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Olá pessoal, a repórter Luana Galiza foi até o Teatro Césia Moreiras entrevistar o elenco da comédia O Burrei, que está na programação gratuita da semana. Confira e não perca! 14 de julho, dia do aniversário de Campinas. E hoje, na Agenda Cultural, eu tenho o prazer de entrevistar o elenco da peça de teatro, o Buhei, que está em cartaz aqui no SESI Amoreiras. E para falar um pouquinho agora, primeiramente, a respeito da peça, eu vou entrevistar um dos protagonistas, o Augusto Marim, que vai falar um pouquinho sobre o seu personagem. Você é o Bupai. Conta um pouquinho sobre a peça e o seu personagem. Bom, o Burrei é um clássico da dramaturgia contemporânea, é uma comédia absurda, criada pelo Alfred Jarry, que é um autor francês, que escreveu essa peça em 1896. Essa peça revolucionou a dramaturgia francesa nessa época, foi uma peça que ficou dois dias em cartaz, deu uma confusão danada, porque ele criou toda uma encenação totalmente diferente do que vinha do teatro francês naquela época, que era um teatro realista, naturalista e tal. Então, é uma peça muito revolucionária, muito incrível e muito bacana, porque acontece de tudo. Acontece morte do rei, sequestro, pilhagem, assaltos, guerras, é uma loucura. E a gente montou em 1921, com direção do Armando Ligori, eu, Esther, Góes, o Juliano Dipe, Fabrício Garelli, Paulo Dantas, Natália Albuque e o Fábio Godinho na Contra-Regragem. Nós montamos o espetáculo no Teatro Comune em São Paulo, que é o nosso teatro em São Paulo, que fica na Consolação, que é o nosso laboratório lá de trabalho. E aí começamos a viajar, e viajamos pelo estado todo, viajamos por São Paulo, e agora estamos no circuito do SESI, fazemos essa temporada que é incrível, os teatros do SESI são maravilhosos. O Bu, esse personagem, é uma figura grotesca, uma figura, enfim, absurda, e é uma paródia, na verdade, uma sátira, aos governantes autoritários, esses fascistas, os déspotas, seja de esquerda ou de direita, quer dizer, é toda aquela figura que tem o poder, e que adora o poder, que come, que engole o poder o tempo todo, quer dizer, que quer sempre mais. Então, é uma figura, e é uma figura patética. Os poderosos têm isso, essa coisa deles, parece que eles estão brincando como se fossem crianças, eles dispõem da vida dos outros como se fossem, como se a vida fosse um joguete. Então, é muito engraçado, porque essa dupla, eu e a Esther Góes, quer dizer, a mãe Ubu é superimportante, a mãe Ubu, manda no pai Ubu, você já vai falar com ela, então ela vai te contar aí, mas essa dupla é muito interessante, porque é uma dupla inclusive claunesca, patética, eles são engraçados e eles são cruéis ao mesmo tempo, porque o Paiobu xinga a plateia, tem cenas com a plateia, desce lá na plateia, em certo momento a gente pega o espectador e traz para o palco para matar esse espectador, porque tem uma cena que a gente mata os juízes, mata os banqueiros, mata os industriais, mata todo mundo, e a gente pega uma pessoa da plateia para ser morto, um artista, para ser morto nesse momento. Augusto, é um drama, uma comédia? O que seria esse gênero? Você pergunta para a Esther ali, mas olha, é uma comédia escrachada, eu acho. Mas a Esther acho que vai te falar melhor. Esther Góes, um prazer te entrevistar. E aí, é uma comédia, é um drama? É uma tragédia engraçadíssima. Porque, na verdade, quando tudo se desconstrói, fica o quê? Fica o ser humano louco pelo poder. E o Jarry faz questão de mostrar bem claramente Quem é essa criatura, essas criaturas E de se divertir loucamente com isso Então a gente sempre fala que nessa peça nada é real Só narrativa, só tem narrativa Quer dizer, todo mundo inventa uma coisa e vê se emplaca E quando emplaca vira história, mais ou menos isso Não passa disso a coisa toda Então, assim, acho que o espectador, quando chega no teatro a gente tem assistido isso, começa a rir imediatamente. Por quê? Porque ele se reconhece e reconhece tudo o que ele tem vivido, tudo o que ele tem pensado e duvidado, e se põe naquela situação, porque de um ser humano com essas características, digo, homens, mulheres, todos, a gente realmente tem que dar muita risada e estar rindo de si mesmo. E quanto à mãe, o bu, ou o bu rainha, o bu rainha, porque eu sou rainha, uma rainha, quero ser rainha o tempo todo. As mulheres também não escapam desse negócio. E, na verdade, também observo que, de tanto ser chamadas de princesinhas desde criancinhas, e de rainhazinhas, a gente não quer perder a majestade e ficar extremamente cruel. e louca pelo poder também, para ser tudo isso, para ser rainha, ser princesa, ser esse troço todo que a gente imaginou. Então, na verdade, vivemos todos desta imaginação constante, que acaba sendo a sociedade, o nosso ridículo, a nossa vida. Então, eu só posso te responder dizendo, é a comédia. A comédia, por excelência, é uma grande comédia. Esther, o espectador que vir assistir vai se identificar com os personagens? Com certeza, porque todos nós somos muito disso. Nós o tempo todo fingimos que não queremos, mas dá uma licencinha para ver se a pessoa não sai correndo atrás de tudo. E quando consegue a metade, quer o todo. E quando quer o todo, quer o duplo todo. Quer todo, quer tudo para si. Então, esse ser humano que o Burrei, que o Augusto interpreta muito bem, Ele é um enganador, ele sabe enganar e confundir, e ele tem essa volúpia do poder. Que é, o Sprujahri é a grande característica do ser humano, é essa. O ser humano, em geral, o que resta? Você desconstrói tudo, você faz da vida o que você quiser, mas o que resta de real? O egoísmo, ele está lá. Quanto tempo de peça? Quanto tempo de peça Varia um pouco porque o Marinho Às vezes ele está mais inspirado Às vezes menos Digamos que uma hora e meia Basicamente é uma hora e meia Mas parece mais Porque tem muita coisa acontecendo E é uma peça com muitos reis Muitas rainhas, muitas guerras Muitas coisas Tudo acontece alucinadamente Quando você vê, já aconteceu É muito gostoso fazer o Ubu Muito gostoso Quanto tempo para poder montar toda essa estrutura? Esse projeto foi patrocinado Foi apoiado pela Lei Aldir Blanc A gente ficou fechado um bom tempo na pandemia Em 2020 Quando voltamos, a gente se juntou Aceitou nosso convite para estar com a gente Que foi maravilhoso E a gente então montou a peça Mais ou menos de dois meses mais ou menos, de ensaios direto. Na verdade, eu e o Armando adaptamos muito o texto. Eu adaptei o texto. O texto é maior, o texto original é maior, o texto maior, se for fazer inteiro, deve dar mais de duas horas. Porque é um teatro francês, então tem muito texto. Mas a gente adaptou e deixamos o texto muito orgânico, muito físico. Então, as ações físicas prevalecem. Ou seja, as ações que acontecem nas ações físicas. Essas ações são mais importantes. Não tem nenhum grande bife, grande monólogo. A Esther tem uma coisinha ou outra que ela fala da Mãe Obu, que a peça devia se chamar Mãe Obu, uma viagem da Mãe Obu. E o Pai Obu também, de vez em quando, com a plateia. Mas são pontuais. Em geral, são muitas cenas. E acontece de tudo, Luana. Cada dia é um espetáculo próprio, único. O Obu é uma celebração disso. É uma celebração mesmo do teatro. Porque já que tudo é fake, vamos a isso, vamos te atrar. Estéria, então vamos aproveitar essa celebração e convido o pessoal de casa a vir assistir vocês. Então, tem o meu convite, o nosso convite, do Teatro Comune, do Augusto Marim, que faz o Ubu. Eu faço o Ubu Rainha e temos mais cinco atores maravilhosos, são comediantes maravilhosos que nós temos em cena. Um espetáculo que você vai adorar se ver. Você vai adorar se ver sofrer, se ver apanhar, se ver matar, fazer coisas horríveis. Todos aqueles seus desejos terríveis estão lá todos em cena. Você pode se identificar com todos eles sem nenhum perigo. E você pode sair em colo, me disse tudo, gargalhando. Venha. Vou fazer um último convite aqui, Luana, se eu puder Nós somos do Teatro Comúnico Mas você colocou muito bem E que fica na Consolação, ali, 12 e 18 Do lado do Mackenzie, nós temos um teatro em São Paulo De 100 lugares, onde estreou o Burrei Em 21, foi lá a estreia Depois a gente começou a circular por São Paulo Pelo interior, virada cultural Essas coisas todas E agora estamos nessa temporada do SESI Que é maravilhosa, os teatros do SESI são incríveis São maravilhosos E vamos daqui de Campinas, vamos para Ribeirão Preto depois em agosto e depois Piracicaba em setembro, então já fica também esse aviso. E convidar vocês a conhecer nosso Teatro de São Paulo, que está na Consolação, que é um espaço muito bonito, muito aconchegante, pequeno, mas um teatro alternativo, independente, mas muito gostoso, e a gente faz oficinas lá, faz cursos de teatro, com máscaras, enfim, várias oficinas, então fica também o convite para vocês conhecerem lá em São Paulo. A vocês dois o meu muito obrigada, com certeza eu vou vir assistir. Vou ouvir, fiquei muito curiosa. E você aí de casa, continue com as nossas dicas de cinema. Estreias no cinema, o portal secreto, o jovem Paul procurava por trabalho e após uma entrevista acaba contratado. Para sua surpresa, o lugar era mágico e prestava um serviço diferente na vida das pessoas. Se fomos capazes de influenciar essa jovem consumidora, imaginem o que podemos fazer com a humanidade. Perdida, a Sofia é muito ligada em romances, mas somente nos livros. A vessa palavra casamento, ela vive na cidade grande, é moderna, independente e passa por um momento de estresse. Só que a vida resolveu pregar uma grande peça. Hoje no Teatro Oficina do Estudante, às 7 e 9 horas da noite, Renato Albani Assim caminha a humanidade Nós estamos rodando Desde quinta-feira ela é a mãe dela aqui Caralho, não aguento mais São Paulo é muito estranho, meu Deus No sábado, a partir das nove horas da noite Tem o stand-up Improvável Criado pelo trio de humoristas Anderson Bizoste, Daniel Nascimento e Elidio Sana Os Barbixas Improvável é um espetáculo de improvisação teatral onde as cenas são criadas na hora, a partir das ideias na plateia. É só botar o aparelho da NET aqui no meio. E segunda-feira tem teatro para a criançada. Às três da tarde, o sítio do Pica-Pau Amarelo. Da maravilhosa obra de Monteiro Lobato, a Cia Arte e Manhãs busca com esta adaptação trazer para as novas gerações o mundo fantástico de descobertas e sensações, com o resgate da cultura brasileira. Seria bem bom não ter fim Na terça-feira é a vez da peça João e Maria. Livremente inspirada na conhecida fábula, dois irmãos descobrem que a madrasta tinha um plano terrível para abandoná-los na floresta. Ao saberem, decidem fugir de casa e marcam o caminho com migalhas de pão. O que eles não imaginavam é que os passarinhos com fome comeriam as migalhas. E agora, os personagens procuram a participação da plateia para descobrir o caminho de volta. Eu sou mais inteligente, e eu sou a mais esperta, o problema é que não conhecemos esta parte da floresta, o meu nome é João, o meu nome é Maria. No sábado, às oito da noite, show Pink Floyd Eclipse, Cachola Produções Artísticas. No domingo, às sete da noite, colagens de Uma Ditadura Nunca Mais, Cia Espelho d'Arte. A peça busca, através da concepção cênica, mostrar que nunca devemos esquecer o horror do golpe militar de 1964. Colagens, como o próprio nome diz, são colagens de várias situações que falam sobre o fato histórico ocorrido no Brasil e que marcou nossa história Sesc Campinas, hoje às 8 da noite, Vien Por Mi Espetáculo que convida a constentação das autoridades de forma plural e cênica Misturando maquiagem e filosofia travesti ao propor metáforas que incluem um corpo travesti em diferentes vertentes como poesia, performance, monólogo e stand-up. Pelo purê, poderia causar um derretimento das geleiras. Nesse momento eu estou mais preocupada com as geleiras do ático do que com a brancura dos meus lençóis. Cata a tua gata, teatro para as crianças, domingo às quatro da tarde. E amanhã, sábado, às nove da noite, show com o Rei Roberto Carlos, no Royal Palm Hall. Orquestra Rock convida Frejá para inaugurar a temporada de concertos do Projeto Arte do Bem em 2023. A Orquestra Rock convida o cantor Frejá para um show inédito com os grandes sucessos do artista, desde a banda Barão Vermelho e suas parcerias com o Cazuza até sua carreira solo. Única apresentação em Campinas. Orquestra Conservatório Carlos Gomes se apresenta na Catedral em comemoração aniversário da cidade. O evento acontece hoje às oito da noite. Clube da Esquina se apresenta com a Sinfônica neste domingo. A apresentação é em comemoração aos 249 anos de Campinas e terá apresentações do Wagner Tiso, Beto Guedes e Toninho Horta. Primeiro Arraial Cultural Acebo, uma festa repleta de atrações com apresentações culturais, comidas típicas, fogueira e quadrilha. Eu sou o Padre Heitor da Paróquia Nossa Senhora do Rosário e venho convidar você para participar conosco da nossa festa Julina no próximo sábado, dia 15 de julho, às 17 horas. Teremos comidas típicas, brincadeiras, teremos o bingo, um lugar privilegiado para você trazer a sua família e participar junto com os amigos de uma grandiosa festa em prol da nossa comunidade paroquial. Vem festar com a gente no próximo sábado, dia 15, aqui na Paróquia do Rosário, em Campinas. E para fechar a agenda, temos uma matéria com a nossa repórter Mirna Abreu, sobre uma exposição coletiva com mais de 70 obras de artistas de diversos países do mundo, com um tema relacionado à extinção dos anfíbios, o grupo de animais mais ameaçados do planeta. A vernissagem acontece hoje a partir das 7 da noite. Legenda Adriana Zanotto