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CÂMARA NOTÍCIA - TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA NEGRA - FAZ. ROSEIRA
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CÂMARA NOTÍCIA - TERRITÓRIOS DE RESISTÊNCIA NEGRA - FAZ. ROSEIRA

33 views Publicado 24/11/2023 HD · 10:38

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Nesta semana em que se comemora o Dia da Consciência Negra a TV Câmara Campinas apresenta uma série de reportagens especiais sobre alguns dos Territórios de Resistência Negra na cidade. A de hoje é sobre a Fazenda Roseira, que tem como gestora a Comunidade Dito Jongo Ribeiro

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[Música] no meio de vários edifícios um território preservado conquista do movimento negro e do movimento popular sendo uma referência agregadora da cultura afro-brasileira dentro da cidade de Campinas materializado na fazenda ros onde a comunidade jo gito Ribeiro Hoje é a gestora 2008 estávamos chegando nesse lugar que era uma propriedade privada que passa a se transformar num equipamento público do município de Campinas e que nós quanto comunidade jongueira de patrimônio cultural em a parceria e Aliança diversas instituições temos a compreensão do quanto um lugar como esse que sempre foi destinada a ser a casa do Barão era fundamental contar a história a partir daqueles que de fato construíram essa história que foram os povos que foram os escravizados mas que trouxeram Ciência Tecnologia conhecimento cultura pra Construção do Brasil Então isso era efervescente na nossa chegada aqui e aí um monte de sonhos de pensar o que para além da nossa prática do jongo era importante levar de devolutiva para Campinas e para todo o país quanto conhecimento mas pra gente contar essa história vamos falar de dito Ribeiro meu avô Benedito Ribeiro era de Minas chega ao estado de São Paulo na década de 30 era descendente jongueiro fazia e eu tenho uma grande alegria de estar na minha terceira geração agora né com a minha mãe viva ainda com a gente eu e minha filha recuperando vivenciando e compartilhando pros nossos jovens essa tradição tão importante que Desde 2005 é um patrimônio Nacional do Brasil parei ci mais no J eu cheguei jongo é uma manifestação afro-brasileira que começa no Brasil na região sudeste nas fazendas de café muito ligado a esse plantil do café e que tem como Essência o toque o canta a dança são tambores né que dão Ritmo da Dança um casal no meio e que o segredo a brincadeira do jongo é um cantar e dois entender porque através da roda de jongo os escravizados articulavam fugas trocavam informações faziam eh trocas de sentimentos se curavam e que no pós-abolição algumas famílias passam a a praticar essa dança já acontecia o jongo na casa da minha avó que é ruas aqui para cima a gente já fazia o jongo identifica que a fazenda rozeira estava passando por esse processo de depredação e a gente ocupa espaço a a gente nunca imaginou que a fazenda Roseira se tornaria uma referência na matriz africana mas com certeza é resultado do nosso trabalho e desempenho em fazer a cultura afro no nosso município desde o dia da ocupação deste móvel construído no século XIX que passou por reformas na década de 1920 a comunidade Jong gud dito Ribeiro preserva muito mais do que essas paredes aqui ela é a guardiã da e da cultura afro-brasileira que vai além do território campineiro uma amostra desta expansão é o Projeto tuc pamoja Brasil um intercâmbio cultural entre a comunidade jongo dito Ribeiro aqui no país kif na Noruega e mono em Moçambique inicia as conversações de 2019 é um projeto que já existia em parceria com a Noruega e Moçambique em 2020 é que começa a parceria incluindo o Brasil né e como é um projeto de intercâmbio no primeiro ano por conta da pandemia a gente não conseguiu mandar jovens e em 2022 a gente teve a primeira leva de jovens que fizeram intercâmbio por 10 meses dois em Moçambique dois em em Noruega e Retornam e quando eles Retornam prevê-se pelo projeto que eles deam uma contrapartida ou seja demonstrarem compartilharem com jovens que ficaram aqui o que eles aprenderam ao longo desses 10 meses esse projeto Ele tá em vigência até 2025 né então a gente tá na segunda rodada ainda vamos ter mais uma seletiva no ano que vem então já fica aí o convite pros jovens que querem conhecer mais o projeto que sá também plar uma das vagas para representar o Brasil ali em fronteiras poder ter a possibilidade de ecar e trazer essa oportunidade pros nossos jovens periféricos tão carentes de oportunidade nos dá esperança né de continuar essa luta mas também nos dá o desejo de uma expectativa de cada vez mais investidores queiram nos aliar nas construções que a gente realiza aqui com investimento de R 180.000 por ano no Brasil quatro jovens dois de Moçambique e dois da Noruega vivenciam as tradições afro-brasileiras a troca de experiências reúne técnicas em música Dança liderança e demais Artes performativas que devem ser disseminadas para toda a comunidade o que impressiona também aqueles que investem no projeto norec facilita que passar para que os diferentes países aprendam suas diferentes culturas por ver como funcion comoas poras muito importante para nos a gente passa ter oportunidade não só de ampliar o nosso do patrim cultural do jongo da cultura de Matriz brasileira diaspórica para ess outros territórios que é Moçambique e frid que está na Noruega como também a gente passa a ter a oportunidade de ampliar o nosso arcabouo cultural em receber jovens de 18 a 24 anos que vem de outras culturas E que nos ajudam também a olhar paraa nossa própria cultura num país aonde a cultura não é prioridade não é investida né dos quais as políticas públicas el são tão descontinuadas tem sido de uma riqueza muito grande para os participantes né e a gente ter a Casa de Cultura Fazenda rozeira como hóspede desse projeto é muito interessante porque dá ao mundo a saber no caso as parcerias que a gente tem com Moçambique e a Noruega a saber sobre a especificidade dos jovens que a gente trabalha aqui que é um recorte do interior de São Paulo que é um recorte periférico né que é um público que é bastante carente que a gente busca trabalhar e como existem potência dentro desses universos né uma outra proposta é o roteiro afro para as escolas e o público interessado mediante agendamento que é o momento né que Principalmente as escolas que tem né A Lei 10639/3 com a atualização 11.648 X8 que obrigatoria o estudo da cultura afro-brasileira africana indígena nos currículos escolares então a vinda na fazenda rozeira é essa oportunidade que as escolas têm de trabalharem isso efetivamente para além do que os livros didáticos entregam então aqui a gente contra sobre o espaço da Fazenda rozeira sobre a nossa chegada sobre a nossa ocupação fazemos esse contexto histórico né da chegada do Povo preto no nosso país as contribuições porque quando a gente abre os livros didáticos a gente só vê sobre escravidão e quais são as contribuições que esse povo Preto traz até hoje em 2010 a câmara homenageou a associação Jong gud dito Ribeiro com a medalha Carlos Gomes em 2013 a agremiação foi declarada como órgão de utilidade pública municipal no decorrer dos anos o espaço sofreu vários ataques de vândalos preocupados com a situação e no sentido de apoiar o trabalho vários parlamentares protocolaram requerimentos e indicações sobre a preservação e a manutenção da Fazenda o nosso maior desafio ainda é assim o recurso para poder ampliar as nossas ações e compartilhar e contribuir para que cada vez mais mais pessoas compreendam a importância da cultura negra com tanta riqueza e cultura neste patrimônio imaterial que é o jongo a associação é a verdadeira guardiã deste espaço um símbolo da resistência negra em Campinas só o acordar do jongo já é resistência porque dito Ribeiro quando ele falece os filhos não continuam e acontece um processo de chamado de resgate dessa tradição então isso já é uma resistência que edito Ribeiro mesmo depois de falecido da nossa mestra não ter vivenciado o jongo com ele recebe esse chamado e a gente aprende com as nossas comunidades mais velhas e a partir disso já está Resistindo e salvaguardando essa tradição no quintal de uma senhora na periferia de Campinas chegar ocupar esse espaço no desejo de manter cada árvore no seu devido lugar cada porta e janela no seu devido lugar e hoje resultar nesse espaço de referência afro no município é de exema importância a gente pode dizer que aqui é um território de resistência negra no sentido de que aqui as nossas práticas culturais os nossos costumes os nossos em matriz africana são preservados e salvaguardados como prática cotidiana mas também é um lugar de reexistência num momento de tantos desafios com guerra fome falta de oportunidades que a gente se reinventa A partir dessa ancestralidade que nos faz ter esperança de ter uma sociedade menos racista mais igualitária e com mais oportunidades a todos a todas Independente de raça gênero diversid orientação sexual porque a gente gente entende que a luta antirracista é uma luta cidadã e ela não é uma luta de [Música] negros meus olos me do [Música] corpo di
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