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TV Câmara, Campinas. Boa noite a todas as pessoas presentes. Eh, nessa sexta-feira, nessa sextafeira fria, chuvosa, estamos aqui para mais uma reunião da Frente Parlamentar de Enfrentamento a HIV, ARDES e outras hepatites virais. e pra gente poder conversar hoje sobre a expansão da da PREP ou, né, como a gente ouve muitas vezes, a descentralização, né? E acho que é muito importante a gente já ouvir, né, nesse momento, como que estão eh como que tá a distribuição da PREP nos locais que a gente tem na cidade de Campinas. Então, para isso, a gente tem aqui hoje a Mariana Vctora do CTA SECOM da Unicamp. Muitíssimo obrigada pela tua presença. Temos aqui também o Josué Lima, que é coordenador do programa municipal de ST HIV Aides e hepatites virais. Muitíssimo obrigada. Josué um parceiro aqui da frente, sempre tá aqui conosco. E de forma remota temos o Gabriel Borba, que é responsável por legislativo e populações da Unides Brasil. Ele que esteve também na nossa nosso lançamento da frente aqui na cidade de Campinas. Temos aqui hoje acompanhando, sempre presente e muito importante nessa construção, Janice Pisão, que é fundadora do Movimento Nacional das Cidadãs Positivas. Muitíssimo obrigada, Janice. Temos também aqui o Paulo Mariante, que é do Conselho Local de Saúde do CR de ST Aides. Muitíssimo obrigada. Temos aqui o Alexandre Federice, que é vice-presidente da ONG Terra das Andurinhas, e também a Liliana Musci, que é vice-presidenta do Fórum das ONGs Aides do Estado de São Paulo e conselheira estadual de saúde. Pra gente iniciar, né, quero aqui já chamar o o Josué Lima e acho que é muito importante a gente dizer que é um debate que tem chegado muito até nós, né? Então, a PREP tem sido uma grande revolução, né, quando a gente fala do enfrentamento HIV Aides, principalmente para populações mais vulneráveis, mais expostas. E quando a gente pensa, né, de como que o programa tá no nosso município, né, que já foi, que ainda é uma grande referência, né, mas pode fazer muito mais, a gente ainda quando a gente conversa com os usuários do sistema, a gente ainda tem muito o medo, o receio. Então, muitas pessoas têm medo de ir pedir a PREP pelo preconceito, mas acho que isso, né, quando a gente fala do CR, as pessoas têm muita confiança. E nesse processo de expansão, né, muitas pessoas têm chegado, né, até até a gente e falado assim: "Ai, mas agora eu vou ter que ir no posto de saúde que é próximo da minha casa e as pessoas conhecem a minha família, né? O que que eu falo, né? Como que é?" É, e acho que a gente tá aqui hoje para justamente desmistificar um pouco isso. A Mariana e já tem também essa experiência de conscientização, né, do debate e muitas vezes tem se esforçado muito para conseguir até avançar, né, de uma maneira para quebrar esse preconceito, né? a gente teve uma uma palestra, né, na Unicampilha, né, que teve uma adesão boa, mas poderia ser muito melhor. Então acho que o dia de hoje, né, pra gente falar de fato como o programa vai se dar município, né, e como essa expansão, né, colocam novos desafios, como ainda a gente precisa trabalhar com a conscientização e com o Gabriel a gente falar de qual que é a experiência da Unides, até mesmo fora do Brasil, né? Então, para sem mais delongas iniciar aqui com o Josué que tem uma uma apresentação. Josué, como que tá, né, neste momento o município de Campinas e como que a gente vai ficar? Muitas pessoas, acho que é importante ressaltar que muitas pessoas de outras cidades também vem a Campinas, porque se em Campinas tem o preconceito, né, de as pessoas vão saber o que que vão achar, imagina numa cidade menor, numa cidade onde todo mundo se conhece, o sistema de saúde ali acaba sendo bem fechado, então a gente acaba atendendo muitas vezes populações que são do entorno daqui da cidade de Campinas, né? Então, Josué, muitíssimo obrigada pela tua presença, né? A palavra tá com você. Agradeço muito, agradeço muito o convite. É um privilégio estar nesse espaço, um privilégio Campinas ter uma frente parlamentar eh dedicada ao HIV, IST, hepatites. É uma coisa eh que a gente até, embora o programa de Campina seja muito antigo, nós eh Tá bom, obrigado. a gente nunca nunca surgiu essa oportunidade de ter uma frente parlamentar. Então, eh, é mais uma coisa que vem a adicionar aos esforços e as estratégias de prevenção, de assistência, de promoção à saúde, eh, nesses componentes de HIV, IST e e hepatites, né? Então, obrigado pela pelo convite, obrigado por ter existir essa frente parlamentar. Eh, eu não sei se acho que eu vou fazer ficar em pé ses não se importarem que é mais fácil que eu mexo um pouco a mão, fica mais fácil. E acho que dá para falar alto porque aqui é pequeno, né? Acho que isso é do microfone. É, tem o microfone. Dá para ouvir assim ou não? Ah, então tudo bem. Eu me viro. Ah, oba, tem aí. Obrigado. Então, eh essa apresentação, acho que alguns de vocês já viram, então desculpa porque ela é ela é muito eh eu mudei pouca coisa da última vez, mas é bom mesmo ver de novo, porque daí guarda um pouco e ajuda a gente a divulgar essas informações. Eh, acho que essa maquininha que funciona, né? A gente não fala de prep ou de coisa nenhuma antes de de apresentar esse slide a vocês. A gente brinca um pouco que ele é um pouco esotérico, porque ele tem uma mandala que é a mandala da prevenção combinada e ele tem um mantra. Mantra é aquela coisa que a gente fica repetindo, não é, Gení? Você que é entende bem das questões esotéricas também. Eh, então o nosso mantra é prevenção combinada, prevenção combinada, prevenção combinada e a mandala, né, que é essa figura colorida de vários segmentos arredondada, também foi usada para eh eh para demonstrar as ações de prevenção combinada. Por quê? Porque a prevenção em HIV AIDS, ela sempre foi muito tradicional, sempre foi muito focado no preservativo masculino e e mudanças de comportamento, tentar promover mudanças de comportamento. E a gente sabe que isso não atende a grande maioria das pessoas. Então hoje a prevenção combinada, ela é entendida como particular, ela ela particulariza um pouco cada pessoa. Para cada pessoa tem um tipo de prevenção que se ajusta melhor a ela, né? e não fica restrita só ao preservativo. Então, todos esses segmentos e que estão escritos aqui à direita, eles falam: "Claro, o preservativo sempre vai ser o mais importante e e o que a gente sempre reforça, mas tem outras ações que também promovem prevenção e constitui essa prevenção combinada, ou seja, essa mandala que é testar regularmente pro HIV, IST, diagnosticar e tratar pessoas com IST ou antigamente denominada DST, também dificulta a infecção pelo HIV. V, porque as IST são portas de entrada para HIV. Então, também é muito importante fazer imunizar a hepatite B, HPV. E daí a PREP e a PEP são os que mais recentemente integraram essa mandala, né? Profilaxia pré-exposição ao HIV e profilaxia pós- exposição ao HIV. O que nós vamos falar que tá destacado é prep, profilaxia pré-exposição. Mas lembrando que não não existe profilaxia pré-exposição se também não tiver disponível a PEP, que é profilaxia pós exposição HIV. Muitas vezes as pessoas nos procuram para fazer a prep, eu quero fazer a prepoisinha, pá p pa pá pá. Daí quando você vai ver, ela teve um risco muito recente de se infectar. Então, se esse risco tá dentro de 72 horas, a gente consegue eh administrar os medicamentos específicos e eh promover que ela tenha um risco muito reduzido de se infectar pelo HIV. Mas isso é a pós exposição, né? E os outros também, tratar pessoas com vendo com HIV, prevenir a tradução vertical, redução de dano, tudo constitui a PREP. Agora, o preservativo que eu falei tanto é importante, sem dúvida, e continua sendo cada vez mais importante. Esse ano, até com ajuda da vereadora Paola, a gente espera colocar preservativos em terminais de ônibus da INDEC. São 14 terminais, né? E houve uma emenda parlamentar da vereadora que vai nos ajudar a a fazer a a a adquirir os dispensadores para os terminais de ônibus. Então, espero até o fim do ano, no máximo, não dá para ser mais que isso, já conseguir implementar isso aí. Agora, quantos por culação usa preservativo de uma maneira regular? 70%, 80? Não, menos de 50 menos. Aproximadamente 40% das pessoas usam, 40, 40 e pouco usa, mas mais de 50% das pessoas não usam o preservativo. Isso são estudos e contínuos. periodicamente o Ministério da Saúde faz essa avaliação e sempre fica nessa taxa. É muito baixo uso e não vão usar. Então para isso a gente realmente precisa de outras estratégias, mas sem sem deixar de colocar isso num contexto, né? Eh, e ao contexto da prevenção combinada, nós nos últimos anos capacitamos mais de 1848 profissionais das unidades básicas de saúde em prevenção combinada, mas nossa conversa é a PREP. Para quem não lembra detalhes, eu eu trouxe a definição. O que que é a PREP? é o uso de medicamentos antiretrovirais que reduz o risco da infecção pela HIV nas pessoas que estão em situação de vulnerabilidade, ou seja, aquelas pessoas que têm relações sexuais sem preservativos e que a qualquer momento pode se infectar, né? Então, a gente eh existe já no Brasil desde 2018, janeiro de 2018, um medicamento específico para isso. E esses antiretrovirais, eles são dois, é a entrecitabina e o tenofovir. Só que eles estão formulados num comprimido só. Então, um comprimido só por dia, eh, da PREP, eh, mesmo que você transe com alguém HIV positivo, mesmo que você transgivo, você a sua chance de desinfectar, se você tiver usando a prepa, né? A PREP você pode usar diariamente, deve, né? O tratamento da PEP é um comprimido todos os dias, mas aquelas pessoas que t pouca tem relação sexual muito pouco frequente, uma vez por mês, uma vez a cada duas semanas, ela pode tomar o que a gente chama de PEP sob demanda. Você tem que tomar o comprimido 2 horas antes da relação sexual, no dia seguinte você toma mais um, mais um. Por isso que a PEP sobre a PREP sob demanda, a gente também chama ela didaticamente de 2 + 1 + 1, é o que tá ali. E é muito para lá. Oi. Somente para lá. Bem lembrado, né? Bem lembrado. A a a isso não tá escrito ali. Deveria tá agora. A gente lembrou isso aí que a gente nas apresentações a gente esquecis de botar isso, mas é importante. Na verdade essa estratégia é para pessoas que nasceram com sexo masculino, com o genital masculino. Ao nascer a gente fala desse jeito porque tem pessoas que depois podem um homem que nasceu com genital masculino pode ser depois o eh ser uma mulher trans. Daí para essa pessoa, mesmo que ela seja uma mulher trans, ela pode usar. Mas mulher, ou seja, quem nasceu com vagina, a PREP sob demanda não funciona, porque na mucosa da vagina, principalmente, a PEP, a PREP leva alguns dias, pelo menos 7 dias, 15 dias, 20 dias para impregnar. Então as mulheres são despilegiadas nesse aspecto, mas a prep oral, aquela do dia a dia, claro, no início tem que esperar alguns dias, mas ela funciona normalmente, tá? É essa sob demanda que não. Obrigado, Gení. Agora, lembrando que já existe prepa injetável, aquela que você toma uma injeção a cada dois meses, que é essa daqui que é o caboegravir. E já existe uma que você toma uma injeção a cada 6 meses, que é o Lena Capavi, né? Eh, as pesquisas globais que envolveu o Brasil também eh já foram realizadas há há algum tempo e tá comprovado que a a PEP injetável ela é muito muito eficiente, até um pouquinho mais eficiente do que a prép oral, porque a prepa oral você pode esquecer de tomar, perder o comprimido e é injetável não tomou, não tem como voltar, né? Eh, então já está cientificamente comprovado que a PREP injetável é muito eficiente, ela é muito, muito cara, então vai levar algum tempo ainda, mas o Brasil tá fazendo uma pesquisa tanto com o Cabo Tegravável de dois em dois meses, como o Lena Capavir, que é a cada 6 meses. O Brasil tem vários centros, alguns centros no Brasil que fazem pesquisa para ver como é que isso vai funcionar no SUS. São pesquisas de implementação que a gente chama. Campinas tem o privilégio de participar tanto da do Cabo Tegravo. Lena Capavir começou agora o mês passado, já temos uns 20 pacientes em Lena Capavir, tá? O público alvo tem idade? Tem. É menor, boa pergunta. É de 16 a 30 anos. É o público alvo, é o público mais jovem. E a gente vai, daqui a pouco eu vou mostrar porque é importante eh limitar essa faixa etária. Agora, por da PREP, o que que acontece? Todos os meses nós diagnosticamos em Campinas e no Brasil casos novos de HIV. Tem mais de 200 casos por ano, casos novos de HIV por ano no Brasil, né? Desculpe, mais de 200 casos novos de HIV em Campinas por ano. E a gente tem que reduzir isso, por mais que você faça. É difícil. São Paulo teve uma política. São Paulo capital, né? O município teve uma política muito intensa, muito pesada para implantar a PEP. Conseguiram e eles e eles conseguiram demonstrar a redução de 54% nos últimos 7 anos de casos novos DHIV, principalmente em função da PREP. Então, a gente tá na cola deles tentando atingir os números deles, copiando coisas, ajudando, porque a gente quer chegar no impacto que São Paulo teve. Se a gente conseguir reduzir 54% de casas nova em Campinas, de 200 por ano, vai ser 95. A gente chega lá, espero. Bom, como é que tá Campinas em PREP hoje? Nós iniciamos a PREP em Campinas em janeiro de 2018, né? Eh, e nós iniciamos só nesse serviço aqui, que é o Centro de Referência de Infecções Sexualmente Transmissíveis, HIV e AIDS, que o povo chama de Crist agora depois e e que foi onde a gente é o nosso centro de referência. Então, desde 2018 eles começaram, depois a gente conseguiu colocar em uma unidade centro de saúde que é o uma unidade de saúde que é o centro de saúde Santos do Mon, que é o que a gente chamava de tatinga anteriormente. Por que no Santos do Mon? Porque o Santos Dum ele cobre alguns territórios e um dos territórios que ele cobre, que é a região do Itatinga que a gente fala, é a segunda maior zona de prostituição aberta do Brasil, a primeira no Rio de Janeiro, a segunda em Campinas. Então é uma população grande que vive ali, que mora, que tem residência e que são eh a maioria profissionais do sexo feminino, né? Mas também tem eh população trans que também mora nessa região. Então a gente teve que se aproximar mais dessa unidade porque era muito importante eles também oferecerem a PREP. E sempre que a gente fala PREP é a duplinha, tá? Quem oferece Prep tem que oferecer PEP, né? Então PEP prep, tudo que eu falar aqui vai ser prep, tá? Agora, aonde que a gente queria chegar a médio prazo, a gente queria espalhar algumas unidades e ter um pontinho em cada lugar. Então é isso que eu vou contar um pouco para vocês, o porquê disso, por importante e por que nós eh nos organizamos, planejamos. Foi muito trabalhoso, muito uma das coisas mais trabalhosas que eu fiz nos últimos 10 anos em Campina, mas a gente tá bem otimista. Mas eu vou mostrar outro slide melhor que esse que mostra detalhes, tá bom? Qual que é a questão? A PREP tem SUS desde 2018, gratuita, serviço, o Brasil inteiro tem serviço de PREP, mas quando a gente vai ver os dados da PREP, a gente vê uma coisa que entristece qualquer profissional de saúde pública, que é não é a iniquidades que acaba naturalmente ocorrendo na estratégia da PREP. Eu vou explicar melhor. Então, a nossa meta, o nosso objetivo é reduzir as iniquidades. Ou seja, igualdade é interessante, mas a gente precisa de equidade, né? Dá um cachotinho só para cada um, não vai ajudar um pouquinho, mas tem gente que nem precisa e tem gente que precisa de mais de um cachotinho, né? Então essa é a ideia da equidade, reduzir as iniquidades. Por quê? Vamos ver assim. Vamos pegar primeiro esse lado aqui. De todas as pessoas que usam PREP em Campinas e no Brasil, não é uma particularidade de Campinas pra gente não apanhar sozinho, né, Jinice? O Brasil é idêntico. Qualquer cidade que você for do Brasil e o Brasil como um todo, São Paulo, Campinas também não dá para fugir. Acontece isso. Se a nossa população eh quando a gente classifica por raça, como é que é as pessoas que tomam prepinas? Elas têm aquela liquididade de metade ser branca e metade de raça negra ou preta ou pada? Não. A raça branca é a maioria nessa população que usa prep. Então a gente precisa promover um pouquinho a equidade. O ideal é que a gente chegasse em 50% de raça preta, eh raça eh cor raça e cor preta, preta e parda e 50% branca. Então isso é uma das coisas que a gente acha que se a gente descentralizar, ou melhor, implantar cada vez mais nas unidades básicas de saúde de Campinas, a gente pode reduzir um pouco essa inequidade, porque essa essa inequidade ela tá muito associado a questões sociais, questões cultura, principalmente questões de vulnerabilidade, questões econômicas, questões de escolaridade. Isso eu vou mostrar outra coisa, a população jovem, ela é a principal nesse nessa estratégia, porque quando você vê esses mais de 200 casos novos de HIV por ano em Campina, você vê que essa a população jovem é a maioria. Então isso assusta muito a gente também. Então a gente gostaria muito que essa esse número aqui fosse bem aumentado de 18 a 24 anos. Na verdade, a PREP no Brasil, ela pode ser dada a partir dos 15 anos. Aqui a gente não tem porque não teve nenhum, mas o dia que tiver alguém com 15 anos, esse numerinho aqui vai mudar, tá? Mas a ideia é que dos 18 a a 24 anos fosse muito mais aumentada e aqui também. Então aqui é outra desigualdade, outra inequidade que a gente precisa promover. E daí, mais uma vez, buscando a a a descentralização ou a expansão da PREP, que é o termo mais adequado, a gente acredita que possa melhorar um pouquinho isso daí. Agora, olha, outra coisa que não que é triste, que é exatamente o que acontece em Campinas e no Brasil. A grande maioria das pessoas que saem prep em Campinas, quase 88% são gays e outros homens que fazem sexo com homens. Importantíssimo essa população eh está usando prep, porque essa população chega a ter 18% de risco de 18% de positividade, né? Tem vários estudos que a gente consegue eh mais ou menos calcular qual é o percentual de cada população chefe dessa. Os gays e outros homens que fazem sexo com homens, eles chegam a ter 18% de positividade pro HIV. Então é muito importante, mas não vamos esquecer da outra população, que é a população trans, transexuais e eh travestis, né? Essa população pode chegar de 18 a 30% de positividade de HIV. Oi. E o acesso é horrivelmente pequeno, né? Horrivelmente pequeno. Por isso que eu fiz essas bolinhas. Quando você soma ali 2.7, 1.5, 0.5 cinco e que a travestis homens trans, mulheres trans dá quanto? Três, quatro, dá quatro quatro, cerca de 4%. Então essa população ela hoje, essa população trans eh e travestis elas já chegam a ser de 18 a 30% positivas pro HIV. Tem outro 70% que é negativo. Então é para eles que a gente tem que direcionar. E como isso? um pouco a gente levou lá pro Itatinga, mas a população trans, ela não vive apenas na região dos Santos do Mund, do Jardim Itatinga, ela vive na cidade como um todo, né? Embora tenham acesso ao nosso centro de referência que é central, tem pessoas que não conseguem vir, não tem dinheiro para pagar ônibus. Eh, os profissionais do sexo trabalham à noite, então tem dificuldade durante o dia eh acessar serviço de saúde. Então, tudo isso pesa. E aqui para terminar esse aspecto, esses aspectos, escolaridade, 76% eh tem 12 ou mais anos de escolaridade, ou seja, terminaram o ensino médio e muitos já estão em faculdade. Então, também isso é uma é uma relação direta com a questão e socioeconômica das pessoas e isso também demonstra a vulnerabilidade dessa população. Então, temos muito para melhorar aí. Ah, agora o que que é interessante, vou falar coisa boa também, tá? Falar só coisa. Hã, em prep, quando uma pessoa para de usar prep, a gente não acha que ela abandonou, porque é diferente quem tá tomando, quem tem HIV e toma os antiretrovirais, se ela ela tem que tomar sempre, não dá para parar. Se ela parar, ela abandonou o tratamento. Na PREP, ela pode ela pode parar de usar porque ela mudou o estilo de vida. Antes ela tomava porque ela não tinha companheiro, ela saia com todo mundo, não usava camisinha. Depois ela se conscientizou. resolveu usar camisinha que é mais segura e pá pá pá melhor porque as outras ISTs também estão protegidas eh ou ela tem uma relação mais eh mais fixa e daí ela Então isso a gente chama de descontinuar. Podem ser vários motivos. A descontinuidade da PREP ela é comum, a gente sabe, principalmente por esse motivo. Parei de usar porque não tô precisando mais. Agora a descontinuidade no Brasil é 35%. No estado de São Paulo, 38% das pessoas que começam prep param, 41% na cidade de São Painas não consegui explicar até hoje 24%. É muito mais baixa comparando aos demais. Isso é ótimo. Isso é bom. Eu eu classifico como bom por, mas a gente acha que é um o trabalho que a gente faz lá no centro de referência, a gente tem dois eh na verdade eram três, porque o Gustavo fazia o mesmo papel, eh, que são contratados como bolsistas pela pesquisas e acompanham os nossas pessoas que os usuários de PREP, eles são educadores de pares, eles têm uma identidade muito grande com essa população, né? Então, um é gay, a outra é uma mulher trans, então tem muita proximidade, tem telefone, tem WhatsApp, então consegue dar uma uma coisa mais próxima e mais íntima e acho que isso deve promover um pouco essa menor descontinuidade. Espero que seja isso. Tem um abandono por efeito colateral muito baixo, baixíssimo, baixíssimo. A pessoa quando começa a tomar o medicamento, você pode ter um pouquinho de intolerância, gasto, incômodo, dura 3 dias, mas muito leve. E daí já passa bem baixo mesmo, né? Agora a descontinuidade, ela também tem as suas iniquidades, né? Porque, ó, vamos esquecer a indígena lá porque é é percentual e se tem dois indígenas já pode mudar, né? Mas de qualquer maneira entra na mesma lógica. Vocês vão que ver que a descontinuidade ela é menor, o que é bom na raça branca. E na raça, parda, preta, indígena é maior. Então também é uma inequidade em relação à descontinuidade. É outro fator que demonstra. E a idade também, a descontinuidade é muito maior nos jovens do que as pessoas adulto jovem e pessoa mais madura. Isso demonstra também outra vulnerabilidade. Então tudo isso eh foi eh nos mobilizou para descentralizar. Eu estou falando esse tema, mas eu sou o que mais combate, tá? Porque o ideal é a gente falar a expansão da PREP, como a vereadora falou no começo, ou a implantação da PEP prep na rede básica, porque é uma ação de prevenção e ações de prevenção são para serem desenvolvidas na atenção básica. Então vou me consertar aqui. Então para essa ação de implantação da PEP Prep nas na atenção primária à saúde de Campinas, nós fizemos durante o ano de 2005 até o começo do primeiro semestre muitas reuniões, muita sensibilização, muita pactuação. E outubro e novembro nós treinamos 614 profissionais entre médicos, enfermeiros, farmacêuticos e os demais profissionais da rede. 614 pessoas foram capacitadas tecnicamente em você foi, né? Eh, em atividade de capacitação presencial com duração de 4 horas. Todas essas pessoas, com exceção do disc saúde, que foi mais rápido, mas todas essas 183, 405 passaram por 12 capacitações presenciais, bastante intensa, bastante difícil, mas a gente saiu muito feliz porque o número de porque o que que a gente eh eh a gente resolveu, nós não vamos conseguir colocar PEP prep 69 unidades básicas de saúde de Campinas. Impossível. Então, a gente escolheu duas por distrito. Dos seis distritos, cada uma delas a gente escolheu estrategicamente duas por distrito e implantou a PEP prep nisso. Além disso, no processo de implantação da PEP Prep na atenção básica de Campinas, nessas 12 unidades, a gente fez um trabalho grande de comunicação, uma estreja, uma estratégia focada em comunicação e e redes sociais. Esse cartaz a gente não conseguiu fazer muito, mas aí a gente fez alguns para áreas centrais, divulgando a prevenção HIV chegou mais perto de você. Então aqui é dizendo que mais 12 centros de saúde de Campinas passaram a partir do dia 1eo de dezembro a TPEP prep disponível. Aqui esse código de não é código de barra QR code, né? Ele remete para um texto interessante que tem todos os endereços, horários bonitinhos. Simbolicamente a gente começou a PREP, eh, a expansão da PREP em Campinas, o dia que marcou o início dessas 12 novidades foi o primeiro de dezembro, que é o dia mundial de luta contra aides desde a década de 80. Então, simbolicamente, a gente lançou no dia primeiro e nesse dia o nosso centro de referência, que todo mundo conhece, o Cristam de Anda, né? Ah, eles fizeram previnas e prépas. Era era um sábado, né? O dia primeiro de dezembro, esse ano foi num sábado. Eles não trabalham no sábado, mas nesse sábado do dia primeiro de dezembro eles abriram com toda a equipe e fizeram abertamente. Qualquer pessoa que chegasse poderia se submeter ao início da PREP ou se fosse a PEP. Ah, eu tô quase acabando. Tô preocupado. Você tá preocupado com o horário, né? Tô quase acabando. Eh, então aqui é o gráfico que mostra um mapa de Campinas dividido por seis distritos de saúde. E aqui nós temos cada bolinha dessa é uma unidade eh que oferece PEP prep. A verde é o centro de referência nosso que já oferecia. Aqui é o Santos do Mon. E depois essas cores elas demonstram tipos diferentes. Todas oferecem PEP e prep, mas as que estão em amarelo, elas têm a unidade dispensadora do medicamento. Porque para você fazer atendimento em prép, você precisa ter uma recepção para receber as pessoas. Tem que ter um acolhimento, tem que ter um aconselhamento, tem que ter uma avaliação clínica, tem que realizar tes, porque a pessoa obrigatoriamente tem que ser HIV negativo, HIV positivo, não vai fazer, então tem que fazer. E o a etapa final é dar o medicamento. Nós não conseguimos colocar o medicamento em todas as unidades ainda porque é um processo muito complexo, tem uma farmácia especializada nisso e quem manda nisso é o ministério, não somos nós. Mas nós conseguimos colocar uma farmácia que dá preprito. Agora a gente tá tentando fazer um jeitinho brasileiro para ver se a farmácia do distrito, porque são duas, uma duplinha em cada distrito, uma tem o remédio, todas fazem tudo, exceto que a que não tem a farmácia, não dá o medicamento, a pessoa precisa ir buscar na outra. Mas a gente já está tentando fazer um jeitinho brasileiro adaptado, vamos falar assim, para não ficar chato, de que mesmo essas farmácias que ainda não tem as tais unidades dispensadores de medicamento, que são essas aqui, elas passem a ter de um jeitinho brasileiro, adaptado, tá? Todas fazem até rápido, todas fazem tudo. Então, qualquer dessas doses você for lá, alguém vai te receber, alguém vai te acolher, alguém vai te aconselhar. Vai fazer avaliação clínica, que pode ser o médico ou enfermeiro, vai fazer o teste rápido para HIV, sífiles, hepatite B e C, vai te oferecer a vacina da do HPV, da hepatite B para quem não tem, e vai prescrever o medicamento. A única diferença é que se você tá numa unidade que tem o remédio, você já pega ali, senão você vai ter que ir até outro que não é longe porque é no mesmo distrito. Melhor do que ela ter que ir lá no centro buscar. Mas isso é um é é uma coisa que tá incomodando. As pessoas estão reclamando com razão, mas não depende só de nós. A gente tá com várias tratativas com o Ministério da Saúde para melhorar, mas se a gente não conseguir, a gente vai fazer um ajuste local. Agora ficou mais bonito o nome, né? Jeitinho Brasil. Bom, só lembrando quantas pessoas e e isso aqui eu eh é de fevereiro, final de fevereiro de 2026. Eu tentei entrar hoje no painel da PREP, que é o que me dá essas informações, mas tava fora do ar. Daí um pouquinho antes de eu vir para cá, eu entrei de novo, daí voltou no ar, não dava mais tempo. Mas aí eu peguei alguns números, pelo menos para ajustar aqui para vocês. Mas esse número muda pouco. Então, pessoas que iniciaram PREP em Campinas desde 2018, 3707, pelo menos pegar, porque depois as pessoas podem fazer ter a descontinuidade. Então, 2306 pegaram o medicamento nos últimos 12 meses. Usuários de PREP atual 1748, a descontinuidade, que é aquilo que eu expliquei 558, nós temos sete DMs, que é uma em cada distrito e mais a UDM e do nosso centro de referência, por isso que são sete. Unicamp e PUC também são UDMs, mas não dispensa o medicamento para PREP, infelizmente, tá? E aqui é um gráfico de tudo mostrando como é comum essa cascata aqui, né? Mas ela não assusta muito porque a descontinuidade não necessariamente vai ser uma situação de eh de abandono de tratamento. Alguns sim, outros não. Bom, aqui é só para mostrar que essa catrei. Então ainda a grande maioria de quem usa a PR ainda está no nosso centro de refer do total de campinas. Grande Maria está aqui, mas de dezembro para cá, Barão Geraldo, que é uma das unidades básicas de saúde que oferecem a PETF, em até fevereiro eles tinham colocado 60 pacientes, seis abandon eh seis continuaram, ficou 54. Eh, desculpa a unidade é agora vou mostrar para vocês as unidades que fazem parte dessa expansão. O São Quirino, 27 iniciaram, quatro descontinuaram, são 23. Ã, o centro de saúde da Vila P, 20 começaram, continuam, são 19% de saúde Paulama. 13 começaram, 12 estão deram continuidade, um dos continuou. Santos, centro de saúde Santa Lúcia, sete começaram, seis continuaram, 11 continuou. Centro de Saúde Santos do Mon, esse já estava, a gente só botou ele junto com os imãs e lá no centro de saúde de Santos Dumon, que é onde Itatinga, 53 iniciaram, 21 descontinuaram. Por que que é maior a descontinuidade aqui? porque eles já estão nisso há uns três ou 4 anos, né? Daí o que que a gente vê aqui? Eu eu só montei isso daqui dessa dessa maneira para mostrar para vocês que é muito recente. Todas essas unidades que eu aqui, eh, elas começaram no dia primeiro de dezembro. Dezembro foi, tem tem final de ano, era começo, teve muita coisa acontecendo. Janeiro, melhorzinho, fevereiro, carnaval. Então, então, eh, então, só essas unidades, eu escolhi cinco delas, tinham 127 pessoas em prep até o dia 28 de fevereiro. E hoje eu entrei, já são 219 pessoas em prep até o dia 30 de abril de 2026. Então, já deu uma quase desdobrou, né? Então, isso já aumentou bastante. Aqui é uma consideração final. Precisamos ampliar o acesso à PREP e a PEP, não apenas em termos quantitativos. Os números são importantes, é bom, mas não é só isso. A gente também em termos de representatividade populacional, as populações chaves e mais vulneráveis, que é a promoção da equidade, eh, redução de diminuir a inequidade a essa população. Eu acho que esse é o último. Desculpa se demorou muito, mas a gente se entusiasma e vai falando. Obrigado. Muitíssimo obrigada, Josué. Acho que é super importante essa apresentação, né? Porque a gente consegue ter um panorama geral aqui da cidade, né? Então, eh, de como que tá funcionando a implementação na rede básica. Acho que isso é o, inclusive, a melhor terminologia, né, para esse processo de expansão da PREP PEP. também lembrando da nossa eh emenda, né, que é para que tem os dispencer de camisinha nos terminais, que é uma política que já funciona em São Paulo e a gente tá tentando replicar aqui, né, a gente tá nessa luta já faz algum tempo, né, para que isso chegue eh finalmente aqui no no município, né? Queria inclusive agradecer aqui a presença da Suzi Santos da Casa Sem Preconceito do grupo Identidade que tá aqui conosco. uma pessoa também que tem discutido muito a questão, né, da das ISTs e principalmente de como a gente pode melhorar e sensibilizar o município quando a gente fala das populações mais vulneráveis, em especial em especial população trans, né? Eh, agora eu gostaria de passar para Mariana Vogt, que é supervisora do CTA Secon da Unicamp e acho que tem um ponto eh muito significativo pra gente falar como que funciona esse processo de conscientização, né, de desmistificação, principalmente da das pessoas ali na Unicamp, né, na região de Barão Geraldo, né, se tem uma aderência ou não, né, de quando fala de assuntos como esse ou se ainda tem essa essa mística, né, de de ó meu Deus, o que vai acontecer? Para onde eu vou? Eh, e acho também esse último ponto que o Josué falou, né, da não dispensação, né, de Pep, PR Prep Unicamp, né, PEP, só a Prep eh, na Unicamp, mas acho que é importante falar da da PEP que tem também, né? Então, acho que da da questão da da PREP e da PEP, né? e como faz, né, pr para poder ter acesso ali ao CTA Secon, né, Mariana, muitíssimo obrigada, uma parceira que tá sempre aqui conosco, né, muito muito obrigada pela sua presença. Boa noite, pessoal. É um prazer estar aqui. Obrigada, Paola. Eh, cumprimento a todos. Essa frente parlamentar, ela é importantíssima. Foi um prazer ser convidada ano passado quando a gente teve o lançamento dela e de novo eh estar aqui. Eu sou supervisora do CTA do SECOM, né? O SECOM é o centro de saúde da comunidade da universidade. Então ele é como se fosse uma UBS, uma pequena UBS dentro da universidade. E isso aconteceu eh num tempo onde isso era possível. hoje, eh, ela é o único centro de saúde desse porte dentro de uma universidade, não pode mais. Eh, por algumas questões descritas na Constituição de 88, tem aí uma uns impasses, né, com essa cara que tem o SECOM. Ele é um centro que ele é meio SUS e meio reitoria, então ele é um órgão bancado pela reitoria da universidade, né? Então ele é diferente, ele tem realmente um perfil diferente. Eh, o CTA ele foi criado em 2010, no final de 2010, pela Rose, que era é enfermeira e era coordenadora na na ocasião. Então, a gente tem aí, vamos fazer 15 anos, né? 16 anos esse final de ano, certo? Isso mesmo. Então, são 15 anos de CTA. Eh, e a gente começou eh no CTA fazendo teste rápido de HIV, só, né? A gente fez as capacitações, aí em 2010, 2010 a gente abriu e tinha só o teste rápido de HIV. Depois chegou da sífiles, depois das hepatites e depois a PEP. E a gente se moldou, né, dentro do do SECOM. Então, tem uma porte, duas portinhas lá onde funciona o CTA. A gente tem uma equipe com 14 pessoas. Eh, algumas já participam da rotina há algum tempo, outras vão se capacitando, umas vão saindo, a outra entrando na rotina, mas a equipe toda participa dos eventos volantes. Eh, como é que funciona isso? A gente tem a rotina, que a pessoa pode agendar porque ela vem encaminhada dos outros, das outras especialidades e também tem vagas de urgência no meio-dia, no meio, no mesmo dia. Então, o legal é que quem vai acessar pode acessar dessas duas formas. Eu tenho uma urgência, eh, algum sinal e sintoma de ST ou preciso de uma PEP, eu tenho uma vaga naquele dia. Não, eu vim encaminhada, preciso fazer uns testes de rotina, pode agendar mais paraa frente. E a gente foi encontrando a forma de atender a especificidade da população da Unicamp. Como é que é a população da Unicamp? A gente tem, então, aí por volta de 37.500 500 alunos matriculados entre graduação e pós e 9.300 funcionários entre entre funcionários docentes e não docentes. Então aí uma população que chega a 47.000 pessoas. É um campo, uma quantidade muito grande. Isso é entre os campos também de Limeira e Pescaba, contando tudo. No SECOM a gente tem 164 funcionários. Então você pensa que é um um centro de saúde pequenininho, né, pro tamanho da universidade. E a gente foi evoluindo, né? Eu tô lá há 31 anos, vai fazer 32. De quando eu entrei para agora, a gente fez muitos grupos e programas. O CTA tá dentro, é um dos grupos e programas. Então, a gente funciona baseado em muita prevenção, a gente faz muito programa de ir até os alunos, ir até os institutos. Então, a gente não fica só lá esperando o agendamento ou eh a pessoa ter a urgência para chegar até a gente. A menina dos olhos do CTA do Secomantes, como Josué bem sabe, porque a gente faz alguns grandes, um em junho e dois em novembro. adiantamos um pouquinho os de os dezembro das campanhas eh eh do Fique Sabendo, a gente adianta porque o pessoal tá em aula depois sai de férias. Então, nós temos três grandes eventos volantes, que é no saguão lá do ciclo básico, eh, fazendo HIV e sífiles, os testes de HIV e sífiles paraa população toda. E nesses grandes eventos a gente abre para todo mundo. Então, os terceirizados, a população visitante, quem quiser levar, é aberto, não é só pra população interna. Então são três grandes e alguns pequenos que nós vamos fazendo nas unidades. Esse ano já fizemos no restaurante universitário, no RU, lá pros funcionários do RU. A gente foi lá atrás fazer a testagem, né, eh, no na enquanto eles trabalhavam. Então a gente vai se enfiando e por isso é que conhecem bastante o CTA, porque a gente faz os eventos abertos e funciona como divulgação. Então funciona como uma ampliação de testagem, mas também como divulgação. Então a população da da universidade da Unicamp, eu sinto que eles eh eh as pessoas conhecem, né, esse assunto por causa dos volantes. Muita gente chega até o CTA e fala: "Falo, e aí você já fez esses testes? é a primeira vez que você tá vindo aqui. Não, eu faço sempre nos eventos lá do do PB, né? Então, tem gente que só frequenta os volantes do PB, um em junho, outro em novembro. Então, acaba se testando a cada seis meses, o que é muito legal. E quem prefere um pouco mais de eh atenção, né, quer fazer sozinho, tem uma questão mais privativa, vai eh pessoalmente lá agendar ou então passa na urgência do CTA. Você escolheu junho se os alunos estão em férias e e é habilidade deles saírem não, junho a gente faz no começo de junho, né, e perto do dia dos namorados. Então a gente tem um evento no início que os acadêmicos estão eh frequentandoidade que seria caso zero para vocês chegando, não é? Eh, é porque basicamente porque entendi, o começo do ano é um ano, é um começo, é uma época complicada, porque a gente tem os alunos novos, os chegando, chegaria os casos zeros e e não eles estão flutuante, eles estão indo embora. quando a gente vai ter momento para para as intervenções? Eh, então a gente eh ao longo desses 15 anos a gente foi testando, né, a como é que funciona isso. No começo a gente ia em uma unidade por mês, a gente fazia em loco, a gente ficava rodando a universidade, fazendo uma unidade por mês. E os grandes eram só em dezembro, final, finalzinho de novembro eu fazia. E era, a gente fazia e era um evento em função da do do primeiro de dezembro. Eh, com a pandemia da Covid, a gente ficou parado um tempo, a gente não fez evento e quando a gente retomou eh mudou mudou a cara da universidade. É engraçado isso. A gente tentou depois disso fazer nas unidades e a adesão diminui. E aí eu tive essa ideia de começar a fazer em junhã, eh, na data de dia dos namorados, assim, para dar uma chamada no assunto e aumentar o de dezembro mais um. Aí ficaram três grandes e é uma adesão ótima, faz eh eles já sabem disso, fica dividido meio que em seis meses, né? Um no primeiro semestre, um no fim do primeiro semestre, um no fim do segundo semestre. Eh, a galera tá nessa época fazendo prova, eles estão em aula, então eles estão em prova bem ali no ciclo básico mesmo. Então a adesão é ótima. Eh, e no começo do ano é ruim porque tão chegando eão desbaratinados. Ninguém que tá chegando quer saber disso ainda, não tá nem sabe ainda se movimentar na universidade, né? Uma universidade grande, as pessoas estão se estão chegando, estão se acostumando com o ambiente e aí eh a gente percebeu que fica bom desse jeito e tá funcionando. Eh, então a gente tem uma divulgação. Essa pergunta da Paola é legal porque a gente não tem eh a gente tem um clima diferente lá. Para explicar melhor, eu digo, por exemplo, quando a galera usa muito grinder, né, muito aplicativo de encontro, né, a população LGBT, principalmente os meninos, os os meninos Homo, os HS SHs, usam muito grinder para se encontrar. E aí quando eu pergunto se o parceiro que ele eh que ele quando ele procura para fazer uma PEP, por exemplo, que teve uma exposição, se o parceiro é do Grinder, mas é da Unicamp, a gente consegue trazer o parceiro para testar. Porque tá todo mundo acostumado. Um sempre já ajudou o outro, um já teve nessa posição, ajuda o outro. Então a gente convida o parceiro, parceiro vem. Quando o parceiro é de fora, é do Grinder, mas não é da Unicamp, ele não vem. Então, a gente já percebe ali uma uma dinâmica em que todo mundo conhece o CTA, eh vai testar, o assunto é mais aberto, não tem tanto tabu. E a nossa nossa proposta é justamente essa, é desmistificar, desentabusar. Eu brinco, né? vamos desentabusar juntos esse assunto. Então, tem uma liberdade muito grande as pessoas, essa é a história, a gente levar o assunto para ser conversado, divulgado. Isso a gente pede na consulta dentro da prevenção combinada, né? A gente trabalha com a prevenção combinada, tenho ela impressa a mandá-la para todo mundo que chega novo a gente mostra. Eu brinco que naquela, numa das fatias, tá meio ruim meu meu microfone, mas acho que tá dando. Uma das fatias devia ser seguir o Dr. Maravilha no Instagram, eh, que é o Vinícius Borges, né, que é um infectologista jovem e voltado paraa saúde eh e a prevenção de STS na população LGBT e que agora tá fazendo um curso de geriatria para acompanhar o envelhecimento da população gay. Então esses essa população que tinha HIV jovem, né, está envelhecendo ainda bem, né? Então, a gente aumentou a a o prognóstico de vida e o e a a qualidade de vida e a idade de vida das pessoas vivendo com HIV Arides. Então, é um perfil que ele tá agora expandindo, ele tá fazendo geriatria para poder atender essas pessoas, eh, principalmente esses meninos, homens, gays que tão avançando paraa terceira idade, que é uma maravilha. E ele conversa muito bem com a população, né? ele tem uma estratégia de prevenção muito legal, que é esse canal eh no Instagram que chama Doutor Maravilha e o nome dele é Vinícius Borges. Então, dentro da consulta a gente pede para todo mundo seguir ele e aí é legal porque cada um que tá chegando vai pegar o celular para seguir e falar: "Ah, tem bastante gente seguindo já". Então, a gente tá com uma campanha aí de envolver os alunos e eles contam para os outros amigos, divulgam a página, divulgam o serviço do CTA, divulgam os volantes e aí o papo é muito mais tranquilo. Então eu acho, tenho a impressão de que nosso trabalho de 15 anos no CTA eh expandiu a discussão e incluiu as pessoas nisso. a gente faz dos alunos, os nossos parceiros. Então é um é um uma satisfação muito grande, porque não tem você vê que é diferente, a população fala disso numa boa, eles vêm, conversa, não tem muito essa esse medo de chegar no serviço, de testar, de ser homossexual, de ser julgado. O nosso mote, nosso foco é o acolhimento, porque eu sempre brinco, protocolo todo mundo pode seguir, se fazer o diagnóstico, fazer o tratamento, encaminhar. O, a diferença é o nosso nosso esmero é o acolhimento, é a gente ser craque no acolhimento, né? Deixar as pessoas à vontade para chegar. Então, a nossa experiência com PEP é ótima. A gente faz muita PEP, muita PEP mesmo. E aí todo mundo que chega pra PEP, a gente acaba falando da PREP. E agora com as 12 unidades básicas de saúde fazendo a PREP, dispensando a PREP, ficou muito mais fácil, incluindo o Barão Geraldo. E a nossa forma de encaminhamento é, por favor, ligue no 160. E os e os atendimentos, os agendamentos estão sendo feitos por lá e estão funcionando. Hoje um paciente meu disse que tem o agendamento dele para meados de junho, 20 de junho, no centro de saúde de Barão. Então tá uma parceria boa, né? né? O encaminhamento tá funcionando. Eh, quando é de outra cidade, eh, das cidades próximas, eles têm que fazer o agendamento no centro de referência da cidade. Então, Sumaré, Hortolândia, tenho pacientes que moram nessas cidades e aí procuram centro de de referência. É bem mais tranquilo do que Campinas. É, o acesso é rápido e e fácil e vão muito bem. e as unidades básicas de Campinas eh tá ajudando muito essa expansão, né, pra gente que antes era só pro centro de referência e tava muito apertado. Eh, então tá funcionando, tá ótimo. Embora a gente não tenha unidade básica que dispense eh unidade dispensadora de medicamento que dispense a PREP dentro da universidade, essa expansão das UBSs fazendo PREP resolveu o nosso problema no momento e tá indo muito bem assim, a gente tá tendo uma uma adesão à PREP bem boa e um retorno de que essas pessoas estão indo procurar e agora algumas eh encaminhando para descobrir, para entender um pouco do Lena Capavir também, que a gente tem umas pessoas mais vulneráveis dentro desses grupos e que aí a gente conta do Lena Capavir e eles têm eh se interessado. Vamos ver se tem uma adesão aí importante dos mais vulneráveis, eh, que é um bulen na capaira, é intradérmico, né? Então, a cada seis meses de dispensação lenta. Então, tem umas pessoas que cabem o perfil direitinho e a gente fala dessa dessa nova técnica, dessa nova estratégia. Eh, eu acho que a gente tem uma conversa boa. Eu senti só que a parte presencial tá meio difícil. Os jovens eles têm uma dificuldade de eventos presenciais. É tudo internet, gente. Então, às vezes a gente traz uma pessoa incrível como Maravilha, que tem 300.000 seguidores na internet, um acesso muito grande a eles, mas eles não vão presencialmente. É tudo tudo virtual, né? Tudo internet. Eh, mas eu acho que a experiência tá sendo muito boa e que os nossas campanhas, nossos volantes têm essa função de divulgação. Eh, estamos indo bem, né? Então a gente juntos aí pode caminhar, estamos caminhando e vamos continuar caminhando juntos em direção a expansão da PREP, a adesão desses jovens a essa estratégia seja oral, injetável, eh, intradérmica. Estamos junto. Estamos juntos nesse rolê aí. Obrigada, Faola. Obrigada, Josué. Obrigada, pessoal. Muitíssimo obrigada, Mariana. Acho que é super importante, né, falar eh de como está acontecendo dentro da comunidade da Unicamp, né, e principalmente desses acessos. Acho que a gente também tem sentido, né, essa dificuldade de acessar eh os jovens que muitas vezes têm uma uma um acesso, né, um consumo de informação muito mais virtualizada, né, e ali estão na Unicamp, a gente percebe como a dinâmica, né, de de vida, né, de estudo faz com que eles tenham mais aderência ou menos aderência. Acho que alguns institutos têm mais aderência do que do que outros, assim, mas achei super importante a tua fala. sobre conseguir inclusive levar o parceiro, né? Então acho que isso gera uma movimentação de realmente de tá próximo ao SECOM, né? E aí de poder fazer esse debate de forma mais aprofundada assim, né? Eh, e com a dispensação em Barão, acho que isso facilitou muito as coisas, porque aí a comunidade que já tá ali, né, que já tem acesso à testagem, que já tem acesso eh a à PEP, né, que já tem já tem acesso à informação, consegue ter acesso à PREP próximo ao território e se ele não for daquele território, né, agora a gente pode com a expansão, né, buscar no distrito qual seria o o serviço, né, o CS mais próximo. Então, acho que isso é super válido. Queria agora passar pro Gabriel Borba, que é responsável por legislativo e população da Unides Brasil, né? A gente tem eh dialogado bastante, né? Queria eh agradecer já o Gabriel, ele teve aqui no lançamento da nossa frente e também foi uma das pessoas que ajudou muito na gente a conseguir organizar e pensar eh a legislação, né, Gabriel, como você pode ver, a gente tá no momento de expansão aqui, né, da dispensação da da PREP. Existem ainda inúmeros desafios, né? Então, pra gente conseguir atingir a meta, né, que é o Naris, acho que seria importante você também eh reforçar isso. Eh, mas acho que a gente tá num momento de avanço, né, eh comparado com o ano atrás, quando a frente foi criada. E acho que também a gente conseguiu, a partir da criação da frente fazer com que o debate chegasse de uma forma mais natural, legislativo também, né? Então, se tiver eh iniciativas de outras outras cidades, né, ou até mesmo de outros países que a gente possa reproduzir aqui, né, traga pra gente, porque a nossa ideia é sempre a gente fortalecer o a prevenção, né, mas também a população que muitas vezes tem esse medo e receio de falar que vive com alguma com HIV, né, ou que tem ali alguma IST. Gabriel, muitíssimo obrigada pela sua presença. A palavra tá contigo. Olá, boa noite a todos. Muito obrigado. Gostaria, primeiramente, de agradecer o convite mandato da vereadora Paula Miguel e também da frente de HIV. Muito bom saber e ver e acompanhar também os dobramentos desde daquele lançamento que fizeram o ano passado. Então, fico muito contente e essa possibilidade da gente continuar dialogando, né, sobre essas políticas de HIV e como podemos aprimorar o acesso dessas pessoas. Também gostaria de agradecer ao Josuoé e Mariana pelo debate e todas as pessoas presentes aqui também aí também. Bom, acho que um dos mandatos do Unides, eh, enquanto parceiro estratégico mesmo para auxiliar no aprimoramento dessas políticas públicas da resposta HIV, sempre com diálogo tanto com a sociedade civil e como podemos fazer esse movimento conjunto, né? Acho que vale a pena reforçar que recentemente foi aprovada a nova estratégia global da Aides, que é de 2026 até 2031, né, que visa aí não só eliminar a AIDES enquanto ameaça de saúde pública até 2030, mas também fortalecer as políticas já existentes de forma sustentável após 2000 2030. Então, uma dessas metas foi renovada, que é a meta 95, 95, 95, de que para que a gente conseguir chegar a essa eliminação, precisamos de 95% das pessoas eh que viver com a GIV que seja identificadas, 95% delas em supressão viral e que também 95% delas eh em em carga eh negativa, né, que não consegue passar para outra pessoa. E dentro dessa estratégia global, a gente também tem a nova prioridade, né? Dentro das três prioridades, uma delas é o de serviço de saúde centrado nas pessoas. Então, um serviço de saúde a partir dessa equidade, da dignidade e desse acesso. Acho importante também trazer que a nova estratégia global, ela busca e alcançar eh as pessoas com tratamento ou serviço de prevenção HIV que necessitam de um ambiente seguro e acolhedor. Então, essas novas metas também trazem, por exemplo, que para que a gente consiga eh eliminar essa doença, né, que 40 milhões de pessoas vivendo com HV esteja tratamento com carga de supressão viral eh no mundo inteiro, que 20 milhões de pessoas tenham acesso à PREP e que todas as pessoas estejam recebendo cuidados livres de estigma e discriminação. Acho que esse último vale muito a pena reforçar, né, que não é só a questão do do medicamento, mas sim todo aquilo, todo o estigma discriminação que faz com que a pessoa não acesse o serviço de saúde. Acho aqui no Brasil é esse grande exemplo que a gente tem que é o SUS, mas que muitas pessoas eles não conseguem acessar. Então essa é uma diferença que a gente tem na atuação no Brasil com outros lugares, né? Como que um um local que ainda que tem um acesso público a essas tecnologias, muitas pessoas ainda ficam para trás. Acho que só reforçando um pouco, eh, atualmente a gente tem menos de 30 milhões de pessoas vivendo com HB com supressão viral no mundo inteiro e apenas 3.3 milhões de pessoas no mundo com acesso à PREP. Então, os números ainda são muito baixos pra gente conseguir atingir essas médicas a nível global. Então, a partir desses mandatos globais, a gente aqui no Brasil vem auxiliando eh tecnicamente com a descentralização em em vários lugares, principalmente aqui no Distrito Federal, como também em Salvador. Eh, cada lugar tem suas especificidades e também devem ser levadas em consideração aí para analisar como essa descentralização deve ser feita e realizada, né, aqui em Brasília, eh, uma cidade grande que existe também uma quantidade de cidades satélites ao redor. Então, a discussão foi justamente nesse sentido de como fazer com que as pessoas acessem esses esses sistemas de saúde, mas que mas é que eles não fossem apenas na área central do plano piloto, que também abrangesse eh essas outras localidades e essas cidades satélitas. Acho que um outro exemplo também é de Salvador, que a gente discutiu bastante desde 2024 e implementamos a primeira projeto em 2025, que é não deixar para trás a população negra, né, fazer uma atenção especial. Então, não só pensar na na expansão dessas novas tecnologias, mas como a gente pode fazer com que a população negra não fosse deixada para trás e impulsionar ainda mais essa estratégia. Eh, além de perceber como é esse atendimento, quem é a pessoa que que atende, se essa pessoa também tem algum treinamento eh antiracista ou eh eh antialgrafóbico e justamente para que essas populações não fiquem para trás, né? Ah, e também como a informação pode chegar até essas pessoas. Então, nem em Salvador nós atuamos em 2025 no carnaval de Salvador, ofertando não só informação, testagem rápida, orientação qualificada e esse encaminhamento pro uso da PREP ou da PEP, caso seja necessário, né? E e é muito importante reforçar que em 2026 essas ações se tornaram uma política local, porque a própria próprio município de Salvador deu continuidade a ela e a gente só apoiou ali tecnicamente, principalmente na área de comunicação, que é muito importante, que acho que a mesa também reforçou isso, que essa questão comunicacional da internet, disseminar informações também é uma parte, um eixo muito importante, né, componente importante. Então, a gente teve em números um aumento ali de 68% da testagem em relação a 2025 e a adesão do do município eh em propor e dar continuidade essa política que a gente desenvolveu junto com eles, né, e também com a sociedade civil. Então, acho que é um caso que a gente pode ali mostrar de sucesso e também de pensar em novas estratégias ali conforme a necessidade de cada localidade. Nosso objetivo é sempre de garantir, nesse caso de Salvador, né, que a festa também pode ser um lugar de cuidado, né, de proteção, de acesso aos serviços de saúde. E algo que é muito interessante também em Salvador é que muitas das populações mais vulneráveis, tendo em vista que que a saúde ela tá descentralizada, né? Então tem os blocos de carnaval e você possui esses blocos móveis de saúde, muitas das pessoas que são mais vulneráveis, elas conseguem acessar a saúde justamente nessa época, porque existe todo esse componente ali descentralizado. Então, acho que foi algo interessante que a gente percebeu também lá na cidade de Salvador. Eh, então a gente precisa sempre pensar nessas novas alternativas, nsas formas de chegar até as pessoas, né? Ao pensar em acesso, temos que pensar principalmente nessa redução das dos estigmas e da discriminação. Eh, eu eu penso bastante que adesão a prepa está estritamente ali ligada com a qualidade da assistência, os contextos sociais dos usuários. E reforço justamente o que o Josué tava falando, né, sobre essa discrepância racial e social também no acesso. Quando a gente vai olhar o painel de PREP, quem acessa ele, né, é sempre um homem eh geralmente um homem gay ou HSH de mais de 35 anos. e que tem uma alta escolaridade. Então, a gente já percebe esse perfil e a gente percebe que tá sendo excluído também. Acho que gostaria de finalizar a a minha fala dizendo que a gente continua com diálogo para trabalhar junto com vocês também para pensar em novas alternativas e como que a gente pode ali também expandir esse acesso à PREP de uma forma sem discriminação e sem estigma e chegar a todas as pessoas. Bom, muito obrigado. Muitíssimo obrigada, Gabriel. você puder mandar essa eh essa nova essa renovação, né, do pacto pra gente, acho que a gente consegue a gente distribui aqui no município, né, de como ficou ele na na sua integralidade. E acho que o Gabriel traz bastante as experiências, né, de de Brasília e Salvador. Aqui em Campinas a gente tem a experiência do a gente teve a distribuição de uma ação, né, de de distribuição de PREP no pré-carnaval também, né, no no pré-carnaval. E na parada e na na parada também. Eh, na parada a gente tem uma ação no dia da parada, né, que é na aonde a parada acontece, né, e no dia primeiro de dezembro a gente também tem campanhas de testagem que a Terra das Andurinhas acaba executando aqui, né? Eh, a gente já teve momentos onde a testagem era um pouco maior, né, mais divulgada, mas acho que nesse momento a gente tá conseguindo ter ações de multirão, inclusive para zerar a fila da PREP no município. Acho que isso era super importante. Agora queria abrir aqui pra nossa plateia. Temos duas pessoas. Vou pedir pro Lucas Malafai ajudar com o microfone, por favor, que aí a gente consegue também gravar. E principalmente porque o Gabriel consegue nos ouvir. Acho que o verdinho Lucas, acho que o Isso por enquanto eh falo meu nome da onde eu venho, né? Isso mesmo. Eh, Gení Pisão, sou do Movimento da Cidadã Positivas, mulheres que vivem com HIV Aides, existe no Brasil inteiro. Sou também do conselho do Centro de Referência de ST Aides, sou do Conselho Municipal, também do Conselho dos dos do Ceste, dos profissionais, eh, né, de reabilitação. E quero dizer o seguinte, que essa política é de novas tecnologias de prevenção é muito legal, muito legal. Eu sou antiga, sou da época que a gente se protegia com preservativos, né? Então, saber que existe outras tecnologias é muito bom e e é uma coisa que pode ser acessível a toda a população. Então, eh, ótimo, ótimo, muito bom. Eh, quantas outros medicamentos que você falou, tanto do Leninha como do Leninha, da Lena Capavir e do Carbola. A gente fala cabo e Lena, tá bom? É cabo e Lena. Eu chamo de Leninha. Eh, eh, a gente, a gente reza, não só reza, mas faz um enorme advocaci para que esses medicamentos entrem na disponibilidade do SUS, não só paraa prevenção, mas principalmente paraas pessoas que vivem com HIV, porque assim, tomar medicamento todo dia, eh, tudo bem que tá bem melhor do que no começo, sem dúvida nenhuma, mas a gente pode diminuir, principalmente as pessoas mais velhas com envelhecimento da epidemia de aides, eh, a gente não toma só medicamento pro HIV, toma medicamento pro colesterol, blá blá blá blá blá blá blá blá blá e pro HIV. Então, se pudesse tomar uma injeçãozinha uma vez por mês ou então a cada seis meses, seria maravilhoso. E a gente também pode chegar e fazer o licenciamento compulsório, como a gente já fez em outras épocas no nosso país. Então, assim, vamos diminuir esse preço. Se não quer diminuir, a gente, pá, põe o pescoço na na reta. É isso que a gente precisa fazer. Eh, o que eu quero falar é então assim, muito legal esse aumento do acesso, né, aqui em Campinas. Eh, a a descontinuidade ser pequena também é um negócio legal, tá tá mostrando que a política funciona. E aonde a gente vê nó eh no tipo de pessoas que procuram a PREP, né? Então você vê uma pessoas com alta escolaridade e você vê pessoas brancas, sendo que a grande parcela da população eh é é raça ou etnia preta, né? Então, que raio é esse? Então, não tá chegando nessas pessoas. Isso é um nó que a gente tem que resolver. Não é só de Campinas, eu sei disso. Mas assim, é um nó que a gente tem que resolver, que o acesso seja mais igualitário, equânime. Ela adora aquela figurinha do é do acesso do SUS. E é isso que a gente precisa, que o acesso seja equânimo de verdade. E como é que a gente faz isso? Onde há essa comunicação? Eu rodo essa cidade e eu sinto que falta comunicação na Unicamp. Talvez, como é um é um ser diferenciado, a gente talvez tenha essa facilidade de comunicação, mas aqui em Campinas não é, você roda o centro de saúde, você roda, roda, roda e vê pouca fala sobre isso. E como como a nossa vereadora querida bem pontuou, a gente tem eh campanhas de prevenção no primeiro de dezembro no carnaval, parece que ninguém mais se infecta o ano inteiro. a gente deixa para se infectar no carnaval no primeiro de dezembro, né? E não é verdade, a gente se infecta o ano todo. Então, e reafirmo isso que a gente deve fazer eh publicizar, falar sobre a epidemia de aides o ano inteiro, porque é o ano inteiro que a gente pode se infectar e melhorar o acesso da PREP PEP. E como o meu movimento eh movimento que não é meu, que eu participo, que eu fundei, é de mulheres, eu eu reafirmo. Precisamos saber que tipo de mulheres são essas que acessam. A gente tem 2,5%, uma coisa assim, de mulheres acessando, mulheres sis acessando a PREP, mulheres trans pouquíssimo também. Então a gente tem que saber que tipo de mulher é no caso das mulheres sis, que mulher é essa? Como é que é escolarização, eh, escolaridade, como é que, né, quem é essa mulher, mulher preta, mulher branca, né? E como é que a gente acessa essas mulheres? Eu penso nas escolas, eu penso nas universidades, né? Eh, nós temos grandes centros educacionais aqui em Campinas. Como é que a gente faz para acessar esses centros? A PUC, por exemplo, é uma grande universidade. Eu pergunto pros pros estudantes de lá, vocês falam sobre PREP, PEP? Não, né? Não, porque parece que é o quê? Pecado falar disso, né? Proibido, né? Hã? Universidade Católica. Não, eu sei disso que é católica, mas a pouco a gente o o a Secretaria Municipal de Saúde paga convênio, paga. Tem convênio com a PUG. Então assim, não me interessa. Se o SUS tá pagando, tem que fazer a política do SUS, né? Então como é que a gente pressiona isso, né? Porque assim, para receber dinheirinho do SUS, lindo, mas para defender a política do Ministério da Saúde, né? Não. Então, alguma coisa tá errada, né? Outra coisa que eu quero falar eh eh dentro desse bojo de prevenção, falar sobre violência sexual aqui em Campinas. Agora eu a casa da mulher brasileira que nossa vereadora tá atrás disso, eu sei. Escutei um passarinho me falar lá no jardim e e mas além disso, eh, como é que qual a informação que as mulheres no geral têm sobre vítimas de estupro, mulheres e crianças e homens, né? Para onde ela vai, né? Tem o caísmo na Unicamp, eu sei. E e quando você não chega no caísmo, como é que faz aqui no centro da cidade? Eh, não sei. Eu tô perguntando isso porque eu não sei. Então, eh, tudo bem que você vai me falar, eu sei, Dr. Josué, mas assim, eh, como é que essa comunicação pra sociedade, é essa a minha preocupação, como é que é comunicação pra sociedade dessas novas tecnologias de prevenção? Então é uma coisa que a gente tem que eh não pode ficar achando que tá tudo bom, maravilhoso, tá bem, tá legal, mas a gente tem que avançar. E você sabe que no movimento social tá sempre ao seu dispor para fazer coisas, mas às vezes, e para finalizar, que eu juro que eu vou finalizar, eh, eu acho que era interessante paraas mulheres eh a PREP e a PEP seja incorporada eh como direito, nas políticas o direito sexual e reprodutivo das mulheres, porque isso faz parte de uma política pública. Então, a gente precisa eh fortalecer a autonomia dessas mulheres na proteção, no cuidado e na saúde integral do SUS, porque isso faz parte de uma política, né? Então é isso que eu queria falar. Só bom, boa noite a todos. Meu nome é Lia. Eh, eu presido aqui em Campinas a instituição OciPterra das andorias, que já tem 15 anos aqui na cidade. Também represento a instituição na vice-presidência do Fórum de ONGs do Estado de São Paulo, né? Também sou conselheira estadual de saúde e componho como conselheira eh suplente o Conselho Local do CRT SPIDES aqui de Campinas. E o que eu quero trazer aqui, primeiro eu quero parabenizá-lo José Conheço o trabalho do programa Municipal, todo o empenho do programa municipal, a gente sabe de todo o esforço, a gente acompanha que às vezes eles tiram leite de pedra no foco, a gente reconhece toda a grandiosidade, a importância desse trabalho. Nós quanto movimento social, né, vivemos muita expectativa acompanhando de que tem essa descentralização, essa expansão de PREP. eh parabenizar a vereadora Paola pel essa iniciativa da Frente Parlamentar, essa iniciativa dessa discussão hoje. Mas eu não posso deixar de trazer uma coisa que me trouxe muito tristeza quando eu cheguei aqui, não ver a sociedade civil organizada participando eh literalmente do debate dessa mesa, que eu acho que a gente tem muito para contribuir nesse debate. Uma outra coisa que eu queria colocar, nós colocamos aqui muitos desafios, a gente sabe, avançamos, avançamos. ótimos, temos desafios enormes e eu não vejo em Campinas a discussão do que até o Dr. Josué citou aqui a questão de São Paulo, né, que é a participação da sociedade civil organizada, que é a sustentabilidade, que é a ampliação dessa participação à base comunitária e a vigilância eh a vigilância comunitária em saúde, né? A gente não vê essa participação efetiva em Campinas. a gente não consegue sobesistir, a gente não consegue existir em Campinas para fazer esse trabalho. Quando a gente vê a ampliação da PREP em São Paulo, São Paulo tem um programa municipal que investe muito, investe firme. São Paulo tem dezenas de instituições que estão trabalhando no campo, que estão chegando lá, que tem subsídio da prefeitura, que tem parceria com a prefeitura, que participa das discussões e estão lá sim dentro das comunidades, estão acessando essas pessoas que não chegam, porque o serviço não acessa essas pessoas, nós acessamos, nós nascemos desses lugares, nós estamos vinculados a essas populações, tá? Nós desenvolvemos um projeto social aqui em Campinas, eh, um projeto que foi criado por jovens, desenvolvido por jovens, com tecnologia de jovens, que nos últimos seis meses recebeu cinco, cinco eh honrarias aí a a nível nacional. Recebemos agora eh certificação de honra do próprio Ministério da Saúde reconhecendo esse trabalho, que são jovens que criaram na comunidade, nunca tiveram oportunidade de apresentar o que eles criaram paraa Secretaria Municipal de Saúde. A, aí eu já tive, depois que eu voltei de Brasília agora 15 de abril, eu tive três municípios me ligando, querendo levar esses jovens para contar essa história, esse trabalho incrível que eles viram em Brasília. Eu falei, "Meu município não conhece, meu município não deu oportunidade para esses jovens falar o trabalho que eles estão fazendo na prevenção aqui. Eles não foram ouvidos ainda, não conhece essas tecnologias, com exceção do Dr. Josué que esteve em nosso centro de convivência, que já esteve ali, já conheceu um pouco, esteve na inauguração até da nossa, conheceu um pouco, né, dessa apresentação deles, com exceção disso não se conhece. Então, a gente vê todos esses desafios. Nós temos aqui a Unides, que tem batido muito o Brasil, o próprio Ministério da Saúde, a ONU a nível de mundo. A gente só vai quebrar essas barreiras sociais se a gente tiver a sociedade civil organizada junto. E nós não temos em Campinas existe um negacionismo que parece que a gente não existe. Pra gente vencer essa barreira, esses desafios da PREP, a gente precisa dar protagonismo para essas comunidades. E somos nós que estamos lá com essa comunidade no território. Somos nós que ouvimos e que sabemos cada dia o desafio que cada um tem. Então eles não vão chegar. Somos nós que alguns que chegaram naquela pré ali, nós que ligamos, nós que agendamos, nós que fomos lá conferir se eles estiveram na unidade para est aqueles números ali. E às vezes parece que isso não eh não é importante. Então a gente tem visto sim o Brasil avançar na resposta no enfrentamento HIV. Nós temos visto o estado de São Paulo, nós temos visto o município de São Paulo, quem dera a gente tivesse, que o município tem, né? Até máquinas de prepar, sonho com isso para Campinas, mas a gente ainda vai lutar para chegar lá, tenho certeza. E a gente tem uma gestão no programa municipal, a gente tem um CRT que tá lá, gente, com um trabalho sério todos os dias. Às vezes as pessoas chegam e fala: "Ah, fui lá, demorou, eu falo: "Gente, o CRT de Campinas é um trabalho humanizado, sério, é uma equipe que tá ali, que realmente se doa para fazer o que tá ali, porque a gente conhece o trabalho deles. A gente sabe que não é brincadeira uma gestão, mas a gente tem desafios sérios. E a sociedade civil organizada é sim um parceiro importante. A gente precisa parar de entender que o serviço em Campinas não vai executar tudo sozinho, não vai fazer tudo sozinho. A gente tem discutido isso a nível de mundo. A gente precisa trabalhar em rede. E aqui a sociedade civil organizada, o protagonismo dessas pessoas que estão lá são as trans, as travestis, sim, que não tem voz, não tem direito à voz, não tem representatividade. Nós não estamos tendo isso. Então, nessa ampliação dessa PREP, ninguém deles foi ouvido. Ninguém dele está sendo ouvido, porque por onde a gente anda, nós não fomos chamados, a gente recebeu tudo. E assim, não estou criticando que foi feito, não. Foi feito um trabalho incrível. Seit tenho acompanhado várias reuniões disso aqui em reconheço assim o ar do trabalho que tem sido feito. Um trabalho assim maravilhoso nesse processo, um trabalho difícil de ser feito, mas nós queremos fazer parte porque a gente só vai vencer aqueles desafios que está ali quando a gente for ouvido e fizer parte. quando a gente entender como é que a gente de fato reconhece o trabalho da sociedade civil organizada e a gente discuta a sustentabilidade dessas ações de base comunitária aqui, porque essas populações não conseguem chegar lá por n razões. E a sociedade civil, ela não trabalha só na questão do do acesso do atendimento à saúde, mas esses problemas sociais que dificulta essa população de tá lá. E a gente precisa pensar nas metas, né, pra gente atingir as metas aí na na a questões as metas da UNAI, metas da ONU e tudo mais, mas a gente precisa pensar depois na sustentabilidade dessas metas e a gente só vai vencer isso com vínculo com o território. Então o que eu queria deixar aqui é acho muito muito assim louvável. Eu acho um trabalho muito eficaz, parabenizo mesmo o trabalho que tem sido feito, mas eu não posso deixar de colocar aqui que a sociedade civil organizada tem sido deixada de fora e nós não vamos vencer esse desafio se não for essas pessoas que tiverem no centro do diálogo. São eles, a gente precisa ouvir eles. Como é que a gente traz o jovem? O jovem não se sente parte hoje. Quando a gente fala do CRT, para eles é algo que tá fora da realidade do que eles vivem. ele não se sente pertencente a esse serviço, como se esse serviço não fossem feito pensado para eles, por mais que a gente fale. Então, é isso que eu queria deixar aqui. E eu queria fazer também eh para para encerrar a minha fala, eu queria fazer um pedido muito grande pra frente parlamentar, vereadora. Eu queria que a Frente Parlamentar trouxesse paraa pauta da discussão nessa Câmara paraa gente discutir o fortalecimento da sociedade civil organizada que atua nessa cidade na pauta das STHVA e dos hepatites virais, porque a gente nunca tem sido pauta de discussão. Eh, parece que a gente vive à margem excluído. A gente se tá ali todos os dias lutando, lutando por sobrevivência. E a gente precisa discutir esse fortalecimento, porque só com ampliação de uma rede de fato, com o serviço, tá lá, um serviço de qualidade para atender, mas nós somos parceiros importantes sim para fazer esse vínculo da sociedade, essa comunicação, para chegar ali, informar o que é pré, é importância, para conscientizar as pessoas, para levar essas pessoas para dentro do serviço, para apoiar essas pessoas, chegar para chegar para quem não consegue ligar lá, agendar uma, para quem não consegue acessar um cardzinho, um QR code, a gente chegar a explicar, olha o que é a PREP, porque é importante para você incentivar essa pessoa a chegar. Então eu gostaria muito de deixar essa esse pedido a vereadora Paola para trazer essa pauta pra gente discutir aqui. É importante, a gente agora tem, a gente nunca teve uma frente parlamentar, agora a gente tem, mas eu gostaria muito que a gente pudesse também ser ouvido, né? também a gente discutir a importância do fortalecimento dessas instituições, dessas organização, da sociedade civil organizada e desse trabalho que a gente faz no município de Campinas. Obrigada. Boa noite a todas. Meu nome é Estela. Eh, você vai fazer um bloco? Eh, eu queria sim parabenizar aos dois palestrantes, tá? Eu sou enfermeira aposentada e queria deixar uma demanda aqui pra gente eh fortalecer o SUS e pensar no futuro do SUS, tá? Eh, vai ter uma reforma sanitária aí muito intensa, que é um é um programa do governo Lula, eu acho que tá indo paraa oitava conferência em Brasília, tá? Eu acho que seria demandas pra gente reforçar busca ativa, população com de confinamento, área de presídio, por exemplo, viu, Josué? Eu não vi nenhuma estatística eh falando dos movimentos das mulheres em relação às mulheres confinadas, tá? em presídio, quem tá tratando, quem tá fazendo essa buscativa, se o estado, eh, se a união está tutelando essa mulher confinada, tá? Alto índice também de da população de jovens acadêmicos. Eu queria também fazer outra pergunta em relação a à Unicamp eh povos eh eh indígenas, né? e temos nossos estrangeiros. Eu queria saber como é que a a o SECOM tá tutelando esses estrangeiros a hora que eles terminam os cursos e vão embora, tá? E soro positivo. Eu queria saber como é que é essa tutela do SECOM em relação aos universitários sobre o positivo estrangeiros, tá? Obrigado. Bom, também já deve ser o vai ser um bloco só, eu acho. Olá, tudo bem? Boa noite. Eh, queria parabenizar vocês, né? Parabéns por esse avanço, né? E aí eu quero perguntar sobre as escolas, se vocês já estão fazendo já algum trabalho nas escolas, que acho que era interessante. Eu não sei se na minha época tinha, a gente usava eh se entregava camisinha na escola, mas não sei se hoje em dia pode estar fazendo isso nas escolas. Eu acho que é bem interessante. Não sei aí como que tá a forma de palestras, né, nas escolas que seria legal. Eu não sei como que tá. Vocês podem falar, responder. Luiz, boa noite, pessoal. Meu nome é Lucas, sou jornalista, trabalho na comunicação do mandato da Paola, também sou jornalista aqui na cidade, eh, no portal Porquê? E eu queria fazer alguns comentários mesmo aqui em relação ao tema. Eh, ao longo desses últimos anos, né, a gente no mandato tem feito, a gente tem feito muita crítica mesmo a forma como a a PREP ficava centralizada, né, no no centro de referência. E é muito, eu fico muito feliz de ver essa expansão. Acho que é um, é um passo gigantesco numa cidade com perfil de Campinas, perfil político inclusive de Campinas, né? Eh, conservador e que e que silencia essas políticas, infelizmente. Acho que até dialogando com a fala da companheira que acabou de perguntar sobre as escolas, né? Eu e a Paola a gente estudou na mesma escola lá no Caique, na Vila União. E a gente desde os 12 anos de idade a gente já ouvia falar sobre camisinha, sobre métodos de prevenção e a gente vê isso lá em 2001, 2002 e a gente vê todos que a gente regrediu como sociedade, inclusive aqui na na municipalidade por conta disso, né? A gente aprendia sobre camisinha na escola, isso não era nenhum problema. A gente cresceu falando sobre camisinha como método de prevenção e isso nunca foi um problema, né? E a sociedade nos últimos anos a gente vê que eh a essa falsa moralização da sociedade tem regredido as políticas públicas de saúde, inclusive da comunidade LGBT. E também queria falar um pouco sobre a comunicação que as companheiras falaram aqui anteriormente, né, eh, dessas campanhas e e mesmo da da expansão da PREP na cidade, eh, colocar o mandato à disposição, porque nós somos o mandato, né, o primeiro mandato LGBT da história da cidade. Eh, a gente tem um público nas redes sociais, um público que encontra a vereadora, encontra cada um de nós nas ruas. A gente faz um trabalho eh de diálogo mesmo com a comunidade LGBT. temos muito, muito do nosso público, do nosso eleitorado, inclusive é da comunidade LGBT de Campinas, colocar o nosso mandato sempre à disposição para falar sobre eh esse mapa, né, dessas unidades de saúde que tão eh oferecendo acolhimento e e distribuição de PREP. eh que a gente produza campanhas mesmo a partir do do das nossas redes sociais para levar mais informação e inclusive na na possibilidade de construção aí de uma campanha de comunicação institucional eh futuramente que a gente possa levar isso paraas escolas. Escola, sim, a gente tem que falar de escola, gente. Não é porque a extrema direita colocou um tabu dentro das escolas que a gente não vai fazer o enfrentamento. Escola é um ambiente importante e a gente não pode parar de falar de escola, de falar de adolescente. Eles querem silenciar as políticas. A gente tem que falar sobre levar as políticas pros adolescentes, né? Não, a gente não tem que ter medo de falar sobre isso, porque quanto mais a gente tem medo, mais eles ganham território e e fazem essa, né, e esse boicote à políticas públicas, né? E enfim, tô falando isso para fazer um diálogo aqui, para colocar o mandato à disposição mesmo, da gente levar mais informação eh com todos os atores aqui aqui presentes, tá bom? Valeu. Ah, Suz. Essa música é é do lado, é uma solene. Boa noite. Eh, meu nome é Sus Santos, tô aqui representando a Casa Sem Preconceito, eh, grupo Identidade, mas também sou profissional da saúde e eu acho que me pega muito pouco, muito na pele esses tópicos apresentados pelo Josué. Eu iniciei em 2005 no programa de Aides. Foi lá que eu iniciei minha carreira para dentro da saúde. E hoje vê a situação que hoje estamos, né, com tudo que aquilo que a gente já tinha feito, né, e ver tantas perdas, né, para dentro do município. Eh, e aí eu fico muito, me pega muito quando se fala muito da PREP, porque eh eu tô bem já na discussão da PREP logo já tanto tempo, mas antes da PREP a gente fizemos várias intervenções, a gente conseguimos sebilizar vários centros de saúde, aonde as pessoas trazia esse temas e não era só em dezembro, não era só no mês da parada, todo ano ano, você chegava no centro de saúde, eh, tinha lá enfermeira, tinha um espaço preparado justamente para que a população chegasse, se identificasse com o material eh à disposição para que pudesse levar embora. A gente viemos várias atividades para dentro das comunidades, tivemos o fluxo ali na praça do Sucão. E assim, Josué, me desculpe, mas o número das meninas trans vai crescer mesmo, porque os trabalhos de prevenções não se tem mais, né? Infelizmente, eh, essa e eu, infelizmente, mas que bom que a Paola tá puxando de volta essa temática, porque infelizmente desde o próxo Prado, quando houve a perseguição para dentro da Cristina Hilário, para dentro do programa que se acaba com tudo, né, e a gente fica muito preso aos medicamentos e aí não se fala da qualidade dos usuários que se perdeu totalmente com todo. Eh, e aí me pega quando você traz a questão, eh, eu acho que a prepa ela é muito importante, sim, né? Eu acho que é mais um mecanismo de cuidado, mas eh se não trabalha essas unidades que vão receber esse material para poder desenvolver outros meios de prevenção, a gente tá aí com hepatite, a gente tem CFRES, a gente tem outras DSTs que vai se aparecer. Eh, infelizmente a gente não consegue combater um tudo e nem todos, mas a gente não tem uma briga política, que eu acho que me desculpe, é o que falta para dentro do programa nesses nesses anos todos que eu venho aí acompanhando, eh o enfrentamento mesmo para dentro do município, porque muitas coisas se perdeu. E aí quando a colega fala de trazer, né, procismos das pessoas, é muito importante, porque se a gente colocar uma caixa pedindo, né, que as pessoas deposit ali o que sente daqueles serviços, a gente vai receber muitas, muitas coisas que não vai ser legal, né? Hoje é, a gente vê o programa, né, com tudo que tinha e hoje vê com nada, simplesmente ficar voltado só ao medicamentos. É muito triste, né? A qualidade de cuidados com usuários se perdeu, ficou focado só no médico centrado, só no farmácia referentes aos rantres virais, porque os outros medicamentos na farmácia não se encontra mais dentro do programa. E isso é muito triste, porque quando se também vai pra Unidade Básica de Saúde, a gente sabe a fila que é para poder adquirir qualquer coisa. Então isso daí também é um um olhar que já que se deve se atentar. Eh, eu acho que a gente trazer as pessoas, os usuários dos serviços, os usuários que que ali adquirem a a aquela unidade para que também pudesse trazer outras sugestões e trazer outro, dividir também. eh eh essa esses momentos para poder também se sentir ouvido e acolhido, porque eh e outra coisa que eu queria aí eu queria te fazer uma pergunta referente os casos novos, porque eu sei a dificuldade hoje que o serviço tem para receber casos novos e aí eu posso falar mesmo enquanto profissional de encaminhar pessoas testada positiva e chegar lá ter que sambar com a pessoa ou ter que ir lá discutir com Sidney para poder eh adquirir que a pessoa seja implantada dentro daquele serviço. E aí se não querem mandar lá paraa Unicamp e aí a pessoa já tá ali com quadro jaflá que é o, né, a questão positiva. E aí você chega no serviço onde ele diz que não pode ser acolhido naquele serviço porque vai ter que ser acolhido em outro serviço. É, então eu queria que você falasse um pouco também sobre essa questão dos casos novos, como é que tá se dando, se melhorou esse esquema, né, o o que que foi feito, porque eu me lembro que recentemente, não muito, muito tempo, eh tava tava com dificuldade de casas novas para dentro dos serviços. E aí eu queria também olhar como é que fica para essas situações, porque eh colocar lugares para poder testares ou para poder eh disponibilizar um material ou um medicamento. Mas quando se vem a testagem positiva, como é que é feita? Para onde que vai direcionar isso? É mais caminhado. Mais alguém? Vou eh começar aqui eh fazendo algumas considerações, né? Primeiro, né? Acho que o que o Santana falou é muito importante, né? Eu estudei na rede pública aqui de Campinas e a gente tinha até uma matéria complementar, uma aula complementar de orientação sexual. Então isso era amplamente divulgado na escola, né? E de fato diminuiu ali a quantidade de gravidez na adolescência, que era o debate da época, assim, e isso vem se perdendo, né, na escola ao longo dos anos, assim, e levar isso, esse debate pra escola novamente, isso virou um grande tabu. Então, acho que isso é uma das coisas que a Mariana, Josué, até mesmo Gabriel, eh, podem trazer um pouco do que é essa reflexão, né? Eh, aqui o que que a a traz, né? Acho que é super importante as as ponderações, né? Sempre gera uma reflexão paraa gente, né? pra gente tá atento nas próximas reuniões. Anotei aqui, né, pra gente fazer uma reunião focado na sociedade civil, né, o movimento organizado com relação à prevenção, né, as ações, as dificuldades, pra gente poder pensar também nessa rede de fortalecimento. Acho que é super importante, né, a trazer isso pra gente também, eh, porque é um desafio, né, nesse momento dentro da frente da frente parlamentar pensar eh quais são, né, chegar nas redes que já existem e também não só no processo de divulgação, fortalecimento, mas também novas legislações, assim, e se tem essas iniciativas, a gente precisa de fato observar e entender como que a gente pode aprofundar isso. dentro da sociedade civil, que é de fato quem muitas vezes acaba suprindo as lacunas, né, que o poder público, as políticas públicas acabam fazendo, assim. Eh, que mais eu anotei aqui? Eh, e anotei também o que a Janice falou, né, para ver se é possível a gente incluir a nível municipal, né, o nos direitos eh sexuais e reprodutivos das mulheres, a PREP e a PEP, né? Eu acho que com as mulheres sis, né, o que acaba tendo maior dificuldade de acesso, né, e até mesmo quando a gente tem dos debates, né, até mesmo de pesquisas, né, quando a gente fala, por exemplo, de mulheres lésbicas, qual que é, né, o as transmissões, a gente tem pouquíssimos dados, né, a nível eh a níveis mundiais, assim, né, o Dr. Maravilha. Quando foi na Unicamp, né? Eu perguntei justamente sobre isso. Ele falou que tinha acho que dois estudos apenas e que isso ainda era muito marginalizado. Então, existe uma parte da população eh LGBTQN+ que não é observada, que não é olhada, né? que ainda tem eh dificuldade de ter acesso à informação sobre como mais do que, né, somente a ação do medicamento, mas também de como a transmissão atinge, né, e quais são as formas mais efetivas de de prevenção. Acho que a Suzi traz eh um uma reflexão muito de quem é de dentro do serviço de saúde mental, eh do serviço de saúde, né, atualmente no no serviço de saúde mental. E também eu acho que tem uma uma reflexão importante que é sobre a crescente de da oi eh sífiles, né, que tem atingido e como esse crescimento atinge principalmente eh mulheres héteros casadas, né, e que esse diagnóstico muitas vezes ele é muito tardio, né, porque quando chega no posto de saúde, ela não se enquadra dentro da do grupo atingido ali pelas ISTs. Então, até ela conseguir ter esse diagnóstico, né, eh a falta, o fato dela não ser estigmatizada, também dificulta ela ter acesso a um diagnóstico precoce. E aí eu lembrei disso justamente porque pode ter danos neurológicos, né, e o tratamento ele é bem bem duro assim. E acho que a Sus também traz uma reflexão de como que é essa porta de entrada, né, de como que a gente, como estão essas novas pessoas que estão sendo diagnosticadas, como que a gente consegue, né, ter esse acompanhamento e acolhimento. Eu vou inverter a ordem, né, para pedir pro Gabriel começar e aí a gente já fazer a sua fala, suas considerações. Gabriel, muitíssimo obrigada pela sua presença. palavra contigo. Obrigado. Bom, eu acho que a partir das falas, a primeira coisa que eu gostaria de falar é que a juventude ela é esse grande gap, né, na resposta do HIV. Eh, e eu acho que acredito que é um trabalho diário, tanto da saúde quanto da educação, né? A gente tem uma política nacional que é saúde na escola, mas a gente precisa pensar também nessa tradução, como traduz essa política a nível nacional para as atividades e currículos de cada escola também. Eh, trazendo alguns dados e aqui de cabeça, né, os últimos dados do IBGE e também de uma pesquisa recém-lançada pelo UNESCO, mostra que a juventude ela tá iniciando a vida sexual cada vez mais cedo e com menos uso de preservativo. Então essa diminuição é muito significativa. Do outro lado, a gente tem um politidemiológico de HIV AIDS que todo ano demonstra esse aumento de taxa de de infecção ali entre a juventude. sobre a questão de da PREP para as mulheres, eh, essa também é uma política muito necessária, né? E também pensando nessas outras nessas outras tecnologias, principalmente como o Lena ou o Cabo, enfim, que possuem uma aceitação, eh, não aceitação, uma taxa maior, né, ali de segurança quando a gente quando as pesquisas foram feitas com mulheres, né? Acho que do Lena chega até a 100%, se eu não me engano, eh, em algumas meninas, eh, na primeira, no, num dos primeiros estudos que foram realizados em comparação a prepia oral, que é muito mais abaixo, né? Então, também pensando nessas novas tecnologias também podem eh aprimorar o acesso das populações que foram deixadas para trás eh na entrada da TEAP. Ahã. Bom, finalizando a a minha fala, acho que a gente precisa também pensar nessas especificidades locais, sempre envolvendo os atores governamentais, mas também a sociedade civil, legislativo, esses organismos internacionais pra gente conseguir fomentar iniciativas e políticas de HIV e AIDS mais sustentáveis e inclusivas. E também gostaria de dizer que a gente continua no diálogo enquanto naes abertos aqui para apoiar e também pensar em como aprimorar ainda mais essas políticas. Muito obrigado, Gabriel. ção. Obrigada. Já recebi o material aqui, né, do do protocolo que foi renovado, né? Vou vou distribuir aqui para para todo mundo que que tá presente, mas também as pessoas que debatem, né, bastante sobre isso. Agradecer a parceria com com a Unides, né, a sua a sua atuação, sua presença aqui conosco hoje e acho que também você tem sempre trazido diversas iniciativas e sido um farol pra gente do que a gente pode avançar na cidade de Campinas. Muitíssimo obrigada. Queria passar agora para Mariana também já fazer a sua fala e as suas considerações finais aqui. Eh, eu eu me chama muito atenção eh essa necessidade de a gente ampliar de novo a discussão e a informação pros adolescentes. Eu acho que não tem eh juntando um pouco a a o envolvimento da sociedade civil, que é o que a gente tenta fazer na Unicampanalmente, que é incluir, né, a moçada do DCES e participar desses eventos. Quando a gente leva os autotestes da moradia, que de quando em quando a gente faz isso também, a gente vai meio que atirando para todo lado, tentando envolvê-los nisso. Eu acho que aí esse é o segredo, né? Claro que eu tô falando de uma comunidade menor, né? De um universo, de um pequeno universo, que acaba sendo um um um reflexo do grande, né? Eu eles sempre perguntam para mim: "Ai, mas aqui na Unicamp tá tendo surto de gonorreia, defes?" Falei: "Aqui a Unicamp ela é ela é um espelho, um lugar pequeno, um universo menor do que tá acontecendo no mundo. Não é diferente. Só que é uma população envieszada que é jovem, jovens, eh, basicamente LGBTs e homossexuais, bissexuais. Eh, eu brinco que é uma fase transante, né? Sexo, drogas e rock and roll. É uma época que se é disso que se trata. E aí a gente percebe que isso a vulnerabilidade começa antes, que é na adolescência, né? Eu acho que que tem um gap aí que eles estão vindo muito desinformados e despreparados e a gente pega essa faixa etária já na universidade, a gente já tá atrasado nas na informação e na prevenção, né? Claro, a gente faz o que a gente tem que fazer, mas a coisa para na concepção ideal é fazer essa prevenção e esse esse envolvimento na adolescência, né? Então eu acho que a gente perdeu eh e esse modus operande que tinha na na na escola, no ginásio e depois no no colegial. A gente mudou todos. Eu sei que não chama mais assim, tá? Eh, não é, mas assim, eu sei, é, é ensino fundamental, fundamental e médio. Isso. Mas é antes você você, né, você pensar a coisa tinha que começar no ensino fundamental. Então eu acho que aí é o furo, aí que é o que é o é o furo e é o lugar da gente enfiar enfiar eh a a prevenção e e o debate, a informação de volta. Eu acho que aí a gente precisa reensar essa essa história. Campinas tem um um gap enorme aí. Sim, é uma sociedade bem conservadora burguesa. Eu tenho uma filha de 16 anos, não vejo essa discussão nos colégios, não teve. Tudo que ela aprendeu foi de me ver falar, de insistir. Ela fazia grupinho com as amigas em casa, quando na hora do café da manhã vamos conversar. Eu é a única mãe que fala disso porque eu trabalho com isso, mas eu não conto, então, né? Eu sou uma um pés fora. Então, acho que a história envolveu envolvimento da sociedade civil, dos estudantes, de onde a gente tá falando e da e essa história do do de antecipar de novo essa conversa. Eles jovens estão muito alienados, não sabem, a gente não tem acesso mesmo a grupos importantes de atuação nas escolas. Não sei se criar de novo, né, a ideia de uma uma eh uma disciplina ou dentro de uma outra mostra até as cartilas os cartilhas, né, uma legislação estadual agora, uma lei estadual, tá, para pr para implantação de ações de prevenção a gravidez e também a questão das ISTs, né, essa essa essa legislação. Eu tenho acompanhado, né, eu faço parte do grupo que tem discutido isso no estado. Que bom. E já se tem algumas reuniões e assim muito triste, fiquei muito entristecida porque eu participei da última reunião aonde o estado tá convocou os municípios a estarem participando paraa discussão e Campinas não se mostrou interessada e não participou da discussão. Quem foi chamado? Quem que? Ah, era o pessoal da é educação, tá? É, foi o pessoal da educação. Foi promovido pela Secretaria Estadual de Educação e pelo Programa Estadual de STIVIDs. Até foi apresentado juntos na prevenção, algumas iniciativas e começou-se a discutir essa expansão, essa implantação nesse primeiro momento, né? até a a Xenia, que é aqui da Geved Campinas, estava com a gente lá, participou dessa discussão e até nós nós comentamos, eu e a Chen, a tristeza da gente não ver o município de Campinas presente e participando disso, né? A gente sente muito essa eh a gente que tá aqui, né? A gente viu toda a região, tá? A gente tinha toda a região aqui, Sumaré, Paulí, toda a região estava. Campinas não estava presente, não, não se mostrou nesse primeiro momento interesse em estar participando dessa discussão. Então, é importante que a gente eh traga isso. É lei, é lei estadual, precisa estar aqui. Não é uma questão de eu querer ou não querer. Se é lei, precisa est ser efetivada e ser implantada, né? Mais eu acho que isso aí eu aí esse é o ponto, esse é o ponto nevrálgico da história, onde ela tem que voltar a acontecer, a começar a acontecer de novo, porque quando o o jovem chega na universidade, ele já tá transando faz tempo, sabe? Ele já tá transando faz tempo. Então assim, por você vê isso com a história do HPV, da vacina de HPV, com a falta de adesão das crianças, dos adolescentes jovens de nove, agora expandiram para 19 anos, estenderam, mas abaixa adesão da vacinação, porque tem uma ideia maluca de que isso incentivaria o o início da do sexo eh na adolescência. E eu sempre devolvo a pergunta pras mães que pessoas que vão, eu falo: "Pois é, mas precisa estimular o jovem ou adolescente a querer transar?" Não precisa estimular, não precisa. Quer dizer, a a a sobrando, né? Assim, o hormônio tá sobrando, é disso que se trata. Então, de repente mudou os os jovens estão transando mais cedo, iniciando a vida sexual mais cedo e o e o e esse debate, essa informação tá chegando mais tarde, então não tá combinando. Então eu acho que aí é o início da história, essa pra parte da educação. Primeiro de tudo, a gente tá atrasado fazendo isso na Unicamp os os os eh jovens universitários, mas eu acho que eh bom, vamos continuar, mas acho que a história antes. E aí, esse nó que eu vi, você falou que eh a partir dos 18 anos, que não tem nenhum caso usando PREP dupl abaixo de 18 anos. Mas é estranho isso, não é? É, é muito estranho. Tinha poucos casos, mas descontinuaram. Quando eles descontinuem, eles saem daquela numeração. Mas é, é muito os meninos. E e o meu e o meu receio são são jovens garotos homossexuais que que que transam homens mais velhos. Isso existe muito. É uma questão inclusive de desigualdade nas mulheres, desigualdade de gênero e e com os jovens também, né? Então isso é uma coisa que me preocupa. Esses jovens existem e eles estão se infectando. Bom, gente, eu agradeço aqui a participação na discussão. Acho que a gente tem um horário, tá um pouco avançado. A gente precisa se encontrar mais, se reunir mais. Acho que com o envolvimento da da sociedade civil, com os estudantes, enfim, vamos pensar numa numa em continuar isso de um um formato mais abrangente, incluindo talvez alguém da educação, inclusive, né? E é isso. Boa noite. A gente continua uma outra hora. Obrigada, Paula, pelo convite. Obrigada Josué. Obrigada pessoal. Obrigada você. Muitíssimo obrigada Mariana. Acho que é sempre importante a gente expandir o diálogo, né? E a Lia trouxe essa questão da lei estadual, que a gente pode inclusive fazer requerimento de informação sobre como tá a implementação aqui no município, né? E reforçar e reforçar inclusive quais são, né, os modelos de prevenção que já existem dentro das escolas municipais, né, todas elas. queria eh sempre que precisar, puder, estamos aqui. A gente vai te chamar mais vezes, provavelmente, e vamos também na Unicampa, né, que a gente fez lá no comecinho do mandato, né, mas acho que é sempre importante a gente ser integrado nessas ações que eu acho que acaba expandindo para além dos muros, né, transbordando para além dos muros da universidade. E agora passar pro Josué aqui, a nossa nosso coordenador do programa municipal, né, que pode inclusive trazer alguns panoramas mais de dentro da administração. a gente sabe que tem inúmeros desafios que passam ali, principalmente pela educação, mas que tem ali sido alguém de muita resistência para que o programa continue, continue da maneira que que ele tá com expansão e lutando inclusive para que a gente consiga ter esse processo de de forma para além dos serviços, né? Porque os terminais, eu acho que é isso assim, é para além do serviço, né? que as pessoas tenham menos a vergonha de de somente ir lá retirar, não precisar ter interlocução com uma uma pessoa. Josué, muitíssimo obrigada pela sua presença. A palavra tá com você. Bom, eh, pegar um gancho aí do que a Mariana falou no final. Eu acho que essa, eh, essa frente parlamentar, ela já foi criada há algum tempo recente, mas ela passa a funcionar para valer, acho que mais. Agora, eu acho que hoje é uma, porque hoje a gente começou um debate amplo, né? Não que não houvesse debate, sempre houve, mas houve toda a formalidade da criação, trazer os temas, mas hoje eu saio daqui muito animado, porque eu acho que assim, nós temos um espaço novo político e que pode ser albergar esse tipo de discussão, né? E isso é é um espaço que não existe. Eh eh no passado existiu, nós conseguimos uma bem na década de 90 que eu era o coordenador do programa também na época e que foi quando a gente criou o programa de Aides em Campinas, eu e a Dra. a Silvia Belut, eh, que já faleceu, infelizmente. Eh, mas, eh, a gente tinha um espaço que era o espaço de discussão amplo, eh, que era um comitê da cidade voltado para isso. Isso aí foi foi muito intenso, foi muito muito o fórum eh municipal de STA e tal, tal. E e funcionou muito bem. A gente tinha até uma supervisão técnica do Gastão na época que era o nosso supervisor. Ele ia nas reuniões e promovia essa essa supervisão pra gente. Hoje é outro momento, é é diferente, a lógica é diferente, as abordagens são diferentes, mas o espaço de discussão, ele tem que ser preservado e quando não existe, tem que ser criado e foi criado. Eu acho que que o que a frente responde a isso. Então, precisamos nos reunir mais, conversar mais e trazer. Eh, foram colocadas várias questões. Eu tive até que pedir uma caneta emprestada e um papelzinho, porque ninguém anda com caneta mais e eu sou ruim de botar no no celular. Parece que a gente tá quando digita no celular, parece que a gente tá se comunicando. Então eu fiquei até um pouquinho, não, a Paola já me arranjou rapidinho aqui a também e eu anotei um monte de coisa, é um monte, não dá tempo, né? Então, mas o que que eu queria falar genericamente? Eh, eu não, eu não, eh, foram colocadas coisas muito importantes, muito importantes. Eu vou destacar algumas, embora todas muito importantes, mas alguns de uma relevância assim eh muito alta, né, e de uma dimensão e de uma amplitude muito grande também, o que faz com que eu não consiga responder e corresponder às expectativas de vocês em termos de comentários e respostas, né? Mas alguns comentários eu gostaria de fazer. Eh, eu fui tentar ir na ordem, algumas são muito pontuais, mas vale a pena não deixar de comentar. Mas a Genice trouxe várias coisas e a Genice, ela não fez questionamento, só ela também fez considerações. Acho que a sua maior parte da sua fala foi considerações, né? Mas você perguntou da violência sexual, nós temos a PEP, um dos componentes da PEP é a violência sexual. ela eh a taxa de PEP em violência sexual, ela tá estável, eh tem algumas dificuldades, mas ela tá muito bem organizada na cidade, né? Poderia ser mais amplo, poderia, mas não tem muito como, porque é complexo esse tipo de atendimento, mas está muito dado hoje. Mulheres eh que não menstruaram são atendidas no Mário Gatinho, a demanda de urgências de violência sexual. Eh, mulheres que já menstruaram no caísme, homens com violência sexual, são casos muito raros, né? Mas se for o caso, tem o nosso centro de referência. Agora, esse era um projeto incrível desenvolvido pela Verônica, a Dra. Verônica na época, que era o Illuminar, acho que esse era o nome. Com a saída da Verônica que se aposentou, isso se perdeu um pouco. Nós não respondemos por pelo iluminar, não respondemos por isso. A gente tem um componente pequeno, mas importante dentro da questão da violência, mas não somos só nós, né? Então tem outras áreas. Então, eh, muitas das colocações foram feitas aqui. Eh, precisaria ter mais pessoas da secretaria para poder responder saúde da mulher, saúde da criança e do adolescente, saúde da eh eh a atenção primária. Então, mas eu posso fazer alguns comentários sobre isso, né? Eh, no caso, pegando o gancho já, Fernanda falou das escolas, né? Existe um programa de saúde nas escolas, mas é um pouco tímido, eu acho, particularmente. E não aborda só e HIV e Aid, ele aborda todas as questões de saúde. Nós tivemos que entrar nisso. Mas o que que a gente fez há alguns anos atrás, quando eu já tinha voltado a coordenar o programa, que eu comecei recoordenar o programa a partir de 2015, eh, a gente fez uma uma aproximação muito grande e muito densa, eh, com a Secretaria de Saúde de Secretaria de Educação, Secretaria Municipal de Educação. A gente trabalhou com metade das escolas, mas trabalhamos com os os professores e o trabalho foi muito intenso. Foram muitas reuniões, muitos treinamentos, muitas capacitações e a gente tentou finalizar com um decreto específico para isso. A gente escreveu um decreto, mas isso foi se perdendo, foi se perdendo, foi se perdendo. Isso se perdeu completamente. Foi muito frustrante porque o investimento foi alto da nossa parte. A gente ficou semanas assim, eram curto, porque a gente pegou vários temas e abordou todos, porque a intenção era era formar de maneira aprofundada os professores para que eles trabalhassem com os alunos. E foi muito frustrante. A gente investiu muito e teve um retorno muito baixo, infelizmente, né? Mas eu acho que que a gente tem que retomar isso, né? junto com a Secretaria de Educação, junto com a saúde, quem responde pela saúde da criança e do adolescente lá na secretaria. E nós vamos juntos, mas não somos os únicos que respondem por isso. E uma outra questão é assim: hoje nós trabalhamos na saúde muito mais com a lógica das unidades de saúde no seu território, atuando integralmente, né? Então, muitas das questões que vocês falaram, ela não tá centralizada. a gente não consegue fazer nada se não for nessa maneira integrada. Na verdade, a lógica e o nosso trabalho é sempre tá preparando, eh, capacitando, cutucando e outras palavras. Mas a unidade de est ela que tá no local. E a e a e a Lia trouxe muito isso das comunidades. Ela que chega nas comunidades, que vai lá horário que ninguém vai, que a noite, final de semana, feriado e tal, ela consegue ter uma sensibilidade muito maior. Mas a gente não tem saída. A nossa saída é por meio das eh dos centros de saúde daquela comunidade, né? Então, cada centro de saúde normalmente tem um território de cobertura que envolve alguns bairros, né? eh, circunscritos e geralmente mais ou menos 10.000 pessoas. E daí eles é que devem e podem e que conseguem se aproximar. Não é um programa de Aides que vai conseguir fazer isso. Não é o programa da criança ou da mulher. Eles também podem colaborar, podem estar juntos. Mas a ação comunitária também é um papel eminente da da do centro de saúde naquele território. Por isso que existe agente de saúde, por isso que a gente existe todas as equipes de saúde da família. Então eu não tô fugindo da raia não, mas eu tô trazendo a lógica que hoje é a saúde no Brasil como um todo, mas é a lógica da saúde que Campinas adota. Brasil não, mas o Brasil, eu acho que no Brasil, eu acho que não, eu acho que alguns eh algumas cidades do Brasil t um modelo como de Campinas, outros não. Alguns tm modelos melhores e alguns têm modelos bem piores, mas a lógica é a mesma. não dá conta, não é nível central que dá conta de de acessar eh comunidade, mas mas não isso não impede que o nível central esteja também promovendo isso, né? A Lia comentou da questão das ONGs, eh, tem pouco escuta em Campinas. Eu acho que essa é uma realidade. Nós, eh, na década de 90 a gente tinha, talvez oito ONGs em Campinas e identidade dessa época. O outro que era que tinha que era de HSH também que era identidade, mas tinha um outro nome, não me lembro agora, uma o Oi, RNP. RNP. Tínhamos duas grandes ONGs de adolescentes. Campinas era tradicional por ter isso. A Rolatino que fechou. Então hoje a lógica é diferente, mas eu acho que nós temos menos ONGs. ONG grande e de peso como vocês são muito poucas, né? Mas a gente tem que resgatar. Eu acho que é um papel, não, eu eu não trago isso para minhas costas somente porque eu não aguento, mas eu acho que nós temos com vários outros parceiros do nível eh institucional e não institucional, a gente tem que resgatar esse essas ONGs e trazer elas para presença, fala constante, né? Então isso acho que é importante. Eu reconheço, eu só não reconheço que isso é uma demanda só nossa, porque vocês trabalham em várias áreas da saúde, não só na área do HIV, vocês trabalham com comunidade, tem mais pessoas que podem trabalhar com isso. Respondendo só a pergunta, Suzi falou da da dos casos novos, né? Eh, realmente é um problema, a gente tá atualmente com problema sério de recursos humanos. Perdemos várias enfermeiras, perdemos um médico que faleceu. Então a tudo isso impacta e a gente poder dar uma pronta resposta aos casos novos, né? A PUC ela é contratada pro atendimento de uma parcela dos pacientes HIV novos nossos. é uma universidade, tem um peso e uma tradição na área de infectologia e nós pagamos para isso. Tem as suas questões lá de qualidade, mas isso tem que ser levado pro convênio. O convênio tem a participação social também, tem que ser apontado isso, mas não é fácil, é difícil. O que nós queremos é reduzir o novo o número de casos novos com a PREP para que a gente tenha menos pessoas de casos novos pra gente poder atender melhor. Mas é um é um nó grand até lá eu acho que é daqui a pouco. Espero porque senão eu vou desanimar com a prévia. Mas vocês têm razão, isso acontece e tá centrado na no recurso. Se nós tivéssemos dois, três médicos a mais, duas, três enfermeiras a mais, a gente ia fazer o que é preconizado para casos novos. É, chegou na unidade, começa a tomar remédio no mesmo dia, mesmo sem colher carga viral e CD4, que é um exame fundamental para isso. Então, pessoal, é, o tempo é curto, o povo tá angustiado um pouco, o tempo tá se prolongando. Eu tentei fazer só alguns comentários, a Estela perguntou dos confinados, nós não temos projetos diretos com os confinados. A gente dá mais suporte a eles, porque a gente atende todos eles no nosso centro de referência. A gente faz algumas ações de prevenção, a gente disponibiliza testes rápidos, os capacit. Mas a Unicamp tem um um trabalho legal, acho que no presídio feminino, inclusive, e na casa, como é que chama? De adolescente? Casa, esqueci o nome. É a é casa o os jovens menores de 19 anos, não é penitenciári. Fundação casa, faltou a palavra. A gente já fez algumas ações lá também, mas a Unicamp tem ações na Fundação Casa em presídio feminino, vocês também, né, no presídio feminino. Então, tem algumas iniciativas, eh, a gente tenta dar suporte conforme a gente consegue, mas é muita coisa. Quando vocês falaram no final da década de 90, Cristine Lário era coordenadora, quando eu saí, fui para Brasília, eh, foi um momento top, auge, ápice dos do programa de AID. Naquela época a Cris conseguiu contratar, tipo, 40 agentes de saúde para fazer prevenção via eh convênio do Cândido Ferreira. hoje não consegue. Isso virou e vocês sabem bem a história, isso virou até inconstitucional em algumas modalidades. Então, a gente tem que se ajudar sozinho. A gente não vai fazer nada. Eu conto com a Frente Parlamentar. Eu acho que hoje inaugura um momento o o a fase dois da Frente Parlamentar, que a primeira foi se constituir, se organizar, pensar e promover algumas conversas. Agora é ação, ação conjunta. todos nós não vão conseguir fazer nada sozinho, vocês também não. A a educação tem que estar junto, a promoção social tem que tá junto, as ONGs, então nos exercitamos. Talvez o fórum seja o que foi o comitê municipal da década de 90. Vamos discutir isso mais, vamos aprofundar e eu conto com isso e agradeço muito toda a colocação que foi feita, que é coisa que eu até vou levar anotado, na verdade eu fosse fotografar que o papel é da Paola. Pode, pode. Não, eu tiro uma pode levar se quiser. Eh, gente, queria agradecer a presença de todo mundo. Acho que eh a frente parlamentar ela tem justamente a característica, né, de ser a união, né, do legislativo com a sociedade civil. Então, acho que a gente pode, aprender cada vez mais e aprimorar os nossos trabalhos. Então, já anotei aqui com relação à legislação eh estadual paraa gente fazer o requerimento com relação eh a Janice e pensar também em formas de integração, né, com outras secretarias, até mesmo solicitar que outras secretarias participem aqui da Frente Parlamentar para que a gente possa pensar iniciativas e também eh cobrar, né? eh dizer que eu tô muito feliz da gente tá iniciando esse esse essa fase dois aqui também, né, pra gente conseguir também avançar enquanto legislação, né? Quero agradecer mais uma vez o Gabriel, a Mariana, o Josué, todas as pessoas aqui presentes e convidar todo mundo pra gente fazer uma foto, juntar aqui para fazer uma foto final. Gabriel tá ali. Acho que a gente pode fazer uma foto ali embaixo do do telão que a gente faz a foto com o Gabriel. Gente, muitíssimo obrigada. TV Câmara, Campinas. Yeah.