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masculinas, de preferência com botões de manga curta ou comprida, podem ser doadas presencialmente no atelier do vestidos do bem. Para quem tá assistindo e tem interesse em fazer a doação de uma camisa, como que ele pode fazer essa doação? Ele pode trazer aqui no nosso endereço, pode entrar em contato com a gente ou entregar na informática que é bem em frente ao P de Açúcar de Souzas, né? Nós nós ficamos na rua Antônio Carlos Couto de Barros, 352 em Souzas. Doutor, quais são os sinais do AVC e como eu consigo saber se alguém próximo a mim tá tendo AVC? Os principais sinais do AVC são fraqueza em algum lado do corpo, uma dificuldade para falar ou de compreender, uma dificuldade para sentir algum lado do corpo, visão dupla de repente, uma dificuldade para caminhar, uma incoordenação e uma dor de cabeça muito forte também pode ser o sintoma de um AVC. no trânsito, né? Então, o uso correto da cadeirinha sempre virada para trás. Quando a criança chora, a gente sabe que é enlouquecedor o choro de uma criança. Então, para o carro, estaciona o carro para acolher. Nunca, em hipótese alguma, tire da cadeirinha com o carro em movimento ou tente acalmar a criança dirigindo. São segundos de desatenção que podem levar um acidente de trânsito grave. A seguir, TV Câmara ao vivo. TV Câmara, Campinas. Olá, muito boa tarde para você que acompanha a TV Câmara Campinas agora 4:15. Você acompanha a partir de agora ao vivo aqui no plenário da Câmara Municipal a quarta reunião ordinária da Comissão Permanente de Políticas de Prevenção às Drogas. Com a palavra ao presidente da comissão, vereador Nelson Os. Boa tarde a todos, a todos que nos assistem pela TV Câmara. Quero aqui dar início às pautas dos trabalhos da quarta reunião ordinária da Comissão de Políticas de Prevenção às Drogas, sendo realizada na data de hoje, 28 de maio de 2026, quinta-feira, agora a partir das 16:16, no plenário José Maria Matozinho da Câmara Municipal de Campinas. Essa Comissão de Política de Prevenção às drogas, ela tem um uma importância muito relevante eh diante de todos os fatos que ocorrem na cidade, seja na área da saúde, né, com altíssimos gastos devido a ao uso do SUS por usuários de drogas, eh, dependentes químicos, como também na questão eh social, envolvendo assim eh muitos moradores de rua, né? Outro aumento também que nos preocupa e por isso da importância dessa comissão para debatermos hoje aqui uma política muito eficiente e que se faz necessário para cidades grandes, em especial como a cidade de Campinas, uma metrópole que é considerada aí eh uma das cidades que faz parte da rota do tráfico de drogas e também eh por faltas de políticas públicas eficientes que possam resgatar essas pessoas que se encontram nas ruas. Então, o tema de hoje será fazenda de acolhimento municipal para ajudar essas pessoas em situação de vulnerabilidade social, moradores de rua e também o tratamento dessas pessoas dependentes químicas. É um trabalho que eu levo eh não só a sério, como também vejo de extrema importância para resolvermos um dos problemas mais críticos existentes no município, né, talvez no Brasil, que é o acolhimento e o tratamento dessas pessoas, a revitalização do centro e de outras regiões. que também enfrentam esse problema social e também de saúde pública. Eu me refiro aqui à fazenda de acolhimento, que representa muito mais do que um espaço físico. Na verdade, a Fazenda seria uma oportunidade real de reconstrução de vidas, devolvendo dignidade para pessoas em situação de rua, em vulnerabilidade social e também dependentes químicos que muitas vezes perderam tudo. Perderam a família, perderam a saúde, a esperança e também a oportunidade. E eu iniciei os trabalhos na área de prevenção às drogas no dia 22 de abril de 2005, muito antes da política, muito antes de ganhar a eleição para vereador. Um trabalho que só quem vive essa situação vai entender o que eu tô falando. E por isso que acredito nessa pauta e sempre irei trabalhar as políticas de prevenção às drogas e continuo acreditando que a fazenda de acolhimento, ela seria talvez a solução ideal para amenizar ou até estancar essas vidas que estão sendo perdidas para as ruas de Campinas. Quando a cidade ela oferece apenas medidas paliativas, o problema ele continua crescendo e é isso que tá acontecendo na cidade de Campinas. Mas quando existe uma estrutura completa de acolhimento com atendimento médico, com atendimento psicológico, com atendimento social, com capacitação profissional, alimentação, moradia temporária e tratamento, né, humanizado, a chance de recuperação, a chance de fidelizar o tratamento é muito maior e acaba se tornando concreta. Então, eh, o foco principal é tirar pessoas das ruas e devolver cidadãos para a sociedade. Eu, particularmente, acredito na recuperação de qualquer ser humano. Não me interessa se ele é um morador de rua que está lá caído na sarjeta com o cachorro lambendo a cara, ou seja ele um artista global, um dependente químico VIP. Eu acredito na recuperação de qualquer um, porque graças a Deus eu consegui durante todo esse tempo de trabalho, defendendo essa bandeira que são as políticas de prevenção, as drogas, ajudar muitas pessoas, pessoas que as próprias mães já pediam a morte desses jovens, preferiam que ele não vivesse mais do que continuasse vivendo essa situação dentro do seu lar, dentro da sua casa. E essas pessoas se recuperaram. Já tratamento para pastores, né, que usavam droga, padre que usava droga antes da missa, empregada doméstica, professora que na época tomava álcool do mimiógrafo. Enfim, a droga pega qualquer um. E o maior a maior dificuldade hoje dos municípios eh enfrentar esse impacto humano e conseguir acolher essas pessoas, oferecer o tratamento adequado. Por isso que essa fazenda, ela com certeza iria resolver toda essa situação. E eu vou explicar com mais detalhes como irá funcionar essa fazenda de acolhimento que eu apresentei já para alguns prefeitos, eh para o próprio governador, para o próprio vice-prefeito da cidade de São Paulo, para o ex-prefeito Dr. Hélio, para o ex-prefeito Jonas Donizete, para o prefeito Dário Saad, né? E a única coisa que eu peço é que todos tenham um olhar para esse projeto da fazenda de acolhimento, não porque é do Nelson, não porque eh o Nelson fez crítica a isso ou aquilo, mas sim pela qualidade desse projeto em poder atender essa população e consequentemente nós vamos conseguir revitalizar não só o centro, mas como a cidade de Campinas que está tomadas por moradores de rua e principalmente moradores dependentes das drogas. Além desse impacto humano, uma fazenda de acolhimento também contribui diretamente paraa revitalização do centro da cidade. O comércio volta a respirar, as famílias voltam a frequentar os espaços públicos com segurança, né? E o município reduz esses problemas ligados à criminalidade, porque onde tem droga tem crime, aonde tem droga tem violência, onde tem droga não tem paz, aonde tem droga não tem harmonia. Então esse abandono todo dá para ser resgatado com a fazenda de acolhimento, além de outros atos ligados à criminalidade, como o próprio tráfico e a degradação da das áreas urbanas. O objetivo jamais com essa fazenda vai ser esconder o problema ou qualquer outro sinônimo de eh higienização, eh limpeza, não é isso. O problema principal é resgatar a dignidade da pessoa, resgatar a moral, os princípios e principalmente a família. Então, enfrentar esse problema, você precisa ter coragem, você precisa ter responsabilidade e também humanidade. Quem está nas ruas precisa de oportunidade, precisa de tratamento, acolhimento verdadeiro e não apenas promessas. Uma cidade forte é aquela que cuida das pessoas, recupera vidas e devolve esperança para quem mais precisa. Vou explicar aqui com um pouquinho mais de detalhes essa proposta de criar essa fazenda de acolhimento municipal para moradores de rua, pessoas em vulnerabilidade e tratamento para os dependentes químicos. Esse projeto ele seria em algum espaço que pode ser público e a prefeitura tem esse espaço. Eu já citei alguns espaços, posso reforçar aqui uma área de mais de 40.000 1000 m no Parque Valença 2, que ali daria para fazer esse modelo da fazenda, esse piloto, né, desse trabalho que seria a fazenda de acolhimento. Eu vou usar aqui um nome pejorativo, que seria o poupatempo dos dependentes químicos o ou poupatempo do morador de rua. todos os serviços no mesmo espaço para que essas pessoas não fiquem perambulando pela cidade em busca de um posto de saúde para depois buscar um acolhimento no abrigo para depois buscar um tratamento para dependência química em outro espaço e sim todos no mesmo local nessa fazenda de acolhimento. Então, esse atendimento mais humano com uma equipe multidisciplinar, especialmente para as pessoas que são dependentes químicas, que já perderam o vínculo familiar, ali, elas conseguiriam fidelizar a sua recuperação e também a sua dignidade. Esse projeto tem como ideia reunir vários serviços públicos em um único local que seria nessa fazenda, evitando que a pessoa tenha que se ficar se deslocando, né, pela cidade para conseguir atendimento, o que acaba eh trazendo eh um desgaste e essas pessoas acabam desistindo, né, de buscar apoio, de buscar o tratamento adequado. Nesse espaço nós teríamos uma central da assistência social, onde iria saber se essa pessoa é de Campinas, se ela não é de Campinas, se ela tem familiar aqui, se ela tem algum vínculo ainda com a família. A partir daí, se essa pessoa quiser voltar paraa sua cidade de origem, ela volta paraa sua cidade de origem, acompanhada por uma assistente social até a rodoviária do município de Campinas, que já fez a ligação com a cidade de origem, onde uma assistente social da cidade dessa pessoa estaria ali para recebê-lo ou recebê-la. nessa fazenda, após passar pela assistência social, fazer toda a entrevista, passar pela área da saúde para detectarmos o que essa pessoa tem, tudo isso no mesmo espaço. se essa pessoa é esquizofrênica, se essa pessoa é dependente química, se essa pessoa não é dependente química e tem alguma outra comorbidade, alguma outra doença, alguma outra situação que necessite de um amparo da saúde. Muitas das vezes, eh, é um dependente químico com fratura que tem a um agravante ali que precisa ser resolvido, ou com uma eh pneumonia ou com uma tuberculose. Então, a saúde teria esse espaço na fazenda de acolhimento. Teríamos também um espaço para a polícia civil, para ela saber se essa pessoa que está nas ruas não é uma pessoa desaparecida que a família está procurando. Porque na rua existem muitas pessoas desaparecidas, na rua também existem muitas pessoas foragidas do sistema prisional. Então, teríamos ali um QG da Polícia Civil. para que possa fazer toda essa verificação. Nessa mesma fazenda, nós teríamos os coordenadores. Então, se aquele que foi detectado dependente químico, ele já inicia o tratamento ali. Se precisar de uma retaguarda médica, ele vai ter a retaguarda médica de um psiquiatra, de uma pessoa ligada ao CAPS, que vai estar nessa fazenda de acolhimento. O CAPS nada mais é do que o Centro Psicossocial, né, de álcool e Drogas, CAPS AD, onde vai poder dar esse amparo, esse essa ajuda no tratamento medicamentoso. Nessa fazenda, o dependente químico, aquele que foi detectado ou não foi detectado, ele vai poder participar ali da larboterapia, ele vai poder ter atividade esportiva, ele vai participar de oficinas, ele vai ter um EJA, um ensino de jovens e adultos para poder continuar os seus estudos. E dentro dessa fazenda, cujo tratamento leva até 6 meses, ele vai ter também um momento junto à Secretaria de Trabalho e Renda, que é resgatar a dignidade já tratado. Primeiro você trata, depois você oferece o tratamento, depois você oferece o trabalho. Nós não podemos cair no erro de oferecer o trabalho para depois oferecer o tratamento. Porque no primeiro mês de trabalho, essa pessoa recebeu o salário, essa pessoa vai usar droga. Então, primeiro você trata, você reorganiza a vida dessa pessoa e essa pessoa, com todo o amparo dessa equipe multidisciplinar, ela vai conseguir trabalhar, retornar à fazenda. Isso é no estágio final do tratamento. Então essa fazenda também teria um QG da Secretaria de Trabalho e Renda que faz o ferão de emprego. E nós sabemos que emprego não falta na cidade. Então nós podemos inserir essas pessoas nessas vagas que estão sendo oferecidas, pelo menos para a pessoa voltar a resgatar a dignidade e a sua organização. A área do desenvolvimento econômico também teria um espaço nessa fazenda de acolhimento. Secretaria de Esportes, que a gente sabe que o esporte ele tira muitas pessoas das drogas, é um fator de proteção. Então, nessa fazenda também teríamos, né, o departamento da Secretaria de Esportes. O objetivo vai além, né, da recuperação e da reinserção social das pessoas atendidas com acompanhamento individualizado e respeito à dignidade humana. Ao terminar o tratamento, tratamento esse que pode ser prorrogado, ele pode ter uma orientação de um médico, uma orientação de um coordenador para que fique mais alguns meses, de repente já com vínculo familiar, resgatar esse vínculo que já foi rompido e voltar pra sua residência, caso ele não consiga, não consiga esse vínculo familiar, resgatar esse vínculo, dentro da fazenda, nós podemos ter uma moradia assistida, onde essa pessoa vai ficar por um tempo morando com as regras de horário de entrada, horário de saída, até conseguir pagar um aluguel até quando possível, de repente até voltar paraa sua cidade de origem, caso se faça necessário, caso ele queira, caso tenha esse desejo, né? O importante é a a cidade de Campinas, a gestão do prefeito, né, oferecer alguma coisa para tirar essas pessoas das ruas, mas oferecendo dignidade, porque morador de rua não nasce na rua. E qualquer um aqui pode se tornar morador de rua e todo mundo sabe disso. Ninguém nasce na rua. Para você morar na rua, pode ser por uma frustração amorosa, pode ser por uso de drogas, pode ser por desemprego, pode ser por um problema psicológico que você venha desenvolver. Então, na rua tem seres humanos como os nós e nós não podemos tratá-los como pessoas invisíveis. Nós estamos enxergando essas pessoas e nós precisamos ajudar essas pessoas. Não adianta eu falar em resgatar a cidade, revitalizar o centro, pintando fachada e permanecendo com os moradores de rua naquela situação. Não é digno você se alimentar na rua, no chão. Não é digno você defecar, você urinar na porta de um estabelecimento, porque não tem nem o mínimo, nem a higienização para se alimentar quando recebe uma marmita. Então, essas pessoas precisam ser acolhida para um espaço que traga a ordem, que traga a a o resgate da responsabilidade dessas pessoas. Essas pessoas que estão nas ruas, elas já estão no automático, elas não têm mais vontade de nada. Elas não conseguem mais ter a autoestima elevada a ponto de levantar e falar: "Hoje eu acordei na rua, mas eu vou tomar um banho, vou passar numa lan house, vou imprimir um currículo e vou sair entregando." Um morador de rua não vai fazer isso. Se nós que temos um teto, se nós que ainda temos toda uma relação com um ente querido, com uma família, quantas vezes não acordamos com autoestima baixa, sem vontade de trabalhar, sem vontade às vezes de conversar, sem vontade de fazer as coisas, reclamando de barriga cheia. Imagina um morador de rua. Que vontade o morador de rua tem quando acorda, quando levanta na rua numa calçada? Então, se o poder público não intervir e não resgatar essas pessoas por uma fazenda de acolhimento que faça ele andar paraa frente, as coisas só vão piorar, porque nós já não estamos mais só enxugando gelo, nós estamos colocando a cidade em risco, porque quando aumenta morador de rua, quando aumenta a dependência química, aumenta os atos de violência, os atos de criminalidade, aumenta os gastos no Sistema Único de Saúde, aumenta os atos de violência física, de violência eh verbal, a degradação acaba aumentando. São mais muros pichados, são mais eh eh comércios fechados. Então, se não tiver um olhar para essa fazenda de acolhimento instalado em Campinas ou em qualquer outra cidade, mas que atenda essa população, nós vamos ter uma dificuldade muito grande para resolver os problemas sociais e de saúde da nossa cidade. A fazenda, ela vai funcionar como um centro de triagem para identificar essas pessoas, esses dependentes químicos. Nós vamos encaminhá-los para o tratamento instituições conveniadas também, que isso também é permitido na fazenda de acolhimento, como a comunidade terapêutica do próprio padre Aroldo, que são para aquelas pessoas que aceitam o tratamento de forma voluntária, nós teríamos um QG da Defensoria Pública dentro dessa fazenda que vai poder verificar se é necessário ou um laudo de um psiquiatra autorizando uma internação compulsória, uma internação involuntária, uma internação à força, porque muitas das pessoas já não tm mais discernimento, não respondem, não tem mais poder de decisão. Então, essas pessoas têm a necessidade de um tratamento à força. Elas precisam sair de circulação porque elas estão colocando em risco a vida delas e a vida da sociedade, a vida de terceiros. Então, a própria Defensoria vai poder autorizar essa internação compulsória através de uma medida judicial. A própria Defensoria pode encaminhar para um juiz junto com laudo médico, sem tirar a autonomia do médico, que vai lá autorizar. Essa pessoa está apta a ser internada compulsoriamente. Juiz, OK. Pum. Tá lá, tá internado. É a força. É melhor a força do que amanhã ele tá indo para um presídio porque ele matou alguém, porque ele roubou alguém. O estado precisa intervir. O município precisa ter uma política de verdade para resolver a situação dos moradores de rua. Não é com bandeid por uma fratura exposta que vai resolver uma situação. Isso é uma situação grave. É uma situação que já tá aí décadas e décadas, governo e governo. E o que que eu tô percebendo? que quem senta naquela cadeira do executivo não tem coragem de enfrentar esse problema, tem medo. Ah, mas o Ministério Público vai conversar com o Ministério Público, traz o Ministério Público aqui na casa, aqui na Câmara, no poder legislativo e conversa com os vereadores promotores. Conversa aqui com a gente, porque a gente sabe a realidade, o que que tá acontecendo lá no centro da cidade. Eu lembro quando foi autorizado a entrega de alimentos, não dessa forma desregrada, mas no ambiente que iria pelo menos oferecer dignidade pros moradores de rua, onde eles iam no mínimo fazer higienização das mãos para se alimentar. Não iam comer com a mão, nem com um garfinho de de festa junina, de aniversário de criança. Iam comer com talheres, iriam sentar numa mesa, de repente até uma oração. Qual que é o problema de uma oração? Não quer fazer, não faça, mas acredite num ser superior. Tudo isso num ambiente de um refeitório com comidas, com procedência, não como acontece hoje, que todo mundo vai lá entregar comida e acha que tá ganhando um lugarzinho no céu. Quantas instituições sérias que entregam comida, mas logo na sequência vem um alimento sem procedência, com cachorro quente com a salsicha vencida, embolorada, sopa com bicho dentro e é entregue pro morador de rua. Ah, porque já tinha vencido. Então a gente resolveu fazer uma sopa, um cachorro quente e levar pro pro morador de rua. E amanhã a instituição que tem nome, que vai lá, entrega a comida com toda dignidade, entrega direitinho, entrega aberta para não virar moeda de troca, acaba sofrendo aí todas as consequências. Isso acontece. Então, o Ministério Público foi lá e proibiu isso, falou que não poderia eh ter um espaço para entregar e quem quiser entregar comida pode entregar e ninguém pode proibir isso. Não é uma questão de proibir, não é uma questão de entregar por entregar. Não é um uma questão de proibir um ato tão louvável como entregar uma uma comida para alguém que tá com fome, mas é colocar regra, é colocar ordem, é fazer aquela pessoa que está no chão, com a autoestima no chão, sem vontade de mais nada, começar a voltar a pensar pra frente, a evoluir, pensar num progresso, reestruturar sua vida, saber enfrentar uma frustra É isso que a fazenda de acolhimento proporciona. Então, por isso que qualquer um que senta na cadeira do executivo tem que ter coragem para enfrentar esse problema. E hoje o melhor caminho é a fazenda de acolhimento. Além do mais, esse projeto ele sugere uma parceria com a Defensoria Pública que eu mencionei aqui, que é para avaliar esses casos de tratamento compulsório, porque a coisa tá tão feia que a maioria dos casos hoje não é mais de tratamento voluntário. O dependente químico em situação de rua, hoje ele não aceita mais o tratamento voluntário e ele não mais acredita nos serviços do poder público. Ele não quer ir para um abrigo porque ele sabe que ele vai ter que ficar tantos dias lá e depois ele não pode voltar. Só pode voltar depois de sei lá quanto mais dias. Ele sabe que ele vai no postinho de saúde, não tem frasquinho para fazer o exame de urina, que é um exame que ele precisa fazer para poder entrar. numa comunidade terapêutica para iniciar seu tratamento. Quando ele recebe um não ali, ele não vai voltar para casa igual a gente e vai esperar amparado por alguém. Não, calma, se segura aí que amanhã nós vamos lá num outro postinho ou então a gente faz uma vaquinha e vamos pagar o seu exame no particular. O morador de rua não tem isso. Morador de rua quando ele recebe um não postinho de saúde, no abrigo, ele volta pra rua, ele volta a usar droga, porque é o que tem para ele. Você pode nunca ter usado droga na sua vida. Se amanhã você virar morador de rua, a primeira coisa que vão te oferecer na rua é uma pedra de craque e um gole de corote. É isso que vão te oferecer. Então, muitas das vezes o morador de rua chega na rua e se torna dependente porque ele tem a predisposição e porque deram ali o craque, deram ali o corote, que são as duas drogas mais baratas hoje. Então, se a gente não chegar e colocar na cabeça do executivo, do prefeito, da secretária de assência social, do secretário de segurança, do secretário de trabalho e renda, do secretário de esportes, que é necessário uma fazenda de acolhimento na cidade de Campinas para tratar pessoas em vulnerabilidade e tratamento gratuito para os dependentes químicos. Campinas vai ser a capital do morador de rua. Eu não tô falando mais de mini cracolândias não, porque Campinas continua tendo mini cracolândias. Nós vamos ser a cracolândia. Campinas vai passar a ser a cracolândia. Você não vai ter paz em rua nenhuma, em distrito nenhum. Campo Grande, Ouro Verde, Aparecidinha, Distrito de Souzas. A droga tá em todos os lugares, não tá só na favela, não, como muita gente pensa. As cracolândias, elas estão em bairros nobres também. E se não é uma cracolândia 24 horas, é uma mini cracolândia que funciona lá meio período. E eu tenho pontos aqui que eu posso provar para vocês. Vocês pegam a região da Norte Sul, met quadrado mais caro de Campinas, atrás da concessionária, a praça é uma cracolândia. Os moradores de lá me ligam porque não consegue fazer uma caminhada. Isso já faz tempo, acabou. Hoje eles nem mais ligam para falar que tem craqueiro lá, porque já acostumaram. Então a praça ela não tem mais a sua utilidade. Você não consegue jogar uma bola e é uma praça grande. E a praça ela está assim, cercada de uma biqueira de um lado e do sinaleiro da norte sul do outro. Então eles ficam no sinaleiro, juntou o dinheiro suficiente, vai paraa biqueira, comprou a droga, usa na cracolândia, que é aquela praça, sai da praça, volta pro sinaleiro, juntou o dinheiro, biqueira, usou a droga na praça, sinaleiro. Essa é a vida do craqueiro. Não tem fim. Você pega uma droga com a cocaína, tá? Que também é irmã do craque, porque ambas vem da pasta base de coca. Vou fazer um gráfico aqui com a mão sem entender. Um usuário de cocaína. Ele cheirou. Pum. Tá aqui o gráfico, ó. Começou a dar efeito. O efeito começou a terminar. Aí ele cheira de novo. E assim vai. O do craque é isso, ó. Pum. e não tem fim. Essa é a vida do dependente do craque. Por isso que é uma droga devastadora e é a droga que tem pro morador de rua, porque ela é barata. Mas ela não é tão barata assim se você parar e pensar, porque hoje o tamanho da pedra varia muito. Tem desde uma bolinha de good até uma bola de boliche. Tem pedra de tudo que é tamanho. Mas vamos pegar uma média aí de R$ 10 uma pedra. O cara que usa uma pedra de craque que leva é é fumada, né, via pulmonar, então fumou, pulmão, coração, sangue, chegou no cérebro. Todo esse percurso aqui leva em torno de 15 segundos. O efeito vai durar até 10, 15 minutos. Ou seja, de 10, 15 minutos, o cara tem que ter R$ 10 no bolso. Então, se nós não intervirmos, nós que eu falo é poder legislativo, poder executivo que pode executar, que pode fazer acontecer, nós vamos virar uma cidade chamada Cracolândia. Essa questão dos moradores de rua, ela não é simples para chegar e conseguir amenizar, resolver. Mas e as políticas atuais elas não são eficientes. Isso é prova que qualquer um consegue enxergar. Desculpa que a o termo que eu vou usar até cego ver. A situação tá muito drástica e não é só região central. Você pega o próprio bairro Cambuí, que é um bairro nobre. Tem posto de gasolina no Cambuí que quando você chega para abastecer o carro, o morador de rua, usuário de droga, ele chega na sua janela antes do frentista. Você pega os atos de criminalidade, aqueles assaltos que ocorrem em ponto de ônibus, Avenida Anchieta, aqui Avenida da Saudade. Você acha que ele tá roubando ali um celular, roubando um óculos? Para quê? Para uso de droga. Essas casas que estão com faixa para alugar, para vender. Nossa, chega lá o proprietário, roubaram todos os fios. Lógico que roubaram todos os fios. O cara é usuário de droga, ele precisa sustentar o vício dele. Você pode ver uma casa que tá sendo ocupada hoje, amanhã colocou uma faixa de alugas. Se você chegar nessa casa meio-dia, já levaram tudo, até carpete de madeira, se tiver fiação, é na hora. Então, a fazenda de acolhimento, ela vem dar essa possibilidade de resolvermos um problema sério. Eu não tô falando aqui apenas como vereador, como o Nelson, eh, Nelson vereador, Nelson Pessoa física, nem Nelson Pessoa jurídica, mas eu tô falando aqui também diante uma bandeira que eu trabalho desde 2005. Fazem anos que eu atuo nessa área, anos. E falo aqui com propriedade, sim, porque quando fiz a minha especialização em dependência química, ali já se falava muito na questão social desse problema. E de lá para cá, nunca eu vi uma política de verdade. Só observei política do cobertorzinho curto, do enxugar gelo, né, da entrega de comida, a campanha do agasalho, mas nunca havia algo de verdade mesmo. você veja um resgate, que você veja uma pessoa saindo de uma situação triste e amanhã ela sorrindo, empregada, feliz, com a família resgatada, com o ambiente tendo paz, com o lar tendo paz, voltando a ser pai, voltando a ser mãe, voltando a entender, né, o que significa amor, voltando a entender o que significa família. Nunca vi isso, a não ser com os trabalhos junto com comunidades terapêuticas, junto com clínicas particulares, que aí a gente se se desbruça, né, para para tentar conseguir um espaço, mas na área pública e outra, droga, ela pega qualquer um. Interessa se você é rico, se é pobre, se você é preto, é branco, japonês, ruivo, não interessa, meu amigo. Você ganha 30 pau por mês, você ganha um salário mínimo. A droga pega qualquer um. Qualquer um. Então, todo mundo deveria se preocupar com esse assunto. A informação ela ela precisa est ocorrendo ao mesmo tempo que você tá tratando as pessoas. A gente tem que pegar o mal pela raiz, tem que quebrar esse tabu e conversar com as crianças, lógico, de uma maneira bem eh diferente, como você conversa com com os adultos, com os jovens, mas precisamos a todo momento, principalmente na rede de educação, nas escolas, abordar esses temas para que as crianças tenham informação sobre os malefícios do uso. de qualquer tipo de substância. Eles precisam saber o que vão oferecer para eles. Eles precisam saber o que é. Eles precisam saber o que aquilo pode proporcionar para eles irem pro fundo do poço. O que aquilo pode proporcionar para destruir o seu lar, a sua família, o seu trabalho. Eles precisam saber. E o poder executivo ele peca em muito, tanto na área de prevenção às drogas como na área de tratamento, acolhimento. Então, por isso que eu sou um crítico sim do governo e sempre você, porque só quem viveu isso vai entender o que eu tô falando. A luta para conseguir a recuperação de uma pessoa que você ama. Se parar de usar celular já é difícil, parar de comer chocolate é difícil. Imagina parar de usar droga. Quantas mães não estão chorando porque seus filhos estão perdidos nas ruas. Quantas mães que não chegam em casa e não tem uma panela para esquentar uma janta porque o filho vendeu, trocou por droga. Quantos motoristas de ônibus que não tem um filho dependente químico e tá aí vivendo esse esse caos no transporte público sendo apedrejado, porque quem tá ali na frente é quem apanha e com o filho perdido nas drogas. Quantos policiais não fazem uso de droga e tão andando aí com arma na cintura, dando geral, dirigindo uma viatura, porque não consegue pedir ajuda, porque o município, porque o estado não oferece ou porque tem vergonha de falar, de assumir a sua impotência perante a droga. Olha o risco que ele tá colocando. Eu tô falando porque é isso que acontece. Eu não tô inventando história. Durante meus anos de coordenador de políticas de prevenção às drogas em Campinas, que eu ficava lá como se fosse minha casa, trabalhando 24 horas naquele lugar, atendendo todo mundo, fazendo parceria com amigo, com pastor que oferecia a vaga, com padre Haroldo, que conseguiu uma vaga aqui, outra ali de graça, porque a pessoa não tinha condições de pagar. Foi ali que eu fui vendo. É policial, é guarda municipal, é professor, é desempregado, é empregada doméstica, é padre, é pastor que cheirava a pontes do culto, enfim, é de tudo. Ou seja, nós vamos fazer alguma coisa ou vamos continuar sempre falando que existe uma política assim e a coisa não acontece. Se eu tô cansado de falar sobre essa fazenda de acolhimento, imagina o prefeito tá cansado de ficar ouvindo eu falar sobre isso. A única coisa que eu peço pro prefeito diante todas a toda a amizade que nós temos é que acate esse meu pedido, que monte em Campinas uma fazenda de acolhimento para as pessoas em vulnerabilidade, pessoas em situação de rua e tratamento. área tem profissionais, tem todos os serviços serão deslocados para esse poupatempo do morador de rua dependente químico. Você vai ser acolhido, você vai ser tratado, você volta pro mercado de trabalho e você tem a possibilidade de resgatar sua dignidade. Sim ou não? Aí vai de você, mas pelo menos você já está com a cabeça limpa. Você foi tratado. Você já recuperou de todo malestar, de todo gosto ruim que você enfrentou para entrar nas drogas. Porque o trajeto do uso de drogas é esse. Você começa como usuário. Enquanto você é usuário, você tem discernimento. É uma coisa, mas do nada a dependência ela vai lá e dá um risquinho. Fala: "Ó, a partir de agora você é dependente. Agora o pouco que você dorme você vai sonhar comigo. Você vai sonhar, vai sonhar com a droga. É assim que a dependência aparece. Ah, mas o que que é o dependente químico? O nome já disse, é aquele que depende da droga. Ele é um dependente. Ah, mas ele só bebe de final de semana. Ele consegue ficar sem beber no final de semana? Ele consegue não fumar maconha no final de semana? Ele consegue não cheirar no final de semana? Ah, não consegue. Ele é um dependente. Não, não. Eu só fumo um baseado quando tem uma festinha, um aniversário. Tem festa todo dia. E aí, mudou alguma coisa? é um dependente químico. Dependente químico é aquele que você começa a identificar quando tem mudança. Mudança de humor, mudança de comportamento, de sensações. É quando a pessoa começa a trocar os prazeres da vida para est one onde? Ambientes que tenham droga, amigos que usam drogas. Filho, vamos lá no na missa. Ah, não, pai. Não, não quero ir na missa não. Mas por quê? Não, porque hoje é minha folga. Hoje eu quero ficar em casa. Tá bom então, filho. Então fica em casa. Toca o telefone. É o amigão. Ô, vamos lá pro bar tomar uma, jogar uma cuuca. Vamos lá. Opa, vamos. trocou o prazer da vida de estar com o pai, de estar com a mãe para est com o amigão, para est no bar, para est com a bebida, para est com a cocaína. E eu não tô aqui proibindo ninguém de beber de forma alguma, até porque a maior parte da população pode beber que não desenvolve a doença do alcoolismo, mas tem pessoas que não podem. E eu tô dando um exemplo aqui, tanto de uma droga legalizada como uma droga ilícita. Droga é droga. Se você tiver a predisposição, você vai desenvolver a dependência. E amanhã, se você precisar de um tratamento, você vai ter que desembolsar no mínimo R$ 4, R$ 5.000 por mês. E nós estamos falando de uma doença. Se é doença, todo mundo tem direito ao tratamento. Esses moradores de rua que são dependentes químicos têm direito ao tratamento. Por que não estão sendo tratados? São vagabundos? Não, não são vagabundos, não. É a doença, dependência química, ela tem um sid. Então, essas pessoas precisam de uma fazenda de acolhimento para resgatar o seu maior patrimônio, que é a vida. Era isso. Eu agradeço aí a atenção de todos. Foi um pouco do desabafo também. Eu acho que isso é natural. Sou um ser humano. Tive um problema com droga, sim, na família. Não tenho vergonha de falar isso. Sei como é difícil e não estou na política simplesmente por pautas conservadoras, pautas da direita. Estou aqui porque eu tenho absoluta certeza que Deus concedeu esse espaço para eu ajudar o maior número de pessoas que vivem desse mal, que vivem do problema das drogas. E eu só tenho agradecer por estar aqui, vereador na minha cidade, cidade que eu nasci, sou campineiro, e poder ajudar pessoas todos os dias que t problema com drogas. Muitos sabem que eu atuo nessa área. Muitos sabem que eu ajudo centenas de pessoas todos os meses que me procuroam pedindo tratamento, encaminhamento, exames, tudo para se livrar dessa porcaria chamada droga. E faço isso com maior prazer, independente de política, vocês sempre vão me ver atuando nessa área, porque isso para mim já nem é mais trabalho há muito tempo. Isso aqui passou a ser uma missão de vida. Quando eu tive o problema na minha família, eu lembro muito bem que eu falei para Deus, falei: "Se o Senhor existe, prova para mim". E Deus não é bobo. Deus responde. E ele falou: "Se você fizer alguma coisa, eu ajudo." E ajudou. E eu tive que me comprometer e fazer alguma coisa. Foi quando eu iniciei o trabalho de prevenção às drogas. Meu sonho era ser delegado federal. Prestei um concurso em 2004, não passei. Em 2005 eu comecei os trabalhos lá no Jardim São Marcos, na escolinha branca, com uma palestra pros pais. A partir daí, o trabalho cresceu e até hoje tô com 47 anos, 2026 e atuando nessa área. E a política ela não deixa de ser uma ferramenta para eu atender mais pessoas. Sem político, eu atendo 100 pessoas por mês. Com o mandato de vereador eu atendo 500. E gente de tudo que é lugar. De tudo que é lugar. Ah, mas o cara nem vota em Campinas, não tem problema. Uma vida salva, meu amigo, você sabe o que que é uma vida salva? É isso que é a ferramenta política. É você ajudar o próximo. Ah, mas aí também você tem que pensar no voto, né? Morador de rua não tem nem título. Tô com Sidane. Eu tô pelo meu compromisso, pela minha missão. É uma vida salva. Ah, mas ele é morador de rua, ele não vota. Qual que é o problema? Muito mais gratificante você ver uma vida andando na rua e te chamando pelo nome, te agradecendo, te dando um abraço de mão dada com uma mulher que é sua esposa, com uma criança do lado e fala: "Você lembra quando você me ajudou?" Você fala: "Caramba, eu tô velho demais. Eu era patrulheiro. Eu falei: "Cara, não lembro não. Já casei, tô com filho, parei tudo, não uso mais nada, tô limpo. Isso não tem preço." É isso que é gratificante na política. Por isso que eu fiz questão hoje na comissão de política de drogas. Falei para minhas pra minha assessoria, tem que escolher um tema. Vamos falar sobre a fazenda de acolhimento. Subir aqui sem nada para não mentir. Ó, um papel que o Tomás mandou para mim, que ele tá cansado de ouvir eu falar de fazenda de acolhimento. E vim para cá. Tô falando aqui com o coração. Tô falando o que realmente eu sinto e acredito. Não tô fazendo crítica aqui ao prefeito como se eu fosse oposição. Tô fazendo aqui como uma forma de ajudar e acreditar nessa política que é a fazenda de acolhimento, que pode ajudar muito o governo dele. Fala-se tanto em morador de rua, por que não fazer uma fazenda de acolhimento? tem área, tem profissional. Nós vamos resolver esse problema e dá para resolver. Não é só vontade de política, é coragem. E se ele não tem, eu tenho. E eu tô colocando aqui meu mandato à disposição. Se ele quiser ir paraas ruas comigo, se ele quiser conhecer a área, estou à disposição. Se ele quiser ir conversar com o núcleo da saúde, com o núcleo da assistência social, eu vou sem camisa. Nada de verde amarelo, de vermelho, de esquerda, direita, Bolsonaro, Lula, até porque esses também usam. esquerda e direita usa droga. Vocês acham que não? Eu lembro o dia que chegou um rapaz lá no gabinete com a camisa da Ponte Preta, eu torço pro Guarani e um boné do MST. Falei: "Ah, o cara tá de brincadeira, né? O cara veio com a camisa da ponte, com o boné do MST. Ele sabe que eu sou direita. Ele tá vindo aqui para me provocar. Ele foi lá para pedir ajuda. Vocês acham o quê? Que eu virei pro cara e falei: "O quê? Não vou te atender porque você torce pra ponte que você tá com o boné do PT aí na cabeça? Não ajuda. Foi pro padre Arodo, ficou se meses, saiu, recaiu, voltou, se tratou, continua Ponte Pretano, continua petista e vota em mim. Então, gente, droga não tem partido, não tem lado, não tem raça, não tem religião. Ela pega qualquer um, inclusive a gente. Na rua ninguém nasce, se torna morador de rua. E qualquer um aqui, ó, qualquer um pode se tornar. E aí vocês vão pedir ajuda para quem? Porque na hora que você precisa de ajuda, como que faz? Quem tem cinco pau por mês aqui para pagar uma uma clínica particular? Às vezes até tem, mas também não quer pagar porque vai fazer falta. Então, gente, a fazenda de acolhimento, ela não tem lado, ela tem uma missão, ajudar quem quer ser ajudado. E por isso que eu trouxe tema aqui e tô falando com o coração. E é isso. Acredito nisso. Vou insistir, vou falar mais e mais. não leve como uma crítica para destruir governo, para dizer que o governo não presta. Pelo contrário, eu acredito no senhor, prefeito, acredito na sua equipe, sei que você teve lá as suas dificuldades, a gente sabe como funciona tudo isso e tenho certeza, né, que pelo currículo que os os seus assessores, os seus secretários possuem, essa fazenda de acolhimento, ela tem todas as chances, talvez a maior chance que no mandato de um médico do prefeito Dário Saad conseguir essa fazenda de acolhimento municipal aqui na cidade de Campinas. E pode ter certeza, prefeito, nós vamos estar junto lá cortando essa cordinha e inaugurando a fazenda de acolhimento, se Deus quiser, porque isso é tão rápido e tão fácil, gente, vocês não tão não estão me entendendo. você pegar a contrapartida que esse município tem, esse tanto de construtora, levantando prédio para tudo que é lado, que que é 2 milhões você murar um lugar, você fazer um um refeitório, para você fazer uns alojamentos. A área já tem, gente, os profissionais já t. Ah, mas aí vai gastar muito porque eu vou ter que pagar. os funcionários já têm e um monte de funcionário qualificado, bom, técnico, que entende da área de prevenção de drogas, de tratamento, tanto no CAPS, lá tem profissionais, trabalho e renda, assistência social, é só isso, é só deslocar e colocar essa equipe para trabalhar nessa fazenda, passar no centro, vamos, vai ser acolhido. tratamento para você, acolhimento para você aqui, polícia para você, se for necessário. E se é um foragido do sistema prisional e tá lá fantasiado de morador de rua, ele vai para tratamento, ele vai para acolhimento, não vai pro sistema prisional da onde você fugiu, pô. Na rua é isso, a liberdade da rua é uma delícia. Então, esse trabalho ele precisa acontecer. E mais uma vez aqui agradeço a atenção de todos e peço desculpa aí pelo meu desabafo, mas essa é uma bandeira que eu defendo. Foi daí que eu surgi pra política e tenho absoluta certeza que a partir de hoje muitas pessoas aí que estão nos assistindo vão passar a acreditar na recuperação de qualquer ser humano, porque eu acredito e peço que vocês acreditem também. Nunca desista dessa pessoa que você ama e o que vocês precisarem eu puder ajudar, eu estou à sua disposição. Eu me chamo Nelson Ostre, meu gabinete é o 3736 15 10. Tá bom aí, prefeito, termina com 10. Estamos junto e vamos fazer acontecer. Um abraço para todos. Fiquem com Deus. quer usar droga, o problema é seu. Quer parar, o problema é nosso. Obrigado. Tá. Bom, e aqui ao meu lado, então, o vereador Nelsoner, e ele que é presidente da Comissão de Políticas de Prevenção às drogas aqui da Câmara Municipal. Vereador, nesse encontro o senhor apresentou então essa sugestão, né, essa ideia da fazenda de acolhimento. Brevemente, o que é esse projeto que o senhor propôs? Primeiramente, eh, obrigado aí pela oportunidade, né, pela cobertura aí da da nossa comissão, eh, a Comissão de Política de Prevenção às Drogas e também a Fazenda de Acolhimento, que é a minha proposta, é uma indicação. Isso eu já venho trabalhando há muitos anos, acredito nessa política e essa política ela é muito simples, né? é concentrar todos os serviços que existem no mesmo espaço nessa fazenda que eu uso o uso de um nome pejorativo que seria o poupatempo das pessoas em vulnerabilidade e também tratamento para os dependentes químicos em situação de rua para tentarmos resolver esse problema sério que ocorre na cidade que é o aumento da população em situação de rua, moradores de rua, como também a dependência química, pessoas que estão aí perambulando pela cidade e precisam ser internadas muitas vezes de forma compulsória através de uma medida judicial. E por isso que é importante essa fazenda de acolhimento pra gente reduzir, reduzindo moradores de rua, reduzindo eh dependência química, nós vamos estar reduzindo automaticamente, porque uma coisa tá ligada à outra, atos de violência, atos de criminalidade, eh altíssimos gastos no Sistema Único de Saúde que muitos dependentes acabam usando. Então, essa fazenda é uma proposta e tenho certeza que o prefeito Dário Saad ele tem, tá está tendo, né, toda a oportunidade de implantar essa fazenda no nosso município e se consagrar aí como o melhor prefeito da cidade, porque eu tenho certeza que ele não vai revitalizar só o centro, ele vai revitalizar a cidade toda. Agora você disse que a ideia é que reúna uma série de serviços nesse espaço da fazenda. Quais serviços seriam esse, vereador? Começando pela assistência social para saber da onde essa pessoa é, eh fazendo ali uma triagem, né, com um assistente social, com um profissional da área que possa transferir ele, de repente paraa sua cidade de origem ou então transferir ele pra ala da saúde, aonde vai detectar a questão da dependência química, se ele aceita um tratamento voluntário ou não. Se ele precisar de um amparo da saúde, ele vai ter ali a retaguarda do CAPSAD dentro do mesmo espaço, que aí é um tratamento medicamentoso, que vai poder orientar e vai poder eh melhorar a vida desse indivíduo. Após a área da assistência e saúde, ele passa a ao tratamento ou acolhimento, se ele não for dependente químico. Se ele for dependente, começou o tratamento, ele pode ficar por até 6 meses e dentro dessa fazenda ele vai ter o EJA para voltar aos estudos, o ensino de jovens e adultos. Ele vai ter oficinas, ele vai ter horário para dormir, horário para acordar, ele vai estabelecer a ordem, né? ele vai começar a ter a autoestima elevada a ponto de conseguir ter um sono repador a ter uma atividade física, uma alimentação com dignidade, com higienização, com alimento de procedência e não na rua, como acontece hoje. Posteriormente ele vai para o estágio final, que é a Secretaria de Trabalho e Renda, Desenvolvimento Econômico, aonde vai poder voltar ao mercado de trabalho. E voltando ao mercado de trabalho, ele já consegue eh de repente fazer o vínculo com a sua família novamente, morar no seu lar ou então alugar um apartamento, alugar uma casa e morar nessa moradia ou então na própria moradia assistida que essa fazenda iria contemplar. Bom, o senhor trouxe essa pauta então como tema dessa reunião de hoje da Comissão Permanente de Políticas de Prevenção às drogas. Esse projeto ele já foi sugerido? Houve já alguma indicação ao executivo? Como que a gente pode avançar paraa implantação dessa ideia que o senhor apresentou hoje? Depende muito do prefeito, né? O projeto é meu, o a indicação é minha, né? Porém é o executivo que tem que executar, é o executivo que tem que fazer, né? Então, por isso que eu falo pro Dário, pro prefeito, um amigo, que ele entenda essa minha essa minha crítica que eu não quero nada mais do que ajudar o governo e não atrapalhar. e eu tenho certeza que ele se contempla aí como uma política eficiente, uma política que nenhum município ainda teve e com certeza essa política da fazenda de acolhimento, ela iria salvar muitas vidas e resgatar a alegria de muitas famílias. Vereador Nelsoner, então conosco. Muito obrigada, viu, vereador? Eu que agradeço. Obrigado. Muito obrigada. então, presidente da Comissão de Políticas de Prevenção às drogas aqui da Câmara Municipal, nessa quarta reunião ordinária para apresentar essa proposta. Agradeço a sua companhia ao vivo aqui conosco na TV Câmara Campinas e deixo também um recado importante, viu, para você que nos assiste. A Câmara realiza no próximo dia 9 de junho, às 7 horas da noite, uma audiência pública que vai discutir o projeto de diretrizes orçamentárias de 2027, audiência conduzida pela Comissão de Finanças e Orçamento. E a população está convidada também a participar. importante inclusive essa participação para ajudar a definir as metas e prioridades da administração pública pro próximo ano. Então você que nos assiste pode comparecer aqui ao plenário da Câmara Municipal no dia 9 de junho a partir das 7 horas da noite ou claro você pode também acompanhar essa discussão ao vivo que será transmitida aqui pela TV Câmara. Então e você pode ainda enviar perguntas e sugestões para essa audiência pelo site da Câmara que é o Campinas.sp. sp.lege.br. Então, participe enviando a sua sugestão e acompanhando também a transmissão da TV Câmara ou ao vivo, então, aqui no plenário dia 9 de junho às 7 horas da noite. Muito obrigada pela sua companhia, pela sua audiência e continue ligado na programação da TV Câmara. Uma ótima noite para você e até mais. TV Câmara, Campinas. A resposta é sim. Todas precisam da proteção solar. O que tem que ser feito é individualizar esse tipo de recomendação. O as pessoas que tm a pele mais escura, por mais que tenham uma melanina, né, em quantidade maior aí da eumelanina, que nos protege muito contra a radiação ultravioleta, protegendo um pouco mais com relação a cânceres de pele, do outro lado tem uma tendência maior a manchar