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[Música] hoje é muito comum a gente ouvir a discussão sobre termos que seriam racistas e por isso deveriam ser cortados no Nossa linguagem do cotidiano Mas será que isso se sustenta numa perspectiva linguística alguns estudos da semântica que é a área que estuda os sentidos de uma língua vão entender a língua como um sistema aberto e relativamente autônomo relativamente autônomo por quê Porque a língua não permite que você combine qualquer palavra de qualquer forma ela tem uma determinada ordem que ela precisa ser seguida Mas ela é relativamente autônoma também porque ela só é língua porque os sujeitos usam essa língua no seu cotidiano só que tanto a língua quantos sujeitos estão inseridos na sociedade e são marcados pela história logo são marcados também pelas pelas relações de poder pela violência pela desigualdade mas também pelas lutas e resistência logo eh você olhar para uma palavra sozinha isolada não basta para você dizer se ela é racista ou não é preciso a gente olhar pro contexto pra história de enunciações daquela palavra olhar em que contexto ela tá inserida em que tipo de texto ela tá inserida quem é que tá falando aquela palavra para quem com qual intenção é assim que a gente vai Observar se um termo tá produzindo um sentido racista ou não por exemplo a palavra num contexto de conflito a gente pode ver a palavra sendo utilizada para minorizados mas no contexto familiar a gente pode ver essa mesma palavra sendo utilizada com sentido positivo de carinho de afeto e de ã eh cuidado com o outro isso quer dizer que não basta só a gente olhar a palavra em si ou sua origem para determinar se ela racista ou não a gente tem que ver quem é que tá utilizando para quem tá utilizando e como é que essa palavra foi utilizada ao longo da [Música] história