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[Música] [Música] [Música] Quanta memória cabe em 50 anos de existência Isso é o que a gente vai descobrir no especial de aniversário de 50 anos do Museu de Margem e [Música] Som. O Museu de Imagem e Somado em 30 de maio de 1975 e hoje é coordenado pelo cientista social e cineasta Mauro Guari. O que que nós temos aqui? Um grande acervo audiovisual, muita música, muito som, muita imagem, muita fotografia, muito filme. O museu também ele recebe exposições. temos as nossas exposições que são permanentes, que na área do audiovisual, que contempla também a sala Hércules Florense e a sala 100 anos de cinema de Campinas, que o que muita gente não sabe que o cinema campineiro ele já tem uma certa idade e Campinas foi um polo de cinema na década de 20, 30. Poucos campineiros sabem disso. Então, cabe ao nosso museu, ao pessoal da CTV, o pessoal que fez a curadoria, trazer essa memória pra nossa cidade. Esse painel mostra uma mistura de da de épocas de do cinema campineiro, né? Tem desde as épocas a desde a época antiga, né? Dos anos eh 20, 50, né? Até esse é dos anos 50. O, ele é autor do filme Fernão Dias, né? É o Dr. Alfredo Roberto Alves. Eh, essa moça se chama Bet Godóy e ela fez o papel, um papel, um dos jingles do filme 10 jingles para Os Andrade. A Bet fez a propaganda do livro do Osvaldo de Andrade numa cozinha entre panelas. E e é uma cena muito interessante, muito, muito boa. Esse Ro de Luna Fonseca é meu marido, daqui é meu meu sobrenome Fonseca. Eh, seu Henrique de Oliveira Júnior, né, que é o nosso nosso mito, né, vamos dizer assim. Esse pessoal eu eu conheço também desde o começo, que é o Wilson Wall, né, e o Maurício, né, aqui essa essa Santíssima Trindade. Eh, eu, né, tão jovem, eh, que bonita, né? Toda toda jovem linda, mas a o Luiz Carlos Ribeiro Borges e o seu Henrique fazendo a montagem ou a sonorização, eu acho que foi a sonorização do filme Um Pedreiro. Eh, foi feito no estúdio dele, eh, da casa dele, era no fundo da casa dele. Ele era um profissional de fotografia e de som, né? No cerne do Miss está a manutenção do acervo de imagem e som que é catalogado, cuidado e disponibilizado para que o cidadão possa acessar as memórias da cidade. Museu tem três grandes acervos. Um acervo musical com a, né, especialista na que é produzido aqui em Campinas pelos campineiros. um acervo de audiovisual de cinema, filmes e produções do museu de audiovisual e o acervo fotográfico. Esse aí é o que eu trabalho, sou que eu conheço um pouquinho mais. A maior parte desse acevo é digitalizado, algumas coleções novas que vão chegando, a gente vai trabalhando nessa digitalização, né? Então, dá para fazer boas pesquisas com o que já tem digitalizada e a gente vai incorporando com o tempo que vai aparecendo. Olha, sem dúvida é um dos acervos fotográficos mais importantes de Campinas. que tem atendido vários pesquisadores e pesquisadores de diversas a atividades, né, desde pessoas que estão na academia, pesquisadores eh individuais, documentaristas eh para produção de audiovisuais, eh para produção de livros, projetos culturais também, muitos professores, estudantes, eh, secundaristas. Então, o museu ele tem ao longo desses 50 anos atendido essa necessidade de pesquisar a história da cidade através da fotografia, né, e também a pesquisa própria da história da fotografia em Campinas, né? Eh, eu acho importante mostrar essa essa imagem que é um dos primeiros estúdios fotográficos que existiram em Campinas no final do século eh XIX. E essa foto que foi feita por esse fotógrafo, o Niichelsen, eh, e que é uma foto feita para celebrar a cidade no auge do café também no final do século XIX, né? Então, o museu, eh, na relação dele com os pesquisadores, eu acho que ele atende principalmente eh uma necessidade da cidade, que é divulgar a história cultural de Campinas e divulgar a história da fotografia em Campinas. Uma grande conquista do Museu da Imagem e Som é a sala Glauber Rocha, com capacidade para 72 pessoas e acessibilidade no coração da cidade. Quando eu chego no Museu da Imagem do Som em 2015, eu eu conheço, né, até porque já já transitava aqui, era um um ávido frequentador do Museu da Imagem do Som. eh os curadores e via o quão eles tinham um trabalho importante pra cidade, que fazia com que nós tivéssemos, não só em Campinas, mas também pra região metropolitana, uma programação de muita qualidade. Nesse sentido, eh, eu vendo o esforço dele e onde acontecia esse essas esse neicubismo, que era em salas, em espaços não adequados, mas que tinha uma grande eh participação. Então, esses eh curadores me motivam além do público, pelo esforço e também pelas dificuldades. Antes, as pessoas que tinham mobilidade reduzida, elas eram restringidas de poder participar das sessões de cinema, porque elas eram nas salas eh na parte superior. Fora isso, não tinha uma climatização, fora isso, não tinha eh um um som, uma uma um projetor adequado. E nisso eu começo a me empenhar a fazer de uma forma, é, buscando parcerias para poder entregar essa sala pra população. Então é, é um esforço eh de um gestor apaixonado pela história e pela memória do Museu da Imagem do Som e que fez o possível impossível para que pudéssemos ter uma sala de cinema pública aberta pra população de Campinas. Um diferencial dos cineclubes que exibem filmes na sala do Miss é Autogestão, onde todo filme é bem-vindo. É o que diz Orestus Toledo, historiador e um dos mais antigos funcionários do Miss. A exibição dos filmes iniciou no MAC, Museu de Arte Contemporânea de Campinas. E apareceu um rapaz, o Adriano, Adriano de Jesus, ele tinha uma uma pequena videolocadora que ele trabalhava principalmente com professores, filmes que destinavam a ser usados didaticamente. Ele aparecia, eu não conhecia, após uma sessão de exibição no MAC, ele me procurou, falou: "Olha, eu tenho vários filmes VHS, eu vou para São Paulo e trago alguns filmes. são sempre filmes culturais, né, que interessa na área de educação. Falou: "Será que eu posso exibir aqui?" Falei: "Pode, pode exibir sim". Bem, logo depois apareceram alguns jovens estudantes, até um amigo, né? O Afonso, que era estudante de história da PUC, hoje é um professor, ele falou: "Ah, vamos fazer um ciclo, arranjou mais duas, três pessoas". Aí começou o primeiro ciclo que seria sobre o cinema marginal, né? Júlio Bressan, Rogério Ganzela e outros. Bem, aquilo foi foi, portanto, é interessante porque não foi um processo eh de concepção teórica, conceitual anterior. Comecei a pensar sobre isso depois. Então, a autogestão ela nasceu já sendo uma autogestão, né, por iniciativa de eh do Andriano de Jesus, que ele continuou, aliás, ele é curador até hoje, em 1996, viemos para cá. Então, eh, então foi assim um processo de construção de iniciativa eh do próprio cidadão comum. A única coisa que eu fiz foi acolher. O Cineclube começou com viés político e voltou depois da pandemia para sua vocação artística com uma curadoria plural. Porque isso aqui foi residência de Barão, foi lugar do escravocrata, né? foi de um momento de escravidão, de mutilações, de problemas que Campinas conhece a sua história. Hoje ele é do povo, ele é de todo mundo, seja lá qual for o tom de pele. Então isso é muito bom, né? E o Cine Clube traz isso para esse lugar, por isso que a gente gosta muito de estar aqui. A boa notícia é que o nosso guardião e promotor de imagens, sons, memórias e encontros acaba de ganhar um presente para sua casa, o Palácio dos Azulejos. Construído em 1878 pelo Barão de Itatiba, no auge do período cafeeiro. É um presente muito grande. Eu acho que pra cidade, para aquele equipamento que é tão importante, né? Primeiro, ele tá, o MS, que é o nosso museu, ele tá dentro de um patrimônio que é o Palácio dos Azulejos, né, que foi aí eh tem uma história muito grande com a cidade. Ele é tombado nos três âmbitos, no CONDEPAC, no Condefat e no IFAN. E houve uma um edital do PAC, eh, conectado com o IFAN, onde a gente se inscreveu e fomos contemplados e estamos eh sendo contemplados em cerca de 800.000 para o desenvolvendo um projeto executivo. O município está aportando mais recursos porque o projeto é muito grande de restauro, mas tudo aquilo eh que são etapas que a gente vai fazer vão ser responsáveis por requalificar aquele espaço, restaurar eh devolver muito desse olhar eh que a gente tem daquilo como um principal equipamento tombado no centro da cidade, né? ele ele vai precisar passar por essa requalificação e ele é um presente pros 50 anos. Então a gente tá muito feliz, a gente dialogou muito com a sociedade civil para entender todo esse restauro, o que que ele iria incorporar, né? Então a gente tá bem animado com as possibilidades que a gente tem. Eu frequento o Miss desde o o comecinho dos anos 2000. Eu vinha para cá para assistir algum filme, participei de várias oficinas de audiovisual aqui. O que eu espero desse desse museu é que se ele se expanda cada vez mais, ele acolha cada vez mais os as pessoas. Ele é um museu de portas abertas. As portas estão abertas para quem quiser fazer uma exposição. É claro que a gente tem que marcar com antecedência a as datas dessas exposição. Nós temos também aqui o nosso cine clube, temos mais de 26 cineclubistas. De terça a domingo, nós temos praticamente duas sessões de cinema: cinema de qualidade, cinema de arte, tudo gratuito no centro da cidade. Eu arrisco a dizer que para muita gente o Miss é uma das poucas formas de diversão que essas pessoas têm. [Música] [Música] [Música]