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Debate Público: Fechamento de Agências Bancárias em Campinas e Região
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Debate Público: Fechamento de Agências Bancárias em Campinas e Região

67 views Publicado 16/06/2026 HD · 1:34:31

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Debate Público: Fechamento de Agências Bancárias em Campinas e Região - 16/06/2026

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A seguir, TV Câmara ao vivo. TV Câmara Campinas. Olá, boa tarde a todos que acompanham a programação da TV Câmara Campinas. 4:56. Estamos ao vivo diretamente do plenário da Câmara Municipal de Campinas, José Maria Matozinho, e você vai acompanhar um debate público que vai tratar sobre o fechamento de agências bancárias em Campinas e região. Portanto, com a palavra o idealizador do encontro, vereador Gustavo Peta. Boa noite. Boa, boa tarde. Eu quase já um boa tarde ainda, né? Boa tarde. Eh, boa tarde a todos, a todas. Eu quero agradecer a presença de todas as pessoas que estão aqui na Câmara Municipal hoje. Nós estamos também ao vivo pela TV Câmara, pelas redes sociais da Câmara, um debate público sobre o fechamento das agências bancárias em Campinas. já está aqui comigo eh no plenário da Câmara eh para participar desse debate, o Lourival Rodrigues, que é presidente do Sindicato dos Bancários de Campinas e região, eh, a Ane Estela Alves de Lima, vice-presidente dos sindicatos bancários de Campinas e região, e a professora Andrea Galvão, que é do departamento de Ciência Política da Unicamp, do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Esse, gente, é um debate muito importante. Quero realmente agradecer muito a presença do do sindicato, dos dirigentes sindicais, mas também de representantes de várias comunidades, de vários bairros da nossa cidade, porque é um debate que diz respeito, evidentemente, aos bancários, mas principalmente a população de Campinas, que tem se sentido cada vez mais excluída de direitos que são muito importantes na vida, no cotidiano das pessoas. Eh, nós vamos ouvir, evidentemente, né, esse o durante o debate o que tem ocorrido não só em Campinas, mas em todo o país diante do fechamento de muitas agências, mas há uma situação eh específica de Campinas que preocupa ainda mais, né, a região do Campo Grande, que é uma região com mais de 125.000 1000 moradores, uma região que recentemente inclusive eh virou distrito da cidade e a expectativa quando se aprovou o distrito era exatamente a descentralização de de acessos a diversos direitos, né, que poderiam acontecer a partir da formação do distrito, né, como a formação de cartório, como a ida de mais empresas, geração de empregos nessa região. Essa região corre o risco agora de ficar sem nenhuma agência bancária. Eu tenho ido muito à região do Campo Grande e realmente a população tem perguntado muito, questionado muito sobre essa situação que está muito próxima de ocorrer, né? outras agências já fecharam e e nós queremos ouvir também do sindicato, da professora um pouco eh as informações e a opinião sobre esse tema, né? Eh, é importante dizer assim, existem várias questões, né? Por exemplo, população mais idosa, né? É quem tem sofrido mais com fechamento das agências bancárias, né? E nós temos um crescimento, né, da população idosa no nosso país, né? Então nós temos visto até algumas cidades agora no país sem nenhum tipo de agência bancária, mas se você pensar na região do Campo Grande, você tá falando de uma cidade de porte médio, até uma cidade grande, são mais de 120.000 habitantes. E nós estávamos até anteriormente aqui na Câmara debatendo a questão do transporte público, que é um problema seríssimo que a cidade enfrenta. E a gente sabe, portanto, então, que a mobilidade urbana, que o transporte público oferecido na cidade não é das melhores condições para permitir essa circulação dinâmica na cidade para ter acesso às agências bancárias que vão ficando cada vez mais restritas e principalmente no centro da cidade. Então, eu queria primeiro abrir para que a gente pudesse ouvir eh os nossos convidados e depois a gente também abrir aqui, facultar a palavra para as pessoas que estão presentes. É um debate público e no final a gente vê o que a gente pode encaminhar em conjunto, né? O que a Câmara Municipal pode fazer diante dessa situação, o que o prefeito da cidade também poderia fazer. a gente vê medidas mais efetivas para tentar impedir eh o que tá muito próximo de ocorrer, que é regiões da cidade ficarem sem nenhum tipo de agência bancária, o que trará um grande prejuízo na vida e na dinâmica das pessoas. Então, era isso. Passo primeiro a palavra pro presidente. É isso. Então, queria passar a palavra pro presidente Lourival e utilizar aqui a palavra. Muito obrigado. Tá ligado já? Som. OK. Boa noite todos e todas. Eh, primeiro que agradecer ao vereador Gustavo Peta. Acho que esse espaço ele é importante pra gente estar fazendo esse debate, né? Nós temos, trazemos aqui uma questão não apenas da nossa categoria, mas o impacto que isso tem paraa população. Então, agradeço mesmo a Câmara está abendo esse espaço para nós. Professora André Galvão, nós temos uma parceria muito muito grande com a Unicamp, né? E isso é muito importante, esse debate ser ter a substância de uma pesquisa, né, de um de um de uma academia para estar realmente levando informação pra população e a minha companheira aqui, Ana Estela, né, estamos sempre junto. Obrigado por essa parceria e a todos os colegas aqui que vieram também prestigiar, né, e também fazer parte desse debate importante paraa população. você também que nos assiste, nós queremos falar desse assunto não apenas no impacto que ele causa a nossa categoria, mas também do impacto que ele causa à população. Você que tá nos assistindo aí, vendo, né, a importância desse desse debate, primeiro, a primeira questão que quero chamar a atenção aqui é o fechamento das agências, que é um problema social. eh lembrar que a o banco é uma concessão pública, ou seja, eh não é não é o papel do banco oferecer um atendimento de qualidade de população, não tá fazendo um favor, né, para você que vai no banco. E muitas vezes os bancos hoje têm feito aquela barreira que é quase você tem que implorar para conseguir entrar dentro do banco e fazer algum tipo de serviço. Isso tá na na entre as normas do Banco Central, esse atendimento, né, é é papel do banco. O banco não pode nunca deixar de fazer esse atendimento. Então, uma concessão pública, acho que é importante deixar isso muito claro, né? E e é um um serviço fundamental. A gente vê que os bancos ele movimenta a economia, né? importante, eh, é um papel muito importante. O que tá acontecendo é que os bancos têm optado pela digitalização, ou seja, pela por essa e eh esse avanço tecnológico, tem optado em fechar agências e sempre pensando em maximizar o lucro a todo custo. E a gente a gente tem certeza que nós não somos contra o avanço tecnológico. Claro, não tem como ser contra o avanço da tecnologia, mas nós temos certeza que ele tem que vir para somar, tem que vir para para melhorar, tem que vir realmente para facilitar mais o serviço e não excluir. O que tá acontecendo hoje é uma exclusão. O que tá acontecendo hoje é você pegar, por exemplo, um aposentado, como o vereador Gustavo Peta colocou aqui, eh, essa pessoa tem mais dificuldade de olhar um aplicativo, de est tendo todas as informações ali e você chegar numa agência e ser barrado. E agora a situação ficou um pouco pior, porque você não tem nem agência para chegar. E além disso, nós estamos vendo também um volume muito grande de golpes. Os golpes nas nas redes sociais t sido assim eh eh tem ficado realmente impressionante a quantidade de golpes que as pessoas têm sofrido. E você sofre um golpe, você quer ir na agência para conversar com o seu gerente, você quer na agência para tirar uma informação, você não tem agência mais, você tem um lugar que você liga e muitas vezes uma dificuldade muito grande desse atendimento, né, nesse lugar que você liga. E esse impacto não é só a população, também os comerciantes são prejudicados. O Gustavo Peta colocou aqui a questão do Campo Grande, nós temos preocupação muito grande. Tem apenas hoje só tem apenas uma agência do Bradesco lá que já tem data marcada para terminar, ou seja, vai acabar, não vai ter nenhuma agência nesse lugar, lugar que já teve mais de três agências ali, precisa realmente pulação grande, como foi colocado aqui, e os bancos não querem saber desse atendimento, não estão nem aí. Em contrapartido, o que nós vemos é os lucros bilionários, né, dessas instituições e que a gente sabe também não são longs, não. A questão não é aqui que eles devem dar prejuízo, não é isso. Mas acho que não pode eh a custa de tudo isso você dar um atendimento tão ruim pra população. Só para ter uma ideia, o Banco Itaú lucrou 47 bi, tô arredondando 46,8, né? 47 bilhões no ano passado. É, é um volume muito significativo, ou seja, não precisa fechar a agência da forma que estão fechando. Dá para fazer um atendimento decente população, dá fazer um atendimento eh para aqueles que precisam de est atendimento nas agências bancárias. Então, nós chegamos à constatação que não é a questão de dinheiro, né? Eh, é uma decisão realmente gestão. Eles estão tomando isso como uma como uma forma de gestão e e isso realmente não dá para aceitar. Agora, falar um pouquinho de Campinas, o que nós vemos na nossa na nossa cidade e região eh que, por exemplo, Campinas perdeu 96 agências nos últimos 10 anos. É significativo, né? O corte de agências tem realmente sido eh bastante bastante significativo. A nossa base, por exemplo, eh o sindicato ele representa 37 cidades, Campinas mais 36 cidades, né? Perdeu 189 agências nesse período também. E tem cidades ficando sem agência nenhuma. Você tem que deslocar para outro lugar para você ter um atendimento. Então tudo isso é o caos que está hoje, o fechamento de agências. E não faltou da parte do sindicato de forma nenhuma. A gente denunciando isso, a gente tá levando isso. Recentemente tivemos uma reportagem da IPTV mostrando o caos que está, né, esse fechamento de agências. E na região central estamos temos visto também isso, um esvaziamento completo, né, grande. Eh, bancos tradicionais, bancos que você tinha assim anos e anos que fazia esse atendimento na região central, está eh fechando as portas. E aí você tem um projeto, você tem um projeto de Campinas, de revitalizar o centro e você vê os bancos na contramão disso. Então acho que são situações que acabam piorando muito mais, né, eh, a situação. E claro, gente, que tem um impacto pro pros bancários, não temos dúvida que tudo isso causa impacto muito grande hoje na nossa categoria, porque se você tem menos agências, as agências que ficam ficam sobrecarregadas, não tem dúvida, né? aquela aquele volume de pessoas acabam ficando para um lugar, indo para uma agência só. E os bancários com toda o profissionalismo que eles têm, tentando fazer o seu melhor, tentando dar um excelente entendimento, mas é impossível fazer fazer isso quando você tem uma um volume muito grande, né, de pessoas e uma quantidade pequenas de bancários para fazer esse atendimento. Então essa sobrecarga, o que ela carreta na nossa categoria é o descimento mental, que tem realmente sido uma preocupação nossa. Tanto é que esse assunto é um dos assuntos principais. Nós vamos estar colocando a nossa nossa campanha este ano, né? E e nós temos visto isso com bastante preocupação, porque a gente vende a nossa força de trabalho, né? A gente não vende a nossa alma, não tá, não tá à venda e parece que os bancos estão querendo comprar outra coisa. E claro que paraa população impacto disso são umas filas enormes, pessoas eh irritadas na fila com esse atendimento todo. Enfim, são situações que nós também temos preocupação com a população, o que tá sendo eh como tá sendo esse atendimento paraa nossa população. Eh, e por fim, eh, eu queria dizer o seguinte, que eh quando fecha uma agência, não perde apenas o trabalhador, pede o comércio, perde a cidade, perde principalmente quem mais precisa do atendimento presencial. Então essa essa nossa vinda aqui na Câmara, quero mais agradecer mais uma vez ao Gustavo por essa abertura, é mostrar pra população que é importante ela estar junto com a gente nessa luta. Essa luta não é só do sindicato dos bancários, é uma luta que envolve todos nós, porque nós queremos sim que os bancos continuem prestando atendimento que eles são obrigados a prestar à população por ser uma conção pública. Então, agradeço, muito obrigado. Obrigado pela sua audiência com a gente aqui. Agradeço muito a fala do presidente Lorival e anuncio presença aqui também do Silvio Antônio Cunioshi, que é vice-presidente da Associação Campinas Parkson e também conselheiro do sindicato. O cerimonial também está aqui. Quem quiser ser anunciado durante eh a atividade pode pode fazer aqui a o registro para o cerimonial da casa. Eh, o Lourival trouxe questões muito importantes, gente. Veja, esse debate do centro da cidade é um debate que eh que deveria envolver toda a cidade a partir até da do próprio poder público municipal. E eu não tenho dúvida nenhuma que uma das um dos problemas do esvazeamento do centro é exatamente o fechamento de muitas agências bancárias, né, o impacto que isso tem, né? Eh, nós vamos ouvir agora a Estela. Eh, uma reflexão que fica, que eu acho que a gente sempre tem que deixar registrado, né? Porque todo mundo fala assim: "Ah, mas é o avanço tecnológico" num numa visão meio de de um certo determinismo tecnológico. Na verdade, ninguém é contra a tecnologia e o avanço tecnológico. Mas a pergunta eh não é qual a próxima ferramenta? A pergunta que deveria ser é para que servem essas ferramentas? Essas ferramentas e esse avanço tecnológico serve para gerar eh melhores melhor acesso ao sistema bancário brasileiro por parte da população brasileira, melhores condições de trabalho para os bancários ou exatamente o contrário. O que a gente tem visto é que esse avanço tecnológico torna o trabalho dos trabalhadores mais exaustivo, mais sobrecarregado, né? e o acesso ao sistema bancário mais difícil, mesmo diante de um setor que é o maior beneficiado de uma política macroeconômica baseada em juros altíssimos, em amarras que nós sabemos quais são. Então, o que justifica isso, né? Então, é um debate que precisa ser feito e por isso que eu queria parabenizar muito o sindicato por trazer esse debate também aqui pra Câmara. Eu queria então chamar agora a Ana Estela Alves de Lima, vice-presidente do sindicato. Obrigada, vereador Gustavo, eh, por nos proporcionar essa tarde aqui para poder falar dos problemas aí da população e dos bancários. Professor André Galvão, que nos atendeu gentilmente aí e meu companheiro aqui, Lourival, presidente do sindicato, meus colegas que estão aqui, os convidados. Eh, a gente agradece a todos por essa oportunidade. O o a gente pensar em banco, eh, vamos imaginar primeiro o papel que os bancos têm ao longo da história, né? Criação de bancos. O que que é banco? banco é para você juntar o dinheiro de alguns para promover, né, daqueles que podem para promover o desenvolvimento de todos, né, da sociedade, das comunidades. Esse é o papel eh original de bancos que foi se transformando ao longo da história num negócio altamente lucrativo. E no Brasil os bancos têm um um histórico de de sucesso para eles mesmos muito grande, né? são os bancos que operam na alta inflação e ganham muito e os que na na economia estável ganham muito. Taxa de juro alta eles ganham muito. Então eh é uma é uma história de sucesso e os os bancos brasileiros têm uma expertise em fazer eh eh em se concentrar e e multiplicar o seu patrimônio. às vezes dobrar cada 3, 4 anos, cinco no máximo, dobram patrimônio porque fazem isso com bastante maestria. Eu eu me lembro lá na na década de 80, quando a gente tinha eh muita inflação, eh os bancos abriam muito eh eles abriam muitas agências. Por quê? Porque tinha interesse em captar por conta da alta da inflação, economia, né? Então era ali que eles faziam. Então captava todo mundo ia lá pagar conta de tudo que entrava. era importante, né? Então era para pagar a conta de luz, a conta de água, fazer isso, fazer aquilo, fazer aquilo outro. Então interessava pros bancos expandir a sua rede de atendimento para poder captar com maior facilidade o maior número de recursos possíveis. Depois disso veio eh começou assim mais fortemente, porque isso vem desde da década de de 70, mas mais fortemente a concentração bancária. E aí eh concentrou tanto e especialmente isso no quando na época do Plano Real, isso foi foi se concentrando de tal forma que hoje nós temos cinco bancos de varejo que que três bancos de varejo que praticamente dominam todo o mercado financeiro, né? E aí eles fazem os negócios que lhes interessam, né? Vamos fechar a agência, vamos manter a taxa de juros, mesmo que baixe, vamos demorar mais para baixar, vamos eh utilizar a o avanço tecnológico, como disse o vereador Gustavo, eh para para reduzir mão de obra. Vamos fazer. Faz muito tempo que a gente não discute isso e eu preciso ainda eh perguntar por a gente não discute ganhos e produtividade. Mais já discutimos muito isso, mas você tem eh a tecnologia, ela tem que vir para para facilitar a vida das pessoas, né, que isso até faz, mas os ganhos da produtividade ficam só, no caso nosso aqui, só pros bancos. Eles reduzem número de pessoas, não atendem mais a população idosa, especialmente, mas não só a idosa. Eh, eliminaram na pandemia, decidiram que iam eliminar o atendimento aqueles que não tinham acesso a a a tecnologia, os aplicativos, né, o celular. Então, esses vão ter que aprender de qualquer jeito e a gente vai fazer desse jeito. E o o lucro de tudo isso é nosso, se apropriam de tudo isso. Então, assim, é um descompromisso com a com as pessoas, com o país, né, com com o crescimento do país, que é uma coisa espantosa. Quem faz isso ainda hoje são os bancos públicos. Nós temos aqui ainda que agradecer que eles existem muito e sempre eh enaltecer mesmo sempre o papel dos bancos públicos, porque se não fosse isso, aí sim que a gente não ia ter nada mesmo. Ainda ainda tem mais agências hoje. Quem tem mais agências são os bancos públicos, os outros têm. Então, eh, os bancos estaduais foram todos ali também na no início do Plano Real. Eh, a conversa é que tinha que acabar com os bancos públicos, porque os bancos, os bancos estaduais, especialmente porque os estaduais era o que permitiam os estados se endividarem. Aí venderam a grande maioria dos bancos públicos e eu tô vendo aqui toda hora falando que os estados todos estão endividados, que os governos não têm não sei o quê. Então a culpa não era do banco público, né? Ah, você tinha também que fazer uma concentração bancária consistente, porque aí você teria um sistema mais seguro e robusto. Nós estamos vendo o Banco Master, que que tá acontecendo aí. Então, é sempre uma discussão eh que parece uma coisa, mas é outra, né? Não vem acontecendo aquilo para que as mudanças que que fazem dizem que é para melhorar a vida de todo mundo, ou para dar mais segurança ou para você gerar riqueza, né? o o maior exemplo, né? Gerar emprego, reforma trabalhista de 2017. Ah, isso vai gerar muito emprego. Qual foi o emprego gerado na na depois da reforma trabalhista? nenhum, só precarização. Então assim, a a gente, eu acho que isso aqui hoje nós estamos falando de fechamento de agências bancárias e atendimento à população, mas eu eu espero que sirva também para quem estiver nos assistindo, que sirva também paraa reflexão, né, daquilo que representa os nossos interesses, daqueles que representam os nossos interesses. É preciso prestar atenção nisso, porque senão a gente vai continuar enxugando o gelo, né, e batendo palma para esses caras que que na verdade não tem compromisso nenhum com ninguém, não tem compromisso com a com a população. Seu único compromisso é com os ganhos que podem ter, eh, a custa do trabalho, né, o trabalho exaustivo e muito que adoece, que é o trabalho do bancário. Hoje é um trabalho que adoece, que o Lourival já falou, eh, a custa do sacrifício da população que fica desnorteada, fica lá pedindo pro filho, pro neto, pro pro vizinho para ir lá ensinar ele mexer, que ele não sabe, aí mexe, aí o negócio desconecta, agora não sei também. Então, assim, é humilhante isso, é muito humilhante. Então, eh, aqui o nosso o nosso protesto e, e como a bancária que viu todas essas transformações, eh, nunca vi, eh, transformação nem tecnológica e nem e nem eh de espaço físico melhorar a vida da população. Nunca vi, nem a dos bancários. E sem contar isso que também já foi falado aqui, né? você eh com isso você não é só o emprego bancário que vai embora, é o emprego do vigilante, é o emprego da da faxineira, né? É o espaço público, né? O centro da cidade ou que fica mais abandonado do que já está, né? Porque aqui em Campinas e o centro da cidade é uma tristeza, né? De de se ver. Então, além disso, eh, os bancos, os bancos ainda davam ali aquele um pouco mais de de vida, de de gente circulando. Eh, então, contribui ainda mais para esse esvaziamento, eh, do centro da cidade. Então, eh, a gente lamenta, né? Mas esperamos que a gente reaja a tudo isso e que a gente possa exigir tanto do poder público quanto dos banqueiros um um atendimento decente a toda a população. Obrigada. Obrigado, Estela. Eh, já passo então e agradeço muito a presença, fato de ter aceitado o convite da professora André Galvão, que é do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas da Unicamp. Professor, muito obrigada, vereador Gustavo Peta, por promover esse debate. Eh, boa tarde a todas as pessoas que estão presentes. Gostaria de agradecer o convite, agradecer o Lourival, a Ana Estela, né? Eh, destacar a importância desse tipo de debate público para que a sociedade possa se informar, possa eh participar das discussões que dizem respeito a todos nós, né? A minha fala aqui vai nesse sentido de pensar a questão, como já foi dito pelas falas, né, que me antecederam, como algo que não diz respeito apenas aos bancários, diz respeito à sociedade como um todo, né? Acho que nada mais adequado do que a Câmara dos Vereadores de Campinas eh promover, possibilitar esse debate, porque é algo que diz respeito aos direitos dos cidadãos e das cidadãs, né, eh, da cidade. Eu eu tive aqui há pouco tempo atrás para participar de um outro debate também, né, a convite do sindicato sobre a questão da precarização do trabalho no Santander. Naquele momento eu já tinha dito que não era um problema apenas do Santander, né? E não é um problema apenas a precarização do trabalho não é um problema que diz respeito apenas aos bancos. Eu acho que a gente precisa enquadrar as coisas dessa forma para construir relações de solidariedade mais ampla, né? Para que a gente possa eh estimular o envolvimento de todas as pessoas nessa discussão que diz respeito a todos nós. Eu queria começar falando algo que eu não me lembro se eu mencionei naquele debate, naquela ocasião. Eu venho de uma família de bancários, né? Eh, eu cresci com cinco pessoas da minha família trabalhando em banco, eh, entre elas o meu pai e depois eu vinha a fazer parte de uma família de bancários, né? Eh, entre eles o meu sogro. Então, eu queria dizer que pensando um pouco inclusive no que a Ana Estela falou, eh, nos anos 80, meu pai e meu sogro abriram abriram agências, né, em cidades do interior, em São Paulo e no Paraná. E naquele momento abrir agência significava um acontecimento paraas cidades, né? Era um sinal da importância das cidades. E agora a gente se vê no movimento contrário em que o que acontece não é a abertura de agências, né? não é o reconhecimento de que aquelas cidades se desenvolveram ou estão, né, em condições de receber novos serviços e de fomentar o seu desenvolvimento. A gente tá nesse movimento inverso que é o do fechamento de agências e e temos muito a lamentar, né, eh por tudo que isso implica que já foi tocado aqui. Eu vou eh mencionar aqui cinco ou seis pontos pra gente poder discutir, porque eu acho que o interesse é que as pessoas também se manifestem, né? Eh, uma primeira questão à primeira vista, né, a gente pode atribuir essa decisão de fechamento de de agências e os dados são muito alarmantes, né, o Loural já apresentou aqui, mas a gente poderia atribuir esse movimento de fechamento às mudanças na sociedade, né? Dizer que a sociedade também por conta da tecnologia que foi mencionada, desenvolveu novos hábitos, né? Eh, há há um processo de modernização, as pessoas querem eh eh lidar, né, com eh essas novas condições possibilitadas pela tecnologia, pelo autoatendimento, né, a digitalização, internet banking, aplicativos e tudo mais. Eh, e que esse movimento tornaria as agências desnecessárias. a gente poderia partir desse pressuposto, né, de que, bom, eh, uma sociedade que, eh, desenvolve novos hábitos de, inclusive, de consumo, né, novos hábitos de relacionamento social, muito mediado por esses aparelhos, muito mediado por essas tecnologias, tornariam desnecessário o atendimento presencial ou atendimento físico, eh, porque as pessoas não teriam interesse mais de se deslocar, né, paraas agências, elas poderiam fazer tudo à distância. A tecnologia ela tem esse componente de facilitar, né? Economiza tempo de um lado, facilita porque você não precisa, eh, em princípio encarar uma fila, né? Então, as pessoas absorveram esses novos novos hábitos, inclusive o trabalho dos bancários, né? Uma parte do trabalho dos bancários, porque eh aquilo que era feito no caixa com a pessoa trabalhando ali na no atendimento passou a ser feito pelo auto, né? eh atendimento no caixa e agora também pelo pelo aplicativo. Mas o eu queria eh destacar algo que vocês já falaram que essa decisão ela não é uma decisão técnica, ela é uma decisão política, né? Eh, porque não existe, como o vereador mencionou, não existe determinismo tecnológico, não existe nenhuma inevitabilidade nesse sentido, porque a tecnologia, sim, de um lado, né, ela pode destruir alguns postos de trabalho, mas de outro lado ela cria novos postos de trabalho e ela cria novas necessidades. Então, se a gente pensa mesmo num trabalho bancário, né, ela cria a toda a parte de teleatendimento que tem essa dupla dimensão que eu mencionei aqui, né, porque eh acaba justificando o fechamento de agências, ela cria, né, eh a possibilidade de desenvolver eh softwares, né? Então você tem todo um um trabalho de eh pessoas que trabalham com com internet, que trabalham com eh eh a o próprio desenvolvimento de aplicativos que cresce, né? Então, a gente tem esse esse paradoxo. A tecnologia ela não determina a exclusão, né? Ela não determina o fechamento de nada. Essa é uma decisão política orientada por razões econômicas, como vocês colocaram aqui, né? Eh, agora eu queria destacar um um aspecto aqui que a tecnologia ela também tem esse componente de facilitar a vida. Mencionei, ela pode reduzir o tempo, né, evitar deslocamentos e tudo mais. Agora, ela permite uma série de de avanços nas condições de trabalho que eh os bancos não incorporam, né, nas suas decisões. Então, a gente pode pensar, por exemplo, como a tecnologia possibilita, e a gente tá vendo todo o debate sobre isso nesse momento, possibilita a redução da jornada de trabalho, né? Ela possibilita a gente lutar contra a escala 6x1. Então, a sociedade ela tá se movendo por essa questão do tempo, né, que é também um dos aspectos ou uma das dimensões eh relacionadas ao desenvolvimento da tecnologia. Mas o que a gente vê na a sociedade e a gente vê as confederações empresariais, né, se posicionando nesse debate específico é que não, né, que a redução da jornada vai eh aumentar o desemprego, ela vai possibilitar, né, eh não a aquela dimensão que nós, né, quando discutimos essa questão, valorizamos, que é a qualidade de vida, a possibilidade de que as pessoas tenham, né, um trabalho mais eh em condições melhores, mais realizado. O que as confederações, né, empresariais, de modo geral, enfatizam, é o lado do custo que isso vai representar, né, e não os benefícios que isso vai trazer. Eh, e aí a gente vê, né, como a redução de trabalho, de posto de trabalho, né, como fechamento de agências e como a transformação também da categoria bancária, que foi algo que eu destaquei naquela outra fala, que eu queria retomar um pouquinho aqui com vocês hoje também, como isso gera sobrecarga, né, como isso gera sobrecarga de trabalho em quem fica, como isso gera adoecimento, né? Então, a tecnologia ela sempre explorada por quem toma a decisão para prejudicar os trabalhadores e prejudicar a sociedade, não para eh eh aproveitar aquilo que ela tem de bom, de positivo, né, que poderia facilitar e melhorar as condições de vida. Eh, a gente vê uma política de redução de custos com pessoal, com infraestrutura. Então, uma série de questões e eh que balizam essa decisão, né? Então, a o fechamento de agência economiza, né? economiza aluguel ou manutenção de imóveis, né, conta de água, de luz, enfim, de internet, de tudo que que é necessário para manter uma agência eh em funcionamento, vigilantes, como a Nistela mencionou, pessoal da limpeza, né? Então, eh, você acaba economizando, quer dizer, os bancos economizam a despeito dos seus lucros, né, eh, bilionários e transferem para os próprios trabalhadores que trabalham a responsabilidade de assumir esses custos, né, porque trabalham de suas casas com teleendimento, né, quando conseguem manter eh o seu o seu emprego. Eh, agora isso acarreta um enfraquecimento da categoria bancária, que é uma categoria que alcançou, né, um grande nível de organização sindical, né, e que tem sindicatos muito representativos e muito fortes. Então, acho que esse é um aspecto importante pra gente pensar como todo esse processo de precarização, ele tá encadeado, né? E ele tá encadeado porque houve um processo de transformação da categoria bancária que vocês conhecem bem, né, com a criação de correspondentes bancários, com a criação eh eh da possibilidade de que eh Correios, né, lotéricas, eh comércio, né, executem alguns serviços eh bancários também. Então, a gente tem uma fragmentação da categoria que não é considerada bancária e que assumiu, né, o trabalho que antes apenas bancários executavam. Então, acho que esse é um dado muito importante, porque esses trabalhadores, né, esses correspondentes bancários ou promotores de venda que trabalham com eh eh seguros, né, com venda de seguros e outros tipos de de produtos, eh eles não fazem parte de um sindicato que tem uma convenção coletiva que protege os seus trabalhadores, né? Então eles trabalham em condições piores, com menos direitos, com menos remuneração e que são também, né, organizados por sindicatos que são mais frágeis, né, muito mais frágeis do que o sindicato dos bancários, né? Eh, e isso pra gente também não falar das mudanças nas formas de contratação com a substituição de trabalhadores que são assalariados por PJs, né, e que não tem acesso a toda a proteção social que tá assegurada a um contrato eh formal de trabalho. Eh, a difusão de correspondentes bancários, ela poderia servir, né, de justificativa de que as agências não são necessárias, né? Acho que esse processo todo ele tá muito eh articulado. Eh, queria chamar atenção para isso. Tem um componente econômico, né, dos custos, mas dessa transformação da categoria bancária também, que poderia servir de justificativa, né? Porque afinal de contas eh você pode ir na lotérica, no bairro tem a lotérica ou tem uma agência de correio eventualmente, né? Só que esses lugares não oferecem todos os serviços que o os bancos eh asseguram, né? Então, no sul pretouridade da população. Eh, esse processo de fechamento tem, portanto, como vocês mencionaram, um grande dimensão aí de exclusão, né, de exclusão das pessoas mais velhas, da exclusão de pessoas que precisam resolver problemas que não vão conseguir resolver com atendimento telefônico, né? Não vão conseguir resolver eh tentando fazer um chat aí no celular, né? Então acho que eh esse dado ele precisa ser bastante divulgado, precisa ser bastante debatido, né, para que as pessoas se conscientizem que o fechamento de uma agência não é só a perda, né, eh, daquele espaço ou a perda eventual de emprego, né, de de bancários. Isso vai refletir na vida cotidiana de todas as pessoas, né? Porque essa lógica eh econômica, ela acaba eh se contrapondo ao acesso mais amplo que as pessoas, né, inclusive como consumidoras, eh precisam ter diante das empresas, né, eh que elas eh a que elas estão vinculadas como clientes, né, eh não vão resolver porque quantas vezes a gente não liga para um teleendimento e o menu de opções que as esse tele aquele atendimento automatizado nos oferece não garante uma resposta que seja adequada às nossas necessidades, né? Então, a gente tem um processo de eh padronização provocado pela tecnologia, que eh a gente pode falar: "Bom, talvez se eu fosse na agência, né, eu não perderia esse tempo que eu tô aqui pendurada no telefone sem conseguir resolver o meu problema, né? Porque o o menu de opção, seja no chat, é tudo muito padronizado, tudo muito determinado por pessoas que não percebem quais são as necessidades reais da população, né? E muitas vezes não tem autonomia para tomar uma decisão porque ela tem que seguir um script também, né? Um script que tá dado e que eh ela não tem nenhum tipo de controle, né? Então eu queria eh terminar aqui minha fala eh né? Eh, e a possibilidade da gente, de fato ter acesso a um serviço de qualidade, né? Um serviço que seja prestado por trabalhadores com condições de trabalho dignas, né, e que a partir das suas condições de trabalho dignas possam também o melhor atendimento para pra população. Porque essa economia de tempo e de dinheiro, ela não necessariamente se traduz em facilidade, né? A gente vê aqui a partir desse exemplo que eu dei eh do dos menus padronizados, que muitas vezes a gente não tem eh essa resposta, né? Os atendimentos eletrônicos eles desumanizam. Então acho que um pouco a reflexão final que eu queria fazer é que sociedade é essa na qual a gente quer viver, né? Uma sociedade que a a tecnologia dita aquilo que a gente pode fazer, né? eh, e que nos desumaniza, porque a gente não tem uma pessoa com quem falar, né? A a minha como consumidora, né? Eh, a minha pior eh eh ou o meu meu meu maior pesadelo, para dizer de outra forma, é ter que falar com uma máquina que não me responde, né? Eh, isso me deixa completamente exasperada. Eu acho que essa é uma questão, não é só uma questão geracional. vocês trouxeram muito, né, as pessoas que de acesso, que eh não sabem manusear esses equipamentos eletrônicos, mas não é só uma questão de dificuldade de acesso, é uma questão de humanidade, né? Então eu queria terminar dessa forma eh e também dizer que não se trata de combater a tecnologia, como vocês colocaram, mas de combater as decisões políticas que são tomadas em nome da tecnologia, né? e destacar que isso afeta a todos nós. Então, obrigada pela possibilidade de dialogar aqui com vocês e espero que esse debate eh alcance as pessoas para que elas também se conscientizem da gravidade desse tipo de decisão. Muito obrigado, professor André Galvão, pela contribuição. É muito bom te ouvir e com uma quantidade de com uma contribuição, né, da academia, uma contribuição da universidade para esse debate tão relevante. São reflexões bem importantes que a gente tem que fazer todos os dias, não só em respeito a esse debate, mas tantos outros debates que nós temos que fazer enquanto sociedade. Nós temos agora de evento na inteligência artificial, de outros temas que também impactam as nossas vidas e e que a gente precisa tá sempre refletindo sobre eles e discutindo também o papel do Estado nisso, né? Qual é o papel do Estado, qual é o papel do poder público? Porque pelo menos eu sou daqueles que não acredito em regulação pelo livre mercado, regulação pelos interesses do mercado, né? que esse tipo de regulação leva à perda de direitos, a precarização do trabalho, a a maximização do lucro, né, e não a garantia de direitos fundamentais pra gente viver com dignidade, com qualidade de vida. Então, mas antes da gente chegar, tentar pegar, pensar algumas conclusões, o que a gente pode ainda fazer, eu queria então abrir eh pro plenário para quem quiser dar uma opinião, fazer um questionamento. A gente só pediria que a pessoa que quiser falar se apresente, porque nós estamos ao vivo na TV Câmara, nas redes sociais e muita gente também está nos assistindo eh pela televisão. Então, Gabriel, Gabriel, isso. Bom, eh, meu nome é Gabriel Musto, sou diretor de sindicatos bancários, também funcionário da Caixa. Minha pergunta vai pra professora Andreia, eh, a gente vê justamente que é uma decisão política. Hoje tem um tem tem um tem um fator aí muito grande em relação aos bancos política, porque se por um lado os bancos estão fechando agências, por outro lado as cooperativas estão abrindo em número igual ou superior que os bancos estão fazendo. Então você tem uma uma troca de agentes de de entidades aí que estão atendendo essa população. Então de um lado, o, né, o o banco sai e entra a cooperativa. Eh, eu eu queria uma uma acho que uma avaliação sobre isso assim, né? Acho que tem uma questão, claro, de custo de do trabalho que um pouco diferente e tudo mais, mas tem uma e eh um pouco da sua da sua visão com relação a isso. Você, né, consegue consegue ver algum outro fator eh que que tá causando essa troca aí na ponta entre bancos e cooperativos, tá? Obrigado. Obrigado, Gabriel. Acho que pode. Boa noite a todos. Eh, composição da mesa, também os meus colegas aqui do sindicato, né? Tem uma questão eh que eu vou colocar até porque eu fui vereador lá em Jaguari, onde uma coisa sempre que me incomodava em relação a essa questão dos bancos, do atendimento dos bancos, é a redoma, né, que acaba protegendo eles, né, principalmente qualquer norma que você tenta furar ou qualquer norma que você tenta mudar para melhorar o atendimento da população rebate na questão federal. Não, o banco tem uma regulamentação federal, eh tem regulamento do Banco Central, tem não sei o quê. Então, na verdade, hoje os bancos se protegem da população ou de atender a população justamente na questão federal. Eh, uma outra uma outra questão que a gente acaba de certa forma eh indo atrás e conseguindo. Por exemplo, a lei que regulamentou a questão das portas geratórias é uma lei municipal, né, que não passa pela questão federal. Eh, a questão, por exemplo, do ali onde o pessoal guarda os volumes, né, também é uma lei municipal. Então, tem várias coisas que fica difícil. Até gostaria do comentário do PT em relação a isso, que fica difícil a gente ter uma influência enquanto cidade, enquanto parlamentar, né, municipal, enquanto eh prefeito, justamente por causa dessa questão federal. Então essa é uma bolha pra gente tentar furar e ter uma uma o município, não é, tem uma uma maior influência. Por exemplo, você pode regulamentar a questão do atendimento de caixa, do de caixa do ponto de vista do município. Não, não pode, porque a regulamentação é federal, você vai tomar um couro ali se você entrar com qualquer medida ou com qualquer lei, eh, a esse respeito. Então é uma situação que a gente enquanto vereador, a gente enquanto eh que tem um papel mais no município, fica difícil, a gente fica de mão atadas para conseguir qualquer mudança no que vai de encontro aí com o atendimento da população e da melhoria do atendimento paraa população. Obrigado, Afonso. A gente vai continuar uma rodada e eu peço para que os convidados possam ir anotando porque aí depois a gente faz uma resposta. E nas falas pode ser, Marcel? Ah, tá aqui primeiro. Eh, eu sou Silvio, sou diretor do Sindicatos Bancários também e sou vice-presidente da Associação de Campineiras de Parkson. Ah, eu queria pedir pra população reclamar e ajudar a subsidiar o vereador Pita, a achar uma solução para pra cidade de Campinas, revitalizar o mercado, economia, coisa assim. Quando se tem uma agência bancária grande, forte, você vê assim, o salário dos funcionários ajuda a movimentar a a cidade. Eh, a gente paga empregado, faxineira, aí tem cortador de grama, limpeza, não sei o quê, tem bastante coisa. E em volta em volta dos bancos acaba tendo restaurante, lanchonete, eh pipoqueiro, lojinhas. Então assim, tudo isso ajuda a movimentar a cidade em torno em torno da agência tudo se movimenta. Por isso que é importante a circulação de dinheiro e e em especial teu banco, porque quando você paga alguma coisa, o dinheiro volta pra cidade, os tributos voltam pra cidade. Então, eu queria que a população ajudasse a reclamar e ajudar o vereador Peta a ter uma solução para nós. Obrigado. Obrigado, Silvio. Marcelo. Olá, boa tarde, Marcelo. Meu nome é Marcelo, também sou dirigente do sindicato, sou funcionário da Caixa Econômica. Eh, e aqui eu vou falar um pouquinho também como meu papel de conselheiro no na Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda, né? E aí eu queria tocar um pouquinho mais no aspecto sobre a concentração de de receitas, né? Porque quando a gente fecha um aência bancário para uma região como Campo Grande, e acho que foi uma preocupação nossa, quando a gente foi num ato lá, quando começou a fechar a agência do Itaú, a gente foi preocupado como é que seria, como é que isso, esse fechamento impactaria na circulação de receitas ali do daquela região. Claro, hoje a gente tem bastante instrumentos de digitais, piques, cartões, mas a gente sabe que tem muita população ali ainda que ainda utiliza dinheiro em espécie. Eh, e esse pessoal ia sair dali para ir para uma agência mais distante do bairro, ia sacar o recurso e e ia gastar aquele recurso num, ou seja, num hipermercado ali próximo da onde ele gastou, deixando de alimentar um uma economia menor no bairro onde ele vive. E como conselheiro, isso impacta numa política que a gente decidiu pro município, porque se a gente decide, ah, se a gente tem uma concentração do consumo em determinadas regiões por conta do deslocamento eh dessas agências bancárias, a gente tem um impacto grande na a gente tem uma dinâmica diferenciada de como é feito esse consumo na cidade. E a gente tem que pensar políticas públicas para isso também. Então isso tem que ser pensado eh no momento em que isso não deveria ser só uma decisão econômica, como vocês já ressaltaram aqui, tem que ser uma decisão política, mas além de de tudo também estratégica pro poder público. Eh, depois eu queria só falar, acho que deixar destacado também, a gente passou por diversos anos de uma política de inclusão bancária da população como um todo. Então, o Brasil ele veio numa onda de inclusão bancária muito grande. Acho que se a gente pensar como é que era a inus, como é que era o o serviço bancário há 10 anos atrás, há 15 anos atrás, a gente avançou muito na inclusão bancária. Então muitas pessoas, principalmente as pessoas de renda mais baixa, foram incluídas no setor financeiro. E hoje a gente tá vendo que os bancos, grandes bancos, não têm mais interesse nesse nicho. Eles estão saindo disso, deixando para setores como a cooperativa, como o colega Gabriel falou, eh se não tivesse demanda por isso, como é que fecha uma agência, abre duas cooperativas. Então, a gente tem a região do Campo Grande, eh, a gente vê lá que vai ficar sem agência bancária. O Loures já já informou a gente aqui e e já tem agenda fechada, mas não é só que vai fechar, Loure, vai fechar essa semana, dia 19 agora. Cob, então existe demanda por esse serviço de de balcão nos bancos. Os bancos, infelizmente, acha acham mais negócio você investir numa digitalização do que outra. E como a e como a a professora disse, eh, uma coisa é você ter uma migração natural desse serviço. Então, naturalmente, gerações mais novas vão migrar, vão deixar de de de optar por esse serviço, mas eu posso ser de uma geração que pode optar por utilizar. Eu tenho como eu me considero uma pessoa digitalizada, tenho facilidade, mas esses dias eu precisei de dinheiro em espécie, eu não conseguia sacar. Aí eu fui usar meu cartão há muito tempo que eu não usava o chip, ele tava desbloqueado. Falei: "Ah, não é possível, vou ter que ir no banco." Então assim, e eu não consegui achar uma agência bancária porque eu moro numa região periférica também. Então não é só que impacta quem não sabe usar, como a professora falou, muitas vezes eu quero um atendimento humanizado, eu quero chegar e poder falar paraa pessoal, eu preciso de um cartão, mas eu precisaria pedir urgência ou não urgência, quanto tempo demora para chegar? Eu queria dados que muitas vezes um atendimento automatizado não me dá. Então eu acho que a gente precisa quando pensar em discutir nesse fechamento de de unidades, a gente precisa de colocar diversas coisas no papéis e acho que o poder público tem um papel fundamental nisso. Então agradecer ao vereador por essa iniciativa de chamar essa audiência pública que é fundamental. Acho que não é um um problema dos bancários. Eu nem vou citar aqui na questão do emprego bancário, porque acho que meus colegas já falaram bastante, mas a gente tá é um problema que tá acima só da categoria bancária, é um problema social da cidade de Campinas. Obrigado. Obrigado, Marcelo. Mais alguém? Tá bom. Ah, então nós vamos então pra última última consideração, depois a gente vem aqui pra mesa. Boa tarde. Meu nome é Carlos Augusto, eu sou conhecido como Pipoca, né? Meu apelido, sou diretor do Sindicato dos Bancários de Campinas. Eu quero abordar agora um uma consequência disso, que é o cadastro. O cadastro bancário hoje ele é feito à base do celular e aí você tem aquela rotina, afaste o seu rosto, vire para a direita, pisque o olho. E a pessoa nisso, ela além de se sentir humilhada, ela vai se sentindo em desespero, porque ela vai precisar daquilo para dar uma ação, para ter uma ação subsequente e aquilo não evolui. e e e passam dias e você não tem absolutamente a quem recorrer. Então isso precisa, precisa que se dê um basta nisso. Obrigado. Muito bem. Obrigado, Pipoca. Mais alguém? Tá bom. Então podemos fazer o o sentido contrário agora, professora. Então passar pra professora AB André Galvão responder as questões e também fazer suas considerações finais. Certo? Eh, obrigada a vocês pelos comentários, né, e pelas questões. Acho que uma, a questão que foi dirigida a mim foi dirigida pelo Gabriel, né? Eh, vou vou dar uns palpites aqui, Gabriel, assim, acho que prolongando aquilo que eu que eu já falei, né? Eh, claro, tem uma questão econômica, mas pensando também naquilo que Marcelo falou, eh, eu entendo que tem um uma questão de segmentação de mercados, né? Eh, então pensar que os os bancos vão se dedicar a clientes VIPs, alta renda, né, ou a a produtos que demoranceiro mais mais elevado, deixando para as cooperativas os setores populares, né? Eh, então tem uma questão de de nicho de mercado colocado numa estratégia, né, de eh enfim, de de investimento, de priorizar os investimentos do do setor, né, eh financeiro dessa forma, mas eh eu entendo que tem um objetivo político, que foi aquilo que eu já eh destaquei antes, né? você tem uma divisão, uma fragmentação cada vez maior da categoria bancária. Os trabalhadores das das cooperativas, eles não são bancários, né? Eles não recebem como bancários, eles não têm os mesmos benefícios, eles não têm o mesmo tipo de vínculo, inclusive, né? Então, eh, isso contribui para inclusive uma própria, eh, diluição da ideia de uma classe trabalhadora, né? Porque você tem tantas fragmentações no interior da categoria de pessoas que trabalham em funções muito assemelhadas, né, muito parecidas e que poderiam ser parte de uma mesma categoria e com isso estabelecer relações, né, de solidariedade muito maior. E a gente vai observando uma contraposição, né, entre esses setores que vão realizar o mesmo serviço em condições mais rebaixadas. Então, eu acho que a questão econômica ela explica uma parte da da decisão, né? Mas é uma decisão política de fragilizar a categoria bancária e de fragilizar o sindicalismo bancário, né? Eu eu vejo isso dessas dessas duas formas. Então, queria insistir nesse nesse ponto porque me parece fundamental, porque se a gente olha só do ponto de vista eh econômico, de uma racionalidade econômica, né? parece que faz sentido de fato. Então vamos investir onde dá mais retorno e deixar, né, aquilo que eh não dá tanto retorno assim. A apesar de todo esse processo também que Marcelo destacou, que eu acho que é fundamental da gente pensar na inclusão bancária que aconteceu nos últimos anos, né? Eh, mas não é apenas uma questão econômica, né? Nada tem uma uma única dimensão. Essas duas dimensões, elas estão o tempo inteiro e eh atuando em conjunto, né? a gente precisa olhar para elas de forma complementar numa perspectiva aí da da complexidade da relação entre economia e política. Então eu acho que se trata sim de um ataque à classe trabalhadora e aos direitos da classe trabalhadora que tá colocado, né? Eh, eh, os bancos eles vêm num processo de precarização do trabalho, de precarização do trabalho daqueles que permanecem como bancários e da precarização do trabalho de todos os demais que já não são bancários. Acho acho que a gente até numa lógica de precarização, né, eh, nos diferentes setores e e nos bancos, eh, não é não é diferente. Eles são promotores desse processo de precarização. É isso. Obrigada. Ana Estela. Eu sim, só lembrar é lembrar a a todos, né, e aqueles que nos assistem que os bancos trabalham com o nosso dinheiro, né? E essa é a parte fundamental da coisa, né? os bancos emprestam e usam o dinheiro que a gente deposita lá. Então é é o é é o nosso dinheiro. Então o mínimo que eles podem fazer é nos atender decentemente. E e a professora Andreia falou de uma coisa interessante, né, que você tem lá o cardápio de opções lá quando você vai falar, mas às vezes você precisa, o que você tem, que você quer realmente não está naquele cardápio. Se você conseguir falar com o ser humano, você olha, solta rojão, comemora, porque é difícil. É, isso é um é uma praga que tá em todos os setores, não só bancários. qualquer eh serviço que você precisa de energia, de seja do que for, todos estão usando esse mesmo método. Então, quando a gente consegue falar com uma pessoa finalmente, né, porque o seu problema não tá lá naquele cardápio, eh, realmente é um feito. Então, eh, a gente precisa ter essa essa essa dimensão, né, de que, eh, é o nosso dinheiro, papel social dos bancos. Eh, então a gente precisa exigir mais, né, dessas dessas desses setores, eh, porque a gente não pode se conformar, né, com as coisas como elas estão colocadas. E para finalizar também falando que que a a professora Andreia colocou, a tecnologia ela deve servir ao ser humano. Ela não pode vir para mudar nossa vida para pior, mas tem um parece que tem um consenso. Eu eu fico vendo as coisas que publicam. A a IA vai eliminar todos os trabalhos feitos por não sei quem. Ah, I vai eliminar aquilo, vai eliminar. a gente só vê isso. Então, parece que assim que tem um um uma aceitação e uma propaganda de que nós temos que dizer o seguinte: "Olha, a tecnologia veio, você não vai ter mais trabalho, as pessoas não vão mais ter trabalho e esse é o fim do mundo." Não é bem assim, né? como ela mesma disse também, eh, o trabalho pode não existir mais da forma como você conhece, mas ele migra para outro tipo de trabalho. Então, ele não deixou de existir. Então, a gente é que precisa, eh, pensar sobre isso e não aceitar essas coisas. Eu vejo até dirigentes sindicais publicando, não, porque isso aqui, essa função não vai ter mais, não sei o quê, e, ah, vai fazer tudo, tal. Então, como se isso fosse uma coisa que a gente deve aceitar e ponto final, não é assim, né? Então, a gente tem que não resistir à tecnologia, porque ela é importante, mas ela vem para agregar valor à vida humana, né? Pra gente trabalhar menos horas, pra gente ter acesso a a lazer, a cultura, eh pra gente viver melhor, não para transformar nossa vida num pesadelo como é isso que querem colocar todo dia, né? Que a gente é assim e a gente tem que aceitar tudo aquilo que a gente não gosta e não quer. Obrigada. Obrigada, Anistela. Presidente Lourival, eh, acho que essa reflexão traz um desafio muito grande para nós, né? E eu falo nós, não apenas o sindicato, mas eu queria falar com você, da população que está nos assistindo, que está acompanhando esse debate. Que que eu faço? Que que eu posso fazer quando fecho uma agência bancária? Você tem que não cruzar os braços, mas fazer denúncia. Acho que eles ajuda bastante. Tem um banco central que você pode denunciar, tem um Procom da cidade que você pode denunciar. Acho que isso é um é um é o mínimo que nós podemos fazer. Como aa disse, não podemos conformar, né? Cruzar os braços e reclamar em casa. Não, nós temos que externar aí. Externar isso de que forma? Banco Central é um caminho excelente para você fazer isso. Olha, estão fechando a agência da do Campo Grande dia 19. Vai lá, reclama. Isso ajuda a gente dá força pra gente lutar para que possa mudar isso, que a situação possa mudar. Então eu queria só deixar esse recado população e agradecer muito você por estar fazendo parte desse debate importante, né? você que tá nos assistindo é porque tá interessado, acha o assunto importante e afeta você, afeta todos nós. E ao Gustavo agradecer mais uma vez por essa oportunidade de abrir a casa ativo também, envolver o prefeito, envolver todo, né, a nossa cidade para que nós possamos realmente estar lutando contra essa ganância dos bancos, né, que eh fecham agências e não tá nem aí com atendimento população. Então, agradeço muito, muito obrigado. Bom, gente, primeiro agradecer muito também as contribuições do Silvio Afonso, Gabriel, Marcelo Pipoca. Eh, o que eu o que eu penso assim, esse debate, você vê em pouco tempo aqui a gente eh tratou de várias dimensões desse assunto. Existe uma dimensão relacionado a planejamento urbano, a direito à cidade, a necessidade de você descentralizar cada vez mais os serviços, o trabalho, o emprego numa cidade tão grande como Campinas. A gente que pensa um modelo de desenvolvimento paraa cidade, a gente sempre vai querer aproximar bastante o emprego do local de moradia. Esse isso que deveria ser o norte, por exemplo, dos planos diretores da cidade, do desenvolvimento da cidade, que quando você fecha uma agência bancária, principalmente nas regiões mais distantes, você tá ampliando a desigualdade e as dificuldades de viver com qualidade de vida em uma cidade como Campinas. Isso tem impacto na mobilidade urbana, no transporte público, em várias outras dimensões, na geração de empregos paraas paraas regiões, né? Porque é evidente que nós temos aqui eh a geração de empregos dos bancários, mas como já foi dito aqui, existe toda uma outra cadeia de empregos de geração de renda que você tem a partir das agências bancárias. Então esse é um debate. O outro você poderia falar do debate sobre direito do consumidor, né? Porque isso também tem a ver com o direito do consumidor, que pode tá sendo eh afetado a partir de uma política como essa, né? E por isso que o que o Lourival falou sobre o Procom, sobre esses instrumentos de defesa do direito do consumidor também precisam ser ativados, né? Um outro debate diz respeito, que aí a professora falou com bastante profundidade, que diz respeito a como é usado a tecnologia, né? A tecnologia a serviço do quê? A tecnologia para ampliar desigualdade e exclusão ou a tecnologia para incluir mais pessoas e melhorar a nossa qualidade de vida. a tecnologia para provocar mais exaustão eh doenças de diversos tipos nos trabalhadores ou a tecnologia para diminuir, por exemplo, a jornada de trabalho, né, como está acontecendo em muitos países do mundo, né? Inclusive, um estudo da Faculdade de Economia da Unicamp mostra que a possível redução da jornada de trabalho no Brasil pode aumentar a produtividade, pode melhorar a economia, gerar mais empregos, além de garantir mais dignidade à vida das pessoas, porque todo mundo não pode viver só para trabalhar, né? as pessoas precisam ter tempo para ficar com as suas famílias, tempo para ficar eh para ter outros direitos, né, no seu dia a dia. Então, são muitas questões que estão relacionadas a esse tema que o Sindicato dos Bancários e quero parabenizar a direção do sindicato por trazer esse assunto aqui. Eu acho que nós podemos pensar em algumas medidas, né? Eh, é evidente que o Afonso falou uma coisa que é muito real. O sistema bancário, os bancos no Brasil, sistema financeiro, tem um poder tão grande que eles têm todo uma rede de proteção aos interesses deles, né? No poder legislativo, no poder judiciário, no poder. É muito difícil, vocês sabem mais do que eu, ganhar de um banco, né? em por isso que eles eles têm uma bancada poderosa na Câmara Federal, porque hoje são a o Congresso Nacional é praticamente formado por 4 BS, né? Você tem os bancos, você tem o boi, você tem agora as bets e você tem os bilionários. Esses e e esses quatro aqui, a união desses quatro setores aqui domina praticamente todo boa parte do Congresso Nacional. Faltou então como a bala? Ah, faltou a bala. É verdade. São cinco B. Então é, tem a bala mesmo, porque é uma é uma bancada forte também, infelizmente. Então esse esse consórcio, vamos dizer assim, é muito poderoso e os bancos também são muito poderosos e por isso que eles também se protegem do ponto de vista legislativo. E em relação ao que o Afonso falou, é muito difícil, por exemplo, na Câmara você aprovar qualquer tipo de lei, mesmo que não diz respeito a direito do consumidor, quando diz respeito a aos bancos. É uma é uma batalha. Eles judicializam tudo, eles levam pro pra justiça, eles Então não é simples, mas eu acho que a gente tem que pensar algumas medidas. primeiro divulgar esse debate com mais força na própria, por exemplo, no caso aqui da região do Campo Grande, na própria região do Campo Grande, né, para que isso seja também eh tem alguma força de mobilização dos próprios moladores, das das lideranças da região, etc., para que tenha uma mobilização social em torno do tema. Eh, uma coisa também é estimular eh e eu posso também como vereador acionar o próprio Procom alguma medida ser tomada via Procom. Uma outra coisa é fazer uma moção aqui nessa casa de apelo ou de pressão ao Banco Central sobre essa questão dos fechamentos. Eh, então procurar também apoio político, porque por mais que seja difícil, mas eu acho que a principal liderança política da cidade, que é o prefeito da cidade, deveria agir, né? O prefeito precisa agir, porque o prefeito precisa defender os interesses da cidade. Então nós vamos ter que procurar o prefeito também, porque o prefeito ele tem força política para falar inclusive com os bancos privados, né, sobre o que tá acontecendo. É claro que são eh todas as medidas e eh talvez sejam difíceis de terem um resultado tão rápido, mas eu acho que a gente precisa fazer uma mobilização política e social em torno do tema e ao mesmo tempo estimular bastante debates como esse que a gente tem feito e como a gente fez hoje aqui na Câmara Municipal para divulgar o que tá acontecendo e para denunciar essa esse essas decisões políticas, econômicas. nefastas que o sistema financeiro tem tomado no nosso país ao buscar eh se utilizar desse instrumento para precarizar o trabalho, atrapalhar, atrapalhar a ideia eh da identidade das pessoas como trabalhadoras e, portanto, atrapalhar a unidade dos trabalhadores na luta pelos seus direitos, além de todas as outras questões que nós debatemos aqui. Então, gente, eu acho que é isso. Queria agradecer muito a presença de todos vocês. Hoje é um dia bastante intenso aqui na Câmara. Vocês viram que nós tivemos um pouco antes é uma oitiva ao secretário de transporte, ao presidente da INDEC, pelo pela crise do transporte público que nós estamos vivendo, né? Uma crise eh bem grande que nós estamos tentando tomar as medidas aqui na Câmara Municipal. Infelizmente não todas as medidas, porque a maioria dos vereadores não permite, mas nós estamos tomando medidas no sentido de cumprir o papel nosso, de fiscalizar essa licitação, que é uma das maiores licitações da cidade. Tivemos esse debate importante, logo na sequência vocês viram que tá chegando ali um coral, porque nós vamos ter uma homenagem ao sindicato dos professores e professoras de Campinas região que também estão chegando aqui para uma homenagem aqui da Câmara Municipal. Gente, dessa forma queria agradecer a presença de todos, agradecer muito o cerimonial da Câmara Municipal, a TV Câmara, todos os funcionários, servidores dessa casa que permitiram a gente realizar esse debate público e em especial o Sindicato nos bancários de Campinas e região. Uma boa noite a todos. Ah, tá bom. Declarar encerrado aí. O pessoal tá pedindo aqui para organizar uma foto. Pode ser uma aí em cima, por favor. Agora isso. Isso Portanto, então, 6:06 encerrado o debate público que discutiu sobre o fechamento de agências bancárias em Campinas e região. Já está aqui ao meu lado o vereador Gustavo Peta, idealizador do encontro. Vereador, primeiramente, boa tarde. Boa tarde. Muito obrigado pela participação e pela transmissão da TV Câmara. Gostaria que você falasse, primeiramente sobre a importância desse encontro e também quais são os setores e pessoas mais impactadas com esses fechamentos. É, a nossa preocupação é com a população em geral, né? Um fechamento muito grande, são dezenas de agências que estão sendo fechadas e agora algumas regiões da cidade, regiões muito populosas, como a região do Campo Grande, que tem mais de quase 150.000 pessoas vai ficar sem nenhuma agência bancária. Isso é um prejuízo pro cidadão que muitas vezes eh prefere aí da agência bancária um atendimento mais humanizado. É um prejuízo para pessoas que também são excluídas do do acesso à tecnologia. é um prejuízo pra economia local, pros empregos que são gerados como agência bancária. Então são muitos prejuízos e por isso que a gente fez o debate para denunciar o que tá acontecendo e para ver se a gente consegue tomar medidas políticas para impedir esse fechamento das agências em Campinas. E vereador, a partir dessa discussão que aconteceu aqui, eh, quais ações, na sua visão podem ser tomadas para quem sabe frear esses fechamentos? Olha, nós vamos procurar o Procom defesa do direito consumidor, procurar o prefeito para ele, como líder político da cidade defenda a cidade desses fechamentos e vamos fazer uma moção ao Banco Central. Então, várias medidas para tentar resguardar o direito das pessoas de terem agências bancárias na cidade. Muito obrigado. Obrigado. Agradeço também a sua audiência. Continue conosco acompanhando a programação da TV Câmara Campinas. Lembrando que amanhã às 8 horas da manhã você confere o estúdio Câmara com Rúbio Oliveira. Até mais. TV Câmara, Campinas. Chega a Campinas o festival Artes pela Paz. Um movimento para quem acredita na mudança e faz a paz acontecer com atitudes no dia a dia, com arte, música, poesia, dança, oficinas, encontros e apresentações artísticas, além de podcasts, microvídeos e documentários. De 25 de abril a 27 de junho, o Centro de Convivência Cultural de Campinas se transforma. Acesse Linketri/festivalartespa paze. Na verdade, nós vivemos numa sociedade que está identificando a depressão ah de uma forma muito assertiva, mas nós temos que nos atentar. Por quê? Porque muitas vezes o o quem diagnostica e quem coloca isso como verdade absoluta, taxa aquele ser humano como depressivo. Então, nós precisamos entregar ferramentas para essas crianças, para esses adolescentes e para esses jovens, para que eles possam entender que sentir tristeza faz parte do processo. Ah, evitar que eles sintam tristeza, nós não ensinamos ferramentas para que eles sigam o próximo passo. Vamos considerar que nós estamos numa grande escola e que nós começamos lá no jardim da infância, quando nós somos crianças pequenas e vamos galgando os nossos conhecimentos emocionais no decorrer da vida. Quando o adolescente se depara com tristeza, ele precisa eh ter ferramentas para transpor aquilo e encontrar uma rede de apoio que possa auxiliá-lo. Quando ele se sente sozinho, não tem com quem conversar, não tem com quem trocar ideia sobre aquele sentimento que ele está vivendo. o bolo vai crescer e ele vai virar uma grande bola de neve e assim se transforma em depressão. Então, é a rede de apoio desse jovem, poder identificar essa tristeza, identificar um gatilho, poder auxiliar, poder procurar uma ajuda e, se for necessário, procurar médicos capacitados, como psiquiatras que possam ajudá-lo nesse processo. É muito importante a gente identificar o que é tristeza passageira e o que já se tornou depressão para poder ajudá-lo de forma coerente. Na grande maioria dos casos, exceto traumas, na grande maioria dos desafios vividos na adolescência são tristezas passageiras que precisam sim de ajuda e de apoio para que não se transforme em depressão. Ah. A maioria dos acidentes na infância são previníveis com medidas simples, né? Então, eh, para cada faixa etária, como é que a gente pode fazer para prevenir os acidentes? Cada faixa etária tem a sua peculiaridade da fase de desenvolvimento. Quando a gente entende a fase do desenvolvimento infantil, a gente consegue se antecipar e com isso fazer as medidas de prevenção. Bom, vamos lá, pessoal. quadro de Ohohohohoho na Educação e a gente vai falar sobre um aplicativo bem bacana que é o guia voz. Quem vai explicar pra gente é justamente a responsável por esse aplicativo que é a Giovana. Tudo bem, Giovana? Beleza. Tudo prazer. O nosso aplicativo GU Voice é para pessoas com acessibilidade e deficiência visual. Ele é composto pelo Bluetooth Low Energy, que é um Bluetooth que é baixa energia, que consome menos e é ideal para esse projeto. É ele que vai ficar nos obstáculos e conectar o no celular. E o celular vai visar pra pessoa o obstáculo estar na frente, eh, alertar cuidado com vibrações também, caso a pessoa prefira. E tudo isso no aplicativo, ele pode escolher, a gente tá aprimorando, mas a ideia principal é que o celular que avise tudo junto com o Bluetooth no obstáculo. Boa. Porque nós estávamos inclusive conversando antes, né, Giovana? Antes ficava no braço, né? Agora não é mais assim, não. A gente queria trazer algo que não fosse tão incômodo pras pessoas, porque pode ter pessoas que não vão querer usar ou se sentir desconfortável. Então, a gente queria colocar no celular. todo mundo tem para ser mais acessível também. E é isso. Boa. Como surgiu assim a ideia? Quem fez eh você sozinha com orientador, com o pessoal da faculdade? Como foi isso, Giovana? Primeiro surgiu a ideia pro TCC, que seria algo, eu queria já ser voltado para pras pessoas no geral, pra acessibilidade, pra inclusão. E eu conversei um pouco com o professor. Eu tive a ideia de só colocar um alerta no nas escadas, mas a gente foi conversando e a gente falou: "Que tal colocar num aplicativo, conectar no celular?" E aí a gente foi aprimorando, tive ajuda de outros alunos do mesmo curso que eu, pela parte da manhã e com isso a gente foi construindo, mas o aplicativo fui eu que fiz tudo sozinha do zero. Bom, e é só para pessoas que têm deficiência ou não? Serve também às vezes para um lugar desconhecido? Como que funciona isso? É, pode ser até usado para outras pessoas, mas o público principal é as pessoas com deficiência visual que a gente escolheu justamente para incluir elas. Eh, como eu digo, inclusão nunca é demais, acessibilidade é importante e quanto mais tiver, eh, eles vão agradecer, eu diria. Vai ser, eles vão ter maior independência, maior segurança e é para todos os lugares, não necessariamente para faculdade, para praças, para eventos, enfim. Muito bom. Que legal. Qual faculdade você faz? Qual o curso? Eu faço na Fatec Campinas, análise de desenvolvimento de sistema e eu tô no meu último ano. Ah, é? E por que escolheu esse curso? Eu escolhi porque a Fatec ela é mais voltada pra prática, são 3 anos, é tecnólogo, então ela tem mais atividades de prática, ele ela te fortalece pro mercado de trabalho. Mais um. Bom, e até em cima desse eh aplicativo que você fez, existe de repente a possibilidade de você também eh fazer outros assim nessa área? Você pensa nisso? Esse é o primeiro de muitos ou já fez algum outro? Não, é o primeiro. É, é o primeiro de muitos. É o primeiro de muitos. Isso. Você pensa o que daqui pra frente assim? Eh, por agora a gente, eu quero aprimorar o aplicativo porque é o meu TCC, então gostaria de deixar mais robusto possível, mas se quando a faculdade acabar com mais tempo, eu posso pensar em outros projetos com mais gente. E é isso. Bom, qual o principal objetivo do aplicativo? Assim, que que você espera na prática pras pessoas? que as pessoas gostem, tenham a opção de se sentir inclusos, seguros, independente e que com a gente consiga trazer mais inclusão. Eh, o meu objetivo principal é que as pessoas tenham mais acesso ao qualquer ambiente. Como vai fazer? Você vai lançar ainda? Quem tiver interesse ou não? A princípio é um projeto da da FACU. Como é que é? É, começou com projeto de TCC. Eu estou percebendo que pode ser algo bem maior, bem bem mais para fora, mas por enquanto eu não penso assim, eh, não tenho planos, eu tô focada mais na faculdade ainda, mas vamos vendo. Como ele foi desenvolvido. A gente desenvolveu com o Arduino, eh, de primeiro o hardware, que conecta com o Bluetooth e junto com o Bluetooth vai conectar no celular e o aplicativo que que faz tudo. Ele procura qualquer Bluetooth que tá mais perto, se conecta e vai mostrando a distância para você. Se se tiver uma pessoa com com você. Eh, tem opções de você não ter voz, só ter vibração, se você quer só alerta, enfim. E você pode colocar no seu bolso que ele funciona normalmente e você vai andando. Se você eh chegar perto num nível muito muito crítico, ele vai te alertar e você vai ter mais cuidado. Você pode ter mais segurança. E quanto tempo você durou? Quanto tempo durou para você fazer esse aplicativo? O ano passado inteiro. Um ano. Então isso não foi fácil, né? Não, muito estudo, muito estudo. É, o aplicativo foi o, acho que a parte mais difícil de fazer, porque eu não tinha tido a aula de de aplicativos mobilees ainda, então eu tive que estudar desde o zero sozinha para conseguir fazer o aplicativo. E é uma bandeira esta que você sempre gostou, defendeu, essa envolvendo deficientes virtuais? Eu sempre tive interesse, porque eu acredito que qualquer ambiente tem que ser acessível para todos e por que não usar a tecnologia a favor disso? E sempre foi um interesse meu assim. Boa. Agora bora então conversar com o orientador do projeto, né? O Diogo. Isso. É o instrutor. Valeu. Muito obrigado, viu? Obrigada. Pois é, galerinha, como eu disse agora com o Diogo, que é o coordenador do curso, também ajudou na orientação. Tudo bem, Diogo? Beleza. Tudo bem. Como é que vocês estão? Beleza. Bom, certamente é um aplicativo bem bacana aí, bastante útil. Eu quero saber de você que é o coordenador do curso, como foi tudo isso? Então, o os projetos são desenvolvidos durante o curso, né? O curso é o curso de análise desenvolvimento do sistema aqui da FATER Campinas. Então, dentro do curso, a gente procura passar para o aluno um conjunto de informações, disciplinas que fortaleçam o seu conhecimento. A, o curso já é voltado à parte prática, né? A nossa ideia é sempre aplicabilidade prática, né? E aí a gente busca dentro disso o que é que a gente pode ajudar dentro da sociedade. Então o o Guz veio de uma forma que foi muito extin que o aluno buscava uma a trabalhar fazer um projeto, né? E a gente tinha a ideia de como que a gente pode fazer isso para ajudar a sociedade. E nesse caso aqui a gente sempre pensa nisso, né? AC acessibilidade é uma algo que é comum pra gente de buscar, né, para facilitar a a população de forma geral, mas visando a essa essa população que tem a necessidade. E aí a gente juntou uma ideia e foi juntando as disciplinas do curso que poderiam associar essa ideia. Essa ideia inicial começou no primeiro semestre com a disciplina de laboratório de hardware, justamente que é quando mostra, né, essa parte do Arduío, essa parte da da do hardware da máquina, né, e ela vai desenvolvendo com as disciplinas de linguagem de programação, que ajuda o aluno a ter a parte eh de desenvolvimento do sistema, do software, né? Eh, a Giovana comentou, é, são várias mãos, porque até outros alunos, né, de outros turnos, né, dentro do mesmo curso, a gente tem dois turnos, que acabam entendendo um pouco mais do hardware, um pouco mais soft, acabam se ajuntando, né, se aliando o grupo para poder eh ter o desenvolvimento completo. A Giovana fez a a fez toda parte da do desenvolvimento software, mas teve ajuda de outros grupos, outros alunos na parte do hardware, né, que é o sistema que depois você vai acabar mostrando aí também como funciona na prática, né? Bom, que interessante isso. Eh, você citou aí, né, Diogo, que foram utilizadas aí várias disciplinas do curso, né? Exato. É isso aí. Várias disciplinas. Então, quer dizer, uma vai ligando a outra para chegar no produto final, né? É, isso é a ideia, né? de você ter para chegar de fato, você passa por várias fases, vários conhecimentos. Às vezes que no caso Giovana eh disciplinas que ela ainda teria, que poderia ajudar a ser mais fácil, como ela demora um pouco mais para frente, ela teve que se antecipar, ter feito essas disciplinas, né, eh, antes, estudar elas antes para depois aprimorar quando tiver feito de fato dentro da sala de aula. Mas é um conjunto de disciplinas, não é uma coisa só, né, que leva o aluno ao sair da da da faculdade, ao sair do curso, que leva o aluno a ter essa capacidade de desenvolver ou para trabalhar para alguém ou vender seu seu produto, né, ou mesmo criar a a sua empresa, né, desenvolvimento. Mas uma coisa que a gente acha legal, que a gente gosta muito, é sempre servir a comunidade para isso, né? Bom, e é de fato um assunto meio interessante, né, que envolve inclusão. Isso é ex muito bacana, né? Então, nesse caso específico, esse gaz ele é usado para a a pessoa que tem a deficiência visual, né? E aí facilitar o convívio dela, mesmo em ambientes que ela não conhece, mas um ambiente dela de casa que poderia ser eh perigoso até, né? Então, eh, o guia é um buraco, né? Obculo, né? Exato. Um obstáculo, por exemplo, que seria, por exemplo, um móvel dentro de casa, né? Mas é fácil pra gente que a gente que enxerga. Parece que isso no aplicativo na prática. Como que é? Explica pro pessoal que tá em casa. Tecnicamente. Então você pode ter, por exemplo, você falou do móvel aí, vamos pegar esse exemplo do móvel. Tem móvel aí, por exemplo, hoje em dia a gente consegue eh a através do Bluetooth, né, que é um aparelhinho que você pode eh deixar conectado ou deixar parado em determinado ambiente ou em vários ambientes, né? Tudo hoje em dia quase tem ligação com a internet e poderia ser o Wi-Fi ou poderia ser o via Bluetooth. Então você imagina que você tem um um móvel, uma uma mesa, uma eh uma algum lugar, um armário onde você tenha a ele físico nele, ele tem esse ele tem um Bluetooth que identifica via o aparelho. Então, se a pessoa está com com o celular, por exemplo, ao andar, se for se aproximando desse desse obstáculo, o celular vai avisar, ele vai avisar vibrando, né, fazendo som, apitando, fazendo um som às vezes ou, né, dependendo aí do caso do sistema de ser programável, ele avisa ele. E a mesma coisa com buraco, por exemplo, poderia ser se o o buraco é alguma coisa, na verdade, que você teria que ter um um software eh um pouco mais específico paraa leitura visual, mas imagina que eu poderia mapear todo um ambiente. Perfeito. Todo um ambiente. É como se ele conseguisse o o o sistema conseguisse enxergar todo o ambiente conforme a pessoa for se deslocando e avisando para ela, ó, vai mais pra direita ou vai pra esquerda? Você pode tentar livrar do dos obstáculos que poderia ser perigoso para uma pessoa que tem uma deficiência visual. Bom, eu tô dando uma olhadinha aqui. O projeto foi apresentado eh na 16ª FET, não é isso? Fetesp. Isso. Ela foi apresentado numa feira que é própria para isso, né? Para desenvolvimento de de inovações, né? Foi sucesso o o a procura por por softwares, né? Ou por aplicativos aí, projetos que ajudam a mobilidade, né? geral, eles são sempre são procurados, né? Então isso isso pra gente é legal, eh, é importante para paraa comunidade e incentivo para os outros alunos, né? Ah, sem dúvida de referência, né? Referência fica todo mundo já querendo, ó, a gente levou um aluno pra feira desse ano, ó, semana, ano que vem vamos levar quatro, cinco, serve de modelo de most que eles são capazes, né? Isso aí. A Jovana vira, na verdade, um ícona ali para pro pessoal enxergar e poder querer eh repetir isso, né? Eu até perguntei pra Giovana, Diogo, eh se existe a possibilidade do aplicativo Guia Voz eh também de repente estourar aí no futuro próo ser utilizado. Como que você vê essa possibilidade? Eu eu acho que sempre tem a possibilidade, né? Até coagregando com outros tipos de aplicativos parecidos, né? Alguém que poderia bancar isso, né? um anjo aí, né, nesse sentido que banque o serviço, mas é uma coisa dela ali, né, como patente dela para ela poder querer fazer isso também, desenvolver, que é uma coisa que eu acho que ela quer também, mas dependeria, mas poderia ser uma uma saída, né, ou até mesmo dentro da unidade outros alunos que vêm na sequência dando complementação a esse projeto que já está andando, né? A gente pensa nessas coisas também nesse sentido, né? Então, pra gente é importante, a gente tem um grupo de alunos, a gente eh teve alunos com deficiência, por exemplo, de paralisa cerebral cerebral, que que desenvolveu, aluno nosso, né, desenvolveu, por exemplo, eh um software para paraa própria eh quem tem a dificuldade de usar o aparelho, de usar o computador, falar, essas coisas, ele poder se comunicar via o aparelho, né? Tem alunos que desenvolveram teclados especiais para quem teve deficiência motora. Então, tudo é um conjunto de disciplinas que levam ao aluno que tenha essa essa criatividade, que tenha esse entusiasmo a desenvolver algo que possa ser aplicado para pra sociedade e principalmente nesse caso para quem tem algum tipo de deficiência, né? Bom, vamos lá pra gente finalizar, então, eh, qual as dicas que você deixa? Porque o de olho na educação é um quadro bastante eh acompanhado aí pelos estudantes, pelos pais dos estudantes também, né? Então, o pessoal tá certamente assistindo ao quadro e falando: "Puxa vida, que legal. Gostaria de de repente tentar mergulhar numa dessa, fazer um curso desse ah não, mas é muito difícil, é impossível". Que que você fala aí pra galera que tem interesse em seguir nessa área? Quem tá terminando o ensino médio, né? Eh, se você é da rede pública, por exemplo, ensino médio, dentro da da rede pública, você tem o programa que é o Provão Paulista, que é uma uma chance do aluno, né, ingressar diretamente na faculdade, né, no nosso caso, nas faculdades públicas, né, isso é importante. Via vestibular também você consegue então entrar na faculdade, no nosso caso aqui, né, a faculdade pública gratuita. A FATEC é uma da unidade de Campinas, é uma das 82 unidades que tem no estado inteiro, né? Tá bem localizada aqui. É uma faculdade gratuita que tem vários cursos. Quem tem essa ideia, quem gosta, né, da parte de desenvolvimento, a gente tá indicando o curso que eu coordeno agora, que é o análise de desenvolvimento de sistemas, né? Não é um curso que você precisa chegar aqui sabendo nada, é um curso de graduação nova que você tá chegando. Então o aluno às vezes vem com algum conhecimento prévio, mas não tem essa necessidade. O que precisa se dedicar um pouquinho lá para passar no vestibular e aqui dentro da unidade vai ter todas as ferramentas para ele poder progredir eh e ter sucesso na carreira que ele escolheu, né? Então é importante que o aluno, né, mesmo quem tenha, por exemplo, já uma, ah, eu já tô um pouco afastado da faculdade, né, da da do escola, por exemplo, ah, terminei faz tempo o ensino médio, tem problema, né, assim, ó, peço vestibular, vem estudar, porque nunca eh eh nunca não nunca perde o tempo de você vir e se formar e e ter conhecimento, adquirir o conhecimento para poder e progredir na carreira, poder melhorar, se precisar mudar de carreira. Então, a gente recebe alunos que estão saindo do ensino médio, outros alunos que estão tentando mudar de carreira, mas é uma oportunidade de dentro da FATEC, eh, que são cursos, eh, práticos de 3 anos, é uma graduação, mas ela é focada pro pra prática, é focada pro mercado de trabalho. Então eu convido a todos e pode vir conhecendo aqui o prédio nosso, né, conhecer a unidade que eu acho que é importante também pros pais verem, como você disse, né, eh incentivar os seus filhos aí para poder vir estudar. Valeu, Diego. Parabéns. Parabéns também paraa Geovana que conversou conosco. Bom, pessoal, eu sou André Aranha e você já sabe, né? Tô sempre, ó, de olho na educação. Tchau. A cada ano eu tenho a oportunidade de transformar o inverno de alguém. Um agasalho sem uso pode ganhar uma nova história. Se não tô usando, tô do ano. Campanha do agasalho 2026. Presente no inverno e em todas as estações do ano, oferecendo dignidade a quem mais precisa. Particip doe roupas em bom estado. Realização, Secretaria de Desenvolvimento e Assistência Social. Prefeitura de Campinas. เฮ
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