh sobre o perina. O que mais que eu gostaria de falar? H, no no no CCLA, eu fiz muita muitas oficinas de cinema no meu tempo de diretora, de presidente do eu fui a primeira presidente mulher do Centro de Ciências, Letras e Artes. Então, e disso eu eu me orgulho até hoje o Alides Costa, que é presidente me telefonou que não podia virges. Eh, mas ele me deu os parabéns e tal. Eh, enfim, eu tenho um grande amor pelo Centro de Ciências. Para mim, eu considero o Centro de Ciências como minha casa, uma casa paterna no sentido cultural, porque foi lá que eu comecei tudo, né? Subindo aquela escada e tudo mais. E e agora eu aqui na semana Milar Alves, na nona semana Milar Alves, recebendo essa e essa honraria, né? Que coisa incrível. Eu não tava pensando nisso e acabo também de de de receber pela Câmara. Quer dizer, não não peguei ainda meu a minha eh meu eh meu documento, mas eu vou ser eu tô sendo considerada cidadã campineira. Eu nasci em Miguelópolis, nasci na roça, mudei paraa cidade com 8 anos de idade. Então eu sou uma pessoa assim muito simples, de família, eh, que é muito simples e mas que gosta muito de trabalhar e honra aquilo que faz, né? Então eu escrevi o livro Landina, Os fios da memória. E o filme Landina é sobre a minha avó, a casa paterna, a casa da minha avó, casa minha da avó materna, né? Então a Landina eh me representa nessa história familiar, né? Eu eh ela já é falecida, ela faleceu em 80. E depois da roça da nossa fazenda, que tinha vários proprietá, vários irmãos proprietários, foi vendida em 1954. Então a minha avó Landina veio morar com a mamãe, comigo, com com meus irmãos, né? Um dos meus irmãos tá aqui, né? ali, meu irmão mais velho que eu. Mas então, eh, é, para mim, hoje é um dia assim muito alegre, muito especial e e claro que a família também tá sentindo que eh vale a pena, valeu a pena, né, sair da roça, estudar, né, e enfrentar o outro mundo, né, que não que seja mal trabalhar na roça, que viver na roça, né, mas Eh, eh, a gente conseguiu e abraçar um outro mundo e eu estou aqui por isso, né? Muito obrigada a vereador, digno vereador Ianco e todos do da da Milar Alves, né, da [roncando] eh e aí nós estamos eh empatados empatados. A Milar Alves tá entrou na corrente do cinema, né, também muito obrigada por todos, tá? Muito obrigada. E acho que é o que eu gostaria de falar. Muito obrigada. Opa, tá dando. Muito obrigada. Muito obrigada. Agora nós convidamos a tribuna para suas homenagens Diego Ruiz de Aquino. Obrigado. Tá bom. Aguarda um pouquinho. Boa noite a todos os presentes. Obrigado por terem vindo nessa noite tão importante para todos nós. Agradecer muito a Daí Peixoto Fonseca. Eh, não só por hoje Daí, mas por tudo, por tudo, né, que já foi colocado aqui. Agradecer ao vereador também, muito obrigado ao diretor de cultura. Eh, eu recebi aqui a a missão de contar um pouquinho para vocês porque este essa honraria se chama Irmãs Richerme, né? Cadê a Carina aqui? Ela até me perguntou, a mestre de cerimônia me perguntou: "Mas é richerme ou riquerme?" E a minha resposta foi: "Não temos a menor ideia, né? Não sabemos porque é disso que se trata". Eh, infelizmente muito da memória não chega até a gente. Então, o que a gente tenta um pouco com essa honraria é trazer essa memória de volta. Eh, nós estamos na nona mostra ou semana alvos. Realmente aí é uma uma confusão quase proposital. a cada ano, dependendo da dos recursos que a gente tem, a gente, né, às vezes a gente consegue fazer uma semana e neste ano a gente não tem recurso nenhum para fazer, um evento completamente independente. Então, nós estamos fazendo uma amostra de filmes e mas é o nono ano consecutivo que essa amostra é organizada por profissionais e apaixonados pelo cinema aqui em Campinas, que de maneira totalmente militante e voluntária eh se organizam não só para esta amra, mas para outras ações aí em prol dos melhores interesses do setor audiovisual da cidade. Bom, eh nós temos aqui, né, esse ano aqui um um mote que é o mote que tá nesse cartaz aqui. Ainda estamos aqui, né? Estamos aqui. A gente não sabe por quanto tempo, mas o fato é que como toda a memória, ela está aí pronta a sumir, né? E para uma memória não desaparecer, o que a gente precisa fazer é compartilhar essa memória com outras pessoas. E é também o que a gente tenta aqui trazendo nessa história da daí a público. E a gente conta que vocês também possam replicar essas histórias que vocês vão ouvir por aí, por favor. Muito bem. Deixa eu ver se eu me entendo aqui. Ah, muito bem. Cinema. Estamos aqui para falar de cinema. Eu acredito que todos que estão aqui têm algum interesse, algum gosto, ou quem sabe até uma paixão pelo cinema. A Daí já trouxe aqui um pouquinho da paixão dela e do envolvimento dela pelo cinema, mas eh a gente precisa falar que essa cidade em que nós estamos, né, se apaixonou pelo cinema muito cedo. O cinematógrafo, né, que é o que dá origem aí, o que a gente entende por cinema, foi inventado em 1895, 2 anos depois, em 97, já tinha um cinematógrafo aqui na cidade de Campinas, no Teatro São Carlos, que vocês podem ver nesse postal ali, ele está ali. Lindo teatro São Carlos. Aqui nós temos a fachada do Teatro São Carlos, aqui o interior do Teatro São Carlos e esse cinematógrafo chegou lá, despertou interesse imediato na população. Infelizmente esse é um dos dois teatros que nós derrubamos, né? Eh, não só o jardim ali com o paisagismo do Burlemax foi eh destruído, né, daí, mas infelizmente tivemos dois teatros derrubados nessa cidade. E logo, apesar de ser ali uma coisa de espetáculos, né, eh naquele momento, Campinas começa a se interessar não só por ver cinema, então começam a pipocar salas de cinema por todos os lugares na cidade e e esse assistir cinema, como a Daí bem sabe, né, o Cineclube levou a isso também. O cineclube era a gente ver cinema em conjunto, mas isso também motivou pessoas ali a o desejo de fazer cinema, fazer cinema, a ponto de que Campinas em algum momento foi considerada aí a Hollywood brasileira, né? Evidentemente, espero que vocês todos percebam que isso aqui é uma obra do chat GPT. Na época os jornais nem tinham foto, não tinham foto, eles não eram desse jeito. Mas esse termo Hollywood brasileira realmente aparecia, né? Na época Hollywood nem se chamava Hollywood, se chamava Los Angeles. Então era a Los Angeles brasileira, mas isso deu nome ao livro do professor Carlos Roberto de Souza, uma Hollywood brasileira, que é a nossa principal fonte de pesquisa sobre o cinema da cidade, né? A gente precisa eh vislumbrar Campinas daquela época, né? Hoje a gente olha pra nossa cidade, né? uma metrópole gigantesca. E a gente não consegue imaginar que ali no finalzinho do século XIX, início do século XX, Campinas ainda estava se recuperando, né, de terríveis pandemias eh de febre amarela. E a cidade que tinha tudo para ser, inclusive, alguns achavam que ela poderia ser a capital do estado, né? Era a cidade que tinha a maior população do estado ali no final do século XIX. Ela encolhe, sai de 35.000 habitantes para 3.000 habitantes, dizem os números, né? Nem todas as pessoas morreram, muitas fugiram com medo. Então, Campinas estava ali, entra no século XX tentando se reinventar, né, com um novo ímpeto de modernidade. E nada mais moderno na época do que o cinema, né? O cinema era aquilo que enchia os olhos das pessoas. Então, a gente tem ali eh um grupo de jovens que resolvem então fazer cinema na época. E o primeiro filme que foi feito naquele momento foi João da Mata em 1923. Esse filme, na verdade, era foi uma peça de teatro adaptada eh de um dramaturgo muito importante. Esse é o João da Mata. Esse são fragmentos do filme. O filme, infelizmente, foi perdido. A gente só tem aí alguns fragmentos. e foi dirigido pelo Aminar Alves, que dá nome aqui. Então, para quem não sabia, dá nome aqui a nossa amra, nossa semana, porque foi o diretor deste primeiro filme, que foi um dos primeiros filmes aí que a cidade e até durante muito tempo foi considerado um dos primeiros do país, né, João da Mata. Eh, Aminar Alves aí já é uma que uma inferência minha, possivelmente ele foi procurado por Felipe Hit e por Tomás de Túlio, dois filhos de imigrantes italianos. que tinham se estabelecido na cidade. E eles eram os loucos por cinema, né? Eles queriam fazer cinema, mas eles precisavam ali de alguma maneira de uma validação social, não é? E o Amilar, por ser um funcionário público, né? Nessa época os funcionários públicos ainda eram muito mais respeitados. Eh, ele ele trouxe isso para essas para esses garotos, né? Além disso, ele trouxe, evidentemente, também contatos com patrocinadores que permitiram que eles fizessem um filme. Afinal de contas, o cinema sempre foi algo caro de se fazer. Muito bem. Mas isso só Homilavos não bastava para fazer um cinema, fazer um filme que fosse tivesse apelo com o público. Eles precisavam também de caras para botar na tela, né? E para que fosse um filme respeitado pelas famílias, fosse um filme familiar, eles precisavam, inclusive que o filme tivesse presenças femininas. E aí que entra a primeira das nossas personagens, a primeira das nossas irmãs, que é a Carlota Riterme. Na época acabado de tinha acabado de se formar no magistério, pronta para ser uma professora, né, uma mulher ali, uma boa moça, né, com todas as aspas possíveis. E depois de muito, muita insistência, ela aceita fazer o papel em João da Mata da noiva do protagonista do filme. Essa é a Carlota Riterme. Olhar um pouquinho para ela. Eh, ela era filha de um maquinista aqui da estação de trem de Campinas, uma família relativamente humilde, trabalhadora e que enfrentou ali, né, vários estigmas para estar nesse filme, porque o papel possivelmente já tinha sido oferecido para muitas outras que não tinham topado, né? E ela vai, mas ela não vai sozinha, até porque ela não poderia ir sozinha, né? Então, em todas as filmagens, ela está acompanhada pela mãe e pela irmã Vicentina. que é a outra irmã Richerme, que dá nome aqui a nossa homenagem. Bom, eh, essa é a Carlota como Laurinda no filme João da Mata. Então, o que a gente pode entender já desse início dessa história, né, que há 100 anos atrás para uma mulher ser respeitada, né, no seu ambiente profissional, ela tinha que ter de alguma forma uma uma validação, né, um atestado de pureza ali. A mãe tinha que estar junto, né, a irmã mais mais nova tinha que estar junto para garantir que ela não ia de alguma maneira ali no meio de outros homens eh sofrer alguma coisa ou colocar a reputação da família em cheque, né? Não sei se a gente mudou tanto assim, né? A gente vê aí vários casos recentes, eh, em como a mulher ela não tem esse espaço garantido de segurança, né? E isso realmente a gente não conseguiu ainda transformar. Eh, então em 23 foi feito João da Mata, mas esse ano estava aqui, vou usar o termo aqui, bombando o cinema na cidade, porque chega aqui um outro sujeito que é este cara aqui, Carrigan, um diretor estrangeiro que vem atraído pelas manchetes de que cinema, né, de Campinas era Hollywood, campineira. Egan chega aqui e resolve fazer um grande filme, ao contrário de João da Mata, que era uma produção pequena, sobre um trabalhador caipira que enfrenta o seu patrão, inclusive mata esse patrão. Eh, Cargan não, ele vem e fala assim: "Não, vamos fazer um filme gigante, comercial". E ele procura então essas pessoas que já estavam fazendo cinema na cidade para fazer um filme que levou o péssimo nome de Sofrer para gozar. Mas é importante dizer que Carrigan não é quem ele dizia ser. Ele era um grande picareta, na verdade. Ele não era estadunidense, ele não era diretor de cinema, mas ele enganou uma cidade inteira. Isso é uma outra história que foi para outro dia. E eles fizeram Sofrer para Gozar, esse nome maravilhoso, só que não. E neste filme ele então traz para esse, né, como apelo comercial algo que gera uma tendência na época, que eram as estrelas do cinema. Então, os cinemas da época, né, tinham estampado aqueles grandes pôsteres com as estrelas do cinema de Hollywood. E ele resolve então fabricar as nossas próprias estrelas e convida Vicentina, a mais nova, então com 16 anos, para ser a protagonista desse filme e Carlota para atuar num outro papel. Isso aqui é a produção de Sofrer para Gozar. Pode não parecer, mas é um filme com duas câmeras, com cenários construídos, com andaimes, né, com uma figuração extensa, com iluminação elétrica. E essa é Vicentina, então, com 16 anos, protagonizando sofrer para gozar. Vocês podem perceber que para que elas virassem essas estrelas, elas tiveram que se defender um pouquinho e criaram pseudônimos. Então, para a mídia, na época, a Vicentina passou a se chamar Cilda, Alencar e ela interpretava uma esposa violentada, submissa, passiva, que passava o filme inteiro sofrendo e no final era salva pelo mocinho da história. Perceba o mocinho enfrentando o ex-marido dela. E aqui ela ficando com o mocinho no final. Mais uma vez, nós só temos essas fotos de divulgação do filme porque o filme se perdeu, porque as memórias se perdem se não houver investimento para mantê-las e se não houver algo que propague asas por aí. E aqui é do lado de cá, né, esquerdo nosso, para quem está olhando, Carlota no papel de uma dançarina de boate. Então, Carlota nesse caso fazia o papel sedutor do filme e a Vicentina fazia o papel, né, recatado do filme, né, o que era muito comum naquela época, dentro dos estereótipos em que as mulheres apareciam sempre eh numa função eh associada ao homem do filme, né? Então, ela era sempre a esposa de alguém, né? A explorada por alguém. Ela nunca, mesmo sendo a protagonista da história, ela nunca era ah, né, aquela que conduzia a história, que fazia a história acontecer. Aqui estão as irmãs Richitme, que dão nome à nossa homenagem. Muito bem. E aqui a gente chega então a porque nós eh primeiro, né, intervimos com o vereador para que a gente não tivesse mais um algo, né, uma honraria, um prêmio, um evento com o nome masculino, porque essas mulheres, né, que fizeram esses papéis, muitas vezes elas não eram nem creditadas nos filmes. A gente tem registros também através da pesquisa do professor Carlos Roberto que mostram que elas não estavam lá apenas para aparecer no filme, uma vez que a mãe e a irmã estavam junto. Eh, há registros de notas fiscais, inclusive de recibos ali de produtos, que indicam que elas trabalhavam também na produção do filme, comprando alimentos, produzindo alimentos, alimentando a equipe. Todo o trabalho de cuidado invisível que as mulheres sempre fizeram, elas também estavam fazendo. Então, não bastava elas estarem aparecendo na frente das lentes, elas estavam por trás também fazendo o filme acontecer. E quando a gente pensa que o cinema desde o seu nascimento precisava das mulheres, tanto na frente quanto atrás das câmeras, mas não necessariamente esse cinema deu a essas mulheres esse reconhecimento, a gente entendeu que era importante que houvesse um resgate dessa memória e uma associação direta ao nome da Daí, porque a Daí sempre foi uma agente do cinema. A daí, como ela disse, apesar de ter sido colocada na situação ali de diretora, ela não, né, eh, se eximiu desse papel. Ela enfrentou isso como essas mulheres pioneiras enfrentaram em 1923. E a Daí, dessa maneira construiu a história do cinema de Campinas. E é por isso que a CTAV então sugeriu ao vereador que essa honraria fosse entregue a Daí Peixoto Fonseca. Eu agradeço muitíssimo a CTAV, agradece muitíssimo que você tenha aceitado essa honraria, que o vereador também tem aceitado entregar a senhora. E eu espero que todos nós aqui de alguma maneira possamos carregar esse legado que essas mulheres construíram, que a gente possa construir um cinema que seja mais igual, eh, que seja de alguma maneira também, eh, assim digno, né, das nossas identidades. E é isso que a gente gostaria de trazer com essa homenagem. Muito obrigado. Boa noite, não. Obrigada, gente. Depois vai me dar nessa nesse material. Passamos a palavra agora para Douglas Menezes. Boa noite a todas as pessoas presentes, as pessoas que estão nos assistindo. Parabenizar nobre vereador Ianco pela iniciativa, pela honraria. Eh, Diego, que aula, hein? Hoje, além da gente poder presenciar esse momento incrível, né, paraa nossa querida Daí Peixoto, o Diego nos presenteia também com a história, né, do cinema da nossa cidade. E aí, em nome do nosso prefeito Dáo, da nossa secretária Alexandre, gostaria de poder agradecer pela oportunidade de estar aqui vivenciando, né, essa oportunidade da Spixoto que foi uma das fundadoras do Museu da Imagem do Som aqui no nosso município e construiu uma história muito relevante pro cinema da nossa cidade. E hoje aqui a gente tem a nossa representante do Museu de Imag, Adriana BR, que tá presente, que tá seguindo essa construção dessa história importante para manter viva a história do cinema, onde os coletivos do município com muito com muita garra, com muito trabalho, fazem com que a história do nosso cinema permaneçam viva. Então, agradecer o nome do Diego, né, a toda a equipe do CTAV, a todos os outros coletivos que desenvolvem esse importante trabalho de manter vivo as a história do nosso cinema na cidade de Campinas e que a Secretaria de Cultura possa cada vez mais encontrar, né, mecanismos, né, e maneiras de poder contribuir para que essa garra, essa determinação desse desse importante segmento da nossa cidade possa se manter vivo e nos brindar, né, com a semana, com a nona semana, a Milaral. Alves, eu recomendo a todos vocês que ainda não conhecem a história do cinema campineiro Mais a fundo, que prestigiem, né, todo o material, todo, toda a atividade que o que o pessoal da CTAB produziu, que tá a programação lá no Cartarz, que vocês possam ir lá na regente feijó, no Palácio dos Azulejos, que é uma edificação tombada, tem muita história do cinema lá, tem muita foto, tem muito filme. E pra gente lá na Secretaria de Cultura é momento de muita alegria poder participar de uma noite dessa em que da SP é homenageada nessa cidade com uma horraria tão importante. Então não vou me alongar muito. Eu acho que já tá mais que consolidada essa homenagem na nessa noite de hoje e eu agradeço a atenção de todo mundo. Uma boa noite a todos. Obrigada. Douglas Douglas Douglas Douglas Douglas. Diga. Obrigada. Agora teremos a exibição do curtametragem Um Pedreiro de 1966, dirigido pela nossa homenageada. เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เ [música] Quem construiu Tebas a de [música] 100 portas? Nos livros ficam os nomes dos reis. Os reis arrastaram os blocos de pedra. Babilônia muitas vezes destruída. Quem a reconstruiu tantas vezes? Em que casas de Lima aura e radiosa moravam os obreiros? [música] Para onde foram os pedreiros? Na noite em que ficou pronta a muralha da Chilha? A grande Roma está cheia de arcos de triunfo. Quem os erigiu? [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] Valdemar veio de Minas, dura, árida e estéril. A vida na roça não oferecia horizontes e ele rumou para a cidade grande [música] com família e esperanças. A casa alugada, a fábrica de azulejos, a despedida do serviço, o desemprego, [música] o desespero, as andanças por aí. Hoje é pedreiro. Pedreiro conformado por causa das poucas perspectivas. [música] Só aprendeu a semear e não há outra saída. Ontem plantou milho, feijão, hoje semeia prédios. A colheita sempre paralhei as mãos. Com os companheiros mantém comunidade de destino. Vivem como ele, como ele pensam. Valdemar é a voz de todos. Salário mínimo, a mulher e cinco filhos, dinheiro pouco e bocas muitas. A bicicleta carrega preocupações ou então carrega a expectativa da janta quando o pensamento vem do estômago. A casinha foi ele mesmo quem fez. Com terreno a prestações, com três meses de trabalho dos subúrbios ermos, a casa surge como um concreto milagre, como um indício da presença do homem, como um testemunho do trabalho do homem. [música] [música] [música] เฮ [música] เฮ [música] [música] [música] [música] Hoje é sábado, amanhã é domingo. A vida vem em ondas como o mar. Hoje é sábado, amanhã é domingo. Não há nada como tempo para passar. Hoje é que é o dia do presente. O dia é sábado. possível fugir a essa dura realidade. [música] [música] เฮ [música] [música] [música] [música] [música] [música] เ [música] [música] [música] [música] [música] เ [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] [música] เ [música] [música] [música] [música] Mas ele desconhecia este fato extraordinário, que o operário faz a coisa e a coisa faz o operário. [música] [música] [música] [música] [música] Com a palavra o vereador Dr. Ianco para suas considerações finais e para declarar encerrada esta reunião solene. Muito obrigada mais uma vez pela presença de todos. agradecer mais uma vez ao Diego, ao Douglas, a dona Daí pela presença, a todos vocês que nos assistem pela TV Câmara e pelas redes sociais e deixar aqui, né, um uma mensagem para que vocês acreditam, né, e que continuam batalhando pela cultura aqui na nossa cidade, que vocês continuem firmes, fortes, acreditando que é possível mudar. Eu sempre acho que mobilização e gente muitas vezes comove aqueles que podem comandar. Então, quanto mais pessoas estiverem juntos com vocês, faz, né, falo para você, Diego, também quanto mais pessoas representarem uma vontade, mais chance essas pessoas têm de conquistar o espaço que elas precisam. Então, é sempre importante o volume, né, pode ser questionável ou não, mas o volume é diretamente proporcional. às vezes o que o poder público, aqueles que fazem gestão podem entender. Então é a minha dica que eu passo aqui a todos vocês para que a gente consiga conquistar tudo que vocês merecem e podem acreditar que eu de verdade tenho cada vez mais vontade, mais gana que isso aconteça, mas às vezes podemos estar sós e a nossa missão e a nossa nosso trabalho fica mais difícil. Então, essa é a dica que eu passo a todos vocês aqui que estão me escutando. Eh, mais uma vez parabenizar aqueles que preservam o passado, dizia o Winstel Churchill, né, lá os ind da Inglaterra, de que a nação que esquece o seu passado não tem ou jamais terá um futuro. Então, é, agradecendo a todos vocês que fizeram muito por Campinas, que, né, brilharam lá atrás, que a gente continue eh trazer a memória de todos vocês que fizeram muito por Campinas para toda a história, né, para todo o futuro, para que a gente consiga, né, realmente ter esse futuro. Então, uma boa noite, um bom descanso a todos vocês. [aplausos] TV Câmara, Campinas. O presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Campinas convida os vereadores e a população para a audiência. Quem ser Pú.